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Nazismo

CRISE ECONÔMICA

A partir do final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha mergulhou em uma crise econômica agravada ainda mais pelas enormes indenizações impostas pelo Tratado de Versalhes e pela ocupação do vale do Ruhr por França e Bélgica. O marco alemão desaba e consegue se estabilizar somente em novembro de 1923, quando sua cotação atinge 4,6 bilhões de marcos para US$ 1. A hiperinflação tem efeito devastador sobre a economia, desorganizando a produção e o comércio. Em 1931, há 4 milhões de desempregados, quase 30 mil falências e a produção cai em todos os setores.

No plano político, a situação também era grave, pois vários golpes de direita e esquerda se sucederam, todos fracassados.

A crise econômica mundial de 1929 permitiu a ascensão ao poder do líder do partido Nazista, Adolf Hitler.

Hitler e o Nazismo

Hitler nasceu na Áustria e pretendia ser pintor. Mas, por duas vezes, foi reprovado nos exames para ingresso na Academia de Viena. Após a morte dos pais, vivia como um mendingo, pernoitando em albergues e tentando viver dos cartões postais que pintava.

Quando começou a guerra, incorporou-se em um regimento alemão. Participou com bravura, foi ferido duas vezes e condecorado com a Cruz de Ferro. Mas a derrota o abalou profundamente.

Ele era extremamente nacionalista. Opunha-se aos judeus, num anti-semitismo cujas origens são difíceis de serem explicadas. Via nos judeus um fator de corrupção do povo alemão. Cristo e Marx, dois judeus, pregavam a igualdade entre os homens e a resignação, idéias que Hitler considerava nocivas ao povo alemão. Daí, surgiu sua doutrina racista, segundo a qual os homens eram desiguais por natureza. A raça superior era a dos arianos (germânicos), altos e alourados. Na Alemanha, eles existiam em estado puro, sendo, pois, a raça sob a humilhação do Tratado de Versalhes.

O povo alemão deveria agrupar-se em um único estado: A Grande Alemanha, que reuniria todas as populações germânicas.

Desprezava os povos latinos e principalmente os eslavos, os quais julgava que deveriam ser reduzidos à escravidão, dominados pelos germânicos. A pureza da raça ariana deveria ser defendida através da impiedosa perseguição aos judeus.

A partir dessas idéias de Hitler, surgiu o Nazismo, um regime totalitário e militarista que se baseava numa mística heróica de regeneração nacional. Apoia-se no campesinato e não tem a estrutura corporativista do fascismo.

O fracasso na primeira tentativa de tomada do poder

Após a organização do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (Nazista), Hitler percorreu a Alemanha para divulgá-lo e conseguir mais adeptos.

As reuniões do partido eram feitas com alguns rituais, como numerosas paradas, ataques violentos aos socialistas, além dos uniformes.

Foi fundado também um jornal partidário. Vários adeptos foram recrutados entre desempregados. Alguns intelectuais também se filiaram.

Com a crise de 1923, Hitler organizou uma manifestação militar para tomar o poder. Numa concentração em Munique, avisou que uma revolução nacional começara; mas o povo não o seguiu. Após um conflito com a polícia, Hitler foi preso e o Partido Nazista começou um declínio contínuo, até que, em 1929, havia menos de 120.000 membros.

A crise econômica e a tomada do poder

Após as dificuldades econômicas dos primeiros anos pós-guerra, até 1924 a economia alemã havia recuperado seu equilíbrio, graças aos investimentos vindos do estrangeiro (principalmente dos Estados Unidos). De 1930 em diante, porém, os capitalistas estrangeiros começaram a retirar seus empréstimos. A inflação recomeçou e a crise econômica também. A produção do país entrou em declínio.

A miséria da população permitiu a ascensão política do Partido Nazista, bem como do partido Comunista. Nas eleições de 1930, essa tendência se manifestou claramente. Os nazistas elegeram 107 deputados e os comunistas 77, em detrimento dos partidos liberais.

Em 1932, terminava o período presidencial de Hindenburg; ele se candidatou novamente, tendo Hitler como adversário. Foram necessárias duas eleições para decidir o pleito. Hitler perdeu, mas obtivera um considerável número de votos.

O cargo de primeiro-ministro foi confiado a von Papen. Sua grande dificuldade era o progresso dos nazistas. Estes aumentaram o número de deputados no Parlamento nas eleições seguintes. Hindenburg recebeu poderes excepcionais e chamou Hitler para a vice-chancelaria, mas o chefe nazista não aceitou.

O Reichstag (Assembléia Nacional) foi dissolvido e novas eleições realizadas. Os nazistas perderam várias cadeiras, mas o problema continuou, pois não era possível governar sem os nazistas ou contra eles.

Hindenburg substituiu von Papen por um general de tendências socialistas, esperando ganhar mais apoio popular. Mas o próprio von Papen convenceu o presidente a chamar Hitler para o poder, esperando assim poder controlá-lo melhor. No dia 30 de janeiro de 1933, Hitler assumiu a chancelaria, com von Papen como vice-chanceler.

Da chegada ao poder até o estabelecimento da ditadura foi um passo rápido. Hitler formou um governo de coalizão direitista, incluindo os nazistas, nacionalistas, independentes e católicos. Em 27 de fevereiro promoveu o incêndio do Reichstag, atribuindo-o aos comunistas, como pretexto para decretar o fechamento da imprensa, a suspensão das atividades dos partidos de esquerda e o estado de emergência. Em 5 de Março do mesmo ano conseguiu a vitória nas eleições para o Reichstag com ampla maioria dos votos, usando todos os meios lícitos e ilícitos para chegar a este resultado.

O novo Reichstag eleito deu a Hitler plenos poderes. As cores da República foram substituídas por uma bandeira vermelha com a cruz gamada em negro e branco, símbolo do Partido Nazista. Todos os partidos, com exceção do nazista, foram dissolvidos e proibidos de se reorganizar. Hitler tornou-se o condutor, o guia e chefe.

Quando morreu Hindenburg em 1934, não foi eleito outro presidente. Hitler acumulou as funções de chanceler e chefe de Estado. Um plebiscito confirmou esta decisão com cerca de 90% dos votos a favor.

