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Feijão

 

Feijão
Feijão

O feijão pertence ao grupo das leguminosas, a melhor fonte de proteínas vegetais.

Existe feijão para todos os gostos e usos: os norte-americanos costumam comer feijão com bacon e melado, os franceses preferem os feijões mais graúdos, brancos ou vermelhos, sem o caldo. Já os mexicanos preferem comê-lo frito ou refrito, também sem o caldo e com chili, uma pimenta bem picante e perfumada.

Mas na verdade, nenhum povo soube tirar tanto proveito do feijão como o brasileiro. Aqui ele reina soberano, seja na feijoada, no tutu à mineira, nas sopas, saladas, nas comidas de tropeiros, no acarajé, como complemento para o arroz ou acrescido de carnes ou legumes.

Origem e História do Feijão

Existem diversas hipóteses para explicar a origem e domesticação do feijoeiro.

Tipos selvagens, similares a variedades criolas simpátricas, encontrados no México e a existência de tipos domesticados, datados de cerca de 7.000 a.C., na Mesoamérica, suportam a hipótese de que o feijoeiro teria sido domesticado na Mesoamérica e disseminado, posteriormente, na América do Sul.

Por outro lado, achados arqueológicos mais antigos, cerca de 10.000 a.C., de feijões domesticados na América do Sul (sítio de Guitarrero, no Peru) são indícios de que o feijoeiro teria sido domesticado na América do Sul e transportado para a América do Norte.

Dados mais recentes, com base em padrões eletroforéticos de faseolina, sugerem a existência de três centros primários de diversidade genética, tanto para espécies silvestres como cultivadas: o mesoamericano, que se estende desde o sudeste dos Estados Unidos até o Panamá, tendo como zonas principais o México e a Guatemala; o sul dos Andes, que abrange desde o norte do Peru até as províncias do noroeste da Argentina; e o norte dos Andes, que abrange desde a Colômbia e Venezuela até o norte do Peru. Além destes três centros americanos primários, podem ser identificados vários outros centros secundários em algumas regiões da Europa, Ásia e África, onde foram introduzidos genótipos americanos.

O gênero Phaseolus compreende aproximadamente 55 espécies, das quais apenas cinco são cultivadas: o feijoeiro comum (Phaseolus vulgaris); o feijão de lima (P. lunatus); o feijão Ayocote (P. coccineus); o feijão tepari (P. acutifolius); e o P. polyanthus.

Os feijões estão entre os alimentos mais antigos, remontando aos primeiros registros da história da humanidade.

Eram cultivados no antigo Egito e na Grécia, sendo, também, cultuados como símbolo da vida.

Os antigos romanos usavam extensivamente feijões nas suas festas gastronômicas, utilizando-os até mesmo como pagamento de apostas.

Foram encontradas referências aos feijões na Idade do Bronze, na Suíça, e entre os hebraicos, cerca de 1.000 a.C.

As ruínas da antiga Tróia revelam evidências de que os feijões eram o prato favorito dos robustos guerreiros troianos.

A maioria dos historiadores atribui a disseminação dos feijões no mundo em decorrência das guerras, uma vez que esse alimento fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha.

Os grandes exploradores ajudaram a difundir o uso e o cultivo de feijão para as mais remotas regiões do planeta.

Variedades de Feijão

São tantas as variedades de feijão que vale a pena conhecer melhor os principais tipos encontrados no mercado:

Feijão Preto

Ele é uma unanimidade desde os tempos coloniais.

Um viajante europeu chamado Carl Seidler, que esteve por aqui em 1826 disse o seguinte: "O feijão, sobretudo o preto, é o prato predileto dos brasileiros; figura nas mais distintas mesas, acompanhado de um pedaço de carne seca ao sol e toucinho à vontade. Não há refeição sem feijão, só o feijão mata a fome. É nutritivo e sadio, mas só depois de longamente acostumado sabe ao paladar europeu, pois o gosto é áspero, desagradável..."

Os europeus estranhavam o sabor do feijão porque até então ele era um ilustre desconhecido. No "Velho Mundo", eram conhecidas as favas, lentilhas e ervilhas, que são "aparentadas" do feijão. Mas o fato é que séculos depois, o feijão continua usufruindo do mesmo prestígio.

O feijão preto é a variedade preferida do pessoal do Rio de Janeiro, talvez uma herança dos tempos da antiga corte do Brasil Império. Ele tem a casca delicada, e é a variedade ideal para o preparo da feijoada, do "Feijão de Coco" (feijão cozido com coco fresco ralado, uma preparação típica do Nordeste) e também para o nosso Feijão Maravilha: a textura delicada do caldo acolhe com maestria os sabores da carne e da abóbora, fazendo uma combinação nutritiva, saborosa e de cores contrastantes.

Feijão Jalo

Os grãos são grandes e amarelados. Depois de cozido, forma um caldo encorpado, de coloração marrom avermelhada. Muito consumido em Minas Gerais e na região Central do Brasil, serve de base para o preparo de Tutus e Virados.

Feijão Carioquinha

É a variedade mais consumida atualmente no Brasil. Seu tamanho médio e as listas de um marrom mais forte que o grão são sua "marca registrada".

Rende um bom caldo e cozinha rapidamente. Com os grãos cozidos e o caldo escorrido, faz-se um bom feijão tropeiro, misturando-se farinha, cheiro-verde, lingüiça ou carne de sol.

Feijão Rajadinho

É um pouco mais claro que o carioquinha e suas listras têm coloração avermelhada. Depois de cozido forma um caldo encorpado e muito saboroso, semelhante ao do feijão jalo.

Feijão Vermelho

De coloração vermelha escura e grãos longos, é uma variedade mais indicada ao preparo de saladas. Os franceses chamam-no Flageolet, e fazem dele um complemento para os assados, com salsa picada e manteiga. Depois de cozido os grãos se mantêm íntegros, sendo ideal para o preparo de saladas.

Feijão Rosinha

Embora não seja rosa, como o nome sugere, sua cor tende mais para um vermelho suave do que para o marrom.Os grãos são pequenos, com casca delicada. Faz um bom caldo e cozinha com facilidade.

Feijão Branco

Com grãos de tamanho grande, é a variedade ideal para o preparo de saladas ou pratos mais elaborados, como o Cassoulet.

Feijão Fradinho

Também conhecido como feijão macassar ou feijão de corda, é com ele que se prepara o acarajé. Possui coloração clara e um "olho" preto.

Seja qual for a receita escolhida, ela com certeza ficará mais saborosa se o feijão estiver novo. Para quem mora no campo, próximo às lavouras, fica mais fácil saber se o feijão está novo, quando foi colhido. Mas e para quem mora nas cidades?

Bem, o feijão comercializado a granel, em feiras livres, costuma ser mais novo do que o feijão vendido já embalado. Observe se os grãos estão brilhantes e graúdos, um sinal de que não perderam sua umidade natural.

Para tirar a dúvida, uma boa dica é dar uma mordidinha no grão: se ceder sem quebrar, o feijão é novo.

Se for comprar já ensacado, é importante verificar sempre o prazo de validade na embalagem.

Fonte: www.sadia.com.br

Feijão

O cultivo do feijão generalizou-se em grande parte do continente americano e várias outras regiões, graças sobretudo ao elevado valor nutritivo de suas sementes, ricas em proteínas e fibras, e de sua capacidade de adaptação a diferentes solos e condições agrícolas.

Feijão é uma planta leguminosa anual da família das papilionáceas (também chamadas fabáceas), principalmente do gênero Phaseolus, cultivada desde a pré-história com fins alimentares.

Sua ampla difusão em todo o mundo e a fecundação cruzada permitiram a criação de centenas de variedades, que, quanto ao porte, dividem-se em dois grupos: o das anãs, de caule curto e reto, e o das volúveis, de caule longo, alto, trepador, e que necessitam ser tutoradas.

