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Feudalismo

 

O feudalismo é um sistema político, econômico e social, caracterizado pelo poder descentralizado, economia de subsistência baseada na agricultura, comércio na base de troca, moeda pouco usada, mão-de-obra servil etc. Nenhuma descrição do regime feudal pode ser rigorosamente precisa, porque este regime variava muito de um lugar para o outro.

O feudalismo inglês, por exemplo, estabelecido mais tarde do que o do continente e em circunstâncias especiais, foi mais regular na hierarquia e exatamente o oposto daquele nas suas relações com a Coroa. Enquanto no continente o estabelecimento de feudalismo trazia consigo a diminuição do poder real, que levou ao surgimento de instituições feudais tais como imunidades, benefícios, feudos, suserania e vassalagem , na Inglaterra, o rei, que se tornara senhor de vastos domínios e que fora o próprio organizador do novo regime, fez com que os senhores ficassem, desde logo, perfeitamente subordinada à sua autoridade.

Assim, não havia em toda a Europa "reino tão bem disciplinado nem rei tão bem obedecido" como o inglês. A palavra feudalismo vem do latim feodum, e significa a concessão que um nobre recebia de outro senhor igualmente nobre, mediante certas obrigações.

INSTITUIÇÕES MEDIEVAIS - FEUDALISMO

Na Idade Média, à medida que se formavam os reinos "bárbaros" sobre as ruínas do Império Romano, pouco a pouco se modificaram as instituições políticas, econômicas e sociais. Já pelo século X estava enraizado o Feudalismo, que foi sem dúvida a mais marcante das instituições medievais. O Feudalismo surgiu devido à falta de segurança reinante na época. Era conseqüência da fragmentação das terras doadas pelo rei aos nobres, em pagamento de serviços prestados.

Formaram-se os feudos: áreas de terra sob a posse de um senhor, às vezes poderoso. O poder dos reis era, a miúdo, apenas simbólico. Como estava estabelecida a sociedade feudal? O rei era o Suserano, geralmente reconhecido pelos nobres.

Deviam-lhe homenagem e obediência, os príncipes, duques, condes e barões - seus vassalos. Estes, por sua vez, eram suseranos de outros vassalos que poderiam ser, também, suseranos de ainda outros vassalos. Os grandes senhores feudais possuíam, em suas propriedades, enorme autoridade, submetendo-se-lhes outros senhores feudais e pequenos proprietários, em busca de proteção e amparo contra inimigos e salteadores, fato comum na época. Para selar um laço de vassalagem, um pequeno proprietário oferecia suas terras a seu futuro suserano, que as devolvia. Nessa restituição as terras voltavam como um Feudo. Os homens livres perdiam parte de sua liberdade voluntariamente, em troca de alguma proteção. As terras eram paulatinamente transformadas em estabelecimentos feudais. No século XI, praticamente toda a Europa era feudal.

O senhor feudal morava em um castelo fortificado, cercado de altas muralhas. Estas ligavam várias torres de vigia, de onde se podia ver, ao longe, o inimigo que se aproximasse. Internamente, as torres se comunicavam através do "caminho de ronda". Dentro das muralhas do castelo, o senhor feudal oferecia proteção a seus vassalos em caso de guerra, e seus armazéns sustentavam-nos nas ocasiões de crise. A sociedade feudal caracterizava-se pela desigualdade. Ninguém era totalmente livre, já que estava, de alguma forma, ligado a algum suserano ou vassalo. Ao redor dos castelos ficavam as terras de cultura, as áreas de caça e pesca do senhor. Lá trabalhavam os servos da gleba, cuja produção ia, na maior parte, para o paiol do seu suserano, dentro dos muros do castelo.

Os senhores feudais preocupavam-se, geralmente, em como fazer guerra a seus inimigos (a guerra entre nobres era freqüente), ou como defender seus suseranos. Cultivavam a bravura pessoal e a habilidade nos combates com espada, lança, arco e flecha. Os servos da gleba viviam com suas famílias no feudo do seu suserano. Nem sempre eram obrigados a prestar serviço militar mas tinham que cultivar suas terras e a de seu senhor e contribuir para dote da filha do suserano.

Mesmo recuperando a liberdade, pela compra da carta de alforria, não podiam deixar as terras. Também deviam obediência ao suserano em questões de casamento e da venda de seus bens. Muitos servos eram cruelmente maltratados pelos seus senhores. Durante a Idade Média teve grande prestígio a instituição da Cavalaria. A Igreja combateu as lutas entre nobres, instituindo a chamada "trégua de Deus" (proibição de lutas durante certas épocas do ano). A influência da Igreja na Cavalaria foi benéfica, transformando-a numa instituição em defesa da religião, da mulher, dos fracos, dos órfãos, da lealdade até para com os inimigos, da cortesia e da honra.

Sendo o trabalho manual considerado indigno dos nobres, de cavaleiros e de homens livres, foi ele transformado em ocupação dos artífices, que moravam em aldeias (burgos) e cidades. Cada tipo de atividade concentrava-se numa rua determinada (rua dos Sapateiros, dos Alfaiates, dos Armeiros, etc.).

Sob o mesmo teto viviam os "mestres" e oficiais trabalhando em seu mister. A oficina era a própria loja de venda. A Igreja estimulou a formação de associações de classe ("fraternidades") e corporações, que reuniam seus membros em torno de estatutos comuns, bandeira, tesouraria e santos padroeiros. Essas corporações eram beneficentes e seus membros delas recebiam auxílio em época de necessidade. Eram, porém, contrárias ao trabalho livre e contra qualquer forma de inovação. A falta de segurança nas estradas, a limitada circulação de moeda, o isolamento próprio da época, fez do comércio medieval uma atividade muito restrita. Eram raros os mercadores que se aventuravam pelas estradas com suas malas. Somente nas cidades é que havia alguma atividade comercial mais ativa.

As lojas dos artífices, onde os próprios produtores vendiam o fruto do seu trabalho, eram os centros de negócio. Lentamente as atividades comerciais foram-se desenvolvendo. A princípio dentro da própria cidade. Depois entre 2 cidades e, finalmente, entre países. Algumas cidades notabilizaram-se pela realização de feiras em determinadas épocas do ano. Para lá se dirigiam comerciantes de outras praças para realizarem negócios. Na Europa Ocidental destacaram-se as cidades - feiras de Lion, Frankfurt, Antuérpia e Leipzig.

A INSEGURANÇA E A SOCIEDADE FEUDAL

A Idade Média foi uma época de insegurança geral. As grandes invasões dos bárbaros, destruindo o Império Romano, desarticularam suas defesas. Os novos reinos então estabelecidos estavam à mercê dos invasores, já que os reis eram incapazes de manter sua autoridade pelas armas, em todos os seus domínios. Essa incapacidade real de defender o território, levou à divisão dos reinos medievais em numerosos pedaços (feudos). Cada um deles era oferecido a um senhor, a quem caberia defendê-lo e prestar homenagem e obediência ao rei. Os senhores feudais deviam vassalagem ao rei, seu suserano.

Prometiam pegar em armas em sua defesa, juntamente com um certo número de soldados armados (seus vassalos). Por sua vez os nobres recebiam vassalagem de seus súditos; suas terras eram trabalhadas pelos vassalos, que lhe tinham de entregar a maior parte das colheitas. A hierarquia feudal organizou-se na Cavalaria. O primeiro Cavaleiro era o Imperador ou o Rei. Abaixo dele, e em ordem hierárquica, estavam os duques, os condes, os barões, os viscondes e os cavaleiros ou senhores. Estes títulos eram prestigiados por toda a sociedade feudal e não implicavam em ordem de riqueza. Os filhos dos nobres eram educados desde cedo para ingressarem na Cavalaria. Começavam como pajens (quando aprendiam a cortesia a serviço das damas), depois escudeiros (a serviço de um Cavaleiro), até que eram proclamados cavaleiros (aos 18 anos), em cerimônia especial de investidura. Graças a esse mecanismo de interdependência (suserano-vassalo), a sociedade medieval pôde sobreviver e atravessar os difíceis dias de insegurança então reinantes. Os laços de vassalagem, com obrigações de assistência e defesa mútua, substituíram o governo forte do rei, através da descentralização do poder, fracionado na mão dos nobres.

Alguns Aspectos Específicos Sobre a Sociedade Feudal:

1. OS CASTELOS

Os senhores feudais moravam em castelos fortificados, erguidos em meio às suas terras. Até o século X, eram, geralmente, de madeira. Com o enriquecimento dos senhores feudais, os castelos passam a ser construídos de pedra, formando verdadeiras fortalezas. Dentro dele viviam, monotonamente, o senhor, sua família, os seus domésticos e, em caso de guerra, todos os vassalos que ali se abrigavam do inimigo comum. O interior do castelo era amplo, mas frio, espartanamente mobiliado, oferecendo pouca comodidade. As únicas diversões eram, especialmente nos dias chuvosos, os cânticos dos jograis e as graças dos bufões. Em dias de sol, periodicamente, o senhor do castelo saía à caça, ou promovia torneios com cavaleiros vizinhos, disputando alegremente o jogo das armas.

2. OS SERVOS DA GLEBA

Os mais humildes dos vassalos eram os servos da gleba, que, de tão humildes, não tinham vassalos. Era o mais baixo degrau da sociedade feudal. Além de terem de lavrar a terra de seu suserano, davam-lhe o melhor de suas colheitas. Na guerra deviam lutar a seu lado, às vezes armados apenas com paus ou precárias lanças. Estavam sujeitos a prestar todo e qualquer serviço a seu senhor. Não podiam casar, mudar de lugar, herdar algum bem, se não tivessem a permissão de seu senhor. Moravam em miseráveis choupanas, nas próprias terras de seus suseranos.

3. ORDÁLIO

Era o costume de submeter o acusado, de um crime a um perigo, para ver se era culpado. (Por exemplo: colocar a mão em água fervendo; segurar um ferro em brasa. Acreditava-se que, se inocente, Deus produziria um milagre, não deixando que algum mal acontecesse ao presumível culpado). A Igreja lutou contra esse costume, procurando extinguí-lo.

4. DUELOS

Os nobres costumavam praticar o duelo, para resolver suas questões pessoais. Também contra isso lutou a Igreja, que procurou levar o julgamento dos crimes aos tribunais dos príncipes e senhores, a quem caberia administrar a justiça.

5. MULHER

A mulher na sociedade feudal era considerada um mero instrumento, máquina de procriação e objeto de propriedade e posse exclusiva do marido, seu amo e senhor. Não tinha qualquer direito, sequer o de escolher seu futuro marido e quando queriam se casar. A menina já nascia prometida e, quando menstruava pela primeira vez e se a mãe ou a pagem descobrisse logo de início, já era casada em seguida com o prometido. Muitas meninas conseguiam esconder sua menarca e suas menstruações subsequentes e, quando as mães achavam que as filhas estavam doentes ou endemoniadas, adivinhem para que elas levavam as meninas para serem tratadas?

Para o padre! Como os primeiros boticários reconhecidos foram os monges do clero regular, esses não tinham dúvidas: dispensavam uma infinidade de chás que, na maioria das vezes acabavam por envenenar as meninas. Em vista desse costume e devido a uma iniciação precoce de um corpo que na maioria das vezes nem estava pronto para uma relação sexual adulta, a vida da mulher medieval era bastante curta, cerca de 30 a 35 anos. O que piorava a situação da mulher medieval era a doutrina da Igreja Católica que, de acordo com São de Aquino, não possuía alma, ou seja, a mulher não tinha alma e, por conseguinte era um mero objeto ou amontoado de carne e osso a vegetar pelo mundo - lamentável, mas essa é a história verídica da mulher na idade média.

