Febre Amarela

FEBRE AMARELA

Doença infecciosa para a qual já existe uma vacina disponível, a febre amarela ainda hoje atinge populações na América e na África. Causada por um gênero de vírus conhecido como flavivírus, a enfermidade apresenta duas formas de expressão, a urbana e a silvestre. No Brasil, a forma urbana encontra-se erradicada desde 1942. No entanto, a febre amarela silvestre não é erradicável, já que possui uma circulação natural entre primatas das florestas tropicais.

A doença é geralmente adquirida quando uma pessoa não vacinada é picada pelo mosquito transmissor em áreas silvestres, como regiões de cerrado e florestas. Por isso, vacinação é uma importante aliada no seu combate. De acordo com dados da Fundação Nacional de Saúde (Funasa), aproximadamente 60 milhões de pessoas já estavam vacinadas no Brasil em 2001. Nesse ano, o país registrou 41 casos da doença (31 ocorridos em um surto ocorrido em Minas Gerais) e 22 mortes.

A transmissão da enfermidade não é feita diretamente de uma pessoa para outra. Para isso, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus ter se multiplicado (nove a 12 dias), pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado. O vírus e a evolução clínica da doença são idênticos para os casos de febre amarela urbana e de febre amarela silvestre, diferenciando-se apenas o transmissor da doença.

A febre amarela silvestre ocorre, principalmente, por intermédio de mosquitos do gênero Haemagogus.

Uma vez infectado em área silvestre, a pessoa pode, ao retornar, servir como fonte de infecção para o Aedes aegypti (também vetor do dengue), principal transmissor da febre amarela urbana. O Aedes aegypti prolifera-se nas proximidades de habitações em recipientes que acumulam água limpa e parada, como vasos de plantas, pneus velhos, cisternas etc.

Os sintomas da febre amarela, em geral, aparecem entre o terceiro e o sexto dia após a picada do mosquito. As primeiras manifestações são febre alta, mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço e calafrios. Podem, ainda, surgir náuseas, vômitos e diarréia. Após três ou quatro dias, a maioria dos doentes (85%) recupera-se completamente e fica permanentemente imunizado contra a doença.

Cerca de 15% dos doentes infectados com febre amarela apresentam sintomas graves, que podem levar à morte em 50% dos casos. Além da febre, a pessoa pode apresentar dores abdominais, diarréia e vômitos. Surgem icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite), manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) e ocorre o funcionamento inadequado de órgãos vitais como fígado e rins. Como conseqüência, pode haver diminuição do volume urinário até a anúria total (ausência de urina na bexiga) e o coma. As pessoas que sobrevivem recuperam-se totalmente.

Não existe tratamento específico para febre amarela, sendo ele apenas sintomático. A vacina é uma grande aliada para se evitar a ocorrência da doença. O indivíduo deve tomar a primeira dose a partir dos 12 meses de idade e receber um reforço a cada dez anos. Nas áreas de maior risco, como a Amazônia, a vacinação pode ser iniciada a partir dos seis meses.

A substância não produz efeitos colaterais, mas algumas pessoas manifestam dor local, febre, dor muscular e dor de cabeça por um ou dois dias. A vacina encontra-se disponível nas unidades de saúde das áreas endêmicas e nos serviços de portos, aeroportos e fronteiras de todos os estados. O Brasil exige o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela, para a concessão de vistos consulares e entrada, de viajantes provenientes de alguns países da África, da América Central e do Sul.

Fonte: www.fiocruz.br

FEBRE AMARELA

Febre amarela é uma doença infecciosa causada por um tipo de vírus chamado flavivírus, cujo reservatório natural são os primatas não-humanos que habitam as florestas tropicais.

Existem dois tipos de febre amarela: a silvestre, transmitida pela picada do mosquito Haemagogus , e a urbana transmitida pela picada do Aedes aegypti, o mesmo que transmite a dengue e que foi reintroduzido no Brasil na década de 1970. Embora os vetores sejam diferentes, o vírus e a evolução da doença são absolutamente iguais.