Histórico

Embora durante muito tempo se tenha acreditado que o feijão era originário da Índia ou mesmo da Ásia subtropical, gregos e romanos o haviam utilizado na alimentação. Os escritores da época, porém, só o descreveram de forma ligeira e incompleta. Existem vários gêneros e dezenas de espécies de feijão, muitas delas nativas do sul do Brasil e outras regiões das Américas. Ao lado do milho, mandioca, fumo e amendoim, era cultivado pelos índios brasileiros.

Variedades

As variedades anãs têm ciclo mais curto e maturação relativamente uniforme. Costuma-se dividir o feijoeiro anão em dois tipos. Um abrange variedades de ótimo paladar, casca delicada e cozimento fácil, como o roxinho, vermelhinho, rosinha, branco, brancão, preto, carrapatinho e bolinha.

O segundo tipo compreende variedades consideradas inferiores, como o mulatinho, chumbinho e bico-de-ouro, mais produtivas e menos exigentes que as de outros feijões. No grupo das variedades volúveis, o ciclo é mais longo, a maturação parcelada, e geralmente se cultivam em hortas. Incluem-se nessa categoria o crista-de-galo, branco alemão, espada-batalha, e amarelo-da-argélia.

De forma geral, o feijão comum (Phaseolus vulgaris), espécie mais difundida no Brasil, é um pouco pubescente, de caules finos e retos: atinge até sessenta centímetros de altura ou, em trepadeira, até três metros de extensão. Tem folhas alternas, longopecioladas, compostas de três folíolos peciolados, e flores brancas, branco-amareladas, lilacíneas ou roxas, de até 25mm, dispostas em raminhos axilares muito mais curtos que as folhas.

O fruto é uma vagem linear, reta ou curvada, de até 15mm de largura, que contém numerosas sementes reniformes de uma só cor (variedade unicolor) ou com mácula de outra cor (maculatus), ou com manchas pequenas em número variável (pardinus), ou ainda com linhas desiguais cruzadas (variegatus).

A espécie Vigna catjang foi trazida para o Brasil pelos primeiros colonizadores, proveniente da Índia, da China, mais provavelmente de Madagascar. Essa espécie, ao se difundir no país, confundiu-se com a Vigna sinensis, planta mais ou menos ereta, de até sessenta centímetros de altura, ou trepadora prostrada do mesmo comprimento e que provavelmente veio com americanos emigrados após a guerra da secessão. Nos Estados Unidos, tem o nome de cow pea.

As duas espécies são muito semelhantes e possuem numerosas variedades, entre as quais o:

Feijão-macassar
Feijão-de-corda
Ffeijão-mineiro
Feijão-miúdo
Feijão-fradinho
Feijão-gurutuba
Feijão comprido

São menos saborosas que o feijão comum.

Dentre outras espécies encontradas no Brasil destaca-se o feijão-de-lima (Phaseolus lunatus), perene, venenoso em estado silvestre, mas anual e inofensivo quando cultivado ininterruptamente. Originário da América do Sul, é usado na alimentação humana e a fécula extraída de seus grãos possui alto valor nutritivo.

A variedade de sementes brancas, popularmente conhecida como fava branca, é a mais difundida no Brasil. Há ainda o feijão-de-porco (Canavalia ensiformis), empregado como forragem.

A soja, ou feijão-de-soja, de grande importância para a economia brasileira, é de origem chinesa e tem sido por milhares de anos a principal fonte de alimento e óleo na China e no Japão. Era desconhecida na América e na Europa até o começo do século XX.

Cultivo no mundo

A difusão extraordinária do cultivo do feijão em todos os continentes deve-se ao fato de que, embora planta tropical e subtropical, se adapta facilmente aos climas temperados, por ter o ciclo vegetativo curto (90 a 120 dias). A maior área cultivada é a do Extremo Oriente e os maiores índices de produtividade ocorrem nos Países Baixos e na Bélgica, com cerca de 2.600 kg/ha.

Valor alimentício e composição

Ingrediente essencial à alimentação da grande maioria dos brasileiros e também consumido em larga escala pela população de diversos países, o feijão comum contém vitaminas B e C, caseína vegetal, globulina, ácido cítrico, sacarose, entre outros componentes.

As sementes do feijão comum e do feijão-de-lima possuem basicamente a seguinte composição: de 21 a 25% de proteínas, de 58 a 64% de carboidratos e cerca de 1,5% de gorduras.

A variedade do feijão-fradinho, muito consumido no Brasil (inclusive em pratos de cozinha afro-brasileira como o acarajé), tem a seguinte composição química: água, matéria azotada, graxa não-azotada, fibrosa e mineral. Identificou-se ainda 0,4% de ácido silícico e areia, 34,62% de ácido fosfórico e 4,43% de nitrogênio.

Os grãos, secos ou verdes, prestam-se à preparação de vários pratos regionais. No Brasil, o mais famoso é certamente a feijoada, muito apreciada principalmente no Nordeste e no Sudeste, e apontada na Europa como um dos pratos mais representativos das Américas, com lugar de destaque no Larousse gastronomique. Em São Paulo e Minas Gerais, o virado à paulista e o feijão tropeiro são outros pratos importantes e preparados com o feijão-mulatinho.

Tanto o grão como a rama do feijão também constituem excelente forragem para o gado.

Na medicina popular, a fécula é usada no preparo de cataplasmas. Finalmente, as folhas e ramas, após as colheitas, são usadas como adubo, especialmente por sua eficiência na incorporação e fixação de nitrogênio ao solo.

Fonte: www.biomania.com.br

Feijão

Os feijões (Phaesolus vulgaris) pertencem à família das Leguminosas e possuem um talo alto que se enrola para a esquerda, ao passo que o feijão anão (Phaesolus nanus) é uma planta com um talo só de 30 a 50 cm e que não se enrola. É muito comum em nosso país.

Muito antes do descobrimento da América, já se cultivava o feijão. Os espanhóis levaram-no para a Europa, no século XVI, mas não se lhe prestou a princípio grande atenção. Mais tarde, ocupou o lugar da fava (Vicia faba), tão apreciada pelos germanos.

Algumas espécies consideram-se tóxicas se forem consumidas cruas. A toxicidade varia conforme a espécie, a região e o clima, e é devida à presença de ácido cianídrico na faseolina, que desaparece completamente mediante a cocção. Nem o feijão verde nem as suas sementes se devem comer crus.

Composição e Propriedades

Se considerarmos a sua análise química geral, salienta-se a sua riqueza em vitaminas, sobretudo C, e em matérias minerais (ácido salicílico), oferecendo, em troca, pouca riqueza nutritiva (proteínas) e poucas calorias.

Este baixo teor calórico de combinação com a abundância em vitaminas e minerais e com a elevada percentagem de componentes celusósicos, fazem do feijão um elemento especialmente apropriado para as pessoas obesas com atonia intestinal, desde que não seja preparado com toucinho, como é costume.

A medicina popular considera favorável o efeito do caldo ou infusão de vagens secas de feijão em:

1) hidropisia das mais diversas origens (coração, rins, gravidez)
2
) doenças reumáticas (reumatismo crônico, ciática e gota)
3)
diabetes. O Prof. Henpke confirma o efeito semelhante à insulina da infusão de vagens de feijão, mas depois dos seus próprios ensaios clínicos com análises contínuas considera insuficiente a curva de açúcar no sangue e a expulsão de açúcar pela urina. Até agora supõe-se que os fatores ativos a este respeito são faseolina, faseol e arginina para a redução de açúcar no sangue e na urina.

Composição do Feijão Seco

O feijão branco seco contém uma proporção em proteínas (22%) e em hidratos de carbono (62%) muito semelhante às ervilhas secas e às lentilhas, com as quais também se parece ria quantidade de calorias que produz, aproximadamente 350 por 100 g de feijão.

Estes legumes possuem, por isso, um elevado valor nutritivo, especialmente em cálcio (150 mg %) e magnésio (160 mg %), assim como em ferro (10 mg %), cobre 1,5 %) e manganês (1 mg%), tão necessários para a produção normal de sangue.

