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Fascismo

Regime político de caráter totalitário que surge na Europa no entreguerras (1919-1939).

Originalmente é empregado para denominar o regime político implantado pelo italiano Benito Mussolini entre 1919 e 1943.

Suas principais características são o nacionalismo, que tem a nação como forma suprema de desenvolvimento, e o corporativismo, em que os sindicatos patronais e trabalhistas são os mediadores das relações trabalhistas.

O fascismo nasce oficialmente em 1919, em Milão, quando Mussolini funda o movimento intitulado Fascio de Combatimento, cujos integrantes, os camisas pretas (camicie nere), se opõem à classe liberal.

Em 1922, as milícias fascistas desfilam na Marcha sobre Roma.

Pretendem tomar o poder militarmente e ocupam prédios públicos e estações ferroviárias, exigindo a formação de um novo gabinete.

Mussolini é convocado para chefiar o governo do país, que atravessa profunda crise econômica, agravada por greves e manifestações de trabalhadores.

Por meio de fraudes, os fascistas conseguem maioria parlamentar.

Em seguida, Mussolini dissolve os partidos de oposição, persegue parlamentares oposicionistas e passa a governar por decretos.

As características do regime são cerceamento da liberdade civil e política, unipartidarismo, derrota dos movimentos de esquerda e limitação ao direito dos empresários de administrar sua força de trabalho.

A política adotada, entretanto, é eficiente na modernização da economia industrial e na diminuição do desemprego.

Fonte: www.geocities.yahoo.com.br

Fascismo

Forma de autoritarismo do século XX que pretende a estrita regulamentação da existência nacional e individual de acordo com ideais nacionalistas e com freqüência militaristas; os interesses opostos são resolvidos mediante a total subordinação a serviço do Estado e uma lealdade incondicional a seu líder.

O fascismo baseia suas idéias e formas no conservadorismo extremo.

Os regimes fascistas costumam ser confundidos com as ditaduras — e às vezes se transformam nelas —, governos militares ou tiranias autoritárias, mas o fascismo em si mesmo é diferente desses regimes por ser de forma concentrada um movimento político e uma doutrina sustentados por partidos políticos à margem do poder.

Surgiu com força pela primeira vez em diferentes países entre 1919 e 1945, sobretudo na Itália, Alemanha e Espanha.

Em um sentido estrito, a palavra fascismo refere-se apenas ao partido italiano que a criou, mas atualmente pode ser aplicada a qualquer ideologia política semelhante.

O termo fascismo foi utilizado pela primeira vez por Benito Mussolini em 1919 e fazia referência ao antigo símbolo romano do poder, o fascio, um feixe de varas atadas a um eixo, que representavam a unidade cívica e a autoridade dos oficiais romanos para castigar os delinqüentes.

Em 1922, Mussolini chegou ao governo italiano ameaçando um golpe de Estado caso suas exigências fossem recusadas.

No começo, governou de maneira constitucional, liderando uma coalizão de partidos, da qual se desfez tão logo superou os obstáculos que limitavam a sua autoridade e implantou uma ditadura.

O FASCISMO EM OUTROS PAÍSES

O regime de Mussolini serviu como modelo de fascismo nos anos vinte e trinta.

A Grande Depressão e o fracasso dos governos democráticos ao abordar as conseqüentes dificuldades econômicas e o desemprego em massa alimentaram o surgimento de movimentos fascistas em todo o mundo. No entanto, o fascismo nos outros países se diferenciava em certos aspectos da modalidade italiana.

O nacional-socialismo alemão era mais racista; na Romênia, o fascismo se aliou à Igreja ortodoxa, não à Igreja católica apostólica romana.

Inicialmente, o grupo fascista Falange da Espanha era hostil à Igreja católica romana, embora no governo do ditador Francisco Franco tenha se unido a elementos reacionários e pró-católicos. O fascismo desfrutou de um maior êxito no período entreguerra nos países do leste e do sul da Europa.

A derrota da Alemanha e da Itália na II Guerra Mundial tirou a credibilidade do fascismo na Europa no período pós-guerra.

O único governo de caráter fascista que chegou ao poder no período pós-guerra foi o de Juan Domingo Perón, eleito presidente da Argentina em 1946.

Perón contava com o apoio da classe trabalhadora e tinha poucas semelhanças com o fascismo de pré-guerra europeu.

Países como a Espanha e Portugal, cujos governos fascistas se mantiveram no poder depois da guerra, passaram do totalitarismo ao autoritarismo e atenuaram os seus traços fascistas.

Com a recuperação econômica do pós-guerra, diminuiu o descontentamento social que havia colaborado para a expansão do fascismo na época do pré-guerra.

Em conseqüência, na maioria dos países democráticos, o fascismo parecia relegado ao ostracismo permanente em uma menosprezada faixa política.

As décadas de 1980 e 1990 trouxeram um inesperado renascimento do fascismo em algumas democracias ocidentais, geralmente chamado de neofascismo.

Ele conheceu diferentes formas e destinos nesses países, mas mostrou uma antipatia racista em relação ao Terceiro Mundo e uma desilusão generalizada em relação aos partidos políticos estabelecidos.

Esses foi uns dos piores momentos em que o mundo já se encontrou.