A febre amarela não é transmitida de uma pessoa para a outra. A transmissão do vírus ocorre quando o mosquito pica uma pessoa ou primata (macaco) infectados, normalmente em regiões de floresta e cerrado, e depois pica uma pessoa saudável que não tenha tomado a vacina.

A forma urbana já foi erradicada. O último caso de que se tem notícia ocorreu em 1942, no Acre, mas pode acontecer novo surto se a pessoa infectada pela forma silvestre da doença retornar para áreas de cidades onde exista o mosquito da dengue que prolifera nas cercanias das residências e ataca durante o dia.

Sintomas

Os principais sintomas da febre amarela - febre alta, mal-estar, dor de cabeça, dor muscular muito forte, cansaço, calafrios, vômito e diarréia aparecem, em geral, de três a seis dias após a picada (período de incubação). Aproximadamente metade dos casos da doença evolui bem. Os outros 15% podem apresentar, além dos já citados, sintomas graves como icterícia, hemorragias, comprometimento dos rins (anúria), fígado (hepatite e coma hepático), pulmão e problemas cardíacos que podem levar à morte. Uma vez recuperado, o paciente não apresenta seqüelas.

Diagnóstico

Como os sintomas da febre amarela são muito parecidos com os da dengue e da malária, o diagnóstico preciso é indispensável e deve ser confirmado por exames laboratoriais específicos, a fim de evitar o risco de epidemia em áreas urbanas, onde o vírus pode ser transmitido pelo mosquito da dengue.

Tratamento

Doente com febre amarela precisa de suporte hospitalar para evitar que o quadro evolua com maior gravidade. Não existem medicamentos específicos para combater a doença. Basicamente, o tratamento consiste em hidratação e uso de antitérmicos que não contenham ácido acetilsalicílico. Casos mais graves podem requerer diálise e transfusão de sangue.

Vacinação

Existe vacina eficaz contra a febre amarela, que deve ser renovada a cada dez anos. Nas áreas de risco, a vacinação deve ser feita a partir dos seis meses de vida. De maneira geral, a partir dos nove meses, a vacina deveria ser recomendada para as demais pessoas, uma vez que existe a possibilidade de novos surtos da doença caso uma pessoa infectada pela febre amarela silvestre retorne para regiões mais povoadas onde exista o mosquito Aedes aegypti.

A vacinação é recomendada, especialmente, aos viajantes que se dirigem para localidades, como zonas de florestas e cerrados, e deve ser tomada dez dias antes da viagem para que o organismo possa produzir os anticorpos necessários.

Recomendações

· Vacine-se contra febre amarela pelo menos dez dias antes de viajar para áreas de risco e não se esqueça das doses de reforço que devem ser repetidas a cada dez anos;
· Use, sempre que possível, calças e camisas que cubram a maior parte do corpo;
· Aplique repelente sistematicamente. Não se esqueça de passá-lo também na nuca e nas orelhas. Repita a aplicação a cada quatro horas, ou a cada duas horas se tiver transpirado muito;
· Não se esqueça de reaplicar o repelente toda a vez que molhar o corpo ou entrar na água;
· Use mosqueteiro, quando for dormir nas áreas de risco,
· Procure informar-se sobre os lugares para os quais vai viajar e consulte um médico ou os núcleos de atendimento ao viajante para esclarecimentos sobre cuidados preventivos;
· Erradicar o mosquito transmissor da febre amarela é impossível, mas combater o mosquito da dengue nas cidades é uma medida de extrema importância para evitar surtos de febre amarela nas áreas urbanas. Não se descuide das normas básicas de prevenção.

Fonte: www.drauziovarella.com.br

FEBRE AMARELA

Doença infecciosa aguda, não contagiosa, causada pelo Vírus da Febre Amarela, geralmente causa sintomas leves (gripais), podendo levar a casos graves, com a morte do paciente.