As vitaminas não fazem parte da sua composição em número notável, embora seja de interesse o conteúdo nas vitaminas fundamentais do sistema nervoso: a Bi (600 ganias em 100 g) e a B2 (240 gamas em 100 g).

É surpreendente o elevado conteúdo da amida do ácido nicotínico no feijão (3 - 7, 5 mg em 100g), o que lhe proporciona um valor dietético inestimável.

A amida do ácido nicotínico, ou para melhor dizer, a substância fundamental desta, o ácido nicotínico forma o núcleo ativo de uma série de fermentos, especialmente das codesidrogenases 1 (difosfopiridinnucleótido) e 11 (trifosfopiridinnucleótido), assim como de outras diversas desidrogenases que atuam como transportadores de hidrogênio na síntese e na degradação dos glícidos, dos ácidos gordurosos e dos álcoois.

A amida do ácido nicotínico exerce, além disso, uma ação reguladora sobre a formação dos glóbulos vermelhos primários, os reticulócitos, e por esta razão emprega-se com êxito nos casos de anemia perniciosa. Na prática clínica resulta de grande interesse o emprego desta substância para manter dentro da normalidade as funções do aparelho digestivo, da pele e do sistema nervoso.

O feijão também vai fazer parte dos alimentos com alto teor em ácido pantotênico, ao lado das ervilhas, da cenoura, da couve-flor e das folhas da urtiga.

A razão do seu valor dietético assenta, como no caso anterior, no fato de o ácido pantotênico fazer parte de unia coenzima (coenzima A), que desempenha um papel importantíssimo mo na síntese da acetilcolina, na desintoxicação de corpos estranhos ao organismo, como os medicamentos e venenos, e no metabolismo das proteínas e das gorduras.

Por todas estas razões, é tinia substância não só importante, mas também vital. Por outro lado, protege a pele e as mucosas contra as infecções, mediante um incremento da sua resistência, e normaliza o seu metabolismo. Tem também uma grande influência no crescimento e na pigmentação do cabelo.

Emprego Terapêutico do Feijão Seco

O feijão branco, seco, manifesta-se mediante uma análise mais minuciosa não só como um elemento de alto valor nutritivo com grande conteúdo energético, mas também como excelente recurso dietético nos casos de alterações do metabolismo (hepatopatias) na anemia perniciosa, nas doenças dos órgãos do trato digestivo (processos inflamatórios crônicos, perturbações funcionais, especialmente nos estados de debilidade), assim como nas afecções da mucosa bucal (estomatite, aftas, úlceras, estomatite gangrenosa ou noma).

Devido à sua função protetora no caso das mucosas e da pele, é conveniente empregá-lo como alimento de preferência nas doenças do aparelho respiratório, como são, por exemplo, os catarros crônicos do nariz (rinites crônicas e de origem vasomotora, coriza do feno), dos brônquios e dos pulmões.

Também nas doenças cutâneas é o feijão um magnífico remédio pelo seu alto teor nos ácidos nicotínico e pantotênico. Pode recomendar-se o consumo de feijões secos nos casos de dermatose de natureza alérgica, eczemas, pruridos, acne e alterações pelagrosas.

Os dois ácidos tão repetidamente mencionados, o nicotínico e o pantotênico, desempenham um papel importante no tratamento das doenças dos órgãos pilosos, pelo que devem ser ti-atadas mediante a alimentação normal nas maiores quantidades possíveis, e daí é que deriva o interesse dos feijões nos casos de queda do cabelo em todas as suas formas (alopecia parcial ou total e nas quedas difusas dos pêlos), nos cabelos de qualidade deficiente, cabelo frágil, secura capilar, despigmentação e na formação da caspa (seborréia).

Outros alimentos especialmente ricos em ácido pantotênico, além dos legumes mencionados atrás, são: levedura seca, cereais (especialmente os seus farelos), nozes, o fígado e os ovos.

Fonte: www.geocities.com

Feijão

Nome científico: Phaseolus vulgaris L.
Família:
Leguminosae
Origem:
América do Sul e Central

Feijão
Feijão

Características da planta

Planta anual, um pouco pubescente, de caule finos, que pode atingir até 60 cm de altura, ou possuir hábito de trepadeira, atingindo assim 3 m de extensão. As folhas são compostas por três folíolos, sendo um terminal e os dois restantes laterais e opostos. O fruto é uma vagem de comprimento variável, de 10 a 20 cm, reta ou curvada, contendo numerosas sementes de cor e formato de acordo com a variedade; há assim feijões brancos, amarelos, vermelhos, pardos, róseos, pretos e pitalgos.

Características da flor

Flores hermafroditas e dispostas em rácimos axilares muito mais curtos que as folhas. Apresentam cálice verde e a corola é composta por cinco pétalas de coloração branca, amarelada, rosada ou violácea.

O feijão é o alimento "típico" do prato do brasileiro e é responsável pela maior parte das proteínas que ingerimos. Apesar de sua importância, a produção não tem acompanhado o consumo e nem a produtividade tem aumentado de modo significativo, estando longe da alcançada pelos produtos chamados de exportação.

O feijão ainda tem uma especial importância pelo Brasil, não só por ser o maior produtor e consumidor mundial, mais também por ser uma das principais fontes de protéicas de nosso povo e além de, é claro, fazer parte do "prato brasileiro", juntamente com o arroz, bife e batata frita.

O cultivo do feijão

O feijoeiro comum é originado das regiões elevadas da América Central (México, Guatemala e Costa Rica), e é uma planta que deve ser cultivada em regiões ecologicamente favoráveis ao seu desenvolvimento, com temperaturas ao redor de 21° C.

Não deve haver excesso de água nem deficiência, sendo ideal que a precipitação pluviométrica atinja aproximadamente 100mm mensais, bem distribuídos durante o ciclo da cultura. No Brasil, as terras do Estado de São Paulo, em sua maioria são ecologicamente favoráveis à cultura do feijão.

Variedades

Há muitos tipos de feijão, de tamanhos, cores e sabores diferentes.

Os mais conhecidos são:

Feijão-preto: Muito usados em sopas e feijoadas;
Feijão-roxinho: presta-se bem para saladas, sopas e como acompanhamento;
Feijão-fradinho: também conhecido como feijão-macassar ou feijão-de-corda, usado no preparo de acarajé;
Feijão-mulatinho: bom para acompanhamento, embora em algumas regiões seja usado para feijoada;
Feijão-branco: para sopas e saladas, também fica excelente em cozidos;
Feijão-jalo: ótimo para sopas e saladas;
Feijão-rosinha: para acompanhamento; junto com o feijão-mulatinho, são os tipos mais consumidos;
Feijão-rajadinho ou feijão-verde: próprio para acompanhamento;
Feijão-canário: também para acompanhamento;
Feijão-carioca: é a variedade mais cultivada e consumida pelos brasileiros.

Época de plantio

O feijão pode ser produzido em três épocas:

Cultivo de feijão das águas – é aquele em que o plantio se faz nos meses de agosto e setembro, sob condições normais, acompanhando o início da estação chuvosa.
Cultivo da seca –
é aquele efetuado nos meses de janeiro e fevereiro, sob condições normais, quando se pode contar com o índice de chuva para o desenvolvimento inicial das plantas. Havendo oscilações climáticas, como falta ou excesso de chuva, o plantio poderá se estender até meados de março e a cultura dessa época está menos sujeito a doenças e a colheita geralmente se dá com tempo seco e o produto é de boa qualidade.
Cultivo do inverno (ou terceira época, como também é chamado) –
é aquele cultivado nos meses de maio e junho. O feijão de inverno pressupõe a presença da irrigação para a garantia da produção e elevado rendimento.

Solo e preparo do terreno:

O feijoeiro não se desenvolve bem em solos encharcados, ácidos, sendo preferidas as terras boas e leves. Devem ser evitados os terrenos muito inclinados, porque seu cultivo favorece a erosão. A conservação do solo e a rotação de cultura são outras práticas que devem ser feitas, visando à melhoria das condições físicas, químicas e sanitárias do terreno.