6. O LENDÁRIO CINTURÃO DA CASTIDADE

Era um artefato de ferro ou de couro que os homens colocavam em suas mulheres e que tinha uma tranca (ou uma espécie de cadeado) para impedir que elas, na ausência de seus maridos, mantivessem relações extraconjugais. O cinto de castidade tinha apenas um orifício (não dois como desenham muitos historiadores e artistas plásticos que tentam resgatar o mito dessa odiosa peça) por onde saiam as fezes e a urina da mulher. O grande problema era que, por não poderem fazer sua higiene, as mulheres acabavam vítimas de infecções urinárias graves por Escherichia coli, uma bactéria que é constituinte da flora normal do intestino, mas que no sistema urinário causa uma infecção gravíssima e que pode causar nefrite, nefrose e levar à morte. Muitas morriam ainda muito jovens por causa desse tipo de costume.

7. HOMOSSEXUALIDADE

Praticamente não existiam homossexuais declarados e assumidos na idade média, pois a Igreja Católica os punia severamente e, diante do quadro de horrores a que estavam sujeitos, nenhum homem se declarava homossexual ou assumia sua condição e opção sexual.

8. HÁBITOS

Ahigiene na idade média era o ponto fraco, tanto que possibilitou o alastramento de doenças que quase dizimaram com toda a Europa medieval, especialmente a Peste Negra (peste bubônica) que exterminou quase dois terços da população.

9. ALIMENTAÇÃO

Basicamente carne de caça, alguns animais domésticos e vegetais.

10. LAZER

Adiversão dos homens, cavaleiros, suseranos, servos eram, em grande parte os duelos e das mulheres, bem ... das mulheres devido ao caráter religioso, "divertiam-se" apenas cuidado dos filhos.

11. PROSTITUIÇÃO

Embora o sexo fora do matrimônio fosse proibido pelas leis eclesiásticas, existiam as prostitutas, como também existiam os "bordéis" e, alias, o termo bordel vem daquelas épocas. Os homens livres, cavaleiros, soldados, artesãos, servos da gleba ali se divertiam com as prostitutas e levavam para casa e, consequentemente para suas esposas, toda sorte de doenças venéreas tais quais as que conhecemos hoje. Um fato interessante é o das prostitutas da idade média terem dado origem à enfermagem, pois nas guerras entre senhores feudais, eram as prostitutas que cuidavam dos feridos em batalha e, devido a isso, as enfermeiras de hoje ainda enfrentam uma certa estigma, mesmo sendo a enfermagem uma das mais belas profissões e a que mais exige dedicação e amor ao próximo.

Campo

Até o século XIV, pode-se dizer que existe um movimento de libertação dos servos no campo. Por que essa tendência? Ora, o crescimento do comércio, das cidades, e a adoção de uma economia monetária proporcionam aos servos os meios de rompimento dos laços com o senhor. O crescimento do mercado exige aumento de produção.

Chega-se a esse estágio através de duas formas: aumento da área de cultivo e aperfeiçoamento técnico. Corn a colheita superior às suas necessidades, o camponês poderia vendê-la, obter dinheiro para pagar os serviços que devia ao senhor. Poderia ir para a cidade ou para outra região, abrir novos campos recebendo em troca terras isentas de impostos (concessão de terras).

Por seu lado, também para o senhor é vantajoso trocar o trabalho do servo por dinheiro: necessita dele em virtude do desenvolvimento da economia monetária e passa a ter consciência que o trabalho livre é mais produtivo que o servil.

Desse modo, grande número de servos tem agora condições de comprar a liberdade de sua terra e também a liberdade pessoal. A Peste Negra é outro fator para essa importante mudança pois com as milhares de mortes o valor desse trabalho alcança níveis altos.

É a lei da oferta e da procura: a oferta se reduz e a procura aumenta. O resultado é que o trabalho do camponês passa a valer mais do que nunca. E a capacidade de compra do senhor diminui. Evidente se torna o choque entre os senhores da terra e os trabalhadores.

O século XIV assiste a um crescente movimento: o da privação de rendas e serviços dos senhores feudais, o que restringe a abolição da servidão cooperando para um maior desequilíbrio social.

Muitos senhores se recusam a proceder como até então e passam a impor, novamente, a prestação de trabalho. E os camponeses não querem perder as vantagens já conseguidas.

A consequência não poderia ser outra: ocorrência de insurreições camponesas em toda a Europa Ocidental espalhando violência, tais como queima de propriedades, assassinatos de camponeses e de senhores. Entre elas destaca-se a Jacquerie (França-1358) e revoltas na Inglaterra em 1381.

Cidade

Com o progresso das cidades, o uso do dinheiro e o movimento de libertação dos servos no campo, muitos trabalhadores abandonam a agricultura e vão para as cidades viver do ofício de artesão dentro das corporações. Tomam-se profissionais donos da matéria-prima e dos instrumentos de trabalho (ferramentas) e produzem para o mercado externo.

O sistema de corporações, inicialmente, apresenta duas características básicas: a igualdade entre os mestres e os trabalhadores e a facilidade de ascensão ao posto de mestre por parte dos trabalhadores. Com o passar do tempo, a igualdade desaparece, surgindo mesmo corporações "inferiores" e "superiores". Os chefes das primeiras chegam a assalariados dos mestres das "superiores". E, pouco a pouco, o controle da corporação passa a significar uma etapa para o controle da própria cidade. No que diz respeito à segunda característica, à distância entre os jornaleiros e aprendizes e os mestres alarga-se de maneira crescente.

Tentando preservar sua posição, os mestres colocam obstáculos cada vez maiores para evitar concorrência: taxas, obrigações, provas rigorosas. Frente a essa situação, como ficam os trabalhadores das cidades? Em vários pontos da Europa Ocidental surgem espécies de associações que representam os interesses dos jornaleiros, cujo principal objetivo é reivindicação de maiores salários.

A Peste Negra vem agravar o que estava ocorrendo: a escassez de trabalho leva à elevação dos salários. Várias leis são baixadas para evitar especulação, mas sem resultados. Mesmo assim, os jornaleiros ainda tem trabalho e recebem por ele.

Existe também na cidade uma massa de pessoas, sem emprego fixo, vivendo em condições miseráveis e não participando de nenhuma corporação.

O quadro geral da cidade mostra uma minoria privilegiada (ricos proprietários) e uma maioria sem direitos, pobre sem propriedades. Essa situação leva a um descontentamento cada vez maior que acaba por gerar várias revoltas, principalmente a partir 2ª metade do séculoXIV quando ocorre a decadência das corporações acompanhada pelo enfraquecimento das cidades que passam a ser governadas por um elemento externo, mais centralizador o rei ou o príncipe.

É importante salientar que as insurreições tanto camponesas como urbanas ocorrem simultaneamente levando a um debilitamento dos principais componentes do sistema feudal: servidão e poder do senhor feudal.

Fonte: www.direito-unip.pellizzon.com.br

Feudalismo

Feudalismo, sistema contratual de relações políticas e militares entre os membros da nobreza da Europa Ocidental durante a Alta Idade Média. O feudalismo se caracterizou pela concessão de feudos, quase sempre em forma de terras e trabalho, em troca de proteção política e militar. O contrato feito era selado por um juramento de vassalagem e fidelidade. O feudalismo unia a proteção política e militar à possessão de terras com o propósito de preservar a Europa medieval da desintegração em diversos domínios independentes depois da queda do império carolíngio.

No século IX, muitos personagens poderosos se esforçaram para constituir seus próprios grupos de vassalos dotados de montaria, a quem ofereciam benefícios em troca de seus serviços.

O vassalo não só prestava o juramento obrigatório de fidelidade a seu senhor, como também um juramento especial de vassalagem ao senhor feudal, o qual, por sua vez, lhe concedia um feudo. Desse modo, o feudalismo se tornou uma instituição política e militar, fundamentada em uma relação contratual entre duas pessoas individuais, que mantinham seus respectivos direitos sobre o feudo.

O feudalismo alcançou a maturidade no século XI e teve seu ponto máximo nos séculos XII e XIII. Sua origem foi a região compreendida entre os rios Reno e Loire, dominada pelo ducado da Normandia. Com a conquista por seus soberanos, no final do século XI, do sul da Itália, Sicília e Inglaterra e a ocupação da Terra Santa pela primeira Cruzada, as instituições feudais foram estabelecidas em todas essas áreas.

A Espanha também adotou um certo tipo de feudalismo no século XII, igual ao implantado no sul da França, no norte da Itália e nos territórios alemães. Também a Europa Central e a Oriental conheceram o sistema feudal durante um certo tempo e em grau limitado, sobretudo quando foi implantado o feudalismo no império bizantino depois da quarta Cruzada.

A proteção militar era fundamental no feudalismo. Durante os séculos XII e XIII ocorreram muitos conflitos entre os senhores e seus vassalos devido aos serviços que estes últimos deveriam prestar. Na Inglaterra, a Magna Carta definiu as obrigações dos vassalos do rei.

Devido ao caráter contratual das relações feudais, qualquer ação irregular cometida pelas partes poderia originar a quebra do contrato. Quando o vassalo não cumpria as obrigações exigidas, o senhor podia confiscar seu feudo.

Os monarcas, durante toda a época feudal, tinham outras fontes de autoridade além de seu domínio feudal. O renascimento do saber clássico significou o ressurgimento do Direito romano, com sua tradição de governantes fortes e da administração territorial. A Igreja considerava que os governantes deviam seu poder para governar graças à concessão divina e estavam revestidos de um direito sagrado.

O florescimento do comércio e da indústria deu lugar ao desenvolvimento das cidades e do aparecimento de uma burguesia incipiente, a qual exigia que os príncipes mantivessem a liberdade e a ordem necessárias ao desenvolvimento da atividade comercial. Essa população urbana também exigia um papel no governo das cidades para manter sua riqueza.

O feudalismo alcançou o ponto culminante de seu desenvolvimento no século XIII; a partir dessa época, começou a entrar em decadência, que foi acelerada nos séculos XIV e XV. Na Inglaterra, as possessões feudais foram abolidas pela lei em 1660, mas resistiram em algumas regiões da Europa até que o direito consuetudinário foi substituído pelo Direito romano, processo concluído por Napoleão.

Fonte: www.professoronline.ac.mz

Feudalismo

"A palavra feudalismo ou sistema feudal foi o modo de organização da vida em sociedade que caracterizou a Europa durante grande parte da Idade Média. Ele não foi igual em todas as regiões européias, variando muito de acordo com a época e o local"

Divisão de um feudo

"A palavra feudo significa propriedade. Um feudo podia ser uma área de terra, um cargo, uma função eclesiástica ou o direito de receber alguma vantagem. Mas, quase sempre, o feudo era uma extensão de terra, concedida a alguém como "benefício", em troca de serviços. De qualquer modo, receber um feudo era adquirir poder sobre bens materiais e sobre as pessoas que dependiam desses bens."

O surgimento do feudalismo está associado à "decadencia do Império Romano, a conquista final de Roma e a formação dos reinos bárbaros.

Essas transformações deram origem aos traços do sistema feudal, cujas características foram:

Declínio das atividades comerciais, artesanais e urbanas
A hierarquização social através dos estamentos
A descentralização do poder político em torno dos senhores feudais
A importância do trabalho dos servos, cujos ombros suportavam quase todos os serviços responsáveis pela subsistência material da sociedade.

Entre as contribuições dos romanos para o sistema feudal, podemos citar o conceito de vila, que eram unidades do mundo rural; o colonato, sistema de trabalho serivl que se desenvolveu com a decadência do império romano, substituindo a mão de obra escrava; e a fragmentação do poder político, fruto da instabilidade existente no final do período imperial romano.

Entre as contribuições dos bárbaros ou germânicos para o feudalismo foi a economia agropastoril, onde as atividades básicas da economia se baseia no plantio e criação de animais; no conceito de comitatus, relação de fidelidade unindo o chefe militar e seus guerreiros; e o beneficium, que é a recompensa que os chefes militares davam aos seus soldados após obter alguma conquista.

