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Feudalismo

As invasões dos bárbaros e a desagregação do sistema político de Roma, a partir do século V, conduzem a uma reestruturação social que resulta no feudalismo europeu.

Poder descentralizado, economia agrícola de subsistência e mão-de-obra servil constituem a base desse sistema, que possui características que variam conforme a região.

No continente asiático o processo de reestruturação feudal segue um caminho próprio.

Organização política feudal

A sociedade feudal estrutura-se em relações de dependência pessoal, ou vassalagem, que abrangem desde o rei até o camponês.

O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção.

O senhor feudal também é vassalo de outro senhor, e assim sucessivamente, até chegar ao rei, que é o suserano maior.

Cada escala de vassalagem paga algum tipo de serviço ao seu suserano e ao rei.

Sociedade feudal

Os senhores feudais formam a nobreza rural. Vivem em castelos, por questões de segurança, e possuem jurisdição sobre os servos e camponeses livres.

A Igreja transforma-se em grande proprietária feudal e os membros do alto clero recebem domínios feudais, tornando-se ao mesmo tempo suseranos e vassalos.

Economia feudal

O feudo constitui a unidade territorial da economia feudal e caracteriza-se pela autarquia e pela ausência quase total do comércio e de intercâmbios monetários.

As cidades deixam de ser centros econômicos.

Os feudos pertencentes ao patrimônio real são cedidos em usufruto a membros da nobreza e do clero.

Os ofícios e o artesanato passam a realizar-se nos próprios castelos.

Referências bibliográficas

Almanaque Abril. ALMANAQUE ABRIL 95: a enciclopédia em multimídia. Abril, São Paulo, 1995. (bibliografia completa)

Fonte: www.meusestudos.com

Feudalismo

O Feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na Europa durante a Idade Média.

A sociedade feudal era composta por duas classes sociais básicas: senhores e servos. A estrutura social praticamente não permitia mobilidade, sendo portanto que a condição de um indivíduo era determinada pelo nascimento, ou seja, quem nasce servo será sempre servo. Utilizando os conceitos predominantes hoje, podemos dizer que, o trabalho, o esforço, a competência e etc, eram características que não podiam alterar a condição social de um homem. O senhor era o proprietário dos meios de produção, enquanto os servos representavam a grande massa de camponeses que produziam a riqueza social.

Feudalismo e sua Crise
Feudalismo e sua Crise

Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei dava-as para eles. Eles eram a autoridade absoluta sendo administrador, juiz e chefe militar. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e em troca recebiam o direito à um pedaço de terra para morar e também estavam protegidos dos bárbaros. Quando os servos iam para o manso senhorial, atravessando a ponte, tinham que pagar um pedágio, exceto quando iam cuidar das terras do Senhor Feudal.

Esse sistema se caracteriza pela exploração do trabalho servil, responsável por toda a produção. O servo não é considerado um escravo, porém não é um trabalhados livre. O que determina a condição servil é seu vínculo com a terra, ou seja, o servo está preso a terra. Ao receber um lote de terra para viver e trabalhar, e ao receber (teoricamente) proteção, o servo esta forçado a trabalhar sempre para o mesmo senhor feudal, não podendo abandonar a terra.

No mundo feudal não existiu uma estrutura de poder centralizada. Não existe a noção de Estado ou mesmo de nação. Portanto consideramos o poder como localizado, ou seja, existente em cada feudo. É importante visualizar a figura do rei que durante este período não mais exercia seu poder soberano.

O feudo era a unidade produtiva básica. Imaginar o feudo é algo complexo, pois ele podia apresentar muitas variações, desde vastas regiões onde encontramos vilas e cidades em seu interior, como grandes “fazendas” ou mesmo pequenas porções de terra. Para tentarmos perceber o desenvolvimento socioeconômico do período, o melhor é imaginarmos o feudo como uma grande propriedade rural.

Crise do Feudalismo

O feudalismo foi um sistema político, econômico e social que predominou durante toda a Idade Média. Mas, já no final da Idade Média, o uso da terra, fundamental para o povo naquele período, foi perdendo a força. Os campos foram abandonados e o comércio nascia fortalecido.

Depois de longos anos de devastação e desordem, começava certa estabilidade econômica. O castelo, centro das atividades econômicas, ia perdendo sua importância. O progresso do comércio artesanal, as feiras medievais, a cidade burguesa incompatível com o feudo ofereciam chances de lucro e atrativos do comércio.

A partir do século XII, ocorreram várias transformações na Europa que contribuíram para a crise do sistema feudal:

O renascimento comercial impulsionado, principalmente, pelas Cruzadas;

O aumento da circulação das moedas, principalmente nas cidades. Este fator desarticulou o sistema de trocas de mercadorias, característica principal do feudalismo;

Desenvolvimento dos centros urbanos, provocando o êxodo rural (saída de pessoas da zona rural em direção às cidades). Muitos servos passaram a comprar sua liberdade ou fugir, atraídos por oportunidades de trabalho nos centros urbanos;

As Cruzadas proporcionaram a volta do contato da Europa com o Oriente, quebrando o isolamento do sistema feudal;

O surgimento da burguesia, nova classe social que dominava o comércio e que possuía alto poder econômico. Esta classe social foi, aos poucos, tirando o poder dos senhores feudais;

Com o aumento dos impostos, proporcionados pelo desenvolvimento comercial, os reis passaram a contratar exércitos profissionais. Este fato desarticulou o sistema de vassalagem, típico do feudalismo.

No final do século XV, o feudalismo encontrava-se desarticulado e enfraquecido. Os senhores feudais perderam poder econômico e político. Começava a surgir as bases de um novo sistema, o CAPITALISMO.

Bibliografia

GUZZO, Maria Auxiliadora. Enciclopédia do estudante: história geral. São Paulo: Moderna, 2008
Enciclopédia Barsa, volume 5. Encyclopedia Britannica Editares Ltda. Rio de Janeiro : Melhoramentos,1964, p.257-259
Enciclopédia Barsa, volume 9. Encyclopedia Britannica Editares Ltda. Rio de Janeiro : Melhoramentos,1964, p.64
O Ciclo do Capitalismo. Por Janisson Nascimento. Publicado em: julho 07, 2007. Disponível em: Acessado em 15.09.2008
O que é Capitalismo? Fonte: Colégio Santo Agostinho – RJ. Publicado em 25/12/2007. Disponível em Acessado em 15.09.2008
O Capital, por Mansoe, Publicado em: janeiro 05, 2007. Disponível em . Acessado em 24.09.2008.
Capitalismo. Wikipédia, a enciclopédia livre. Publicado em setembro 23, 2008. Disponivel em Acessado em 24.09.2008
Mundo Vestibular. Capitalismo, Segunda Parte. Disponível em: Acessado em 25.09.2008

Fonte: www.grupoescolar.com

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