O calendário das festas populares tem no mês de junho um ciclo de muita expressividade. Músicas apropriadas, danças, comidas e rezas, enchem de cores o Ciclo das Festas Juninas.
Depois do Carnaval, o evento mais esperado do calendário brasileiro são as festas juninas,que animam todo o mês de junho com muita música caipira, quadrilhas, comidas e bebidas típicas em homenagem a três santos católicos: Santo Antônio, São João e São Pedro. Naturalmente as festas juninas fazem parte das manifestações populares mais praticadas no Brasil.
As Festas Juninas são um dos mais fortes traços do folclore brasileiro.
Com toda modernidade, com tanta "globalização", as Festas Juninas, (de junho), uma tradição que começou na Europa, no século 6º, ainda resistem e fazem a alegria de muitos brasileiros de norte a sul deste país continente. No século 6º, o Vaticano transformou o 24 de junho numa comemoração cristã, festejando o nascimento de João, que batizou Cristo. No século 13, Portugal acrescentou mais duas datas festivas: o nascimento de Santo Antonio de Pádua e o dia da morte de São Pedro. No Brasil, as festas juninas foram trazidas pelos portugueses.
A tradição se mantém até hoje, em grandes cidades, em cidades do interior, nas fazendas e, sobretudo nas escolas.
Desde que os portugueses chegaram ao Brasil, comemoramos as Festas Juninas. Música, dança, fogueira, fogos de artifício e muita comida, animam nossas cidades.
Os brasileiros começaram a comemorar as Festas Juninas graças aos jesuítas portugueses que trouxeram essa mania para cá, e logo os índios e os escravos aderiram a elas e as levaram para as ruas. Em 1808, com a chegada da família real portuguesa, a coisa sofisticou-se e tomou maior vulto. Na época, os casais bailavam trocando o par. A ralé, que observava as evoluções às escondidas, gostou do que viu e levou a contradança para as festas populares, onde ela passou a fazer sucesso em casamentos, batizados e, principalmente, em festas juninas.
Por outro lado, a herança portuguesa da nossa cultura atribui as festividades a três santos da Igreja Católica. O dia 13 homenageia Santo Antônio, dia 24, São João e 29, São Pedro. Dizem até que por São João ser o mais celebrado dos santos, as festas eram chamadas "joaninas", o que teria dado origem ao nome "festas juninas".
O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
Existem várias explicações para origem das festividades. Uma defende a teoria de que tribos pagãs comemoravam o solstício de verão no Hemisfério Norte, ocorrido em 22 ou 23 de junho, dançando ao redor de uma fogueira. Além disso, havia os preparativos para a colheita e as celebrações da fertilidade da terra.
Independente de onde vieram e como surgiram as celebrações do mês de junho, este é o período em que as típicas festas do interior do país saem do campo e vêm para as cidades, e o país se converte em um grande arraial. Festa de São João que se preze tem caipira, quadrilha, baião, forró, casamento na roça, fogueira, balões, bandeirinhas e uma culinária característica repleta de pinhão, pamonha, canjica, bolo de fubá, pipoca e quentão.
No passado, o céu se enchia de balões e, à noite, era difícil contar as luzinhas lá em cima. Hoje, os balões são proibidos por causa dos incêndios, mas a tradição das fogueiras ainda ilumina as noites juninas e embeleza os festejos dedicados à Santo Antônio, São João e São Pedro que seguem até o fim deste mês.
A quadrilha, por exemplo, chegou ao país no século 19, trazida pela corte real portuguesa. Inicialmente dançada apenas pela nobreza, ela se popularizou e atingiu a roça.
Originária da França, no século XVIII, a quadrilha (quadrille) era muito apreciada pela aristocracia européia.
A quadrilha perdeu prestígio no final do século 19, quando foi desbancada por outras danças, como o maxixe, a polca e o lundu. No entanto, não desapareceu, continuando a ser dançada em regiões mais conservadoras, como na zona rural.