Com o decorrer das invasões bárbaras que se iniciaram no século V, ocorreu uma "divisão do poder político entre os grandes proprietários de terras, isto é, os senhores feudais. Os reis continuaram existindo, mas sem poderes plenos e efetivos. Os senhores feudais, reunindo funções administrativas, judicárias e militares, governavam seus feudos de maneira autônoma, mandando e desmandando em suas regiões.

A união social era garantida pelos laços de vassalagem. Nessa relação, encontramos, de um lado, o suserano (proprietário que concedia feudos a seus protegidos) e, de outro lado, o vassalo (pessoa que recebia feudos do suserano, prometendo-lhe fidelidade).

Cerimônia de insvestidura

Entre suseranos e vassalos estabelecia-se um contrato de vassalagem, que tinha início com a transmissão do feudo e compreendia dois atos solenes:

Homenagem - Juramento solene de fidelidade do vassalo perante seu suserano.
Investidura - entrega do feudo feita pelo suserano ao vassalo.

Direitos e deveres: Uma série de direitos e de deveres competia a suseranos e vassalos.

Suserano: Dar proteção militar e prestar assistência judiciária aos seus vassalos; receber de volta o feudo, caso o cvassalo morresse sem deixar herdeiros; proibir casamento entre seus vassalos e pessoas que não lhe fossem fiéis.

Vassalo: Prestar serviço militar, durante certo tempo, a seu suserano; libertar o suserano, caso ele fosse aprisonado; comparecer ao tribunal presidido pelo susernano toda vez que fosse convocado"

O feudalismo representou a base do sistema político e econômica da Europa durante toda a Idade Média, ou seja, entre os séculos V ao XIV. As suas estruturas acabaram por ir além da Idade Média, apresentando-se na Europa até o século XIX.

Sociedade Feudal

A sociedade medieval era dividida em estamentos.

Os três principais grupos eram:

Nobreza
Clero
Servos

Haviam outros grupos sociais, como os poucos comerciantes existentes na alta idade média. Foi somente na baixa idade média que surgiu a burguesia que rompéu com a característica da da sociedade apresentada acima.

A sociedade medieval apresentava apresentava ausência de ascensão social e quase inexistia mobilidade social. Como o clero e a nobreza comandavam a sociedade, era comum o clero criar justificativas religiosas para que os servos não contestassem a sociedade..

Na sociedade feudal cada grupo social detinha uma função. O clero cumpria a função da salvação da alma de todos, a nobreza deveria proteger a todos e os servos deveriam trabalhar para sustentar a todos. Assim se justificava a exploração do servo e a necessidade dele seguir os designos da Igreja.

Era comum o servo, para obter as terras dentro do feudo do senhor feudal ou nobre, jurar fidelidade a esse senhor. Essa cerimônia era baseada na relação de suserania e vassalagem realizada entre suserano e vassalo. Ao jurar fidelidade um ao outro, o senhor se comprometia a proteger o servo. Porém, o servo deveria dar em troca um conjunto de obrigações que passaria para a História como obrigações servis.

Analisemos cada uma dessas obrigações:

Corveia: O servo deveria prestar trabalho gratuito ao senhor feudal.
Banalidade:
Pagamento de uma taxa por utilizar os instrumentos do senhor feudal.
Capitação:
Imposto anual pago por cada indivíduo ao senhor feudal.
Talha:
Parte da produção do servo deveria ser entregue ao nobre.
Heriot:
Taxa paga pelo servo ao assumir o feudo no lugar de seu pai que veio a morrer.

Haviam outras taxas que variavam de região para região. Assim, o servo vivia uma grande exploração que permitia o sustento do restante da populacão.

Crise do Sistema Feudal

No século XIV, na Europa Ocidental, a população vivia dentro de determinadas características, que vinham sondo construídas desde o século III, e às quais denominamos Feudalismo.

As relações de produção se baseavam no trabalho servil prestado fundamentalmente nas terras dos “senhores feudais”: os nobres e os elementos da alta hierarquia da Igreja Católica.

O crescimento da população, verificado entre os séculos XI e XIV, foi extraordinário.

Os nobres aumentaram em número e tornaram-se mais exigentes com relação aos seus hábitos de consumo: isso determinava a necessidade de aumentar suas rendas e para consegui-lo, aumentou-se grandemente o grau de exploração da massa camponesa. Esta superexploração produziu protestos dos servos, consubstanciados em numerosas revoltas e fugas para as cidades. A repressão a esses movimentos foi enorme, mas a nobreza e o alto clero tiveram razões para temer por sua sobrevivência.

Paralelamente, importantes alterações do quadro natural provocaram sérias conseqüências. Durante o século XIII ocorrera uma expansão das áreas agrícolas, devido ao aproveitamento das áreas de pastagens e à derrubada de florestas. O desmatamento provocou alterações climáticas e chuvas torrenciais e contínuas, enquanto o aproveitamento da área de pastagens levou a uma diminuição do adubo animal, o que se refletirá na baixa produtividade agrícola. Com as péssimas colheitas que se verificaram, ocorreu uma alta de preços dos produtos agrícolas. Os europeus passaram a conviver com a fome.

Os índices de mortalidade aumentaram sensivelmente e, no século XIV, uma população debilitada pela fome teve que enfrentar uma epidemia de extrema gravidade: a Peste Negra, que chegou a dizimar cerca de 1/3 dos habitantes da Europa.

Dificuldades econômicas de toda ordem assolavam a Europa, que passou a conviver com um outro problema: o esgotamento das fontes de minérios preciosos, necessários para a cunhagem de moedas, levando os reis a constantes desvalorizações da moeda. Isso só fazia agravar a crise.

No plano social, ao lado dos problemas já levantados, importa verificar o crescimento de um novo grupo: a burguesia comercial, residente em cidades que tendiam para uma expansão cada vez maior, pois passaram a atrair os camponeses e os elementos “marginais” da sociedade feudal.

Politicamente, a crise se traduz pelo fortalecimento da autoridade real, considerado necessário pela nobreza, temerosa do alcance das revoltas camponesas. A unificação política, ou surgimento dos Estados Nacionais, aparece, desta forma, como uma solução política para a nobreza manter sua dominação.

Finalmente, a crise se manifesta também no plano espiritual—religioso. Tantas desgraças afetaram profundamente as mentes dos homens europeus, traduzindo-se em novas necessidades espirituais (uma nova concepção do homem e do mundo) e religiosas (a igreja Católica não conseguia atingir tão facilmente os fiéis, necessitados de uma teologia mais dinâmica).

Esta crise é o ponto de partida para se compreender o processo de transição do Feudalismo ao Capitalismo. Para melhor compreenda-la, selecionamos alguns documentos que permitirão um entendimento das questões provocadas pela Peste Negra, no que se refere à demografia e às modificações na mentalidade da sociedade européia.

Economia Feudal

A economia feudal deve ser dividida basicamente em dois blocos:

Alta idade média
B aixa idade média.

Durante a alta idade média, que transcorreu entre o século V ao século XI, devido, principalmente a instabilidade política, fruto das invasões bárbaras, a economia feudal caracterizou-se pela auto-suficiência. Isto significa dizer que o feudo buscava produziu tudo que era necessário para a manutenção da comunidade. A quase inexistência de comércio impedia que houvesse um abastecimento externo ao feudo.

Assim, as principais atividade econômicas estavam associadas à manutenção das pessoas. Merece destaque a produção agrícola e a criação de animais.

"As terras dos feudos podem ser divididas em três grandes áreas:

Campos abertos: terras de uso comum. Nelas os servos podiam recolher madeira e soltar os animais. Nesses campos, que compreendiam bosques e pastos, havia uma posse coletiva da terra.

Reserva senhorial: terras que pertenciam exclusivamente ao senhor feudal. Tudo o que fosse produzido na reserva senhorial era de sua propriedade privada.

Manso servil ou tenência: terras utilizadas pelos servos, das quais eles retiravam seu próprio sustento e recursos para cumprir as obrigações feudais."


Já na baixa idade média notou-se uma ruptura com as características de subsistência que apresentava o feudalismo. Com o fim das invasões e o surgimento de novas tecnicas agrícolas foi possível a comercialização do excedente de produção.


Cidade Medieval de Ávila

"O amumento do comércio promoveu o desenvolvimento das cidades medievais. Grande parte dessas antigas cidades tinha um núcleo fortificado com muralhas, chamado burgo.

Com o crescimento da população, o burgo foi alargando seus limites para além das muralhas. Os comerciantes e artesãos que viviam em torno dos burgos eram chamados de burgueses.

Aos poucos, o progresso do comércio e das cidades foi trnando a burguesia mais rica e poderosa, passando a disputar interesses com a nobreza feudal. Além disso, a expansão do comércio também influenciou na mentalidade da população camponesa, contribuindo para desorganizar o feudalismo.

Cansados da exploração feudal, muitos servos ouviam entusiasmados as notícias da agitação comercial das cidades. Grande número deles migravam para as cidades em busca de melhores condições de vida. As cidades tornaram-se locais seguros para aqueles que desejavam romper com a rigidez da sociedade feudal. Por isso, um antigo provérbio alemão dizia: O ar da cidade torna o homem livre.

Os servos que não migraram para as cidades organizaram no campo diversas revoltas contra a opressão dos senhores. Em muitos casos, conseguiram aliviar o peso de algumas obrigações, como a talha e a corvéia. Isso foi forçando a modificação das antigas relações servis.

Surgiram, por exemplo, contratos de arrendamento da terra entre camponeses e proprietários. Surgiram, também, contratos de salário apra pagamento do trabalho dos camponeses.

Todos esses fatos mostram a crise e a decadência do sistema feudal, sobre tudo, a partir do século XIV. Inicia-se a transição para a Idade Moderna, época marcada pela crescente implantação do modo de produção capitalista."


Banqueiros realizando troca de moedas.

Lentamente foi surgimento rotasl de comércio por toda a Europa, merecendo destaque as rotas do sul que eram organizadas pelas cidades italianas de Gênova e Vezeza e as rotas do norte que se desenvolviam na região de Flandrês.

"Nos cruzamentos dessas grandes rotas comerciais com outras menores, que uniam todos os pontos da Europa, surgiram as feiras, grandes mercados abertos e periódicos, para onde se dirigiam comerciantes de várias partes do continente.

Protegidos pelos senhores feudais, que lhe cobravam taxas de passagem e permanência, os comerciantes fixavam-se por dias e semanas em algumas regiões, oferecendo mercadorias, como tecidos, vinhos, especiarias e artigos de luxo orientais. As feiras mais famosas foram as da região de Champagne, na França.

Com o rápido crescimento do comércio e do artesanato nos burgos, a concorrência entre mercadores e artesãos aumentou bastante. Para regulamentar e proteger as diversas atividades, surgiram as corporações. No início eram formadas apenas por mercadores autorizados a exercer seu trabalho em cada cidade.

Posteriormente, com a especialização dos diversos artesãos, apareceram as corporações de ofício, que tiveram grande importância durante a baixa Idade Média: corporações de padeiros, de tecelões, de pedreiros, de marceneiros, etc.

Cada uma dessas corporações reunia os membros de uma atividade, regulando-lhes a quantidade e a qualidade dos produtos, o regime de trabalho e o preço final. Procuravam assim eliminar a concorrência desleal, assegurar trabalho para todas as oficinas de uma mesma cidade e impedir que produtos similaes de outras regiões entrassem no mercado local.



Oficina Medieval

Dessa maneira, as corporações de ofício determinavam também as relações de trabalho. Em cada oficina havia apenas três cateriorias de atersãos:

Mestres
O oficiais ou companheiros
Aprendizes

Os comerciantes também procuravam organizar-se em corporações para manter o mercado consumidor. Muitas vezes comerciantes de diferentes cidades se associavam, formado uma liga. A mais famosa delas foi a Liga Hanseática, que reunia 80 cidades alemãs e que controlava comercialmente o norte da Europa."