Fonte: www.fascismo8.hpg.ig.com.br

Fascismo

Movimento político italiano fundado em Milão a 23 de março de 1919 por Benito Mussolini, que nele se apoiou para conquistar o poder e impôr à Itália um regime ditatorial de 1922 a 1945.

Seu nome deriva de fascio, que era uma "insígnia e instrumento de punição dos litores romanos, composto de um feixe de varas e um machado.

Como o feixe de varas, que representava a força, os culpados eram açoitados. Com o machado, símbolo da justiça, decapitavam-se os culpados."

A Itália saiu da Primeira Guerra Mundial ferida, com o sentimento de ter sido ludibriada pelos Aliados, aos quais recriminava por não haverem satisfeito suas reivindicações territoriais em Fiúme e na Dalmácia. O orgulho nacional era alimentando por um sentimento de desforra.

Por outro lado, o país era teatro de uma crise econômica e financeira: os preços subiam (o índice do custo de vida passou de 100 em 1914 a 300 em 1919 e a 400 em 1920), o orçamento apresentava um déficit crônico, o abastecimento era difícil, a reconversão suscitava problemas e a indústria revelava suas fraquezas.

No Sul, a questão agrária mantinha-se; o mito da terra para os camponeses servia de pretexto para tentativas de ocupação dos domínios.

Ocorria também uma crise social: a emigração para os E.U.A. havia-se tornado mais difícil e o superpovoamento se agravava.

O desemprego e o aumento do custo de vida pauperizavam os trabalhadores rurais e os operários: 80% da população se proletarizaram.

Nesse clima geral de rancor, miséria e inquietação, o fascismo desenvolveu-se, afirmando-se desde o início "reacionário, antiparlamentar, antidemocrático, antiliberal e anti-socialista".

Aos patriotas e aso ex-combatentes decepcionados com os resultados da guerra, oferecia uma doutrina nacionalisa e belicosa; às inquietações provocadas pelo perigo vermelho, opunha um desejo feroz de combater as Internacionais socialistas; diante de um poder fraco e sem autoridade, defendia a concepção do Estado totalitário: Tudo está no Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado.

Sua fórmula era: acreditar, obedecer, combater.

Sua verdadeira doutrina era a ação: "O fascismo não foi alimentado desde o início por uma doutrina previamente elaborada nas mesas de trabalho, nasceu de uma necessidade de ação e consistiu na ação; não foi um partido: ao contrário, nos dois primeiros anos, foi um antipartido e um movimento; o nome que dei ao movimento traduzia seu caráter", dizia Mussolini. O caráter ambíguo da doutrina fascista explica o fato de entre seus numerosos adeptos encontrem-se republicanos, nacionalistas, ex-combatentes, descontentes, arrivistas, aventureiros e idealistas. O movimento recebeu também o apoio da grande indústria, que buscava uma reação de direita para conter o ímpeto revolucionário dos socialistas. Fora das cidadaes, o fascismo encontrou ampla aprovação entre os pequenos proprietários rurais. O fascismo, portanto, não foi o movimento de uma classe ou de uma categoria social ou profissional; exprimiu interesses diversos, e até divergentes, num amálgama de aspirações que buscavam uma mudança rápida sem se opor à "maneira forte" de consegui-la.

Um dos esteios do regime fascista foi a pequena burguesia: "(...) na altura em que se reuniu o Congresso de Roma, em 1921, dos 150 mil inscritos que formam os quadros do Partido Fascista, encontramos 18 mil proprietários de terras, 14 mil comerciantes, 4 mil industriais, 10 mil membros de profissões liberais, 22 mil empregados (dos quais 1/3 são funcionários) e cerca de 20 mil estudantes, ou seja, perto de 90 mil membros não-operários. O resto são trabalhadores agrícolas (37 mil) e 24 mil trabalhadores urbanos, na maioria desempregados e funcionários públicos. Em 1930, a proporção não variava, e dos 308 chefes fascistas italianos, 254 provinham da pequena burguesia."

Em novembro de 1921, o movimento - que se havia tornado um partido - manifestou claramente seu desejo de conquistar o poder.

Os estadistas liberais, ainda no poder, eram inconscientes; as cumplicidades que o movimento encontrou no país multiplicaram-se; por isso mesmo, a marcha sobre Roma que Mussolini organizou a 22 de outubro de 1922 mais parecia uma parada militar do que uma revolução: a 30 de outubro, Vitor Emanuel III convocou Mussolini a Roma para lhe confiar a tarefa de formar o novo governo.

De 1922 a janeiro de 1925, ao menos aparentemente, não se constatou nenhuma mudança substancial no seio do Estado: a vida parlamentar continuou. Mussolini investido de plenos poderes pela Assembléia, criou o Grande Conselho fascista, que realizou a simbiose partido único-Estado totalitário; uma nova lei eleitoral permitiu-lhe, conseguir, nas eleições de abril de 1924, 64,9% dos votos e 406 cadeiras no Parlamento. O deputado Giacomo Matteotti, líder do partido socialista, denunciava sistematicamente, da tribuna do Parlamento, as violências e arbitrariedades cometidos pelos "camisas negras" e acobertadas ou estimuladas por Mussolini (30 de março de 1924); exatos dois meses seguintes foi seqüestrado às margens do rio Tibre por cinco indivíduos, que o assassinaram. Seu corpo só foi encontrado dois meses mais tarde, no interior da Itália. Os criminosos forma julgados em 1947 (dois morreram nesse meio-tempo) e condenados a trinta anos de prisão. O fato provocou a indignação na opinião pública e deu novas forças à oposição. Mas o rei apoiou Mussolini e o fascismo superou a crise.

