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Fauvismo

Movimento da pintura francesa, de vida relativamente curta (cerca de 1905 a 1910), que revolucionou o conceito de cor na arte moderna.

Os fauves rejeitaram a paleta suave dos impressionistas, trabalhando tons a partir das cores violentas usadas pelos pós-impressionistas Paul Gauguin e Vincent Van Gogh, para obter uma maior ênfase expressiva. Os fauves alcançaram uma grande energia poética através de seu traço vigoroso, simplificado apesar do padrão dramático das superfícies e das cores intensas.

A palavra fauves, literalmente “as bestas selvagens”, foi originalmente um apelido pejorativo aplicado ao grupo, em sua primeira exposição, no ano de 1905.

Entre os artistas estavam Andre Derain, Maurice de Vlaminck, Raoul Dufy, Georges Braque, Henri Manguin (1874-1949), Albert Marquet (1875-1947), Jean Puy (1876-1960), Emile Othon Friesz (1879-1949), e seu líder incontestável, Henri Matisse. O epíteto fauves nunca foi aceito pelo grupo e, realmente, de modo algum consegue descrever o ensolarado e lírico imaginário presente nas telas destes artistas.

Tecnicamente, o uso da cor pelos fauvistas derivou de experiências feitas por Matisse em Saint Tropez, no verão de 1904, trabalhando com os pintores neoimpressionistas, que utilizavam pequenas pinceladas de pura cor, colocadas lado a lado, para alcançar uma imagem até mesmo mais opticamente correta que a dos impressionistas. As pinturas neoimpressionistas de Matisse, apesar de terem sido executadas dentro de um estrito formalismo que seguia determinadas regras de representação, com o objetivo de conseguir uma determinada resposta óptica, demonstram um forte interesse no lirismo e expressionismo das cores.

No verão de 1905, Matisse e Derain pintaram juntos em Collioure utilizando “uma luz dourada que eliminava as sombras”. Os dois começaram a usar cores complementares puras, aplicadas em pequenas e vigorosas pinceladas, alcançando um padrão equivalente no lugar de uma simples descrição da luz. Em sua paleta de cores estes quadros deslumbram o espectador com sua luz do Mediterrâneo. Quando um vizinho, também colecionador de arte, lhes mostrou alguns quadros que traziam cenas dos mares do sul, pintadas por Gauguin, Matisse e Derain viram suas teorias sobre a subjetividade da cor confirmadas, e o Fauvismo nasceu.

Matisse fez a ruptura final com a cor óptica: o nariz de uma mulher poderia ser um simples plano verde se somado à composição de cor e expressão da pintura harmoniosamente.

Na verdade, Matisse chegou a afirmar: “eu não pinto as mulheres, eu pinto quadros”.

Cada dos pintores fez suas próprias experiências com os princípios do Fauvismo. Por volta de 1910, porém, todos tinham abandonado a rigidez de suas idéias para um tipo de maneirismo desta escola. Com a cor firmemente estabelecida na pintura como um elemento pessoal de expressão, cada um dos fauves seguiu seu próprio caminho, influenciando com sua personalidade o desenvolvimento da pintura moderna.

Fonte: Infopedia 2.0 CD-ROM

Fauvismo

Os artistas franceses do início do século XX deram continuidade as pesquisas de Vicent van Gogh, de Gauguin e dos neo-impressionistas que se caracteriza pela divisão das cores.

A primeira exposição ocorreu em 1905 no Salão de Outono de Paris onde as obras causaram escândalo devido a violência (intensidade) das cores puras (sem matizá-las). Os artistas foram então chamados de 'fauves" pelo crítico de arte Louis Vauxcelles; fauves significa feras em francês. A exposição foi ironicamente intitulada de "cage aux fauves", ou seja, "gaiola das loucas", porque no centro da sala, estava um dorso, e este dorso então estaria engaiolado com as feras.

Dois princípios regem este movimento artístico: a simplificação das formas das figuras e o emprego das cores puras, por isso, as figuras fauvistas são apenas uma sugestão e não a representação da realidade, sendo assim, é também considerado precursor do abstracionismo. Portanto, as cores não são da realidade e o objetivo era justamente este, libertar a cor das regras tradicionais da pintura, marcada pelo intelectualismo e do condicionamento imposto pela cor natural dos objetos.

A cor passou a ser usada em manchas planas e extensas; as sombras com tons fortes e contrastadas sob o efeito da justaposição; as pinceladas quase sempre separadas. Eram escolhidas arbitrariamente pelo artista, usadas puras; sem gradação de tons. O que importa é expressar as sensações do artista entregando-se ao instinto, sem preocupação do estilo.

O grupo de artistas fauvistas não era homogêneo e unido, sendo assim, seguiram tendências pictóricas diversas, como por exemplo: Georges Braque para o Cubismo; Raoul Dufy em cenas da vida campestre e urbana ou Friesz que manteve-se no Expressionismo. O desmembramento do grupo data de 1908, porém persiste em todos eles o uso arbitrário das cores que eles preferiam ser puras e quentes.

Os fauvistas se tornaram os responsáveis pelo desenvolvimento do gosto nas pessoas pelas cores puras que atualmente estão nos inúmeros objetos do nosso cotidiano e nas muitas peças do nosso vestuário.

Fonte: www.she.art.br

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