Fonte: www.saberhistoria.hpg.ig.com.br

Feudalismo

As invasões dos bárbaros e a desagregação do sistema político de Roma, a partir do século V, conduzem a uma reestruturação social que resulta no feudalismo europeu.

Poder descentralizado, economia agrícola de subsistência e mão-de-obra servil constituem a base desse sistema, que possui características que variam conforme a região.

No continente asiático o processo de reestruturação feudal segue um caminho próprio.

Organização política feudal

A sociedade feudal estrutura-se em relações de dependência pessoal, ou vassalagem, que abrangem desde o rei até o camponês.

O vassalo oferece ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção.

O senhor feudal também é vassalo de outro senhor, e assim sucessivamente, até chegar ao rei, que é o suserano maior.

Cada escala de vassalagem paga algum tipo de serviço ao seu suserano e ao rei.

Sociedade feudal

Os senhores feudais formam a nobreza rural. Vivem em castelos, por questões de segurança, e possuem jurisdição sobre os servos e camponeses livres.

A Igreja transforma-se em grande proprietária feudal e os membros do alto clero recebem domínios feudais, tornando-se ao mesmo tempo suseranos e vassalos.

Economia feudal

O feudo constitui a unidade territorial da economia feudal e caracteriza-se pela autarquia e pela ausência quase total do comércio e de intercâmbios monetários.

As cidades deixam de ser centros econômicos.

Os feudos pertencentes ao patrimônio real são cedidos em usufruto a membros da nobreza e do clero.

Os ofícios e o artesanato passam a realizar-se nos próprios castelos.

Referências bibliográficas

Almanaque Abril. ALMANAQUE ABRIL 95: a enciclopédia em multimídia. Abril, São Paulo, 1995. (bibliografia completa)

Fonte: www.meusestudos.com

Feudalismo

O Feudalismo foi um modo de organização social e político baseado nas relações servo-contratuais (servis). Tem suas origens na decadência do Império Romano. Predominou na Europa durante a Idade Média.

A sociedade feudal era composta por duas classes sociais básicas: senhores e servos.

A estrutura social praticamente não permitia mobilidade, sendo portanto que a condição de um indivíduo era determinada pelo nascimento, ou seja, quem nasce servo será sempre servo. Utilizando os conceitos predominantes hoje, podemos dizer que, o trabalho, o esforço, a competência e etc, eram características que não podiam alterar a condição social de um homem. O senhor era o proprietário dos meios de produção, enquanto os servos representavam a grande massa de camponeses que produziam a riqueza social.

Feudalismo
Feudalismo e sua Crise

Os senhores feudais conseguiam as terras porque o rei dava-as para eles. Eles eram a autoridade absoluta sendo administrador, juiz e chefe militar. Os camponeses cuidavam da agropecuária dos feudos e em troca recebiam o direito à um pedaço de terra para morar e também estavam protegidos dos bárbaros.

Quando os servos iam para o manso senhorial, atravessando a ponte, tinham que pagar um pedágio, exceto quando iam cuidar das terras do Senhor Feudal.

Esse sistema se caracteriza pela exploração do trabalho servil, responsável por toda a produção. O servo não é considerado um escravo, porém não é um trabalhados livre. O que determina a condição servil é seu vínculo com a terra, ou seja, o servo está preso a terra. Ao receber um lote de terra para viver e trabalhar, e ao receber (teoricamente) proteção, o servo esta forçado a trabalhar sempre para o mesmo senhor feudal, não podendo abandonar a terra.

No mundo feudal não existiu uma estrutura de poder centralizada. Não existe a noção de Estado ou mesmo de nação. Portanto consideramos o poder como localizado, ou seja, existente em cada feudo. É importante visualizar a figura do rei que durante este período não mais exercia seu poder soberano.

O feudo era a unidade produtiva básica. Imaginar o feudo é algo complexo, pois ele podia apresentar muitas variações, desde vastas regiões onde encontramos vilas e cidades em seu interior, como grandes “fazendas” ou mesmo pequenas porções de terra. Para tentarmos perceber o desenvolvimento socioeconômico do período, o melhor é imaginarmos o feudo como uma grande propriedade rural.

Crise do Feudalismo

O feudalismo foi um sistema político, econômico e social que predominou durante toda a Idade Média. Mas, já no final da Idade Média, o uso da terra, fundamental para o povo naquele período, foi perdendo a força. Os campos foram abandonados e o comércio nascia fortalecido.

Depois de longos anos de devastação e desordem, começava certa estabilidade econômica. O castelo, centro das atividades econômicas, ia perdendo sua importância. O progresso do comércio artesanal, as feiras medievais, a cidade burguesa incompatível com o feudo ofereciam chances de lucro e atrativos do comércio.

A partir do século XII, ocorreram várias transformações na Europa que contribuíram para a crise do sistema feudal:

O renascimento comercial impulsionado, principalmente, pelas Cruzadas;
O aumento da circulação das moedas, principalmente nas cidades. Este fator desarticulou o sistema de trocas de mercadorias, característica principal do feudalismo;
Desenvolvimento dos centros urbanos, provocando o êxodo rural (saída de pessoas da zona rural em direção às cidades). Muitos servos passaram a comprar sua liberdade ou fugir, atraídos por oportunidades de trabalho nos centros urbanos;
As Cruzadas proporcionaram a volta do contato da Europa com o Oriente, quebrando o isolamento do sistema feudal;
O surgimento da burguesia, nova classe social que dominava o comércio e que possuía alto poder econômico. Esta classe social foi, aos poucos, tirando o poder dos senhores feudais;
Com o aumento dos impostos, proporcionados pelo desenvolvimento comercial, os reis passaram a contratar exércitos profissionais. Este fato desarticulou o sistema de vassalagem, típico do feudalismo.

No final do século XV, o feudalismo encontrava-se desarticulado e enfraquecido. Os senhores feudais perderam poder econômico e político. Começava a surgir as bases de um novo sistema, o CAPITALISMO.

Bibliografia

GUZZO, Maria Auxiliadora. Enciclopédia do estudante: história geral. São Paulo: Moderna, 2008
Enciclopédia Barsa, volume 5. Encyclopedia Britannica Editares Ltda. Rio de Janeiro : Melhoramentos,1964, p.257-259
Enciclopédia Barsa, volume 9. Encyclopedia Britannica Editares Ltda. Rio de Janeiro : Melhoramentos,1964, p.64
O Ciclo do Capitalismo. Por Janisson Nascimento. Publicado em: julho 07, 2007. Disponível em: Acessado em 15.09.2008
O que é Capitalismo? Fonte: Colégio Santo Agostinho – RJ. Publicado em 25/12/2007. Disponível em Acessado em 15.09.2008
O Capital, por Mansoe, Publicado em: janeiro 05, 2007. Disponível em . Acessado em 24.09.2008.
Capitalismo. Wikipédia, a enciclopédia livre. Publicado em setembro 23, 2008. Disponivel em Acessado em 24.09.2008
Mundo Vestibular. Capitalismo, Segunda Parte. Disponível em: Acessado em 25.09.2008

Fonte: www.grupoescolar.com

Feudalismo

História Medieval

A Idade Média, ou Idade Medieval, foi um período que durou aproximadamente 1000 anos. Inicia-se em 476 (ano da queda do Império Romano do ocidente) e estende-se até 1453 (queda do Império Romano do oriente pela tomada de Constantinopla pelos turcos).

Esse período costuma ser dividido em dois: a Alta Idade Média (cinco primeiros séculos) e Baixa Idade Média (os outros cinco séculos).

A maioria da população era camponesa e vivia em condições de grande pobreza, dominada pelos proprietários de terra. A economia agrária produzia poucos excedentes. As cidades tiveram pouca importância nesse período, já que com a crise econômica e as invasões bárbaras (causas do fim do Império Romano do ocidente) muitos senhores romanos abandonaram as cidades e foram morar em suas propriedades nos campos. Essas propriedades, conhecidas como vilas, deram origem aos feudos medievais.

Um fato importante que marcou esse período foi a mudança na forma de trabalho: na Antigüidade era a escravidão, passando a ser substituída pela servidão.

Neste caso, o servo não é propriedade do senhor. O servo tem inúmeras obrigações e impostos a pagar a seu senhor, porém este lhe deve dar proteção.

A Idade Média compreende o período que vai da queda do Império Romano até o descobrimento da América (1492). Denominam-se de Idade Obscura os primeiros 600 anos dessa época.

Depois da queda de Roma, os francos tornaram-se a raça mais poderosa da Europa Ocidental e, por volta do ano 800, Carlos Magno reinava sobre o Sacro Império Romano Germânico. Com sua morte, surgiram vários reinos independentes, mas o ideal de uma Europa unificada não desapareceu.

Nos séculos X e XI os nórdicos apoderaram-se de parte da França e Inglaterra; então começou a época das Cruzadas, das lutas entre os governantes e a Igreja, assim como a Guerra dos Cem anos.

Surgiu o feudalismo: em redor dos castelos dos nobres agrupavam-se as choças dos vassalos, formando uma espécie de vila chamada feudo. Os vassalos serviam os senhores feudais em troca de mo­radia, alimento, ajuda e proteção.

Na Idade Média os mercadores dos portos do Mar Báltico desenvolveram o comércio, ao passo que em Flandres e cidades-estados da Itália florescia a arte e a literatura.

Nessa época não existia ainda um povo essencialmente francês ou italiano, que só apareceu com a formação dos estados-nações. O Renascimento marcou o fim da Idade Média.

A Idade Média teve início na Europa com as invasões germânicas (bárbaras ), no século V, sobre o Império Romano do Ocidente. Essa época estende-se até o século XV, com a retomada comercial e o renascimento urbano. A Idade Média caracteriza-se pela economia ruralizada, enfraquecimento comercial, supremacia da Igreja Católica, sistema de produção feudal e sociedade hierarquizada.

Estrutura Política

Prevaleceu na Idade Média as relações de vassalagem e suserania. O suserano era quem dava um lote de terra ao vassalo, sendo que este último deveria prestar fidelidade e ajuda ao seu suserano. O vassalo oferecia ao senhor, ou suserano, fidelidade e trabalho, em troca de proteção e um lugar no sistema de produção. As redes de vassalagem se estendiam por várias regiões, sendo o rei o suserano mais poderoso.

Todo os poderes jurídico, econômico e político concentravam-se nas mãos dos senhores feudais, donos de lotes de terras (feudos).

Sociedade Medieval

A sociedade era estática (com pouca mobilidade social) e hierarquizada. A nobreza feudal (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques, viscondes) era detentora de terras e arrecadava impostos dos camponeses. O clero (membros da Igreja Católica) tinha um grande poder, pois era responsável pela proteção espiritual da sociedade. Era isento de impostos e arrecadava o dízimo. A terceira camada da sociedade era formada pelos servos (camponeses) e pequenos artesãos.

Os servos deviam pagar várias taxas e tributos aos senhores feudais, tais como: corvéia (trabalho de 3 a 4 dias nas terras do senhor feudal), talha (metade da produção), banalidades (taxas pagas pela utilização do moinho e forno do senhor feudal).

Economia Medieval

A economia feudal baseava-se principalmente na agricultura. Existiam moedas na Idade Média, porém eram pouco utilizadas. As trocas de produtos e mercadorias eram comuns na economia feudal. O feudo era a base econômica deste período, pois quem tinha a terra possuía mais poder. O artesanato também era praticado na Idade Média. A produção era baixa, pois as técnicas de trabalho agrícola eram extremamente rudimentares. O arado puxado por bois era muito utilizado na agricultura.

Religião na Idade Média

Na Idade Média, a Igreja Católica dominava o cenário religioso. Detentora do poder espiritual, a Igreja influenciava o modo de pensar, a psicologia e as formas de comportamento na Idade Média. A igreja também tinha grande poder econômico, pois possuía terras em grande quantidade e até mesmo servos trabalhando. Os monges viviam em mosteiros e eram responsáveis pela proteção espiritual da sociedade. Passavam grande parte do tempo rezando e copiando livros e a bíblia.