Estava legalizado o tolitarismo na Alemanha. Como Mussolini na Itália, Hitler detinha agora o poder absoluto em seu país.

Com a ascensão de Hitler ao poder, o anti-semitismo e os atos de violência contra judeus se tornaram política de estado. Em abril de 1933 os judeus foram proibidos de praticar a medicina e a advocacia e de ocupar cargos públicos. Em 1935 judeus e demais minorias de sangue não-germânico foram privados de direitos constitucionais e proibidos de casar-se ou manter relações extramatrimoniais com cidadãos alemães ou de sangue ariano. Em 1936 foi criado o Serviço para a Solução do Problema Judeu, sob a supervisão das SS, que se dedicava à exterminação sistemática dos judeus por meio da deportação para guetos ou campos de concentração. Durante a Segunda Guerra, foram estabelecidos na Polônia ocupada os campos de extermínio em massa. Cerca de 6 milhões de judeus foram executados.

Fonte: boozers.fortunecity.com

Nazismo

Ao final da Primeira Guerra Mundial, instaurou-se na Alemanha a República de Weimar, tendo como sistema de governo o modelo parlamentarista democrático.

O presidente da república nomeava um chanceler, que seria responsável pelo poder Executivo. Quanto ao poder Legislativo, era constituído por um parlamento (Reichstag).

O governo republicano alemão enfrentava uma série de dificuldades para superar os problemas sociais e econômicos gerados pela guerra. O Tratado de Versalhes impunha à Alemanha uma série de obrigações extremamente duras.

Mesmo retomando o desenvolvimento industrial, o país sofria com o elevado índice de desemprego e altíssimas taxas inflacionárias. Entusiasmados com o exemplo da Revolução Russa, importantes setores do operariado alemão protestavam contra a exploração capitalista.

Em janeiro de 1919, importantes líderes comunistas, como Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht promoveram a insurreição do proletariado alemão contra o regime capitalista. Rosa Luxemburg e Karl Liebknecht foram assassinados por um grupo de oficiais de direita.

A burguesia alemã temia a expansão do movimento socialista e passou a fornecer apoio a um pequeno partido liderado por Adolf Hitler.

A ascensão de Hitler

Nascido em Braunau, na Áustria, Hitler (1889-1945) teve uma juventude marcada por mágoas, fracassos e dificuldades financeiras, Residiu em Viena, de 1909 a 1913, quando, então, transferiu-se para Munique.

No ano seguinte alistou-se como voluntário no Exército alemão. Durante a Primeira Guerra Mundial, foi condecorado com a Cruz de Ferro, medalha atribuída como recompensa por mérito militar.

Terminada a guerra, Hitler retornou a Munique. Em setembro de 1919, filiou-se ao Partido dos Trabalhadores Alemães, fundado em 1919. Em 1920, esse partido passou a se chamar Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães. Pouco tempo depois, Hitler tornou-se chefe do partido. Com as letras iniciais foi formada a sigla NAZI, de onde deriva o termo nazismo.

Em 1923, Hitler tentou organizar uma rebelião contra o governo, mas foi imediatamente reprimido pelas forças do governo.

Condenado à prisão, Hitler escreveu, durante o tempo em que passou na prisão, parte do livro Mein Kampf (minha luta). Em 1940, a venda do livro já chegava a seis milhões de exemplares.

Hitler foi libertado oito meses após sua condenação, dedicando-se ao crescimento e à estruturação do Partido Nazista.

O nazismo foi difundido através do talento oratório de Hitler, das publicações do partido e do uso de meios espetaculares para influenciar a opinião pública.

Von Hindenburg foi eleito presidente da República de Weimar em 1925, mas não conseguiu superar as dificuldades que encontrou. A grave crise do capitalismo de 1929 arruinou ainda ,mais a situação alemã, colaborando para que os nazistas conquistassem a vitória no parlamento alemão.

A alta burguesia pressionou o presidente a convidar Hitler para o cargo de chanceler. O Partido Nazista representava a solução para a crise do sistema capitalista.

O governo de Hitler

Hitler assumiu o cargo de chanceler em 30 de janeiro de 1933. Os principais métodos utilizados pelo nazismo foram a violência brutal ou opressiva contra seus opositores.

Em 27 de fevereiro, grupos de nazistas, incendiaram secretamente a sede do parlamento alemão. O incêndio, entretanto, foi atribuído ao Partido Comunista.

Em março de 1933, depois de o Partido Nazista obter nova vitória nas eleições para o Reichstag, Hitler conseguiu que o presidente Hindenburg decretasse a dissolução do parlamento alemão. Então, o poder Legislativo passou a ser exercido pelo Executivo.

O uso da violência contra seus inimigos do nazismo ficava a cargo principalmente da Gestapo (polícia secreta do Estado), dirigida pelo sangüinário Heinrich Himmler.

A propaganda de massa feita pelo nazismo era conduzida por Joseph Goebbels, que exercia severo controle sobre as instituições educacionais e sobre os meios de comunicação. Os professores e profissionais de comunicação somente estavam autorizados a dizer aquilo que os nazistas queriam ouvir.

Goebbels tinha o seguinte princípio: Uma mentira dita cem vezes torna-se verdade.

Em dezembro de 1933, o Partido Nazista foi transformado no único partido do Estado alemão. Nove meses depois, com a morte do presidente Hindenburg, Hitler assumiu a presidência do país.

Exercendo total controle sobre a sociedade alemã, o governo de Hitler dedicou-se à reabilitação econômica do país. Mereceu atenção especial a indústria de armamentos de guerra. Desrespeitando as proibições do Tratado de Versalhes.

Fonte: members.tripod.com

Nazismo

Após o final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha encontrava-se arruinada. Derrotada no conflito, uma grave crise social abalava o país e inúmeros conselhos operários formavam-se em todas as suas grandes cidades, a exemplo do que ocorrera na Rússia pouco antes da revolução de 1917

As camadas mais privilegiadas vinculavam-se aos partidos de centro-direita. A dualidade que marcava o período forçava o Estado a tomar providências para conter o desemprego, a fome, a inflação e o descontentamento geral, ou uma revolução popular certamente o iria fazer.

