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Fauvismo

A primeira vanguarda artística do século XX surgiu em 1905, no Salão de Outono em Paris.

De caráter exclusivamente pictórico, essa tendência estética ficou marcada por nítida liberdade de expressão e pelo exagero do desenho e da perspectiva.

Revolucionou o uso da cor, aplicando-a de forma pura e explosiva. Esses artistas se agruparam em torno de Matisse, expondo nesse Salão. Pelo seu extremado colorismo foram chamados "les fauves" (as feras). As obras ali expostas aturdiram e deixaram perplexos os que viram pela primeira vez seus trabalhos.

Apesar de se organizar em três agrupamentos (o do ateliê do simbolista Gustave Moreau, o da Academia Carrière com Henri Matisse, Derain, Puy, Marquet, Manguin e Vlaminck e, finalmente, o grupo da cidade de Havre de que faziam parte Raoul Dufy, Friez e Georges Braque), os fauves não se afirmavam enquanto um grupo artístico, mas artistas cuja opção estética tinha um denominador comum nas cores vibrantes, saturadas e anti-naturais.

Henri Matisse

"A composição deve visar à expressão, modificar-se com a superfície a cobrir"

1869, Cateau-Cambrésis, França

1954, Nice, França

Grande animador do Fauvismo, pintor-referência da arte do século XX, Henri Matisse representou a natureza como o deslocamento do mundo das aparências para o mundo da imaginação e sua dinâmica.

Filho de comerciantes, estudou Direito em Paris, atendendo ao desejo de seus pais.

Contudo, freqüentando mais o Louvre que a universidade, passou a se dedicar à pintura. Cursou a Academia Julian e freqüentou o ateliê de Gustave Moreau, na Escola de Belas Artes - que não chegou a cursar por ter sido reprovado no exame de admissão.

Fauvismo
Henri Matisse
Residoria. C'Educions e Publicación -
Ministério da Cultura - Barcelona. pg 117 - s/ legenda

No Louvre, copiava a obra de artistas como Chardin e Rafael, entre outros - que abandonaria ao descobrir Degas, Daumier, Lautrec e as estampas japonesas.

Depois de viagem a Provença, Bretanha, Veneza, fez estudo de figura no ateliê de Carrière. Nesse período, conheceria Derain e Puy, futuros companheiros fauvistas.

A sua pintura assumiu características impressionistas e neo-impressionistas.

Nela as cores puras, sua marca registrada, estiveram sempre presentes, levando-o inevitavelmente ao Fauvismo.

Dirigiu, de forma diferente, sempre o esforço de sua arte, não só na aplicação de cores intensas e puras, como também na afirmação de uma arte nova da pintura constituída de cor, ritmo e linhas essenciais sem transição - envolvendo o branco da tela como composição em espaços luminosos, tecidos por cores em sistemas de relações - oposições-exaltações - que constróem ambientes e figuras - sincopadas - com manchas ou linhas ora retas, ora em arabescos.

Matisse propôs em seu longo itinerário um projeto de arte lúcido e apaixonado.

Raoul Dufy

Fauvismo
Raoul Dufy

Raoul Dufy "o pintor das cores alegres", participou do terceiro grupo fauvista, o da cidade de Havre, junto com Friesz e Georges Braque. Nessa cidade, iniciou seus estudos, em 1892, na Escola Municipal de Belas Artes. Bolsista patrocinado pelo município, mudou-se para Paris em 1900, onde descobriria os impressionistas.

Dufy pertenceu a uma época de transição, em que o Impressionismo dava lugar ao Fauvismo e ao Cubismo.

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Raoul Dufy

Em 1905 juntou-se a Henri Matisse, cuja obra o marcaria profundamente, e aos demais coloristas fauves. No início dos anos 20, fez litogravuras, trabalhos em cerâmica e em 1925 executou catorze tapeçarias para uma mostra de decoração. Por volta de 1926, iniciou uma série de aquarelas, em que a forma passa a ser independente da cor, uma das características mais marcantes de sua pintura. Suas cores são quentes e sua temática é alegre.

