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Festa Junina

 

Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calendário brasileiro são as festas juninas,que animam todo o mês de junho com muita música caipira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas em homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro.

Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil.

Seria as festas juninas folclore ou religião? Até onde podemos distinguir entre ambos? Neste estudo não pretendemos atacar a religião católica, já que todos podem professar a religião que bem desejarem, o que também é um direito constitucional. mas tão somente confrontar tais práticas com o que diz a Bíblia.

Festa Junina

Herança Portuguesa

A palavra folclore é formada dos termos ingleses folk (gente) e lore (sabedoria popular ou tradição) e significa “o conjunto das tradições, conhecimentos ou crenças populares expressas em provérbios, contos ou canções; ou estudo e conhecimento das tradições de um povo, expressas em suas lendas, crenças, canções e costumes.

Como é do conhecimento geral, fomos descobertos pelos portugueses, povo de crença reconhecidamente católica. Suas tradições religiosas foram por nós herdadas e facilmente se incorporaram em nossas terras, conservando seu aspecto folclórico. Sob essa base é que instituições educacionais promovem, em nome do ensino, as festividades juninas, expressão que carrega consigo muito mais do que uma simples relação entre a festa e o mês de sua realização.

Entretanto, convém salientar a coerente distancia existente as finalidades educacionais e as religiosas.

É bom lembrar também que nessa época as escolas, "em nome da cultura", incentivam tais festas por meio de trabalhos escolares, etc... A criança que não tem como se defender aceita, pois se sente na obrigação de respeitar a professora que lhe impõe estes trabalhos (sobre festa Junina), e em alguns casos é até mesmo ameaçada com notas baixas, porquê a professora, na maioria das vezes, é devota de algum santo, simpatizante ou praticante da religião Católica, que é a maior divulgadora desta festa. Neste momento quando se mistura folclore e religião, a criança -inocente por natureza - rapidamente se envolve com as músicas, brincadeiras, comidas e doces. Aliás, não existiria esta festa não fosse a religião. Inclusive existe a competição entre clubes, famílias ou grupos para realizarem a maior ou a melhor festa junina da rua, do bairro, da fazenda, sítio, etc...

Além disso, não podemos nos esquecer de que o teor de tais festas oscila de região para região do país, especialmente no norte e no nordeste, onde o misticismo católico é mais acentuado.

As mais tradicionais festas juninas do Brasil acontecem em Campina Grande (Paraíba) e Caruaru (Pernambuco).

O espaço onde se reúnem todos os festejos do período são chamado de arraial. Geralmente é decorado com bandeirinhas de papel colorido, balões e palha de coqueiro. Nos arraiás acontecem as quadrilhas, os forrós, leilões, bingos e os casamentos caipiras.

Uma Suposta Origem das Festividades

Para as crianças católicas, a explicação para tais festividades é tirada da Bíblia com acréscimos mitológicos. Os católicos descrevem o seguinte:

“Nossa Senhora e Santa Isabel eram muito amigas. Por esse motivo, costumavam visitar-se com frequência, afinal de contas amigos de verdade costumam conversar bastante. Um dia, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora para contar uma novidade: estava esperando um bebê ao qual daria o nome de João Batista. Ela estava muito feliz por isso! Mas naquele tempo, sem muitas opções de comunicação, Nossa Senhora queria saber de que forma seria informada sobre o nascimento do pequeno João Batista. Não havia correio, telefone, muito menos Intemet. Assim, Santa Isabel combinou que acenderia uma fogueira bem grande que pudesse ser vista à distância. Combinou com Nossa Senhora que mandaria erguer um grande mastro com uma boneca sobre ele. O tempo passou e, do jeitinho que combinaram, Santa Isabel fez. Lá de longe Nossa Senhora avistou o sinal de fumaça, logo depois viu a fogueira. Ela sorriu e compreendeu a mensagem. Foi visitar a amiga e a encontrou com um belo bebê nos braços, era dia 24 de junho. Começou, então, a ser festejado São João com mastro, fogueira e outras coisas bonitas, como foguetes, danças e muito mais!”.

Como podemos ver, a forma como é descrita a origem das festas juninas é extremamente pueril, justamente para que alcance as crianças.

As comemorações do dia de São João Batista, realizadas em 24 de junho, deram origem ao ciclo festivo conhecido como festas juninas. Cada dia do ano é dedicado a um dos santos canonizados pela Igreja Católica. Como o número de santos é maior do que o número de dias do ano, criou-se então o dia de “Todos os Santos”, comemorado em 1 de novembro. Mas alguns santos são mais reverenciados do que outros. Assim, no mês de junho são celebrados, ao lado de São João Batista, dois outros santos: Santo Antônio, cujas festividades acontecem no dia 13, e São Pedro, no dia 28.

Plágio do Paganismo

Na Europa antiga, bem antes do descobrimento do Brasil, já aconteciam festas populares durante o solstício de verão (ápice da estação), as quais marcavam o início da colheita. Dos dias 21 a 24, diversos povos , como celtas, bascos, egípcios e sumérios, faziam rituais de invocação da fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, prover a fartura nas colheitas e trazer chuvas. Nelas, ofereciam-se comidas, bebidas e animais aos vários deuses em que o povo acreditava. As pessoas dançavam e faziam fogueiras para espantar os maus espíritos. Por exemplo: as cerimônias realizadas em Cumberland, na Escócia e na Irlanda, na véspera de São João, consistiam em oferecer bolos ao sol, e algumas vezes em passar crianças pela fumaça de fogueiras.

As origens dessa comemoração também remontam à antiguidade, quando se prestava culto à deusa Juno da mitologia romana. Os festejos em homenagem a essa deusa eram denominados “junônias”. Daí temos uma das procedências do atual nome “festas juninas”.

Tais celebrações coincidiam com as festas em que a Igreja Católica comemorava a data do nascimento de São João, um anunciado da vinda de Cristo. O catolicismo não conseguiu impedir sua realização. Por isso, as comemorações não foram extintas e, sim, adaptadas para o calendário cristão. Como o catolicismo ganhava cada vez mais adeptos, nesses festejos acabou se homenageando também São João. É por isso que no inicio as festas eram chamadas de Joaninas e os primeiros paises a comemorá-las foram França, Itália, Espanha e Portugal.

Os jesuítas portugueses trouxeram os festejos joaninos para o Brasil. As festas de Santo Antonio e de São Pedro só começaram a ser comemoradas mais tarde, mas como também aconteciam em junho passaram a ser chamadas de festas juninas. O curioso é que antes da chegada dos colonizadores, os índios realizavam festejos relacionados à agricultura no mesmo período. Os rituais tinham canto, dança e comida. Deve-se lembrar que a religião dos índios era o animismo politeísta (adoravam vários elementos da natureza como deuses).

As primeiras referências às festas de São João no Brasil datam de 1603 e foram registradas pelo frade Vicente do Salvador, que se referiu aos nativos que aqui estavam da seguinte forma: “os índios acudiam a todos os festejos dos portugueses com muita vontade, porque são muito amigos de novidade, como no dia de São João Batista, por causa das fogueiras e capelas”.

Sincretismo Religioso

Religiões de várias regiões do Brasil, principalmente na Bahia, aproveitam-se desse período de festas juninas para manifestar sua fé junto com as comemorações católica. O Candomblé, por exemplo, ao homenagear os orixás de de sua linha, mistura suas práticas com o ritual católico. Assim, durante o mês de junho, as festas romanas ganham um cunho profano com muito samba de roda e barracas padronizadas que servem bebidas e comidas variadas. Paralelamente as bandas de axé music se espalham pelas ruas das cidades baianas durante os festejos juninos.

Um fator fundamental na formação do sincretismo é que, de acordo com as tradições africanas, divindades conhecidas como orixás governavam determinadas partes do mundo. No catolicismo popular, os santos também tinham esse poder. “Iansã protege contra raios e relâmpagos e Santa Bárbara protege contra raios e tempestades. Como as duas trabalham com raios, houve o cruzamento. Cultuados nas duas mais populares religiões afro-brasileiros – a umbanda e o candomblé – cada orixá corresponde a um santo católico. Ocorrem variações regionais. Um exemplo é Oxóssi, que é sincretizado na Bahia com São Jorge mas no Rio de Janeiro representa São Sebastião. Lá, devido ao candomblé, o Santo Antônio das festas juninas é confundido com Ogun, santo guerreiro da cultura afro-brasileira.

Superstições

1- A Puxada do Mastro

Puxada do mastro é a cerimônia de levantamento do mastro de São João, com banda e foguetório. Além da bandeira de São João, o mastro pode ter as de Santo Antonio e São Pedro, muitas vezes com frutas, fitas de papel e flores penduradas. O ritual tem origem em cultos pagãos, comemorativos da fertilidade da terra, que eram realizados no solstício de verão, na Europa.

Acredita-se que se a bandeira vira para o lado da casa do anfitrião da festa no momento em que é içada, isto é sinal de boa sorte. O contrario indica desgraça. E caso aponte em direção a uma pessoa essa será abençoada.

2- As Fogueiras

Sobre as fogueiras há duas explicações para o seu uso. Os pagãos acreditavam que elas espantavam os maus espíritos. Já os católicos acreditavam que era sinal de bom presságio. Conta uma lenda católica que Isabel prima de Maria, na noite do nascimento de João Batista , ascendeu uma fogueira para avisar a novidade à prima Maria, mãe de Jesus. Por isso a tradição é acendê-las na hora da Ave Maria (às 18h).

Você sabia ainda que cada uma das três festas exige um arranjo, diferente de fogueira? Pois é, na de Santo Antonio, as lenhas são atreladas em formato quadrangular; na de São Pedro, são em formato triangular e na de São João possui formato arredondado semelhante à pirâmide.

3- Os Fogos de Artifício

Já os fogos dizem alguns, eram utilizados na celebração para “despertar” São João e chamá-lo para as comemorações de seu aniversário. Na verdade os cultos pirolátricos são de origem portuguesa. Antigamente em Portugal, acreditava-se que o estrondo de bombas e rojões tinha como finalidade espantar o diabo e seus demônios na noite de São João.

4- Os Balões

A saciedade “Amigos do Balão” nasceu em 1998 para defender a presença do ‘balão junino’ nessas festividades. O padre jesuíta Bartolomeu de Gusmão e o inventor Alberto Santos são figuras ilustres entre os brasileiros por soltarem balões por ocasião dasfestas juninas de suas épocas, portanto podemos dizer que eles foram os precursores dessa prática.

Hoje, como sabemos, as autoridades seculares recomendam os devotos a abster-se de soltar balões pelos incêndios que podem provocar ao caírem em urna floresta, refinaria de petróleo, casas ou fábricas. Essa brincadeira virou crime em 1965, segundo o artigo 26 do Código Florestal. Também está no artigo 28 da lei das Contravenções penais, de 1941. O infrator pode ir para a cadeia. Não obstante, essa prática vem resistindo às proibições das autoridades. Geralmente, os balões trazem inscrições de louvores aos santos de devoção dos fiéis, como por exemplo, “VIVA SÃO JOÃO!! !“, ou a outro santo qualquer comemorado nessas épocas.

Todos os cultos das festas juninas estão relacionados com a sorte. Por isso os devotos acreditam que ao soltar balão e ele subir sem nenhum problema, os desejos serão atendidos, caso contrário (se o balão não alcançar as alturas) é um sinal de azar.

A tradição também diz que os balões levam os pedidos dos homens até São João. Mas tudo isso não passa de crendices populares.

OS SANTOS

Santo Antônio

Alguns dizem que o nome verdadeiro desse santo não é Antônio, mas Fernando de Bulhões, segundo estes, ele nasceu em Portugal em 15 de agosto de 1195 e faleceu em 13 de junho de 1231.

Outros porém, afirmam que Fernando de Bulhões foi a cidade onde nasceu. Aos 24 anos, já na Escola Monástica de Santa Cruz de Coimbra, foi ordenado sacerdote.

Dizem que era famoso por conhecer a Bíblia de cor. Ao tomar conhecimento de que quatro missionários foram mortos pelos serracenos, decidiu mudar-se para Marrocos. Ao retomar para Portugal, a embarcação que o trazia desviou-se da rota por causa de uma tempestade, e ele foi parar na Itália. Lá, foi nomeado pregador da Ordem Geral.

Depois de um encontro com os discípulos de Francisco de Assis, entrou para a ordem dos franciscanos e foi rebatizado de Antônio. Viveu tratando dos enfermos e ajudando a encontrar coisas perdidas. Dedicava-se ainda em arranjar maridos para as moças solteiras. Sua devoção foi introduzida no Brasil pelos padres franciscanos, que fizeram erigir em Olinda (PE) a primeira igreja dedicada a ele. Faz parte da tradição que as moças casadouras recorram a Santo Antônio, na véspera do dia 13 de junho, formulando promessas em troca do desejado matrimônio. Esse fato acabou curiosamente transformando 12 de junho no “Dia dos Namorados”.

A fama de casamenteiro surgiu mesmo depois de sua morte, no século XIV. Diz a lenda que uma moça pobre pediu ajuda a Santo Antonio e conseguiu o dote que precisava para poder casar. A história se espalhou e hoje é o santo que homens e mulheres recorrem quando o objetivo é encontrar sua metade.

No dia 13, multidões se dirigirem às igrejas pelo pão de Santo Antônio. Dizem que é bom carregar o santo na algibeira para receber proteção.

Uma outra curiosidade é que a imagem deste santo sempre aparece com o menino Jesus no colo. Você sabe por quê? Existem duas versões para isso: uma, diz que o menino representa o quanto ele era adorado pelas crianças; a outra, que ele era um pregador tão brilhante que dava vida aos ensinos da Bíblia. O menino seria a personificação da palavra de Deus.

É bastante comum entre as devotas de Santo Antônio colocá-lo de cabeça para baixo no sereno amarrado em um esteio. Ou então jogá-lo no fundo do poço até que o pedido seja satisfeito. Depois cantam:

“Meu Santo Antônio querido,

Meu santo de carne e osso,

Se tu não me deres marido,

Não te tiro do poço”.

As festas antoninas são urbanas, caseiras, domésticas, porque Santo Antônio é o santo dos nichos e das barraquinhas.

Na A Tribuna de 14 de junho de 1997, página A8, lemos: “O dia de Santo Antônio, o santo casamenteiro, foi lembrado.., com diversas missas e a distribuição de 10 mil pãezinhos. Milhares de fiéis compareceram às igrejas para fazer pedidos, agradecer as graças realizadas e levar os pães, que, segundo dizem os fiéis, simbolizam a fé e garantem fartura à mesa”. Ainda para Santo Antônio, cantam seus admiradores:

“São João a vinte e quatro,

São Pedro a vinte e nove,

Santo Antônio a treze,

Por ser o santo mais nobre”.

São João

A Igreja Católica o consagrou santo. Segundo essa igreja, João Batista nasceu em 29 de agosto, em 31 A.D., na Palestina, e morreu degolado por Herodes Antipas, a pedido de sua enteada Salomé (Mt 14.1-12). A Bíblia, em Lucas 1.5-25, relata que o nascimento de João Batista foi um milagre, visto que seus pais, Zacarias e Isabel, na ocasião, já eram bastante idosos para que pudessem conceber filhos.

Em sua festa, São João é comemorado com fogos de artifício, tiros, balões coloridos e banhos coletivos pela madrugada. Os devotos também usam bandeirolas coloridas e dançam. Erguem uma grande fogueira e assam batata-doce, mandioca, cebola-do-reino, milho verde, aipim etc. Entoam louvores e mais louvores ao santo.

As festas juninas são comemoradas de uma forma rural, sempre ao ar livre, em pátios e/ou grandes terrenos previamente preparados para a ocasião.

João Batista, biblicamente falando, foi o precursor de Jesus e veio para anunciar a chegada do Messias. Sua mensagem era muito severa, conforme registrado em Mateus 3.1-11. Quando chamaram sua atenção para o fato de que os discípulos de Jesus estavam batizando mais do que ele, isso não lhe despertou sentimentos de inveja (Jo 4.1), pelo contrário, João Batista se alegrou com a notícia e declarou que não era digno de desatar a correia das sandálias daquele que haveria de vir, referindo-se ao Salvador (Lc 3.16).

Se em vida João Batista recusou qualquer tipo de homenagem ou adoração, será que agora está aceitando essas festividades em seu nome, esse tipo de adoração à sua pessoa? Certamente que não!

São Pedro

É atribuída a São Pedro a fundação da Igreja Católica, que o considera o “príncipe dos apóstolos” e o primeiro papa. Por esse motivo, os fiéis católicos tributam a esse santo honrarias dignas de um deus. Para esses devotos, São Pedro é o chaveiro do céu. E para que alguém possa entrar lá é necessário que São Pedro abra as portas.

Uma das crendices populares sobre São Pedro (e olha que são muitas!) diz que quando chove e troveja é por que ele está arrastando os móveis do céu. Pode!

Na ocasião, ocorrem procissões marítimas em sua homenagem com grande queima de fogos. Para os pesca-dores, o dia de São Pedro é sagrado. Tanto é que eles não saem ao mar para pescaria. É ainda considerado o santo protetor das viúvas.

A brincadeira de subir no pau-de-sebo (uma árvore de origem chinesa) é a que mais se destaca nas festividades comemorativas a São Pedro. O objetivo para quem participa é alcançar os presentes colocados no topo.

Os sentimentos do apóstolo Pedro, eram extremamente diferentes do que se apregoa hoje, no dia 29. De acordo com sua forma de agir e pensar, conforme mencionado na Bíblia, temos razões para crer que ele jamais aceitada os tributos que hoje são dedicados à sua pessoa.

Quando Pedro, sob a autoridade do nome de Jesus, curou o coxo que jazia à porta Formosa do templo de Jerusalém e teve a atenção do povo voltada para ele como se por sua virtude pessoal tivesse realizado o milagre não titubeou, mas declarou com muita segurança sua dependência do Deus vivo e não quis receber nenhuma homenagem (cf. Atos 3:12-16 ; 10:25,26).

Fonte: www.cacp.org.br

Festa Junina

Presentes em todo o país, elas acontecem no mês de junho e homenageiam três santos. O primeiro é Santo Antônio, no dia 13; São João é comemorado no dia 24; no dia 29 é a vez de São Pedro.

As festas costumam ser realizadas ao ar livre, em um terreiro enfeitado com bandeirinhas coloridas, onde uma fogueira permanece acesa durante a noite toda. À mesa, são servidas comidas típicas, como canjica de milho, pé-de-moleque, pipoca, amendoim torrado e doce de batata-doce, entre outras.

Festa Junina

Os adultos bebem vinho quente temperado com especiarias e o tradicional quentão, feito à base de pinga e gengibre. O momento alto da festa é a dança da quadrilha.

Nessa época, as pessoas costumam fazer pedidos aos santos: daí vêm as "simpatias", rituais que devem ser seguidos à risca para que um desejo se realize - as mais conhecidas estão ligadas a Santo Antônio, considerado "casamenteiro".

A origem das festas juninas remonta à Antiguidade e às celebrações do sucesso das colheitas, do trabalho e da procriação.

A fogueira e o casamento caipira, por exemplo, são alguns dos símbolos que atravessaram os tempos.

Os antigos se entregavam a orgias, acreditando que a energia sexual fertilizasse a terra; com a chegada do cristianismo a prática se extingue mas seu significado permanece na união do casal de caipiras.

Fonte: www.superzap.com

Festa Junina

Festa Junina

A tradição de celebrar o mês de junho é antiga. Há mais de dois mil anos, os povos antigos da Europa já festejavam nesta época do ano o início das colheitas. Fogueiras, danças e muita comida sempre fizeram parte destes rituais pagãos.

A origem da Festa Junina no Brasil e suas influências

No Brasil, a data é celebrada desde 1583. O costume foi trazido para cá pelos portugueses e espanhóis, ainda como uma forma de agradecer pelas colheitas, mas também como uma maneira de homenagear os santos do mês de junho.

O Dia de Santo Antônio, 13 de junho, costuma marcar o início dos festejos. Também são homenageados São João, no dia 24 de junho e São Pedro, no dia 29 de junho.

O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.

A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia.

Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.

A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha.

Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte.

No Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.

AS LENDAS

Dizem que Santa Isabel era muito amiga de Nossa Senhora e, por isso, costumavam visitar-se.

Uma tarde, Santa Isabel foi à casa de Nossa Senhora e aproveitou para contar-lhe que, dentro de algum tempo, iria nascer seu filho, que se chamaria João Batista.

Nossa Senhora, então, perguntou-lhe:

- Como poderei saber do nascimento do garoto?

- Acenderei uma fogueira bem grande; assim você de longe poderá vê-la e saberá que Joãozinho nasceu. Mandarei, também, erguer um mastro, com uma boneca sobre ele. Santa Isabel cumpriu a promessa.

Um dia, Nossa Senhora viu, ao longe, uma fumacinha e depois umas chamas bem vermelhas. Dirigiu-se para a casa de Isabel e encontrou o menino João Batista, que mais tarde seria um dos santos mais importantes da religião católica. Isso se deu no dia vinte e quatro de junho.

Começou, assim, a ser festejado São João com mastro, e fogueira e outras coisas bonitas como: foguetes, balões, danças, etc…

Porque existem bombas para alegrar os festejos de São João:

Pois bem, antes de São João nascer, seu pai, São Zacarias, andava muito triste, porque não tinha um filhinho para brincar.

Certa vez, apareceu-lhe um anjo de asas coloridas, todo iluminado por uma luz misteriosa e anunciou que Zacarias ia ser pai. A sua alegria foi tão grande que Zacarias perdeu a voz, emudeceu até o filho nascer.

No dia do nascimento, mostraram-lhe o menino e perguntaram como desejava que se chamasse. Zacarias fez grande esforço e, por fim, conseguiu dizer: 
- João! Desse instante em diante, Zacarias voltou a falar.

Todos ficaram alegres e foi um barulhão enorme. Eram vivas para todos os lados.

Lá estava o velho Zacarias, olhando, orgulhoso, o filhinho lindo que tinha…

Foi então que inventaram as bombinhas de fazer barulho, tão apreciadas pelas crianças, durante os festejos juninos.

AS BRINCADEIRAS

Festa Junina

Jogo de argola - cada pino corresponde a um presente diferente. O jogador escolhe o brinde que quer ganhar e tenta acertar a argola no pino correspondente.

Pescaria - pode ser na água ou na areia. Os pescadores têm que conseguir pegar os peixes que correspondem a diferentes brindes.

Tiro ao alvo - tem de todo o tipo: latas empilhadas, boca do palhaço, alvo redondo... Obviamente quem conseguir acertar o alvo leva o prêmio.

Correio elegante - é um serviço de mensagens prestado durante a festa junina. Você escreve a mensagem e pede para entregarem ao destinatário. É uma ótima oportunidade de paquerar aquele(a) menino(a) em que está de olho há muito tempo.

Pau-de-sebo - imagina subir num tronco de árvore fino, sem galhos e, ainda por cima, encerado. Difícil, né? Mas, no caso do pau-de-sebo, vale a pena tentar. Dizem que é no alto dele que costuma ficar o melhor brinde do arraiá.

CADA ARRAIAL UM SÃO JOÃO

O folclore brasileiro é riquíssimo!