Aos nove de novembro de 1918, o rei Guilherme II abdicou do trono e instituiu a república, dando o poder aos sociais-democratas, liderados por Ebert. Imediatamente, Ebert procurou calar os focos revolucionários na tentativa de formar um governo social-liberal. Aliou-se ao exército (que, em princípio, era contra seu governo) e mandou matar importantes líderes esquerdistas, dentre os quais, Rosa Luxemburgo. Suas atitudes, porém, apenas faziam crescer a insatisfação.

Em 1919, foi elaborada uma nova Constituição, que fazia da Alemanha um país dividido em dezessete Estados, dotados de um Parlamento (Reichstag) eleito por sufrágio universal e um presidente eleito a cada sete anos. Estava fundada a República de Weimar. No entanto, ela se mostrou efêmera. Incapaz de elaborar um programa claro e, caso conseguissem, de exercer autoridade para implementá-lo, logo a República viu-se cercada de oposicionistas.

Do exército às classes mais baixas, não encontrava apoio popular algum e os ideais revolucionários difundiam-se. Para piorar, Ebert não conseguiu deter a inflação e a condição de miséria em que se encontrava a população, inclusive a classe média.

O Tratado de Versalhes, que responsabilizava somente a Alemanha pela Primeira Guerra, com punições severas sobre a nação, tornava o quadro ainda mais difícil de ser revertido. Assim, ao lado dos focos esquerdistas, passaram a surgir as agremiações ultradireitistas, nacionalistas, xenófobas e racistas. Uma delas, o Partido Trabalhista Alemão, fundado por Anton Drexler, possuía em suas fileiras um ex-soldado austríaco chamado Adolf Hitler.

Em pouco tempo, Hitler alcançou a liderança do Partido, e mudou seu nome para Partido Nacional-Socialista Trabalhador Alemão (cuja abreviação, em alemão, formava a palavra "nazi"). Apesar de pouco preciso e extremamente demagógico, o programa dos nazistas logo começou a valer-lhes adeptos, em especial por causa do fantástico poder de sedução da oratória de seu proeminente líder.

De acordo com seu programa, os nazistas dariam trabalho a todos e suprimiriam o Tratado de Versalhes caso chegassem ao poder. Além disso, denunciavam a nefasta influência que os marxistas, os estrangeiros e os judeus exerciam sobre o povo alemão, pregando sua total eliminação.

Em 1923, aproveitando-se da insatisfação generalizada do povo com as altas taxas inflacionárias, os nazistas tentaram dar um golpe no mês de novembro. O "putsch", como ficou conhecido o episódio, fracassou em virtude da não-adesão popular e Hitler foi condenado a cinco anos de prisão.

Foi durante esse período que ele escreveu a obra que sintetiza o pensamento nazista/hitlerista, o livro "Mein Kampf" ("minha luta"). A partir de 1924, a República de Weimar passou a desfrutar de relativa calmaria, decorrente principalmente da estabilização da moeda.

No ano seguinte, Ebert morreu e a coligação direitista que ocupava o poder elegeu o general Hindenburg para o seu lugar. Os nazistas, dispersos e atordoados pelo período de paz social, perderam as eleições de 28 e já não representavam força política de relevância. Porém, no ano seguinte, com o início da crise mundial, a Alemanha novamente sofreria com o caos interno e Hitler, finalmente, atingiria seus objetivos.

Com a crise, tudo que a República de Weimar conseguira construir foi destruído: a estabilidade financeira, a retomada do crescimento industrial, o crescimento dos níveis de emprego e a relativa satisfação da população.

Em 1931, as cidades encontravam-se num estado de caos e miséria poucas vezes visto em sua história. Esse contexto foi decisivo para a retomada da ofensiva nazista, que encontrou resistência comunista. Porém, os grandes conglomerados industriais, que temiam uma possível ascensão da esquerda, financiavam os nazistas.

Por seu lado, Hitler seguia difundindo suas idéias: luta contra o marxismo, expulsão dos estrangeiros, eliminação dos judeus, destruição do Tratado de Versalhes, garantia de terras aos camponeses, defesa das pequenas indústrias e fim do caos social.

Demagogo e perspicaz, Hitler tornou-se símbolo da resistência alemã para a população e, em 1930, o partido contava com mais de um milhão e meio de adeptos, o que tornava bastante possível que chegassem ao poder pelas vias legais, sem golpe.

Em 1932, os nacionais-socialistas obtiveram trinta e oito por cento das cadeiras do Reichstag. O então chanceler, Von Papen, demitiu-se e o general Von Schleicher foi nomeado para o cargo. Schleicher queria calar tanto os nazistas quanto os comunistas, fato que desagradou a elite industrial. Forçado por ela, Hindenburg nomeou Hitler chanceler em trinta de janeiro de 1933. O nazismo finalmente poderia começar a sua marcha para a guerra.

Com Hitler no poder, fundou-se um Estado totalitário apoiado sobre o fanatismo nacional e a loucura racista.

Os judeus e esquerdistas passaram a ser perseguidos e assassinados; a liberdade de imprensa passou a inexistir; a existência de partidos que não o nazista foi proibida; foi criada a SS, com mais de meio milhão de membros, cujo objetivo era garantir a segurança nacional (mais tarde, a Gestapo viria a auxiliar a tarefa); a propaganda maciça fez com que a população não tivesse outra alternativa que não submeter-se a ela; a educação passou a ser feita visando-se a nazificação dos jovens, incutindo neles a noção de superioridade da raça ariana e do povo alemão; o serviço militar tornou-se obrigatório; obras literárias que fossem consideradas contrárias ao regime foram proibidas; campos de concentração foram instalados por todo o território e iniciou-se a política expansionista, que visava a delimitação do espaço vital (Polônia e Ucrânia) para a sobrevivência da raça ariana.

Hitler conseguiu tirar a Alemanha do caos e isso lhe valeu ainda mais popularidade, ainda que seu governo fosse marcado por uma tirania, violência e autoritarismo ímpares na história da nação.

Contudo, logo os outros países europeus passaram a não mais tolerar seus impulsos expansionistas, que levariam à Segunda Guerra Mundial e posterior fim do nazismo.