As Guerras Medievais

A guerra na Idade Média era uma das principais formas de obter poder. Os senhores feudais envolviam-se em guerras para aumentar suas terras e o poder. Os cavaleiros formavam a base dos exércitos medievais. Corajosos, leais e equipados com escudos, elmos e espadas, representavam o que havia de mais nobre no período medieval.

Educação, artes e cultura

A educação era para poucos, pois só os filhos dos nobres estudavam. Esta era marcada pela influência da Igreja, ensinando o latim, doutrinas religiosas e táticas de guerras. Grande parte da população medieval era analfabeta e não tinha acesso aos livros.

A arte medieval também era fortemente marcada pela religiosidade da época. As pinturas retratavam passagens da Bíblia e ensinamentos religiosos. As pinturas medievais e os vitrais das igrejas eram formas de ensinar à população um pouco mais sobre a religião. Podemos dizer que, no geral, a cultura medieval foi fortemente influenciada pela religião. Na arquitetura destacou-se a construção de castelos, igrejas e catedrais.

As Cruzadas

No século XI, dentro do contexto histórico da expansão árabe, os muçulmanos conquistaram a cidade sagrada de Jerusalém. Diante dessa situação, o papa Urbano II convocou a Primeira Cruzada (1096), com o objetivo de expulsar os "infiéis" (árabes) da Terra Santa. Essas batalhas, entre católicos e muçulmanos, duraram cerca de dois séculos, deixando milhares de mortos e um grande rastro de destruição. Ao mesmo tempo em que eram guerras marcadas por diferenças religiosas, também possuíam um forte caráter econômico. Muitos cavaleiros cruzados, ao retornarem para a Europa, saqueavam cidades árabes e vendiam produtos nas estradas, nas chamadas feiras e rotas de comércio. De certa forma, as Cruzadas contribuíram para o renascimento urbano e comercial a partir do século XIII. Após as Cruzadas, o Mar Mediterrâneo foi aberto para os contatos comerciais.

Peste Negra ou Peste Bubônica

Em meados do século XIV, uma doença devastou a população européia. Historiadores calculam que aproximadamente um terço dos habitantes morreram desta doença. A Peste Negra era transmitida através da picada de pulgas de ratos doentes. Estes ratos chegavam à Europa nos porões dos navios vindos do Oriente.

Como as cidades medievais não tinham condições higiênicas adequadas, os ratos se espalharam facilmente. Após o contato com a doença, a pessoa tinha poucos dias de vida. Febre, mal-estar e bulbos (bolhas) de sangue e pus espalhavam-se pelo corpo do doente, principalmente nas axilas e virilhas. Como os conhecimentos médicos eram pouco desenvolvidos, a morte era certa. Para complicar ainda mais a situação, muitos atribuíam a doença a fatores comportamentais, ambientais ou religiosos.

Revoltas Camponesas: as Jacqueries

Após a Peste Negra, a população européia diminuiu muito. Muitos senhores feudais resolveram aumentar os impostos, taxas e obrigações de trabalho dos servos sobreviventes. Muitos tiveram que trabalhar dobrado para compensar o trabalho daqueles que tinham morrido na epidemia. Em muitas regiões da Inglaterra e da França estouraram revoltas camponesas contra o aumento da exploração dos senhores feudais. Combatidas com violência por partes dos nobres, muitas foram sufocadas e outras conseguiram conquistar seus objetivos, diminuindo a exploração e trazendo conquistas para os camponeses.

O sistema feudal

No sistema feudal, o rei concedia terras a grandes senhores. Estes, por sua vez, davam terras a outros senhores menos poderosos, chamados cavaleiros, que, em troca, lutavam a seu favor. Quem concedia a terra era um suserano, e quem recebia era um vassalo. O vassalo, ao receber a terra, jurava fidelidade a seu senhor.

A sociedade feudal era dividida em estamentos. Nos estamentos, a posição social do indivíduo é determinada pelo seu nascimento. Ou seja, se nascesse camponês, continuaria sendo camponês pelo resto da vida, não havendo possibilidade alguma de ascenção social. Asssim, seus filhos e netos também seriam camponeses.

Havia basicamente dois estamentos: o dos senhores e o dos servos.

O senhor tinha a posse legal da terra, o poder político, militar, jurídico e religioso (quando era um padre, bispo ou abade). Os servos não tinham propriedade da terra e estavam presos a ela. Não podiam ser vendidos como se faziam com os escravos, nem tinham liberdade para abandonar a terra onde nasceram.

Essa organização da sociedade estamental era justificada pelo clero da seguinte maneira:

"O próprio Deus quis que entre os homens alguns fossem senhores e outros servos, de modo que os senhores venerem e amem a Deus, e que os servos amem e venerem o seu senhor, seguindo a palavra do apóstolo: 'Servos, obedecei a vossos senhores temporais com temor e apreensão; senhores, tratai vossos servos de acordo com a justiça e a eqüidade' ".

O feudo

O feudo era o domínio do senhor feudal. Cada feudo compreendia uma ou mais aldeias, as terras cultivadas pelos camponeses, as florestas e as pastagens comuns, a terra pertencente à igreja paroquial e a casa senhorial, que ficava na melhor terra cultivável. Pastos, prados e bosques eram usados em comum.

A terra arável era dividida em duas: uma, em geral a terça parte do todo, pertencia ao senhor; a outra parte ficava em poder dos camponeses. Nos campos dos feudos plantavam-se principalmente cereais (cevada, trigo, centeio e aveia). Cultivavam-se também favas, ervilhas e videiras. Os utensílios da lavoura eram rudimentares.

Eram usados arado ou charrua, enxada, a pá, a foice, a grade e o podão. Nos feudos criavam-se carneiros, que forneciam lã; bovinos que forneciam leite; e cavalos, para a guerra e para o transporte.

O declínio do sistema feudal

O fator que mais contribuiu para o declínio do feudalismo foi o ressurgimento das cidades e do comércio. Assim, os camponeses passaram a vender mais produtos e conseguir mais dinheiro. Com esse dinheiro, alguns puderam comprar sua liberdade. Outros simplesmente fugiram para as cidades em busca de melhores condições de vida. O aparecimento das monarquias nacionais, principalmente na França e Inglaterra foi outro fator decisivo, pois os reis desses países conseguiram diminuir cada vez mais o poder dos nobres.

Fonte: www.vestibular1.com.br

Feudalismo

Com a invasão dos bárbaros no século V, as atividades comerciais diminuíram, limitando-se apenas à venda de artigos de luxo como armas, tecidos e escravos.

Apartir desta crise surgiu uma forma de organização econômica, social, política e cultural baseada na terra e não no comércio. Este sistema firmou-se na Europa ocidental. O Império Bizantino, o Império Turco, os povos árabes e orientais não conheceram esta forma de organização social.

O desenvolvimento do senhorio e da feudalidade

O feudo era sinônimo de benefício. Significava um bem ou direito cedido a alguém em troca de fidelidade e várias obrigações, principalmente militares. A fidelidade era a base sobre as quais se firmavam os laços feudais, e neles ficavam estabelecidos os direitos e as obrigações do suserano e do vassalo.

Aquele que cede o bem se torna suserano e quem o recebe passa a ser seu vassalo.

A relação de vassalagem normalmente acontecia seguindo a hierarquia da nobreza. Formou-se desse modo uma cadeia de proprietários de terras, ligados uns aos outros pelos laços de suserania e vassalagem; todos viviam da renda e do trabalho dos camponeses, que ficavam na base da sociedade.

O rei, no topo da hierarquia, era em geral (porém nem sempre) o mais rico e o mais poderoso dos senhores, mas sua autoridade se limitava aos seus feudos.

Mas o que foi o feudalismo?

“Um sistema de organização econômica, social e política baseado nos vínculos de homem a homem, no qual uma classe de guerreiros especializados – os senhores -, subordinados uns aos outros por uma hierarquia de vínculos de dependência, domina uma massa campesina que explora a terra e lhes fornece com que viver.” (LE GOFF, Jacques. Para um novo conceito de Idade Média. Lisboa, Estampa, 1980.)

O Sistema Feudal

Como já foi dito, sistema feudal foi uma forma de organização econômica, social e política com base na terra.

Na economia feudal, a produção agrícola e artesanal tinha que atender somente ao consumo local. Não eram produzidos bens para a venda, portanto não havia trocas comerciais.

O proprietário da terra era o senhor feudal.

Ele exercia também um controle muito grande sobre os homens que trabalhavam em sua propriedade: os servos.

Os senhores feudais dependiam do trabalho de seus servos. Sem eles não haveria comida para o senhor e para sua família. Os servos não eram considerados escravos, pois não poderiam ser vendidos ou expulsos da propriedade. Mas, eles não podiam deixar as terras do senhor.

A Economia Feudal

O sistema feudal era fundamentalmente agrário, tendo dessa forma a terra como base de toda a sua economia.

A propriedade da terra era unicamente reservada aos senhores feudais, que por sua vez exerciam poder total sobre suas propriedades: eles faziam as leis, concediam privilégios, administravam a justiça, declaravam guerra, assinavam a paz.(...)

O senhorio e o Campesinato

A força política dos senhores feudais, que se sobrepunha o poder real, residia no domínio do seu próprio feudo e no monopólio da força ou do poder militar. Cada feudo possuía seu exército, composto principalmente pelos cavaleiros nobres, que eram guerreiros regulares, e por servos convocados, se houvesse necessidade de reforço.

A cavalaria medieval era um grupo profissional de guerreiros de elite e celebrada por seus rituais de honra, lealdade e heroísmo. Ser cavaleiro era ambição de todos os jovens nobres, que, para receberem tal título, deveriam passar por um grande processo de preparação.

Evolução das Técnicas e Demografia

A economia feudal

Os senhores feudais como organizadores da produção

Segundo Engels, "as classes sociais do século IX haviam-se constituído não no atoleiro de uma civilização declinante, mas nas dores do parto de uma nova civilização, As relações entre poderosos proprietários agrários e camponeses escravizados, que haviam sido para os romanos a forma de desagregação sem esperança do mundo antigo, eram agora, para a nova geração, ponto de partida para um novo desenvolvimento".

Os servos como produtores diretos

A forma de trabalho característica do feudalismo é a servidão. É uma situação intermediária ou híbrida entre o escravo (ele mesmo propriedade de outro homem) e o operário da era capitalista (possuidor e disponibilizador de sua força de trabalho), entretanto seria insuficiente e perigoso caracterizar essencialmente o modo de produção feudal pela servidão, sem caracterizar que tipo de servidão é esta.

O declínio do modo de produção feudal e o surgimento capitalismo

Várias técnicas de produção aumentaram o nível da produtividade do trabalho. No entanto, a produção em pequena escala, típica da Idade Média, era inadequada para promover o aperfeiçoamento encorajar inventos e melhoramentos. As guildas medievais (sociedades de pequenos produtores que trabalhavam em suas próprias terras e contratavam aprendizes ou diaristas) faziam o possível para obstruir o aperfeiçoamento das técnicas ou da organização do trabalho, receando que isso levasse a uns enriquecerem mais que outros. Entretanto, a necessidade de expandir a produção fazia-se sentir cada vez mais. Isto acontecia particularmente com as indústrias. Aqui iriam aparecer as primeiras características do capitalismo.

Nobreza e a Cavalaria

Relações Sociais

Na Idade Média prevaleciam as relações de vassalagem e suserania. O vassalo recebia do suserano um lote de terra e em troca devia ao senhor fidelidade e trabalho. Estas redes de vassalagem se estendia a todos e chegava ao rei – que era tido como um vassalo de Deus.