Entretanto, a tradição se mantém até hoje, em cidades do interior ou nas periferias das metrópoles, como nas escolas. Nestas, procura-se reproduzir uma festa caipira, com os estudantes dançando a quadrilha vestidos com seus trajes típicos, alegrando-se com as brincadeiras e se fartando com os deliciosos comes e bebes.
O animador da quadrilha utiliza uma pitoresca mistura de português e francês arrevesado. Quando ele deseja que os pares avancem para o centro do salão e se cumprimentem com um aceno de cabeça, grita: "cumprimenta vis-a-vis. Avan, tu!". Para que eles voltem ao seus lugares: "anarriér!". Na animação maior, solta expressões como "balancê!", para ordenar aos pares, depois de se separarem, balançarem em seus lugares. O brasileiro, sempre criativo, terminou transformando a quadrilha francesa numa dança com características bem nacionais.
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia.
Já os fogos de artifício, que tanto embelezam a festa, foram trazidos pelos chineses.
No Sul, a dança-das-fitas, de origem portuguesa e espanhola, é a que mais anima as festas. Casais com roupa caipira, bombachas e vestidos remendados, dançam cruzando fitas coloridas presas a um mastro. O gosto dos gaúchos pelas carnes não é esquecido, e o churrasco está sempre presente.
Da região Sudeste vem o caipira com chapéu de palha, calça remendada, camisa xadrez e dente cariado, personagem nascido nas comemorações pelo interior de São Paulo e de Minas Gerais.
As festas juninas costumam ser muito animadas e, além da fogueira e da quadrilha, existe a tradicional queima de fogos de artifício, como bombinhas e rojões, para espantar o mau-olhado, e o lançamento de balões, que deveriam levar pedidos de graças para São João.
Outro item que não pode faltar é o pau-de-sebo, uma competição em que os participantes devem escalá-lo até o topo, onde ficam prendas ou dinheiro.
Consiste de um tronco de árvore com quatro metros ou mais de altura, todo coberto com sebo animal.
O grande desafio é atingir o seu topo e pegar as prendas lá colocadas.
O elemento chave das festas é a descontração e a alegria e cada região do Brasil apresenta suas particularidades.
No Rio Grande do Sul, por exemplo, os participantes não aderem aos trajes caipiras e comemoram com o vestuário típico da região, como a bombacha, sob o ritmo do vanerão.
Já no nordeste, os ritmos que imperam são o forró, o baião e o xaxado.
O Nordeste é a região do país onde há a maior concentração de cidades que se dedicam intensivamente aos festejos de São João. As mais conhecidas são Caruaru, em Pernambuco, Campina Grande, na Paraíba e Piritiba, na Bahia. O público destas festas dobrou nos últimos anos e elas passaram a receber em torno de 1,5 milhão de visitantes cada. O alvoroço começa no meio de maio e se estende durante todo o mês de junho.
Ainda no Nordeste do país, existe uma tradição que manda que os festeiros visitem em grupos todas as casas onde sejam bem-vindos levando alegria. Os donos das casas, em contrapartida, mantêm uma mesa farta de bebidas e comidas típicas para servir os grupos. Os festeiros acreditam que o costume é uma maneira de integrar as pessoas da cidade. Essa tradição tem sido substituída por uma grande festa que reúne toda a comunidade em volta dos palcos onde prevalecem os estilos tradicionais e mecânicos do forró.
Há muitos anos duas cidades do Nordeste brigam para promover a maior festa junina do Brasil: Caruaru, em Pernambuco, e Campina Grande, na Paraíba. Mas não estão sós. Na cidade satélite de Taguatinga, próxima à Brasília, o Arraiá do Povo constitui-se na mais animada festa do Centro-Oeste. No Rio Grande do Sul, onde os "caipiras" vestem bombachas remendadas, a tradição está presente no Vale do Rio Pardo, onde os festeiros andam sobre as brasa da fogueira.
