Facebook do Portal São Francisco
Google+
+ circle
Home  Feijão - Página 6  Voltar

Feijão

Feijão

Feijão

Nome científico: Phaseolus vulgaris L.

Família

Leguminosae

Origem

América do Sul e Central

Características da planta

Planta anual, um pouco pubescente, de caule finos, que pode atingir até 60 cm de altura, ou possuir hábito de trepadeira, atingindo assim 3 m de extensão. As folhas são compostas por três folíolos, sendo um terminal e os dois restantes laterais e opostos. O fruto é uma vagem de comprimento variável, de 10 a 20 cm, reta ou curvada, contendo numerosas sementes de cor e formato de acordo com a variedade; há assim feijões brancos, amarelos, vermelhos, pardos, róseos, pretos e pitalgos.

Características da flor

Flores hermafroditas e dispostas em rácimos axilares muito mais curtos que as folhas. Apresentam cálice verde e a corola é composta por cinco pétalas de coloração branca, amarelada, rosada ou violácea.

O feijão é o alimento "típico" do prato do brasileiro e é responsável pela maior parte das proteínas que ingerimos. Apesar de sua importância, a produção não tem acompanhado o consumo e nem a produtividade tem aumentado de modo significativo, estando longe da alcançada pelos produtos chamados de exportação.

O feijão ainda tem uma especial importância pelo Brasil, não só por ser o maior produtor e consumidor mundial, mais também por ser uma das principais fontes de protéicas de nosso povo e além de, é claro, fazer parte do "prato brasileiro", juntamente com o arroz, bife e batata frita.

O cultivo do feijão

O feijoeiro comum é originado das regiões elevadas da América Central (México, Guatemala e Costa Rica), e é uma planta que deve ser cultivada em regiões ecologicamente favoráveis ao seu desenvolvimento, com temperaturas ao redor de 21° C.

Não deve haver excesso de água nem deficiência, sendo ideal que a precipitação pluviométrica atinja aproximadamente 100mm mensais, bem distribuídos durante o ciclo da cultura. No Brasil, as terras do Estado de São Paulo, em sua maioria são ecologicamente favoráveis à cultura do feijão.

Variedades

Há muitos tipos de feijão, de tamanhos, cores e sabores diferentes.

Os mais conhecidos são:

Feijão-preto: Muito usados em sopas e feijoadas;
Feijão-roxinho: presta-se bem para saladas, sopas e como acompanhamento;
Feijão-fradinho: também conhecido como feijão-macassar ou feijão-de-corda, usado no preparo de acarajé;
Feijão-mulatinho: bom para acompanhamento, embora em algumas regiões seja usado para feijoada;
Feijão-branco: para sopas e saladas, também fica excelente em cozidos;
Feijão-jalo: ótimo para sopas e saladas;
Feijão-rosinha: para acompanhamento; junto com o feijão-mulatinho, são os tipos mais consumidos;
Feijão-rajadinho ou feijão-verde: próprio para acompanhamento;
Feijão-canário: também para acompanhamento;
Feijão-carioca: é a variedade mais cultivada e consumida pelos brasileiros.

Época de plantio

O feijão pode ser produzido em três épocas:

Cultivo de feijão das águas – é aquele em que o plantio se faz nos meses de agosto e setembro, sob condições normais, acompanhando o início da estação chuvosa.

Cultivo da seca – é aquele efetuado nos meses de janeiro e fevereiro, sob condições normais, quando se pode contar com o índice de chuva para o desenvolvimento inicial das plantas. Havendo oscilações climáticas, como falta ou excesso de chuva, o plantio poderá se estender até meados de março e a cultura dessa época está menos sujeito a doenças e a colheita geralmente se dá com tempo seco e o produto é de boa qualidade.

Cultivo do inverno (ou terceira época, como também é chamado) – é aquele cultivado nos meses de maio e junho. O feijão de inverno pressupõe a presença da irrigação para a garantia da produção e elevado rendimento.

Solo e preparo do terreno:

O feijoeiro não se desenvolve bem em solos encharcados, ácidos, sendo preferidas as terras boas e leves. Devem ser evitados os terrenos muito inclinados, porque seu cultivo favorece a erosão. A conservação do solo e a rotação de cultura são outras práticas que devem ser feitas, visando à melhoria das condições físicas, químicas e sanitárias do terreno.