O preparo do terreno para o plantio, geralmente, é constituído por aração e gradagem. A operação pode ser feita com tração mecânica ou tração animal. É necessário que o produtor consiga o melhor preparo possível do terreno, deixando-o livre de torrões, raízes ou restos de culturas, que prejudicam a germinação.

Um bom preparo depende também das condições de umidade, pois quando o terreno se encontra muito seco ou muito úmido, esse fica deficiente. Uma aração feita a 20 – 25cm de profundidade e posterior gradagem, além de permitir o início do desenvolvimento da cultura livres das sementeiras das plantas daninhas, favorece a infiltração de água no solo.

Feijão:

Gradeado o terreno, o plantio deve ser feito logo em seguida, sendo que os buracos de plantio não devem ser profundos, aproximadamente 5cm, cobrindo-se as sementes com pouca terra. O espaçamento tem que ser de 50 a 60cm entre as fileiras, semeando-se de 12 a 15 sementes por metro de canteiro. A população ideal é aquela correspondente a 10 plantas adultas por metro de linha. Aqueles espaçamentos, além de economia de sementes, facilitam os tratos culturais da lavoura.

O emprego de sementes melhoradas é pratica que deve ser utilizada pelos produtores de feijão. A quantidade de sementes é de grande importância nessa lavoura, já que elas podem transmitir diversas doenças. Por esse motivo, o agricultor deve evitar o uso de parte de sua colheita anterior para o plantio.

Correção e adubagem do solo:

O solo quando não apresenta um suprimento adequado de nutrientes que permitam elevada produtividade, deve ser melhorado com a utilização de corretivos e fertilizantes. A primeira medida a ser tomada, tanto para a adubação como para a calagem (correção do solo), é a retirada de amostras de terras da área a ser cultivada para avaliação de sua fertilidade.

A calagem deve ser feita de preferência com calcário que contenha magnésio e com 60 dias de antecedência do plantio, para que tenha efeito já no primeiro ciclo.

Para o fornecimento de cálcio e magnésio à planta, empregar calcário dolomítico ou magnesiano.

O fósforo e o nitrogênio são os elementos mais recomendados, sendo o potássio, na maioria dos casos, dispensável. De maneira geral, se recomenda a adubação com fósforo e potássio, deve ser efetuada nos sulcos de plantio, ao lado e abaixo das sementes. O nitrogênio é usado em cobertura, distribuindo em filete ao lado das plantas 15 a 25 dias após a emergência.

Tratos culturais:

Manter a lavoura limpa; capinar o terreno com freqüência; controle das ervas daninhas (os herbicidas estão sendo usados com sucesso para o controle de plantas daninhas no feijoeiro); controle de doenças e pragas. Às vezes uma doença, num determinado ano, pode ser predominante numa região, causando grandes prejuízos, e no ano seguinte não acarretar danos a produção; já as pragas, atacam mais e cada uma de uma maneira diferente.

Doenças e pragas:

As doenças continuam a ser uma das maiores responsáveis pelo baixo rendimento da cultura feijoeira até o momento. As culturas estão sujeitas a perdas causadas por doenças de fungos, bactérias, vírus ou por nematóide. Essa perdas serão maiores ou menores, em função de diversos fatores, entre eles a temperatura, umidade relativa do ar e condições inerentes à própria planta, podendo certas doenças causarem maiores prejuízos que outras. Veja a seguir, algumas dessas doenças e pragas da cultura do feijão.

Doenças causadas por:

Fungo: Antractose, Ferrugem, Mancha-angular e Oídio.
Bactérias:
Crestamento-bacteriano.
Vírus:
Mosaico-dourado.

Pragas:

Existem muitas, vejam algumas delas:

Ácaro-rajado
Ácaro-vermelho
Ácaro-verde
Ácaro-branco
Mosca-branca
Minador-de-folhas
Pulgões
Tripes
Vaquinha-verde
Boca-das-vagens
Cigarrinha-verde
Lagarta-da-soja
Lagarta-elasmo
Lagarta-rosca.

Colheita:

A colheita do feijão ainda é feita manualmente, pois não existem ainda cultivo extensivo, variedades com porte adequado e nem equipamento adaptado para colheita mecânica.

Alguns problemas têm sido verificados na colheita, pois às vezes acontece de se perder parte ou quase toda a produção devido às chuvas, com o produto apresentando alta umidade e, portanto, de fácil deterioração.

A colheita deve ser feita quando as hastes estiverem em estágio adiantado de secagem e quando a maioria das folhas estiverem caídas. Nesse ponto, as vagens já estão secas, com coloração amarelo-palha.

Quando à bateção, está difundida a utilização das trincheiras, que fazem o serviço de modo eficiente e econômico. Entretanto, há ainda os que se utilizam, quando no terreiro, da bateção a vara, ou mesmo da passagem do trator de rodas por cima das plantas. Colhido com o material, esse pode ser deixado no campo ou levado para o terreiro para completar a secagem.

Em seqüência se procede à trilhagem por dois sistemas:

Trilhadeira acoplada ao trator, cuja alimentação é feita manualmente no campo ou no terreiro;
Máquina recolhedora, que levanta o feijão e procede à trilhagem.
Obs.: Atualmente, já existem no mercado arrancadores para quatro linhas e máquinas recolhedoras de grande porte, as quais recolhem o feijão que depois de debulhado (extração das sementes) e limpo é entregue ensacado.
O armazenamento deve ser feito em lugar escuro e ventilado pois o feijão não pode ficar exposto à luz e nem ao calor, porque perde a qualidade em pouco tempo.

Fonte: www.agrov.com

Feijão

A cultura do feijão no Brasil vem passando por profundas mudanças nos últimos anos.

Até bem pouco tempo caracterizava-se por cultivos em áreas pequenas, com pouca utilização de tecnologia, voltada para a subsistência ou apostando na verdadeira "loteria" que era o mercado de feijão.

O baixo uso de tecnologia e a fragilidade agronômica da lavoura, que não resiste bem à seca, ao excesso de chuvas e ainda é facilmente acometida por pragas e doenças, provocavam frustrações freqüentes de safra, que resultavam em disparadas de preços seguidas de superofertas na safra seguinte. Esse excesso deprimia os preços e desestimulava novamente os produtores.

O comportamento ciclotímico da produção e a possibilidade de produção de feijão em todos os estados, em várias épocas do ano, começaram a despertar o interesse de um outro perfil de produtores, que entraram na atividade com um sistema produtivo mais tecnificado.

Atualmente, os produtores de feijão podem ser classificados em dois grupos: os pequenos, que ainda usam baixa tecnologia e têm sua renda associada às condições climáticas, concentrados na produção das águas (primeira safra); e um segundo grupo, que usa produção mais tecnificada, com alta produtividade, plantio irrigado por pivô-central, concentrado nas safras da seca e do inverno (segunda e terceira safra).

A primeira safra, conhecida como safra das águas, é plantada entre agosto e outubro e tem como principais regiões produtoras o Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo e a região de Irecê na Bahia, que planta de outubro a dezembro. Em geral essa safra responde por 1/3 da oferta anual e serve de balizamento de mercado para a segunda safra.

A segunda safra é plantada de abril a junho, sendo a maior parte dos produtores do Sul-Sudeste, e é usada como rotação para as áreas de cultivo de soja e milho. Já para os produtores do Norte, Centro-Oeste e Nordeste, é a primeira e única safra do ano. Destacam-se na produção os estados de Rondônia, Ceará, Pernambuco, Paraná, Minas Gerais, São Paulo e Goiás. Essa safra representa hoje 50% do total anual de feijão.

A terceira e última safra é conhecida como safra de inverno e é plantada em junho/julho nos estados de São Paulo, Minas Gerais, Goiás e Bahia (Barreiras), sempre sob sistema irrigado com pivô-central, atingindo alta produtividade e abastecendo o mercado entre o final da comercialização da segunda safra e o início da primeira.