Fonte: www.historiaonline.pro.br

Nazismo

Comunismo, Nazismo, Fascismo, Integralismo e Positivismo são ideologias semelhantes quanto a pedirem um Estado forte, terem uma receita racional ou científica para o desenvolvimento, dependerem ou esperarem por uma guerra ou revolução para domínio mundial, e terem origem em minorias fanáticas extremamente ativas. Essas ideologias (pessoalmente e para meu uso, eu defino "ideologia" como uma tese sociopolítica em adequação a um conceito peculiar de natureza humana), na ordem em que estão citadas, decrescem em sua virulência, embora, sob objetos diferentes, a agressividade do comunismo e do nazismo se eqüivalham.

Um movimento forte pede outro igualmente forte ou que lhe seja superior, para que seja contido; resulta que ditaduras podem nascer como antíteses umas às outras. O nazismo surgiu em oposição ao comunismo e a ditadura de Vargas, no Brasil, e também o governo militar na década de sessenta e setenta surgiram em oposição aos progressivamente fortalecidos integralismo e comunismo.

O comunismo difere das outras ideologias citadas porque pressupõe uma terra arrasada sobre a qual edificará um novo regime e um novo Estado, enquanto as que a ele se opõem, ao contrário e obviamente, adotam valores como tradição, família, propriedade e, no caso do nazismo, a raça.

Quanto ao mais, todas têm em comum alguns aspectos principais como:

1. Um corpo oficial de doutrinas que abarca todos os aspectos da vida individual e social na pretensão de criar um estágio final e perfeito da humanidade; bem como na conquista do mundo tendo em vista uma sociedade nova.

2. Um partido político conduzido por um líder autoritário, que supostamente reúne a elite social e os intelectuais (jornalistas, escritores, cineastas, compositores musicais), os quais sistematizam em planos a ação política e se encarregam da formulação e divulgação do apelo passional ideológico.

3. Um sistema repressivo secreto baseado no terror, montado para identificar e eliminar indivíduos e movimentos dissidentes.

4. Envolvimento político das forças armadas mediante infiltração de agentes, doutrinação do partido, concessão de privilégios e centralização absoluta do comando. Monopólio quase total de todos os instrumentos de luta armada.

5. Controle de todas as formas de expressão e comunicação, desde as artísticas e públicas até os simples contatos particulares interpessoais.

6. Controle centralizado do trabalho e da produção pela politização das entidades corporativas; planejamento rigidamente centralizado da economia através de planos de produção e destinação de bens.

Origem e características do nazismo

A ameaça de internacionalização do comunismo após a revolução russa de 1917 foi responsável pelo surgimento de governos fortes, ditatoriais ou não, em praticamente todos os países mais adiantados. Enquanto em alguns ocorreu apenas um endurecimento quanto a grupos ativistas socialistas, em outros instalaram-se ditaduras cujas ideologias ou se opunham frontalmente às propostas comunistas, ou buscavam neutralizá-las com medidas de segurança nacional no bojo de um projeto político com forte apelo às massas (o fascismo de Mussolini, o justicialismo de Peron, o sindicalismo de Vargas). O nazismo foi uma proposta de oposição frontal.

O Nacional Socialismo, em alemão Nationalsozialismus, ou Nazismus, foi um movimento totalitário triunfante na Alemanha, em muitos aspectos parecido com o Fascismo italiano, porém mais extremado tanto como ideologia quanto na ação política.

Filosoficamente foi um movimento dentro da tradição de romantismo político, hostil ao racionalismo e aos princípios humanistas que fundamentam a democracia.

Com ênfase no instinto e no passado histórico, afirmava a desigualdade dos homens e das raças, os direitos de indivíduos excepcionais acima das normas e das leis universais, o direito dos fortes governarem os fracos, invocando as leis da natureza e da ciência que pareciam operar independentemente de todos os conceitos do bem e do mal. Demandava a obediência cega e incondicional dos subordinados aos seus líderes. Apesar de ter sido um movimento profundamente revolucionário, buscou conciliar a ideologia nacionalista conservadora com sua doutrina social radical.

O partido nasceu na Alemanha em 1919 e foi liderado por Adolf Hitler a partir de 1920. Seu principal objetivo era unir o povo de ascendência alemã à sua pátria histórica, mediante sublevações sob a fachada falsa de "autodeterminação". Uma vez reunida, a raça alemã superior, ou Herrenvolk, governaria os povos subjugados, com eficiência e a dureza requerida conforme seu grau de civilização.

Figuras intelectuais como o conde de Gobineau, o compositor Richard Wagner, e o escritor Houston Stewart Chamberlain influenciaram profundamente a formulação das bases do Nacional Socialismo com seus postulados de superioridade racial e cultural dos povos "Nórdicos" (Germânicos) sobre todas as outras raças Européias.

Os judeus deviam ser discriminados não por sua religião mas pela "raça". O Nacional Socialismo declarou os judeus, não importava sua educação ou desenvolvimento social, fundamentalmente diferentes e para sempre inimigos do povo alemão.

Propaganda

As dificuldades econômicas da Alemanha e o a ameaça do comunismo que a classe média e os industriais temiam, foi o que os líderes do partido tiveram em mente na fase de sua implantação e de sua luta por um lugar no cenário político alemão. Para explorar esses fatores Adolf Hitler, o primeiro lider expressivo do nazismo (em 1926 ele suplantou Gregor Strasser, que havia criado um movimento nazista rival no norte da Alemanha) juntou a fé na missão da raça alemã aos mandamentos de um catecismo revolucionário em seu livro Mein Kampf (1925-27), o evangelho da nova ideologia. No livro Hitler enfatiza quais deveriam ser os objetivos práticos do partido e delineia as diretrizes para sua propaganda. Ele salienta a importância da propaganda adequar-se ao nível intelectual dos indivíduos menos inteligentes da massa que pretende atingir, e que ela é deve ser avaliada não pelo seu grau de verdade mas pelo sucesso em convencer. Os veículos da propaganda seriam os mais diversos, incluindo todos os meios de informação, eventos culturais, grupos uniformizados, insígnia do partido, tudo que pudesse criar uma áurea de poder. Hitler escolheu a cruz suástica como emblema do nazismo, acreditam alguns de seus biógrafos que devido ao fato de ter visto esse símbolo talhado nos quatro cantos da abadia dos beneditinos em Lambach-am-Traum, na Áustria superior, onde ele havia estudado quando criança.