Junho é o mês de pular fogueira, dançar quadrilha e comer pamonha e pipoca. Uma gostosa tradição que anima as cidades. "O país é muito grande e os festejos não são iguais em todos os lugares", lembra Flávio Trovão, historiador do Paraná. Essa é uma ótima oportunidade para você descobrir as diferenças regionais e identificar a realidade em que vive como apenas uma entre as muitas que compõem nosso Brasil. "O desconhecimento é que dá origem a estereótipos e preconceitos", adverte Flávio. Em muitas festas juninas se dança quadrilha, mas é o forró que esquenta os bailes nordestinos. Na Região Sul, não pode faltar pinhão. No Norte, todos se deliciam com cuscuz de tapioca.

ORIGEM DA QUADRILHA

Festa Junina

Também chamada de quadrilha caipira ou de quadrilha matuta, é muito comum nas festas juninas. Consta de diversas evoluções em pares e é aberta pelo noivo e pela noiva, pois a quadrilha representa o grande baile do casamento que hipoteticamente se realizou. Esse tipo de dança (quadrille) surgiu em Paris no século XVIII, tendo como origem a contredanse française, que por sua vez é uma adaptação da country danse inglesa, segundo os estudos de Maria Amália Giffoni.

A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez bastante sucesso nos salões brasileiros do século XIX, principalmente no Rio de Janeiro, sede da Corte. Depois desceu as escadarias do palácio e caiu no gosto do povo, que modificou suas evoluções básicas e introduziu outras, alterando inclusive a música. A sanfona, o triângulo e a zabumba são os instrumentos musicais que em geral acompanham a quadrilha. Também são comuns a viola e o violão. Nossos compositores deram um colorido brasileiro à sua música e hoje uma das canções preferidas para dançar a quadrilha é "Festa na roça", de Mario Zan.

O marcador, ou "marcante", da quadrilha desempenha papel fundamental, pois é ele que dá a voz de comando em francês não muito correto misturado com o português e dirige as evoluções da dança. Hoje, dança-se a quadrilha apenas nas festas juninas e em comemorações festivas no meio rural, onde apareceram outras danças dela derivadas, como a quadrilha caipira, no estado de São Paulo, o baile sifilítico, na Bahia e em Goiás, a saruê (combina passos da quadrilha com outros de danças nacionais rurais e sua marcação mistura francês e português), no Brasil Central, e a mana-chica (quadrilha sapateada) em Campos, no Rio de Janeiro.

A quadrilha é mais comum no Brasil sertanejo e caipira, mas também é dançada em outras regiões de maneira muito própria, caso de Belém do Pará, onde há mistura com outras danças regionais. Ali, há o comando do marcador e durante a evolução da quadrilha dança-se o carimbó, o xote, o siriá e o lundum, sempre com os trajes típicos.

BUMBA-MEU-BOI

Dança dramática presente em várias festividades, como o Natal e as festas juninas, o bumba-meu-boi tem características diferentes e recebe inclusive denominações distintas de acordo com a localidade em que é apresentado: no Piauí e no Maranhão, chama-se bumba-meu-boi; na Amazônia, boi-bumbá; em Santa Catarina, boi-de-mamão; no Recife, é o boi-calemba e no Estado do Rio de Janeiro, folguedo-do-boi.

O enredo da dança é o seguinte: uma mulher chamada Mãe Catirina, que está grávida, sente vontade de comer língua de boi.

O marido, Pai Francisco, resolve atender ao desejo da mulher e mata o primeiro boi que encontra. Logo depois, o dono do boi, que era o patrão de Pai Francisco, aparece e fica muito zangado ao ver o animal morto. Para consertar a situação, surge um curandeiro, que consegue ressuscitar o boi. Nesse momento, todos se alegram e começam a brincar.

Os participantes do bumba-meu-boi dançam e tocam instrumentos enquanto as pessoas que assistem se divertem quando o boi ameaça correr atrás de alguém. O boi do espetáculo é feito de papelão ou madeira e recoberto por um pano colorido. Dentro da carcaça, alguém faz os movimentos do boi.

MÚSICAS JUNINAS

As músicas típicas das festas juninas podem ser apenas cantadas ou também dançadas. Até hoje muitas são compostas, especialmente pelos nordestinos, e formam o repertório do forró que se transformou em baile realizado não apenas no período junino.

Entre os compositores e cantores mais famosos, destaca-se o pernambucano Luis Gonzaga. Algumas estrofes de suas músicas são conhecidas de todos os brasileiros, como as de José Fernandes e Zé Dantas.

OLHA PRO CÉU, MEU AMOR

(em parceria com José Fernandes).

Olha pro céu, meu amor. 
Vê como ele está lindo. 
Olha praquele balão multicor 
como no céu vai sumindo.

E as de SÃO JOÃO NA ROÇA

(em parceria com Zé Dantas) 
A fogueira tá queimando 
em homenagem a São João. 
O forró já começou. 
Vamos, gente, arrasta pé nesse salão.

Algumas das músicas juninas mais conhecidas, são as seguintes:

CAI, CAI, BALÃO

Cai, cai, balão. 
Cai, cai, balão. 
Aqui na minha mão. 
Não vou lá, não vou lá, não vou lá. 
Tenho medo de apanhar.

PEDRO, ANTÔNIO E JOÃO

(Benedito Lacerda e Oswaldo Santiago) 
Com a filha de João 
Antônio ia se casar, 
mas Pedro fugiu com a noiva 
na hora de ir pro altar. 
Fogueira está queimando, 
o balão está subindo, 
Antônio estava chorando 
e Pedro estava fugindo. 
E no fim dessa história, 
ao apagar-se a fogueira, 
João consolava Antônio,
que caiu na bebedeira.

SONHO DE PAPEL

(Carlos Braga e Alberto Ribeiro) 
O balão vai subindo, 
vem caindo a garoa. 
O céu é tão lindo 
e a noite é tão boa. 
São João, São João, 
acende a fogueira no meu coração. 
Sonho de papel 
a girar na escuridão 
soltei em seu louvor 
no sonho multicor. 
Oh! Meu São João. 
Meu balão azul 
foi subindo devagar 
O vento que soprou 
meu sonho carregou. 
Nem vai mais voltar.

PULA A FOGUEIRA

(João B. Filho) 
Pula a fogueira Iaiá, 
pula a fogueira Ioiô. 
Cuidado para não se queimar. 
Olha que a fogueira 
já queimou o meu amor. 
Nesta noite de festança 
todos caem na dança 
alegrando o coração. 
Foguetes cantos e troca 
na cidade e na roça 
em louvor a São João. 
Nesta noite de folguedo 
todos brincam sem medo 
a soltar seu pistolão. 
Morena flor do sertão, 
quero saber se tu és 
dona do meu coração.

CAPELINHA DE MELÃO

(João de Barros e Adalberto Ribeiro) 
Capelinha de melão 
é de São João. 
É de cravo, é de rosa, 
é de manjericão. 
São João está dormindo, 
não me ouve não. 
Acordai, acordai, 
acordai, João. 
Atirei rosas pelo caminho. 
A ventania veio e levou. 
Tu me fizeste com seus espinhos 
uma coroa de flor.

Fonte: www.colegioantares.com.br

Festa Junina

As festas juninas tiveram origem no Egito Antigo

As festas juninas são muito antigas, anteriores inclusive ao cristianismo e - consequentemente - à Igreja Católica. Suas origens estão no Egito Antigo, onde nesta época era celebrado o início da colheita, cultuando os deuses do sol e da fertilidade.

Com o domínio do Império Romano sobre os egípcios, essa tradição foi espalhada pelo continente europeu, principalmente na Espanha e em Portugal. Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Ocidente, a festa mudou para homenagear o nascimento de São João Batista, que foi quem batizou Jesus.

Por ser colônia portuguesa, o Brasil herdou o costume, principalmente no Nordeste, em que os festejos coincidem com a colheita de milho. A data passou a parte do calendário católico, seguindo o exemplo de outras comemorações de dias santos, como o nascimento de Cristo (Natal) e sua morte (Páscoa).

As chamadas festas juninas reúnem as homenagens aos principais santos reverenciados no mês de junho: Santo Antônio, São João e São Pedro. A época é marcada por brincadeiras, comidas típicas, dança e muita superstição, presentes nas simpatias juninas. É a hora de se vestir de caipira e aproveitar esta festa que é um misto de profana e religiosa.

Conheça mais sobre os anfitriões das festas:

Santo Antônio (13 de junho)

Festa Junina

Além de casamenteiro, Santo Antônio é invocado para achar coisas perdidas. É uma prática comum, no dia em sua homenagem, os jovens fazerem simpatias e "adivinhações" para conquistar alguém ou descobrir quando irá se casar.

O padroeiro dos namorados era português, de uma família tradicional de Lisboa e foi ordenado sacerdote aos 23 anos. Seu nome verdadeiro era Fernando de Bulhões e se tornou Antônio quando ingressou na Ordem de São Francisco de Assis. Começou a fazer os primeiros milagres na África, onde foi pregar o evangelho. Morreu em Pádua, na Itália, em 13 de junho de 1231.

Essa é a razão da escolha do dia em sua homenagem. O local de sua morte tornou-se seu sobrenome, ficando então conhecido como Santo Antônio de Pádua.

São João (24 de junho)

Festa Junina

Vários costumes juninos representam atos em homenagem a São João. A fogueira, por exemplo, lembra o anúncio do nascimento de João Batista, filho de Isabel e primo de Jesus, à Virgem Maria. Como era noite e Isabel morava em uma colina, esta foi a forma encontrada para o aviso.

Por este motivo, nas noites de junho são montadas fogueiras como forma de celebração. Para a Igreja Católica, o acontecimento significa algo mais, o de preparar a vinda de Jesus. No sertão, o batismo de João também é lembrado com banhos à meia-noite no rio mais próximo.

São Pedro (29 de junho)

Festa Junina

Este pescador tornou-se apóstolo e acompanhou todos os atos da vida de Jesus. O trabalho exercido antes de seguir o messias fez com que fosse considerado o santo dos pescadores. Ele é "O porteiro do céu".

A tradição popular interpreta uma passagem bíblica, em que Jesus Cristo diz: "Eu te darei a chave do reino dos céus. A quem abrires será aberta. A quem fechares será fechada".

Assim como Santo Antônio, o dia em sua homenagem é o mesmo de sua morte, que aconteceu em Roma, em 64 d.C. Acredita-se que tenha sido viúvo, um dos motivos para a devoção das viúvas ao santo. Também é costume acender fogueiras e realizar procissões em sua homenagem no dia 29 de junho.

Ritmos e danças típicas das festas juninas

Quadrilha

Festa Junina

De origem francesa, a quadrilha era uma dança típica que celebrava os casamentos da aristocracia européia. Dançada em pares, já era praticada no Brasil desde 1820 e foi se popularizando desde então. Os tecidos finos da nobreza francesa deram lugar à chita, tecido mais barato e acessível, e o casamento nobre foi adaptado a uma encenação.

O enredo da união caipira é geralmente o mesmo: a noiva, que geralmente está grávida, é obrigada a casar pelos pais e o noivo recusa, sendo preciso a intervenção da polícia para que o caso se resolva. A quadrilha, como era no começo do século XIX, é realizada como comemoração do casório.

A mudança dos passos é anunciada por um locutor ao som do forró. Existem, hoje, as chamadas quadrilhas estilizadas com passos marcados e coreografias ensaiadas (que mais parecem aulas de ginástica aeróbica) e criadas exclusivamente para uma determinada música.

Forró

Existem duas atribuições para a origem do nome forró. Uma delas é que corresponda etimologicamente ao termo forrobodó, que - na linguagem do caipira brasileiro - quer dizer festança ou baile popular onde há grande animação, fartura de comida e bebida e muita descontração. A outra é ao termo inglês for all (para todos), usado para designar festas feitas nas bases americanas no Nordeste, na época da Segunda Guerra Mundial, e que eram abertas ao público, ou seja, “for all” e a pronúncia local transformou a expressão em forró. A música é tocada à base da sanfona, da zabumba e do triângulo, conhecida como arrasta-pé ou pé-de-serra, sendo esta última considerada a versão mais autêntica. O ritmo sofreu algumas variações e atualmente alguns músicos incorporaram o baixo, a guitarra e a bateria às suas melodias.

Baião

Acredita-se que a palavra baião tenha surgido de bailão, fazendo alusão a "baile grande". Esta dança popular do século XIX permite a improvisação, sendo mais rápido do que o xote que a torna mais viva.

A habilidade nos pés é maior, exigindo movimentos mais velozes do corpo. Os passos são acompanhados por palmas, estalos de dedos e "umbigadas". A marcação da dança segue a musicalidade dos cocos e da sanfona.

Fonte: www.nordesteweb.com

Festa Junina

Comidas e Bebidas Típicas

As comidas típicas juninas têm origem do norte e nordeste do Brasil, dentre as preparações mais comuns das Festas Juninas, destacam-se:

- Arroz doce
- Bolo de batata-doce
- Bolo de fubá
- Bolo de fubá cozido
- Bolo de macaxeira
- Bolo de milho
- Bolo de milho verde
- Broa de fubá
- Canjica ou munguzá
- Curau
- Cuscuz de milho
- Pamonha
- Pamonha com coco
- Pé-de-moleque
- Pé-de-moleque de rapadura
- Pipoca doce
- Pipoca salgada
- Sopa de milho verde (ou Caldo Verde)
- Tapioca

Bebidas:

- Quentão
- Vinho quente

Comer na quantidade adequada, é o conselho para poder experimentar de tudo, mas não extrapole na quantidade.

Alguns alimentos típicos desta época, apesar de possuírem valor calórico elevado, contêm nutrientes e propriedades funcionais ao nosso organismo, como por exemplo:

Vinho quente

Festa Junina

O vinho é originado através da fermentação da uva fresca. Esta bebida apesar de possuir teor alcoólico possui propriedades funcionais para o nosso organismo, segundo estudos. Se consumido com moderação pode proteger o coração contra doenças cardiovasculares, já que possui uma substância chamada flavonóide que tem ação antioxidante, que também combate os radicais livres e proporciona o rejuvenescimento das células.

Outra propriedade presente no vinho é o reverastrol, que faz com que aumente as taxas de HDL (colesterol bom) no sangue. Um copo pequeno fornece aproximadamente 190kcal.

Milho

Festa Junina

Seja como pipoca, canjica, bolo, o importante é não deixar de experimentar um pouquinho deste cereal. Possui alto valor nutritivo, contendo vitamina C, A, folato, ferro e fibras, em sua composição nutricional. É um alimento de fácil digestão. Uma espiga de milho fornece aproximadamente 108 kcal.

Batata doce

Festa Junina

Possuidora de um sabor adocicado irresistível, este carboidrato é fonte de beta caroteno, que ajuda a evitar alguns tipos de câncer. Uma batata doce assada fornece aproximadamente 106 kcal.

Pinhão

Festa Junina

Este delicioso petisco é fonte de proteína, tendo também em sua composição nutricional cálcio, magnésio e fibras. Cerca de 5 unidades de pinhão cozido fornecem aproximadamente 51 kcal.

Amendoim (pé-de-moleque, paçoca)

Festa Junina

É o 2ª maior alimento produzido no mundo e apesar de ser classificado como um tipo de noz, é considerado uma leguminosa rica em vitamina C, potássio, magnésio, ferro, cálcio, zinco e fibras. No entanto, 100g deste nutritivo alimento possui nada menos que 500kcal!!!! Portanto, se não quiser engordar, manere na quantidade.

Arroz doce

Festa Junina

Destacav-se por seu elevado poder energético.

Gengibre

Festa Junina

Sempre acompanhado do quentão nas festas juninas, é uma raiz muito utilizada para aliviar náuseas, calafrios e congestão de resfriados. Seu sabor picante é um dos atrativos de seu consumo.

Depois de conhecer um pouco mais sobre estes alimentos, aproveite para não deixar de consumir um pouco de cada neste mês especial.

Valor Calórico

Prato Quantidade Caloria
Doce de Leite 1 Colher de Sopa Cheia ( 40g ) 116
Doce de Abóbora com Coco 1 Colher de Sopa Cheia ( 40g ) 82,8
Doce de Banana em Calda 1 Colher de Sopa Cheia ( 48g ) 38,8
Doce de Mamão Verde 1 Colher de Sopa Cheia ( 40g ) 78
Paçoca 1 Unidade 30g 114,6
Pé-de-Moleque 1 Unidade 20g 87,6
Doce de Coco 1 Colher de Sopa Cheia ( 50g ) 234,5
Cocada 1 Unidade Média 70g 405,3
Manjar Branco com Caldo de Ameixa 1 Fatia Média 130g 314,6
Pudim de Leite sem Calda 1 Fatia Média 130g 236,6
Brigadeiro 1 Unidade Média 25g 100,5
Beijinho de Coco 1 Unidade Média 25g 124,6
Cajuzinho 1 Unidade Média 25g 105,75
Mousse de Chocolate 1 Porção 70g 222,6
Mousse de Maracujá 1 Porção 70g 200

Fonte: www.emporiovillaborghese.com.br

Festa Junina

Fogueira, balões, música, dança e – o principal – muita comida gostosa. Não existe festa junina sem isso. Vamos conhecer o significado de alguns dos principais símbolos juninos e descobrir por que eles garantem a alegria do mês de junho.

Fogueiras

Além de ser um elemento de reunião das comunidades e famílias, a fogueira tem outros significados milenares: proteção contra maus espíritos, purificação, agradecimento e homenagem a deuses.

Fogos de artifício

Segundo a tradição popular, o barulho dos fogos de artifício espanta maus espíritos e acorda São João para a festa.

Balões

Simbolizam a oferenda aos céus para a realização de pedidos ou agradecimento de desejos satisfeitos.

Lavagem do santo

A tradicional lavagem de São João, no dia 24 de junho, é um batismo simbólico. Segundo a crença popular, no momento da lavagem a água do rio passa a ter poderes de cura. É por isso que os participantes molham os pés, o rosto e outras partes do corpo e guardam um pouco de sua água.

Levantamento do mastro

O mastro de São João é fincado no solo e a seu redor são lançados pedaços de unha, fios de cabelo e sementes, simbolizando o desejo de fertilidade. Apesar de ser "de São João", os três santos homenageados estão representados em sua ponta.

Casamento caipira

Uma das mais divertidas tradições das festas juninas é, sem dúvida, o casamento caipira – também chamado de "casório matuto". A representação, em tom de brincadeira, é cheia de malícia e conotações sexuais. A história sofre pequenas variações, mas o enredo é sempre o mesmo: a noiva fica grávida antes do casamento e os pais obrigam o noivo a se casar com ela. Desesperado, o noivo tenta fugir, mas é impedido pelo delegado e seus soldados, que arrastam o "condenado" ao altar e vigiam a cerimônia. Depois que o casamento é realizado, inicia-se a quadrilha.

Os diálogos podem ser criados livremente, desde que as personagens se preocupem em carregar bastante no sotaque caipira. Veja, a seguir uma sugestão para a encenação:

Personagens: Padre, Coroinha, Noiva, Noivo, Delegado, Soldados, Pais da noiva e Padrinhos.

Cenário: representação de um altar de Igreja ou capela. Os convidados estão posicionados em duas fileiras, deixando o centro para a noiva. O padre, no altar, cercado pelos coroinhas e padrinhos, anuncia a chegada da noiva, que entra com o pai.

Padre – A noiva tá chegando! Vamo batê parma pr'ela, pessoar!!! Cadê o noivo ???

Noiva – Ai mãe, ele num vem, acho que vou dismaiá... (simula um desmaio e é acudida pela mãe e pela madrinha. O pai da noiva faz um sinal para o delegado se aproximar e cochicha alguma coisa em seu ouvido. O delegado concorda com a cabeça.)

Delegado – Pera aí seu padre; eu já vô buscá ele. (sai acompanhado por dois soldados armados de espingarda e cassetetes. Em seguida entra o noivo encurralado pelo delegado, que permanece no altar, grande parte da cerimônia, para que o "condenado" não fuja.)

Padre – Bão, vamo começá logo esse casório. Ocê, Ciquinha Dengosa, promete, de coração, prá marido toda vida, o Pedrinho Foguetão?

Noiva – Mas que pregunta isquisita seu vigário faz prá mim... Eu vim aqui mais o Pedrinho num foi prá dizê que sim???

Padre – E ocê Pedrinho, que me olha assim tão prosa, qué mesmo prá sua esposa a Sinhá Chiquinha Dengosa?

Noivo – Num havia de querê, num é essa minha opinião mas, se não caso com a Chiquinha , vô direto pro caixão... (diz isso olhando de esguelha para o delegado, que segura uma espingarda)

Padre – Então, em nome do cravo e do manjericão, caso a Chiquinha Dengosa com o Pedrinho Foguetão! E Viva os noivos!

Convidados - VIVA!!! (conforme os noivos passam, os convidados jogam arroz)

Padre – E vamo pro baile, pessoar!!!

E começa a quadrilha.

Pau-de-sebo

É uma das brincadeiras mais comuns das festas juninas e tem origem portuguesa. Prêmios são colocados na ponta de um mastro engraxado com sebo. Ganha quem conseguir escalar o mastro, que tem no mínimo 5 metros de altura, e pegar a prenda.

Quadrilha

Em 1808, com a chegada da Corte portuguesa ao Brasil, difundiu-se, entre outras coisas, uma dança de origem francesa que logo caiu no gosto popular e foi incorporada às festas juninas: a quadrilha. Além dela, atualmente também são comuns folguedos e danças específicas de cada região do país. Por exemplo, no Nordeste, dança-se o coco e o boi-de-são-joão. Nas regiões cafeicultoras, o cateretê, a cana-verde, o samba-de-lenço, a ciranda e o batuque. No Amazonas, a polca, a valsa e o samba.

Vamos dançar!

Na quadrilha, homens e mulheres, de braços dados, entram em fila, puxados pelo "marcante" e pelo "contramarcante", que determinam a ordem dos passos. Veja o significado de alguns comandos e repare a origem francesa da maioria das palavras:

Balancê (Balancer): Os casais dançam juntos balançando em seus lugares.

Cumprimento vis-à-vis; anavan; tu (Vis-a-vis; en avant; tout): Em filas defronte uma da outra, homens e mulheres avançam até se encontrar e se cumprimentam.

Anarriê (En arrière): Homens e mulheres voltam a seus lugares.

Balancê com seus pares. Tur (Tour): Os pares, rodando, dão uma volta, no mesmo lugar.

Otrefoá (Autrefois): Repetem o Balancê.

Viravortê: Em círculo, cada cavalheiro passa a dama para o cavalheiro de trás. O mesmo passo é repetido até que todas alcancem seus pares.

O pau de Santo Antônio

Há pelo menos 100 anos é assim. No município de Barbalha, sul do Ceará, a 550 quilômetros de Fortaleza, é tradição cortar um enorme tronco de aroeira – com cerca de 22 metros e duas toneladas – para o ritual de abertura da festa de Santo Antônio.

A árvore recebe a bênção do vigário ainda na mata, na serra do Araripe, e depois é levada até a sede da igreja, nos ombros dos devotos, em um cortejo que reúne milhares de pessoas. São 6 quilômetros até a praça da igreja matriz e, durante o percurso, o "capitão do pau" orienta os carregadores. Na frente, uma carroça leva bebida, que refresca os mais cansados. Mas nada de água: para matar a sede, apenas a "cachaça do vigário". No fim do percurso, o tronco é fincado na frente da igreja e transformado em mastro para a bandeira de Santo Antônio, padroeiro da cidade.

Todos os anos, os moradores tentam superar o tamanho e o peso do tronco da árvore. Antes do ritual, o "pau de Santo Antônio", como é popularmente chamado, permanece 15 dias na "cama".