A 3 de janeiro de 1925, Mussolini anunicou o estabelecimento de um regime totalitário.

Uma série de leis e de disposições arbitrárias pouco a pouco transformaram Mussolini em "Duce": os adversários forma presos, deportados para as ilhas Lipari ou forçados ao exílio, os partidos forma dissolvidos; um tribunal foi instituído para julgar os delitos políticos; a milícia, exército do partido, foi reforçada (enfrentou a oposição do exército regular); uma polícia secreta, a O.V.R.A., foi criada.

Mussolini dispunha então dos meios que lhe permitiram organizar o país segundo as normas fascistas. O enquadramento de toda a população foi preparado.

Todos os italianos eram arregimentados desde os seis anos de idade. Os professores prestaram juramento ao regime, davam aulas em uniforme fascista, comentavam em classe os discursos do Duce. A história foi revista para exaltar a grandeza de Roma e a nova grandeza do Estado fascista. De um modo geral, através do rádio, da imprensa, do cinema, toda a população foi condicionada; uma encenação constante engarregava-se de criar permanentemente uma atmosfera de grandeza para a glória do regime. O partido era a fonte de recrutamento dos funcionários, e, era o Grande Conselho fascista que escolhia os deputados. Todos quadros admnistrativos do Estado eram colocados sob a direção desses dois órgãos, que se achavam representados em todos escalões.

As realizações do regime fascista não foram desprezíveis. A "batalha do trigo" permitiu que a produção passasse de 50 milhões em 1925 a mais de 80 milhões em 1933. 1,5 milhões de hectares de terras foram beneficiados. Mais de mil centrais hidroelétricas foram construídas de 1922 a 1939. A produção de aço foi triplicada entre 1922 a 1939, e a do alumínio foi multiplicada por dez. Uma política de grandes obras foi posta em marcha a fim de assegurar a glória do regime, distribuindo salários (secamento dos pântanos Pontinos, construção de auto-estradas e de estádios).

Mussolini empreendeu também uma campanha a fim de elevar a população a acerca de 70 milhões de habitantes em 1960: a emigração foi severamente limitada. Mas essa política fracassou, assim como fracassou, no conjunto, a política econômica.

Nesta área, sucederam-se várias etapas: após um livre-cambismo e, a seguir, um liberalismo (desnacionalizações), em 1925, bruscamente, instalou-se a planificação, acompanhada de um protecionismo severo e de certa austeridade. Em 1930, os salários italianos eram os mais baixos da Europa. A prosperidade industrial era fictícia, o desemprego aumentava. O governo foi obrigado a recorrer a novos impostos e a empréstimos compulsórios, que empobreciam ainda mais as classes menos favorecidas.

Mussolini combateu os conflitos de classes sociais instituindo corporações que deveriam aumentar a produção e aproximar os homens uns dos outros: tal instituição, porém, permaneceu artificial. Ainda com o intuito de pôr fim às divisões internas, Mussolini assinou com o papa os acordos de Latrãs (1929); a hostilidade entre a Igreja e poder civil, ressurgiria porém, logo após.

Em 1936 situa-se o apogeu do fascismo: a proclamação do Império, após a agressão contra a Etiópia, o fracasso da Liga das Nações, incapaz de pronunciar sanções eficazes contra a Itália, a falta de firmeza da França e da Inglaterra para apoiar a Etiópia, a aproximação com a Alemanha nazista e a intervenção na guerra da Espanha, tudo isso parecia consagrar a vitalidade do regime.

Ainda que sua popularidade tivesse diminuído bastante, sobretudo no seio da alta burguesia, o fascismo mantinha-se extremamente poderoso e praticamente invulnerável, pois se apoiava num aparelho policial eficaz.

Durante a Segunda Guerra Mundial, porém, em que a Itália entrou imprudentemente ao lado da Alemanha (atacando a França a 10 de junho de 1940), o regime fio inicialmente abalado e finalmente derrotado. Hitler foi obrigado a ir em socorro das tropas italianas na Iugoslávia e na Grécia. O antifascismo, até então clandestino e ineficaz, consolidou-se. Finalmente, enquanto os exércitos aliados, desembarcados a 10 de julho de 1943, prosseguiam seu avanço vitorioso em direção ao norte da península, a 25 de julho Mussolini foi destituído e preso pelo Grande Conselho fascista. Alguns meses depois, libertado por um comando nazista, fundou na Itália setentrional uma República social italiana (cujo caráter revolucionário e antiburguês parecia refletir as longínquas aspirações de 1919), que, apesar de uma repressão impiedosa, foi aniquilada a 25 de abril de 1945. Três dias depois, Mussolini foi executado pelos italianos da Resistência.