Repressão

Simultaneamente com a propaganda, o partido desenvolveu instrumentos de repressão e controle dos oponentes. Na fase vitoriosa do partido, esses instrumentos foram o comando centralizado de todas as forças policiais e militares, a polícia secreta e os campos de concentração. Todos os oponentes ao regime eram declarados inimigos do povo e do Estado. Membros da família e amigos deviam ajudar na espionagem para não serem punidos como cúmplices, o que espalhou um temor geral e coibia qualquer crítica ao regime ou aos membros do governo. Por intimidação, a Justiça tornou-se completamente subordinada aos interesses do partido sob a alegação de que aqueles eram interesses do povo.

Brutalidade

Um espírito de disciplina militar traduzido em um automatismo de obediência assinalado pelo característico bater dos calcanhares impedia, entre militares e civis, a reação às ordens mais absurdas recebidas de qualquer superior hierárquico, o que permitiu à repressão atingir um grau de brutalidade metódica e eficiente nunca vistos. Foi decretada a eliminação não apenas dos judeus, mas de todos que não se conformavam aos padrões de cidadania estabelecidos na doutrina, quer por inconformismo político, quer por defeito eugênico ou falhas morais. Gabriel Marcel, em "Os homens contra o homem", ressalta a elaborada técnica utilizada para voltar contra si mesmos os judeus, levando-os a aviltar-se e a se odiarem, instigando entre eles disputas por alimento, em que perdiam sua dignidade.

Trajetória do nazismo

O partido nazista chegou ao poder na Alemanha em 1933 e constituiu um governo totalitário chefiado pelo seu único líder Adolf Hitler. Nos anos entre 1938 e 1945 o partido expandiu-se com a implantação do regime fora da Alemanha, inicialmente nos enclaves de população alemã nos países vizinhos, depois nos países não germânicos conquistados. Como movimento de massa o Nacional Socialismo terminou em abril de 1945, quando Hitler cometeu suicídio para evitar cair nas mãos dos soldados soviéticos que ocuparam Berlim.

Fonte: www.cobra.pages.nom.br

Nazismo

Regime político de caráter autoritário que se desenvolve na Alemanha durante as sucessivas crises da República de Weimar (1919-1933). Baseia-se na doutrina do nacional-socialismo, formulada por Adolf Hitler (1889-1945), que orienta o programa do Partido Nacional-Socialista dos Trabalhadores Alemães (NSDAP).

A essência da ideologia nazista encontra-se no livro de Hitler, Minha Luta(Mein Kampf). Nacionalista, defende o racismo e a superioridade da raça ariana; nega as instituições da democracia liberal e a revolução socialista; apóia o campesinato e o totalitarismo; e luta pelo expansionismo alemão.

Ao final da 1ª Guerra Mundial , além de perder territórios para França, Polônia, Dinamarca e Bélgica, os alemães são obrigados pelo Tratado de Versalhes a pagar pesadas indenizações aos países vencedores. Essa penalidade faz crescer a dívida externa e compromete os investimentos internos, gerando falências, inflação e desemprego em massa. As tentativas frustradas de revolução socialista (1919, 1921 e 1923) e as sucessivas quedas de gabinetes de orientação social-democrata criam condições favoráveis ao surgimento e à expansão do nazismo no país.

Nazismo
Hitler (líder nazista) passando em revista as tropas

Utilizando-se de espetáculos de massa (comícios e desfiles) e dos meios de comunicação (jornais, revistas, rádio e cinema), o partido nazista consegue mobilizar a população por meio do apelo à ordem e ao revanchismo. Em 1933, Hitler chega ao poder pela via eleitoral, sendo nomeado primeiro-ministro com o apoio de nacionalistas, católicos e setores independentes. Com a morte do presidente Hindenburg (1934), Hitler torna-se chefe de governo (chanceler) e chefe de Estado (presidente). Interpreta o papel de führer, o guia do povo alemão, criando o 3º Reich (Terceiro Império).

Com poderes excepcionais, Hitler suprime todos os partidos políticos, exceto o nazista; dissolve os sindicatos; cassa o direito de greve; fecha os jornais de oposição e estabelece a censura à imprensa ; e, apoiando-se em organizações paramilitares, SA (guarda do Exército), SS (guarda especial) e Gestapo (polícia política), implanta o terror com a perseguição aos judeus, dos sindicatos e dos políticos comunistas, socialistas e de outros partidos.

Nazismo
Bandeira de Guerra da Alemanha Nazista

O intervencionismo e a planificação econômica adotados por Hitler eliminam, no entanto, o desemprego e provocam o rápido desenvolvimento industrial, estimulando a indústria bélica e a edificação de obras públicas, além de impedir a retirada do capital estrangeiro do país. Esse crescimento deve-se em grande parte ao apoio dos grandes grupos alemães, como Krupp, Siemens e Bayer, a Adolf Hitler.

Desrespeitando o Tratado de Versalhes, Hitler reinstitui o serviço militar obrigatório (1935), remilitariza o país e envia tanques e aviões para amparar as forças conservadoras do general Franco na Espanha, em 1936. Nesse mesmo ano, cria o Serviço para a Solução do Problema Judeu, sob a supervisão das SS, que se dedica ao extermínio sistemático dos judeus por meio da deportação para guetos ou campos de concentração. Anexa a Áustria (operação chamada, em alemão, de Anschluss) e a região dos Sudetos, na Tchecoslováquia (1938). Ao invadir a Polônia, em 1939, dá início à 2ª Guerra Mundial (1939-1945).

Terminado o conflito, instala-se na cidade alemã de Nuremberg um Tribunal Internacional para julgar os crimes de guerra cometidos pelos nazistas. Realizam-se 13 julgamentos entre 1945 e 1947. Juízes norte-americanos, britânicos, franceses e soviéticos, que representam as nações vitoriosas, condenam à morte 25 alemães, 20 à prisão perpétua e 97 a penas curtas de prisão. Absolvem 35 indiciados. Dos 21 principais líderes nazistas capturados, dez são executados por enforcamento em 16 de outubro de 1946. O marechal Hermann Goering suicida-se com veneno em sua cela, pouco antes do cumprimento da pena.

