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Fauvismo

Esta corrente, Fauvismo, constituiu a primeira vaga de assalto da arte moderna propriamente dita. Em 1905, em Paris, no Salon d’Automne, ao entrar na sala onde estavam expostas obras de autores pouco conhecidos, Henri Matisse, Georges Rouault, André Derain, Maurice de Vlaminck, entre outros, o crítico Louis de Vauxcelles julgou-se entre as feras (fauves).

As telas que se encontravam na sala eram, de fato, estranhas, selvagens: uma exuberância da cor, aplicada aparentemente de forma arbitrária, tornava as obras chocantes.

Caracteriza-se pela importância que é dada à cor pura, sendo a linha apenas um marco diferenciador de cada uma das formas apresentadas. A técnica consiste em fazer desaparecer o desenho sob violentos jatos de cor, de luz, de sol.

Fauvismo
Fauvismo

Características fundamentais

Primado da cor sobre as formas: a cor é vista como um meio de expressão íntimo

Desenvolve-se em grandes manchas de cor que delimitam planos, onde a ilusão da terceira dimensão se perde

A cor aparece pura, sem sombreados, fazendo salientar os contrastes, com pinceladas diretas e emotivas

Autonomiza-se do real, pois a arte deve refletir a verdade inerente, que deve desenvencilhar-se da aparência exterior do objeto

A temática não é relevante, não tendo qualquer conotação social, política ou outra.

Os planos de cor estão divididos, no rosto, por uma risca verde. Do lado esquerdo, a face amarela destaca-se mais do fundo vermelho, enquanto que a outra metade, mais rosada, se planifica e retrai para o nível do fundo em cor verde. Paralelos semelhantes podemos ainda encontrar na relação entre o vestido vermelho e as cores utilizadas no fundo.

A obra de arte nasce, por isso, autónoma em relação ao objeto que a motivou.dos temas mais característicos do autor, onde sobressaem os padrões decorativos.

A linguagem é plana, as cores são alegres, vivas e brilhantes, perfeitamente harmonizadas, não simulando profundidade, em total respeito pela bidimensionalidade da tela.

A cor é o elemento dominante de todo o rosto. Esta é aplicada de forma violenta, intuitiva, em pinceladas grossas, empastadas e espontâneas, emprestando ao conjunto uma rudeza e agressividade juvenis.

Estudo dos efeitos de diferentes luminosidades, anulando ou distinguindo efeitos de profundidade.

Fonte: cultura.portaldomovimento.com

Fauvismo

Nos primeiros anos do século XX, um grupo de artistas passou a usar a cor como o elemento mais importante da obra de arte.

Foi um estilo de arte que se desenvolveu a partir do expressionismo e usava cores fortes, sem matizes e formas distorcidas.

Um crítico usou pela primeira vez o termo Les Fauves (as feras) em 1905, Salão de Outono de Paris, referindo-se a um grupo de artistas que usavam este tipo de pintura.

Pintura

Um dos princípios deste movimento de vanguarda era o de que criar arte, sem relação com os sentimentos, nem com o intelecto; seguiam impulsos e instintos.

Este tipo de pintura foi caracterizado por um colorido violento, com pinceladas grossas e manchas largas formando grandes planos, os desenhos com contornos definidos e uma única cor em cada objeto, o qual que apresentava com formas simplificadas.

Este estilo teve influências de Van Gogh e Gauguin e deixou uma forte marca na arte moderna e contemporânea.

Destacam-se neste estilo: Henri Matisse e José Pancetti.

Fonte: www.edukbr.com.br

Fauvismo

Entre 1901 e 1906, houve em Paris várias exposições abrangentes que, pela primeira vez, tornavam bastante visíveis obras de Van Gogh, Gauguin e Cézanne.

Para os pintores que viram as realizações desses grandes artistas, o efeito foi uma libertação, e eles começaram a fazer experiências com estilos novos e radicais.

O fauvismo foi o primeiro movimento desse período moderno, no qual a cor reinou suprema.

O fauvismo foi um fenômeno de vida curta, durando apenas pelo tempo em que seu iniciador, Henri Matisse (1869 – 1954), lutou para encontrar a liberdade artística que precisava. Matisse teve de fazer a cor servir sua arte, tal como Gauguin precisara pintar as areias de rosa para expressar uma emoção.

