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Dia do Dactiloscopista

HISTÓRIA DA DATILOSCOPIA

A Datiloscopia é o método de identificação humana que, apesar de ser empregado a mais de um século, ainda é, o mais prático, seguro e econômico que existe.Desde os tempos pré-históricos, o homem preocupa-se com a marcação dos seus objetos, da caverna onde se alojava, e posteriormente, marcando os animais que lhes pertenciam e também os escravos.

O homem quaternário, segundo Locard, utilizou-se de diversas maneiras de desenhar a mão humana: pelo decalque retocado à mão, pela impressão negativa, pelo desenho ou pintura. A Bíblia, no livro de Jó, capítulo XXXVII, versículo 7, "O que põe como um selo sobre a mão de todos os homens, para que cada um conheça as suas obras.

A seguir , um resumo da evolução nos processos de identificação:

Ano 650 da era Cristã

Código de YNG-HWUI, durante a dinastia de TANG na CHINA, determinava-se que o marido desse um documento à divorciada, autenticando com a sua impressão digital.

Ano 782

Foram retiradas de cidades soterradas na areia, no TURQUESTÃO, placas de cerâmica lavradas com as seguintes palavras: "Ambas as partes concordam com estes termos que são justos e claros e afixam as impressões dos seus dedos, que são marcas inconfundíveis.

Ano 800

Na ÍNDIA, as impressões digitais eram conhecidas com o nome de TIPSAHI, termo criado pelos tabeliões de Bengala, onde os analfabetos legalizavam os seus papéis.

Ano 1300

Os chineses empregavam a impressão digital não só nos divórcios, como também nos casos de crimes.

Ano 1658

Em muitos países empregaram-se o ferrete, a tatuagem e a mutilação, para identificar escravos e criminosos.

PENSILVÂNIA E.U.A.

Os criminosos eram marcados com uma letra feita com ferro em brasa sobre o dedo polegar esquerdo: A= adúltero, M= assassino, T= felonia.

FRANÇA

Os condenados as galés eram marcados com o sinal GAL.

Ao lado do ferrete , empregou-se a mutilação. Em CUBA, cortavam-se as orelhas dos escravos e narinas dos criminosos.

E.U.A

Se um homem casado praticasse sodomia, seria castrado, também se amputava as orelhas dos criminosos condenados.

Ano 1664

Marcelo Malpighi, médico italiano, publicou um trabalho intitulado "Epístola sobre o órgão do tato", no qual se estuda o desenho digital e palmar.

Ano 1823

João Evangelista Purkinje, apresentou à Universidade de Breslau Alemanha, uma tese, na qual: analisou os caracteres externos da pele, estudou o sistema déltico, grupou os desenhos digitais em nove tipos.

Ano 1840

Com o aparecimento da fotografia, passou a ser ela empregada como processo exclusivo de identificação criminal, inicialmente na SUÍÇA.

Ano 1856

José Engel publicou o "Tratado do desenvolvimento da mão humana", no qual fez estudos sobre os desenhos digitais: afirmou que os desenhos digitais existem desde o sexto mês de vida fetal; reduziu a quatro os nove tipos descritos por PURKINJE.

Ano 1858

WILLIAM JAMES HERSCHEL, coletor do governo inglês, em BengalaÍndia, iniciou seus estudos sobre as impressões digitais: tomou as impressões digitais dos nativos, nos contratos que firmavam com o governo, essas impressões faziam às vezes de assinatura; aplicou estas impressões nos registros de falecimentos; usou este processo nas prisões para reconhecimento dos evadidos. HENRY FAULDS, inglês, médico de hospital em TÓQUIO, contribuiu para o estudo da dactiloscopia, examinando impressões digitais em peças de cerâmica pré-histórica japonesa; previu a possibilidade de se descobrir um criminoso pela identificação das linhas papilares; preconizou uma técnica para a tomada de impressões digitais, utilizando-se de uma placa de estanho e tinta de imprensa.

Ano 1882

SISTEMA ANTROPOMÉTRICO, lançado em Paris, por ALFONSE BERTILLON, foi o primeiro sistema científico de identificação, pois se baseava nos elementos antropológicos do homem. Consistia no assinalamento feito em milímetros de várias partes do corpo humano: diâmetro da cabeça; comprimento da orelha direita; comprimento do pé esquerdo; estatura; envergadura; assinalamento descritivo do formato do nariz; lábios; orelhas e também, as marcas particulares: tatuagens, cicatrizes, etc. Estes dados eram registrados em uma ficha antropométrica, que continha também à fotografia do identificado.

Ano 1888

FRANCIS GALTON, nobre inglês, incumbido pelo governo de analisar o material colhido por HERCHEL, quando esteve na Índia, a fim de estabelecer um sistema de identificação mais seguro que a antropometria. Lançou as bases científicas da impressão digital. O sistema de Galton foi, sem dúvida, rudimentar: teve, entretanto, um grande mérito, o de servir de ponto de partida para os demais siste mas dactiloscópicos.

Fonte: www.papiloscopistas.org

Dia do Dactiloscopista

Identificar uma pessoa significa diferenciá-la das demais. Para isso, a biometria, ramo da ciência que estuda as medidas físicas dos seres vivos, baseia-se em traços faciais, íris, retina, voz, grafia e impressão digital.

Dia do Dactiloscopista

Entre os métodos de identificação biométrica, o mais eficaz é a papiloscopia, que investiga as saliências exteriores da pele. Um de seus principais campos é a análise das impressões digitais, denominada datiloscopia. A possibilidade de duas pessoas apresentarem a mesma impressão digital é uma em 64 bilhões. Além disso, os desenhos das palmas das mãos e das extremidades dos dedos definem-se no quarto mês de vida intra-uterina e jamais se modificam.

Esta técnica foi adotada em 1891 pela Scotland Yard, a famosa polícia de Londres, na Inglaterra. Chegou ao Brasil em 5 de fevereiro de 1963, daí o Decreto 52.871, que considera este o Dia do datiloscopista Brasileiro.

Fonte: www.unerj.br

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