O preparo do terreno para o plantio, geralmente, é constituído por aração e gradagem. A operação pode ser feita com tração mecânica ou tração animal. É necessário que o produtor consiga o melhor preparo possível do terreno, deixando-o livre de torrões, raízes ou restos de culturas, que prejudicam a germinação.

Um bom preparo depende também das condições de umidade, pois quando o terreno se encontra muito seco ou muito úmido, esse fica deficiente. Uma aração feita a 20 – 25cm de profundidade e posterior gradagem, além de permitir o início do desenvolvimento da cultura livres das sementeiras das plantas daninhas, favorece a infiltração de água no solo.

Feijão:

Gradeado o terreno, o plantio deve ser feito logo em seguida, sendo que os buracos de plantio não devem ser profundos, aproximadamente 5cm, cobrindo-se as sementes com pouca terra. O espaçamento tem que ser de 50 a 60cm entre as fileiras, semeando-se de 12 a 15 sementes por metro de canteiro. A população ideal é aquela correspondente a 10 plantas adultas por metro de linha. Aqueles espaçamentos, além de economia de sementes, facilitam os tratos culturais da lavoura.

O emprego de sementes melhoradas é pratica que deve ser utilizada pelos produtores de feijão. A quantidade de sementes é de grande importância nessa lavoura, já que elas podem transmitir diversas doenças. Por esse motivo, o agricultor deve evitar o uso de parte de sua colheita anterior para o plantio.

Correção e adubagem do solo:

O solo quando não apresenta um suprimento adequado de nutrientes que permitam elevada produtividade, deve ser melhorado com a utilização de corretivos e fertilizantes. A primeira medida a ser tomada, tanto para a adubação como para a calagem (correção do solo), é a retirada de amostras de terras da área a ser cultivada para avaliação de sua fertilidade.

A calagem deve ser feita de preferência com calcário que contenha magnésio e com 60 dias de antecedência do plantio, para que tenha efeito já no primeiro ciclo. Para o fornecimento de cálcio e magnésio à planta, empregar calcário dolomítico ou magnesiano.

O fósforo e o nitrogênio são os elementos mais recomendados, sendo o potássio, na maioria dos casos, dispensável. De maneira geral, se recomenda a adubação com fósforo e potássio, deve ser efetuada nos sulcos de plantio, ao lado e abaixo das sementes. O nitrogênio é usado em cobertura, distribuindo em filete ao lado das plantas 15 a 25 dias após a emergência.

Tratos culturais:

Manter a lavoura limpa; capinar o terreno com freqüência; controle das ervas daninhas (os herbicidas estão sendo usados com sucesso para o controle de plantas daninhas no feijoeiro); controle de doenças e pragas. Às vezes uma doença, num determinado ano, pode ser predominante numa região, causando grandes prejuízos, e no ano seguinte não acarretar danos a produção; já as pragas, atacam mais e cada uma de uma maneira diferente.

Doenças e pragas:

As doenças continuam a ser uma das maiores responsáveis pelo baixo rendimento da cultura feijoeira até o momento. As culturas estão sujeitas a perdas causadas por doenças de fungos, bactérias, vírus ou por nematóide. Essa perdas serão maiores ou menores, em função de diversos fatores, entre eles a temperatura, umidade relativa do ar e condições inerentes à própria planta, podendo certas doenças causarem maiores prejuízos que outras. Veja a seguir, algumas dessas doenças e pragas da cultura do feijão.

Doenças causadas por:

Fungo: Antractose, Ferrugem, Mancha-angular e Oídio.

Bactérias: Crestamento-bacteriano.

Vírus: Mosaico-dourado.

Pragas:

Existem muitas, vejam algumas delas:

Ácaro-rajado

Ácaro-vermelho

Ácaro-verde

Ácaro-branco

Mosca-branca

Minador-de-folhas

Pulgões

Tripes

Vaquinha-verde

Boca-das-vagens

Cigarrinha-verde

Lagarta-da-soja

Lagarta-elasmo

Lagarta-rosca.