Ou seja, sob os efeitos do sol, a árvore desidrata e fica mais leve. Mesmo assim, os acidentes entre os que disputam transportar a madeira até a matriz são frequentes. Na crendice popular, quem tocar no tronco da aroeira terá sorte no amor. Se for solteiro ou solteira, casa. Quem já encontrou seu par, terá companhia garantida. Pelo caminho, devotos mais aflitos tentam tirar lascas do tronco para um chá que, acredita-se, tem efeitos milagrosos. A fama de milagreiro do padroeiro atrai católicos de todo o Ceará e também de Estados vizinhos. Já em Fortaleza, Santo Antônio é tido como o santo dos pobres.

Assim, no dia 13 de junho, a tradição manda distribuir pães em bairros de periferia e para as famílias sem-teto. Fiéis levam centenas de pães no porta-malas do carro e fazem a distribuição nas ruas e nas praças.

A festa no Nordeste

É de lei. São os forrós tradicionais que sustentam uma noite de São João. Depois da quadrilha, hora de cair no ritmo nordestino. Ao som de sanfona, reco-reco, triângulo e zabumba, o arrasta-pé vai até de manhã. A palavra "forró" é a abreviatura de forrobodó e forrobodança, de uso comum na imprensa pernambucana do século XIX, para designar o local onde aconteciam os bailes populares.

Com as grandes migrações para São Paulo, Rio de Janeiro e Brasília, os nordestinos levaram esse ritmo para o resto do país. Na década de 70, surgiram as chamadas casas de forró, frequentadas, em sua maioria, por migrantes saudosos de sua terra natal. Nessa época do ano, no entanto, o ritmo volta com força nos grandes festivais de quadrilha.

Você sabia?

A cidade de Caruaru (PE) construiu a "Vila do Forró": uma réplica de cidade típica do sertão nordestino com todos os seus habitantes. Lá é feito o "maior cuscuz do mundo", registrado no Guiness Book: 700 quilos de massa, 3,3 metros de altura e 1,5 de diâmetro. Já Campina Grande (PB) afirma ter "o maior São João do mundo" e recebe visitantes de todo o Brasil.

Os costumes sulistas

No Rio Grande do Sul, as festas juninas preservam os trajes típicos do Estado, no lugar do chapéu de palha e da roupa remendada encontrados no interior de São Paulo. Em municípios como Rio Pardo, Capivari, Taquari e Santo Antônio da Patrulha a tradição se mantém. Uma das mais fortes é andar – descalço – sobre as brasas da fogueira. O ritmo é o vanerão, que faz sacolejar bombachas e os vestidos rodados das moças (chamadas "prendas").

Fonte: www.procampus.com.br

Festa Junina

O mês de junho é marcado por fogueiras, danças, comidas típicas e muitas bandeirinhas em todo o país, apesar das peculiaridades e características próprias de cada região brasileira.

A tradição de festejar o dia de São João veio de Portugal.

As comemorações se iniciam no dia 12/06, véspera do Dia de Santo Antônio e terminam no dia 29, dia de São Pedro. O auge da festa acontece entre os dias 23 e 24, o Dia de São João propriamente dito.

A quadrilha é uma dança francesa que surgiu no final do século XVIII e tem suas raízes nas antigas contradanças inglesas. Ela foi trazida ao Brasil no início do século XIX, passando a ser dançada nos salões da corte e da aristocracia.

Com o passar do tempo, a quadrilha passou a integrar o repertório de cantores e compositores brasileiros e tornou-se uma dança de caráter popular.

No Nordeste, as Festas Juninas são um evento tão grande quanto o Carnaval carioca. A festa de Campina Grande, na Paraíba, atrai milhares de pessoas e disputa com Caruaru, em Pernambuco, o título de maior São João do Mundo!!!

O Prato Feito colocou a sua disposição tudo que precisa para fazer seu próprio Arraiá : as danças, o folclore e o mais importante, as receitas!!!

Divirta-se nessa grande festa do nosso folclore com a famíla e amigos. Você vai curtir muito!

Fonte: www.pratofeito.com.br

Festa Junina

Festas Juninas no Brasil

O calendário das festas populares tem no mês de junho um ciclo de muita expressividade. Músicas apropriadas, danças, comidas e rezas, enchem de cores o Ciclo das Festas Juninas.

Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calendário brasileiro são as festas juninas,que animam todo o mês de junho com muita música caipira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas em homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil.

As Festas Juninas são um dos mais fortes traços do folclore brasileiro.

Com toda modernidade, com tanta "globalização", as Festas Juninas, (de junho), uma tradição que começou na Europa, no século 6º, ainda resistem e fazem a alegria de muitos brasileiros de norte a sul deste país continente. No século 6º, o Vaticano transformou o 24 de junho numa comemoração cristã, festejando o nascimento de João, que batizou Cristo. No século 13, Portugal acrescentou mais duas datas festivas: o nascimento de Santo Antonio de Pádua e o dia da morte de São Pedro. No Brasil, as festas juninas foram trazidas pelos portugueses.

A tradição se mantém até hoje, em grandes cidades, em cidades do interior, nas fazendas e, sobretudo nas escolas.

Desde que os portugueses chegaram ao Brasil, comemoramos as Festas Juninas. Música, dança, fogueira, fogos de artifício e muita comida, animam nossas cidades.

Os brasileiros começaram a comemorar as Festas Juninas graças aos jesuítas portugueses que trouxeram essa mania para cá, e logo os índios e os escravos aderiram a elas e as levaram para as ruas. Em 1808, com a chegada da família real portuguesa, a coisa sofisticou-se e tomou maior vulto. Na época, os casais bailavam trocando o par. A ralé, que observava as evoluções às escondidas, gostou do que viu e levou a contradança para as festas populares, onde ela passou a fazer sucesso em casamentos, batizados e, principalmente, em festas juninas.

Por outro lado, a herança portuguesa da nossa cultura atribui as festividades a três santos da Igreja Católica. O dia 13 homenageia Santo Antônio, dia 24, São João e 29, São Pedro. Dizem até que por São João ser o mais celebrado dos santos, as festas eram chamadas "joaninas", o que teria dado origem ao nome "festas juninas".

O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.

Existem várias explicações para origem das festividades. Uma defende a teoria de que tribos pagãs comemoravam o solstício de verão no Hemisfério Norte, ocorrido em 22 ou 23 de junho, dançando ao redor de uma fogueira. Além disso, havia os preparativos para a colheita e as celebrações da fertilidade da terra.

Independente de onde vieram e como surgiram as celebrações do mês de junho, este é o período em que as típicas festas do interior do país saem do campo e vêm para as cidades, e o país se converte em um grande arraial. Festa de São João que se preze tem caipira, quadrilha, baião, forró, casamento na roça, fogueira, balões, bandeirinhas e uma culinária característica repleta de pinhão, pamonha, canjica, bolo de fubá, pipoca e quentão.

No passado, o céu se enchia de balões e, à noite, era difícil contar as luzinhas lá em cima. Hoje, os balões são proibidos por causa dos incêndios, mas a tradição das fogueiras ainda ilumina as noites juninas e embeleza os festejos dedicados à Santo Antônio, São João e São Pedro que seguem até o fim deste mês.

A quadrilha, por exemplo, chegou ao país no século 19, trazida pela corte real portuguesa. Inicialmente dançada apenas pela nobreza, ela se popularizou e atingiu a roça.

Originária da França, no século XVIII, a quadrilha (quadrille) era muito apreciada pela aristocracia européia.

A quadrilha perdeu prestígio no final do século 19, quando foi desbancada por outras danças, como o maxixe, a polca e o lundu. No entanto, não desapareceu, continuando a ser dançada em regiões mais conservadoras, como na zona rural.

Entretanto, a tradição se mantém até hoje, em cidades do interior ou nas periferias das metrópoles, como nas escolas. Nestas, procura-se reproduzir uma festa caipira, com os estudantes dançando a quadrilha vestidos com seus trajes típicos, alegrando-se com as brincadeiras e se fartando com os deliciosos comes e bebes.

O animador da quadrilha utiliza uma pitoresca mistura de português e francês arrevesado. Quando ele deseja que os pares avancem para o centro do salão e se cumprimentem com um aceno de cabeça, grita: "cumprimenta vis-a-vis. Avan, tu!". Para que eles voltem ao seus lugares: "anarriér!". Na animação maior, solta expressões como "balancê!", para ordenar aos pares, depois de se separarem, balançarem em seus lugares. O brasileiro, sempre criativo, terminou transformando a quadrilha francesa numa dança com características bem nacionais.

A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia.

Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.

No Sul, a dança-das-fitas, de origem portuguesa e espanhola, é a que mais anima as festas. Casais com roupa caipira, bombachas e vestidos remendados, dançam cruzando fitas coloridas presas a um mastro. O gosto dos gaúchos pelas carnes não é esquecido, e o churrasco está sempre presente.

Da região Sudeste vem o caipira com chapéu de palha, calça remendada, camisa xadrez e dente cariado, personagem nascido nas comemorações pelo interior de São Paulo e de Minas Gerais.

As festas juninas costumam ser muito animadas e, além da fogueira e da quadrilha, existe a tradicional queima de fogos de artifício, como bombinhas e rojões, para espantar o mau-olhado, e o lançamento de balões, que deveriam levar pedidos de graças para São João.

Outro item que não pode faltar é o pau-de-sebo, uma competição em que os participantes devem escalá-lo até o topo, onde ficam prendas ou dinheiro.

Consiste de um tronco de árvore com quatro metros ou mais de altura, todo coberto com sebo animal.

O grande desafio é atingir o seu topo e pegar as prendas lá colocadas.

O elemento chave das festas é a descontração e a alegria e cada região do Brasil apresenta suas particularidades.

No Rio Grande do Sul, por exemplo, os participantes não aderem aos trajes caipiras e comemoram com o vestuário típico da região, como a bombacha, sob o ritmo do vanerão.

Já no nordeste, os ritmos que imperam são o forró, o baião e o xaxado.

O Nordeste é a região do país onde há a maior concentração de cidades que se dedicam intensivamente aos festejos de São João. As mais conhecidas são Caruaru, em Pernambuco, Campina Grande, na Paraíba e Piritiba, na Bahia. O público destas festas dobrou nos últimos anos e elas passaram a receber em torno de 1,5 milhão de visitantes cada. O alvoroço começa no meio de maio e se estende durante todo o mês de junho.

Há muitos anos duas cidades do Nordeste brigam para promover a maior festa junina do Brasil: Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba. Mas não estão sós. Na cidade satélite de Taguatinga, próxima à Brasília, o Arraiá do Povo constitui-se na mais animada festa do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, onde os "caipiras" vestem bombachas remendadas, a tradição está presente no Vale do Rio Pardo, onde os festeiros andam sobre as brasa da fogueira.

As festas juninas de Caruaru ficam concentradas no Pátio dos Eventos, e as de Campina Grande, no Parque do Povo. Embora, em grandiosidade, os festejos de Caruaru sejam menos imponentes do que os de Campina Grande, eles são mais intimistas e atraentes. Os organizadores fazem questão, por exemplo, de manter o mamolengo, um teatro de improviso, bandas de pífaros e emboladores.

Ao contrário do que acontece nas festas juninas do Sul e Sudeste, a turma que dança a quadrilha em Caruaru e Campina Grande veste-se de forma luxuosa e com muito bom gosto. Para que se tenha uma idéia do que isso significa, o comércio local de tecidos vende bem mais do que em época de Natal.

CARUARU

Caruaru é conhecida como a capital do forró. Segundo a prefeitura local, no mês de junho, é feito um grande investimento na cidade, que chega a R$ 2 milhões. O comércio, durante o período das festas juninas, cresce em média 60%, e os hotéis, bares e restaurantes aumentam seu faturamento em 80%. Sem falar na arrecadação de impostos, que cresce 40%. No ano passado, Caruaru recebeu mais de 1 milhão de turistas.

Suas festas são as mais tradicionais. Tanto que Caruaru, em Pernambuco, criou uma cidade cenográfica (de mentirinha), chamada Vila do Forró, que é a réplica de uma cidade típica do sertão com casas coloridas, habitadas pela rainha do milho, pela rezadeira, pela rendeira, pela parteira personagens típicos dos lugares que comemoravam as primeiras Festas Juninas no Brasil. Ali há também correio, posto bancário, delegacia, igreja, restaurantes, teatro de mamulengo. Atores encenam nas ruas o cotidiano dos habitantes da região. O maior cuscuz do mundo, segundo o Livro Guinness de Recordes, é feito lá, numa cuscuzeira que mede 3,3 metros de altura e 1,5 metro de diâmetro e comporta 700 quilos de massa. A principal atração é o desfile de carros alegóricos, como os de carnaval, na véspera do dia de São João.

CAMPINA GRANDE

Já Campina Grande construiu o Forródromo, onde milhões de pessoas comparecem todo ano para dançar os ritmos juninos, ver apresentações típicas, desfiles, além de apreciar as comidas caipiras e se divertir com muitas brincadeiras.

Campina Grande é a maior cidade do interior do Nordeste, com 500 mil habitantes. No mês de junho, a cidade recebe, no Parque do Povo, todas as noites, cerca de 100 mil pessoas, que dançam até o dia amanhecer. Os cerca de 2 mil leitos da rede hoteleira da cidade ficam ocupados.

CABOCLADA

Na Amazônia cabocla, a tradição de homenagear os santos possui um calendário que tem início em junho, com Santo Antônio, e termina em dezembro, com São Benedito. Cada comunidade homenageia seus santos preferidos e padroeiros, com destaque para os santos juninos. São festas de arraial que começam no décimo dia depois das novenas e nas quais estão presentes as fogueiras, o foguetório, o mastro, os banhos, muita comida e folia.

No eixo Belém/Parintins/Manaus, desde os tempos coloniais, a criação do boi, introduzida pelos portugueses, deu lugar a manifestações culturais que lhe são típicas: o boi-bumbá, dançado em diversas ocasiões, transformou-se atualmente em grande espetáculo, cujo ápice é a disputa entre os grupos Caprichoso e Garantido no Bumbódromo de Parintins, nos dias 28, 29 e 30 de junho.

Com isso, percebe-se que as Festas de São João têm uma vasta abrangência, uma vez que são comemoradas por adultos e crianças de qualquer crença ou região do país.

ELEMENTOS PRESENTES EM UMA FESTA JUNINA

Abaixo citamos alguns dos elementos presentes numa festa junina. Eles são variáveis de região para região. Sem eles, a festa junina perde por completo a sua maior graça.

FOGUEIRA

Nas festas Juninas, a fogueira possui, entre outros, um sentido sagrado. O fogo, representação do sol, ilumina, aquece, purifica, assa e coze os alimentos, prepara vestes e armas, enfim, dá segurança e conforto. Daí as superstições: faz mal brincar com fogo, urinar no fogo, cuspir no fogo, arrumar fogueira com os pés, e outras mais.

Ela é de preferência feita por madeiras resistentes, que produzem boas brasas. Proibidos: o cedro (madeira da cruz de Cristo), a imbaúba (onde se escondeu Nossa Senhora na fuga para o Egito) e a videira (dá o fruto que produz o vinho, usado nas missas para transformação no sangue de Cristo). É acessa pelo festeiro. Feita braseiro é atravessada de pés descalços. (Quem tem fé, não queima o pé). Nela assam-se batatas, mandioca, milho, inhame, pinhão; torram-se amendoins. Ao seu redor realizam-se brincadeiras de roda e danças folclóricas: cana-verde, batuque, ciranda, quadrilha (a mais famosa).

LAVAGEM DO SANTO

Feita em algumas regiões à meia-noite, num córrego. Magia da água.

REZA

Ao entardecer da véspera de São João, antes de se acender a fogueira, em algumas regiões são realizadas rezas, ladainhas, cantos e beijamento das fitas do altar.

FOGOS E BALÕES

Os fogos de artifício são utilizados como rito pirotécnico. As bombas, para espantar o demônio.

O balão sobe para acordar São João, levando-lhe recados e pedidos.

Se desce, é malhado com paus e pedras.

CASAMENTO

Os noivos, os padrinhos, o padre, o delegado, o juiz, o escrivão e os convidados. Brincadeira de cunho humorístico. Depois vêm as danças, principalmente a quadrilha, de origem francesa (marcação em francês macarrônico).

QUADRILHA

É a dança característica das festas de São João, de origem francesa e marcada alternadamente em francês e português, mas um francês estropiado (balancê, anavam, anarrier, otrefoá, vira vortê, changê de dame, grande roda, lá vem a chuva, coroa de rosas, coroa de espinhos, etc.)

SORTES

São adivinhações rituais, para elucidar os interessados sobre o seu futuro, especialmente o relacionado a noivado e casamento.

Mas as festas de São João não servem apenas para dançar quadrilha, comer pipoca e se divertir com os filhos. São também uma oportunidade que os pais e a escola têm de passar para as crianças um pouco da cultura e das tradições brasileiras.

As escolas e algumas entidades ou agremiações têm tido papel decisivo na perpetuação desta tradição, organizando seus arraiais, construindo fogueiras, arrecadando brindes, envolvendo as crianças e ensinando as danças e pratos típicos. Atualmente, sites voltados para o público infantil também ajudam a despertar a curiosidade e o interesse dos pequenos pela cultura popular brasileira.

Fonte: www.lunaeamigos.com.br

Festa Junina

Quem já não se contagiou pelo clima festeiro do São João? Essa festa de características ditas caipiras foi adotada pelo povo brasileiro e hoje toma conta de quase todo o país.

O caipira

A noiva

A comitiva de convidados

A fogueira, os balões, o quentão, a canjica, o pé-de-moleque entre outras tradições típicas da época.

Muita gente não sabe a origem do São João, mas vale lembrar que essa também é uma celebração de cunho religioso.

Mas nem sempre foi assim. Segundo conta a tradição, apesar da origem religiosa, o São João remonta o surgimento do catolicismo.

A Origem da Festa Junina no Brasil

É possível perceber a importância de São João para seus devotos e para a Igreja quando nos damos conta de que a festa em homenagem aos santos de junho, que percorre os trinta dias do mês, foi denominada "Festa joanina" devido a São João.

A influência brasileira na tradição a festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim, o milho, o jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia.

Junho é o mês de São João, Santo Antonio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho foi chamada de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.

O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.

SANTOS

13 - SANTO ANTÔNIO

Festa Junina

Entre os santos que mais são comemorados durante as festas juninas. Santo Antônio é com certeza o que mais possui devotos espelahados pelo Brasil e Portugal.

Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro" e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.

Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.

Padre Vieira, em um sermão que realizou no Maranhão, em 1963, foi quem melhor definiu esse santo: "Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudeza de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio".

Conta a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos", é realizada quando o santo é invocado para acgar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.

Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãozinho deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.

24 - SÃO JOÃO

Festa Junina

Outro santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso no dia 24 de junho, dia de seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.

No nordeste do país, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.

Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.

Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são para "acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua hoemnagem, não resistiria e desceria à terra.

As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.

O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.

O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair na véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.

Conta a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.

O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.

Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.

A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.

Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos do santo com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.

29 - SÃO PEDRO

Festa Junina

O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como o dia 29 também marca o encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São João que só será devolvido no final de semana mais próximo. Mas como as comemorações juninas já perduraram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito candadas e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.

Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua hoemnagem a São Pedro realizando procissões marítimas.

No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome deve acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.

DANÇAS

Quadrilha

Esta dança, de origem francesa (quadrille), surgiu em Paris, no século XVIII. A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez muito sucesso nos salões brasileiros do século XIX. No Rio de Janeiro, foi muito popularizada. Suas evoluções básicas foram modificadas e novas foram agregadas, modificando inclusive sua música e seus comandos.

A quadrilha que se dança hoje em dia no Rio é chamada de "quadrilha de salão". Segundo Luiz Marins, presidente da Ueraquerj (entidade representante das quadrilhas do estado) esta modalidade é anterior ao Carnaval, datando de 1817. De acordo com a pesquisadora Mariulza Medina seria esta a verdadeira origem dos desfiles de Carnaval.

Cateretê

Dança rural do Sul do Brasil, o cateretê é também bastante executado no Amazonas, em Minas Gerais, no Pará, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Inserida no Brasil pelos jesuítas, a dança é uma homenagem à Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo, São João e Nossa Senhora da Conceição.

É mais frequente ver o Cateretê (ou Catira, como também é conhecido) sendo dançado apenas por homens. Apresentando canto, viola, sapateado e palmas, os dançarinos acompanham a evolução batendo os pés e as mãos.

Fandango

Dança regional executada no Sul do Brasil (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), com pequenas diferenças dependendo da região. Os tipos mais comuns são: anu, candeeiro, cana-verde, caranguejo, chimarrita, chula, marinheiro, marrafa, pericó, polca, quero-quero. No fandango, os homens sapateiam e a coreografia é passada através das gerações.

Os fandangos se dividem em três grupos:

Batidos: Caracteriza-se pelo forte sapateado.

Valsados: Não há sapateado. Os componentes dançam lentamente com pares fixos.

Misto: Valsas são intercaladas por batidas.

Fonte: revistaturismo.cidadeinternet.com.br

Festa Junina

Comemorações Juninas no Brasil

Na Europa, os festejos do solstício de verão foram adaptados à cultura local, de modo que em Portugal foi incluída a festa de Santo Antônio de Lisboa ou de Pádua, em 13 de junho. E a tradição cristã completou o ciclo com os festejos de São Pedro e São Paulo, ambos apóstolos da maior importância, homenageados em 29 de junho.

Quando os portugueses iniciaram o empreendimento colonial no Brasil, a partir de 1500, as festas de São João eram ainda o centro das comemorações de junho. Alguns cronistas contam que os jesuítas acendiam fogueiras e tochas em junho, provocando grande atração sobre os indígenas.

Mesmo que no Brasil essa época marcasse o início do inverno, ela coincidia com a realização dos rituais mais importantes para os povos que aqui viviam, referentes às colheitas e à preparação dos novos plantios. O período que vai de junho a setembro é a época da seca em muitas regiões do Brasil, quando os rios estão baixos e o solo pronto para enfrentar o plantio, que segue a sequência: derrubada da mata, queima das ramagens para limpar o terreno e adubá-lo com as cinzas e plantio. É a técnica da coivara, tão difundida entre os povos do continente americano.

Nessa época os roçados velhos, do ano anterior, ainda estão em pleno vigor, repletos de mandioca, cará, inhame, batata-doce, banana, abóbora, abacaxi, e a colheita de milho, feijão e amendoim ainda se encontra em período de consumo. Esse é um tempo bom para pescar e caçar. Uma série ritual, que dura todo o período, inclui um conjunto muito variado de festas que congregam as comunidades indígenas em danças, cantos, rezas e muita fartura de comida. Deve-se agradecer a abundância, reforçar os laços de parentesco (as festas são uma ótima ocasião para alianças matrimoniais), reverenciar as divindades aliadas e rezar forte para que os espíritos malignos não impeçam a fertilidade. O ato de atear fogo para limpar o mato, além de fertilizar o solo, serve principalmente para afastar esses espíritos malignos.

Houve, portanto, certa coincidência entre o propósito católico de atrair os índios ao convívio missionário catequético e as práticas rituais indígenas, simbolizadas pelas fogueiras de São João. Talvez seja por causa disso que os festejos juninos tenham tomado as proporções e a importância que adquiriram no calendário das festas brasileiras.

