Imagine-se no Caribe... Um paraíso, não é verdade? No entanto, é um paraíso cercado de turistas por todos os lados. Agora, imagine-se nesse paraíso sem os turistas. Ou melhor, com no máximo 420 pessoas. Praias com mar transparente, areias macias, sol e calor no ponto certo e um alto astral que nos faz esquecer qualquer problema. Temos a impressão de que essa ilha é o Éden particular do Criador, e nós os escolhidos para desfrutarmos das delícias desse paraíso.

O Morro do Pico (ao fundo) é o mais belo e importante monumento natural
da ilha, com 323m de altura.
Entre as suas rochas estão as ruínas do Forte Sta. Cruz do Pico,
destruído por uma avalanche no século XIX.
Apesar de ser um belíssimo paraíso turístico, a infra-estrutura em Fernando de Noronha é um pouco limitada com o intuito de preservar o habitat das diversas aves e outros animais quase em extinção. Por isso, existe um número fixo de turistas que podem entrar na ilha: apenas 420. Se você planeja viajar na alta temporada é melhor fazer sua reserva com bastante antecedência.
O arquipélago é um dos lugares mais bonitos e mais impressionantes do Brasil. Ao todo, são 21 ilhas de origem vulcânica na imensidão azul do Oceano Atlântico. O verde da mata junto com a areia dourada das praias parecem fazer questão; após diversas invasões inglesas, francesas e holandesas no local; de esbanjar e mostrar a todos, a exuberante natureza brasileira.

Os pássaros mumbebos vivem nas pedras da Praia de Cacimba do Padre.
Apesar de estar mais próximo ao Rio Grande do Norte, o arquipélago pertence a Pernambuco. O cenário é divino. As praias têm águas transparentes e uma temperatura deliciosa, já que a ilha está bem no curso da corrente quente sul equatorial. Ao todo são 16 praias na ilha principal. Elas são divididas, de acordo com a localização geográfica, como pertencentes ao 'mar de dentro' ou ao 'mar de fora'. É simples: o lado da ilha que está voltado para o continente é o 'de dentro', sendo o que se volta para o Atlântico o 'de fora'. Assim, as praias do Cachorro, da Conceição, do Boldró, do Bode e a Baía do Sancho , são as 'de dentro'. As praias do Leão, Baía do Sueste e do Atalaia, são as 'de fora'.
Em Fernando de Noronha, você escolhe a praia que mais lhe agrada, de
acordo com a época do ano. De um modo geral, muitas são perfeitas
para banhos e mergulhos de abril a novembro, devido ao mar calmo. Nos outros
meses, as condições do mar se modificam e, principalmente em
janeiro e fevereiro, as praias fazem a alegria dos surfistas.
Maravilhas sobre e sob as águas
Uma das maiores atrações de Fernando de Noronha é o mergulho nas águas cristalinas das praias. Nadando lado a lado com peixes ultracoloridos, arraias e tartarugas, você tem a sensação de que tudo é de brincadeira.
A fauna marinha é espetacular. A visibilidade chega a 40m de profundidade, mas na maré seca da Praia da Atalaia, você vê tudo de tão perto, que não dá vontade de sair nunca mais. A profundidade média é de 80 cm, praticamente a altura da sua cintura. Mas, tem um detalhe: essa praia só pode receber, no máximo, 30 visitantes por dia.

Se você fizer uma trilha pela Costa Azul da ilha,
fará parte dessa paisagem
O mergulho também é favorecido nas Baías do Sueste e do Sancho. Esta, aliás, é considerada a praia mais bonita de Fernando de Noronha. Mas, para chegar, é preciso subir por uma escadinha de ferro num paredão de rocha, o que só é aconselhável na companhia de um guia. Então, é bem mais conveniente ir de barco. A praia é um local de parada dos passeios turísticos, que saem do Porto de Santo Antônio, no norte da ilha. Informações com as companhias: Alquimista (81/619-1325) e Dolphin (81/619-1129).