A Emergência do Fascismo e suas conseqüências

A Europa viveu a década de 30 sob a ameaça do fascismo, ideologia totalitária e expansionista que se estendeu por boa parte do continente.

As causas foram: a profunda crise econômica iniciada nos Estados Unidos em 1929, que gerou recessão mundial e proletarização das camadas médias; o abuso dos vencedores da Primeira Guerra Mundial sobre a Alemanha derrotada (Tratado de Versalhes); o medo do "perigo vermelho" após a formação da União Soviética; e a perda de confiança de parte da sociedade nas instituições liberais e democráticas.

A Itália no começo do século XX

As conseqüências da Primeira Guerra Mundial foram desastrosas para a Itália, que perdeu mais de 700 mil soldados e contraiu altas dívidas com os Estados Unidos e a Grã-Bretanha. Esse custo elevadíssimo não foi compensado pelos tratados de paz, criticados pela burguesia nacionalista. Falava-se em "vitória mutilada", com poucos territórios concedidos à Itália. O fim da guerra provocou o aumento do desemprego e uma sucessão de conflitos sociais.

A Itália fascista

Mussolini chegou ao poder em outubro de 1922, após a Marcha sobre Roma. Um mês depois, o Parlamento concedeu plenos poderes ao governo fascista.

Mussolini, animado pela vitória nas eleições de 1924, criou um Estado fascista baseado no corporativismo, no intervencionismo estatal na economia e no expansionismo militarista (ações armadas na Etiópia e na Guerra Civil Espanhola). Ao mesmo tempo, acabou com a Questão Romana (formação do Estado do Vaticano), recuperou a economia, organizou uma legislação trabalhista, proibiu a emigração, reforçou a censura e passou a perseguir a oposição política por meio da milícia fascista, os camisas negras. O Duce, como era chamado Mussolini, tornou-se presidente do Conselho, respondendo apenas ao rei e governando por decretos de forma autoritária.

A Alemanha nos anos 20

A Alemanha foi derrotada na Primeira Guerra Mundial e humilhada pelo Tratado de Versalhes (1919-1920). A república alemã, instaurada em 1918 após a abdicação de Guilherme II, teve de enfrentar a tentativa de golpe dos comunistas alemães da Liga Espartaquista (1919), a hostilidade da burguesia nacionalista - que criticava as reformas econômicas e trabalhistas - e a desvalorização de sua moeda, o marco. Em 1919, foi aprovada a Constituição de Weimar, que estabelecia a organização federal da República.

O revanchismo alemão

A maioria dos alemães era contrária ao cumprimento do Tratado de Versalhes, considerando-o injusto para a Alemanha. O tratado exigia custosas reparações de guerra e tomava as colônias e parte do território dos alemães, além de impor limitações militares. O sentimento de injustiça foi agravado com a ocupação da bacia do Ruhr pela França e a Bélgica, como garantia dos créditos concedidos à Alemanha.

A conquista do poder

Em 1923, Hitler tentou tomar o poder com um golpe de Estado em Munique (Putsch de Munique), que fracassou após a intervenção do exército e da polícia da República de Weimar. No entanto, com a crise econômica iniciada em 1929, o Partido Nacional-Socialista (ou Nazista) conseguiu aumentar suas cadeiras no Parlamento a partir de 1931. Dois anos mais tarde, Hitler foi nomeado chanceler com a aprovação do presidente Hindenburg. Em 30 de janeiro de 1933, assumiu o cargo de chanceler, nomeando um governo de coalizão.

Fascismo
Adolf Hitler

Adolf Hitler

O Partido Operário Alemão, fundado em 1919, transformou-se um ano depois no Partido Nacional-Socialista Alemão. Em 1921, Hitler foi nomeado chefe do Partido Nazista com poderes de ditador.

Hitler nasceu na Áustria. Depois de tentar, sem êxito, entrar na Escola de Belas-Artes, alistou-se no exército alemão na Primeira Guerra Mundial. Terminada a guerra, instalou-se em Munique, onde entrou em contato com o Partido Operário Alemão.

A Alemanha nazista

Já no poder, Hitler adotou uma série de medidas destinadas a consolidar a superioridade do Partido Nazista e instaurar um Estado totalitário e policial. Em maio de 1933, foi proibido o exercício de partidos políticos e sindicatos. Ao mesmo tempo, entraram em vigor as primeiras leis racistas, contra os não-arianos. A doutrinação era feita por um ministério específico, que cuidava da propaganda no rádio, cinema e imprensa; a juventude começou a ser "educada" e organizada pelo Partido Nazista. Na economia, iniciou-se uma época de autarquia e rearmamento acelerado.

O nazismo

O nacional-socialismo era um movimento que baseava sua ideologia no anti-semitismo, na crença da superioridade da raça ariana sobre as "raças inferiores", na subordinação do indivíduo ao Estado, na hierarquização da sociedade, no nacionalismo e no unipartidarismo. Exigia uma obediência cega ao Führer, rechaçava o Tratado de Versalhes e defendia uma política externa expansionista e militarista.