Noenazismo

A imigração e a dificuldade de assimilação dos trabalhadores das regiões periféricas da economia européia; a recessão e o desemprego; a degradação do nível de vida; a diminuição da arrecadação de impostos e o ressurgimento de velhos preconceitos étnicos e raciais favorecem, a partir dos anos 80, a retomada de movimentos autoritários e conservadores denominados neonazistas.

Os movimentos manifestam-se de forma violenta e têm nos estrangeiros o alvo preferencial de ataque. Valendo-se também da via institucional parlamentar (Frente Nacional, na França; Liga Lombarda e Movimento Social Fascista, na Itália) para dar voz ativa às suas reivindicações, os movimentos neonazistas têm marcado sua presença na Europa, em especial na Alemanha, Áustria, França e Itália.

No Brasil, "carecas", skinheads e white power são alguns dos grupos em evidência nos grandes centros urbanos, promovendo ataques verbais, pichações e agressões dirigidas principalmente contra os migrantes nordestinos e a comunidade judaica.

Fonte: paginas.terra.com.br

Nazismo

O Nazismo (1933-1945)

Origens do Nazismo

O Nazismo é uma expressão do Fascismo europeu

O Nazismo foi a forma como o Fascismo se implantou na Alemanha após a Primeira Guerra Mundial. Muitos outros países tiveram regimes inspirados no fascismo italiano (Portugal e Espanha sendo os exemplos mais conhecidos), mas somente na Alemanha os ideais fascistas ganharam uma nova interpretação, ainda mais autoritária e expansionista que a original italiana.

E sendo uma expressão do movimento fascista na Europa, as origens do Nazismo são comuns à ideologia matriz: crise dos valores liberais e o medo da classe média e da burguesia em relação à expansão do comunismo soviético.

Na Alemanha, a humilhação sofrida em 1919 através do Tratado de Versalhes e a grave crise econômica que assolou a sociedade foram fatores específicos para a ascensão do Partido Nazista ao poder em 1933.

A República de Weimar (1918-1933)

Tentativa de Democracia sob domínio do SPD

Como sabemos, diante da recusa de Guilherme II em pedir armistício aos Aliados, a sociedade alemã mobilizou-se com o fim de derrubar o Kaiser, apoiada por setores da burguesia industrial e financeira. Por fim surgia a República de Weimar, proclamada nesta cidade no ano de 1918, antes mesmo de Guilherme II renunciar ao trono.

A Constituição Republicana estabelecia um regime parlamentar liberal democrático, tornando o chanceler diretamente responsável diante do Parlamento, e não mais diretamente ao chefe de Estado (no caso agora não mais o Imperador, mas o Presidente).

O Partido Social-Democrata Alemão (Sozialdemokratische Partei Deutschlands, SPD), organização política de centro-esquerda, formada por muitos membros sindicais não-comunistas, intelectuais e membros das classes médias, principal força política por trás do fim do Império Alemão, toma o poder da República. O primeiro Presidente da Alemanha, Friedrich Erbert, era membro do SPD.

O SPD propunha uma série de reformas na Alemanha que tornassem o capitalismo menos injusto, sem que com isso destruísse a própria economia capitalista.

Várias medidas foram propostas pelo partido, tais como jornada de trabalho de oito horas diárias, reforma agrária moderada, sufrágio universal (implementado) e expansão da seguridade social (criada por Bismarck).

Os Comunistas alemães contra o domínio do SPD

Nos últimos dias de vida do Império Alemão, havia grande expectativa por parte dos comunistas alemães a respeito de uma possível revolução marxista-leninista na Alemanha tão logo Guilherme II fosse derrubado. Mesmo Lênin, líder dos bolcheviques na Rússia, acreditava que os comunistas tomariam o poder facilmente no território germânico.

Entretanto, com o estabelecimento de uma República Liberal, os comunistas entenderam que suas possibilidades de chegar ao poder não seriam tão diretas quando o imaginado. Com isso, decidem tomar em armas e forçar uma transformação revolucionária na Alemanha, tentando com isso destituir o governo do SPD.

Formam-se por toda a República Alemã sovietes ao estilo russo, congregando soldados, marinheiros e operários. Estes sovietes conseguem tomar o poder em várias cidades, ameaçando assim o projeto liberal-democrático do SPD.

O SPD pactua uma aliança com as elites militares

Diante da ameaça de uma “insurreição comunista”, os Social-Democratas pactuam com as lideranças militares (junkers em sua grande maioria) os termos para a repressão dos revoltosos. Friedrich Erbert prometia não reformar o Exército (mantendo portanto os junkers no controle) em troca de apoio ao novo regime.

Os Junkers concordam e se lançam à repressão dos sovietes e soldados rebelados. Nesta mesma ocasião se formam batalhões voluntários que atuam igualmente na repressão (os chamados Freikorps).

A repressão é bem sucedida, mas surte o efeito inverso do esperado. Ainda que os sovietes tenham sido extintos, o movimento comunista alemão se institucionaliza através da formação do Partido Comunista Alemão (Kommunistische Partei Deutschlands, ou KPD).

Uma Democracia morta no berço

A vitória da aliança SPD-Junkers não representava a glória da República de Weimar. Pelo contrário, o esmagamento da insurreição comunista só evidenciava a fragilidade do novo regime.

Isto porque, por um lado, os comunistas rejeitavam o regime por permanecer capitalista. Além disso, os comunistas consideraram a aliança com do SPD com os junkers uma traição à causa dos trabalhadores.

Por outro lado, os próprios junkers e demais conservadores alemães não confiavam nos ideais liberais e democráticos professados pelo SPD, e esperavam que a Alemanha se reerguesse através de um governo forte e autoritário, tal como havia sido na ocasião da Unificação Alemã, com o chanceler Bismarck à frente. Além disso, os junkers entendiam que o SPD havia sido responsável pela humilhante derrota da Alemanha diante dos Aliados.