As relações sociais e o compadrio

Outro fato que ajuda a compreender a importância desses festejos está relacionado com a forma de sociabilidade que foi característica da sociedade brasileira. Desde o período colonial até meados do século XX, a maioria da população de todas as regiões do Brasil vivia no campo (até 1950, 70% da população brasileira vivia na zona rural; hoje, 70% vive nas cidades). Fossem colonos e agregados das fazendas agrícolas ou vaqueiros em grandes fazendas de gado, fossem pescadores nas regiões litorâneas ou seringueiros na Amazônia, fossem sitiantes por esse Brasil afora, os brasileiros viviam integrados em grupos familiares, entendendo-se como família o conjunto de pais e filhos, tios e primos, avós e sogros.

As relações familiares eram complementadas pela instituição do compadrio, que servia para integrar outras pessoas à família, estreitando assim os laços entre vizinhos e entre patrões e empregados. Até mesmo os escravos podiam ser apadrinhados pelos senhores de terra.

Havia duas formas principais de tornar-se compadre e comadre, padrinho e madrinha: uma era, e ainda é, através do batismo; a outra, através da fogueira. Nas festas de São João, os homens, principalmente, formavam duplas de compadres de fogueira: ficavam um de cada lado da fogueira e deveriam pular as brasas dando-se as mãos em sentido cruzado.

Era comum recitarem versos como estes:

São João dormiu
São Pedro acordô,
vamo sê cumpadre
que São João mando

(Nordeste sertanejo). Ou:

São João disse,
São Pedro confirmou,
que nosso Senhor Jesus Cristo mandou
a gente ser compadre
nesta vida e na outra também

(Amazônia cabocla).

Os laços de compadrio eram muito importantes, pois os padrinhos podiam substituir os pais na ausência ou na morte destes, os compadres integravam grupos de cooperação no trabalho agrícola e os afilhados eram devedores de obrigações para com os padrinhos. A instituição beneficiava os patrões, que tinham um séquito de compadres e afilhados leais tanto nas relações de trabalho como nas campanhas políticas, quando se beneficiavam do voto de cabresto.

O compadrio ainda vigora em muitas localidades, mas o processo de urbanização que hoje atinge todas as regiões do país enfraquece essa instituição e promove diversas mudanças nas formas de sociabilidade. Atualmente, os favores (doações, pagamentos, promessas) têm sido mais importantes nas eleições do que a lealdade advinda dos laços de compadrio.

As comemorações de São João em Caruaru e Campina Grande

Hoje as festas juninas possuem cor local. De acordo com a região do país, variam os tipos de dança, indumentária e comida. A tônica é a fogueira, o foguetório, o milho, a pinga, o mastro e as rezas dos santos.

No Nordeste sertanejo, o São João é comemorado nos sítios, nas paróquias, nos arraiais, nas casas e nas cidades. A importância dessa festa pode ser avaliada pelo número de nordestinos e turistas que escolhem essa época do ano para sair de férias e participar dos festejos juninos. As cidades de Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba, são as que mais atraem gente curiosa por conhecer as maiores festas de São João do mundo.

Caruaru criou uma cidade cenográfica, a Vila do Forró, que é a réplica de uma cidade típica do sertão, com casas coloridas de arquitetura simples habitadas pela rainha do milho, pela rezadeira, pela rendeira, pela parteira. Ali há também correio, posto bancário, delegacia, igreja, restaurantes, teatro de mamulengo. Atores encenam nas ruas o cotidiano dos habitantes da região. O maior cuscuz do mundo, segundo o Livro Guinness de Recordes, é feito lá, numa cuscuzeira que mede 3,3 metros de altura e 1,5 metro de diâmetro e comporta 700 quilos de massa.

Uma das grandes atrações da festa é o desfile junino na véspera de São João com mais de vinte carros alegóricos, carroças ornamentadas com cortejo de bacamarteiros, bandas de pífaros, quadrilhas, casamentos matutos e grupos folclóricos.

Campina Grande construiu o Forródromo, que recebe todos os anos milhões de pessoas que se divertem assistindo a apresentações do tradicional forró pé de serra, de quadrilhas, cantores, bandas e desfiles de jegues, participam de jogos e brincadeiras e deleitam-se com as comidas típicas vendidas nas barracas.

Na Região Norte

Na Amazônia cabocla, a tradição de homenagear os santos possui um calendário que tem início em junho, com Santo Antônio, e termina em dezembro, com São Benedito. Cada comunidade homenageia seus santos preferidos e padroeiros, com destaque para os santos juninos. São festas de arraial que começam no décimo dia depois das novenas e nas quais estão presentes as fogueiras, o foguetório, o mastro, os banhos, muita comida e folia.

No eixo Belém/Parintins/Manaus, desde os tempos coloniais, a criação do boi, introduzida pelos portugueses, deu lugar a manifestações culturais que lhe são típicas: o boi-bumbá, dançado em diversas ocasiões, transformou-se atualmente em grande espetáculo, cujo ápice é a disputa entre os grupos Caprichoso e Garantido no Bumbódromo de Parintins, nos dias 28, 29 e 30 de junho.

No Sudeste

A tradição caipira, especialmente a do Sudeste do Brasil, caracteriza-se pelas festas realizadas em terreiros rurais, onde não faltam os elementos típicos dos três santos de junho. Mas elas também se espalharam pelas cidades e hoje as festas juninas acontecem, principalmente, em escolas, clubes e bairros. Como em outras partes do Brasil, o calendário das festas paulistas destaca os rodeios e as festas de peão boiadeiro como eventos ou espetáculos mais importantes, que se realizam de março a dezembro.

As festas juninas, com maior ou menor destaque, ainda são realizadas em todas as regiões do Brasil e representam uma das manifestações culturais brasileiras mais expressivas.

Fonte: venus.rdc.puc-rio.br

Festa Junina

Origem da Festa Junina

O calendário das festas católicas é marcado por diversas comemorações de dias de santos. Seu ciclo mais importante se inicia com o nascimento de Jesus Cristo e se encerra com sua paixão e morte. Na tradição brasileira, as maiores festas são Natal, Páscoa e São João. As comemorações de cunho religioso foram apropriadas de tal forma pelo povo brasileiro que ele transformou o Carnaval - ritual de folia que marca o início da Quaresma, período que vai da quarta-feira de Cinzas ao domingo de Páscoa - em uma das maiores expressões festivas do Brasil no decorrer do século XX.

Do mesmo modo, as comemorações de São João (24 de junho) fazem parte de um ciclo festivo que passou a ser conhecido como festas juninas e homenageia, além desse, outros santos reverenciados em junho: Santo Antônio (dia 13) e São Pedro e São Paulo (dia 29).

Se pesquisarmos a origem dessas festividades, perceberemos que elas remontam a um tempo muito antigo, anterior ao surgimento da era cristã. De acordo com o livro O Ramo de Ouro, de sir James George Frazer, o mês de junho, tempo do solstício de verão (no dia 21 ou 22 de junho o Sol, ao meio-dia, atinge seu ponto mais alto no céu, esse é o dia mais longo e a noite mais curta do ano) no Hemisfério Norte, era a época do ano em que diversos povos - celtas, bretões, bascos, sardenhos, egípcios, persas, sírios, sumérios - faziam rituais de invocação de fertilidade para estimular o crescimento da vegetação, promover a fartura nas colheitas e trazer chuvas.

Na verdade, os rituais de fertilidade associados ao cultivo das plantas, incluindo todo o ciclo agrícola - a preparação do terreno, o plantio e a colheita -, sempre foram praticados pelas mais diversas sociedades e culturas em todos os tempos. Das tradições estudadas por Frazer destacam-se os ritos celebrados nas terras do Mediterrâneo oriental (Egito, Síria, Grécia, Babilônia) com o objetivo de regular as estações do ano, especialmente a passagem da primavera para o verão, que sela a superação do inverno.

A coleta e o cultivo

O ciclo anual da natureza prevê a morte e o ressurgimento da vegetação. Todos os anos as plantas passam por um processo de transformação: no outono, as folhas mudam de cor, tornando-se amareladas e murchas; no inverno, elas caem e deixam a planta sem folhas até que chega a primavera. O sol então começa a brilhar com mais intensidade e a vegetação renasce, brota e floresce para oferecer as sementes do novo ciclo, cujos frutos estarão maduros no verão.

No Hemisfério Norte, as quatro estações do ano são demarcadas nitidamente; na região equatorial e nas tropicais do Hemisfério Sul, o movimento cíclico alterna o período de chuva e o de estiagem, mas ainda assim o ciclo vegetativo pode ser observado da mesma maneira - alteração na coloração e perda das folhas, seca e renascimento.

O que ocorre com a natureza é algo semelhante à saga de Tamuz e Adônis, que submergem do mundo subterrâneo e retornam todos os anos para viver com suas amadas Istar e Afrodite e com elas fertilizar a vida.

Com o tempo os homens, além de desfrutar o ciclo da natureza coletando seus frutos, passaram a domesticar animais e a cultivar plantas para sua alimentação. O cultivo de raízes e legumes, juntamente com a caça, a pesca e a coleta, representa o conjunto das atividades produtivas que tornaram possível a adaptação da espécie humana em todas as regiões do planeta, mas foi a produção de grãos e a domesticação de animais que ampliaram essa capacidade adaptativa.

Imitando o ciclo anual da natureza, o homem descobriu as sementes que podia guardar a cada colheita e replantar no ano seguinte, quando seriam fertilizadas pela incidência solar e irrigadas pelas chuvas. As sementes dos grãos germinam e crescem. O homem colhe, debulha, seca e tritura os grãos para que eles se tornem seu alimento.

Rituais de fertilidade

Com o cultivo da terra pelo homem, surgiram os rituais de invocação de fertilidade para ajudar o crescimento das plantas e proporcionar uma boa colheita.

Na Grécia, por exemplo, Adônis era considerado o espírito dos cereais. Entre os rituais mais expressivos que o homenageavam estão os jardins de Adônis: na primavera, durante oito dias, as mulheres plantavam em vasos ou cestos sementes de trigo, cevada, alface, funcho e vários tipos de flores. Com o calor do sol, as plantas cresciam rapidamente e, como não tinham raízes, murchavam ao final dos oito dias, quando então os pequenos jardins eram levados, juntamente com as imagens de Adônis morto, para ser lançados ao mar ou em outras águas.

Os rituais de fertilidade perduraram através dos tempos. Na era cristã, mesmo que fossem considerados pagãos, não era mais possível acabar com eles. Segundo Frazer, é por esse motivo que a Igreja Católica, em vez de condená-los, os adapta às comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício.

O dia de São João na Sardenha

Conta Frazer que, no início do século XX, na Sardenha, os jardins de Adônis ainda eram plantados na festa do solstício de verão, que lá tem o nome de festa de São João:

"No final de março ou 1o de abril, um jovem da aldeia se apresenta a uma moça, pede-lhe para ser a sua comare (comadre ou namorada) e oferece-se para ser o seu compare. O convite é considerado como honra pela família da moça e aceito com satisfação. No fim de maio, a moça faz um vaso com a casca de um sobreiro, enche-o de terra e nele semeia um punhado de trigo e cevada. Como o vaso é colocado ao sol e regado com frequência, os grãos brotam com rapidez e, na véspera do solstício (véspera de São João, 23 de junho), já está bem desenvolvido. [...] No dia de São João, o rapaz e a moça, vestidos com suas melhores roupas, acompanhados por uma grande comitiva e precedidos de crianças que correm e brincam, vão em procissão até uma igreja da aldeia. Ali quebram o vaso lançando-o contra a porta do templo. Sentam-se em seguida em círculo na grama e comem ovos e verduras ao som da música de flautas. O vinho é misturado numa taça servida a todos, que dela vão bebendo, passando-a adiante. Em seguida dão-se as mãos e cantam 'Namorados de São João' (Compare e comare di San Giovanni) várias vezes, enquanto as flautas tocam durante todo o tempo. Quando se cansam de cantar, levantam-se e dançam alegremente em círculo até a noite" (Frazer, 1978, p. 133).

Outro aspecto que aproxima a festa de São João às de Adônis e Tamuz é o costume de tomar banhos no mar, em rios, nascentes ou no sereno na noite da véspera. Também perdura, desde os tempos antigos, o costume de acender fogueiras e tochas, que devem livrar as plantas e colheitas dos espíritos maus que podem impedir a fertilidade.

As lendas de Tamuz e Adônis

"Na literatura religiosa da Babilônia, Tamuz surge como o jovem esposo ou amante de Istar, a grande deusa-mãe, a personificação das energias reprodutivas da natureza. [...] Tamuz morria anualmente [...] e todos os anos sua amante divina viajava, em busca dele, 'para a terra de onde não há retorno, para a mansão da trevas, onde o pó se acumula na porta e no ferrolho'. Durante sua ausência a paixão do amor deixava de atuar: homens e animais esqueciam de reproduzir-se, toda a vida ficava ameaçada de extinção. Tão intimamente ligadas à deusa estavam as funções sexuais de todo o reino animal que, sem a sua presença, elas não podiam ser realizadas. [...] A inflexível rainha das regiões infernais, Alatu ou Eresh-Kigal, permitia, não sem relutância, que Istar fosse aspergida com a água da vida e partisse, provavelmente em companhia de amante Tamuz, para o mundo superior e que, com esse retorno, toda a natureza revivesse."

"Refletida no espelho da mitologia grega a divindade oriental, Adônis surge como um belo jovem amado de Afrodite. Em sua infância a deusa o ocultou numa arca, que confiou a Perséfone, rainha dos infernos. Mas, quando Perséfone abriu a arca e viu a beleza da criança, recusou-se a devolvê-la a Afrodite [...]. A disputa entre as deusas do amor e da morte foi resolvida por Zeus, que determinou que Adônis devia viver parte do ano com Perséfone no mundo inferior, e com Afrodite, no mundo superior ou na terra, durante a outra parte. [...] a luta entre Afrodite e Perséfone pela posse de Adônis reflete claramente a luta entre Istar e Alatu na terra dos mortos, ao passo que a decisão de Zeus de que Adônis devia passar parte do ano no mundo inferior e parte do ano no mundo superior, é apenas uma versão grega do desaparecimento e reaparecimento anual de Tamuz." (Frazer, 1978, p. 123)

Trajes usados na dança

No fim do século XIX as damas que dançavam a quadrilha usavam vestidos até os pés, sem muita roda, no estilo blusão, com gola alta, cintura marcada, mangas "presunto" (como são?) e botinas de salto abotoadas do lado. Os cavalheiros vestiam paletó até o joelho, com três botões, colete, calças estreitas, camisa de colarinho duro, gravata de laço e botinas.

Hoje em dia, na tradição rural brasileira, o vestuário típico das festas juninas não difere do de outras festas: homens e mulheres usam suas melhores roupas. Nos centros urbanos, há uma interpretação do vestuário caipira ou sertanejo baseada no hábito de confeccionar roupas femininas com tecido de chita florido e as masculinas com tecidos de algodão listrados e escuros. Assim, as roupas usadas para dançar a quadrilha variam conforme as características culturais de cada região do país.

Os trajes mais comuns são: para os cavalheiros, camisa de estampa xadrez, com imitação de remendos na calça e na camisa, chapéu de palha, talvez um lenço no pescoço e botas de cano; as damas geralmente usam vestidos com estampas florais, de cores fortes, com babados e rendas, mangas bufantes e laçarotes no cabelo ou chapéu de palha.

Sugestões para a evolução da quadrilha caipira

CAMINHO DA FESTA: os pares seguem atrás dos noivos, iniciando a dança e parando em determinado momento no centro terreiro.

ANARRIÊ (do francês en arrière, para trás): as damas e os cavalheiros se separam (4 metros, aproximadamente), formando duas colunas.

OS CAVALHEIROS CUMPRIMENTAM AS DAMAS: eles se aproximam das damas, cumprimentando-as. Flexionam o tronco, mantendo a cabeça erguida, e voltam a seus lugares, caminhando de costas.

AS DAMAS CUMPRIMENTAM OS CAVALHEIROS: repetem a evolução dos cavalheiros.

SAUDAÇÃO GERAL: tanto as damas como os cavalheiros andam para a frente e, quando se encontram, cumprimentam-se.

"BALANCÊ" E "TUR" (balanceio e giro): damas e cavalheiros fazem o passo no lugar, balançando os braços naturalmente, e giram dançando juntos.

GRANDE PASSEIO: as damas colocam-se à direita dos cavalheiros e os dois dão-se os braços. Do lado de fora o outro braço continua balanceando ao longo do corpo. Formam um círculo e seguem dançando. Quando o marcador anuncia nova evolução, a progressão cessa e os participantes fazem o que foi ordenado.

"CHANGÊ" DE DAMAS (trocar de damas): no grande passeio, os cavalheiros avançam e colocam-se ao lado da dama imediatamente à frente. Se for dito "mais uma vez", repetem o movimento. Os comandos "passar duas" e "passar quatro" também são executados pelo cavalheiro.

OLHA O TÚNEL: os noivos, que estão na frente, param e elevam os braços internos para cima e, de mãos dadas, fazem o túnel. O segundo par flexiona o tronco, passa pelo túnel, coloca-se à frente dos noivos e eleva os braços, e assim sucessivamente, até que todos passem. Executa-se o passo no lugar durante essa evolução.

SEGUE O PASSEIO: é a voz de comando para que o grande passeio continue.

CAMINHO DA ROÇA: as fileiras de damas e cavalheiros fundem-se, formando uma só coluna. O primeiro segura, com as mãos à altura dos ombros, as mãos de quem está atrás. Os demais colocam as mãos nos ombros de quem está à sua frente. A coluna progride, fazendo curvas para um lado e para outro, como se fosse uma serpente. O marcador da quadrilha continua dando voz de comando.

OLHA A CHUVA!: todos dão meia-volta.

JÁ PASSOU!: todos dão meia volta novamente dizendo "ehh!".

OLHA A COBRA!: as damas gritam e pulam, os cavalheiros procuram segurá-las em seus braços.

É MENTIRA!: os "caipiras" ou " matutos" continuam o passo e gritam "uhh!".

A PONTE QUEBROU!: todos dão meia-volta novamente.

JÁ CONSERTOU!: voltam a dançar no outro sentido.

OLHA O CARACOL!: em coluna e com as mãos ainda sobre os ombros de quem está à frente, todos obedecem às ordens do marcador, que começará a descrever um percurso cheio de curvas que fazem lembrar o casco de um caracol. Quando o marcador disser " desvirar", o guia deverá fazer as curvas em sentido contrário, voltando a dançar em linha reta.

FORMAR A GRANDE RODA: os participantes da quadrilha dão as mãos formando uma grande roda e, ao ouvir a voz de comando "à direita", "à esquerda", deverão se deslocar no sentido determinado pelo marcador.

DAMAS AO CENTRO: as damas formam uma roda no centro e deslocam-se no sentido indicado pelo marcador.

COROA DE ROSAS: os cavalheiros, de mãos dadas, erguem os braços na vertical sobre a cabeça das damas, como se as coroassem, depois abaixam os braços passando-os pela frente, até a altura da cintura??, contornando-as. Fazem o passo no lugar durante a coroação. Depois podem deslocar-se "à direita" e "à esquerda".

COROA DE ESPINHOS: nesse momento, são as damas quem elevam os braços sobre a cabeça dos cavalheiros, coroando-os.

OLHA O GRANDE PASSEIO!: repetem a formação descrita anteriormente.

VAI COMEÇAR O GRANDE BAILE. OLHA A VALSA DOS NOIVOS!: os noivos entram no centro da roda e dançam juntos.

OLHA OS PADRINHOS!: os padrinhos dançam no centro da roda.

BAILE GERAL!: todos os pares dançam no centro da roda.

O GRANDE BAILE ESTÁ ACABANDO. VAMOS NOS DESPEDIR DO PESSOAL!: todos executam a evolução do grande baile e se retiram do centro do terreiro, despedindo-se das pessoas que estão assistindo.

Fandango

Dançado em várias regiões do país em festividades católicas como o Natal e as festas juninas, o fandango tem sentidos diferentes de acordo com a localidade. No Sul (Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Sul e até em São Paulo) o fandango é um baile com várias danças regionais: anu, candeeiro, caranguejo, chimarrita, chula, marrafa, pericó, quero-quero, cana-verde, marinheiro, polca etc. A coreografia não é improvisada e segue a tradição.

O fandango se divide em três grupos nessa região:

1. Batidos: caracterizam-se pelo forte sapateado, barulhento, que quase abafa o conjunto de tocadores. Apenas os homens sapateiam.

2. Valsados: dança lenta com pares fixos, do começo ao fim.

3. Mistos: as valsas são intercaladas de batidos.

Em São Paulo, o fandango é uma dança que se aproxima do cateretê e às vezes é sinônimo de chula (bailado masculino muito comum no Rio Grande do Sul, de coreografia agitada e bastante complexa).

No Norte do Brasil, o fandango não é baile nem dança de par ou individual. É sempre um auto popular, sequência de temas com certa articulação, que tem origem na convergência das cantigas portuguesas, como aponta Cascudo (1988, pp. 320 e 321), e está presente no nosso país desde a primeira década do século XIX.

Já no Nordeste brasileiro, o fandango é o auto característico dos marujos, sendo conhecido também como chegança dos marujos ou marujada.

A cana-verde, dançada principalmente no Sul e no Centro do Brasil, apesar de fazer parte do fandango, também é bem popular em outras festividades. Nas festas juninas, as quadras dessa dança são geralmente improvisadas, podendo encarregar-se dessa tarefa tanto os violeiros como os próprios dançadores.

Eu plantei caninha-verde
sete palmos de fundura.
Quando foi de madrugada
a cana 'stava madura. 
Uai, uai, sete palmos de fundura.
Quando foi de madrugada
a cana 'stava madura.

Pra cantar caninha-verde
não precisa imaginá.
De qualquer folha de mato
tiro um verso pra cantá.

Eu tenho um chapéu de palha,
de pano não posso ter. 
De palha eu mesmo faço,
de pano não sei fazer.

Eu tenho um chapéu de palha
que custou mil e quinhentos.
Quando eu ponho na cabeça
não me falta casamento.

Formação: forma-se uma roda em fila, no sentido dos ponteiros do relógio. A cana-verde pode ser dançada só por homens e também por pares.

Movimentação: os participantes deslocam-se, saindo com o pé esquerdo (eu); no quarto passo, batem o pé direito (verde) com uma palma para o centro da roda. Quando cantam "madrugada", a palma deverá estar do lado de fora, sempre junto com o pé direito. No refrão (uai, uai) a roda faz meia-volta, girando no sentido contrário, e segue sempre a mesma movimentação, ou seja, uma palma para dentro e outra para fora, sempre batendo com o pé direito.

No Maranhão, essa dança é executada de forma bastante semelhante à da quadrilha.

Lundu (lundum/londu/landu)

De origem africana, o lundu foi trazido para o Brasil pelos escravos vindos principalmente de Angola. Nessa dança, homens e mulheres, apesar de formar pares, dançam soltos.

A mulher dança no lugar e tenta seduzir com seus encantos o parceiro. A princípio ela demonstra certa indiferença, mas, no desenrolar da dança, passa a mostrar interesse pelo rapaz, que a seduz e a envolve. Nesse momento, os movimentos são mais rápidos e revelam a paixão que passa a existir entre os dançarinos. Logo o cavalheiro passa a provocar outra dama e o lundu recomeça com a mesma vivacidade.

O lundu é executado com o estalar dos dedos dos dançarinos, castanholas e sapateado, além do canto acompanhado por guitarras e violões. Em geral a música é executada como compasso binário, com certo predomínio de sons rebatidos.

