
Quando Gutenberg inventou a imprensa há mais de 500 anos, por certo não imaginava o quanto revolucionaria o mundo. Com o advento dos tipos móveis, os livros começaram a sair da clausura dos mosteiros e passaram a ser impressos (daí o nome) em uma escala cada vez maior.
Ao longo dos anos, com o conhecimento se tornando acessível a um número maior de pessoas, começaram a surgir também outros formatos narrativos. Assim, os livros contariam as histórias, o passado. O jornal surge para relatar os acontecimentos mais recentes. O termo imprensa deixa de ser apenas a "máquina impressora" e passa a designar os meios de comunicação de massa.
Dentro deste contexto, a figura do repórter merece destaque. Personagem que surge com os jornais impressos, o repórter é o responsável por trazer aos leitores as últimas notícias. Hoje eles estão em todas as mídias, seja o jornal, a TV, o rádio, e até mesmo a Internet.
Na busca pela verdade, o repórter desempenha o trabalho de um verdadeiro investigador. Mas não basta descobrir a informação. É preciso saber contá-la através de uma linguagem clara, objetiva e acessível ao seu público.
Em seu livro Elementos do Jornalismo, Bill Kovach e Tom Rosenstiel (2003: 22-23) elaboraram uma lista com nove itens fundamentais para o exercício da profissão:
A primeira obrigação do jornalismo é a verdade.
Sua primeira lealdade é para com os cidadãos.
Sua essência é a disciplina da verificação.
Seus profissionais devem ser independentes dos acontecimentos e das pessoas sobre as que informam.
Deve servir como um vigilante independente do poder.
Deve outorgar um lugar de respeito às críticas públicas e ao compromisso.
Tem de se esforçar para transformar o importante em algo interessante e oportuno.
Deve acompanhar as notícias tanto de forma exaustiva como proporcionada.
Seus profissionais devem ter direito de exercer o que lhes diz a consciência.
Fonte: www2.portoalegre.rs.gov.br

A informação é um bem público e, por isso, deve passar por uma triagem que garanta a sua plena veiculação, atendendo a interesses públicos.
Por isso, o repórter deve ser um profissional guiado pela ética e preocupado com a veracidade das notícias que circulam.
O processo de criação de uma reportagem, além de criativo, tem uma técnica que parte do princípio de um público diverso terá contato com tais informações.
Dessa maneira, o repórter deve escrever de maneira simples, que se aproxime de uma população inteira, mas que não seja simplista, respeitando as regras gramaticais e semânticas.
O jornalismo nasceu na mídia impressa, mas hoje se estabelece em diversos meios de mídia eletrônica.
Portanto, o repórter pode trabalhar tanto no rádio como na televisão e, ultimamente, até mesmo na internet.
Na elaboração de notícias para divulgação, o repórter deve priorizar a atualidade da notícia, assim como divulga-la com objetividade, desvinculando o jornalismo da literatura.
A ética do repórter não está ligada somente com a precisão e veracidade da informação, mas também com o respeito à privacidade, intimidade, honra e imagem das pessoas.
Documentos como a Declaração da Unesco sobre os Media (1983) proclamam os princípios essenciais em que assentam a liberdade de imprensa e o direito à informação.
Neles se reconhece que o direito à informação, à livre expressão e à crítica fazem parte das liberdades fundamentais do ser humano; que o direito dos cidadãos à informação precede o conjunto dos deveres e direitos dos jornalistas; que a responsabilidade dos jornalistas para com o público se sobrepõe a qualquer outra responsabilidade, em particular perante os seus empregadores e os poderes públicos, e que a missão de informar comporta limites que os próprios jornalistas devem, espontaneamente, impor a si próprios.
Fonte: www.cidadaopg.sp.gov.br