O caminho para a guerra

Ao ser nomeado chanceler, Hitler afirmou que a prioridade da sua política externa era conseguir a revisão do Tratado de Versalhes. Isso levou a Alemanha a ocupar a Renânia desmilitarizada (1936). Dois anos mais tarde, anexou a Áustria (Anschluss). Meses depois, na Conferência de Munique, a França e a Grã-Bretanha aceitaram que Hitler ocupasse os Sudetos, na Tchecoslováquia. Em 1939, a Alemanha firmou com a União Soviética um pacto de não-agressão, em que dividiram as zonas de influência na Europa oriental.

O salazarismo

Em Portugal, o golpe militar nacionalista de 1926, além de terminar com a República parlamentar liberal, abriu caminho para o estabelecimento da longa ditadura de extrema direita, comanda por Antônio de Oliveira Salazar, de 1932 a 1974. Ministro da Fazenda entre 1928 e 1932, durante o governo do general Carmona, Salazar orientou a política segundo o modelo fascista de Mussolini, atendendo às expectativas da burguesia lusitana e fortalecendo seu poder. Tornou-se ditador assim que passou a chefe de governo.

O Estado Novo - como ficou conhecida a ditadura salazarista - foi organizado pela Constituição outorgada de 1933 e possuía muitas características dos Estados fascistas: polícia política, corporativismo, unipartidarismo, propaganda de massa, forte censura, nacionalismo exagerado. O salazarismo sobreviveu mesmo após a morte de seu líder, em 1970, findando apenas em 25 de abril de 1974, com a Revolução dos Cravos.

A ditadura na Espanha

Durante os anos 20, a Espanha viveu sob crise política e econômica, além de constantes ameaças do movimento operário, das esquerdas e do separatismo basco e catalão. Para amenizar as tensões, o rei Afonso XIII, contando com o apoio das forças conservadoras (burguesia, latifundiários, exército e clero), permitiu a instalação de uma ditadura militar em 1923.

O regime não conseguiu se manter, caindo em 1931 diante das pressões populares que restabeleceram as eleições gerais.

O início da guerra civil

Com vitória da coalizão das esquerdas e setores liberais nas eleições gerais, foi proclamada a república. Mas a coalizão logo passou a sofrer divisões que fragilizaram o novo regime. A Falange, partido nacional-socialista, criado em 1931, congregou os conservadores de direita, enquanto a Frente Popular uniu as forças de esquerda. Em 1936, a Frente Popular venceu as eleições, levando a direita a formar a União Militar Espanhola. Sob comando do general Francisco Franco, a União Militar inicia uma ação golpista, que parte do Marrocos e, chegando à Espanha, tira a Frente Popular do governo. É o início da Guerra Civil Espanhola (1936-39).

Apoio externo e franquismo

Os franquistas receberam apoio direto italiano e alemão e indireto das potências liberais e da Liga das Nações, que preferiram ficar neutras e não intervieram a favor do governo republicano. Os republicanos, no entanto, tiveram limitada ajuda soviética e das Brigadas Internacionais, formadas por voluntários de vários países do mundo. O desequilíbrio das forças combatentes e a violência dos golpistas, destruindo várias cidades (como o ataque aéreo alemão a Guernica), favoreceram mais um regime ditatorial de extrema direita. A Guerra Civil Espanhola, além de marcar a ascensão do franquismo, pode ser considerada o "ensaio geral" para a Segunda Guerra Mundial (1939-45). A ditadura fascista na Espanha durou de 1939 a 1975.

Verdades e os Mitos do Fascismo

OBJETIVO

Sabemos que a história costuma ser contada ao agrado dos povos vitoriosos.

Logo, visando tão somente proceder a uma análise investigativa de um período histórico comumente apresentado de forma nebulosa ou distorcida por historiadores de tendências liberais e marxistas, resolvi, não como um sectário apaixonado pelo fascismo, mas como um cristão, católico e amante da verdade, desenvolver um estudo histórico que possa passar um retrato mais fiel possível dos fatos que ocorreram no passado, sem qualquer engajamento ideológico, através de uma breve exposição das origens, dos propósitos e das características do movimento fascista italiano.

CONCEITO

O fascismo é um movimento político originado na Itália, idealizado por Mussolini, com uma base ideológica totalitária, corporativista, nacionalista, militarista, expansionista e de carácter anticomunista, antiliberal e antidemocrático.

ORIGENS

"...No grande rio do fascismo, escrevia Mussolini em 1932, encontrareis as correntes de Sorel, de Péguy, do Lagardelle do Movimento Socialista e da coorte dos sindicalistas italianos..."

As origens do fascismo remontam especialmente desse sindicalismo soreliano, que foi posto em prática no socialismo nacional da República social de 1943-1945, ao qual Mussolini se dizia ligado ainda em 1932. Portanto para entender o fascismo é bom ler as obras de George Sorel.

O fascismo abraçou ainda o movimento cultural futurista. O futurismo representou "a literatura oficial" do fascismo ainda revolucionário. O futurismo recebeu o nome de modernismo aqui no Brasil.

DESMISTIFICANDO A HISTORIOGRAFIA TRADICIONAL

Esta análise vale para desmistificar alguns pontos marcantes sobre o fenômeno do fascismo italiano, que infelizmente estão impregnados por abordagens históricas tendenciosas, seguindo uma cartilha filo-liberal ou filo-comunista.