O Partido Nacional-Socialista Operário Alemão

Crise Econômica e Humilhação Nacional

Entre 1923 e 1924, a situação social e econômica da Alemanha se agravou severamente. Após conseguir assegurar o pagamento anual da dívida de guerra imposta pelo Tratado de Versalhes, em 1923 o governo alemão informa a impossibilidade de honrar o compromisso da dívida daquele ano.

Em resposta, França e Bélgica ocupam militarmente a região do Ruhr, de grande importância industrial, dificultando ainda mais os esforços de reconstrução da economia alemã. A região só foi devolvida quando a Alemanha retomou o pagamento da dívida em 1924, mas o fato causou tensão política e abalo econômico durante o período.

De 1923 a 1924 a Alemanha foi palco do maior fenômeno inflacionário da história do Capitalismo.

O excesso de emissão monetária por parte do governo agravou o problema, fazendo com que o valor da moeda despencasse. Assim, por volta de 1924, a inflação subira a níveis tão altos que o a população perdeu a confiança no valor do dinheiro, aniquilando o sistema monetário alemão. A situação era de completa penúria.

Uma alternativa autoritária: o Partido Nacional-Socialista Operário Alemão

Formado em 1920, o Partido Nacional-Socialista Alemão (Nationalsozialistische Deutsche Arbeiterpartei - NSDAP) e seu líder, Adolf Hitler, se apresentam com uma proposta ambiciosa de ‘salvação da Alemanha”. Prometiam empregos para todos os alemães e direitos sociais.

Denunciavam os comunistas e o marxismo-leninismo como pragas ideológicas, prejudiciais ao ideal de uma nova Alemanha. Além disso, o NSDAP denunciava os judeus como grupo social indesejável e inferior, devendo portanto ser expurgados da sociedade alemã.

Assim, o objetivo era eleger inimigos internos com a finalidade de mobilização política para o projeto de poder nazista.

Como outro instrumento de exaltação nacionalista, o NSDAP pregava uma solução extrema contra o “diktat” de Versalhes, ou seja, contra a humilhação imposta pelo Tratado de Versalhes.

O NSDAP se prepara para uma solução golpista na Alemanha

Em 1921, o Partido Nazista formou seu corpo paramilitar de voluntários, braço armado da ideologia nazista, a SA (Sturmabteilungen). A SA cumpria funções análogas à dos camisas negras italianos, além de atuarem também na educação e formação da juventude nazista, entre outras atividades de difusão dos ideais do NSDAP.

Em 1923, julgando que o momento era propício para uma insurreição, Hitler obtém o apoio de Erich von Ludendorff (general, herói da Primeira Guerra Mundial) para um golpe, que foi iniciado na cidade de Munique. Entretanto, as forças de repressão da República de Weimar foram capazes de impedir o sucesso do movimento. Hitler foi condenado a cinco anos de prisão. A ascendência junker de Ludendorff lhe garantiu sair ileso.

Na prisão, Hitler elabora o livro “Minha Luta” (Mein Kampf), onde sistematizara a doutrina nazista.

O fracasso do golpe de 1923 levou Hitler e as demais lideranças do NSDAP a reorientar sua proposta, buscando meios legais para chegar ao poder, e não mais a via insurrecional.

A Ideologia Nazista

Racismo (Herrenvolk)

No Nazismo, os conceitos clássicos de “povo” e “nação” perdem significado. Isto significa dizer que o povo alemão e a nacionalidade alemã passam a ser identificados como a raça germânica. Ou seja, o que define o povo e a nação é uma questão hereditária, biológica.

Não basta querer ser alemão e jurar lealdade à pátria: o indivíduo deve estar ligado à “nação” através do “sangue”. Surge aí o conceito de “raça superior” (Herrenvolk). Seriam superiores os “arianos” (germânicos) e os nórdicos.

Os latinos, eslavos, magiares, asiáticos e africanos de todo o tipo seriam raças aptas a serem escravizadas ou exterminadas.

Irracionalismo

“Crer, Obedecer, Combater”. Com este lema, os nazistas afirmavam a prevalência da violência e da fé como solução para os desafios apresentados à nação alemã. Ao invés da racionalidade do Iluminismo, o Nazismo pregava a lei do mais forte.

Mito do Chefe (Führer)

Tal como na Itália, os nazistas acreditavam na importância do líder (Führer), que deveria ser obedecido cegamente.

Totalitarismo

A doutrina enfatizava que todos os aspectos da sociedade deveriam ser regulados por uma “conduta nazista”.

Espaço Vital (Lebensraum)

Hitler ressaltava a importância de integrar os povos germânicos de toda a Europa em um “espaço vital”, tendo a Alemanha como centro. Isso significava que, para os nazistas, a Áustria deveria ser incorporada ao território alemão, juntamente com partes da Tchecoslováquia, da Polônia e da Ucrânia.

Acerto de Contas

Hitler pregava o “acerto de contas” com os eslavos (em especial os russos) e com os latinos (especialmente os franceses), considerados raças inferiores e responsáveis pelos danos causados à Alemanha na Primeira Guerra Mundial. Note-se que os ingleses, sendo anglo-saxões, foram “poupados” pela pregação nazista.

A Ascensão do Nazismo (1932-1933)

A Crise de 1929 acirra a perda de credibilidade da República de Weimar

Os impactos da crise de 1929 sobre a Alemanha foram severos. O desemprego aumentou ainda mais, e as condições de vida tiveram sensível piora. O governo do presidente Hindenburg, tomado por grave crise financeira, corta gastos sociais, gerando ainda mais miséria. Ficava claro, a esta altura, que a República de Weimar não tinha mais qualquer credibilidade.

As eleições de 1932 e a ameaça do KPD

Não surpreende que, diante de um cenário de catástrofe social e econômica, os dois partidos mais votados nas eleições parlamentares de 1932 tenham sido o KPD (Comunista) e o NSDAP (Nazista).

Ambos pregavam soluções radicais para a crise institucional, fosse seguindo o modelo revolucionário da União Soviética, ou adotando os princípios autoritários expressos em Mein Kampf.

Note-se que o SPD perdeu expressivamente sua influência política.