Os fauvistas acreditavam inteiramente na cor como força emocional. Com Matisse e seus amigos Vlaminck e Derain, a cor perdeu as qualidades descritivas e tornou-se luminosa, criando a luz em vez de imitá-la. Esses pintores pasmaram o Salon d’Automme (Salão de Outono) de 1905; após ter visto suas audaciosas telas a rodear a escultura convencional de um menino, o crítico Louis Vauxcelles observou que aquilo fazia lembrar um Donatello “parmi lês fauves” (“entre as feras”).

A liberdade pinturesca dos fauvistas e o uso expressivo que faziam da cor eram magnífica comprovação de que haviam estudado com inteligência a obra de Van Gogh. Mas a arte deles parecia mais atrevida do que qualquer coisa vista até então.

Vlaminck e Derain

Fauvismo
Vlaminck

Durante sua breve prosperidade, o fauvismo teve alguns aspectos notáveis, entre eles Dufy, Rouault e Braque. Maurice de Vlaminck (1876 – 1958) tinha um quê de fera, pelo menos no vigor sombrio de seus humores: mesmo que O rio pareça em paz, sentimos uma tempestade aproximar-se.

Proclamando-se um “primitivo”, não dava antenção à fartura artística do Louvre e colecionava máscaras africanas, tão importantes para a arte de começos do século XX.

Fauvismo
Derain

Com a idade, André Derain (1880 – 1954) conteria seu ardor até atingir a calma clássica. Mas antes, em seu período fauvista, também mostrou uma veemência primitiva; A ponte de Charing Cross, por exemplo, atravessa uma Londres estranhamente tropical.

Em certa época, Derain dividiu um ateliê com Vlaminck, e O rio e A ponte de Charing Cross parecem compartilhar uma força vibrante: ambas revelam uso desinibido da cor e da forma, um deleite com o mero feitio das coisas, o que pode não ser arte profunda, mas sem dúvida oferece prazer visual.

Fonte: www.portalartes.com.br

Fauvismo

Em 1905, em Paris, no Salão de Outono, alguns artistas foram chamados de fauves (em português significa feras), em virtude da intensidade com que usavam as cores puras, sem misturá-las ou matizá-las.

Quem lhes deu este nome foi o crítico Louis Vauxcelles, pois estavam expostas um conjunto de pinturas modernas ao lado de uma estatueta renascentista.

Os princípios deste movimento artístico eram:

Criar, em arte, não tem relação com o intelecto e nem com sentimentos.

Criar é seguir os impulsos do instinto, as sensações primárias.

A cor pura deve ser exaltada.

As linhas e as cores devem nascer impulsivamente e traduzir as sensações elementares, no mesmo estado de graça das crianças e dos selvagens.

Características da pintura

Pincelada violente, espontânea e definitiva

Ausência de ar livre

Colorido brutal, pretendendo a sensação física da cor que é subjetiva, não correspondendo à realidade

Uso exclusivo das cores puras, como saem das bisnagas

Pintura por manchas largas, formando grandes planos

Principais Artistas

MAURICE DE VLAMINCK (1876-1958)

Pintor francês, foi o mais autêntico fovista, dizia: "Quero incendiar a Escola de Belas Artes com meus vermelhos e azuis." Adotou mais tarde estilo entre expressionista e realista.

ANDRÉ DERAIN (1880-1954)

Pintor francês, dizia: "As cores chegaram a ser para nós cartuchos de dinamite." Por volta de 1900, ligou-se a Maurice de Vlaminck e a Matisse, com os quais se tornou um dos principais pintores fovistas.

Nessa fase, pintou figuras e paisagens em brilhantes cores chapadas, recorrendo a traços impulsivos e a pinceladas descontínuas para obter suas composições espontâneas. Após romper com o fovismo, em 1908, sofreu influências de Cézanne e depois do cubismo. Na década de 1920, seus nus, retratos e naturezas-mortas haviam adquirido uma entonação neoclássica, com o gradual desaparecimento da gestualidade espontânea das primeiras obras. Seu estilo, desde então, não mudou.