Essa dança é típica das festas juninas nos estados do Norte (como parte da quadrilha tradicional e independente desta), Nordeste e Sudeste do Brasil.

Cateretê

Dança rural do Sul do país, o cateretê foi introduzido pelos jesuítas nas comemorações em homenagem a Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo, São João e Nossa Senhora da Conceição. É uma dança bastante difundida nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Minas Gerais e também está presente nas festas católicas do Pará, Mato-Grosso e Amazonas.

Nas zonas litorâneas, geralmente é dançado com tamancos de madeira dura. No interior desses estados, os dançarinos dançam descalços (Taubaté, Cunha, Lagoinha) ou usam esporas nos sapatos (Barretos, Guaratinguetá, Itararé). Em algumas cidades o cateretê é conhecido como catira (Araçatuba, Nazaré Paulista, Piracaia e Pereira Barreto).

Em geral, o cateretê é dançado apenas por homens, porém em alguns estados, como Minas Gerais, as mulheres também participam da dança. Os dançarinos formam duas fileiras, com acompanhamento de viola, cantos, sapateado e palmas. Os saltos e a formação em círculo aparecem rapidamente. Os dançarinos não cantam, apenas batem os pés e as mãos e acompanham a evolução. As melodias são cantadas por dois violeiros, o mestre, que canta a primeira voz, e o contramestre, que faz a segunda.

Jogos Juninos

Os jogos que valem prendas são uma atração tradicional nas festas juninas. Dividem-se em jogos de terreiro e jogos de barracas.

Jogos de terreiro

PAU-DE-SEBO

Festa Junina

Brincadeira que anima as festas juninas, principalmente a festa em homenagem a São Pedro no Sudeste, e também está presente nas festas natalinas, no Nordeste. O pau-de-sebo é um mastro (não confundir com o mastro dos santos juninos) de madeira envernizada com aproximadamente cinco metros de altura. É cuidadosamente preparado: tiram-se todos os nódulos da madeira, que depois é lixada, e passa-se sebo de boi ou cera. O pau-de-sebo é então solidamente plantado no chão e muitas vezes recebe, no topo, um triângulo de madeira ao qual se amarra dinheiro (uma cédula de valor alto ou um depósito repleto de dinheiro).

A brincadeira consiste em, abraçado ao pau-de-sebo, tentar subir e alcançar o prêmio. Como o mastro foi revestido com cera, dificilmente os que participam da brincadeira conseguem subir até seu topo, Escorregam até perto do chão e voltam a insistir várias vezes, até desistir ou atingir o alvo, quando recebem palmas e vivas das pessoas que estão assistindo.

CATAR AMENDOIM

Cada criança deve apanhar, com uma colher, os amendoins colocados à sua frente, a uma certa distância, e levá-los para seu lugar, junto à linha de partida, um de cada vez. Vence quem primeiro reúne cinco grãos.

CORRIDA DE FUNIS

Introduzir dois funis numa corda, com a parte mais estreita voltada para um laço feito no centro. Os jogadores terão de, apenas soprando, levar os funis até o laço.

CORRIDA DO SACI

Riscar no chão duas linhas paralelas, sendo uma a de chegada. Ao sinal combinado, as crianças saem pulando num pé só em direção à linha de chegada.

CORRIDA DE SACOS

Festa Junina

Semelhante à corrida do Saci, cada jogador faz o percurso com o corpo enfiado num saco bem preso à cintura.

CORRIDA DE TRÊS PÉS

Festa Junina

Cada jogador amarra a sua perna esquerda à perna direita do parceiro e, assim, os dois pulam até a linha de chegada.

OVO NA COLHER

Festa Junina

Cada participante corre equilibrando um ovo cozido (ou tomate ou batata) numa colher.

Jogos de barracas

ACERTAR O ALVO

Cada jogador recebe três bolinhas e, de certa distância, procura jogá-las dentro da boca de um grande caipira, desenhado em cartolina. Em algumas regiões, um palhaço substitui o caipira no cartaz.

JOGO DAS ARGOLAS

Colocam-se várias garrafas estrategicamente no centro de uma barraca. Cada jogador recebe determinado número de argolas e tenta encaixá-las nas garrafas.

PESCARIA

Num tanque de areia, colocam-se peixinhos feitos de lata ou papelão. Cada um tem na boca uma argolinha, que deverá ser enganchada pelo anzol do pescador, ou jogador. Cada peixinho tem um número que corresponde a uma prenda.

TIRO AO ALVO

Coloca-se um alvo a certa distância; o jogador deverá acertá-lo utilizando dardos.

TOCA DO COELHO

Várias tocas numeradas são espalhadas num espaço fechado da barraca. Os jogadores apostam em determinada toca. Quando se soltam ali os coelhinhos, vence o jogador da toca em que ele primeiro entrar.

O Mastro

Como os demais elementos das festas juninas que estão diretamente relacionados com a época da colheita (do milho, principalmente, no Brasil), os mastros são símbolos da fecundação vegetal, segundo o folclorista Câmara Cascudo (1988, pp. 481 e 482).

No topo do mastro, que deve ter mais ou menos cinco a seis metros de altura, fica a bandeira do santo padroeiro da festa, símbolo da sua presença durante a festividade.

A crença popular é de que o mastro tem o poder de sinalizar, dependendo do lado para onde virar a bandeira que está no seu topo, muita prosperidade ou morte.

Em alguns lugares, colocam-se três bandeiras sobre o mastro, cada uma com a figura de um dos santos juninos: Santo Antônio é representado como um homem de meia-idade que segura o menino Jesus nos braços; São João é uma criança de cabelos encaracolados que tem um carneirinho no colo, simbolizando Jesus Cristo, apontado por São João Batista como o verdadeiro Cordeiro de Deus; São Pedro aparece na bandeira como uma pessoa idosa que têm nas mãos as chaves do céu.

A preparação do mastro, até a ocasião de seu erguimento, é parte essencial das festas em homenagem aos santos juninos, principalmente São João.

mastro recebe um tratamento especial desde o momento da escolha da madeira.

O tronco da árvore deve ser o mais reto possível e ser cortado em uma sexta-feira de Lua Minguante por três pessoas que, antes de derrubá-lo, devem rezar o Pai-Nosso. No momento em que a árvore é derrubada e cai no chão, esses homens, em sinal de respeito, devem tirar o chapéu e evitar cuspir naquele lugar.

O transporte do tronco escolhido para mastro também requer cuidado especial. A madeira deve ser colocada sobre um tipo de andor ou nos ombros dos homens, que não precisam ser os mesmos que derrubaram a árvore. Na verdade, todos os homens que participarão da festa querem carregá-lo pelo menos por alguns instantes, até o seu levantamento. As mulheres levam a bandeira que será colocada em seu topo.

A preparação do mastro não inclui necessariamente a pintura. Quando ele é pintado, em geral adquire uma só cor no Norte do Brasil e duas cores no Sul, onde o azul e o vermelho são as cores preferidas. Evita-se pôr pregos no mastro e é geralmente o promotor da festa quem determina onde será feito o buraco para levantá-lo.

Também são chamadas de mastro as árvores que em geral nessa época, mais especificamente no dia de cada santo junino, são plantadas em frente às casas dos roceiros enquanto eles rezam a oração Salve Rainha. Depois de erguidas, essas arvorezinhas são decoradas com fitas, flores, laranjas espetadas nos galhos e cipós de flor-de-são-joão. Seu pé fica repleto de ovos de galinha, grãos de milho e feijão, para assegurar que a colheita seja farta e haja uma boa produção de ovos, sem pestes nem doenças.

Comidas e Bebidas Juninas

Festa Junina

Produtos agrícolas genuinamente americanos, como milho, amendoim, batata-doce e mandioca, que eram cultivados pela população indígena, tornaram-se a base da alimentação dos brasileiros. Os portugueses trouxeram a tecnologia, como o forno de fazer farinha, e costumes - modo de preparo dos pratos e temperos variados - que provocaram mudanças no processamento desses produtos.

Hoje eles constituem o cardápio básico das festas juninas, acrescentando-se produtos regionais como o pinhão sulino e as castanhas de caju e do pará.

Arroz doce

Arroz lavado;
Leite;
açúcar (ou leite condensado);
canela em pau;
raspas de limão ou laranja;
canela em pó. 
Cozinhe o arroz na água com a canela em pau e, se quiser, com as raspas de limão ou laranja. Depois de cozido, acrescente o leite quente e o açúcar ou leite condensado. Salpique canela em pó.

Bolo de batata-doce

1 quilo de batatas-doces cozidas e amassadas;
3 xícaras de açúcar refinado;
4 gemas;
leite puro de 1 coco;
120 gramas de manteiga;
100 gramas de castanhas-do-pará torradas e moídas;
1 xícara de farinha de trigo;
1 colher de chá de fermento;
2 claras em neve. 
Misture a batata-doce com todos os ingredientes. Se ficar pesado, junte um pouco de leite de vaca. Bata bem e coloque, por último, as claras em neve.

Forno quente em fôrma untada.

Bolo de fubá

1 xícara e meia de açúcar;
1 xícara e meia de farinha de trigo;
1 xícara de fubá;
1 xícara de óleo;
1 xícara de leite;
1 colher de fermento;
3 ovos;
1colher de chá de erva-doce. 
Bata todos os ingredientes e leve ao forno para assar, de preferência numa forma com buraco no meio.

Bolo de fubá cozido

2 xícaras de chá de fubá;
2 xícaras de chá de açúcar;
2 xícaras de chá de leite;
2 colheres de sopa cheias de manteiga;
uma colher de chá de erva-doce;
4 cravos-da-índia;
1 rama de canela e 1 pitada de sal. 
Faça um mingau com todos os ingredientes, mexendo sempre até ficar solto da panela. Deixe esfriar.

4 ovos;
1 colher de sopa bem cheia de fermento em pó;
1 xícara de chá de leite;
1 pires de queijo parmesão ralado.

Bata as claras em neve e adicione as gemas batendo um pouco mais. Junte ao mingau já frio, adicione o fermento em pó dissolvido no leite e o queijo parmesão ralado.

Leve ao forno quente em fôrma untada com manteiga.

Bolo de macaxeira

1 quilo de macaxeira crua ralada;
1 coco ralado;
½ litro de leite;
1 colher de sopa de manteiga;
açúcar a gosto. 
Misture tudo e leve ao forno em fôrma untada.

Bolo de milho

500 gramas de milho para angu;
1 colher de chá de erva-doce;
2 cocos;
250 gramas de açúcar refinado;
3 xícaras de água quente para retirar o leite dos cocos;
sal a gosto;
2 colheres de sopa de fubá.

Cozinhe o gramas de milho para angu no leite de coco. Depois de cozido, acrescente os outros ingredientes e leve a assar em tabuleiros untados.

Depois de assado, corte em retângulos.

Bolo de milho elétrico

1 lata de milho sem água;
1 medida da lata de açúcar;
1 medida da lata de milho de leite de coco;
1 medida da lata de flocos de milho;
3 ovos inteiros;
1/2 pote pequeno de margarina.

Bata bem o milho (sem a água) com o leite de coco e os ovos no liquidificador, acrescente os demais ingredientes, um por vez, batendo sempre até formar uma massa homogênea.

Asse em forno regular, em fôrma bastante untada e polvilhada. Assim que desenformar, polvilhe açúcar peneirado por cima do bolo ainda quente.

Bolo de milho verde

6 espigas de milho verde;
2 xícaras de chá de leite;
2 colheres de sopa de margarina derretida;
2 xícaras de chá de açúcar;
quatro ovos;
uma colher de café de canela em pó;
uma colher de sobremesa de fermento em pó. 
Retire os grãos de milho verde com uma faca afiada, cortando-os rente ao sabugo. Coloque o milho e o leite no liquidificador e bata muito bem. Junte os ovos, o açúcar, a canela e a margarina, batendo até ficar uma mistura homogênea. Finalmente acrescente o fermento.

Unte muito bem uma assadeira com margarina. Leve ao forno por aproximadamente 40 minutos. Deixe esfriar durante duas a três horas e corte em quadradinhos.

Bolo de Santo Antonio

250 gramas de farinha de trigo;
250 gramas de manteiga;
8 ovos;
250 gramas de açúcar;
10 gramas de erva-doce;
100 gramas de castanha-do-pará assada sem casca. 
Misture o açúcar com a manteiga até ficarem bem ligados, acrescente a erva-doce e vá colocando as gemas uma a uma, mexendo sempre. Bata bastante e, por fim, junte a farinha de trigo.

Asse em fôrma redonda, untada e forrada com papel vegetal, também untado. Forno regular.

Com as claras, faça uma massa de suspiro e cubra o bolo depois de assado, enfeitando-o com castanhas.

Volte ao forno para o suspiro dourar.

Bolo de São João

Uma tigela de massa de mandioca lavada;
14 gemas de ovos;
meio quilo de açúcar;
100 gramas de manteiga;
1 xícara de leite de coco. 
Bata as gemas e, quando estiverem bem batidas, acrescente 100 gramas de manteiga e 1 xícara de leite de coco sem água. Junte os demais ingredientes e continue a bater até que tudo esteja bem ligado.

Leve ao forno regular numa assadeira untada com manteiga.

Bolo Souza Leão

1 quilo de açúcar;
4 cocos;
2 quilos de mandioca mole;
400 gramas de manteiga;
5 xícaras de água;
12 gemas;
sal. 
Desmanche a mandioca em bastante água. Peneire. Ponha num saco grande e lave exageradamente, até perder completamente a goma. Esprema e pese um quilo. Coloque a massa em uma tigela grande e "machuque" as gemas uma a uma. Reserve.

Com três xícaras de água quente, retire o leite dos cocos e acrescente à massa. Faça uma calda rala com o açúcar e duas xícaras de água, desmanche nela a manteiga e despeje quente na massa, aos poucos, mexendo com uma colher de pau. Tempere com sal.

Peneire e leve a assar em fôrma untada. Forno quente. Está assado quando, introduzindo um palito no bolo, ele saia melado com uma massa ligada, como grude.

Broa de fubá

700 gramas de farinha de trigo;
300 gramas de fubá;
150 gramas de açúcar;
150 gramas de margarina;
10 gramas de sal (1 pitada);
100 gramas de fermento de pão;
erva-doce 
Numa bacia, coloque a farinha e, fazendo no centro uma cova, junte o fermento desmanchado em um pouco de água ou leite (vai dobrar de volume). Acrescente o sal, o açúcar, o fubá, a margarina e a erva-doce. Misture e bata bem. Deixe descansar por 40 minutos.

Faça então as broinhas do formato que quiser e deixe crescer já na fôrma untada com manteiga e farinha de trigo ou fubá.

Depois de crescerem, leve ao forno a 200 graus.

Canjica ou munguzá

Milho próprio para canjica;
Leite;
canela em pau;

Opcionais: casquinhas de limão ou laranja, leite condensado, coco ralado, amendoim torrado. 
Deixe o milho da canjica de molho na água de preferência de um dia para outro. Cozinhe em água suficiente na panela de pressão por mais ou menos 20 minutos com a canela em pau e, se quiser, as casquinhas de limão ou laranja.

Depois de cozido, acrescente o leite quente e o açúcar (ou leite condensado) e deixe ferver mais um pouco (querendo, pode-se pôr também coco ralado e amendoim torrado).

Canjica pernambucana

25 espigas de milho verde;
1 xícara de leite de coco grosso;
4 litros de leite de coco ralo;
3 xícaras de açúcar refinado;
1 colher de sopa de manteiga;
1 colher de sopa rasa de sal;
1 xícara de chá de erva-doce; 
Opcional: 50 gramas de queijo de manteiga ralado.

Rale as espigas e lave a massa com parte do leite ralo em peneira finíssima. Passe na máquina de carne (peça sem dente) ou no liquidificador. Junte o resto do leite ralo e leve ao fogo, mexendo sempre com colher de pau.

Depois de meia hora de fervura, acrescente os outros ingredientes e, por último, o leite grosso. Cozinhe com fervura constante, sempre mexendo.

Despeje em pratos e polvilhe com canela em pó.

Curau

Festa Junina

Espigas de milho verde;
Açúcar;
água (ou leite);
canela em pó. 
Retire o milho da espiga com uma faca, rale-o ou bata-o no liquidificador e passe-o em peneiras finas, apertando bem com uma colher para obter o suco. Junte o açúcar e leve ao fogo, acrescentando água ou leite e mexendo sempre com uma colher de pau, até que o creme fique totalmente cozido.

Despeje em recipientes untados com água fria e salpique canela em pó.

Dica: Com o farelo que sobrou na peneira ao preparar o curau, aproveite para fazer bolinhos de milho verde fritos. Basta acrescentar ovos, sal, um pouco de óleo e uma pitada de fermento. Com uma colher, em panela com óleo quente, vá fritando pequenas quantidades de massa.

Cuscuz de milho

Festa Junina

250 gramas de flocos de milho;
1 coco raspado;
sal a gosto;
água. 
Com a água salgada, umedeça os flocos de milho, misture bem e leve a cozinhar no cuscuzeiro. Ou faça o seguinte: ferva água numa chaleira; coloque a massa em um pires, formando montes; cubra com um guardanapo úmido, amarre embaixo do pires e tampe com ele a boca da chaleira.

Em 10 a 15 minutos o cuscuz estará cozido. Deixe esfriar e ensope-o com leite de coco açucarado e com um pouquinho de sal.

Leve ao fogo e mexa sempre até ferver.

Grude

1 quilo de goma (polvilho);
250 gramas de coco raspado;
1 colher de café de sal. 
Lave a goma até tirar o azedo, passe por um tecido fino e seque, colocando um pano sobre ela. Quando estiver apenas úmida, passe numa peneira e junte o coco e o sal, misturando bem para a massa ficar ligada.

Leve para assar no forno em assadeira.

Pamonha

Festa Junina

Fazer pamonha no interior é sempre um acontecimento festivo que reúne familiares, vizinhos e amigos. Todos dividem as tarefas e trabalham num clima de muita alegria e empolgação.

Espigas de milho verde;
Leite;
Banha;
açúcar (se for pamonha doce) e sal (se for pamonha salgada).

Reservar boas palhas de milho para fazer os saquinhos das pamonhas e também para amarrá-las.

Descasque e rale as espigas de milho, raspando os sabugos com uma colher. Acrescente o leite, a banha quente em quantidade suficiente para uma massa consistente e tempere com açúcar ou com sal.

Coloque a massa em cada saquinho feito da palha, amarre-os e leve para cozinhar em um caldeirão com água fervente. Cubra com sabugos para que as pamonhas afundem na água, proporcionando cozimento homogêneo.

Dica: na pamonha salgada, pode-se acrescentar, em cada uma, pedaços de queijo fresco.

Pamonha com coco

25 espigas;
2 e ½ xícaras de açúcar refinado;
leite grosso de 2 cocos;
leite ralo de 2 cocos (7 xícaras);
1 xícara de chá de erva-doce;
1 colher de sopa de manteiga derretida;
cascas de milho verde em formato de saquinhos. 
Rale o milho. Com a metade do leite do coco ralo, lave a massa e passe-a por peneira mais grossa do que a da canjica. Acrescente o restante dos ingredientes.

Encha os saquinhos feitos com as palhas, amarre-os com tiras finas de palha e leve a cozinhar em bastante água fervente com um pouquinho de sal.

Pé-de-moleque

Festa Junina

1 quilo de amendoim cru e com casca;
2 copos de açúcar;
1 colher de café de bicarbonato. 
Leve uma panela ao fogo com o amendoim e o açúcar e vá mexendo com uma colher de pau para torrar. Quando estiver caramelado, apague o fogo e jogue o bicarbonato.

Mexa bem e jogue numa superfície de mármore devidamente untada com manteiga.

Deixe esfriar e quebre os pedaços.

Pé-de-moleque da Amazônia

1 quilo e meio de massa de mandioca mole;
2 cocos;
600 gramas de açúcar refinado;
5 gramas de cravo torrado;
5 gramas de erva-doce torrada;
1 litro de água quente
300 gramas de castanhas castanhas-do-pará torradas e moídas
100 gramas de castanhas-do-pará torradas (para enfeitar);
2 ovos inteiros
2 gemas
1 colher de sopa de manteiga derretida. 
Desmanche a massa na água; peneire e lave até perder o azedo. Esprema e pese 1 quilo. Retire o leite dos cocos com toda a água e junte à massa com o restante dos ingredientes. Enfeite com castanhas inteiras.

Fôrma untada e forno quente.

Esta receita também pode ser feita de maneira mais simples, Com macaxeira cozida e assada, castanha-do-pará, açúcar e Erva-doce. Misturar bem todos os ingredientes e fazer pequenas
Porções redondas e achatadas. Levar à chapa do fogão à lenha. O resultado é uma espécie de bolacha torrada por fora e macia por dentro. Essa é uma das delícias culinárias típicas das populações ribeirinhas da Amazônia

Pé-de-moleque de rapadura

1 rapadura pura;
1/2 quilo de amendoim torrado sem casca, ligeiramente moído ou passado no liquidificador;
1 xícara de café de leite;
1 pedaço médio de gengibre cortado miúdo. 
Pique bem a rapadura e leve ao fogo para derreter juntamente com o leite e o gengibre, mexendo com uma colher de pau. Quando desmanchar e formar um melado, coloque um pouco deste numa xícara com água se estiver no ponto, formará uma bolinha consistente.

Apague o fogo, acrescente o amendoim e bata bem. Quando o fundo da panela começar a ficar esbranquiçado, despeje numa superfície de mármore untada com manteiga.

Deixe esfriar e corte os pés-de-moleque.

Pipoca doce

1 xícara de chá de milho de pipoca;
1 xícara de açúcar;
1 xícara de chá de água;
½ xícara de óleo. 
Misture bem os ingredientes até formar uma calda. Tampe a panela e deixe a pipoca estourar.

Depois de pronta, despeje-a numa assadeira e deixe esfriar para ficar crocante.

Pipoca salgada

1 xícara de chá de milho de pipoca;
½ xícara de óleo;
sal. 
Numa panela ou pipoqueira, coloque o milho de pipoca com um pouco de óleo. Tampe a panela, dando umas sacudidelas para que os grãos estourem. Acrescente sal e misture bem.

Sopa de milho verde

20 espigas de milho verde;
5 espigas de milho maduro;
1 quilo de costelinha de boi;
temperos secos a gosto;
sal;
vinagre;
coentro;
cebolinha;
2 dentes de alho amassados;
4 tomates picados;
2 cebolas picadas;
1 pimentão picado;
2 colheres de sopa de extrato de tomate. 
Rale os 5 milhos maduros e reserve. Em um caldeirão, refogue as costelinhas com todos os temperos secos e verdes e junte os grãos dos milhos ralados e as outras espigas de milho. Cubra tudo com bastante água e deixe em fogo brando até que as espigas estejam cozidas.

É preciso mexer constantemente, pois os grãos ralados descem ao fundo do caldeirão. Observe sempre a água para que o milho cozinhe bem.

Tapioca

Festa Junina

Goma;
Sal a gosto;
Coco ralado. 
Lave bem a goma para tirar todo o azedo. Deixe secar numa vasilha coberta com um guardanapo e, quando estiver úmida, passe na peneira.

Ponha sal com muito cuidado, pois ela salga com facilidade.
Leve uma frigideira ao fogo e, quando estiver bem quente, acrescente uma xícara ou um punhado da goma e espalhe com a mão mesmo em toda a superfície da frigideira. Espalhe por cima um pouco de coco ralado e polvilhe sobre o coco um pouco de goma.