A sociedade era estática e hierarquizada tendo em seu topo o clero (membros da Igreja católica) e a Nobreza (senhores feudais, cavaleiros, condes, duques e viscondes). A nobreza era detentora das terras e arrecadava impostos dos camponeses.

Nesta época o cavaleiro é o detentor dos instrumentos necessários para vencer o combate, graças à superioridade do cavalo, da armadura e das armas. Ele chega esta condição através de um rito, a sagração momento no qual após ter atingido sua educação militar e através de uma cerimônia, ascendia a posição de defensor da paz. Na França este grupo rapidamente se tornou hereditário ao receber feudos em troca dos serviços prestados, ocorrendo ali uma fusão entre cavalaria e nobreza

Uma parte dos nobres, principalmente os não-primogênitos tornam-se cavaleiros sem fortuna girando ao redor de um grande senhor e prontos para aventurarem-se em guerras privadas, daí os estímulos externos das Cruzadas para controlá-los. Como não havia terras para todos, uma parte da nobreza passou a voltar-se para saques e guerras privadas.

Tentando solucionar este problema, a Igreja buscou estipular normas a serem adotadas pelos cavaleiros. Pela Paz de Deus (fins do século X), eles deveriam respeitar os camponeses, os clérigos, mercadores e os seus bens e pela Trégua de Deus (século XI) se absteriam de lutar entre a quinta à tarde e a segunda-feira pela manhã. A Igreja tentou também transformar o cavaleiro num miliciano de Deus, um defensor dos pobres, viúvas e do clero

O cavaleiro que fosse para a Cruzada recebia da Igreja o perdão por seus pecados. Para São Bernardo, o modelo de perfeição era o monge-cavaleiro e por isto ele deu grande apoio ao surgimento das Ordens Militares, como a dos Templários.

Igreja Católica

A influência da Igreja na Europa Medieval

Durante a maior parte da Idade Média, a Igreja permaneceu como a instituição mais organizada e estável da Europa. Os Estados “bárbaros” constituíam-se e desapareceram sucessivamente, em virtude de guerras internas e invasões. A Igreja, ao contrário, centralizou sua administração em Roma, enquanto fazia crescer seu patrimônio e seu poder econômico por meio de doações, esmolas e isenção de impostos. No século XI foi implantado o celibato obrigatório (proibição do casamento) a todo o clero, o que impedia o surgimento de herdeiros que reivindicassem bens da Igreja. Como as leis da época não garantiam a filhos ilegítimos nenhum direito à herança, o patrimônio eclesiástico se mantinha fora do alcance dos que nascessem da quebra da castidade clerical.

Não deve causar surpresa, portanto, o fato de a Igreja ter se tornado o maior proprietário rural da Europa medieval. E, se lembrarmos a importância da propriedade da terra no mundo feudal, não é difícil presumir a influência que isso proporcionava à instituição.

A Igreja e a Usura

O historiador francês Jacques Le Goff consultou um manuscrito do século XIII, na biblioteca nacional de Paris, que expõe com clareza como os clérigos opunham-se à usura, isto é, ao empréstimo a juros:

“Os usurários pecam contra a natureza querendo fazer dinheiro gerar dinheiro, como cavalo com cavalo ou mulo com mulo. Além disso, os usurários são ladrões (latrones), pois vendem o tempo, que não lhes pertence, e vender um bem alheio, contra a vontade do possuidor, é um roubo. Ademais, como nada vendem a não ser a espera do dinheiro, isto é, o tempo, vendem os dias e as noites. Mas o dia é o tempo da claridade e a noite o tempo do repouso. Portanto, não é justo que tenham a luz e o repouso eternos”. (Citado em Jacques Le Goff, A bolsa e a vida: a usura na Idade Média, p. 40-1).

A Importância da Confissão

De coletiva e pública, excepcional e reservada aos pecados mais graves, a confissão se torna aurilar, da boca para o ouvido, individual e particular, universal e relativamente freqüente. O IV Concilio de Latrão (1215) marca uma grande data. Torna obrigatória a todos os cristãos – isto é, homens e mulheres – a confissão, ao menos uma vez por ano, durante a Páscoa. O penitente é obrigado a explicar seu pecado em função de sua situação familiar, social, profissional, das circunstancias e de sua motivação. [...] O penitente deve se interrogar sobre a própria conduta e suas intenções, entregar-se a um exame de consciência. [...] É o começo da modernidade psicológica. O confessor deverá fazer perguntas convenientes que o levem a conhecer seu penitente, a separar, de seu lote de pecados, os graves, mortais sem contrição nem penitencia, e os mais leves, os veniais que podem ser redimidos. Os pecadores que morrem em estado de pecado mortal irão para o lugar tradicional da morte, do castigo eterno, o Inferno. Os que morrerem carregados apenas com pecados veniais passarão um tempo mais ou menos longo de expiação num lugar novo, o Purgatório, que irão deixar depois de purificados, purgados, em troca de vida eterna, o Paraíso, o mais tardar no momento do Juízo Final. (Jacques Le Goff, A bolsa e a vida: a usura na Idade Média, p. 11-2).

A influência da Igreja na Europa Medieval

Durante a maior parte da Idade Média, a Igreja permaneceu como a instituição mais organizada e estável da Europa. Os Estados “bárbaros” constituíam-se e desapareceram sucessivamente, em virtude de guerras internas e invasões. A Igreja, ao contrário, centralizou sua administração em Roma, enquanto fazia crescer seu patrimônio e seu poder econômico por meio de doações, esmolas e isenção de impostos. No século XI foi implantado o celibato obrigatório (proibição do casamento) a todo o clero, o que impedia o surgimento de herdeiros que reivindicassem bens da Igreja. Como as leis da época não garantiam a filhos ilegítimos nenhum direito à herança, o patrimônio eclesiástico se mantinha fora do alcançados que nascessem da quebra da castidade clerical.

Não deve causar surpresa, portanto, o fato de a Igreja ter se tornado o maior proprietário rural da Europa medieval. E, se lembrarmos a importância da propriedade da terra no mundo feudal, não é difícil presumir a influência que isso proporcionava à instituição.

A Igreja sempre se empenhou na evangelização – constante divulgação de sua doutrina -, buscando sobre tudo novas conversões entre os povos pagãos (aqueles que não foram batizados).

Graças a sua influência, a Igreja chegou a ditar até regras para a economia, como a proibição da usura e da especulação.

Ela impôs também o “justo preço”: todo produto deveria ser vendido a um preço que cobrisse apenas seu custo e o trabalho do produtor; tal preço seria calculado pelo Estado e pelas associações de artesãos e mercadores.

No ensino, a Igreja se tornou responsável pelas escolas – onde estudavam os filhos da nobreza e os futuros clérigos.

Os estudos, sempre dirigidos por padres ou monges, se dividiam em dois níveis: o elementar (alfabetização e aritmética básica) e o superior.

Este era subdividido em duas áreas: trivium (gramática, lógica e retórica) e quadrivium (música, geometria, astronomia e aritmética).

A partir do século XIII, a Igreja organizou as universidades, que, embora sujeitas a papas e reis, ganharam autonomia, e ainda na Idade Média passaram a admitir cada vez mais leigos entre seus professores. As universidades de Sorbonne (Paris), Bolonha, Salamanca, Oxford, Cambridge, Salerno, Roma, Montpellier, entre outras, surgiram durante o período medieval.

Vários aspectos da vida social na Idade Média foram igualmente regulados pela Igreja: casamentos, divórcios (por incesto, bigamia, adultério, etc.), divisão de heranças, definição das obrigações dos casais, registros paroquiais de nascimento (com o batismo), matrimônios, falecimentos, entre outros. Pertenciam à Igreja – que possuía recursos financeiros para isso – vários orfanatos, hospitais, asilos para loucos e leprosos.

No que se refere à política, a Igreja passou a legitimar o poder de reis e imperadores – o que era simbolizado na coroação e na unção deles pelo papa -, criando até mesmo teorias para explicá-lo. Entre essas a mais difundida foi a dos “dois gládios” (gládio quer dizer espada), desenvolvida sobretudo no pontificado de Gregório VII (1073-1085). Segundo ela, o poder dos reis (gládio temporal) governava os corpos, enquanto o poder do papa (gládio espiritual) governava as almas. Ora, pela doutrina cristã, a alma era mais importante do que o corpo, logo o poder da Igreja era superior aos soberanos. Estes estavam sujeitos ao julgamento do sumo pontífice, exatamente por serem inferiores a ele.

Não é fácil imaginar o que a excomunhão – ou seja, a expulsão da Igreja, decretada apenas pelo papa, poderia significar na sociedade medieval, onde ser cristão representava o único meio de garantir algum direito. Frequentemente os papas usaram a excomunhão como arma política contra reis e imperadores, com o fim de submetê-los e desacreditá-los diante de seus súditos. Afinal, nenhum vassalo tinha a obrigação de obedecer a um soberano excomungado.

As Mulheres da Idade média

É difícil sustentar a hipótese de uma marginalização generalizada da mulher na Idade Média. O casamento, tornando-se responsável pela reprodução biológica da família, garantia-lhe papel de relevo na estabilidade da ordem social. Esta integração tinha, contudo, os seus limites. Juridicamente despersonalizada, esteve reduzida ao meio familiar e domestico. Reproduzia biologicamente os homens que iriam continuar a dirigir a sociedade.

As mulheres desempenharam funções importantes na sociedade medieval. As camponesas auxiliam suas famílias nas tarefas agrícolas cotidianas, enquanto as pertencentes às famílias nobres se encarregavam da tecelagem e da organização da casa, orientando o trabalho das servas.

Muitas eram artesãs: nos grandes feudos da Alta Idade Média existiam oficinas de produtos como pentes, cosméticos, sabão e vestuário com mão-de-obra inteiramente feminina. Mas todas elas, desde as servas até as mulheres da alta nobreza, estavam submetidas a seus pais e maridos. E a Igreja justificava e favorecia tal dominação, mostrando-se totalmente hostil ao sexo feminino. Alguns teólogos chegavam a afirmar que a mulher era a maior prova da existência do diabo.

Propriedade feudal

Propriedade feudal Miniatura correspondente ao mês de março, parte do livro “As riquíssimas horas do duque de Berry”, de 1411-1416. Mostra a propriedade feudal, com o servo trabalhando as terras e o castelo do senhor ao fundo. (Museu de Chantilly, França.).

Economia

A economia feudal possuía base agrária, ou seja, a agricultura era a atividade responsável por gerar a riqueza social naquele momento. Ao mesmo tempo, outras atividades se desenvolviam, em menor escala, no sentido de complementar a primeira e suprir necessidades básicas e imediatas.

Povoados

Os primeiros povoados medievais estabeleceram-se em terras pertencentes a senhores feudais. Costumavam ser rodeados por duas ou três glebas, grandes extensões de terras aráveis, também chamadas de reservas servis. Nos povoados, moravam artesãos, pequenos comerciantes e alguns camponeses. Todos eram obrigados a pagar impostos ao senhor feudal.

Fonte: ofeudo.tripod.com

Feudalismo

A sociedade feudal era formada pela aristocracia proprietária de terras (composta pelo alto clero e pela nobreza) e pela massa de camponeses (servos e vilões não proprietários).

O clero ocupa papel relevante na sociedade feudal. Os sacerdotes destacavam-se como servidores de Deus, detentores da cultura e administradores das grandes propriedades da Igreja, além de sua marcante ação assistencial aos desvalidos. A Igreja procurava legitimar o modo de agir da aristocracia, afirmando que Deus tinha distribuído tarefas específicas a cada homem e que, portanto, uns deviam rezar pela salvação de todos (o clero), outros deviam lutar para proteger o povo de Deus (a nobreza) e os outros deviam alimentar com seu trabalho, aqueles que oravam e guerreavam (os camponeses).

