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Feijão

Variedades de Feijão

Feijão

O feijão pertence ao grupo das leguminosas, a melhor fonte de proteínas vegetais.

Existe feijão para todos os gostos e usos: os norte-americanos costumam comer feijão com bacon e melado, os franceses preferem os feijões mais graúdos, brancos ou vermelhos, sem o caldo. Já os mexicanos preferem comê-lo frito ou refrito, também sem o caldo e com chili, uma pimenta bem picante e perfumada.

Mas na verdade, nenhum povo soube tirar tanto proveito do feijão como o brasileiro. Aqui ele reina soberano, seja na feijoada, no tutu à mineira, nas sopas, saladas, nas comidas de tropeiros, no acarajé, como complemento para o arroz ou acrescido de carnes ou legumes.

São tantas as variedades de feijão que vale a pena conhecer melhor os principais tipos encontrados no mercado:

Feijão Preto

Ele é uma unanimidade desde os tempos coloniais. Um viajante europeu chamado Carl Seidler, que esteve por aqui em 1826 disse o seguinte:

"O feijão, sobretudo o preto, é o prato predileto dos brasileiros; figura nas mais distintas mesas, acompanhado de um pedaço de carne seca ao sol e toucinho à vontade.

Não há refeição sem feijão, só o feijão mata a fome. É nutritivo e sadio, mas só depois de longamente acostumado sabe ao paladar europeu, pois o gosto é áspero, desagradável..."

Os europeus estranhavam o sabor do feijão porque até então ele era um ilustre desconhecido. No "Velho Mundo", eram conhecidas as favas, lentilhas e ervilhas, que são "aparentadas" do feijão. Mas o fato é que séculos depois, o feijão continua usufruindo do mesmo prestígio.

O feijão preto é a variedade preferida do pessoal do Rio de Janeiro, talvez uma herança dos tempos da antiga corte do Brasil Império. Ele tem a casca delicada, e é a variedade ideal para o preparo da feijoada, do "Feijão de Coco" (feijão cozido com coco fresco ralado, uma preparação típica do Nordeste) e também para o nosso Feijão Maravilha: a textura delicada do caldo acolhe com maestria os sabores da carne e da abóbora, fazendo uma combinação nutritiva, saborosa e de cores contrastantes.

Feijão Jalo

Os grãos são grandes e amarelados. Depois de cozido, forma um caldo encorpado, de coloração marrom avermelhada. Muito consumido em Minas Gerais e na região Central do Brasil, serve de base para o preparo de Tutus e Virados.

Feijão Carioquinha

É a variedade mais consumida atualmente no Brasil. Seu tamanho médio e as listas de um marrom mais forte que o grão são sua "marca registrada".

Rende um bom caldo e cozinha rapidamente. Com os grãos cozidos e o caldo escorrido, faz-se um bom feijão tropeiro, misturando-se farinha, cheiro-verde, lingüiça ou carne de sol.

Feijão Rajadinho

É um pouco mais claro que o carioquinha e suas listras têm coloração avermelhada. Depois de cozido forma um caldo encorpado e muito saboroso, semelhante ao do feijão jalo.

Feijão Vermelho

De coloração vermelha escura e grãos longos, é uma variedade mais indicada ao preparo de saladas. Os franceses chamam-no Flageolet, e fazem dele um complemento para os assados, com salsa picada e manteiga. Depois de cozido os grãos se mantêm íntegros, sendo ideal para o preparo de saladas.

Feijão Rosinha

Embora não seja rosa, como o nome sugere, sua cor tende mais para um vermelho suave do que para o marrom.Os grãos são pequenos, com casca delicada. Faz um bom caldo e cozinha com facilidade.

Feijão Branco

Com grãos de tamanho grande, é a variedade ideal para o preparo de saladas ou pratos mais elaborados, como o Cassoulet.

Feijão Fradinho

Também conhecido como feijão macassar ou feijão de corda, é com ele que se prepara o acarajé. Possui coloração clara e um "olho" preto.

Seja qual for a receita escolhida, ela com certeza ficará mais saborosa se o feijão estiver novo. Para quem mora no campo, próximo às lavouras, fica mais fácil saber se o feijão está novo, quando foi colhido. Mas e para quem mora nas cidades?

Bem, o feijão comercializado a granel, em feiras livres, costuma ser mais novo do que o feijão vendido já embalado. Observe se os grãos estão brilhantes e graúdos, um sinal de que não perderam sua umidade natural. Para tirar a dúvida, uma boa dica é dar uma mordidinha no grão: se ceder sem quebrar, o feijão é novo.

Se for comprar já ensacado, é importante verificar sempre o prazo de validade na embalagem.

Fonte: www.sadia.com.br

Feijão

Feijão

O cultivo do feijão generalizou-se em grande parte do continente americano e várias outras regiões, graças sobretudo ao elevado valor nutritivo de suas sementes, ricas em proteínas e fibras, e de sua capacidade de adaptação a diferentes solos e condições agrícolas.

Feijão é uma planta leguminosa anual da família das papilionáceas (também chamadas fabáceas), principalmente do gênero Phaseolus, cultivada desde a pré-história com fins alimentares. Sua ampla difusão em todo o mundo e a fecundação cruzada permitiram a criação de centenas de variedades, que, quanto ao porte, dividem-se em dois grupos: o das anãs, de caule curto e reto, e o das volúveis, de caule longo, alto, trepador, e que necessitam ser tutoradas.