A tendência verificada no mercado, à medida que a segunda e principalmente a terceira safra foram ganhando espaço, é de menores intervalos de entressafra e conseqüente estabilidade de preços ao longo do ano. Esse fato tem motivado a profissionalização da produção de feijão, com aumento da produtividade, pois apenas esse item pode garantir a rentabilidade num mercado altamente pulverizado e estável. Espera-se também que as três safras se aproximem de tamanho e que a oferta se dê cada vez de forma mais regular e ininterrupta ao longo do ano.

Outro aspecto importante para analisar o futuro da lavoura de feijão no Brasil se refere às mudanças nos hábitos alimentares que, com a crescente urbanização e maior participação das mulheres no mercado de trabalho, têm levado a um menor consumo de feijão.

O crescimento da renda das camadas mais baixas da população também desvia o consumo para alimentos mais nobres como carnes, leite e derivados, verduras, legumes, ovos e frutas. Estima-se uma safra de 3,74 milhões de toneladas de feijão no ano 2000.

Fonte: www.mre.gov.br

Feijão

Era só feijão, feijão...

O consumo diferenciado de feijão no Brasil

Feijão
Feijão

No Brasil há grandes variedades de cores, tipos e tamanhos de feijão, como o preto, mulatinho, branco, feijão de corda, carioquinha, vermelho, roxinho, fradinho, manteiguinha e outros, colhidos em 3 safras anuais.

De acordo com dados oficiais, em algumas cidades brasileiras está diminuindo o consumo como Goiânia, Porto Alegre, S. Paulo, Belém, e Recife, enquanto se come cada vez mais feijão em Brasília, Curitiba, Rio de Janeiro e Salvador. O brasileiro consome em média 16 quilos por ano.

A questão do gosto diferenciado do brasileiro por tipo de feijão em algumas regiões pode estar ligado à própria história local ou regional, como em Minas aonde o tropeirismo foi importante, e o feijão preto era misturado com farinha de mandioca e guarnecido com pedaços de lingüiça frita e torresmo (toucinho).

Este feijão-de-tropeiro era mais seco, com menos caldo, devido aos deslocamentos constantes, próprios do tropeirismo.

Já o feijão carioquinha misturado à farinha de mandioca e com caldo, era comida dos bandeirantes, que a levava em farnéis.

Esta é a origem do virado a paulista, prato feito com o referido feijão.

No Rio de Janeiro o feijão preto é o grande preferido, pois constitui o ingrediente basilar da feijoada, prato do séc. XIX, muito apreciado pelos cariocas.

Mas o feijão preto não é consumido largamente no país, pois representa apenas 20% da produção brasileira.

Na Bahia, a culinária baiana impõe outros ingredientes como o azeite-de-dendê, tipos diversificados de temperos e pimentas, etc., que pedem outros tipos de feijão.

Na Bahia há o predomínio do feijão mulatinho que é usado até na feijoada, sendo que o feijão fradinho é utilizado no acarajé e no abará.

Em parte do Nordeste, o feijão-de-corda misturado ao arroz produz um prato muito popular chamado “baião-de-dois”.

Em Belém o feijão tipo manteiguinha (variedade do feijão branco americano) é muito utilizado, sendo trazido a esta região por Henry Ford na áurea época da produção da borracha na Amazônia.

Um outro prato que deve ser citado é o tutu-de-feijão, engrossado com farinha de mandioca, próprio da cozinha caipira mineira, mas com diversas variações em outros estados.

De maneira geral pode ser preparado com feijão preto ou vermelho, sendo que em Minas vem acompanhado com pedaços de lingüiça frita, no Rio de Janeiro é coberto com molho de tomate, e em S. Paulo serve-se coberto com ovos fritos, torresmos e costeletas de porco.

Ainda que em muitas regiões a história basta para dar explicações ao gosto próprio por determinado tipo de feijão, entende-se que a formação de um padrão alimentar também conta com outros fatores como de natureza cultural, ambiental, sociológica, antropológica, de viabilidade de plantio, colheita, distribuição e preço, e tantos outros, para explicar o consumo diferenciado deste produto no território nacional.

Carlos Roberto Antunes dos Santos

Fonte: www.historiadaalimentacao.ufpr.br

Feijão

O Feijão na Alimentação do Brasileiro

Feijão
Feijão Preto

O feijão comum (Phaseolus vulgaris, L.) é a leguminosa mais consumida no Brasil, sendo considerado o ingrediente-símbolo da gastronomia brasileira. Junto com o arroz, forma a base da nossa alimentação e contribui significativamente como fonte de proteína e caloria.

Não há um consenso sobre a origem do feijão, mas há, no entanto, o senso comum de que realmente a origem do feijoeiro é o continente americano. Na Ásia, na África e na Europa existem variedades consideradas secundárias.

O feijão é um excelente alimento, muito rico nutricionalmente, pois fornece nutrientes essenciais ao ser humano, como proteínas, ferro, cálcio, magnésio, zinco, vitaminas (principalmente do complexo B), carboidratos e fibras.

Na alimentação dos brasileiros, o feijão é a principal fonte de proteína, seguido, em importância, pela carne bovina e pelo arroz. Apenas esses três alimentos básicos contribuem com 70% da ingestão protéica, além de ser uma cultura de grande expressão sócio-econômica no Brasil (Machado, Ferruzzi & Nielsen, 2008). A importância alimentar do feijão deve-se, especialmente, ao menor custo de sua proteína em relação aos produtos de origem animal (Mesquita et al, 2006).

Dentre os componentes do feijão, destacam-se principalmente os compostos fenólicos, substâncias antioxidantes vinculadas a um menor risco no desenvolvimento de alguns tipos de câncer e a uma menor incidência de doenças degenerativas (Machado, Ferruzzi & Nielsen, 2008); a isoforma 1 do inibidor da alfa-amilase, que apresenta potencial efeito no combate à obesidade e no tratamento adjuvante do diabetes (Obiro, Zhang & Jiang, 2008); e as fibras solúveis que, depois de ingeridas, se transformam em gel, permanecendo mais tempo no estômago, o que acarreta uma maior sensação de saciedade. Tal “gel” atrai as moléculas de gordura e de açúcar, que são eliminados pelas fezes, ajudando assim, a reduzir os níveis de colesterol e glicemia do sangue.

O consumo em quantidades média a alta de feijão está sendo associado a diminuição de riscos para outras doenças como o diabetes, doenças cardiovasculares e até mesmo neoplasias. Acredita-se que esse efeito benéfico do consumo do feijão é devido à presença de metabólitos secundários nessa leguminosa, os fitoquímicos, principalmente os compostos fenólicos e os flavonóides.

Este alimento apresenta, porém, um problema: suas proteínas têm valor nutricional pouco inferior ao apresentado pelas carnes, o que é decorrente do teor e biodisponibilidade reduzidos de aminoácidos sulfurados (Evans & Bauer, 1978; Antunes & Sgarbieri, 1980; Fukuda et al., 1982), principais aminoácidos que participam da síntese protéica (Geraldo, 2006); entretanto, quando combinado com arroz, por exemplo, forma uma mistura de proteínas mais nutritiva. Isto porque o arroz é relativamente rico em aminoácidos sulfurados (Mesquita et al, 2006).

Na análise do consumo de feijão no Brasil, primeiramente deve-se ressaltar que, apesar de importante, o feijão tem merecido pouca atenção. O consumo médio per capita de feijão na década de 1960 foi de 23 kg/habitante/ano, enquanto nas décadas de 1970, 1980 e 1990 foi, respectivamente de, 20, 16 e 17 kg/habitante/ano. Por outro lado, enquanto no período de 1974 a 1975, o consumo metropolitano per capita foi de 16,5 kg/ ano, o consumo rural foi quase o dobro, 32 kg/ ano.

Alguns estudos mostram que o processo de urbanização explica mais da metade da redução no consumo do feijão no período compreendido entre meados da década de 1970 e final dos anos 80. De acordo com o senso 2000, cerca de 81% da população brasileira estava concentrada nas cidades, que abrigam 137 milhões de pessoas.