As festas juninas de Caruaru ficam concentradas no Pátio dos Eventos, e as de Campina Grande, no Parque do Povo. Embora, em grandiosidade, os festejos de Caruaru sejam menos imponentes do que os de Campina Grande, eles são mais intimistas e atraentes. Os organizadores fazem questão, por exemplo, de manter o mamolengo, um teatro de improviso, bandas de pífaros e emboladores.
Ao contrário do que acontece nas festas juninas do Sul e Sudeste, a turma que dança a quadrilha em Caruaru e Campina Grande veste-se de forma luxuosa e com muito bom gosto. Para que se tenha uma idéia do que isso significa, o comércio local de tecidos vende bem mais do que em época de Natal.
Caruaru é conhecida como a capital do forró. Segundo a prefeitura local, no mês de junho, é feito um grande investimento na cidade, que chega a R$ 2 milhões. O comércio, durante o período das festas juninas, cresce em média 60%, e os hotéis, bares e restaurantes aumentam seu faturamento em 80%. Sem falar na arrecadação de impostos, que cresce 40%. No ano passado, Caruaru recebeu mais de 1 milhão de turistas.
Suas festas são as mais tradicionais. Tanto que Caruaru, em Pernambuco, criou uma cidade cenográfica (de mentirinha), chamada Vila do Forró, que é a réplica de uma cidade típica do sertão com casas coloridas, habitadas pela rainha do milho, pela rezadeira, pela rendeira, pela parteira personagens típicos dos lugares que comemoravam as primeiras Festas Juninas no Brasil. Ali há também correio, posto bancário, delegacia, igreja, restaurantes, teatro de mamulengo. Atores encenam nas ruas o cotidiano dos habitantes da região. O maior cuscuz do mundo, segundo o Livro Guinness de Recordes, é feito lá, numa cuscuzeira que mede 3,3 metros de altura e 1,5 metro de diâmetro e comporta 700 quilos de massa. A principal atração é o desfile de carros alegóricos, como os de carnaval, na véspera do dia de São João.
Já Campina Grande construiu o Forródromo, onde milhões de pessoas comparecem todo ano para dançar os ritmos juninos, ver apresentações típicas, desfiles, além de apreciar as comidas caipiras e se divertir com muitas brincadeiras.
Campina Grande é a maior cidade do interior do Nordeste, com 500 mil habitantes. No mês de junho, a cidade recebe, no Parque do Povo, todas as noites, cerca de 100 mil pessoas, que dançam até o dia amanhecer. Os cerca de 2 mil leitos da rede hoteleira da cidade ficam ocupados.
Na Amazônia cabocla, a tradição de homenagear os santos possui um calendário que tem início em junho, com Santo Antônio, e termina em dezembro, com São Benedito. Cada comunidade homenageia seus santos preferidos e padroeiros, com destaque para os santos juninos. São festas de arraial que começam no décimo dia depois das novenas e nas quais estão presentes as fogueiras, o foguetório, o mastro, os banhos, muita comida e folia.
No eixo Belém/Parintins/Manaus, desde os tempos coloniais, a criação do boi, introduzida pelos portugueses, deu lugar a manifestações culturais que lhe são típicas: o boi-bumbá, dançado em diversas ocasiões, transformou-se atualmente em grande espetáculo, cujo ápice é a disputa entre os grupos Caprichoso e Garantido no Bumbódromo de Parintins, nos dias 28, 29 e 30 de junho.
Com isso, percebe-se que as Festas de São João têm uma vasta abrangência, uma vez que são comemoradas por adultos e crianças de qualquer crença ou região do país.
Abaixo citamos alguns dos elementos presentes numa festa junina. Eles são variáveis de região para região. Sem eles, a festa junina perde por completo a sua maior graça.
Nas festas Juninas, a fogueira possui, entre outros, um sentido sagrado. O fogo, representação do sol, ilumina, aquece, purifica, assa e coze os alimentos, prepara vestes e armas, enfim, dá segurança e conforto. Daí as superstições: faz mal brincar com fogo, urinar no fogo, cuspir no fogo, arrumar fogueira com os pés, e outras mais.
