Regime político de caráter totalitário que surge na Europa no entreguerras (1919-1939). Originalmente é empregado para denominar o regime político implantado pelo italiano Benito Mussolini entre 1919 e 1943. Suas principais características são o nacionalismo, que tem a nação como forma suprema de desenvolvimento, e o corporativismo, em que os sindicatos patronais e trabalhistas são os mediadores das relações trabalhistas. O fascismo nasce oficialmente em 1919, em Milão, quando Mussolini funda o movimento intitulado Fascio de Combatimento, cujos integrantes, os camisas pretas (camicie nere), se opõem à classe liberal. Em 1922, as milícias fascistas desfilam na Marcha sobre Roma. Pretendem tomar o poder militarmente e ocupam prédios públicos e estações ferroviárias, exigindo a formação de um novo gabinete. Mussolini é convocado para chefiar o governo do país, que atravessa profunda crise econômica, agravada por greves e manifestações de trabalhadores. Por meio de fraudes, os fascistas conseguem maioria parlamentar. Em seguida, Mussolini dissolve os partidos de oposição, persegue parlamentares oposicionistas e passa a governar por decretos. As características do regime são cerceamento da liberdade civil e política, unipartidarismo, derrota dos movimentos de esquerda e limitação ao direito dos empresários de administrar sua força de trabalho. A política adotada, entretanto, é eficiente na modernização da economia industrial e na diminuição do desemprego.
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Forma de autoritarismo do século XX que pretende a estrita regulamentação da existência nacional e individual de acordo com ideais nacionalistas e com freqüência militaristas; os interesses opostos são resolvidos mediante a total subordinação a serviço do Estado e uma lealdade incondicional a seu líder. O fascismo baseia suas idéias e formas no conservadorismo extremo. Os regimes fascistas costumam ser confundidos com as ditaduras — e às vezes se transformam nelas —, governos militares ou tiranias autoritárias, mas o fascismo em si mesmo é diferente desses regimes por ser de forma concentrada um movimento político e uma doutrina sustentados por partidos políticos à margem do poder.
Surgiu com força pela primeira vez em diferentes países entre
1919 e 1945, sobretudo na Itália, Alemanha e Espanha. Em um sentido
estrito, a palavra fascismo refere-se apenas ao partido italiano que a criou,
mas atualmente pode ser aplicada a qualquer ideologia política semelhante.
O termo fascismo foi utilizado pela primeira vez por Benito Mussolini em 1919 e fazia referência ao antigo símbolo romano do poder, o fascio, um feixe de varas atadas a um eixo, que representavam a unidade cívica e a autoridade dos oficiais romanos para castigar os delinqüentes. Em 1922, Mussolini chegou ao governo italiano ameaçando um golpe de Estado caso suas exigências fossem recusadas. No começo, governou de maneira constitucional, liderando uma coalizão de partidos, da qual se desfez tão logo superou os obstáculos que limitavam a sua autoridade e implantou uma ditadura.
O regime de Mussolini serviu como modelo de fascismo nos anos vinte e trinta. A Grande Depressão e o fracasso dos governos democráticos ao abordar as conseqüentes dificuldades econômicas e o desemprego em massa alimentaram o surgimento de movimentos fascistas em todo o mundo. No entanto, o fascismo nos outros países se diferenciava em certos aspectos da modalidade italiana. O nacional-socialismo alemão era mais racista; na Romênia, o fascismo se aliou à Igreja ortodoxa, não à Igreja católica apostólica romana. Inicialmente, o grupo fascista Falange da Espanha era hostil à Igreja católica romana, embora no governo do ditador Francisco Franco tenha se unido a elementos reacionários e pró-católicos. O fascismo desfrutou de um maior êxito no período entreguerra nos países do leste e do sul da Europa.
A derrota da Alemanha e da Itália na II Guerra Mundial tirou a credibilidade do fascismo na Europa no período pós-guerra. O único governo de caráter fascista que chegou ao poder no período pós-guerra foi o de Juan Domingo Perón, eleito presidente da Argentina em 1946. Perón contava com o apoio da classe trabalhadora e tinha poucas semelhanças com o fascismo de pré-guerra europeu. Países como a Espanha e Portugal, cujos governos fascistas se mantiveram no poder depois da guerra, passaram do totalitarismo ao autoritarismo e atenuaram os seus traços fascistas. Com a recuperação econômica do pós-guerra, diminuiu o descontentamento social que havia colaborado para a expansão do fascismo na época do pré-guerra. Em conseqüência, na maioria dos países democráticos, o fascismo parecia relegado ao ostracismo permanente em uma menosprezada faixa política.
As décadas de 1980 e 1990 trouxeram um inesperado renascimento do
fascismo em algumas democracias ocidentais, geralmente chamado de neofascismo.
Ele conheceu diferentes formas e destinos nesses países, mas mostrou
uma antipatia racista em relação ao Terceiro Mundo e uma desilusão
generalizada em relação aos partidos políticos estabelecidos.
Esses foi uns dos piores momentos em que o mundo já se encontrou.
Fonte: www.fascismo8.hpg.ig.com.br