Para preservar o meio ambiente de Fernando de Noronha, foi criado o Parque Nacional Marinho, administrado pelo IBAMA. Algumas áreas do mar de fora, principalmente, são interditadas ao acesso público.
Nem só pelo turismo e pela preservação ambiental que a região é conhecida. Em Fernando de Noronha foi construído um presídio, onde estiveram vários presos políticos e jornalistas durante o governo de Getúlio Vargas. Miguel Arraes e Helio Fernandes, por exemplo, ficaram detidos na ilha até 1942. Temendo que os fugitivos construíssem jangadas com a madeira das árvores, os responsáveis pela área ordenaram que vegetação original da ilha fosse derrubada.
Localizada no mar de dentro, a Baía dos Golfinhos é o lugar de preservação máxima, onde não se pode chegar nem de barco. Mas, você pode conhecer o local, que é lindíssimo, numa excursão com pesquisadores. Um dos melhores horários é por volta das seis da manhã. Os golfinhos entram na baía e você pode vê-los saltando sobre as águas, num inesquecível espetáculo de harmonia com a natureza. Informações sobre o passeio: (81) 619-1295. O parque (81/619-1171) abrange as ilhas menores e as partes sul e leste da ilha principal. Ele pode ser visitado diariamente, das 8h às 18h. Um dos motivos desse limite é o efeito danoso causado pela luz artificial nos animais.
Fernando de Noronha é uma das principais áreas de preservação ambiental da América do Sul. Por isso, as pessoas dividem a natureza com os animais, que têm prioridade por aqui. Se você quer viajar no primeiro semestre, vai ceder algumas praias (como a do Leão, a do Sancho e Boldró) aos visitantes inusitados: enormes tartarugas marinhas, que vão às areias desovar.

A base do Morro do Pico está no final da Praia da Conceição,
onde existe a Vila da Italcable.
A vila foi construída entre 1922 e 1925 para a instalação
da companhia
italiana de telegrafia submarina, desativada após a II Guerra.
O melhor jeito de conhecer as belas praias é fazendo caminhadas. Como a ilha não é muito grande, em poucos dias, você pode conhecê-la muito bem. Mas atenção: as caminhadas dentro do Parque Nacional Marinho só são permitidas com a companhia de um fiscal. Isso ocorre para que você não estrague seu passeio, pois dentre os arbustos do arquipélago, existe uma planta (conhecida como burra leiteira), que produz um látex cáustico, provocando graves queimaduras.
Como uma autêntica região nordestina, o forró rola solto a noite inteira ao ar livre: é o famoso Forró do Cachorro. Antes disso, para transmitir a importância do cuidado com o meio ambiente, são realizadas palestras de segunda a quinta às 20h30min, na sede do Parque Nacional Marinho. São gratuitas, interessantíssimas e todos vão. Existe até um ônibus, que percorre a ilha para levar as pessoas e depois, deixá-las no forró.
Na hora de comer, os restaurantes são os das próprias pousadas. Lanchonetes não existem. Apenas algumas barraquinhas, que eventualmente oferecem lanches. O arquipélago de Fernando de Noronha está à 360 km de Natal, o que corresponde a mais ou menos uma hora de avião. De Recife, que são 545 km, o vôo demora 30 minutinhos a mais. Ao desembarcar no aeroporto, você deve adiantar o relógio em uma hora e pagar uma taxa de preservação ambiental, que aumenta de acordo com o tempo em que você permanecerá nas ilhas.
O arquipélago de Fernando de Noronha tem registros da presença dos portugueses logo nos anos seguintes à chegada da caravela de Pedro Álvares Cabral, em Porto Seguro. Nessa época, foi criada a primeira capitania hereditária, sistema que só seria implantado no resto do Brasil trinta anos mais tarde. No século XX, o lugar ficou conhecido pela 2a Guerra Mundial por ter servido de base aos aviões da frota aliada contra o nazi-fascismo.

Fernando de Noronha tem 16 praias fantásticas. Aqui é o melhor
lugar
do país para a prática do mergulho, além de ser a ilha
mais bonita do Brasil.