Feudalismo
Servos Trabalhando no Sistema Feudal

Os nobres (reis, duques, marqueses, viscondes, barões e cavaleiros) habitavam os castelos, que eram, ao mesmo tempo, residência e núcleo de defesa contra os ataques de inimigos. “O castelo é sinal de segurança, de poderio e de prestígio. No século XI erguem-se as torres e vence a preocupação da defesa.

Em seguida, precisam-se os encantos da habitação. Continuando bem defendidos, os castelos passam a dar mais lugar aos alojamentos e criam edifícios de habitação dentro das muralhas. Mas a vida ainda se concentra na sala grande. O mobiliário é diminuto. As mesas em geral são desmontáveis e uma vez concluídas as refeições, são retiradas. O móvel normal é a arca ou baú, onde são arrumadas as roupas ou a baixela. Esta é de um supremo luxo, resplandece e é também uma reserva econômica.” (LE GOFF, J., op. cit. v.2, p.125.)

Feudalismo
Movimento em um Mercado Medieval

O senhor feudal procurava cercar-se em seu castelo de uma corte numerosa, com dezenas de comensais entre vassalos, parentes, amigos, cavaleiros, além de criados domésticos e artesãos especializados(ferreiros, carpinteiros, tecelões, prateiros, ourives, curtidores, cervejeiros). Sua hospitalidade pressupunha adegas e coleiros sempre cheios, mesmo em épocas de colheitas baixas.

Para isso, os grandes senhores possuíam vários domínios, administrados em sua ausência pelos intendentes, encarregados de fiscalizar a produção dos camponeses.

Feudalismo
Servos Trabalhando de Acordo com as Estações do Ano

Os nobres gastavam seus rendimentos em jóais e banquetes e ocupavam seu tempo em treinamentos no uso de armas(espada, lança e escudo), em torneios, duelos e caçadas, utilizando cães e cavalos amestrados, símbolo de pompa e riqueza. A necessidade de melhores equipamentos, armaduras e cotas de malhas contribuíram para o progresso da metalurgia.

Caravanas e mensageiros a serviço do senhor feudal percorriam constantemente os caminhos precários da época, mobilizando bois, cavalos, carroças, barcos e homens para transportar os artigos de que os nobres necessitavam. Os torneios e as festas atraíam grande número de artífices e mercadores para as redondezas dos castelos, interessados em novos negócios.

As despesas da nobreza eram asseguradas pelos tributos arrancados aos servos; quando isso não bastava, os senhores recorriam a empréstimos, inicialmente junto às igrejas e posteriormente junto aos premistas judeus, nessa época os únicos isentos da condenação da usura que recaía sobre os cristãos.

Os camponeses, anteriormente colonos e escravos, transformaram-se em servos da gleba (presos à terra) ou vilões (livres), dependentes do senhor que detinha o poder de proteger, de julgar, de punir e de arrecadar impostos, tendo em vista a fragmentação do poder público. Estavam submetidos a uma série de encargos e sujeições considerados infamantes, como as corvéias, as banalidades, o direito de consórcio e a impossibilidade de abandonar o domínio sem autorização.

As corvéias consistiam na obrigação de prestar ao senhor serviços gratuitos de tipo variado como: trabalho na lavoura, construção de cercas e pontes, entrega de pilhas de lenha, durante determinados dias da mesma. As banalidades eram taxas cobradas pelo uso do moinho do senhor para moer cereais, do forno para assar o pão e o lagar para pisar as uvas para o vinho.

Os servos não possuíam a plena posse de seu lote ou manso e, portanto, não podiam transmiti-lo livremente por herança. Ao morrer um camponês, seu filho pagava uma taxa de sucessão para continuar em seu lugar. A condição de servo impunha também a autorização do senhor para contrair matrimônio. Se o futuro cônjuge pertencesse a outra aldeia ou domínio, o senhor exigia uma compensação em dinheiro para permitir o casamento.

Para a nobreza, o servo comparava-se a um animal selvagem, de uma feiúra repugnante e sempre de mal humor. Era ridicularizado em poemas que se referiam a ele como “vilão”, “rústico”, “gatuno”, “diabo”, “ladrão”, apresentando-o ainda como um viciado, maldito e miserável. Dessa maneira, o camponês medieval, além de explorado pelas corvéias e impostos, era desprezado e visto como uma figura que apenas se parecia com uma pessoa humana.

Naquela época, as terras cultivadas não eram muito extensas e os campos não tinham proteção contra a má colheita provocada por seca, inundação ou passagem de soldados. Por isso, a população camponesa alimentava-se mal, vivendo à beira da fome ou morrendo com as epidemias tão comuns na Idade Média e que atingiam principalmente a camada mais pobre.

A exploração dos servos pelos nobres esbarrava numa forte resistência de muitos deles, que não recolhiam os tributos devidos, incendiavam as colheitas, fugiam para as florestas ou uniam-se a bandos de foras da lei. Revoltas camponesas, mesmo duramente reprimidas, não foram raras e caracterizavam as relações de conflito entre a nobreza e o campesinato durante a época feudal.

Do Feudalismo ao Capitalismo

O Feudalismo

Baseada na agricultura (vale dizer, o poder político se media pela posse de terras) a estrutura econômica feudalera auto-suficiente e predominou na Europa, do V ao século XV. Tendo a auto-suficiência econômica (a população de cada região feudal produzindo para o próprio consumo) como ponto de partida, é lógico notar que as relações baseavam-se na troca e, portanto, não havia quase nenhuma circulação de circulação de dinheiro.

O sistema sócio-político-econômico feudal caracterizava-se pelas relações servis de trabalho (ou de produção), pela descentralização do poder político e pela quase imobilidade social (esse termo "quase" é apenas uma camuflagem, pois, na verdade, era impossível, diante de tantos impostos que pagava, o servo tornar-se senhor feudal, isto é, autoridade máxima de um feudo). Os senhores feudais eram menbros do clero (preste atenção ao papel histórico da Igreja, estando por muitos séculos tal instituição cristã como instrumento do/de poder) e da nobreza. A sociedade era, ainda, estamaentária, isto é, dividida em estamentos [camadas sociais próximas as castas, sendo que admitiam mobilidade social (teoricamente)].

Como a Europa era loteada (literalmente) para os soberanos senhores feudais, as centenas de propriedades existentes marcavam-se como palco de uma época em que a centralização de renda era a tônica maior e a servidão a que era submetida a maioria gerava a sua miséria sócio-econômica.

Quem é natural do nordeste brasileiro de hoje, ou nele vive, haverá de encontrar algumas "coincidências" históricas no aspecto suprafocalizado. Agora imaginemos uma reforma agrária propugnada pelos senhores feudais. Haveria reforma? Transformar-se-ia a infra-estrutura agrícola sem se transformar sem se transformar a infra-estrutura de uma sociedade, pode-se renovar ou revolucionar sua superestrura?

Mas, o feudalismo não ficaria incólune, ileso, diante das das transformações e problemas que advinham, a partir do século XI, no Velho Mundo. O acelerado e descontroladocrescimento demográfico (populacional), como fator básico, implicou a baixa da produção agrícola e artesanal, propiciou a crise do abastecimento, levou à miséria e à marginalização os excedentes cada (vez maiores) populacionais.

Reapareceram e, desta vez, se solidificaram as relações comerciais. Eram elas uma váuvula de escape, a luta pela sobrevida, a última do chance dos marginais sociais e dos que já vislumbraram o cenário da falência. Graças as CRUZADAS, no século XII, reativaram-se os elos mercantis entre a Europa e o Oriente, ampliando-se os mercados consumidores europeus ­ cujo núcleo capital eram os portos italianos, portos confluentesdas principais rotas marítimas então inauguradas - viabilizando, em fim, o comércio pelo mediterrâneo.

Surgiram os burgos, pólos comerciais estratégicamente localizados. Do seu crescimento, provieram as cidades. A locomotiva econômica era o comércio.

Aos arcaicos e demolidos estamentos feudais contrposse uma nova classe: a burguesia.

Às leis particulares dos feudos, sobrepuseram-se as leis gerais e centralizadoras.

Política e administrativamente, centralizou-se o poder: surgiu o Estado Nacional, aproximação definitiva (para a época) entre as realezas e a burguesia comercial. Foi a consolidação do capitalismo.

A essa fase de transição entre à decadência do feudalismo, e à emergência do capitalismo dá-se convencionalmente o nome de Pré-capitalismo.

O Capitalismo comercial

Parecia começar aí uma vingança histórica.O feitiço voltava contra o feiticeiro e o poder mudava das mãos de uns poucos (com poderes regionais soberanos) para outors poucos, cuja soberania se fazia centralizada, nacional, absolutista e mercantil. Ao povo, restava apenas a ilusão da mobilidade social.

Era o capitalismo comercial.

Na aliança burguesia-Estado, preponderava a busca incessante do lucro (mercantilismo), através: da preocupação de manter a balança comercial superavitária (exportar sempre mais do que importar); do metalismo (acumulação do ouro e prata do tesouro nacional); do totalitarismo político-econômico (o estado controlava as atividades econômicas, favorecendo os interesses burgueses, e o poder político era centralizado - o rei era o representante-mor da burguesia mercantil); da expanção territorial e da exploração colonial (as terras, uma vez descobertas, torna-se-iam fontes geradoras de riquezas às respectivas metrópoles - como ocorrerias por exemplo, com o "Pacto Colonial" imposto por Portugal ao Brasil-Colônia).

O Mercantilismo

O antigo regime constituía um mesmo contexto, no qual todos os elementos se articularam entre si. Assim, o Estado Absolutista, ao mesmo tempo que legitimava a sociedade estratificada em ordens, executava uma política econômica (O Mercantilismo) visando o desenvolvimento da economia de mercado , tanto no plano interno como no externo, sendo que o comércio externo teve como elemento fundamental a exploração ultramarina e colonial.

Fiel à concepção econômica dominante na época de que os lucros se geravam no processo de circulação de mercadorias, o mercantilismoteve como princípio básico a idéia metalista, isto é, a que identificava o nível da riqueza de um país com o montante de metal nobre nele existente.

A partir daí, os demais princípios foram se concretizando: balança comercial favorável, que estabelecia a necessidade do superávit, isto é, exportar em maior quantidade e importar em menor; protecionismo econômico, que previa para obter-se o superávit, era necessário fomentar a exportação e, conseqüentemente, diminuir os impostos de exportação e elevar os de importação; intervencionismo estatal, onde o Estado controla preços, impostos, juros, exportações, importações, etc; política de formento de indústria, que incentivava o produção de artigos que pudessem concorrer vontajosamente no mercado internacional, o que implicava uma baixa de custo na produção interna, mesmo que isso viesse restringir o consumo interno.

Fundamentalmente, o mercantilismo, comopolítica econômica do Estado Nacional, possuía como objetivos máximos a exportação e o acúmulo de metais preciosos.

Assim, ele não visava o bem-estar da população, mas tão somente o desenvolvimento do país e o fortalecimento do estado.

O Pioneirismo Portugûes na Expanção Comercial

Há uma conexão entre a Formação do Estado Moderno e o início da expansão comercial.

De todos os países europeus, Portugal foi o pioneiro dos dois processos: foi o primeiro a centralizar-se e o primeiro a iniciar a expanção ultramarina.

O pioneirismo lusitano na expansão comercial explica-se por vários fatores: formação precoce do Estado Moderno (1139), ausência de conflitos internos, Escola de Sagres, existência de uma burguesia comercial interessada na expanção, aprimoramento da navegação através do desenvimento de inúmeras invenções náuticas, invenção da imprensa, etc.

Portugal começou sua expansão em 1415 quando ocorreu a tomada de Ceuta, no Norte da África, um entreposto das mercadorias de luxo orientais, e dos produtos africanos, como ouro, marfin e pimenta malagueta, que era o domínio dos mouros.