Quando estiver levantando dos lados, retire e feche em forma de papel.

Para assar na fogueira

Batata-doce

Embrulhe em papel-alumínio e coloque na fogueira para cozinhar. Depois de cozida, abra ao meio e cubra com manteiga ou queijo catupiry.

Cebola do reino

Embrulhe em papel-alumínio e coloque na fogueira para cozinhar. Depois de cozida, corte em pedaços e tempere com azeite de oliva.

Fonte: www.festajunina.com.br

Festa Junina

DOS DEUSES PAGÃOS À SÃO JOÃO BATISTA....

O mês de junho, época de Solstício de Verão na Europa, ensejou inúmeros rituais de invocação de fertilidade, necessários para garantir o crescimento da vegetação, fartura na colheita e clamar por mais chuvas. Estes rituais, eram expressões que foram praticadas pelas mais diferentes culturas, em todos os tempos e em todas as partes do planeta.

O espetáculo das grandes mudanças que nos oferece a natureza sobre a face da terra, sempre impressionou o homem e levou-o a meditar sobre suas causas, efeitos e transformações. Em certo estágio de desenvolvimento, acreditou ele, estar em suas mãos os meios de evitar uma calamidade em potencial e que podia interferir, apressando ou retardando a marcha das estações pela arte da magia. Com este pensamento fixo, passou a realizar rituais e a proferir palavras mágicas para o sol brilhar, os animais se multiplicarem e a vegetação ou colheita desenvolver-se.

Festa Junina

No decurso de mais algum tempo, porém, acabou por convencer-se que o crescimento e a decadência da vegetação e as alterações das estações, assim como a vida e a morte de qualquer criatura viva, dependiam da força e da vontade de seres divinos. Sendo assim, a velha teoria mágica das estações, foi complementada com uma teoria religiosa. Mas, mesmo associando estas transformações às suas divindades, achou que através de certos ritos mágicos, poderia dar uma ajuda ao seu deus, que era o princípio da vida na luta contra o princípio contrário, a morte.

As cerimônias que realizava para alcançar este objetivo, não passavam de representações dramáticas dos processos naturais que desejava favorecer.

Não obstante, os dois lados da vida, o vegetal e o animal, não estavam dissociados na mente daqueles que realizavam estes cerimoniais. Em verdade, eles acreditavam que existiam profundos laços que uniam o mundo vegetal ao animal e em funções disso, combinavam a representação dramática do renascimento das plantas a união dos sexos, objetivando estimular ao mesmo tempo e com um único ato, a multiplicação dos frutos, dos animais e dos homens. Para eles, o princípio da vida e da fertilidade, fosse animal ou vegetal era uno e indivisível. Alimento e filhos, era o que os homens procuravam obter com a realização de ritos mágicos para regular as estações. Estes rituais de fertilidade, sendo muito importantes para todos os povos, perduraram através dos tempos e na "Era Cristã" não houve como apagá-los. E, a Igreja Católica, inteligentemente, ao invés de condená-los, adaptou-os as comemorações do dia de São João, que teria nascido em 24 de junho, dia do solstício.

Festa Junina

Nos conta Frazer, em seu livro "O Ramo de Ouro", do início do século XX, que na Sardenha, os jardins de Adônis ainda são plantados na festa de Solstício de Verão, que lá tem o nome de festa de São João. Era costume, também, em 1 de abril um rapaz da aldeia se apresentar diante de uma moça e pedir-lhe para ser sua "camare" (namorada) e se oferecer para ser seu "compare". O convite era considerado como uma honra pela família da moça e aceito com satisfação. No final de maio, a jovem faz um vaso com casca de um sobreiro, enche-o de terra e nele semeia um punhado de trigo e cevada. Colocado ao sol e regado na devida frequência, os grãos brotam rapidamente e, na véspera do solstício (23, junho, véspera de São João), já estaria bem desenvolvido. O vaso é então chamado de "erme" ou "nenneri". No dia de São João, o rapaz e a moça, acompanhados por uma comitiva e precedidos por crianças, vão em procissão até a igreja. Ali quebram o vaso e lançando-o contra a porta do templo. Sentam-se em seguida em círculo na relva e comem ovos e verduras ao som da música de flautas. Em seguida dão-se as mãos e canta, "Namorados de São João ( Compare e comare di San Giovanni) várias vezes, enquanto as flautas tocam durante todo este ínterim. Quando se cansam de cantar, levantam-se e dançam alegremente em círculo até a madrugada.

Outro aspecto importante da festa do Solstício de Verão ligado ao nome de São João é a tradição de banhar-se no mar, nas nascentes, nos rios ou no sereno, na noite da véspera do dia da festa do Solstício. Em Nápoles, há uma igreja dedicada a São João Batista com nome de São João do Mar (San Giovan a mare). Este hábito é bastante antigo e, homens e mulheres acreditavam que no ato de banhar-se ficariam livres de todos os pecados. Nos Abruzos, ainda se acredita que água possua qualidades benéficas na noite de São João. Em Marsala, na Sicília, há uma nascente em uma gruta subterrânea, chamada Gritto della Sibila. Ao seu lado, há uma igreja de São João. Na véspera de São João, dia 23 de junho, mulheres e moças visitam e gruta e, ao beber da água profética, ficam sabendo se seus maridos são fiéis ou se casarão no próximo ano. Também os enfermos, acreditam que banhando-se nestas águas, ficarão curados de seus males.

O alcance destas crenças eram tão grandes, que a Igreja, acabou por achar melhor seguir uma política de acomodação, dando a estes ritos um nome cristão. E, ao procurar um santo para suplantar o patrono pagão de tais banhos, dificilmente poderiam ter encontrado um sucessor mais adequado do que São João Batista.

Atualmente, os rituais de fertilidade estão representados no casamento caipira e, as antigas oferendas, deram lugar às simpatias, adivinhações e pedidos de graças aos santos. O santo mais requisitado é o Santo Antonio, conhecido como casamenteiro, que segundo reza uma lenda, levou três irmãs solteiras ao altar.

O FOGO DA VIDA E DA PURIFICAÇÃO...

Também perduraram, desde os tempos imemoriais, os costumes de acender fogueiras e tochas, que livravam as plantas e colheitas dos espíritos maus que poderiam impedir a fertilidade.

A festa de São João está também, diretamente relacionada com o elemento "fogo". Analisando mais a fundo o simbolismo deste elemento, chegaremos a seus vários aspectos

O fogo é criação, nascimento, luz original, alegria e elemento que foi divinizado pelo homem. Este, submerso nos mistérios da noite, alegra-se quando seus olhos se abrem para a luz do dia, iluminados pelos raios benéficos do Sol. Mas o fogo também é destruidor, já que tudo queima e incinera. Esta ambivalência foi rapidamente observada pelos nossos antepassados que fizeram do fogo uma representação do bem e do mal. O fogo portanto, é princípio de vida, revelação, iluminação, purificação, mas também paixão e destruição. Dá a vida, mas volta a tirá-la e transforma-a em cinza.

As fogueiras de São João, que queimam atualmente, na noite de 23 de junho (véspera da festa de São João), eram no começo, fogos de fertilização e purificação que se acendiam no dia do Solstício de Verão, na Europa (21 de junho), justamente antes das colheitas, em honra aos deuses para agradecer as suas bondades, ou imediatamente depois, para purificar a terra.

As festividades de São João, portanto, celebram a vida, o Sol, o fogo transformador que consome o velho para criar algo novo.

TRADIÇÃO QUE CONQUISTOU OS ÍNDIOS...

Quando os portugueses chegaram com seus jesuítas ao Brasil, em torno 1500, trouxeram em sua bagagem todas as suas crenças e costumes. Alguns cronistas contam que os jesuítas foram os primeiros a acender fogueiras e tochas para comemorar a festa de São João.

Ela foi muito bem aceita pelo nosso indígena, pois se identificava com suas danças sagradas realizadas também, em torno do fogo.

Os jesuítas, muito astutos, se utilizaram do interesse do índio pelas festas religiosas para atraí-los e estabelecerem contatos com objetivos de catequese.

COQUETEL DE CULTURAS

As festas juninas somam hoje, contribuições culturais de vários povos que aqui se estabeleceram como o passar do tempo. E, pode-se dizer, por que não, que este verdadeiro "coquetel de culturas" foi um arranjo perfeito e mobiliza romaria de turistas para apreciarem suas alegres e descontraídas festas.

Desde do século XIII, a festa de São João portuguesa chama-se "joanina" e incluía os santos: Santo Antônio ( 13 de junho), São João (24 de junho) e São Pedro (29 de junho).

As Festas Juninas têm inicio em 13 de junho, Dia de Santo Antônio. Esse santo português, viveu em 1195 e faz parte da ordem dos franciscanos, falecendo em Pádua, na Itália, com 36 anos. Bastante reverenciado no Brasil no início do século XX, chegou a ser condecorado patrono do exército brasileiro. Na cultura popular ele é conhecido como santo casamenteiro, dividindo com São Gonçalo, as promessas e as rezas das moças solteiras interessadas em casar. As festividades em seu louvor incluem levantamentos de mastro, cantorias, romarias e procissões por todo o País, além de inúmeras crendices e superstições.

No imaginário popular, Santo Antônio também ajuda na busca de coisas perdidas.

Já São João está relacionado com o fogo lendário das fogueiras. Sua adoração era tradicional na Península Ibérica e foi, portanto, trazida ao Brasil pelos jesuítas. O santo é o mesmo João, filho de Isabel, prima de Maria, que anunciou a vinda do Messias e foi chamado de precursor do povo judeu. Ao contrário da imagem descrita pela Bíblia de um homem ríspido e severo, tem-se nas festas a sua imagem associada a uma criança meiga e alegre, que adora foguetes e barulho.

São Pedro é o último a ser comemorado, no dia 29 de junho. Um dos maiores festejos do Brasil dedicados ao santo ocorre na cidade de Teresina, no Piauí, cuja festa termina com procissão fluvial pelo rio Parnaíba. É conhecido como santo chaveiro, pois a ele foram confiadas as chaves do Reino dos Céus. É o padroeiro dos pescadores, que realizam procissões marítimas em sua homenagem, e também o protetor das viúvas.

Já a quadrilha, tão apreciada e cantada nestas festas juninas é uma dança francesa que tem suas raízes nas contra-danças inglesas (contry dance= dança rural) e surgiu no final do século XVIII. Esta dança desembarcou no Brasil com a família real portuguesa em 1808. Só a alta sociedade da época, divertia-se em suas recepções ao som da quadrilha.

Com o tempo, este modismo importado da França, caiu nas graças do povo, passando então, a integrar o repertório de cantores e compositores. Foi assim, que a quadrilha deixou os salões aristocráticos para entrar nas festas populares. Surgiram então, as variantes no interior do país, como a quadrilha caipira. A quadrilha ainda hoje, é dançada no interior para homenagear os santos juninos e agradecer as boas colheitas da roça. O instrumento tradicional das quadrilhas é a sanfona.

Mas, a pitada que dá o toque especial ao nosso "coquetel de cultura" é a maravilhosa culinária indígena, com suas comidas à base do milho como: espigas de milho, pamonha, canjica, bolo de fubá, etc.

Portanto, unindo música, teatro e boa comida, as festas juninas expressam um imaginário rico em passagens da vida cotidiana de um povo simples.

É, antes de tudo, uma oportunidade onde se dança e canta os costumes herdados da sabedoria de nossos ancestrais. Sábios ensinamentos de um tempo que o próprio tempo se encarregou de deixar para trás, mas que nossa memória nega-se de esquecer.

Além disso, estas festividades tiveram um papel essencial na integração entre índios e portugueses e, mais tarde, com os negros e outros grupos étnicos, estabelecendo o que podemos chamar de união de laços culturais. Inseridas dentro de um contexto religioso, estas festas foram portanto, muito importantes nas relações entre diferentes povos que colonizaram o Brasil. Esta polifonia cultural está arraigada até hoje.

Estas festa ainda, nos fazem reviver mitos e nos trazem ao palco da vida atual, cenas da história de um povo, contadas sob um moderno ponto de vista. São realmente, as primeiras conquistas do povo brasileiro, que nelas se vê e se representa em papéis ativos.

O CAIPIRA

O caipira é um tipo humano de uma determinada região. Sua vida simplória, sua falta de instrução e por vezes, até falta de higiene, são fatores hereditários que tornaram-no uma figura característica do interior paulista. Mas como qualquer tipo humano, ele possui belíssimas tradições que chegaram até nós através de gerações.

Acreditamos que nas festas juninas o caipira aparece como uma figura deturpada, o que tornou-o extremamente cômico, próximo de um palhaço, talvez por pura falta de conhecimento da verdade que representa sua figura. A imaginação jocosa não vê as qualidades e virtudes que possui, frente as condições desfavoráveis do seu viver.

CASAMENTO CAIPIRA

A cerimônia de casamento caipira é uma manifestação realizada durante os festejos juninos, principalmente nos dias dedicados a São Pedro.

Dependendo da região e estado do Brasil o Casamento Caipira é conhecido também por outros nomes como Casamento Matuto e Casamento na Roça.

O Casamento Caipira é uma paródia às cerimônias tradicionais. O cerimonial é precedido de um grande cortejo pelas ruas da cidade, onde os principais personagens da representação são: a noiva grávida, o noivo, o delegado, o padre, os pais dos noivos, padrinhos, etc. O enlace caricaturado se desenvolve em meio à fugas do noivo, as indecisões da noiva e ameaças por parte dos pais, vigário e o delegado. Os textos apresentam uma linguagem libidinosa e os sermões contém forte conotações crítico-sociais. Após a celebração do casamento, inicia-se a quadrilha.

Fonte: www.rosanevolpatto.trd.br

Festa Junina

Três santos são efusiva e intensamente comemorados em junho, em todo o Brasil, desde o período colonial: Santo Antônio, São João e São Pedro. No nordeste brasileiro principalmente, estes santos são reverenciados e pode-se dizer que a importância destas festas, para as populações nortista e nordestina, ultrapassa a do Natal, principal festa cristã, e que elas são, historicamente, o evento festivo mais importante destas regiões, tanto cultural como politicamente.

Acredita-se que estas festas têm origens no século XII, na região da França, com a celebração dos solstícios de verão (dia mais longo do ano, 22 ou 23 de junho), vésperas do início das colheitas. No hemisfério sul, na mesma época, acontece o solstício de inverno (noite mais longa do ano). Como aconteceu com outras festas de origem pagã, estas também foram adquirindo um sentido religioso introduzido pelo cristianismo, trazido pela igreja católica ao Novo Mundo.A comemoração das festas juninas é certamente herança portuguesa no Brasil, acrescida ainda dos costumes franceses que a elas se mesclaram na Europa.

O ciclo das festas juninas gira em torno de três datas principais: 13 de junho, festa de Santo Antônio; 24 de junho, São João e 29 de junho, São Pedro. Durante este período, o país fica praticamente tomado por festas. De norte a sul do Brasil comemoram-se os santos juninos, com fogueiras e comidas típicas.

É interessante notar que não apenas o dia, propriamente dito, mas todo o mês, é considerado como tempo consagrado a estes santos na região e, principalmente, as vésperas , que é quando se realizam os sortilégios e simpatias, a parte mágica da festa típica do catolicismo popular. Inúmeras adivinhações a respeito dos amores e do futuro (com quem se vai casar, se se é amado ou amada, quantos filhos se vai ter, se se vai morrer jovem ou ganhar dinheiro etc.) são feitas nas vésperas do dia dos santos, em geral de madrugada.

A primeira das festas do ciclo junino é a de Santo Antônio. A véspera deste dia, significativamente, foi escolhida oficialmente como Dia dos Namorados, no Brasil.

Imgem de Santo Antonio vendida em Bom Jesus da Lapa, Bahia. Foto de Adenor Gondim, 2000O culto de Santo Antônio é, como o de São João, herança portuguesa. Sendo um santo português, nascido em Lisboa, era também um dos mais populares e cultuados tanto em Portugal quanto no Brasil-Colônia. Segundo os portugueses, a ação de Santo Antônio era fundamental na guerra e seu nome funcionava como arma contra perigos imbatíveis. No Brasil seu papel de militar foi importante, também, dadas as inúmeras guerras e revoltas durante as quais era invocado. E tanto fez ao lado das forças armadas brasileiras que recebeu patente e mesmo soldo em várias companhias do exército brasileiro. Recebeu ainda, por esta razão, o apoio dos militares, com dinheiro e prestígio, às suas igrejas, obras e festas. É incontável o número de homenagens a Santo Antônio, igrejas construídas em seu louvor, nomes de ruas, praças, pessoas etc., na história e geografia brasileiras.

Atualmente Santo Antônio já não é mais cultuado como militar e sim como casamenteiro e deparador de coisas perdidas. Cascudo (1969) cita um trecho de um sermão do padre Antônio Vieira no Maranhão, em 1656, em que são relevados os maravilhosos poderes deste santo na resolução de vários problemas da vida humana:

“Se vos adoece o filho, Santo Antonio; se vos foge o escravo, Santo Antônio, se mandais a encomenda, Santo Antônio, se esperais o retorno, Santo Antonio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se aguardais a sentença, Santo Antônio, se perdeis a menor miudeza da vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio.” (Padre Antonio Vieira, apud Cascudo, 1969: 128).

Segundo Gilberto Freire (1995) a escassez de portugueses na colônia sublinhou o valor do casamento ou mesmo da procriação (com ou sem o casamento), o que tornou populares os santos padroeiros do amor, da fertilidade, das uniões e instaurou uma grande tolerância para com toda espécie de reunião que resultasse no aumento da população no Brasil. Estes interesses abafaram não apenas os preconceitos morais como os escrúpulos católicos de ortodoxia.

Assim, os grandes santos nacionais tornaram-se, à época, aqueles aos quais a imaginação popular atribuía milagrosa intervenção capaz de aproximar os sexos, fecundar mulheres e proteger a maternidade, como Santo Antônio, São João, São Pedro, o Menino Jesus, N. Sra do Bom Parto etc.. A crença de que Santo Antônio se “devidamente” invocado, perturbado com pedidos de todo tipo e até mesmo “torturado”, arranja casamento mesmo para a mais sem graça das moças é muito difundida, e é esta a qualidade mais prezada do santo durante as festas juninas. São João também já teve estas funções e também São Gonçalo (que continua sendo invocado com esta finalidade através de danças, no interior do Brasil) como mostra Freire:

“Uma das primeiras festas, meio populares, meio de igreja de que nos falam as crônicas coloniais do Brasil é a de São João já com fogueiras e danças. Pois as funções deste popularíssimo santo são afrodisíacas; e ao seu culto se ligam até praticas e cantigas sensuais. É o santo casamenteiro por excelência. [...] As sortes que se fazem na noite ou na madrugada de São João, festejado a foguetes, busca-pés e vivas, visam no Brasil, como em Portugal, a união dos sexos, o casamento, o amor que se deseja e não se encontrou ainda. No Brasil faz-se a sorte da clara de ovo dentro do copo de água; a da espiga de milho que se deixa debaixo do travesseiro, para ver em sonho quem vem comê-la; a da faca que de noite se enterra até o cabo na bananeira para de manhã cedo decifrar-se sofregamente a mancha ou a nódoa na lâmina; a da bacia de água, a das agulhas, a do bochecho. Outros interesses de amor encontram proteção em Santo Antônio. Por exemplo, as afeições perdidas. Os noivos, maridos ou amantes desaparecidos. Os amores frios ou mortos. É um dos santos que mais encontramos associados às práticas de feitiçaria afrodisíaca no Brasil. É a imagem desse santo que frequentemente se pendura de cabeça para baixo dentro da cacimba ou do poço para que atenda às promessas o mais breve possível. Os mais impacientes colocam-na dentro de urinóis velhos. São Gonçalo do Amarante presta-se a sem cerimônias ainda maiores. Ao seu culto é que se acham ligadas as práticas mais livres e sensuais. Atribuem-lhe a especialidade de arrumar marido ou amante para as velhas, como São Pedro a de casar as viúvas. Mas quase todos os amorosos recorrem a São Gonçalo”. (Freire, 1995: 246).

As danças de São Gonçalo, conhecidas como “são gonçalinho”, visam propiciar o casamento, do mesmo modo que as simpatias com a imagem de Santo Antônio, que são até hoje populares no interior do nordeste brasileiro (Dantas, 1976a; Martins, 1954; Queiróz, 1958). A festa de São Gonçalo descrita por La Barbinais no XVIII e citada por Gilberto Freire, mostra características de orgias rituais e lembra mesmo os festivais pagãos. Uma festa de amor e fecundidade:

“Danças desenvolvidas ao redor da imagem do santo. Danças em que o viajante viu tomar parte o próprio vice-rei, homem já de idade, cercado de frades, fidalgos, negros. E de todas as marafonas da Bahia. Uma promiscuidade ainda hoje característica das nossas festas de igreja. Violas tocando. Gente cantando. Barracas. Muita comida. Exaltação sexual. Todo esse desadoro - por três dias e no meio da mata. De vez em quando, hinos sacros. Uma imagem do santo tirada do altar andou de mão em mão, jogada como uma peteca de um lado para o outro. Exatamente - notou La Barbinais - ‘o que outrora faziam os pagãos num sacrifício especial anualmente oferecido a Hércules, cerimônia na qual fustigavam e cobriam de injúrias a imagem do semideus’” (Freire, 1995: 248)

Para Freire, estes são sinais de uma festa já influenciada, na Bahia, por elementos orgiásticos africanos que teriam sido absorvidos no Brasil. Mas o “resíduo pagão” teria mesmo sido trazido pelos portugueses, com seus “cristianismo lírico”, suas festas de procissões alegres em que apareciam, como já vimos, tanto Nossa Senhora fugindo para o Egito, como Mercúrio, os Ventos, os Continentes (deuses gregos e romanos), o Menino Deus, ninfas, anjos, sátiros, patriarcas, reis, imperadores etc..

“Um catolicismo ascético, ortodoxo, entravando a liberdade aos sentidos e aos instintos de geração teria impedido Portugal de abarcar meio mundo com as pernas. As sobrevivências pagãs no cristianismo português desempenharam assim importante papel na política imperialista. As sobrevivências pagãs e as tendências para a poligamia desenvolvidos ao contato quente e voluptuoso com os mouros” (Freire, 1995:250).

Freire também observa, portanto, a capacidade das festas de estabelecerem, através do desregramento possível, ou da inserção nela de múltiplas regras, a mediação entre as culturas e movê-las em direção ao objetivo comum de construção da sociedade brasileira. E neste sentido, tanto a festa de São Gonçalo, como as juninas e outras parecem ter desempenhado papel preponderante. No nordeste, contudo, as festas juninas prevalecem como as mais atrativas e de maior investimento popular.

Atualmente comemora-se Santo Antônio do mesmo modo que se comemora São João e São Pedro embora as intenções das festas sejam diferentes. E apesar da religiosidade envolvida, a maior atração, que faz com que todos se reúnam (mesmo os não-católicos) para comemorar as festas juninas são, de fato, as fogueiras, batatas-doces assadas, canjica, quentão, milho verde assado, pipocas, quadrilhas, bumbas-meu-boi, simpatias, fogos de artifício, bombinhas e brincadeiras, enfim, toda a alegria que envolve estas festas. Talvez porque no Nordeste, ainda se mantêm rígidos padrões de comportamento, quebrados temporariamente durante as festas juninas quando, “salvo chuva e salvo engano, a satisfação é geral”.