As pousadas têm estruturas modestas. Elas são, em sua maioria, casas de moradores adaptadas. Em Fernando de Noronha é preciso se acostumar a tomar banhos de água fria todos os dias, a não ser que você se hospede em um dos poucos lugares que obtêm energia por meio do vento. Mas, com o calor que faz nessas ilhas e com a recompensa de estar num dos cenários mais belos do Brasil, isso acaba nem sendo um sacrifício.
Sem dúvida alguma, Fernando de Noronha é um paraíso. Venha experimentar o delicioso tubalhau, bolinho feito de carne de tubarão, com um sabor que lembra o bacalhau, e ver os enfeites que os moradores fazem com ossos e dentes de tubarão. Você pode voltar pra casa usando um cinto de vértebras ou um colar de dentes... Essas originalidades estão à venda na Noronha Pesca Oceânica.
Com águas claras, areias brancas, piscinas naturais e ondas calmas que explodem em espumas preguiçosas, Fernando de Noronha tem uma energia única. Seja pela beleza das praias ou pelo constante incentivo e respeito aos animais. Os visitantes percebem o quanto contribuem para a preservação do arquipélago. A natureza agradece.
Fonte: feriasbrasil.terra.com.br
Em 1504, um certo aristocrata lusitano Fernando de Noronha, mercador abastardo,
recebeu de presente do rei D. Miguel I uma ilha perdida no meio do Atlântico.Ainda
que o lugar fosse encantador e de natureza exuberante e praias cristalinas,o
sujeito não deu muita bola ,inclusive batizando a ilha sem nunca sequer
estado lá.
Por quase dois séculos a ilha ficou abandonada, sendo alvo fácil
para piratas e invasores. Foi ocupada por holandeses,que a chamavam de Pavônia,
e por franceses que lhe deram o nome de Ilha dos Golfinhos.
Em 1737, pernambucanos e portugueses recuperaram para o Brasil. Para evitar novas invasões, construíram dez fortes, formando o maior conjunto defensivo do período colonial.Hoje restam ruinas de apenas dois deles,o dos Remédios e o de São Pedro do Boldró.
Na segunda guerra, Noronha serviu de base para os aviões americanos.Mais tarde,durante os anos de ditadura, os militares tiveram a "brilhante" idéia de instalar na ilha uma colônia penal.

Hoje, passados 500 anos de sua descoberta, depois de ser palco de tanta balbúrdia, incrivelmente pouca coisa parece ter mudado na natureza de Noronha.Desde 1988 a ilha é propriedade do governo de Pernambuco sendo criado no mesmo ano o Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha; são 112 quilômetros quadrados entre terra e mar,cujo gerenciamento e fiscalização cabem ao Ibama.
O maior desafio hoje é preservar um dos mais ricos ecossistemas brasileiros
ao mesmo tempo que milhares de turistas desejam visitar a ilha durante o ano
inteiro.
Fernando de Noronha é na verdade um arquipélago qua além
da ilha principal, a única habitada, tem outras vinte ilhas e ilhotas.
Contornando os seus 26 quilômetros quadrados de terras vulcânicas
estão dezesseis praias.Elas estão divididas em dois lados:o
do Mar de dentro,voltado para o continente e o do Mar de Fora,voltado para
o Atlântico.No primeiro estão as preferidas dos surfistas:Conceição,
Boldró,,do Americano, Quixaba e Cacimba do Padre, esta com as maiores
ondas que podem ultrapassar 5 metros.
Mais a diante está a deslumbrante Baía do Sancho, pequenina enseada aonde só se chega pelas pedras, quando a maré está baixa, ou descendo por uma escada de ferro, no meio de um estreito rochedo. No por do sol,centenas de aves marinhas ficam nas árvores à beira mar. Ainda no mar de dentro, na baía de Santo Antonio, estão os destroços do navio grego Astúria, que afundou em 1940, e a Baía dos Porcos, onde se concentra as melhores piscinas naturais da ilha.