Entre outros fatores, essa rápida urbanização, associada à acentuada inserção da mulher no mercado de trabalho, provocaram um efeito acentuado nas mudanças do hábito alimentar da população e originaram novas demandas quanto à qualidade, apresentação, facilidade e menor tempo de preparo dos alimentos. Outros estudos indicaram que, no período de 1974 a 1988, a redução no consumo de feijão deveu-se à mudança no hábito alimentar e não ao fator preço, afirmando que a renda per capita explicava apenas pequena parcela da variação.

Comparando-se esses resultados, concluiu-se que, no período de 1974 a 1988, o decréscimo do consumo de feijão foi menor nas metrópoles do que a média geral no país.

Os economistas afirmam que à medida que a renda do consumidor aumenta o consumo do feijão diminui. Por sua vez, outros afirmam que ocorreu um crescimento do preço real do feijão em comparação a outros alimentos. Outros ainda apontam a dificuldade de preparo caseiro e o tempo de cozimento que se contrapõe à necessidade de redução do tempo de trabalho doméstico. Além disso, há maior número de pessoas fazendo suas refeições fora do lar e a substituição do feijão por outras fontes de proteína, principalmente as de origem animal.

As Américas apresentam 43,2% do consumo mundial, seguidas da Ásia (34,5%), África (18,5%), Europa (3,7%) e Oceania (0,1%). Os países em desenvolvimento são responsáveis por 86,7% do consumo mundial (EMBRAPA, 2004).

Seguem abaixo as formas de utilização do feijão nas diferentes regiões brasileiras e o seu valor nutricional:

Utilizações por região:

Estado

Tipo de feijão

Preparação

Bahia

Feijão fradinho

Acarajé
Feijão com arroz

Ceará

Feijão de corda

Baião-de-dois
Feijão com arroz

Rio de Janeiro

Feijão Preto

Feijoada
Feijão preto com arroz

São Paulo

Feijão carioca ou mulatinho

Virado à Paulista
Feijão com arroz
Feijoada

São Paulo

Feijão azuki

Doces e feijoada vegetariana (colônia japonesa)

Minas Gerais

Feijão preto

Tutu a mineira
Feijão com arroz

Minas Gerais

Feijão Jalo

Feijão tropeiro

Paraná

Feijão cavalo

Salada de feijão cavalo
Feijão com arroz

Santa Catarina

Feijão branco

Cozido com joelho de porco
Feijão com arroz

Pará

Feijão fradão

Feijão fradão com vinagrete,  farofa, arroz e peixe no espeto.
Feijão com arroz

Pantanal

Feijão rosinha

Feijão a moda do Pantanal

Composição nutricional do feijão (por 100g):

 

Feijão – preto

Feijão-carioca

Calorias

77 cal

76 cal

Proteínas

4,5 g

4,8 g

Lipídeos

0,5 g

0,5 g

Colesterol

0,0 mg

0,0 mg

Carboidrato

14 g

13,6 g

Fibra

8,4 g

8,5 g

Cálcio

29 mg

27 mg

Ferro

1,5 mg

1,3 mg

Potássio

256 mg

255 mg

Fonte: TACO- Tabela Brasileira de Composição dos Alimentos

Referências Bibliográficas

MESQUITA, F. R. et al. Linhagens de feijão (Phaseolus vulgaris L.): Composição Química e digestibilidade protéica. Ciênc. agrotec., Lavras, v. 31, n. 4, p. 1114-1121, jul./ago., 2007.
LAJOLO, F. M.; GENOVESE, M. I.; MENEZES, E. W. Qualidade nutricional. In: ARAUJO, R. S.; AGUSTÍNRAVA, C.; STONE, L. F.; ZIMMERMANN, M. J. de O.(Coords.). Cultura do feijoeiro comum no Brasil. Piracicaba: Potafos, 1996. p. 71-99.
MACHADO, C.M.; FERRUZZI M.G.; NIELSEN, S.S; Impacto f the hard-to-cook phenomenon on phenolic antioxidants in dry beans (Phaseolus vulgaris). Journal of Agricultural and Food Chemistry, Washington DC, v.56, n.9, p.3102- 3110, 2008.
OBIRO, W.C. et al. The nutraceutical role of the Phaseolus vulgaris alpha – amylase inhibitor. Brasil, J. Nutr, v.100, n.1, p. 1-12, 2008.
EVANS, R.J., BAUER, D.H. Studies of the poor utilization by the rat of methionine and cystine in heated dry bean seed (Phaseolus vulgaris). Journal of Agricultural and Food Chemistry, Washington DC, v.26, n.4, p.779-784, 1978.
ANTUNES, P.L., SGARBIERI, V.C. Effect of heat treatment on the toxicity and nutritive value of dry bean (Phaseolus vulgaris var. Rosinha G2) proteins. Journal of Agricultural and Food Chemistry, Washington DC, v.28, p.935-938, 1980.
FUKUDA, G., ELIAS, L.G., BRESSANI, R. Significado de algunos factores antifisiologicos y nutricionales em la evaluación biológica de diferentes cultivares de frijol comum (Phaseolus vulgaris). Archivos Latinoamericanos de Nutrición, Caracas, v.32, n.4,
p.945-960, 1982.
GERALDO, A. Aminoácidos sulfurados, Lisina e Treonina digestíveis para poedeiras comerciais leves em pico de produção. 2006. 188f. Tese (Doutorado) – Universidade Federal de Lavras, Minas Gerais, 2006.
EMBRAPA – EMPRESA BRASILEIRA DE PESQUISA AGROPECUÁRIA - http://sistemasdeproducao.cnptia.embrapa.br/FontesHTML/Feijao/FeijaoIrrigadoNoroesteMG/index.htm.  Acesso em 15/09/2008.
MINISTÉRIO DA SAÚDE – http://dtr2004.saude.gov.br/nutricao/documentos/doc_obesidade.pdf. Acesso em 12/09/2008.
Site: http://www.cifeijao.com.br/index.php?p=historico . Acesso em 12/09/2008.
Site:http://www.faac.unesp.br/pesquisa/nos/bom_apetite/nutricao/fibras.htm. Acesso em 12/09/2008.
Site: http://bibtede.ufla.br/tede//tde_busca/arquivo.php?codArquivo=451. Acesso em 12/09/2008.

Fonte: www.rgnutri.com.br

Feijão

Originário da América do Sul ( segundo alguns autores) e México e Guatemala (segundo outros) o feijão (Phaseolus vulgaris, L., Leguminosae) é um dos principais alimentos da população brasileira especialmente a de baixa renda.

Na maioria das regiões produtoras predomina a exploração do feijoeiro por pequenos produtores, com uso reduzido de insumos, obtendo-se baixas produções.

Na Bahia as principais zonas de produção estão no semi-árido e zona de tabuleiros onde destacam municípios de Irecê, Ribeira do Pombal e Barreiras como centros de comercialização.

O Brasil produz cerca de 2,6 milhões de toneladas de feijão comum (faseolus) com produtividade média de 732 kg/ha; em áreas irrigadas a produtividade alcança 3.000 kg/ha.

Usos

O grão do feijoeiro é utilizado na alimentação do homem, na maioria das ocasiões de modo obrigatório, no cardápio diário. Cozido ele é consumido em mistura com arroz e farinha, em saladas frias, transformado em pastas - tutu - ou ainda compondo feijoadas.

O grão pode servir como componente de rações animais bem como a planta pós colheita. Restos de cultura podem ser incorporados ao solo para melhoria das suas condições físicas.

Necessidades da Planta

Clima: Tropical, com temperatura média em 25ºC (18º a 30ºC) com chuvas de 100 mm mensais bem distribuídas.
Solos:
Férteis, areno-argilosos, com bom teor de matéria orgânica, bem arejados, pH em torno de 6,0 (5,0 a 6,5).