Quais as características da doença?

É uma zoonose, quer dizer, uma doença de animais silvestres (macacos, coati, etc), o ser humano é infectado acidentalmente quando entra na selva.

Os sintomas surgem entre 3 a 6 dias após a pessoa ter sido infectada.

Como é transmitida?

Através da picada do mosquito Aedes Aegypti.

Quais os sintomas iniciais?

Febre Alta.
Dor de cabeça forte.
Dores musculares em todo o corpo
Falta de apetite.
Náuseas e vômitos.
Dor nas costas.

O que fazer para evitar a Febre Amarela?

Tomar a Vacina Anti-Amarílica.
Dormir sempre dentro do mosquiteiro da rede de selva.
Usar gandola com as mangas desenroladas em áreas de selva.
Usar sempre repelente de insetos na selva.

Fonte: www.exercito.gov.br

Febre Amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa, causada pelo vírus amarílico. A doença ataca o fígado e os rins e pode levar à morte. Existem dois tipos diferentes de febre amarela: a urbana e a silvestre. A principal diferença é que nas cidades, o transmissor da doença é o mosquito Aedes aegypti, o mesmo da dengue.

Nas matas, a febre amarela ocorre em macacos e os principais transmissores são os mosquitos dos gêneros Haemagogus e Sabethes, que picam preferencialmente esses primatas.

Esses mosquitos vivem também nas vegetações à beira dos rios. Primeiro picam o macaco doente e depois, o homem. “É importante ressaltar que a febre amarela silvestre só ocorre em humanos ocasionalmente. São os macacos os principais hospedeiros”, destaca Expedito Luna. “Os mosquitos transmissores só picam homens que invadem o habitat dos macacos”, acrescenta.

O último caso de febre amarela urbana registrado no Brasil foi em 1942, no Acre. Já a forma silvestre da doença provoca surtos localizados anualmente. As principais áreas onde ocorrem são na Bacia Amazônica, incluindo as grandes planícies da Colômbia e regiões orientais do Peru e da Bolívia, e na parte setentrional da América do Sul.

A maior incidência da doença acontece nos meses de janeiro a abril, período das chuvas. Nessa época, há um aumento da quantidade do mosquito transmissor e maior atividade agrícola, que leva ao deslocamento de um número maior de pessoas às áreas com risco de transmissão.

Uma das ações do Ministério da Saúde para o controle da doença no país é a exigência do Certificado Internacional de Vacinação contra a febre amarela para todos os turistas vindos da Bolívia, Peru, Venezuela, Guiana Francesa e África. Nos últimos três anos, mais de 60 milhões de pessoas foram vacinadas no Brasil. Nas regiões endêmicas, a vacina contra febre amarela é aplicada de forma rotineira.

Origem

A origem do vírus causador da febre amarela ainda é desconhecida. Acredita-se que a doença veio da África Ocidental e das Antilhas. Em 1700, a febre amarela já estava na Europa, mas foi na Península Ibérica que se deu a primeira epidemia da doença, provocando 10 mil mortes, em 1714. No ano de 1804, 20 mil pessoas foram vítimas da febre amarela em Cartagena.

A primeira manifestação da doença no Brasil foi em 1685, em Pernambuco. Grandes campanhas de prevenção foram realizadas a partir da descoberta do agente transmissor da doença e houve o controle da epidemia, mas ainda há o risco de retorno da febre amarela nas áreas urbanas. É que na década de 80, com a reintrodução do mosquito Aedes aegypti no Brasil, voltou a possibilidade de aparecimento de casos da doença nas áreas urbanas, a exemplo da dengue.

Prevenção

Além das campanhas de vacinação, é necessário informar a população sobre a ocorrência da doença e como evitá-la. O risco da reintrodução da febre amarela urbana pode ser reduzido com o controle do Aedes aegypti. O mosquito transmissor prolifera em qualquer local onde se acumule água limpa parada, como caixas d'água, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro e vasos de plantas.