No lado do Mar de Fora estão a Praia de Atalaia,a Baía de Sueste,base do projeto Tamar, de preservação de Tartarugas marinhas e a Praia do Leão. Esta, na opinião de boa parte dos visitantes,rivaliza com a baía dos Sancho pelo dificílimos título de lugar mais encantador da ilha. Quando o mar está cheio, as ondas chocam-se contra as barreiras de pedra, formando enormes cortinas d'agua,o que torna o Leão ainda mais atraente.
1500 - O Mapa de Cantino considerado o"mais antigo do Brasil", indica o arquipélago com o nome de Ilha Quaresma.
1503 - Américo Vespúcio topa com o arquipélago.Sua nau naufraga,mas todos os tripulantes sobrevivem para descrever a ilha.
1504 - Noronha é doada para um tal de "Fernão de Loronha", que nunca mais quis pisar na ilha,mas acaba dando origem ao lugar
1737 - Os portugueses se dão conta de que a ilha é a ligação marítima entre a América do Sul e a Europa e resolvem protegê-la. Expulsam os invasores e constroem fortes.Neste ano instaura-se ali uma colônia penal sendo parte da vegetação devastada.
1938 - Durante a ditadura de Getúlio Vargas, a colônia vira presídio político.
1817 - Até esse ano, as mulheres eram proibidas por lei de entrar na ilha.
1832 - Charles Darwin, o autor da Teoria da Evolução, visita o arquipélago e define o lugar como "um paraíso de rochas vulcânicas do Atlântico"
1942 - Em plena II Guerra Mundial, instala-se uma base militar americana e outra brasileira na ilha.Mas a guerra passa bem longe daqui.
1957 - O governo permite que os EUA construam um posto de observação de mísseis(hoje o único hotel), próxima ao Boldró. Os gringos ficam por lá até 1965.
1972 - Um grupo de 42 pessoas sai da cidade de Recife e desembarca na ilha. Começa o turismo em Fernando de Noronha.
1984 - Reconhecendo Noronha como importante local de reprodução das tartarugas marinhas, o Projeto Tamar instala uma base na ilha.
1988 - O arquipélago se transforma em Parque Nacional Marinho.
O mergulho é a maior atração de Fernando de Noronha.As águas são tão transparentes que a visibilidade no fundo do mar pode chegar a 40 metros.Excelente para contemplar um sistema natural com aproximadamente 230 espécimes de peixes, quinze variedades de corais e cinco tipos de tubarões que, provavelmente devido a fartura de alimentos escamosos, não atacam humanos.
Para a prática do mergulho livre (apenas com máscara,nadadeiras e snorkel) os locais mais indicados são a Baía dos Porcos, a Ponta de Caracas, a Baía de Sueste, e a Praia de Atalaia, onde, na maré baixa, forma-se a maior piscina natural da ilha.
O mergulho autônomo ou profissional, com cilindro de ar comprimido , é o mais praticado nas ilhotas do arquipélago, como a Ilha Rata, Morro de Fora, Rasuretas e Ponta da Sapata. Mergulhar com cilindro é programa indispensável no roteiro de Fernando de Noronha, existindo diversas operadoras locais que fazem o aluguel de equipamentos a preços salgados.
As águas cristalinas e praias limpas não são fruto unicamente do criador.Sua rica fauna quase intocada e seu clima praticamente primitivo deve-se a uma rígida fiscalização do Ibama.Apesar do respeito e reverência normalmente dispensados pelos turistas à natureza local, o órgão mantém 22 funcionários e fiscais prontos para multar quem cometer a mínima agressão ao ambiente.
O senso preservacionista que reina na ilha é reforçado pela presença de vários projetos bem-sucedidos de pesquisa.Os de maior destaque são o Tamar-Ibama,que estuda as tartarugas marinhas,e o Golfinho Rotador, que analisa científicamente as piruetas dos cetáceos mais simpáticos dos oceanos. Nos dois casos,há uma perfeita harmonia entre a preocupação e o estímulo ao turismo ordenado como uma forma de gerar divisas para as pesquisas.No Tamar, é possível nadar com as tartarugas, observar o nascimento dos seus filhotes ou até adotar simbolicamente um exemplar da espécie.