Nos anos 50 viajou aos Estados Unidos, produzindo cenários para o teatro. Dois anos depois recebeu o grande prêmio internacional de pintura na XXVI Bienal de Veneza.

Dufy absorveu de Cézanne e do Cubismo o princípio da construtividade da cor, mas, de modo diverso, utilizou-a de forma empírica não-racional, para trazer à pintura uma natureza vibrante, mutável, pouco densa, traduzida por pinceladas curtas - uma sinalética ondulante, como ondas de freqüência da eletricidade.

Georges Braque

1882 - Argenteuil-Sur-Seine, França

1963 - Paris, França

Criador do Cubismo junto com Pablo Picasso e Henri Laurens, Georges Braque inicia-se na pintura como pintor-decorador, profissão que herdara do pai e do avô.

Aos 18 anos, mudou-se para Paris, onde freqüentou a Escola de Belas-Artes, adotando, inicialmente, a linguagem impressionista que, aos poucos, assumiu características fauvistas, buscando, com OthonFriesz e Raoul Dufy, não mais a imitação da forma, mas a sua expressão.

Foi em 1907, ao ver uma retrospectiva de Cézanne no Salão de Outono e ao conhecer Pablo Picasso, formula com o pintor espanhol um novo conceito de espaço, descobrindo o caminho do Cubismo - marco essencial na história da arte, considerado por ele o meio pelo qual sua pintura desabrochou. Em 1912, criaria uma nova linguagem, a dos papiers collés, abrindo novas trilhas para a arte moderna.

Sua liberdade estética inova a produção pictórica ao incluir letras, jornais e números à composição.

Com esses elementos, ilustrou o conceito de "quadro-objeto", convidando o observador ao raciocínio pictórico, por obrigá-lo a considerar as estruturas da composição e dos contrastes de elementos. Por fim, vieram os temas clássicos e, no ano de sua morte, os pássaros eram sua temática, simbolizando a liberdade - dimensão onde se encontram o instinto e a técnica.

Fonte: www.macvirtual.usp.br

Fauvismo

O movimento artístico denominado Fauvismo surgiu em 1905, durante uma exposição que se realizou em Paris, no Salon d'Autosmne onde foram expostos quadros de livre interpretação e de um colorido gritante, rodeando uma escultura clássica, de grande sensibilidade, que representava uma criança. Este contraste tão violento, chamou a atenção de um crítico de arte que ali se tinha deslocado que, muito chocado, exclamou ironicamente "Donatello parmi les Fauves". Os autores das obras expostas, André Dérain [1880-1954], Kees van Dongen [1877-1968] e o flamengo Maurice Vlaminck [1876-1958], aproveitando a expressão, baptizaram este novo modelo de pintura com o nome de Fauvismo. Neste movimento, cada um estabelecia a sua própria definição de pintura. Há também uma interpretação livre da Natureza.

Os Fauves vieram libertar os artistas de todas e quaisquer inibições ou convenções no uso da cor. Trata-se de um estilo vigoroso, quase frenético, no qual se nota o exagero na concentração de concepções estéticas dos vinte anos anteriores, levados as conseqüências mais extremas. Nele são utilizadas cores muito puras, vivas e primárias, contrastando umas com as outras. Dava-se grande importância à cor, muitas vezes em detrimento da forma, pela eliminação da perspectiva. As diferentes partes do corpo encontram-se nitidamente segmentadas, acentuando-se as articulações, o que nos faz lembrar as esculturas negro-africanas, recentemente descobertas.

As linhas rítmicas ligam com grande dinamismo as diferentes partes das composições, estabelecendo entre elas uma forte e contínua tensão. Nota-se uma tendência para sugerir uma cena mais ampla do que a que se encontra representada, anulando-se alguns dos pormenores, como se o espetáculo estivesse a ser visto de uma janela. Quanto aos temas tratados, embora se interessassem pela figura humana, os Fauves foram essencialmente paisagistas. Gauguin foi o seu precursor.

Neste movimento destacam-se: Henri Matisse, considerado "o rei das feras", Maurice de Vlaminck e Raoul Dufy.

Algumas imagens sobre o Fauvismo:

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Fonte: www.spiner.com.br

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