O São João como fato social total

Quadrilha de São JoãoNo nordeste brasileiro, a perspectiva das festas juninas transforma as cidades e o espírito das pessoas, que parecem sentir uma irresistível atração e afinidade pela festa. Muitos nordestinos que se encontram fora de seus estados costumam economizar dinheiro, comprar presentes e voltar com eles para sua cidade natal na época das festas juninas, a fim de comemorar os santos. No sudeste é comum que nordestinos abandonem seus empregos, faltem por toda uma quinzena, peçam licença ou ofereçam-se para trocar o período do Natal por alguns dias de folga em junho, ou ainda negociem suas férias para gozá-las no meio do ano e poderem estar presentes às festas juninas, em sua terra. O mês de junho é um mês do refluxo migratório e as companhias de transporte rodoviário e aéreo atestam este fato. Os que não voltam para suas cidades a fim de participar da festa podem encontrar alternativas nas festas juninas realizadas nos grandes centros urbanos sob iniciativa das Secretarias de Cultura .

O “São João” (modo pelo qual se referem os nordestinos ao ciclo de festas do mês de junho), principalmente, adquire tal importância na vida social nordestina que não apenas é fonte de preocupação durante todo o ano (quando se poupa dinheiro a ser investido na participação na festa ou se organizam eventos a serem apresentados nela), como ainda move interesses políticos e econômicos que poucas vezes se imagina. De acordo com as informações dos jornais, televisões e rádios, de todo o Brasil, a festa de São João esvazia o Plenário do Congresso, em Brasília. Para se ter uma idéia da importância do São João nordestino, basta saber que em 1993 promessas de cargos e de não cortar algumas emendas de deputados durante a reprogramação orçamentária não foram suficientes para ajudar a aprovar o IPMF e o governo só conseguiu a participação geral no plenário no dia 22 de junho de 1993 porque prometeu a cada um dos deputados nordestinos que eles teriam reservas nos aviões para retornarem a seus Estados antes das festas de São João, que começariam no dia 23 de junho à noite. A deputada Roseana Sarney (PFL-MA) declarou:

“As pessoas do Sul do país podem não acreditar, mas as festas de São João são tão importantes para o político nordestino que poderiam impedir a votação do IPMF”. (Folha de São Paulo, 21/06/1993).

O deputado Gustavo Krause (PFL-PE), acrescenta:

“Eu sou um caso raro de político nordestino que não deverá passar o São João com suas bases, porque vou a São Paulo, mas por conta disso minha família está rompida comigo”.(Folha de São Paulo, 21/06/1993).

Já José Carlos Aleluia, (PFL-BA), era um dos casos dos muitos deputados que se jogam de cabeça nas festas de São João:

“Viajo nesta quarta feira pela manhã para a Bahia, passo o São João no carro, visito os arraiais e quadrilhas em cerca de dez municípios distribuídos por cerca de 2.000 km do interior [...] se eu não for, não me reelejo”. (Folha de São Paulo, 21/06/1993).

O deputado federal Tony Gel (PRN-PE) preferiu passar o São João em Caruaru (PE).

“Deveria estar em Brasília, mas o São João em Caruaru é o maior de todos os tempos este ano e é impossível ficar longe dele”.

Tony Gel disse ainda que votaria pela aprovação da regulamentação, mas:

“Não vejo a votação como importante. É sempre mais um imposto e acho que não é fundamental para o país” (Folha de São Paulo, 21/06/1993).

Para o deputado, a festa é mais importante. Ela é que é do interesse popular em junho e o distanciamento entre a política oficial (a do Estado) e a política “paralela” (local e da festa) se revela em seu comportamento, uma vez que ele percebe que o povo não o reelegerá se ele não participar da festa. Seu discurso sugere que seus eleitores não se importam tanto se sua ausência no plenário ajuda a aprovação de mais um imposto. Seu lugar, em junho, é na festa de São João, mais que no Plenário do Congresso. A política da festa local adquire assim, maior relevância que a nacional.

Com o desenvolvimento dos meios de comunicação e a descoberta das festas como produto turístico a partir dos carnavais carioca, baiano e pernambucano, as grandes festas populares brasileiras ganharam espaço na mídia e, a partir disso, recursos do Estado para sua implementação como evento oficial. O crescimento das festas juninas de Caruaru e Campina Grande é significativo das transformações pelas quais a festa tradicional vem passando e do modo como vem se inserindo na modernidade. Ela tem absorvido elementos novos sem abandonar suas principais características e mediando as relações entre tradição e modernidade, urbano e rural, entre muitas outras, de todas as festas.

O “Maior São João do Mundo”

Talvez o melhor exemplo do crescimento e importância que o São João vem adquirindo na região nordeste possa ser expresso pela festa de Caruaru, em Pernambuco, que compete pelo título de “Capital do Forró” com Campina Grande, na Paraíba. Caruaru retém, atualmente, o mais conhecido São João do Brasil, embora, se diga que em grandeza está ao lado do de Campina Grande. Os caruaruenses não concordam com isso:

‘Campina Grande é uma cidade ridícula a maior parte das ruas não é nem sequer calcimentadas [pavimentada]. Porém é uma cidade industrial e com isso o dinheiro lá entra mais fácil que em Caruaru que é comercial. Mas Caruaru tem mais estrutura para festa” (Eder, 29 anos, habitante de Caruaru).

Toda a infra-estrutura da festa em Caruaru denota que ela se prepara para ser uma nova fonte de renda da cidade, talvez a principal, logo depois das famosas feiras que durante a festa se incorporam a ela. Localizada às margens da BR 232 e distante 132 quilômetros da capital pernambucana, Caruaru é internacionalmente conhecida pela sua feira de artesanato, produtos típicos e, atualmente, pela sua festa de São João. Com pouco mais de 250 mil habitantes, um clima ameno, inesperado para a região, e uma população tida como bastante acolhedora, é a cidade líder na região e um dos mais importantes centros de atividade econômica e cultural do interior nordestino. Lá se encontra o que a UNESCO reconhece como “o maior centro de artes figurativas das Américas” - O Alto do Moura - uma comunidade com mais de mil artesãos que representam no barro o dia-a-dia do homem nordestino, divulgando até mesmo no exterior a arte iniciada há quase um século por Mestre Vitalino e vendida na feira de Caruaru e no próprio Alto do Moura.

Durante todo o mês de junho, noite ou dia, os acordes das sanfonas, dos triângulos e das zabumbas, arrastam milhares de pessoas de todo o país ao longo das ruas, nas palhoças e palhoções e por todo o pátio de eventos. São mais de duzentas ruas ornamentadas com bandeirinhas e balões para o forró e o passeio das quadrilhas.

Reunindo pequenas feiras, algumas delas de destaque nacional como a Feira do Gado, a rica Feira de Artesanato, a curiosa e famosa feira do Troca-Troca ou ainda a preciosa Feira de Antiguidades, Caruaru tem a fama de “maior reunião brasileira de folclore”. E há alguns anos, durante o mês de junho, Caruaru se torna um gigantesco arraial.

Toda uma cidade cenográfica foi criada, visando trazer para o centro de Caruaru o “clima da roça”. Toda a cidade cenográfica é enfeitada para receber os turistas que começam a chegar nos lotados “trens do forró”, vindos de Recife para dançar quadrilha e participar da festa que não pára durante todo o mês de junho.

O Trem do Forró é uma das maiores atrações da festa. Ele parte de Recife, percorrendo diversas cidades onde novas pessoas vão entrando e se integrando à festa dentro do trem. No interior do Trem o forró não para de ser tocado, dançado e cantado e todos os vagões são animados por bandas. A partir da entrada do município, no distrito de Gonçalves Ferreira, até a parada final, as pessoas que ficam próximas à linha férrea, formam um verdadeiro cordão humano acenando para os passageiros do Trem durante os 130 quilômetros que separam Recife de Caruaru.

Todo começo de tarde de sábado e domingo de junho, centenas de pessoas esperam pelos turistas do Trem na estação da RFFSA em Caruaru. A cada viagem mais de 600 turistas chegam a Caruaru e a festa fora do Trem, que começa na estação ferroviária, parte para o “Pátio de Eventos Luiz Gonzaga”. Enquanto o Trem do Forró faz a festa para os caruaruenses, estes recepcionam os turistas que chegam, comparecendo em massa e proporcionando animação e calor humano característicos da terra. Ao todo chegam em Caruaru, em junho, dez Trens do Forró, ou seja, seis mil pessoas apenas por via ferroviária.

O próximo momento da festa, depois da chegada do Trem, é o forró dançado no Pátio de Eventos, constituído de uma grande área para shows e da Vila do Forró, a cidade cenográfica. A área dos shows possui um grande palco de 800 m2, que possibilita ao público assistir às atrações musicais de qualquer ponto do Pátio. Durante todo o tempo em que acontecem os eventos, um locutor explica, em inglês, francês e português, os acontecimentos da festa, orientando também os turistas.

Na Vila do Forró tenta-se reproduzir, para que os visitantes possam conhecer e vivenciar, o clima e cultura material de uma “verdadeira cidade do interior” em tempo de festa na menor das cidades. A Vila é uma réplica de um arruado, com casas simples e coloridas, posto bancário, posto dos Correios, delegacia, sub-prefeitura, mercearia, igrejinha, forrós pé-de-serra e restaurantes. Entre as casas, há a casa da rainha do milho, da rezadeira, da parteira, da rendeira, de apresentação de mamulengos e outras personagens do interior. São 1.500 m2 de área cenográfica construída para oferecer, durante o ano todo, um pouco do São João de Caruaru aos turistas, embora a festa mesmo só aconteça em junho. Para a construção da Vila do Forró foram pesquisados nos povoados da zona rural da região os traços arquitetônicos e as cores utilizadas pelos pedreiros, “sem orientação acadêmica” conforme os organizadores afirmam. Algumas casas da Vila , por esta razão, não possuem reboco. (Site, 1997).

A Vila do Forró tem, inclusive, “habitantes”. Atores encenam, de forma bem humorada, o cotidiano de personagens típicos da região como o padre, as beatas, a parteira, o soldado de polícia, o poeta, o prefeito e a primeira-dama, entre outros. O Coronel Ludugero e sua amada Filomena são personagens de destaque na Vila. Estes personagens passeiam pela Vila do Forró e pelo Pátio de Eventos como se fossem reais. Os turistas que vão à Vila do Forró participam, portanto, de uma especial encenação teatral interativa que é mais uma das diferenciadas atrações do São João da “Capital do Forró”.

Outra atração muito popular do São João de Caruaru é a “Caminhada do Forró”, que sai do Pátio de Eventos no dia 9 de junho e é um dos grandes momentos dos festejos juninos de Caruaru. Verdadeira procissão dançante, cantante, de alegria, a caminhada tem como destino final o Alto do Moura, local onde viveu Mestre Vitalino.

O objetivo final da caminhada de quinze quilômetros é a degustação, ao final do percurso, do “Maior Cuscuz do Mundo”, oferecido gratuitamente aos brincantes. O cuscuz, prato típico do nordeste, é servido com leite de cabra e guisado de bode. Depois de servido o cuscuz, dança-se forró pé-de-serra na palhoça permanente do Alto do Moura. O “Maior Cuscuz do Mundo” é cozinhado em uma cuscuzeira gigante, que tem capacidade para 700 quilos de massa e mede 3,3 metros dealtura e 1,5 metros de diâmetro. O cuscuz consome 300 quilos de massa de flocos de milho, 20 quilos de farinha de mandioca, 5 quilos de sal e 10 quilos de margarina. A edição de 1997 do Guiness Book, cita o “Maior Cuscuz do Mundo” que em 1995 teve 600 quilos.

Outro dos momentos esperados da festa, que confirma o modelo processional do carnaval alcançando uma festa que até há pouco tempo estava excluída dele, é o Desfile Junino, que acontece na noite de Véspera de São João em Caruaru. São dez mil figurantes na rua promovendo uma mostra de todos os personagens folclóricos que fazem do Ciclo Junino uma das maiores festas regionais do país. Seguindo o consagrado modelo processional, presente também em quase todas as festas brasileiras, mais de vinte carros alegóricos reproduzem cenas do cotidiano do homem nordestino, retratando a riqueza da cultura popular da região. Em cada carro a história e os valores do interior pernambucano enriquecem a noite de São João. Os carros são considerados a “versão matuta” das alegorias carnavalescas.

BacamarteirosAlém dos carros alegóricos, há carroças ornamentadas, casamentos matutos, quadrilhas tradicionais e estilizadas, grupos folclóricos, Bacamarteiros, bandas de pífaro, artistas e figurantes e um grande espetáculo pirotécnico. Participam do desfile entidades de classes, alunos da rede escolar, instituições públicas, grupos de comerciantes e a população em geral (Site). O Desfile Junino começa às 20 horas do dia 23 de junho e percorre os três quilômetros da Av. Agamenon Magalhães seguindo em direção ao Pátio de Eventos, acompanhado por uma multidão.

Os Bacamarteiros são outra atração dos festejos juninos. Com os seus “poderosos” bacamartes eles atiram para festejar o Santo Antônio casamenteiro, o nascimento de São João Batista e São Pedro. Por ter em suas origens raízes militaristas, os Bacamarteiros se apresentam divididos em "batalhões", sob as ordens de um "comandante", e vestidos com roupas iguais de “azuarte” (espécie de brim, azul índigo, parecido com jeans). O harmônico de oito baixos, o triângulo, a zabumba de couro curtido e os pífaros animam as apresentações dos batalhões de Bacamarteiros (Carneiro, 1974; Souto Maior & Valente, 1988 e outros). A tradição dos Bacamarteiros é centenária e passa de pai para filho. É tão importante e tão levada a sério que, quando o pai morre e não há filhos homens na família, é a filha ou esposa quem toma seu lugar no batalhão, mantendo o costume. Os bacamartes são, em sua maior parte copiados de modelos de antigas granadeiras usadas pelas tropas sertanejas que lutaram na Guerra do Paraguai. Com a arma na mão, homens simples, como vaqueiros, agricultores e artesãos, transformam-se em milícias de senhores do trovão, senhores dos sons. Para os Bacamarteiros os bacamartes não são armas. São vistos como seres de estimação, nomeados como se fossem pessoas. São os próprios Bacamarteiros que fazem a pólvora seca que provoca o "espetáculo ribombo fumacento". É em Caruaru que se concentra o maior número de Bacamarteiros de toda a região. Dizem alguns que foi neste município que a tradição começou (Bastos, 1977; Prado, 1977; Barreto, 1990 e outros). O grande desfile dos Batalhões de Bacamarteiros costuma acontecer no dia 24 de junho e vai até o Pátio de Eventos, onde há demonstrações de tiros e o Forró do Bacamarteiro. (Jornal do Commércio, 30/10/1997).

Já se repete há alguns anos, nas noites de junho em Caruaru, a queima daquela que é considerada a “Maior Fogueira do Mundo”, de mais de dezessete metros de altura e que é acesa no Pátio do Convento dos Capuchinhos. São necessárias pelo menos 48 horas para a queima da fogueira. Enquanto ela queima, forrozeiros caruaruenses e turistas animam o arraial do Convento. Ao mesmo tempo, os foguetes e balões fazem festa no céu. Campina Grande também proclama ter a "maior fogueira do mundo", é claro.

Fonte: www.aguaforte.com

Festa Junina

Origem

Existem duas explicações para o termo festa junina:

A primeira é em função das festividades que ocorrem durante o mês de junho.

Outra versão diz que esta festa tem origem em países católicos da Europa e, portanto, seria em homenagem a São João.

No princípio, a festa era chamada de Joanina.

História

Apesar de hoje serem festas católicas, as comemorações juninas antecedem o nascimento de Cristo. Em certa época e durante muito tempo os católicos passaram a associar esta celebração ao aniversário de São João, no dia 24 de junho, mais tarde, os festejos incluíram os dias de Santo Antônio (dia 13) e São Pedro (dia 29).

Festa Junina

Ao longo dos anos, cada região do Brasil comemora de um jeito diferente. O que importa é o ingrediente principal: a alegria.

Hoje, as festas juninas são entendidas como uma oportunidade para juntar os amigos e a família e se divertir!

A decoração é feita com bandeirinhas coloridas, confeccionadas com folhas de papel de seda ou cartolina de diversas cores ou, até as mais originais são as bandeirinhas de jornal ou folhas de revistas coloridas.

Quando há espaço usam papel laminado nas cores vermelha e amarela para fingir uma fogueira, amassando o papel de forma a imitar as labaredas. As folhas amarelas ficam na parte de dentro, para imitar a chama mais forte do fogo. Junta-se uns gravetos de madeira para colocar em volta e montar a fogueira. Para entrar no clima da festança os participantes da festa se vestem a caráter.Os homens costumam usar camisa xadrez, calça jeans com retalhos coloridos como se fossem remendos das calças, lenço no pescoço, chapéu de palha, bota e um bigode caprichado desenhado com lápis de pintar os olhos.

Já as mulheres usam vestidos de estampas florais com babados e rendas, cabelo dividido em duas tranças e amarrado com fita, chapéu de palha, meia calça colorida, sapato, batom de cor viva e sardas desenhadas na bochecha com lápis de pintar os olhos. A musica típica das festas juninas é um pouco parecida ao forró, e toca todo tempo, embalando o bate papo dos amigos. São tocadas quase sempre as mesmas, como Pula a Fogueira, Cai Cai Balão, Capelinha de Melão, Pedro, Antonio e João etc.

Há ainda várias brincadeiras como a quadrilha em que geralmente é tocada a musica Festa na Roça. A maior atração está na confusão, quanto maior mais divertida se torna a brincadeira.

Outras brincadeiras comuns são a pescaria, corrida de saco, o ovo cozido na colher, pular a fogueira de mentirinha do papel laminado, a corrida dos três pés, para as crianças. Para os mais jovens, o correio elegante, e até um bingo, que é apreciado até pelas pessoas mais idosas.

As comidas normalmente são o Arroz-doce, canjica, cocadinhas, bolo de fubá, docinhos de amendoim, cuscuz,milho cozido, pinhão. Bolinhos de polvilho, suspirinhos, etc.

As bebidas mais famosas destas festas são Quentão e Vinho Quente, apreciados por homens e mulheres.

Fonte: www.mulherdeclasse.com.br

Festa Junina

A festança dos santos de junho

Antônio, João e Pedro são, até hoje, os santos mais populares do Brasil. Mas o que poucos sabem é que toda essa alegria remonta à Antiguidade, quando por toda a Europa festejos pagãos comemoravam no mês de junho o início do preparo da terra para o plantio. Hoje, a festança começa no dia 12, véspera de Santo Antônio, e termina no dia 29, dia de São Pedro. Mas o auge mesmo é a noite de 23 para 24, dia de São João Batista, o santo fogueteiro.

O começo de tudo

Para os povos da Antiguidade, junho era um mês especial. A primavera chegava ao fim e o verão se aproximava. E, com a nova estação, dias mais longos e quentes: época ideal para o plantio. Solstício de verão. Em todo o Hemisfério Norte, junho é o mês do solstício de verão: a partir daí, os dias passam a ser mais longos e quentes – época ideal para preparar a terra para o plantio. Por ser um período do ano tão especial, o costume de festejar esse mês surgiu na Europa antiga, antes do cristianismo. Na Antiguidade, quando a ciência ainda não havia explicado o funcionamento do universo, as alterações no clima eram atribuídas à magia e aos deuses. Dias quentes e ensolarados, depois dos meses frios do inverno e dos dias amenos da primavera, eram considerados uma bênção divina. Assim, os povos daquela época criaram rituais para garantir a boa vontade e a bondade das divindades responsáveis por esses fenômenos.

Você sabia?

Antes de o cristianismo dominar a Europa, as festas juninas comemoravam a deusa Juno, mulher de Júpiter, que fazia parte do panteão do Império Romano. Para diferenciar as festas de Juno da festa de João, a Igreja Católica passou a chamá-las 'joaninas'. Com o tempo, as festas joaninas, realizadas em junho, acabaram sendo mais conhecidas como 'juninas'.

Sincretismo religioso

Quando o cristianismo tornou-se a religião oficial do Ocidente, no século IV, as principais celebrações pagãs foram sendo incorporadas ao calendário das festas católicas. Foi assim com o Natal, com o Dia de Todos os Santos e também com as festas juninas. Já no século VI, a Igreja Católica reservou o dia 24 de junho para comemorar o nascimento de São João Batista, que, segundo a Bíblia, batizou Jesus Cristo. Aos poucos os cristãos foram criando novos mitos para explicar as práticas anteriores (pagãs). Estavam fazendo o que hoje chamamos sincretismo religioso. Por exemplo: para justificar o uso do fogo na festa cristã, conta-se que Santa Isabel teria acendido uma fogueira para avisar Maria – sua prima – do nascimento de seu filho João Batista. As comemorações foram ampliadas no século XIII, incluindo o dia da morte de Santo Antônio de Pádua, 13 de junho, e o da morte de São Pedro, 29 de junho.

A festa no Brasil

Quando os jesuítas chegaram ao Brasil, difundiram várias festas religiosas. E logo as celebrações se mostraram muito eficazes para atrair a atenção dos indígenas para a mensagem catequizadora dos padres. Em especial as festas joaninas – comemoradas com fogueiras, rezas e muita alegria –, que coincidiam com o período em que os índios realizavam seus rituais de fertilidade. De junho a setembro é época de seca em muitas regiões do país. Os rios baixos e o solo seco deviam ser preparados para o plantio. Os roçados do ano anterior ainda estavam repletos de mandioca, cará, inhame, batata-doce, abóbora e abacaxi. Também era época de colheita do milho, do feijão e do amendoim. Tanta fartura era considerada uma bênção e devia ser comemorada com danças, cantos, rezas e muita comida. Essa coincidência de comemorações fez com que as festas juninas ficassem entre as preferidas da população. E a tradição mantém-se até hoje em várias cidades brasileiras: nas festas juninas deve-se agradecer a abundância do ano anterior, reforçar os laços familiares e rezar para que os maus espíritos não impeçam a próxima colheita.

A influência brasileira pode ser percebida nas comidas servidas durante a comemoração. Alimentos como o aipim (ou mandioca), milho, jenipapo e leite de coco foram introduzidos na festança pelos brasileiros, além de costumes como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Das terras francesas, vieram os passos e marcações inspiradas na dança da nobreza européia. Já dos chineses vieram os famosos fogos de artifício. A dança-de-fitas, bastante comum no sul do Brasil, é originária de Portugal e da Espanha. Para os católicos, a fogueira, que é maior símbolo das comemorações juninas, tem suas raízes em um trato feito pelas primas Isabel e Maria. Para avisar Maria sobre o nascimento de São João Batista e assim ter seu auxílio após o parto, Isabel acendeu uma fogueira sobre o monte. Além da fogueira, os balões são outro elemento de cunho religioso. Cabia a eles levar os pedidos dos fiéis aos santos. Por que existe a cultura do "caipira" em nossas festas juninas? O dicionário Aurélio define o termo "caipira" como "habitante do campo ou da roça: jeca, matuto, roceiro, caboclo, capiau ou tabaréu".