E na Baía dos Golfinhos, apesar do acesso permitindo apenas a cientistas, quem quer que apareça a bordo dos barcos de operadoras ou de equipes de pesquisa será sempre saudado por grupos de golfinhos, festeiros por natureza, a divertir os turistas.Os golfinhos são os seres mais encantadores da variada fauna do arquipélago.Nadando em grupos de 200 "amigos",são capazes de dar piruetas pelo ar e giros incríveis.Dóceis, deixam-se tocar facilmente e nadam ao lado de quem mergulhar a seu lado.São mais numerosos entre julho e fevereiro, passando os dias na baía e à noite no alto-mar.
Há alguns anos,um velejador francês sonhou que voava, partindo do Morro do Pico. Acabou realizando a tal façanha, depois de carregar toda a parafernália de sua asa-delta pela sinistra escadinha de ferroque dá acesso ao ponto culminante da ilha.
Cinco anos atrás, a nadadora Dailza Damas Ribeiro , conhecida por sua travessia no Canal da Mancha, deu uma volta a nado pelo arquipélago. Foram nove horas ininterruptas, encarando as fortes correntes do mar de fora.
No início deste ano, o pára-quedista Sabiá disputou espaço com as aves de Noronha
Nesta mesma época, o casal de alpinistas Eliseu e Elisabeth Frechou foi convidado pela ESPM Brasil e, pela primeira vez na história , abriu uma via de escalada em Noronha.
Uma das últimas grandes histórias de aventura vivida no arquipélago foi durante o primeiro campeonato de surfe realizado por lá. No início da competição, um raro vento forte bateu forte na ilha e melhorou o que já era bom. Conclusão: nasceram tubos históricos, de 2 metros de pura perfeição.Na companhia da Ilha Dois Irmãos, o cartão-postal de grandes túneis de água verde e conquistaram mais uma vitória para Noronha: no ano que vem a primeira etapa do Campeonato Mundial do esporte acontecerá na ilha.

A TPA foi instituída pela Lei n0 10.430 de 29 de dezembro de 1989, modificada pela Lei nº 11.305 de 28 de dezembro de 1995.Sua finalidade está explicitada no artigo 83 e o fato gerador no artigo 84, que estabelecem:
"Art. 83. Fica instituída a Taxa de Preservação
Ambiental, destinada a assegurar a manutenção das condições
ambientais e ecológicas do Arquipélago de Fernando de Noronha,
incidente sobre o trânsito e permanência de pessoas na área
sob jurisdição do Distrito Estadual.
(Lei 11.305).
Art. 84. A Taxa de Preservação Ambiental tem como fato gerador a utilização, efetiva ou potencial, por parte das pessoas visitantes, da infra-estrutura física implantada no Distrito Estadual e do acesso e fruição ao patrimônio natural e histórico do Arquipélago de Fernando de Noronha."
Estes itens estão definidos nos parágrafos 10 e 20 do artigo 83 da lei citada, que diz:
§ 1º A Taxa de Preservação Ambienta] será
cobrada a todas as pessoas, não residentes ou domiciliadas no Arquipélago,
que estejam em visita, de caráter turístico.
§ 2º Não incidirá a Taxa de Preservação
Ambiental relativamente ao trânsito e permanência de pessoas:
a) que estejam a serviço;
b) que estejam realizando pesquisas e estudos de caráter científico
sobre a fauna, a flora e os ecossistemas naturais do Arquipélago, quando
vinculados ou apoiados por instituições de ensino ou pesquisas;
c) que estejam na região do Arquipélago de Fernando de Noronha
a título de visita a parentes consangüíneos, residentes
no Distrito Estadual, quando o tempo de permanência não for superior
a 30 (trinta) dias;
d) que estejam na região do Arquipélago de Fernando de Noronha
a título de visita a parentes afins, residentes no Distrito Estadual,
quando o tempo de permanência não for superior a 15 (quinze)
dias.