Colheita:

A colheita do feijão ainda é feita manualmente, pois não existem ainda cultivo extensivo, variedades com porte adequado e nem equipamento adaptado para colheita mecânica.

Alguns problemas têm sido verificados na colheita, pois às vezes acontece de se perder parte ou quase toda a produção devido às chuvas, com o produto apresentando alta umidade e, portanto, de fácil deterioração.

A colheita deve ser feita quando as hastes estiverem em estágio adiantado de secagem e quando a maioria das folhas estiverem caídas. Nesse ponto, as vagens já estão secas, com coloração amarelo-palha.

Quando à bateção, está difundida a utilização das trincheiras, que fazem o serviço de modo eficiente e econômico. Entretanto, há ainda os que se utilizam, quando no terreiro, da bateção a vara, ou mesmo da passagem do trator de rodas por cima das plantas. Colhido com o material, esse pode ser deixado no campo ou levado para o terreiro para completar a secagem.

Em seqüência se procede à trilhagem por dois sistemas:

Trilhadeira acoplada ao trator, cuja alimentação é feita manualmente no campo ou no terreiro;
Máquina recolhedora, que levanta o feijão e procede à trilhagem.
Obs.: Atualmente, já existem no mercado arrancadores para quatro linhas e máquinas recolhedoras de grande porte, as quais recolhem o feijão que depois de debulhado (extração das sementes) e limpo é entregue ensacado.
O armazenamento deve ser feito em lugar escuro e ventilado pois o feijão não pode ficar exposto à luz e nem ao calor, porque perde a qualidade em pouco tempo.

Fonte: www.agrov.com

Feijão

Feijão

Origem e História do Feijão

Feijão
Segunda hipótese
Domesticado na América do Sul e transportado para a América do Norte

Feijão
Entre os alimertos mais antigos. Cultivados no antigo Egito e na Grécia, cultuado como símbolo da vida

Existem diversas hipóteses para explicar a origem e domesticação do feijoeiro.

Tipos selvagens, similares a variedades criolas simpátricas, encontrados no México e a existência de tipos domesticados, datados de cerca de 7.000 a.C., na Mesoamérica, suportam a hipótese de que o feijoeiro teria sido domesticado na Mesoamérica e disseminado, posteriormente, na América do Sul.

Por outro lado, achados arqueológicos mais antigos, cerca de 10.000 a.C., de feijões domesticados na América do Sul (sítio de Guitarrero, no Peru) são indícios de que o feijoeiro teria sido domesticado na América do Sul e transportado para a América do Norte.

Dados mais recentes, com base em padrões eletroforéticos de faseolina, sugerem a existência de três centros primários de diversidade genética, tanto para espécies silvestres como cultivadas: o mesoamericano, que se estende desde o sudeste dos Estados Unidos até o Panamá, tendo como zonas principais o México e a Guatemala; o sul dos Andes, que abrange desde o norte do Peru até as províncias do noroeste da Argentina; e o norte dos Andes, que abrange desde a Colômbia e Venezuela até o norte do Peru. Além destes três centros americanos primários, podem ser identificados vários outros centros secundários em algumas regiões da Europa, Ásia e África, onde foram introduzidos genótipos americanos.

O gênero Phaseolus compreende aproximadamente 55 espécies, das quais apenas cinco são cultivadas: o feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris); o feijão de lima (P. lunatus); o feijão Ayocote (P. coccineus); o feijão tepari (P. acutifolius); e o P. polyanthus.

Os feijões estão entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade.

Eram cultivados no antigo Egito e na Grécia, sendo, também, cultuados como símbolo da vida.

Os antigos romanos usavam extensivamente feijões nas suas festas gastronômicas, utilizando-os até mesmo como pagamento de apostas.

Foram encontradas referências aos feijões na Idade do Bronze, na Suíça, e entre os hebraicos, cerca de 1.000 a.C.

As ruínas da antiga Tróia revelam evidências de que os feijões eram o prato favorito dos robustos guerreiros troianos.

A maioria dos historiadores atribui a disseminação dos feijões no mundo em decorrência das guerras, uma vez que esse alimento fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha.

Os grandes exploradores ajudaram a difundir o uso e o cultivo de feijão para as mais remotas regiões do planeta.

Fonte: www.cnpaf.embrapa.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal