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Feudalismo

A sociedade feudal era formada pela aristocracia proprietária de terras (composta pelo alto clero e pela nobreza) e pela massa de camponeses (servos e vilões não proprietários).

O clero ocupa papel relevante na sociedade feudal. Os sacerdotes destacavam-se como servidores de Deus, detentores da cultura e administradores das grandes propriedades da Igreja, além de sua marcante ação assistencial aos desvalidos. A Igreja procurava legitimar o modo de agir da aristocracia, afirmando que Deus tinha distribuído tarefas específicas a cada homem e que, portanto, uns deviam rezar pela salvação de todos (o clero), outros deviam lutar para proteger o povo de Deus (a nobreza) e os outros deviam alimentar com seu trabalho, aqueles que oravam e guerreavam (os camponeses).

Servos Trabalhando no Sistema Feudal
Servos Trabalhando no Sistema Feudal

Os nobres (reis, duques, marqueses, viscondes, barões e cavaleiros) habitavam os castelos, que eram, ao mesmo tempo, residência e núcleo de defesa contra os ataques de inimigos. “O castelo é sinal de segurança, de poderio e de prestígio. No século XI erguem-se as torres e vence a preocupação da defesa.

Em seguida, precisam-se os encantos da habitação. Continuando bem defendidos, os castelos passam a dar mais lugar aos alojamentos e criam edifícios de habitação dentro das muralhas. Mas a vida ainda se concentra na sala grande. O mobiliário é diminuto. As mesas em geral são desmontáveis e uma vez concluídas as refeições, são retiradas. O móvel normal é a arca ou baú, onde são arrumadas as roupas ou a baixela. Esta é de um supremo luxo, resplandece e é também uma reserva econômica.” (LE GOFF, J., op. cit. v.2, p.125.)

Movimento em um Mercado Medieval
Movimento em um Mercado Medieval

O senhor feudal procurava cercar-se em seu castelo de uma corte numerosa, com dezenas de comensais entre vassalos, parentes, amigos, cavaleiros, além de criados domésticos e artesãos especializados(ferreiros, carpinteiros, tecelões, prateiros, ourives, curtidores, cervejeiros). Sua hospitalidade pressupunha adegas e coleiros sempre cheios, mesmo em épocas de colheitas baixas.

Para isso, os grandes senhores possuíam vários domínios, administrados em sua ausência pelos intendentes, encarregados de fiscalizar a produção dos camponeses.

Servos Trabalhando de Acordo com as Estações do Ano
Servos Trabalhando de Acordo com as Estações do Ano

Os nobres gastavam seus rendimentos em jóais e banquetes e ocupavam seu tempo em treinamentos no uso de armas(espada, lança e escudo), em torneios, duelos e caçadas, utilizando cães e cavalos amestrados, símbolo de pompa e riqueza. A necessidade de melhores equipamentos, armaduras e cotas de malhas contribuíram para o progresso da metalurgia.

Caravanas e mensageiros a serviço do senhor feudal percorriam constantemente os caminhos precários da época, mobilizando bois, cavalos, carroças, barcos e homens para transportar os artigos de que os nobres necessitavam. Os torneios e as festas atraíam grande número de artífices e mercadores para as redondezas dos castelos, interessados em novos negócios.

As despesas da nobreza eram asseguradas pelos tributos arrancados aos servos; quando isso não bastava, os senhores recorriam a empréstimos, inicialmente junto às igrejas e posteriormente junto aos premistas judeus, nessa época os únicos isentos da condenação da usura que recaía sobre os cristãos.

Os camponeses, anteriormente colonos e escravos, transformaram-se em servos da gleba (presos à terra) ou vilões (livres), dependentes do senhor que detinha o poder de proteger, de julgar, de punir e de arrecadar impostos, tendo em vista a fragmentação do poder público. Estavam submetidos a uma série de encargos e sujeições considerados infamantes, como as corvéias, as banalidades, o direito de consórcio e a impossibilidade de abandonar o domínio sem autorização.

As corvéias consistiam na obrigação de prestar ao senhor serviços gratuitos de tipo variado como: trabalho na lavoura, construção de cercas e pontes, entrega de pilhas de lenha, durante determinados dias da mesma. As banalidades eram taxas cobradas pelo uso do moinho do senhor para moer cereais, do forno para assar o pão e o lagar para pisar as uvas para o vinho.

Os servos não possuíam a plena posse de seu lote ou manso e, portanto, não podiam transmiti-lo livremente por herança. Ao morrer um camponês, seu filho pagava uma taxa de sucessão para continuar em seu lugar. A condição de servo impunha também a autorização do senhor para contrair matrimônio. Se o futuro cônjuge pertencesse a outra aldeia ou domínio, o senhor exigia uma compensação em dinheiro para permitir o casamento.

Cavaleiro Medieval
Cavaleiro Medieval

Para a nobreza, o servo comparava-se a um animal selvagem, de uma feiúra repugnante e sempre de mal humor. Era ridicularizado em poemas que se referiam a ele como “vilão”, “rústico”, “gatuno”, “diabo”, “ladrão”, apresentando-o ainda como um viciado, maldito e miserável. Dessa maneira, o camponês medieval, além de explorado pelas corvéias e impostos, era desprezado e visto como uma figura que apenas se parecia com uma pessoa humana.

Naquela época, as terras cultivadas não eram muito extensas e os campos não tinham proteção contra a má colheita provocada por seca, inundação ou passagem de soldados. Por isso, a população camponesa alimentava-se mal, vivendo à beira da fome ou morrendo com as epidemias tão comuns na Idade Média e que atingiam principalmente a camada mais pobre.

A exploração dos servos pelos nobres esbarrava numa forte resistência de muitos deles, que não recolhiam os tributos devidos, incendiavam as colheitas, fugiam para as florestas ou uniam-se a bandos de foras da lei. Revoltas camponesas, mesmo duramente reprimidas, não foram raras e caracterizavam as relações de conflito entre a nobreza e o campesinato durante a época feudal.

Fonte: paginas.terra.com.br

Feudalismo

"A palavra feudalismo ou sistema feudal foi o modo de organização da vida em sociedade que caracterizou a Europa durante grande parte da Idade Média. Ele não foi igual em todas as regiões européias, variando muito de acordo com a época e o local"

Divisão de um feudo

"A palavra feudo significa propriedade. Um feudo podia ser uma área de terra, um cargo, uma função eclesiástica ou o direito de receber alguma vantagem. Mas, quase sempre, o feudo era uma extensão de terra, concedida a alguém como "benefício", em troca de serviços. De qualquer modo, receber um feudo era adquirir poder sobre bens materiais e sobre as pessoas que dependiam desses bens."

O surgimento do feudalismo está associado à "decadencia do Império Romano, a conquista final de Roma e a formação dos reinos bárbaros.

Essas transformações deram origem aos traços do sistema feudal, cujas características foram:

Declínio das atividades comerciais, artesanais e urbanas

A hierarquização social através dos estamentos

A descentralização do poder político em torno dos senhores feudais

A importância do trabalho dos servos, cujos ombros suportavam quase todos os serviços responsáveis pela subsistência material da sociedade.

Entre as contribuições dos romanos para o sistema feudal, podemos citar o conceito de vila, que eram unidades do mundo rural; o colonato, sistema de trabalho serivl que se desenvolveu com a decadência do império romano, substituindo a mão de obra escrava; e a fragmentação do poder político, fruto da instabilidade existente no final do período imperial romano.

Entre as contribuições dos bárbaros ou germânicos para o feudalismo foi a economia agropastoril, onde as atividades básicas da economia se baseia no plantio e criação de animais; no conceito de comitatus, relação de fidelidade unindo o chefe militar e seus guerreiros; e o beneficium, que é a recompensa que os chefes militares davam aos seus soldados após obter alguma conquista.

Com o decorrer das invasões bárbaras que se iniciaram no século V, ocorreu uma "divisão do poder político entre os grandes proprietários de terras, isto é, os senhores feudais. Os reis continuaram existindo, mas sem poderes plenos e efetivos. Os senhores feudais, reunindo funções administrativas, judicárias e militares, governavam seus feudos de maneira autônoma, mandando e desmandando em suas regiões.

A união social era garantida pelos laços de vassalagem. Nessa relação, encontramos, de um lado, o suserano (proprietário que concedia feudos a seus protegidos) e, de outro lado, o vassalo (pessoa que recebia feudos do suserano, prometendo-lhe fidelidade).

Cerimônia de insvestidura

Entre suseranos e vassalos estabelecia-se um contrato de vassalagem, que tinha início com a transmissão do feudo e compreendia dois atos solenes:

Homenagem - Juramento solene de fidelidade do vassalo perante seu suserano.
Investidura - entrega do feudo feita pelo suserano ao vassalo.

Direitos e deveres

Uma série de direitos e de deveres competia a suseranos e vassalos.

Suserano

Dar proteção militar e prestar assistência judiciária aos seus vassalos; receber de volta o feudo, caso o cvassalo morresse sem deixar herdeiros; proibir casamento entre seus vassalos e pessoas que não lhe fossem fiéis.

Vassalo

Prestar serviço militar, durante certo tempo, a seu suserano; libertar o suserano, caso ele fosse aprisonado; comparecer ao tribunal presidido pelo susernano toda vez que fosse convocado"1

O feudalismo representou a base do sistema político e econômica da Europa durante toda a Idade Média, ou seja, entre os séculos V ao XIV. As suas estruturas acabaram por ir além da Idade Média, apresentando-se na Europa até o século XIX.

Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br

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