A cobrança da TPA ocorre de acordo com o estabelecido no artigo 85 da referida lei, cujo texto é o seguinte:
"Art. 85. A cobrança da Taxa de Preservação Ambiental poderá se dar:
I - antecipadamente, por ocasião do embarque quando o visitante acessar
à ilha através de transporte aéreo;
II - no momento do desembarque no terminal aéreo ou marítimo
do Distrito Estadual de Fernando de Noronha, quando não houver sido
recolhido antecipadamente;
III - no momento do embarque de retomo ao continente relativamente ao período excedente não previsto quando do recolhimento antecipado ou do recolhimento no desembarque."
O ESPÍRITO ECOLÓGICO DEVE PREVALECER PARA UMA AVENTURA BEM-SUCEDIDA
NA ILHA
O MERGULHO COM OS GOLFINHOS ESTÁ PROIBIDO DESDE DEZEMBRO.
NAS PRAIAS DO LEÃO E DO SANCHO AO BOLDRÓ, NÃO É
PERMITIDO PISAR NAS AREIAS À NOITE, ENTRE OS MESES DE DEZEMBRO A JULHO
POR CAUSA DA DESOVA DAS TARTARUGAS.
CATAR CONCHINHA É CRIME AQUI.
É PROIBIDO ACAMPAR NAS PRAIAS.
TODAS ESTAS LEIS FORAM CRIADAS PARA A PROTEÇÃO E CONSERVAÇÃO
DO AMBIENTE MUITO FRÁGIL DA ILHA.
COM ESTES DEVIDOS CUIDADOS DE PRESERVAÇÃO, MESMO COM O AUMENTO
DO TURISMO A ILHA CONTINUA QUASE INTOCADA.
OS GOLFINHOS, NADAM TRANQUILOS, JÁ NÃO SÃO AMEAÇADOS
DE DESAPARECIMENTO EM NORONHA.
MAIS DE 300 MIL FILHOTES DE TARTARUGAS NASCEM NAS PRAIAS DE NORONHA, TODOS
OS ANOS.
EMBORA FERNANDO DE NORONHA TENHA MUITOS NÃOS, É INDISCUTIVELMENTE
UM SIM ABSOLUTO!
Noronha tem duas estações bem definidas: o verão, de Setembro a Janeiro; e o inverno, de Fevereiro a Agosto.No verão,o clima é bem seco e a paisagem amarelada. No inverno chove mais, mas a paisagem terrestre é mais bonita. Mergulhadores preferem os meses de Julho a Setembro, quando as águas estão mais calmas e transparentes. Já os surfistas enfrentam as maiores ondas em Dezembro e Janeiro, quando a combinação dos ventos provocam ondulações perfeitas.Para caminhar, prefira os meses de Setembro e Outubro, quando a ilha continua verde,mas as chuvas cessam.
É preciso pagar a taxa assim que o avião aterrissa na ilha (a maioria das agências não inclui a taxa de preservação ambiental nos pacotes) Ela é cobrada pelo governo para a manutenção da ilha.Para sete dias em Noronha, por exemplo ,a taxa é de R$131,00. Um mês na ilha chega a custa R$1.700,00.
Outra taxa é cobrada pelo Ibama a cada vez que você entra no Parque Nacional Marinho, isto é ,nas saidas de mergulho e em caminhadas como a do Capim Açu e a Pedra Alta. Custa R$9,00 por dia.

Para trilhas mais selvagens é essencial uma calça de tactel (ou outro tecido fino) e uma bota para caminhada.Para as mais tranquilas,ou para andar pelas pedras e praias,uma papete cai bem.
Alguns ítens na mochila garantem seu conforto:repelente, boné e um pacote de bolacha.Traga tuso do continente,porque na ilha tudo é o quádruplo do preço.
Não esqueça a máscara e o snorkel,para mergulhar nas praias no fim das trilhas.Um binoculo para apreciar os golfinhos e aves pelo caminho.
Garanta sua localização: mapa sempre junto com você,inclusive nos passeios de buggy.
Para as cavalgadas,uma boa camiseta de manga comprida evita arranhões no meio do mato.

Fonte: revistaturismo.cidadeinternet.com.br