Ela é de preferência feita por madeiras resistentes, que produzem boas brasas. Proibidos: o cedro (madeira da cruz de Cristo), a imbaúba (onde se escondeu Nossa Senhora na fuga para o Egito) e a videira (dá o fruto que produz o vinho, usado nas missas para transformação no sangue de Cristo). É acessa pelo festeiro. Feita braseiro é atravessada de pés descalços. (Quem tem fé, não queima o pé). Nela assam-se batatas, mandioca, milho, inhame, pinhão; torram-se amendoins. Ao seu redor realizam-se brincadeiras de roda e danças folclóricas: cana-verde, batuque, ciranda, quadrilha (a mais famosa).
Como os demais elementos das festas juninas que estão diretamente relacionados com a época da colheita (do milho, principalmente, no Brasil), os mastros são símbolos da fecundação vegetal, segundo o folclorista Câmara Cascudo (1988, pp. 481 e 482).
No topo do mastro, que deve ter mais ou menos cinco a seis metros de altura, fica a bandeira do santo padroeiro da festa, símbolo da sua presença durante a festividade. A crença popular é de que o mastro tem o poder de sinalizar, dependendo do lado para onde virar a bandeira que está no seu topo, muita prosperidade ou morte.
Ele é todo enfeitado e trazendo dependurados frutos da terra: frutas, espiga de milho, flores, etc.
Feita em algumas regiões à meia-noite, num córrego. Magia da água.
Ao entardecer da véspera de São João, antes de se acender a fogueira, em algumas regiões são realizadas rezas, ladainhas, cantos e beijamento das fitas do altar.
Os fogos de artifício são utilizados como rito pirotécnico. As bombas, para espantar o demônio.
O balão sobe para acordar São João, levando-lhe recados e pedidos.
Se desce, é malhado com paus e pedras.
Os noivos, os padrinhos, o padre, o delegado, o juiz, o escrivão e os convidados. Brincadeira de cunho humorístico. Depois vêm as danças, principalmente a quadrilha, de origem francesa (marcação em francês macarrônico).
É a dança característica das festas de São João, de origem francesa e marcada alternadamente em francês e português, mas um francês estropiado (balancê, anavam, anarrier, otrefoá, vira vortê, changê de dame, grande roda, lá vem a chuva, coroa de rosas, coroa de espinhos, etc.)
São adivinhações rituais, para elucidar os interessados sobre o seu futuro, especialmente o relacionado a noivado e casamento.
Mas as festas de São João não servem apenas para dançar quadrilha, comer pipoca e se divertir com os filhos. São também uma oportunidade que os pais e a escola têm de passar para as crianças um pouco da cultura e das tradições brasileiras.
As escolas e algumas entidades ou agremiações têm tido papel decisivo na perpetuação desta tradição, organizando seus arraiais, construindo fogueiras, arrecadando brindes, envolvendo as crianças e ensinando as danças e pratos típicos. Atualmente, sites voltados para o público infantil também ajudam a despertar a curiosidade e o interesse dos pequenos pela cultura popular brasileira.
Fonte: www.lunaeamigos.com.br
Quem já não se contagiou pelo clima festeiro do São João? Essa festa de características ditas caipiras foi adotada pelo povo brasileiro e hoje toma conta de quase todo o país.
O caipira
A noiva
A comitiva de convidados
A fogueira, os balões, o quentão, a canjica, o pé-de-moleque entre outras tradições típicas da época.
Muita gente não sabe a origem do São João, mas vale lembrar que essa também é uma celebração de cunho religioso.
Mas nem sempre foi assim. Segundo conta a tradição, apesar da origem religiosa, o São João remonta o surgimento do catolicismo.
É possível perceber a importância de São João para seus devotos e para a Igreja quando nos damos conta de que a festa em homenagem aos santos de junho, que percorre os trinta dias do mês, foi denominada "Festa joanina" devido a São João.