Histórico

Embora durante muito tempo se tenha acreditado que o feijão era originário da Índia ou mesmo da Ásia subtropical, gregos e romanos o haviam utilizado na alimentação. Os escritores da época, porém, só o descreveram de forma ligeira e incompleta. Existem vários gêneros e dezenas de espécies de feijão, muitas delas nativas do sul do Brasil e outras regiões das Américas. Ao lado do milho, mandioca, fumo e amendoim, era cultivado pelos índios brasileiros.

Variedades

As variedades anãs têm ciclo mais curto e maturação relativamente uniforme. Costuma-se dividir o feijoeiro anão em dois tipos. Um abrange variedades de ótimo paladar, casca delicada e cozimento fácil, como o roxinho, vermelhinho, rosinha, branco, brancão, preto, carrapatinho e bolinha.

O segundo tipo compreende variedades consideradas inferiores, como o mulatinho, chumbinho e bico-de-ouro, mais produtivas e menos exigentes que as de outros feijões. No grupo das variedades volúveis, o ciclo é mais longo, a maturação parcelada, e geralmente se cultivam em hortas. Incluem-se nessa categoria o crista-de-galo, branco alemão, espada-batalha, e amarelo-da-argélia.

De forma geral, o feijão comum (Phaseolus vulgaris), espécie mais difundida no Brasil, é um pouco pubescente, de caules finos e retos: atinge até sessenta centímetros de altura ou, em trepadeira, até três metros de extensão. Tem folhas alternas, longopecioladas, compostas de três folíolos peciolados, e flores brancas, branco-amareladas, lilacíneas ou roxas, de até 25mm, dispostas em raminhos axilares muito mais curtos que as folhas.

O fruto é uma vagem linear, reta ou curvada, de até 15mm de largura, que contém numerosas sementes reniformes de uma só cor (variedade unicolor) ou com mácula de outra cor (maculatus), ou com manchas pequenas em número variável (pardinus), ou ainda com linhas desiguais cruzadas (variegatus).

A espécie Vigna catjang foi trazida para o Brasil pelos primeiros colonizadores, proveniente da Índia, da China, mais provavelmente de Madagascar. Essa espécie, ao se difundir no país, confundiu-se com a Vigna sinensis, planta mais ou menos ereta, de até sessenta centímetros de altura, ou trepadora prostrada do mesmo comprimento e que provavelmente veio com americanos emigrados após a guerra da secessão. Nos Estados Unidos, tem o nome de cow pea.

As duas espécies são muito semelhantes e possuem numerosas variedades, entre as quais o:

Feijão-macassar

Feijão-de-corda

Ffeijão-mineiro

Ffeijão-miúdo

Feijão-fradinho

Feijão-gurutuba

Feijão comprido

São menos saborosas que o feijão comum.

Dentre outras espécies encontradas no Brasil destaca-se o feijão-de-lima (Phaseolus lunatus), perene, venenoso em estado silvestre, mas anual e inofensivo quando cultivado ininterruptamente. Originário da América do Sul, é usado na alimentação humana e a fécula extraída de seus grãos possui alto valor nutritivo.

A variedade de sementes brancas, popularmente conhecida como fava branca, é a mais difundida no Brasil. Há ainda o feijão-de-porco (Canavalia ensiformis), empregado como forragem.

A soja, ou feijão-de-soja, de grande importância para a economia brasileira, é de origem chinesa e tem sido por milhares de anos a principal fonte de alimento e óleo na China e no Japão. Era desconhecida na América e na Europa até o começo do século XX.

Cultivo no mundo

A difusão extraordinária do cultivo do feijão em todos os continentes deve-se ao fato de que, embora planta tropical e subtropical, se adapta facilmente aos climas temperados, por ter o ciclo vegetativo curto (90 a 120 dias). A maior área cultivada é a do Extremo Oriente e os maiores índices de produtividade ocorrem nos Países Baixos e na Bélgica, com cerca de 2.600 kg/ha.

Valor alimentício e composição

Ingrediente essencial à alimentação da grande maioria dos brasileiros e também consumido em larga escala pela população de diversos países, o feijão comum contém vitaminas B e C, caseína vegetal, globulina, ácido cítrico, sacarose, entre outros componentes.

As sementes do feijão comum e do feijão-de-lima possuem basicamente a seguinte composição: de 21 a 25% de proteínas, de 58 a 64% de carboidratos e cerca de 1,5% de gorduras. A variedade do feijão-fradinho, muito consumido no Brasil (inclusive em pratos de cozinha afro-brasileira como o acarajé), tem a seguinte composição química: água, matéria azotada, graxa não-azotada, fibrosa e mineral. Identificou-se ainda 0,4% de ácido silícico e areia, 34,62% de ácido fosfórico e 4,43% de nitrogênio.

Os grãos, secos ou verdes, prestam-se à preparação de vários pratos regionais. No Brasil, o mais famoso é certamente a feijoada, muito apreciada principalmente no Nordeste e no Sudeste, e apontada na Europa como um dos pratos mais representativos das Américas, com lugar de destaque no Larousse gastronomique. Em São Paulo e Minas Gerais, o virado à paulista e o feijão tropeiro são outros pratos importantes e preparados com o feijão-mulatinho.

Tanto o grão como a rama do feijão também constituem excelente forragem para o gado.

Na medicina popular, a fécula é usada no preparo de cataplasmas. Finalmente, as folhas e ramas, após as colheitas, são usadas como adubo, especialmente por sua eficiência na incorporação e fixação de nitrogênio ao solo.

Fonte: www.biomania.com.br

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