A expansão lusitana continuouna conquista e exploração do litoral ocidental da África e na descoberta da rota marítima para as Índias: Ilha da Madeira (1425); Açores (1427); Cabo Bojador (1434); Guiné (a partir de 1436), e até 1460 explorou-se a região entre Senegal e Serra Leoa. Em 1488, a expansão atingia o Cabo da Boa Esperança, sul do continente africano, dez anos Vasco da Gama atingiu Calicute, nas Índias, o grande centro abastecedor das especiarias orientais.

O Descobrimento do Brasil e sua Importância para Portugal

Com o retorno de Vasco da Gama a Lisboa, com os porões de seu navio abarrotados de especiarias orientais, uma segunda expedição foi organizada, para estabelecer o domínio português nas Índias, e seu comando foi confiado ao experiente navegador, Pedro Álvares Cabral.

A hcegada de Colombo às Américas, o tratado de tordesilhas, que reconhecia o direito dos protugueses sobre uma parte das terras ocidentais, além do fato de Vasco da Gama, como registra seu diário de viagem, ter percebido sinais seguros da existência de terras a oeste de sua rota, fazem crer que Cabral tenha recebido ordens para verificar a exatidão da informação e, em caso positivo, tomar posse dessas terras.

Assim, em meio a uma viagem às Índias, o Brasil foi "descoberto", a 22 de abriu de 1500.

Após uma semana explorando a nova terra, a esquadra seguiu viagem sem saber afinal das riquesas que ela continha nas profundezas de suas matas. Assim, a Terra de Santa Cruz, vista pela ótica dos interesses mercantilistas portugueses, ao findar do século XV, apareceu mais como um obstáculo do que propriamente como uma conquista para o Reino e para os setores mercantis a ele vinculados.

Todas as forças ativas do Reino estavam concentradas

Fonte: paginas.terra.com.br

Feudalismo

A queda de Roma e as invasões bárbaras provocaram na Europa a substituição das relações políticas entre o Estado e os cidadãos pela vinculação pessoal entre senhores e vassalos.

Entende-se por feudalismo o sistema social, econômico e político que se desenvolveu no território europeu, principalmente entre os séculos IX e XII. Como termo genérico, o conceito de feudalismo se aplica a todas as sociedades nas quais o poder central é reduzido e cuja economia se baseia no trabalho de camponeses submetidos a um regime de servidão. Várias das grandes civilizações do mundo passaram por um período feudal no curso de sua história. Alguns desses feudalismos, como o japonês, têm numerosos pontos de comparação com o feudalismo europeu.

O sistema feudal tem origem em instituições tanto do mundo romano quanto do germânico. De fato, notam-se no Império Romano, desde a crise do século III, traços que conduziriam ao feudalismo. Os ataques bárbaros, as lutas internas e todo o processo de desintegração da ordem antiga e sua transformação numa sociedade predominantemente agrária levaram a uma grave depressão econômica, com contínua depreciação da moeda. As exigências, pelo Estado, de recursos para enfrentar enormes despesas resultaram num excesso de impostos. As isenções concedidas aos grandes proprietários e à Igreja, após Constantino, aumentaram o peso sobre a massa contribuinte. Um dos resultados dessa situação foi a tendência à fuga dos impostos e muitas pessoas abandonavam o trabalho em busca de outro tipo de vida. Para impedir isso, o Estado interferiu na ordem socioeconômica, prendendo coercitiva e hereditariamente as pessoas à profissão, por meio dos collegia e, no caso dos camponeses, do colonato.

Visando aliviar sua situação, indivíduos ou grupos começaram a recorrer ao patrocinium potentiorum, isto é, à proteção dos poderosos, noção familiar ao mundo romano, dada a antiga instituição da clientela. Os camponeses entregavam suas pequenas propriedades a um grande proprietário, em troca de proteção, conhecida como recomendação, e dele recebiam de volta a terra, sob a forma de um precarium; deveriam trabalhá-la para o protetor, ficando presos a ela. Na sociedade germânica, os jovens guerreiros, os comites, associavam-se sob a liderança de um chefe, o princeps, de quem recebiam armas, alimento e uma parte dos despojos dos exércitos inimigos derrotados. A base do comitatus era a fidelidade.

Às vezes o feudo - palavra que no século X passou a substituir a palavra benefício - se originava da concessão feita por um rei a um nobre ou de um nobre a outro, mediante o cumprimento de certas obrigações; o que concedia a terra era o suserano, o que a recebia com obrigações, o vassalo. Em outras ocasiões, administradores da coroa, os condes, apropriavam-se das atribuições reais e acabavam convertendo-se em donos do território que antes apenas administravam.

A partir do século X combinavam-se, no sistema feudal, a propriedade da terra, a recomendação, o serviço militar e a fidelidade. Com o passar do tempo a Europa foi coberta por uma verdadeira rede de feudos, pois cada suserano tornava-se vassalo de um outro mais forte, sendo então o rei o “suserano dos suseranos”. O vassalo podia transferir parte de seu feudo para outrem, desde que obtivesse permissão de seu suserano, e dessa forma tornava-se ele também suserano. O ato pelo qual um homem se colocava sob a proteção de outro era solene e recebia o nome de homenagem (de homem); nele o vassalo se ajoelhava ante o senhor e prestava juramento de fidelidade; e o senhor o investia como vassalo ao entregar-lhe um objeto simbólico, por exemplo uma espada. No feudalismo o vínculo era pessoal, já que unia o suserano e seu vassalo; e de direito real, pois vinculava as terras de um e de outro.

Propriedade feudal

A sociedade feudal possuía uma estrutura piramidal. No ápice estavam o rei ou imperador e o papa; mais abaixo os ocupantes das antigas circunscrições administrativas, os duques, condes ou viscondes; depois vinham os barões, ou “senhores castelões”; abaixo na hierarquia apareciam outros nobres, cavaleiros e o clero, isentos do pagamento de taxas; na base, as classes inferiores, compostas por camponeses livres e servos, sobre os quais recaíam todos os impostos.

A posse do feudo era limitada à nobreza, excetuando-se entretanto os sacerdotes, as mulheres e crianças. Houve uma diminuição do poder real, pois, muitas vezes, o vassalo obedecia a seu suserano antes de obedecer ao rei. A realeza era o centro, em torno do qual se agrupavam os feudos. Além dos senhores laicos havia os eclesiásticos; arcebispos, bispos e abades eram não apenas clérigos mas senhores feudais, participantes da vida característica da nobreza. A própria igreja era grandemente feudalizada. Os senhores laicos, em troca da homenagem, investiam bispos e abades em suas funções eclesiásticas e nas vantagens temporais que as acompanhavam. Em troca, os bispos e abades prestavam serviços, inclusive militares. Depois da reforma gregoriana do século XI, os sacerdotes continuaram a ser investidos em seus feudos pela autoridade laica mas a investidura religiosa passou à igreja.

Na França ocorreu o sistema mais desenvolvido. A partir do século XII, entretanto, o feudalismo se viu sob o ataque de novas forças sociais.

Entre as causas de sua gradual modificação, até o desaparecimento por volta do fim do século XIV, estão: as cruzadas, uma vez que muitos senhores tiveram de criar exércitos permanentes, o que os levou a se encherem de dívidas; o fortalecimento do poder real; e a centralização administrativa, decorrente dos outros dois fatores.

Regime predominante na ordem política e social de grande parte da Europa, na Idade Média, e caracterizado principalmente pela limitação do poder central, com o maior estreitamento da autoridade e da propriedade da terra, numa relação, assim, de grande dependência entre vassalos e suseranos. Uma das suas causas mais importantes foi a necessidade de proteção, decorrente do estado geral de insegurança motivado pelas invasões do século X.

Muito se discute a origem das instituições feudais: romana, para uns; germânica ou celta, para outros, viria, ainda, a decorrer de influxo combinado de uns e de outros elementos. Entende-se por feudo a concessão recebida, por vassalo nobre, de um suserano, também nobre, mediante o cumprimento de certas obrigações.

Originou-se, principalmente, de duas instituições: o benefício e a recomendação. Já entre os romanos ocorriam o precarium e o patrocinium, normas características do sistema feudal. O precarium seria a origem do benefício, pois, como este, em dar o proprietário de uma terra permissão a outro homem ( quase sempre como recompensa de bons serviços ) que a ocupasse e explorasse sob certas condições.

De início, era outorgado sem qualquer garantia. Dada a escassez de moeda, costumavam os reis conceder um benefício a determinados funcionários, em paga de serviços tais como administração de territórios, recrutamento de soldados, cobrança de impostos de que resultou, para estes, rápida e considerável ampliação de poderes. Com o tempo, alcançarão os beneficiários a hereditariedade de seus domínios e, depois, a das suas funções. Continuavam, porém, obrigados ao cumprimento de certos deveres para com o senhor, isto é, o cessionário, em troca das vantagens obtidas. Daí em diante, não mais tivéramos reis autoridade sobre esses funcionários, que não podiam demitir. Dá -se, nos séculos, a substituição da palavra ( benefício) pela palavra ( feudo) . Era recomendação o ato pelo qual um homem se colocava sob a proteção de certos serviços, principalmente militar.

Entregava o recomendado suas terras ao senhor mais poderoso, a quem pedia proteção, e este imediatamente as desenvolvia, conservado apenas o senhorio. Na origem da recomendação, vêem os melhores autores o ( patrocinium) romano, ou situação de dependência dos clientes para com os patrícios, e o ( comitatus) dos francos (grupo de guerreiros e seu chefe, com m\'fatuas obrigações de serviço e lealdade). Assim, o vínculo feudal era pessoal porque, decorrendo da recomendação, unia o vassalo a seu suserano; e real porque, devido do benefício, unia as terras de um e outro.

A partir do século X , combinavam-se no sistema feudal: a propriedade territorial, a recomendação, o serviço militar e a idéia de fidelidade. Com o tempo, uma rede de feudos cobriu a Europa, pois cada suserano se tornava vassalo de outro, mais forte, sendo o rei o ( seserano dos suseranos) .

Podia o vassalo transferir a outrém parte do feudo recebido e, assim, tornar-se, por sua vez, seserano. Na base da hierarquia feudal estavam os cavaleiros; depois os (senhores castelões) , ou barões; mais alto, os duques, condes ou viscondes, ocupantes das antigas circunscrições administrativas; no ípice, o rei.

Duas formalidades compreendia o contrato de enfeudação: a homenagem, juramento de fidelidade do vassalo, e, da parte do suserano a investidura, ou entrega do feudo.

Comprometia-se o primeiro a dar para o segundo: auxílio militar, judiciário e financeiro, sendo este para resgatá -lo quando cativo, dotar sua filha, armar o filho cavaleiro e preparar a guerra. Cabia ao suserano proteger o vassalo e transferir-lhe alguns de seus direitos, tais como arrecadar impostos, fazer a guerra e cunhar moeda. A posse do feudo era limitada á nobreza, excetuando-se, entretanto, os sacerdotes, mulheres e crianças.

Transmitia-se por sucessão ao mais velho dos descendentes masculinos e, na falta destes, aos colaterais. Não podiam ser alienados sem o consentimento do suserano. Os casamentos e as heranças complicaram enormemente os contratos feudais.

Observou-se crescente descentralização administrativa e diminuição da autoridade real: o vassalo obedecia o suserano a quem jurara fidelidade, antes de obedecer ao rei a quem não prestara juramento, e só por intermédio daquele obedecia a este. Tornou-se a realeza apenas o centro, em torno do qual se grupavam os feudos. Contribuiu a igreja para a deceminação do Feudalismo, que lhe garantia segurança e facilidade de administração de seu patrimônio te rritorial inalienável. O sistema não foi o mesmo em todos os países da Europa ocidental, tendo sido mais amplamente desenvolvido na França. Entre as causas da gradual modificação do sistema, citam-se as Cruzadas, que obrigaram muitos senhores a seder suas prerrogativas em troca do dinheiro necessário ao custeio dessas expedições; criação dos exércitos permanentes; o fortalecimento do poder real e conseqüente centralização administrativa.

Fonte: br.geocities.com

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