É um costume realmente infeliz do ser humano contar a história que melhor lhe agrada, transformando fatos históricos em pura ficção, mortificando episódios que deveriam ser analisados e metamorfoseando fatos que mereceriam uma abordagem neutra e absolutamente científica.

É certo que não é fácil buscarmos uma verdade absoluta, mas essa deveria ser a orientação de todo historiador sério, e não se embrenhando em fantasiar um pedaço de época ao seu bel-prazer.

Sendo assim, vou analisar a historiografia tradicional do movimento e procurar desnudar o preconceito ideológico que muitos autores ousaram escrever em suas narrativas.

Para isso me valho de duas obras que comumente são utilizadas pelos estudantes secundaristas do Brasil, confrontando com visões de historiadores diversos.

Fonte: www.estudodofascismo.hpg.ig.com.br

Fascismo

O que é o fascismo?

Benito Mussolini resumiu a doutrina fascista numa regra concisa: "Tudo para o Estado, nada contra o Estado, nada fora do Estado." No Brasil, se você é contra essa idéia, se você é a favor da iniciativa particular e das liberdades individuais, logo aparece um chimpanzé acadêmico que tira daí a esplêndida conclusão de que você é Benito Mussolini em pessoa.

E não caia na imprudência de imaginar que essa conversa é demasiado pueril para enganar o resto da macacada. Quando você menos espera, guinchados de ódio cívico se erguem da platéia, e uma frota de micos, lêmures, babuínos, orangotangos e macacos-pregos se precipita sobre você, às dentadas, piamente convicta de estar destruindo, para o bem da humanidade símia, um perigoso fascista. Cuidado, portanto, com o que diz por aí.

Você não faz idéia da autoridade intelectual dos chimpanzés na terra do mico-leão.

Na verdade, a idéia oficial de "fascismo" que se transmite nas nossas escolas não tem nada a ver com o fenômeno que em ciência histórica leva esse nome. É uma repetição fiel, devota e literal das fórmulas de propaganda concebidas por Stálin no fim da década de 30 para apagar às pressas a raiz comum dos dois grandes movimentos revolucionários do século e atirar ao esquecimento a universal má impressão deixada pelo pacto germano-soviético.

Nessa versão, o fascismo e o nazismo surgiam como movimentos "de extrema-direita", criados pelo "grande capital" para salvar "in extremis" o capitalismo agonizante.

É lindo imaginar aqueles banqueiros judeus de Berlim, reunidos em comissão médica em torno do leito do regime moribundo, até que a um deles ocorre a solução genial: "É moleza, turma.

A gente inventa a extrema-direita, ela nos manda para o campo de concentração, e pronto: está salvo o capitalismo."

No entanto as origens e a natureza do fascismo não são mistério nenhum, para quem se disponha a rastreá-las em autênticos livros de História.

Todas as ideologias e movimentos de massa dos dois últimos séculos nasceram da Revolução Francesa. Nasceram dela e nenhum contra ela.

As correntes revolucionárias foram substancialmente três: a liberal, interessada em consolidar novos direitos civis e políticos, a socialista, ambicionando estender a revolução ao campo econômico-social, a nacionalista, sonhando com um novo tipo de elo social que se substituísse à antiga lealdade dos súditos ao rei e acabando por encontrá-lo na "identidade nacional", no sentimento quase animista de união solidária fundada na unidade de raça, de língua, de cultura, de território.

A síntese das três foi resumida no lema: Liberdade-Igualdade-Fraternidade.

A conjuração igualitarista de Babeuf e seu esmagamento marcaram a ruptura entre os dois primeiros ideais, anunciando duzentos anos de competição entre revolução capitalista e revolução comunista.

Que cada uma acuse a outra de reacionária, nada mais natural: na disputa de poder entre os revolucionários, ganha aquele que melhor conseguir limpar sua imagem de toda contaminação com a lembrança do "Ancien Régime".

Mas para limpar-se do passado é preciso sujá-lo, e nisto concorrem, com criatividade transbordante, os propagandistas dos dois lados: as terras da Igreja, garantia de subsistência dos pobres, tornam-se retroativamente hedionda exploração feudal; a prosperidade geral francesa, causa imediata da ascensão social dos burgueses, torna-se o mito da miséria crescente que teria produzido a insurreição dos pobres; a expoliação dos pequenos proprietários pela nova classe de burocratas que se substituíra às administrações locais (e que aderiu em massa à revolução) se torna um crime dos senhores feudais.

A imagem popular da Revolução ainda é amplamente baseada nessas mentiras grossas, para cuja credibilidade contribuiu o fato de que fossem apregoadas simultaneamente por dois partidos inimigos.

A terceira facção, nacionalista, passa a encarnar quase monopolisticamente o espírito revolucionário na fase da luta pelas independências nacionais e coloniais (o Brasil nasceu disso).

A parceria com as outras duas transforma-se, aos poucos, em concorrência e hostilidade abertas, incentivadas, aqui e ali, pelas alianças ocasionais entre os revolucionários nacionalistas e os monarcas locais destronados pelo império napoleônico.