Preparo do Solo

O feijoeiro é planta exigente e não deve ser plantado no mesmo terreno por mais de 2 anos seguidos; os restos da cultura anterior devem ser incorporados ao solo e nunca queimados.

Para correção da acidez do solo e adubação amostras de solo devem ser enviadas a laboratórios para orientar quantidades, tipos de corretivo e adubo e épocas de sua aplicação.

Correção da Acidez

Com recomendações provenientes da análise de solos tipo e quantidade de calcário - este deve ser aplicado antes da aração - metade da dose - e antes da gradagem - metade restante - esparramado ao solo via aplicações manuais ou com aplicadores de calcários.

Movimentação do Solo

Para facilitar germinação das sementes e aprofundamento das raízes indica-se aração e gradagem.

A aração em terreno sem uso por muito tempo deve ser feita com arado de aiveca; em terrenos trabalhados aração com 20 cm de profundidade é suficiente (segundo tipo de solo). A gradagem é feita com grade niveladora de discos à profundidade de 10 cm. Essas operações podem ser feitas com equipamentos tração animal ou tratorizada (segundo tamanho da área).

Épocas de Plantio: Na Bahia planta-se entre outubro e janeiro (região de Irecê) e entre março e maio (região de Ribeira do Pombal).

Sistema de Plantio/Espaçamentos/Covas: Dois sistemas: feijão solteiro e feijão consorciado.

Cultivo Solteiro

As fileiras devem estar espaçadas de 50 cm, com 14-15 sementes/m; em espaçamentos de 40 cm entre fileiras deve-se usar 10-12 sementes por metro corrido (linear) no plantio em sulco.

No plantio em covas, com espaçamento de 40 cm x 40 cm coloca-se 2-3 sementes por cova.

Dessa forma alcança-se a população de 200 mil a 240 mil plantas por hectare.

Cultivo consorciado

Na Bahia o consorcio mais comum é feito com o milho. O milho deve ter espaçamento de 1m entre fileiras e 4 plantas / metro linear enquanto o feijão é semeado nas linhas do milho com 10 plantas por metro.

Variedades Indicadas

Para Bahia, Região Além - São Francisco - Aporé, Carioca, Epaba-1.
Região Nordeste/Paraguaçu - Epaba-1, Carioca, Mulatinho, Vagem Roxa.
Região de Irecê - Aporé, Carioca, Epaba 1.

Sementes

Devem ser usadas com bom poder germinativo e de boa procedência. A germinação deve estar em torno de 90%. Se possível usar sementes tratadas com fungicidas.

Adubação

Caso haja possibilidade de utilização de esterco para adubação orgânica ele pode ser incorporado ao terreno com antecedência de 30-40 dias.

A adubação mineral, por recomendação de análise de solos, deve conter NPK: metade do adubo nitrogenado mais totalidade de adubo com fósforo e adubo com potássio devem ser aplicados ao solo (cova ou sulco) antes do plantio. Em cobertura ao lado da planta a outra metade do adubo com nitrogênio é aplicada antes da floração. A adubação básica, pré-plantio, deve ser feita a uma profundidade de 15 cm. E a semeadura a 5 cm.

Tratos culturais

Controle das plantas daninhas: importante manter a lavoura a limpo até início da floração. A limpeza pode ser feita manualmente (enxada), com cultivador (tração animal ou tratorizada) ou com herbicída. As capinas (manual e cultivador) devem revolver o solo até 3 cm de profundidade.

Pragas e doenças

De ordinário as pragas mais comuns são: Lagarta-elasmo (mariposa), larva-alfinete (besouro) no solo. Vaquinhas (besouro), lagarta-da-folha (mariposa), acaro branco, cigarrinha verde, mosca-branca, mosca minadora nas folhas. Lagarta (mariposa) e percevejo nas vagens. Caruncho (besouro) no grão armazenado. O controle químico deve ser feito no momento em que as pragas atinjam níveis de danos econômicos.

Alguns produtos químicos defensivos agrícolas indicados para controle de pragas de feijão são: cigarrinha e vaquinhas; carbaryl (Carvim 85 M, Sevin 480 SC), fenitrotion ( Sumithion 500 CE).

Mosca branca: monocrotophos (Nuvacron 400) metamidofós (Tamaron BR).
Acaro branco:
triazophos (Hostathion) tetradion (Tedion 80).
Lagartas:
Cloropirifós (Lorsban 480 BR) Carbaryl (Carvim 85 M, Sevin 480 SC), triclorfom (Diplerex 50). Percevejos; fenitrotion (Sumithion 500 CE), triclorfom (Dipterex 50).

O feijoeiro é atacado por doenças causadas por fungos, bactérias, vírus e nematoide. O controle das doenças é feito com plantio de variedades resistentes, de sementes livres de doenças e de uso de produtos químicos. Pulverizações foliares protetoras com produtos químicos com base química Benomyl (Benlate), Captan (Captan), Mancozeb (Manzate, Dithane) tiofonato metílico (Cerconil) entre outros podem ser de utilidade. As doenças mais comuns são ferrugem, antracnose, oídio, mela, tombamento, mosaico dourado.

Colheita

A colheita do feijão pode feita:

Manualmente: plantas pós arranquio são postas a secar, com raízes para cima no solo e depois vão para o terreiro para a trilha c/ varas flexíveis.
Semi mecanizada: arranquio manual ou automotriz.
Mecanizada: arranquio e trilha com maquina colhedora-trilhadeira.

Melhor colher o feijão pela manhã e em horas frescas; de ordinário o feijão é colhido com 18% de umidade.

O ciclo de produção dentre as variedades de feijão situa-se entre 70 e 95 dias.

Armazenamento

Para o armazenamento a curto prazo a umidade do feijão deve ficar em 14-15%; para armazenamento a longo prazo a umidade deve ficar em torno de 11%. O ambiente para estocagem deve ficar seco, fresco e escuro; se bem construídos tulhas e paióis são eficazes. Os locais de armazenamento devem estar rigorosamente limpos (livres de resíduos de colheitas anteriores) e os grãos tratados com produtos apropriados (fumigação e proteção). Para comercialização o grão é acondicionado em sacos com 60 Kg de peso.

Fonte: www.seagri.ba.gov.br

Feijão

Quem de nós nunca saboreou um delicioso almoço onde se fazia presente uma boa porção de feijões?

Feijão em calda, tropeiro, feijoada… são tantas as formas de preparar este alimento, e tão variada quanto as formas são os benefícios que o mesmo nos oferece!

O feijão é um alimento do grupo das leguminosas (grãos gerados em vagens) que faz parte da alimentação diária da maioria dos brasileiros.

Na verdade, há mais de 1000 variedades de feijão, sendo assim, é comum que haja alguma diferença entre as informações nutricionais de cada tipo encontrado.

Acompanhado geralmente pelo arroz, ele constitui uma importante fonte de propriedades nutricionais necessárias ao bom funcionamento do organismo.

Aliás, vale lembrar que comentamos sobre a importância do feijão em Como conseguir uma alimentação saudável e barata.

Propriedades do feijão

Rico em carboidrato e proteína
Fonte de vitaminas do complexo B
Rico em fibras
Fonte de ferro

Benefícios e implicações à saúde

O feijão é rico em fibras que auxiliam na diminuição do risco de doenças cardiovasculares, da obesidade, do diabetes e do colesterol
Por ser fonte de ferro, seu consumo pode ajudar a evitar o risco de anemia, principalmente a ferropênica
É constituído por substâncias antioxidantes, que capturam radicais livres
Redução da incidência de câncer
O feijão verde (uma das muitas variedades de feijão) possui efeito diurético
Rico em carboidratos que auxiliam o funcionamento do sistema nervoso.