Dos ovos surgem as larvas, que, depois de algum tempo na água, vão formar novos mosquitos adultos. O combate ao mosquito deve ser feito de duas maneiras: eliminando os mosquitos adultos e, principalmente, acabando com os criadouros de larvas.

A grande maioria das pessoas escolhe o verão para curtir as férias. Mas para tudo correr bem é preciso se programar. Escolher o lugar, hospedagem, roteiro, passagens, arrumar as malas e, não menos importante, se vacinar contra doenças que podem estragar esse momento tão esperado. Uma delas é a febre amarela. A vacina está disponível nos postos de saúde de todo o Brasil e nos postos da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) presentes em todos os aeroportos do País. Os portos e eeroportos mantêm permanentemente postos de vacinação.

Recomenda-se que todas as pessoas, especialmente turistas, com destino às regiões consideradas áreas endêmicas da febre amarela tomem a vacina. As regiões Norte e Centro-Oeste, o estado do Maranhão e oeste dos estados da Bahia, Minas Gerais, São Paulo, Paraná, Santa Catarina e Rio Grande do Sul são os locais de maior risco de se contrair a doença. O ideal é se vacinar com dez dias de antecedência para que o organismo tenha tempo de produzir anticorpos.

Qualquer pessoa pode se vacinar. A dose não apresenta contra-indicações e deve ser tomada a partir dos seis meses de vida nos locais de risco e dos nove meses em áreas indenes. A recomendação é que todos os que estão planejando passar suas férias nas regiões endêmicas da febre amarela procurem os postos de vacinação.

Fonte: www.sespa.pa.gov.br

febre amarela

A febre amarela é uma doença infecciosa causada por um flavivírus (o vírus da febre amarela), para a qual está disponível uma vacina altamente eficiente. A doença é transmitida por mosquitos e ocorre exclusivamente na América Central, na América do Sul e na África. No Brasil, a febre amarela é geralmente adquirida quando uma pessoa não vacinada entra em áreas de transmissão silvestre (regiões de cerrado, florestas). Uma pessoa não transmite febre amarela diretamente para outra. Para que isto ocorra, é necessário que o mosquito pique uma pessoa infectada e, após o vírus ter se multiplicado, pique um indivíduo que ainda não teve a doença e não tenha sido vacinado.

Transmissão

A transmissão da febre amarela pode ocorrer em áreas urbanas, silvestres e rurais ("intermediária", em fronteiras de desevolvimento agrícola).As manifestações da febre amarela não dependem do local onde ocorre a transmissão. O vírus e a evolução clínica são idênticos. A diferença está apenas nos transmissores e no local geográfico de aquisição da infecção.

A transmissão da febre amarela em área silvestre é feita por intermédio de mosquitos do gênero (principalmente) Haemagogus. O ciclo do vírus em áreas silvestres é mantido através da infecção de macacos e da transmissão transovariana no próprio mosquito. A infecção humana ocorre quando uma pessoa não imunizada entra em áreas de cerrado ou de florestas. Uma vez infectada, a pessoa pode, ao retornar, servir como fonte de infecção para o Aëdes aegypti, que então pode iniciar a transmissão da febre amarela em área urbana. Uma pessoa pode ser fonte de infecção para o mosquito desde imediatamente antes de surgirem os sintomas até o quinto dia da infecção. O Aëdes aegypti torna-se capaz de transmitir o vírus da febre amarela 9 a 12 dias após ter picado uma pessoa infectada. No Brasil, a transmissão da febre amarela em áreas urbanas não ocorre desde 1942. Em áreas de fronteiras de desenvolvimento agrícola, pode haver uma adaptação do transmissor silvestre ao novo habitat e ocorre a conseqüente possibilidade de transmissão da febre amarela em áreas rurais ("intermediária").

Em áreas urbanas, o Aëdes albopictus é um transmissor potencial, embora ainda não tenha sido definitivamente incriminado como vetor da febre amarela. O Aëdes aegypti (principalmente) e o Aëdes albopictus proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações (casas, apartamentos, hotéis), em recipientes que acumulam água limpa (vasos de plantas, pneus velhos, cisternas etc.). O Aëdes aegypti e o Aëdes albopictus (comprovadamente) também transmitem o dengue. Ambos picam durante o dia, ao contrário do mosquito comum (Culex), que tem atividade noturna.

Riscos

No Brasil, a erradicação do Aëdes aegypti na década de 30, aliada disponibilização da vacina, interrompeu a transmissão da febre amarela em áreas urbanas, e fez desaparecer também o dengue. O último caso de transmissão da febre amarela em área urbana ocorreu no Acre em 1942. Desde a reintrodução do Aëdes aegypti no Brasil, na década de oitenta, passou a existir um evidente risco do retorno da transmissão da febre amarela em áreas urbanas.

O Aëdes aegypti, atualmente, está presente em cerca de 3600 municípios brasileiros. As localidades infestadas pelo Aëdes aegypti têm risco potencial de reintrodução da febre amarela (transmissão em área urbana). Em 1981 o dengue voltou a atingir a Região Norte (Boa Vista, Roraima), como conseqüência da reintrodução do Aëdes aegypti no Brasil. No Rio de Janeiro (Região Sudeste) ocorreram duas grandes epidemias. A primeira em 1986-87, com cerca de 90 mil casos, e segunda em 1990-91, com aproximadamente 100 mil casos confirmados. A partir de 1995, o dengue passou a ser registrado em todas as regiões do país.

No Brasil, a maioria dos casos de transmissão da febre amarela ocorre em regiões de cerrado.

Todas as regiões do país possuem áreas endêmicas (zonas rurais, regiões de cerrado, florestas) de transmissão da febre amarela, onde a infecção é transmitida por mosquitos do gênero Haemagogus (principalmente) e o ciclo do vírus é mantido através da infecção de macacos e da transmissão transovariana no próprio mosquito.

Medidas de proteção individual

O Cives recomenda que o viajante seja vacinado, observando-se as contra-indicações, ao se dirigir para qualquer área - mesmo as urbanas - de todos os países, inclusive o Brasil, que tenham qualquer tipo de transmissão de febre amarela, independentemente da exigência do Certificado Internacional de Vacinação ou do registro atual de ocorrência de casos. Essa recomendação é absolutamente crítica, pelo maior risco de aquisição da doença, para pessoas que se dirigem para áreas rurais ou de florestas desses países.

No Rio de Janeiro a vacinação pode ser realizada em qualquer dos Centros Municipais de Saúde. A emissão do Certificado Internacional de Vacinação, contudo, é realizada exclusivamente (sic!) pela Coordenação de Vigilância Sanitária do Ministério da Saúde, que funciona na Rua México, 128 - térreo (tel. 2240-3568). A vacina, que deve ser feita com pelo menos dez dias de antecedência, é aplicada de segunda a sexta-feira, de 9 às 12:00 h e de 14 às 16:00 h.). As pessoas vacinadas nos Centros Municipais de Saúde e que posteriormente necessitem do Certificado Internacional devem procurar o Posto da Rua México munidas do comprovante de vacinação. O Certificado tem validade por 10 anos, a contar a partir do décimo dia da primeira aplicação da vacina. O viajante (exclusivamente) que se dirige às áreas de maior risco no Brasil, poderá ser vacinado em diversos Portos, Aeroportos e Postos de Fronteira.

A transmissão de febre amarela ocorre em áreas que, em geral, são de risco potencial para malária e também para dengue. Além da vacina contra febre amarela, devem ser adotadas medidas de proteção contra infecções transmitidas por insetos, que são as mesmas empregadas contra o dengue e a malária. O viajante deve usar, sempre que possível, calças e camisas de manga comprida, e repelentes contra insetos à base de DEET nas roupas e no corpo, sempre observando a concentração máxima para crianças (10%) e adultos (50%). Antes de adquirir um repelente, certifique-se da concentração de DEET no produto. Além disso, deve procurar hospedar-se em locais que disponham de ar-condicionado ou utilizar mosquiteiros impregnados com permetrina e inseticida em aerosol nos locais onde for dormir.

O Brasil exige o Certificado Internacional de Vacinação contra febre amarela, para a concessão de vistos consulares e entrada, de viajantes provenientes de alguns países da América do Sul e da África. Para evitar uma possível introdução da doença, diversos países (África, América Central e do Sul, Subcontinente Indiano, Sudeste Asiático etc), mesmo aqueles onde não ocorre a transmissão, exigem o Certificado Internacional como condição para a entrada de viajantes provenientes do Brasil e de outros países endêmicos. O viajante deve verificar esta exigência nos consulados ou embaixadas dos países para onde se dirige.

Recomendações para áreas com risco de transmissão urbana

O risco de transmissão da febre amarela em áreas urbanas existe, potencialmente, em todos os municípios onde ocorre dengue. O acesso permanente à informação é essencial. É necessário que a população saiba as razões que determinam a ocorrência da febre amarela e o que deve ser feito para evitá-la. Os riscos podem ser significativamente reduzidos através do controle da proliferação do Aëdes aegypti nas cidades e da vacinação de viajantes (que tenham como destino áreas onde ocorre transmissão da febre amarela) e das populações urbanas.

A transmissão da febre amarela em áreas urbanas ocorre por intermédio da picada de mosquitos (Aëdes aegypti), os mesmos que transmitem dengue. Esses mosquitos criam-se na água, obrigatoriamente e proliferam-se dentro ou nas proximidades de habitações. A fêmea do mosquito põe os ovos em qualquer coleção de água limpa (caixas d'água, cisternas, latas, pneus, cacos de vidro, vasos de plantas). As bromélias, que acumulam água na parte central (aquário), também servem de criadouro. Os ovos ficam aderidos e sobrevivem mesmo que o recipiente fique seco. Apenas a substituição da água, portanto, mesmo feita com freqüência, é inútil. Desses ovos surgem as larvas, que depois de algum tempo na água, vão formar novos mosquitos adultos.

O combate ao mosquito deve ser feito de duas maneiras: eliminando os mosquitos adultos e, principalmente, acabando com os criadouros de larvas. Para isso é importante que recipientes que possam encher-se de água sejam descartados ou fiquem protegidos com tampas. Qualquer recipiente com água e sem tampa, inclusive as caixas d'água, podem ser criadouros dos mosquitos que transmitem febre amarela e dengue. Além da febre amarela, que não ocorre nas cidades brasileiras desde 1942, se estará também evitando o dengue.

Para combater o mosquito adulto, é feita a aplicação de inseticida através do "fumacê", que deve ser empregado apenas quando está ocorrendo epidemias, de febre amarela ou dengue. O "fumacê", no entanto, não acaba com os criadouros. Para eliminar os criadouros do mosquito transmissor, devem ser observados, nas residências, escolas e locais de trabalho, os seguintes cuidados:

substituir a água dos vasos de plantas por terra e manter seco o prato coletor.
utilizar água tratada com cloro (40 gotas de água sanitária a 2,5% para cada litro) para regar bromélias.
desobstruir as calhas do telhado, para não haver acúmulo de água.
não deixar pneus ou recipientes que possam acumular água expostos à chuva.
manter sempre tampadas as caixas d'água, cisternas, barris e filtros.
acondicionar o lixo domiciliar em sacos plásticos fechados ou latões com tampa

Manifestações

A maioria das pessoas infectadas com o vírus da febre amarela desenvolve sintomas discretos ou não apresenta manifestações da doença. Os sintomas da febre amarela, quando ocorrem, em geral aparecem entre 3 e 6 dias (período de incubação) após a picada de um mosquito infectado. As manifestações iniciais são febre alta de início súbito, sensação de mal estar, dor de cabeça, dor muscular, cansaço e calafrios. Em algumas horas podem surgir náuseas, vômitos e, eventualmente, diarréia. Após três ou quatro dias, a maioria dos doentes (85%) recupera-se completamente e fica permanentemente imunizado contra a doença.