Ou seja, a expressão refere-se genericamente às pessoas ligadas ao campo, de poucas letras e pouca vivência urbana. O termo "caipira”, como é definido vocabularmente, refere-se a um tipo encontrado em qualquer região brasileira, respeitando suas características culturais, históricas e geográficas. Várias teorias tentam explicar a introdução da paródia caipira em nossas festas juninas (os trajes usados nas festas juninas imitam toscamente as roupas dos interioranos dos Estados de São Paulo, Minas Gerais e Goiás). Uma das explicações traz uma força histórica muito grande: a Revolução de 1930 e, sobretudo, o golpe do Estado Novo, em fins de 1937, foram responsáveis pela propagação autoritária do sentimento de brasilidade. Buscava-se concretizar cultural e ideologicamente a formação em curso de mercado e de indústria, centrados no eixo Rio-São Paulo. Para tal, foram marginalizados os sentimentos regionalistas.

Durante a Proclamação ao Povo Brasileiro, de 10 de novembro de 1937, o presidente Getúlio Vargas denunciou o "caudilhismo regional" que "ameaçava a unidade nacional brasileira". Em gesto simbólico, mandou queimar publicamente as bandeiras estaduais, entre elas, a criada por seus antigos mestres, Castilhos e Borges, em 1891. O Estado Novo promoveu a chamada "invenção da cultura nacional", como fundamento da identidade nacional imposta. Apoiou amplamente a Seleção Brasileira, o Carnaval, o samba, as festas juninas cariocas; financiou o surgimento de arquitetura moderna brasileira; estimulou a produção musical dos temas centrados na Região Sudeste. Esta foi uma medida política que buscava reprimir a cultura regional e barrar novas manifestações antigovernistas. O resultado desta centralização e imposição cultural foi o início da massificação da cultura da Região Sudeste, que até hoje é vendida ao mundo como sendo a verdadeira e única cultura brasileira.

Fonte: www.bibliotecavirtual.sp.gov.br

Festa Junina

Junho é o mês das alegres e coloridas Festas Juninas. Neste período, praticamente em todo o Brasil, são construídos os chamados arraiais. As Festas Juninas têm por objetivo principal homenagear três santos: Santo Antônio, no dia 13, São João, no dia 24, e São Pedro, no dia 29.

Os lugares onde as festas acontecem são variados. Escolas, ruas, praças e clubes são decorados com bandeirinhas; barraquinhas são montadas e fogueiras de todos os tamanhos ardem para alegrar o ambiente e espantar o frio dessa época. Diferentes quitutes são oferecidos, usualmente comidas típicas, como canjica, pé-de-moleque, pipoca, amendoim torrado e batata-doce. As bebidas mais servidas são o quentão e o vinho quente. O ponto culminante nas Festas Juninas é a dança da quadrilha, oportunidade em que várias danças enchem de graça e alegria o ambiente.

As festas juninas que se realizam no Brasil estão claramente associadas ao período em que predominou a produção agrícola no país. E a razão disso está na própria origem européia dessas festas que celebravam as boas colheitas. Assim, entre nós, por serem realizadas inicialmente nos sítios e nas fazendas, reunindo a população rural, elas passaram a ser conhecidas também como festas caipiras. Com a industrialização do país, grande parte da população brasileira se deslocou para as cidades e como habitantes de grandes centros urbanos não têm oportunidades de frequentar autênticas festas juninas. Muitas vezes, quem as promovem são as igrejas, para arrecadar fundos para suas obras sociais, e as escolas, como forma de preservar uma rica tradição da cultura brasileira.

Espalhadas pelo Brasil existem ainda muitas festas em louvor aos santos juninos, muito populares entre o povo: Santo Antônio, São João e São Pedro.

As festas juninas já se chamaram joaninas - No século IV, existiram nos países católicos europeus as chamadas festas joaninas, realizadas em louvor a são João Batista. Será que aí está a origem das festas juninas tais como as conhecemos hoje em muitas partes do Brasil?

Não é bem assim, pois os festejos joaninos tiveram sua origem nas festas pagãs que celebravam as colheitas agrícolas. A Igreja Católica, porém, deu a essas festas um caráter cristão. A fogueira, por exemplo, que anteriormente era construída em honra da fertilidade da terra, passou a ser usada como uma medida preventiva para afastar pragas agrícolas. E as divindades pagãs, homenageadas na ocasião, foram substituídas por são João Batista, pois o dia dedicado a esse santo - 24 de junho - estava próximo do período em que, nos países europeus, os lavradores comemoravam as colheitas.

Além disso, no mês de junho, em datas próximas à de são João, os católicos homenageavam outros santos: santo Antônio, no dia 13, e são Pedro, no dia 29. Assim, as festas desses três santos passaram a ser chamadas de juninas.

Os portugueses cultivavam essa tradição e trouxeram-na para o nosso país quando começaram a colonizá-lo. Como o território brasileiro era muito grande, com o passar do tempo as comemorações portuguesas foram agregando variações regionais, apesar de conservarem um núcleo religioso comum de louvor aos santos do mês de junho.

É essa diversidade que podemos apreciar em muitos lugares do Brasil, principalmente onde as comunidades se preocupam em preservar nossas festas populares.

Uma boa fogueira, comida gostosa e uma movimentada quadrilha

A produção agrícola foi sempre muito importante para todos os povos, pois significava a obtenção de alimentos. Sabe-se, por exemplo, que desde o Neolítico as comunidades humanas começaram a desenvolver técnicas de plantio e cultivo de cereais. Durante a Idade Média as práticas agrícolas começaram a ser mais sistematizadas e a produção, organizada nas terras dos senhores feudais, contavam com as atividades de seus servos. As colheitas, porém, não dependiam apenas do trabalho dos servos e da qualidade do solo, mas também da situação política, do equilíbrio ecológico e da condição sanitária do povo. Assim era preciso que houvesse paz, que não ocorressem invasões do território por grupos considerados inimigos, que não chegassem as pragas que dizimavam as plantações e que ficassem afastadas as pestes que matavam muitas pessoas.

Desse modo, obter uma boa safra era quase um feito heróico realizado por muita gente. Por isso, a colheita era ocasião de uma grande festa em geral realizada no campo, com os trabalhadores reunidos em torno de uma grande fogueira em homenagem à fertilidade da terra e ao sucesso da produção. Ainda no início da Idade Média, com a expansão européia do catolicismo, a tradição da fogueira foi alterada: passou a significar uma medida para afastar os insetos que poderiam destruir as plantações e um ato de louvor a um são João, um santo católico com data festiva próxima do período das colheitas no continente europeu. Foi desse ponto e por meio da colonização portuguesa que a fogueira junina chegou até nós.

Quadrilha, uma dança francesa nos terreiros caipiras - Dos terreiros juninos brasileiros fazem parte a gostosa comida caipira, isto é, a comida feita com produtos do campo. Entre tantas outras iguarias estão bolo de milho, bolo de mandioca, pinhão cozido, pipoca, amendoim torrado, frango assado e pão de queijo. E para acompanhar tudo isso, muitas pessoas não dispensam um tradicional quentão.

E a quadrilha? Como veio parar nas festas juninas brasileiras? Segundo alguns pesquisadores, a quadrilha, como uma dança em que os casais trocam de pares, originou-se em bailes rurais franceses e depois passou a fazer parte dos bailes da nobreza. Portugal parece ter adotado essa forma francesa de dançar e a trouxe para o Brasil no século XIX, quando a família real portuguesa transferiu-se para o nosso país.

Entre nós, a quadrilha conservou algumas características francesas e acrescentou outras mais ao gosto do nosso povo. Algumas palavras ditas por quem dirige a dança vêm do francês , como "tour" (fazer uma volta), "balancer" (balançar o corpo), "en avant" (para a frente). Na sequência da quadrilha, entretanto, existem muitos passos e movimentos que são os acréscimos brasileiros à antiga dança. Nesse sentido, ganha destaque o casal de noivo e outros personagens que habitualmente faziam parte de um casamento entre pessoas da roça.

As famosas festas brasileiras

Nessa época, muitas festas animam as comunidades espalhadas pelo Brasil. Os gaúchos costumam realizar a primorosa dança das fitas. No norte do país, o boi-bumbá exibe o capricho com que o povo da região preserva sua tradição. Já em muitas cidades do Centro-Oeste são apreciadas as danças do cururu acompanhadas por viola e ritmadas pelo sapateado e pelo canto cheio de rimas dos dançarinos. Na região Sudeste, o que mais se vê são as barraquinhas de quermesse que promovem sorteio de prendas e que vendem, além de algumas comidas típicas da época do Brasil agrícola - milho cozido, pinhão cozido, cuscuz , bolo de fubá -, iguarias que se popularizaram no país com a chegada dos imigrantes europeus, como quibe, esfiha e pizza. No Nordeste, os participantes de uma festa junina podem saborear doces brasileiros como o bolo de mandioca e tomar parte do popular forró que, com suas músicas alegres e contagiantes, faz todo mundo dançar.

Atualmente, festas famosas atraem muitos turistas, como as de Caruaru, em Pernambuco; de Fortaleza, no Ceará; de Campina Grande, na Paraíba; e do Sesc Itaquera, em São Paulo.

Fonte: www.aticaeducacional.com.br

Festa Junina

Brincadeiras para a festa junina

1.Amendoim na colher

Trace uma linha de partida no chão e posicione as crianças. Cada uma deve apanhar, com uma colher, um amendoim colocado a certa distância e trazê-lo para a linha. Vence o primeiro que reunir cinco amendoins.

2.Bigode no caipira

Cada criança, de olhos vendados, tentará colocar um bigode no rosto desenhado de um caipira. Faça tudo de cartolina. O vencedor será quem mais se aproximar do alvo.

3.Saci esperto

Risque no chão um retângulo grande. Numa ponta, será a partida, na outra, a chegada. Elas têm de apostar uma corrida pulando num pé só.

4.Casinha junina

Corte uma melancia grande ao meio e retire todo o miolo. Parta essa metade na metade, para que possa ser apoiada no chão como uma casinha. Enfeite-a com motivos caipiras. Cada criança recebe três bolinhas e procura jogá-las de certa distância dentro da casinha.

5.Corrida de sacos

Trace uma linha de partida e outra de chegada. Arrume vários sacos grandes de tecido. Cada criança tem de fazer o percurso enfiada no saco preso à cintura.

6.Barraca do beijo

Você pode fazer de duas formas. Uma delas é a tradicional, com uma criança distribuindo beijos nas outras, ou com retratos na parede (pode ser o Troy, de High School Musical, A Lola, de Charlie e Lola etc).

7.Pescaria

Recorte uma cartolina em formato de peixe e, onde seria a boca do animal, cole um clipe de metal com fita adesiva. Se quiser, encape com papel contact. Enterre os peixinhos em uma bacia ou piscina de areia. Para fazer a vara, amarre um barbante ou fio de nylon grosso em um galho ou graveto. Na outra ponta, amarre um clipe de metal aberto, com o formato de um anzol.

8.Arremesso em latas

O objetivo do jogo é derrubar o maior número de latas possível em um arremesso. Separe 15 latas de alumínio vazias (pode ser de molho de tomate, leite condensado, creme de leite...), tomando cuidado para que não deixar pontas afiadas. Encape-as com papel camurça colorido e decore com lantejoulas. Arrume as latinhas em camadas. A base deve ter cinco latas. Em cima dela, mais quatro. Depois, 3 etc. Faça um risco no chão com cerca de três metros de distância das latas e lance a bola, que pode ser de plástico ou de meia.

9.Correio elegante

Corte corações, balões e bandeirinhas de cartolina. As crianças podem escrever os bilhetes e mandar aos amigos, sem se identificar. Deixe um adulto responsável pela entrega dos recados.

Fonte: revistacrescer.globo.com

Festa Junina

Brincadeiras para Festa Junina

Boliche (1)

Os pinos são feitos com latas vazias de refrigerante ou de batatas fritas, encapadas com papel colorido. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 2 metros de distância. A bola deve arrastar no chão até atingir os pinos. Cada participante pode fazer três tentativas. O coordenador anota o número de pinos derrubados em cada tentativa. Vence quem derrubar mais pinos.

Boliche (2)

Os pinos são feitos com latas vazias encapadas com papel colorido e numeradas. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 2 metros de distância. A bola deve arrastar no chão até atingir os pinos. Cada participante joga uma única vez. O coordenador anota o número de pontos, somando os números dos pinos derrubados. Vence quem fizer mais pontos.

Caça ao objeto

Faz-se uma lista de objetos fáceis de serem encontrados no local onde a festa será realizada. Reúne-se os participantes para avisá-los do tempo disponível e o nome do objeto que devem procurar. Ao sinal de um apito todos correm para procurá-lo. Ao sinal de outro apito devem retornar pois é o aviso de que o tempo terminou ou o objeto já foi achado. O primeiro que retornar com o objeto pedido é o vencedor. Se o objeto não for encontrado, pede-se o seguinte da lista.

Cadeia

Escolhe-se um local isolado ou cercado por cadeiras, para ser a cadeia. Nomeia-se (ou sorteia-se) um delegado e seus ajudantes. O preso vai até a cadeia e, paga uma prenda (mostra uma habilidade), para ser solto, que pode ser: cantar, recitar, dançar, fazer uma imitação, etc. Se houver um palco com microfone, a cadeia pode ser colocada num canto dele. E a prenda, ao ser paga diante do microfone, será vista por todos da festa.

Corrida do milho

Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Atrás de uma das linhas, coloca-se uma bacia com grãos de milho. Atrás da outra linha, os participantes são reunidos aos pares - um deles segura uma colher e o outro um copo descartável. Dado o sinal, os participantes com a colher correm até a bacia. Enchem a colher com milho e voltam para a linha de largada. Lá chegando, colocam o milho no copo que seu companheiro segura. Vence a dupla que primeiro encher o copinho com milho.

Corrida do ovo na colher

Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve segurar com uma das mãos (ou a boca) uma colher com um ovo cozido em cima. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, sem derrubar o ovo. Se quiser variar, substitua o ovo cozido por batata ou limão.

Corrida do Saci ou Corrida dos sapatos

Traçam-se duas linhas paralelas e distantes. Na primeira linha, os corredores tiram os sapatos, que são levados para trás da outra linha, onde são misturados. Dado o sinal, eles devem sair pulando com o pé esquerdo até a outra linha. Depois de calçar seus sapatos, devem retornar, pulando com o pé direito. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada, estando calçado de modo correto.

Corrida do saco

Marca-se um local de partida e outro de chegada. Cada corredor deve colocar as pernas dentro de um saco grande de pano e segurá-lo com ambas as mãos na altura da cintura. Dado o sinal, saem pulando com os dois pés juntos. Vence quem chegar primeiro ao local de chegada. Nota: Para substituir o saco de pano pelo de plástico (grosso) de lixo, que é mais escorregadio, é preciso testar o local da corrida com antecedência.

Corrida dos pés amarrados

Marca-se um local de partida e outro de chegada. Os participantes são reunidos em duplas. Com uma fita, o tornozelo direito de um é amarrado ao tornozelo esquerdo de seu par. Dado o sinal, as duplas participantes devem correr até a chegada. Vence a dupla que chegar primeiro.

Dança da laranja

Formam-se alguns casais para a dança. Uma laranja é colocada entre as testas de cada par. Os casais devem dançar, sem tocar na laranja com as mãos. Se a laranja cair no chão, o casal é desclassificado. A música prossegue até que fique só um casal.

Dança das cadeiras

Forma-se um círculo com tantas cadeiras quantos forem os participantes menos uma. Os assentos ficam voltados para fora. Coloca-se música e todos dançam em volta das cadeiras. Quando a música parar, cada um deve sentar numa cadeira. Um participante vai sobrar e sair da brincadeira. Tira-se uma cadeira e a dança recomeça. Vence quem conseguir sentar-se na última cadeira.

Derruba latas (1)

Sobre uma mesa, coloca-se latas vazias de refrigerante. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 1,5 metros de distância. Cada participante recebe três bolinhas, para fazer três tentativas. O coordenador anota o número de latas derrubadas em cada tentativa. Vence quem derrubar mais latas.

Derruba latas (2)

Sobre uma mesa, coloca-se latas vazias, encapadas com papel colorido e numeradas. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 1,5 metros de distância. Cada participante joga uma única vez. O coordenador anota o número de pontos, somando os números das latas derrubadas. Vence quem fizer mais pontos.

Jogo das argolas

Enche-se com água garrafas de refrigerante (plásticas e grandes) e aperta-se bem as tampas. Arruma-se as garrafas no chão com pelo menos um palmo de distância entre elas. Faz-se uma linha de arremesso a cerca de 1,5 metros de distância. Cada participante recebe cinco argolas (ou pulseiras), para fazer cinco tentativas. Vence quem acertar mais argolas nos gargalos das garrafas.

Jogo do bicho ou Rabo do burro

Desenhe um animal de costas ou de lado numa cartolina e prenda numa parede. Cada participante deve receber uma etiqueta autocolante grande (já destacada). De olhos vendados, deve caminhar até o desenho e colar o rabo do animal. Quem colocar o rabo mais próximo do local correto é o vencedor.

Jogo do bigode

Desenhe numa cartolina um rosto masculino e prenda numa parede. Cada participante deve receber, em cada mão, uma etiqueta autocolante de tamanho médio (já destacada). De olhos vendados, deve caminhar até o desenho e colar os dois lados do bigode. Quem colocar o bigode mais próximo do local correto é o vencedor.

Pesca da maçã

Sobre uma mesa, coloca-se uma bacia com água* e maçãs boiando. Cada participante deve colocar as mãos nas costas e inclinar-se sobre a bacia e morder uma maçã. Quem conseguir ganha um brinde. (*De preferência, usar água filtrada)

Pescaria (1)

Recorte muitos peixes em cartolina colorida. Faça um corte no lugar da boca do peixe e prenda um clipe ali (parecerá uma argola). Faça varas de pescar amarrando um barbante em cada vareta. Depois, na outra ponta do barbante amarre um outro clipe aberto na lateral. O clipe quando aberto tem o formato de gancho, como um anzol. Espete os peixes numa grande bacia com areia. Vence quem pescar mais peixes.

Pescaria (2)

Recorte peixes em cartolina e numere-os. Faça um corte no lugar da boca do peixe e prenda um clipe ali (parecerá uma argola). Faça varas de pescar amarrando um barbante em cada vareta. Depois, na outra ponta do barbante amarre um outro clipe aberto na lateral. O clipe quando aberto tem o formato de gancho, como um anzol. Espete os peixes numa grande bacia com areia. Ganha um brinde quem pescar o peixe com o número de maior valor.

Correio-elegante

É o serviço de entrega de bilhetes durante a festa. Quando não estiver entregando bilhetes, o entregador passeia pela festa, oferecendo o serviço de correio. A mensagem é escrita num cartão ou papel colorido. Se a festa for grande, o correio pode ficar numa mesa, onde os cartões são escritos por uma pessoa e entregues por outra. Para facilitar, pode-se levar alguns cartões prontos, com quadrinhas amorosas ou engraçadas.

Exemplos de correio elegante

Se jogares fora esta carta, me amas. / Se rasgares, me adoras. / Se guardares, por mim choras. / Se queimares, comigo queres casar."

"Quando cheguei nessa festa / Senti cheiro de rosa. / Meu coração logo disse: / Aqui tem moça formosa!"

"Se eu tivesse certeza / que tu me tinhas amor / caía nesses teus braços / como o sereno na flor."

"Amor com amor se paga, / outra paga o amor não tem; / quem com amor nunca paga, / não diga que paga bem."

"Não sei se é fita ou se é fato, / não sei se é fato ou se é fita. / O fato é que ela me fita, / me fita mesmo de fato."

"As estrelas nascem no céu, / os peixes nascem no mar, / Eu nasci aqui neste mundo / somente para te amar!"

"Tudo que nasce no mundo / tem seu fim particular / tudo tem o seu destino / eu nasci para te amar!"

"Não tenho maior riqueza, / nem prenda para te dar, / só tenho meu coração / prontinho pra te amar."

"Já te dei meu coração / e a chave para o abrir, / nada mais preciso dar, / nem mais tens a me pedir."

"As vezes fico pensando / pensando não sei em quê / mas no fim do pensamento / eu só penso em você."

"Com A eu escrevo amor, / com A eu escrevo amizade, / com ( ... ) eu escrevo teu nome, / causa da minha saudade."

"Quem não sabe o meu nome / pergunte e indague bem. / Eu me chamo (...) / mas não conto a ninguém."

"De me ver sendo ingrata, / não se admire ninguém, / que um ingrato me ensinou / a ser ingrata também."

"O homem se espirrasse / toda vez que nos ilude / vivia o mundo ocupado / só em dizer: Saúde!"

Fonte: www.lendorelendogabi.com

Festa Junina

Brincadeiras e quitutes de dar água na boca são a cara dos "arraiás"

Dançar e cantar é muito legal. Mas para as crianças o melhor da festa são as brincadeiras juninas e os quitutes de dar água na boca. Se não bastasse a diversão que é jogar cada uma delas, ainda por cima você ganha um monte de brindes e fica de barriga cheia.

Conheça os jogos e quitutes mais famosos dos "arraiás"

Pau-de-sebo - imagine subir num tronco de árvore fino, sem galhos e, ainda por cima, completamente liso. Difícil, né? Mas, no caso do pau-de-sebo, vale a pena tentar. Dizem que é no topo dele que costuma ficar o melhor brinde do arraiá...

Pescaria - pode ser na água ou na areia. Os pescadores têm que conseguir pegar os peixes, que correspondem a diferentes brindes.

Correio elegante - é um serviço de mensagens prestado durante a festa junina. Você escreve a mensagem e pede para entregarem ao destinatário. É uma ótima oportunidade para paquerar.

Cadeia - se o correio elegante serve para se aproximar de sua paquera, a cadeia é sua chance de se livrar daquele(a) chato(a) que não sai do seu pé. Você paga e os policiais prendem quem está te incomodando. É você quem decide por quanto tempo o sujeito fica preso.

Tiro ao alvo - tem de todo tipo: latas empilhadas, boca do palhaço, alvo redondo... Obviamente, quem conseguir acertar o alvo leva o prêmio.

Jogo da argola - cada pino corresponde a um brinde diferente. O jogador escolhe o presente que quer ganhar e tenta acertar uma argola no pino correspondente.

Milho verde - se quiser comer um milho verde diferente, peça para a mamãe derreter a manteiga e temperá-la com salsa e cebolinha, antes de passar no milho. Vai ficar uma delícia!

Canjica - tem gente que gosta dela pura, bem branquinha. Outros preferem com canela. Na dúvida, fique com os dois!

Doce de leite - o típico das festas juninas é feito no tabuleiro e cortado geometricamente. Mas, afinal, quem é que se importa com o formato?

Pé-de-moleque - feito de amendoim, o doce tem este nome porque parece um pé cascudo e escuro, como são os pés de moleques. Eca, melhor esquecer isso na hora de comer.

Bolo de milho - sozinho ele já é uma delícia, mas quem não se contenta com pouco açúcar pode incrementar o bolo com a cobertura de sua preferência. A de chocolate é a que mais combina.

Pamonha - "Olha a pamonha, olha a pamonha!". As frases famosas dos vendedores de pamonha já viraram até funk. Para quem não sabe, ela é uma espécie de bolo feito de milho, e pode ser doce ou salgada.

Pipoca - Pipoca não é só para a hora do cinema. Este quitute também é típico das festas juninas. O nome vem do tupi "pi'poka", que significa "estalando a pele".

Paçoca - você sabia que existem dois tipos de paçoca? Há a paçoca doce, feita de amendoim e típica das festas de São João, e a paçoca salgada

Fonte: criancas.uol.com.br

Festa Junina

 

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