Diante da expressividade da votação em seu partido e da presença “incômoda” do KPD na política alemã, Hitler pressiona Hindemburg a aceitá-lo como chanceler da Alemanha. Hitler sempre utilizava a “ameaça comunista” como um mecanismo de pressão, apresentando-se como uma alternativa conservadora ao KPD. Após grande relutância, Hindemburg aceita Hitler como chanceler (1933) dando início à nazificação da Alemanha.

A Alemanha Nazista (1933-1945)

Perseguição aos comunistas

Empossado chanceler, Hitler inicia uma severa perseguição aos comunistas e social-democratas.

Hitler e outras lideranças do NSDAP promovem um atentado contra o Parlamento Alemão (Reichstag), que arde em chamas. Com o incêndio do Reichstag, automaticamente Hitler atribui a responsabilidade aos comunistas, que são perseguidos ainda mais. As liberdades civis e políticas são cassadas, iniciando um período ditatorial que duraria até 1945.

Centralização do Poder

O federalismo alemão é abolido na medida em que Hitler centraliza o poder em Berlim.

Ato de Habilitação (1933)

Hitler aproveita o clima de histeria e perseguição e proclama através do Ato de Habilitação que, dali por diante, concentraria os poderes de primeiro-ministro (chanceler) e legislador, desautorizando portanto o poder do Parlamento. Instaura também um regime de partido único (NSDAP), dissolvendo todos os demais partidos existentes.

Exército em rivalidade com a SA

Com a nazificação, as lideranças militares (junkers) expressaram sua insatisfação junto ao chanceler em função das ações empreendidas pela SA. Sendo a Sturmabteilungen uma força armada paralela, os líderes do Exército a encaravam como uma força rival. Hitler, buscando apoio dos junkers, ordena a perseguição e execução dos principais líderes da SA, na chamada Noite dos Longos Punhais (1934).

Nasce o Führer

Com a morte do presidente Hindemburg, Hitler não autoriza a realização de novo pleito sucessório.

A partir de 1934, Hitler passa a concentrar as funções de chanceler, legislador e presidente, concretizando assim seu ideal de tornar-se o chefe supremo, o Führer.

Leis Raciais de Nuremberg (1935)

A partir das Leis Raciais, os judeus perdem a cidadania alemã e são privados de seus cargos públicos. Começam nesta mesma ocasião programas de eutanásia, de modo a eliminar alemães doentes, deficientes físicos e mentais e outros incapacitados, com a finalidade de criar uma “raça pura”. Da mesma forma, programas de esterilização foram implementados a fim de impedir que mulheres “com defeitos hereditários” procriassem.

Economia Controlada

O Estado nazista assume severa intervenção na economia. Sindicatos são fechados e as greves são proibidas. Os salários são tabelados de modo a beneficiar a acumulação de lucros pelas empresas.

Indústrias privadas passavam a respeitar o planejamento realizado pelo governo. O Estado promove diversas obras públicas (ferrovias, pontes, estradas, represas) de modo a oferecer emprego aos desempregados. Com estas medidas e com o rearmamento, a Alemanha emergiria da crise econômica de 1929 pronta para levar a guerra aos seus antigos inimigos.

Nazismo na Alemanha

Após a Primeira Guerra Mundial, a Alemanha foi palco de uma revolução democrática que instaurou no país.

A primeira grande dificuldade pela jovem república foi ter que assinar, em 1919, o Tratado de Versalhes que, impunha pesadas obrigações à Alemanha. À medida que os conflitos sociais foram se intensificando, surgiram no cenário político alemão partidos ultranacionalistas, radicalmente contrários ao socialismo. Curiosamente, um desses partidos chamava-se Partido Nacional Socialista dos Trabalhadores Alemães (Partido Nazista) e era liderado por um ex-cabo de nome Adolf Hitler. As eleições presidenciais de 1925 foram vencidas pelo velho Von Hindenburg que, com a ajuda do capital estrangeiro, especialmente norte-americano, conseguiu com que a economia do país voltasse a crescer lentamente.

Esse crescimento, porém, perdurou somente até 1929. Foi quando a crise econômica atingiu com tal força a Alemanha, que, em 1932, já havia no país mais de 6 milhões de desempregados. Nesse contexto de crise, os milhões de desempregados, bem como muitos integrantes dos grupos dominantes, passaram a acreditar nas promessas de Hitler de transformar a Alemanha num país rico e poderoso. Assim, nas eleições parlamentares de 1932, o Partido Nazista conseguiu obter 38% dos votos (230 deputados), mais do que qualquer outro partido.

Valendo-se disso, os nazistas passaram a pressionar o presidente e este concedeu a Hitler o cargo de chanceler, chefe do governo. No poder, Hitler conseguiu rapidamente que o Parlamento aprovasse uma lei que lhe permitia governar sem dar satisfação de seus atos a ninguém. Em seguida, com base nessa lei, ordenou a dissolução de todos os partidos, com exceção do Partido Nazista. Em agosto de 1934, morreu Hindenburg e Hitler passou a ser o presidente da Alemanha, com o título de Führer (guia, condutor).

Fortalecido o Führer lançou mão de uma propaganda sedutora e de violência policial para implantar a mais cruel ditadura que a humanidade já conhecera. A

propaganda era dirigida por Joseph Goebbles, doutor em Humanidades e responsável pelo Ministério da Educação do Povo e da Propaganda. Esse órgão era encarregado de manter um rígido controle sobres os meios de comunicação, escolas e universidades e de produzir discursos, hinos, símbolos, saudações e palavra de ordem nazista.Já a violência policial esteve sob o comando de Heinrich Himmler, um racista extremado que se utilizava da SS (tropas de elite), das SA (tropas de choque) e da Gestapo (polícia secreta de Estado) para prender, torturas e eliminar os inimigos do nazismo.

No plano econômico, o governo hitlerista estimulou o crescimento da agricultura, da indústrias de base e sobretudo, da indústria bélica.Com isso, o desemprego diminuiu, o regime ganhou novos adeptos e a Alemanha voltou a se equipar novamente, ignorando os termos do Tratado de Versalhes.

Fonte: www.geocities.com

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