Cerca de 15% das pessoas que apresentam sintomas evoluem de forma grave, que tem alta letalidade. Em geral, um ou dois dias após um período de aparente melhora (que pode não existir) há reexacerbação dos sintomas. A febre reaparece e a pessoa então passa a apresenta dor abdominal, diarréia e vômitos. Os vômitos e as fezes podem ser hemorrágicos ("negros"). Surgem icterícia (olhos amarelados, semelhante à hepatite) e manifestações hemorrágicas (equimoses, sangramentos no nariz e gengivas) e ocorre funcionamento inadequado de órgãos vitais como fígado e rins. Como conseqüência, pode haver diminuição do volume urinário até a anúria total e coma. A evolução para a morte pode ocorrer em até 50% das formas graves, mesmo nas melhores condições de assistência médica. As pessoas que sobrevivem, recuperam-se totalmente.

Pessoas que estiveram em uma área de risco de transmissão de febre amarela e que apresentem febre, durante ou após a viagem, devem procurar um Serviço de Saúde para esclarecimento diagnóstico. As manifestações iniciais da febre amarela são as mesmas de diversas outras doenças, como dengue, malária e leptospirose, sendo necessário a realização de exames laboratoriais para a diferenciação. Também não indicam se a evolução vai ser mais grave. Por isto é importante sempre procurar rápido um Serviço de Saúde, para avaliação médica.

A confirmação do diagnóstico de febre amarela não tem importância para o tratamento da pessoa doente, mas é fundamental para a adoção de medidas que reduzam o risco de ocorrência de uma epidemia em área urbana, como a vacinação da população e eliminação do transmissor de uma determinada área. Pode ser feita através de exames sorológicos (MAC-Elisa), PCR ou do isolamento do vírus em cultura (que tem maior chance de ser feito até o quinto dia de doença).

Em todos os caso com suspeita de febre amarela, é importante que seja sempre investigada a possibilidade de malária, doença para qual existe tratamento específico eficaz. A comprovação do diagnóstico de malária não afasta, no entanto, a possibilidade de febre amarela, uma vez que as áreas de transmissão, em geral, são as mesmas. Pelo mesmo motivo, a confirmação do diagnóstico de febre amarela não exclui a possibilidade de malária.

A forma grave de leptospirose, que pode evoluir com icterícia, diminuição do volume urinário e sangramentos é muito semelhante à febre amarela, mas pode ser diferenciada desta com facilidade através de exames laboratoriais. O dengue à semelhança da febre amarela pode se tornar grave quando a pessoa começa a melhorar, mas a icterícia (olhos amarelados) é rara. A meningite meningocócica pode ser muito parecida com as formas graves da febre amarela, mas a pessoa piora mais rápido (logo no primeiro ou segundo dia de doença).

A febre amarela não tem tratamento específico. As pessoas com suspeita de febre amarela devem ser internadas para investigação diagnostica e tratamento de suporte, que é feito basicamente com hidratação e antitérmicos. Não deve ser utilizado remédio para dor ou para febre que contenha ácido acetil-salicílico (AAS®, Aspirina®, Melhoral® etc.), que pode aumentar o risco de sangramentos. Pelo menos durante os cinco primeiros dias de doença é imprescindível que estejam protegidas com mosquiteiros, uma vez que durante esse período podem ser fontes de infecção para o Aëdes aegypti. As formas graves da doença necessitam de tratamento intensivo e medidas terapêuticas adicionais como diálise peritonial e, eventualmente, transfusões de sangue.

Fonte: www.cives.ufrj.br

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