Vale lembrar que…

Apesar do feijão ser rico em ferro, ele não é bem disponibilizado para o organismo. O ferro de origem animal, da carne por exemplo, apresenta uma melhor biodisponibilidade (capacidade de ser absorvido e utilizado pelo organismo) quando comparado ao de origem vegetal;
A absorção do ferro de origem vegetal irá aumentar quando associada à vitamina C;
A mistura arroz com feijão constitui uma importante fonte de aminoácidos essenciais, sendo que os aminoácidos ausentes no feijão, serão encontrados no arroz. A relação de consumo entre os dois deve ser de 3 porções de arroz para uma de feijão;
A adoção de novos hábitos alimentares introduzidos na dieta dos brasileiros (como o consumo de produtos congelados e/ou industrializados) tem diminuído o consumo do feijão. Esse fato pode acarretar uma deficiência de nutrientes, por conta de uma alimentação mal elaborada.

Fonte: www.nutricaoemfoco.com

Feijão

História do Feijão

O feijão teria surgido na América do Sul. Existem registros históricos de plantio e consumo de feijão que datam há pelo menos 9 mil anos antes de Cristo.

Das Américas o feijão se espalhou pelo mundo. Da Europa ao Oriente Médio; da Índia ao Japão; da África aos EUA.

Antigos relatos de feijão ocorrem na Bíblia, no antigo Egito, nas ruínas de Tróia, no Império Romano, nas antigas cortes inglesas e francesas e nos banquetes do Vaticano.

O feijão fazia parte essencial da dieta dos guerreiros em marcha ajudando, portanto a difundir o uso e o cultivo do feijão ao redor do mundo.

O feijão foi introduzido na Europa em 1540 e o seu o cultivo, entre outras culturas, livrou a Europa da fome. A expectativa de vida aumentou e a mortalidade infantil decaiu significativamente.

Os índios brasileiros por ocasião do Século XVI chamavam o feijão de "comanda" e o binômio comanda com farinha, já existia no cardápio brasileiro, quando os portugueses aqui chegaram. Os Bandeirantes incorporaram esta refeição e a espalharam por todo o Brasil.

O feijão é hoje um dos principais produtos fornecedores de proteína na dieta alimentar da família brasileira.

Consumo de feijão no Brasil: tipos e comercialização

O tipo de feijão mais comercializado no Brasil é o feijão tipo carioca, abrangendo cerca de 70% do total produzido no País.

No Brasil, em termos de eficiência e custo da comercialização, o feijão é um dos produtos que percorre maiores distâncias entre o produtor e o consumidor. Isso porque existem, no Brasil, diversas regiões de produção que oferecem feijão em épocas diferentes. Assim, cada região do País pode tanto exportar, quanto importar para outras regiões em determinados momentos.

Cultivo do feijão: doenças e pragas

As principais doenças que atacam o feijoeiro, causadas por fungos que sobrevivem no solo, são as podridões radiculares; a murcha de fusário, o mofo-branco, a podridão-cinzenta da haste, a murcha-de-esclerócio e a mela ou murcha-de-teia-micélica.

Entre as principais doenças fúngicas, podem ser citadas a antracnose, a mancha-angular, a ferrugem, a sarna, o carvão, o oídio e a mancha-de-alternaria. As doenças bacterianas mais comuns em lavouras de feijão comum, no Brasil, são o crestamento bacteriano comum e a murcha-de-curtobacterium. As principais pragas incluem a mosca-branca, vaquinhas, cigarrinha-verde e carunchos.

Armazenamento do feijão: tempo, temperatura, métodos

Quanto menos tempo ficarem armazenados, melhor será a qualidade dos feijões. A condição de temperatura mais favorável, por um período de 6 meses, deve ser um ambiente frio, mas não abaixo de zero, sendo o ideal entre 20ºC e 25ºC, e umidade relativa média de 75%.

O armazenamento de feijão pode ser feito por dois métodos: a granel ou em sacaria. No Brasil, em geral, prevalece a sacaria. No Nordeste, é mais comum o armazenamento de pequenas quantidades, normalmente até uma tonelada, em pequenos cilindros metálicos, tambores, garrafas, entre outros, abrigados das intempéries, usualmente num cômodo da própria residência.

Beneficiamento do Feijão

No beneficiamento, o feijão destinado ao consumo é apenas escovado por uma máquina na unidade de beneficiamento. Esta operação é feita para melhorar sua aparência, pureza física e varietal, bem como sua germinação e vigor.

Fonte: www.nostramamma.com.br

Feijão

Feijão
Feijão

Feijão é uma variedade de sementes do feijoeiro que é da família do fabaceae, que é chamado de leguminosas. O feijão comum e o mais consumido no mundo são do gênero "Phaseolus Vulgaris" Existem diversidades genéticas tanto para as espécies silvestres como as cultivadas.

Do gênero Phaseolus, existe aproximadamente 55 espécies, das quais só cinco são cultivadas: seria (Phaseolus Vulgaris) o feijão comum - (Phaseolus Lunatus) o feijão de Lima - (Phaseolus Coccineus) o feijão Ayocote - (Phaseolus Acutifolius) o feijão Tepari - e o (Phaseolus Polyanthus).

O feijoeiro tem uma boa adaptação em diversos climas o que permite seu cultivo durante todo ano. O consumo do feijão inibe o surgimento de doenças e controla as dosagens do sangue.

Existem varias hipóteses para explicar a origem do feijão.

Há arqueológicos que dizem que cerca de 10.000 a.C., que o feijão tenha sido utilizado na América do Sul, no Peru e transportado para a América do Norte. Há hipóteses que a domesticação do feijoeiro dos tipos selvagens iguais a do tipo crioulas simpáticas foram encontradas no México.

Também há referências de que existiam cultivos do feijão na Grécia antiga e no Império Romano, onde o feijão era usado para votar, o feijão branco representava um sim e o feijão preto representava um não. Eram usados também como símbolo de vida, utilizado ate mesmo como pagamento de apostas.

Existem relatos antigos do feijão que ocorreram na Bíblia, no Egito, nas ruínas de Tróia, no Império Romano, nas cortes inglesas e francesas, onde o feijão fazia parte da dieta dos guerreiros para as guerras, ajudando assim o seu uso e cultivo.

O feijão foi levado para a Europa em 1540, seu cultivo livrou a Europa da fome, aumentando assim a expectativa de vida.

Já no Brasil os índios, por volta do século XVI, chamavam o feijão de "comanda", eles comiam com farinha. Quando os portugueses aqui chegaram, agregaram a esta refeição e a espalharam por todo o Brasil. Os portugueses trouxeram receitas para o Brasil alguns ingredientes como orelha, focinho, rabo e lingüiça de porco.

O feijão também faz parte do prato principal da culinária brasileira que é a feijoada. Ha quem diga que a feijoada começou a ser feita nas senzalas a partir de 1.549 com a chegada dos primeiros escravos da África.

Existem diversa variedades de feijão:

Azuki
Bolinha
Branco
Canário
Carioca
Corda
Encarnado
Engopa
Fava Gaúcha
Fava Fresca
Fava Seca
Fradão
Frade
Fradinho
Jalo Manteiga
Manteiguinha de Santarém
Minifeijões de Tocantins
Mulatinho
Mungo
Olho-de-Peixe
Palhacinho
Preto
Rajado
Roxinho
Verde
Vermelho

O feijão carioca é o mais resistente as pragas, tem o nome de carioca ou carioquinha por lembrar das calçadas de Copacabana do Rio de Janeiro. Ele é utilizado também como marcador de cartela do jogo do bingo e truco.

Dicas

O melhor feijão é aquele que tem no máximo um ano, ele depois de cozido aumenta de tamanho e só deve colocar o sal após o seu cozimento evitando assim o seu endurecimento.

Safra

A sua safra teve uma redução de 10,19% em 2.004 com relação ao ano anterior, devido aos preços desfavoráveis praticado no mercado por ocasião do plantio.Por esse motivo foi preciso importar quantidades extras do produto para atender a necessidade interna. O principal produtor em 2.004 foi o Paraná produzindo 22,40% do total produzido no país. Hoje é quase uma referencia nacional, representando 80% do mercado brasileiro.

Fonte: www.sociedadedigital.com.br

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