HENRI MATISSE (1869-1954)

Pintor francês, Nas suas pinturas ele não se preocupa como realismo, tanto das figuras como das suas cores. O que interessa é a composição e não as figuras em si, como de pessoas ou de naturezas-mortas. Abandonou assim a perspectiva, as técnicas do desenho e o efeito de claro-escuro para tratar a cor como valor em si mesma. Dos pintores fovistas, que exploraram o sensualismo das cores fortes, ele foi o único a evoluir para o equilíbrio entre a cor e o traço em composições planas, sem profundidade. Foi, também, escultor, ilustrador e litógrafo.

RAOUL DUFY (1877-1953)

Pintor, gravador e decorador francês. Contrastes tonais e a geometrização da forma caracterizaram sua obra. Impressionista a princípio, evoluiu gradativamente para o fovismo, depois de travar contato com Matisse. Morreu um ano depois de receber o prêmio de pintura da bienal de Veneza.

Simone R. Martins e Margaret H. Imbroisi

Fonte: www.historiadaarte.com.br

Fauvismo

Movimento da pintura francesa, de vida relativamente curta (cerca de 1905 a 1910), que revolucionou o conceito de cor na arte moderna.

Os fauves rejeitaram a paleta suave dos impressionistas, trabalhando tons a partir das cores violentas usadas pelos pós-impressionistas Paul Gauguin e Vincent Van Gogh, para obter uma maior ênfase expressiva. Os fauves alcançaram uma grande energia poética através de seu traço vigoroso, simplificado apesar do padrão dramático das superfícies e das cores intensas.

A palavra fauves, literalmente “as bestas selvagens”, foi originalmente um apelido pejorativo aplicado ao grupo, em sua primeira exposição, no ano de 1905.

Entre os artistas estavam Andre Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braque, Henri Manguin (1874-1949), Albert Marquet (1875-1947), Jean Puy (1876-1960), Emile Othon Friesz (1879-1949), e seu líder incontestável, Henri Matisse. O epíteto fauves nunca foi aceito pelo grupo e, realmente, de modo algum consegue descrever o ensolarado e lírico imaginário presente nas telas destes artistas.

Tecnicamente, o uso da cor pelos fauvistas derivou de experiências feitas por Matisse em Saint Tropez, no verão de 1904, trabalhando com os pintores neoimpressionistas, que utilizavam pequenas pinceladas de pura cor, colocadas lado a lado, para alcançar uma imagem até mesmo mais opticamente correta que a dos impressionistas. As pinturas neoimpressionistas de Matisse, apesar de terem sido executadas dentro de um estrito formalismo que seguia determinadas regras de representação, com o objetivo de conseguir uma determinada resposta óptica, demonstram um forte interesse no lirismo e expressionismo das cores.

No verão de 1905, Matisse e Derain pintaram juntos em Collioure utilizando “uma luz dourada que eliminava as sombras”. Os dois começaram a usar cores complementares puras, aplicadas em pequenas e vigorosas pinceladas, alcançando um padrão equivalente no lugar de uma simples descrição da luz. Em sua paleta de cores estes quadros deslumbram o espectador com sua luz do Mediterrâneo. Quando um vizinho, também colecionador de arte, lhes mostrou alguns quadros que traziam cenas dos mares do sul, pintadas por Gauguin, Matisse e Derain viram suas teorias sobre a subjetividade da cor confirmadas, e o Fauvismo nasceu.

Matisse fez a ruptura final com a cor óptica: o nariz de uma mulher poderia ser um simples plano verde se somado à composição de cor e expressão da pintura harmoniosamente.

Na verdade, Matisse chegou a afirmar: “eu não pinto as mulheres, eu pinto quadros”.

Cada dos pintores fez suas próprias experiências com os princípios do Fauvismo. Por volta de 1910, porém, todos tinham abandonado a rigidez de suas idéias para um tipo de maneirismo desta escola. Com a cor firmemente estabelecida na pintura como um elemento pessoal de expressão, cada um dos fauves seguiu seu próprio caminho, influenciando com sua personalidade o desenvolvimento da pintura moderna.

Fonte: Infopedia 2.0 CD-ROM

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