Pelo fim do século XIX, as revoluções liberais tinham acabado, os regimes liberais entravam na fase de modernização pacífica. O liberalismo triunfante podia agora reabsorver valores religiosos e morais sobreviventes do antigo regime, tornados inofensivos pela supressão de suas bases sociais e econômicas.

Ele já não se incomodava de personificar a "direita" aos olhos das duas concorrentes revolucionárias, rebatizadas "comunismo soviético" e "nazifascismo". Assim começou a luta de morte entre a revolução socialista e a revolução nacionalista, cada uma acusando a outra de cumplicidade com a "reação" liberal.

Essa é a história. O leitor está livre para tentar orientar-se entre os dados, sempre complexos e ambíguos, da realidade histórica, ou para optar pelas simplificações mutiladoras.

A primeira opção fará dele um chato, um perverso, um autoritário, sempre a exigir que as opiniões, essas esvoaçantes criaturas da liberdade humana, sejam atadas com correntes de chumbo ao chão cinzento dos fatos.

A segunda opção terá a vantagem de torná-lo uma pessoa simpática e comunicativa, bem aceita como igual na comunidade tagarela e saltitante dos símios acadêmicos.

Olavo de Carvalho

Fonte: www.olavodecarvalho.org

Fascismo

O Fascismo Italiano

As consequências da Primeira Guerra Mundial foram desastrosas para a Itália. Além do saldo negativo de 650.000 mortos e a região de Veneza devastada, cresceram as dificuldades econômicas e o desemprego. Surgiram muitos conflitos sociais, como o aumento de greves, revoltas e reivindicações.

Os burgueses, sentindo-se ameaçados, se apoiaram num pequeno grupo político, disposto a acabar com a força revolucionária: os fascistas.

Eles disputavam o poder com os socialistas.

O fascismo é uma ideologia totalitária, que defende o Estado como incorporador e representante de todos os interesses do povo, e nacionalista - a nação é considerada a mais alta forma de sociedade desenvolvida pelo homem. Ela surgiu na Itália depois da Primeira Guerra. O fascismo tinha suporte no movimento de renovação da burguesia nacionalista e no temor de que revoluções operárias, como a russa e a alemã, se repetissem na Itália.

A fundação, em 1914, por Benito Mussolini, dos Combatentes do fascio (machado rodeado de varas, símbolo de autoridade no Império Romano) e das Esquadras de Ação, em oposição tanto ao regime democrático-parlamentar quanto ao perigo bolchevique, direcionou o apoio do empresariado.

Este grupo político, que era formado por anarquistas, sindicalistas, nacionalistas e antigos combatentes mal adaptados à vida civil, concorreu às eleições em 1919, sendo derrotados e não obtendo uma cadeira sequer no Parlamento.

Os fascistas estavam dispostos a derramar seu sangue pela revolução. Mas Mussolini teve de remodelar seu partido, pois o fracasso nas eleições mostrou todas as deficiências deste. E, após ser reorganizado em moldes para-militares, todos os seus membros passaram a usar camisas negras, um símbolo de luto da Itália.

Mussolini conseguia arrastar multidões com seus discursos simples, mas conturbantes, pois, além de oportunista, era um hábil orador, que se preparava para chegar ao poder.

Os fascistas no poder

Mesmo não tendo uma doutrina firme, sendo inclusive, contraditórios na maioria das vezes, os fascistas passaram de 200.000 em 1919 para 300.000 em 1921.Os fascistas aproveitaram-se da anarquia reinante na Itália para se impor. Atacavam socialistas e comunistas, organizavam "expedições punitivas" e exaltavam a violência em nome do nacionalismo.

Em Julho de 1922, a violência fascista evitou uma greve geral, decretada pelos partidos de esquerda. Foi então preparado um golpe de força que seria apoiado militarmente por uma marcha sobre Roma.

Em 26 de Outubro, Mussolini exigiu o poder ao Rei Vítor Manuel III, e foi encarregado de organizar um ministério, onde foram introduzidos vários simpatizantes do fascismo.

A partir deste momento, os fascistas detinham muitos poderes, apesar de o governo manter as aparências, continuando a existir a Câmara dos Deputados e o Senado, e, de todos os 14 ministros, somente 4 serem fascistas.E, nas eleições de 1924, quando os fascistas obtiveram 3/4 dos votos, os métodos para chegar a este resultado foram muito violentos.

Já em 3 de Janeiro de 1925, Mussolini estabeleceu um regime totalitário de governo. A oposição foi eliminada, a constituição reformada, desapareceram o Senado e a Câmara dos Deputados. Foi estabelecida a linha única de candidatos e apenas um partido continuou a existir.

Assim, Mussolini, chefe do Partido Fascista, tornou-se ditador absoluto da Itália (Duce).

As realizações do Fascismo

Desde 1870, as relações entre a Igreja e o Estado estavam abaladas. Mas, com o Tratado de Latrão, Mussolini resolveu o problema. O papado teria uma compensação financeira pela perda dos seus territórios; o casamento civil seria equiparado ao religioso e o ensino da religião católica seria obrigatório em todas as escolas.

Para Mussolini, foi uma ótima jogada política, pois atraiu os católicos para o seu partido. Mas ainda não satisfeito, continuou vigiando as publicações da igreja.

