
Henri Matisse. Harmonia em vermelho, 1897.
A pintura fauve baseia-se no uso de cores puras, violentas e contrastantes, assim como de formas simplificadas, numa espontaneidade comparável a das crianças e dos selvagens.
Baseado nesta comparação, o crítico Louis Vauxcelles, em 1905, no Salão de Outono em Paris, denominou o grupo de artistas que expunha Les Fauves, os animais selvagens ou as feras.
Os pressupostos teóricos do Fauvismo estão na violência das cores, na abolição da intelectualidade e na expressão de impulsos vitais ou sensações elementares.
Abolem a perspectiva e a profundidade no espaço. As partes do corpo são segmentadas e as articulações marcadas por contornos escuros.
Recebem a influência das pesquisas sobre a arte negra e imprimem grande dinamismo à composição.
Henri Matisse liderou esse grupo, que era um conjunto de individualidades muito diferentes como:

Georges Braque. Paisagem em LEstaque, 1906. Óleo

Raoul Dufy. As três sombrinhas.

A. Marquet, Praia de Fecamp

Maurice Vlaminck. Le Restaurant de la Machine à Bougival, 1906.

Georges Rouault (1871-1958)

Georges Rouault. Os três palhaços, 1928

Emile Othon Friesz. La Cliotat, 1906

Kees van Dongen, Femme Fatale, ca. 1905.

Henri Matisse. Blue room
O Fauvismo foi uma violenta reação contra os elementos decorativos que definiram o estilo Art Nouveau. Buscaram o instinto em lugar da razão e sofreram a influência de Paul Gauguin.
No Brasil, guardam as características fauves os artistas Inimá de Paula e Kaminagai.
Fonte: www.diretoriodearte.com