O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
A influência brasileira na tradição a festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aipim, o milho, o jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia.
Junho é o mês de São João, Santo Antonio e São Pedro. Por isso, as festas que acontecem em todo o mês de junho foi chamada de "Festa Joanina", especialmente em homenagem a São João.
O nome joanina teve origem, segundo alguns historiadores, nos países europeus católicos no século IV. Quando chegou ao Brasil foi modificado para junina. Trazida pelos portugueses, logo foi incorporada aos costumes dos povos indígenas e negros.
A influência brasileira na tradição da festa pode ser percebida na alimentação, quando foram introduzidos o aimpim (mandioca), milho, jenipapo, o leite de coco e também nos costumes, como o forró, o boi-bumbá, a quadrilha e o tambor-de-crioula. Mas não foi somente a influência brasileira que permaneceu nas comemorações juninas. Os franceses, por exemplo, acrescentaram à quadrilha, passos e marcações inspirados na dança da nobreza européia.

Entre os santos que mais são comemorados durante as festas juninas. Santo Antônio é com certeza o que mais possui devotos espelahados pelo Brasil e Portugal.
Esse santo, que normalmente é representado carregando o menino Jesus em seus braços, ficou realmente conhecido como "casamenteiro" e é sempre o mais invocado para auxiliar moças solteiras a encontrarem seus noivos.
Ele também é conhecido por ajudar as pessoas a encontrarem objetos perdidos.
Padre Vieira, em um sermão que realizou no Maranhão, em 1963, foi quem melhor definiu esse santo: "Se vos adoece o filho, Santo Antônio; se requereis o despacho, Santo Antônio; se perdeis a menor miudeza de vossa casa, Santo Antônio; e, talvez, se quereis os bens alheios, Santo Antônio".
Conta a tradição que são realizadas duas espécies de reza e festa em homenagem a Santo Antônio. A primeira delas, chamada "os responsos", é realizada quando o santo é invocado para acgar coisas perdidas e a segunda, designada "trezena", é a cerimônia dedicada ao santo do dia 1 ao dia 13 de junho, com cânticos, fogos, comes e bebes e uma fogueira com o formato de um quadrado.
Ainda há um outro costume que é muito praticado pela Igreja e pelos fiéis. Todo o dia 13 de junho, as igrejas distribuem aos pobres e afortunados os famosos pãezinhos de Santo Antônio. A tradição diz que o pãozinho deve ser guardado dentro de uma lata de mantimento, para a garantia de que não faltará comida durante todo o ano.

Outro santo muito comemorado no mês de junho é São João. Esse santo é o responsável pelo título de "santo festeiro", por isso no dia 24 de junho, dia de seu nascimento, as festas são recheadas de muita dança, em especial o forró.
No nordeste do país, existem muitas festas em homenagem a São João, que também é conhecido como protetor dos casados e enfermos, principalmente no que se refere a dores de cabeça e de garganta.
Alguns símbolos são conhecidos por remeterem ao nascimento de São João, como a fogueira, o mastro, os fogos, a capelinha, a palha e o manjericão.
Existe uma lenda que diz que os fogos de artifício soltados no dia 24 são para "acordar São João". A tradição acrescenta que ele adormece no seu dia, pois, se ficasse acordado vendo as fogueiras que são acesas em sua hoemnagem, não resistiria e desceria à terra.
As fogueiras dedicadas a esse santo têm forma de uma pirâmide com a base arredondada.
O levantamento do mastro de São João se dá no anoitecer da véspera do dia 24. O mastro, composto por uma madeira resistente, roliça, uniforme e lisa, carrega uma bandeira que pode ter dois formatos, em triângulo com a imagem dos três santos, São João, Santo Antônio e São Pedro; ou em forma de caixa, com apenas a figura de São João do carneirinho. A bandeira é colocada no topo do mastro.
O responsável pelo mastro, que é chamado de "capitão" deve, juntamente com o "alferes da bandeira", responsável pela mesma, sair na véspera do dia em direção ao local onde será levantado o mastro.