O estado foi organizado corporativamente: todos os profissionais estariam agrupados numa corporação, desde patrões até empregados. Greves eram proibidas e todos os problemas eram enviados ao Estado. Assim, as corporações tendiam a constituir um fator de cooperação entre as classes, e não de briga entre elas.

A economia italiana teve mudanças somente na fachada, já que todas as categorias profissionais passaram a ser representadas em uma Câmara das Corporações.

Já na política demográfica, o governo estabeleceu vantagens para as famílias numerosas, por que a expansão italiana deveria ser assegurada por uma população forte.

Mas a reação demográfica foi reduzida: a natalidade cresceu pouco, declinando apenas os índices de mortalidade e emigração.

Para resolver o problema econômico, foram iniciados grandes trabalhos públicos: auto-estradas, aquedutos, edifícios habitacionais. A indústria foi dinamizada nos setores hidroelétrico, da construção naval, aeronáutica, automobilística, etc.

No setor agrícola, a batalha do trigo aumentou a produção de 46 a 65 milhões de quintais, permitindo à Itália dispensar importações do produto.

Dessa forma, o governo fascista de Mussolini procurou conduzir a Itália pelo caminho do desenvolvimento econômico. Contudo, apesar de aumentados pela propaganda, os resultados dos primeiros anos pareciam bastante modestos, se comparados com o programa apresentado inicialmente.

Fonte: boozers.fortunecity.com

Fascismo

Fascismo
Benito Mussolini

Após a Primeira Guerra Mundial, as nações européias estavam abaladas social e economicamente. A Itália, que mudara radicalmente de lado na guerra, teve um prejuízo estimado em 15 bilhões de dólares e um saldo de mortos e feridos beirando a 1 milhão e 200 mil pessoas. Como compensação, recebeu apenas o Trentino, o Tirol do Sul e a Veneza-Giulia.

A alta do custo de vida e a decadência da indústria agravaram a crise no país.

Benito Mussolini, ex-integrante das fileiras socialistas, funda o Partido Fascista em 1919. organiza milícias, as Esquadras, que combatiam os democratas liberais e os socialistas. Os fascistas usavam camisas pretas, simbolizando seu luto pela Itália.

O fascismo tinha uma proposta ultranacionalista e totalitária. O apoio ao novo partido provinha da classe média e de parte da elite financeira. Setores da burguesia apoiavam os fascistas por temer a chegada dos socialistas ao poder.

Os socialistas italianos ocuparam fábricas em 1920 e formavam as "Ligas Vermelhas", comunidades que lutavam pela reforma agrária. No mesmo ano, o Partido Socialista sofre uma divisão. Alguns de seus membros fundam o Partido Comunista.

O Partido Fascista conseguiu eleger 35 deputados em 1921. Nas mesmas eleições os dois maiores partidos, o Socialista e o Popular (católico), não conseguiram formar um governo. Em protesto, a Confederação Geral do Trabalhador convoca uma greve geral.

Aproveitando a confusão, Mussolini, acompanhado dos "camisas pretas", realiza a marcha sobre Roma em 1922. Victor Emanuel III, pressionado por simpatizantes do fascismo que integravam a Casa Real, nomeou Mussolini como primeiro-ministro. O líder fascista assume o título de duce (condutor).

A popularidade do fascismo crescia. Em 1924, os fascistas conquistaram 75% das cadeiras do Parlamento. Com maioria absoluta, Mussolini extingue os partidos de oposição, prende seus opositores e reforma a constituição.

Mussolini busca a recuperação econômica da Itália com o incentivo a obras públicas para diminuição do desemprego, mas proíbe qualquer reivindicação trabalhista. Cria o Estado do Vaticano em 1929, assinando com a Igreja o Tratado de Latrão. Torna-se aliado da Alemanha Nazista em 1936, formando o eixo Berlim-Roma na busca do expansionismo italiano.

Fonte: www.historiamais.com

Fascismo

Definição do fascismo

Etimologia: do fascismo italiano, feixe (símbolo de autoridade na Roma antiga usada pelas milícias de Mussolini).

No sentido estrito, o fascismo é o regime, nascido da crise que se seguiu à Primeira Guerra Mundial, introduzido por Benito Mussolini na Itália 1922-1945.

Este baseia-se na ditadura de um partido único , um poder autoritário, nacionalista e anti.

O regime fascista pretende tornar o país uma comunidade se reuniram para trás apenas um homem ( culto da personalidade e da importância da hierarquia), com um indivíduo deve ceder ao Estado. Rejeitando os direitos humanos , é acompanhado por um forte estado policial de segurança , uma organização vertical de artesanato corporação , a desconfiança dos estrangeiros e políticos reacionários.

O fascismo é uma forma de totalitarismo.

Além do regime de Mussolini, o termo "fascista" é frequentemente utilizado para descrever os regimes autoritários, totalitários, feche em forma de fascismo italiano nazismo, Franco regime, Vichy ...

Além do nacional-socialistas alemães, o regime fascista de Mussolini influenciou outros movimentos na Europa:

Falange em Espanha

Codreanu Guarda de Ferro na Roménia

Pavelic Ustasha da Croácia,

Seta Cruz da Hungria Szálasi ...

Fonte: www.toupie.org

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