Conta a tradição que a bandeira deve ser colocada por uma criança que lembre as feições do santo.
O levantamento é acompanhado pelos devotos e por um padre que realiza as orações e benze o mastro.
Uma outra tradição muito comum é a lavagem do santo, que é feita por seu padrinho, pessoa que está pagando por alguma graça alcançada.
A lavagem geralmente é feita à meia-noite da véspera do dia 24 em um rio, riacho, lagoa ou córrego. O padrinho recebe da madrinha a imagem do santo e lava-o com uma cuia, caneca ou concha. Depois da lavagem o padrinho entrega a imagem à madrinha que a seca com uma toalha de linho.
Durante a lavagem é comum lavar os pés, rosto e mãos do santo com o intuito de proteção, porém, diz a tradição que se alguma pessoa olhar a imagem de São João refletida na água iluminada pelas velas da procissão, não estará vivo para a procissão do ano seguinte.

O guardião das portas do céu é também considerado o protetor das viúvas e dos pescadores. São Pedro foi um dos doze apóstolos e o dia 29 de junho foi dedicado a ele. Como o dia 29 também marca o encerramento das comemorações juninas, é nesse dia que há o roubo do mastro de São João que só será devolvido no final de semana mais próximo. Mas como as comemorações juninas já perduraram alguns dias, as pessoas dizem que no dia de São Pedro já estão muito candadas e não têm resistência para grandes folias, sendo os fogos e o pau-de-sebo as principais atrações da festa. A fogueira de São Pedro tem forma triangular.
Como São Pedro é cultuado como protetor das viúvas, são elas que organizam a festa desse dia, juntamente com os pescadores, que também fazem a sua hoemnagem a São Pedro realizando procissões marítimas.
No dia 29 de junho todo homem que tiver Pedro ligado ao seu nome deve acender fogueiras nas portas de suas casas e, se alguém amarrar uma fita em uma pessoa de nome Pedro, este se vê na obrigação de dar um presente ou pagar uma bebida à pessoa que o amarrou.
Esta dança, de origem francesa (quadrille), surgiu em Paris, no século XVIII. A quadrilha foi introduzida no Brasil durante a Regência e fez muito sucesso nos salões brasileiros do século XIX. No Rio de Janeiro, foi muito popularizada. Suas evoluções básicas foram modificadas e novas foram agregadas, modificando inclusive sua música e seus comandos.
A quadrilha que se dança hoje em dia no Rio é chamada de "quadrilha de salão". Segundo Luiz Marins, presidente da Ueraquerj (entidade representante das quadrilhas do estado) esta modalidade é anterior ao Carnaval, datando de 1817. De acordo com a pesquisadora Mariulza Medina seria esta a verdadeira origem dos desfiles de Carnaval.
Dança rural do Sul do Brasil, o cateretê é também bastante executado no Amazonas, em Minas Gerais, no Pará, no Rio de Janeiro e em São Paulo. Inserida no Brasil pelos jesuítas, a dança é uma homenagem à Santa Cruz, São Gonçalo, Espírito Santo, São João e Nossa Senhora da Conceição.
É mais freqüente ver o Cateretê (ou Catira, como também é conhecido) sendo dançado apenas por homens. Apresentando canto, viola, sapateado e palmas, os dançarinos acompanham a evolução batendo os pés e as mãos.
Dança regional executada no Sul do Brasil (Paraná, Rio Grande do Sul e Santa Catarina), com pequenas diferenças dependendo da região. Os tipos mais comuns são: anu, candeeiro, cana-verde, caranguejo, chimarrita, chula, marinheiro, marrafa, pericó, polca, quero-quero. No fandango, os homens sapateiam e a coreografia é passada através das gerações.
Batidos: Caracteriza-se pelo forte sapateado.
Valsados: Não há sapateado. Os componentes dançam lentamente com pares fixos.
Misto: Valsas são intercaladas por batidas.
Fonte: revistaturismo.cidadeinternet.com.br