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Figo

A planta é subtropical e tradicionalmente cultivada no Sul e Sudeste do Brasil, mas a irrigação e podas expandem a lavoura para o semi-árido

Nome popular da fruta: Figo
Nome científico:Ficus carica L.
Origem: Região do Mediterrâneo

Figo

Fruto

O figo é um sicônio ou fruto composto (infrutescência). O receptáculo carnoso, de casca fina e macia e formato periforme, comestível, de coloração branco-amarelada até roxa, conhecido como "figo", encerra em seu interior os inúmeros frutos desta espécie, que são freqüentemente confundidos com sementes.

Planta

Árvore de crescimento amplo, caducifólia (perde as folhas no inverno), bastante ramificada e com até 10 metros de altura. O caule é tortuoso e a casca cinzenta e lisa, os ramos são frágeis. Flores muito pequenas desenvolvem-se no interior da chamada fruta do figo, quando ainda verdes.

Os quatro tipos da planta são estabelecidos conforme as características de suas flores e formas de frutificação, a saber:

Caprifigo (Ficus carica silvestris)

Único tipo de figo que apresenta, quando maduro, estames fornecedores de pólen às demais variedades. Também é o único que apresenta flor apropriada para oviposição e desenvolvimento da vespa polinizadora Blastophaga psenes. Na simbiose entre o caprifigo e a vespa, o inseto não vive por muito tempo fora do caprifigo. Por outro lado, a grande maioria dos caprifigos não chega a amadurecer se não houver o estímulo provocado pela presença de larvas da vespa em seu interior.

Figo

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Smyrna (Ficus carica smyrniaca)

Neste tipo de figo, a caprificação (fecundação das flores do figo pelo pólen transportado pela vespa) é indispensável. Sem este estímulo e sem a formação de sementes, as frutas da produção principal enrugam e caem ao atingirem cerca de 2 cm de diâmetro. Figos do tipo smyrna são mais doces, firmes e duráveis após a colheita que os do tipo comum.

Comum (Ficus carica violaceae ou F. carica hortensis)

Neste tipo, as flores são exclusivamente femininas.

Os figos tipo comum desenvolvem-se partenocarpicamente, ou seja, não necessitam da caprificação (polinização)

São Pedro (Ficus carica intermedia)

As plantas deste tipo são intermediárias entre as do tipo smyrna e comum.

Os figos têm apenas flores femininas. Enquanto as flores dos figos da primeira safra são partenocárpicas, as da segunda safra não se desenvolvem até a maturidade sem o estímulo da fecundação.

As variedades mais cultivadas no mundo pertencem ao tipo comum, assim como no Brasil – onde, embora existam cerca de 25 cultivares de figueira,a variedade roxo de Valinhos é a mais cultivada comercialmente e pertence, também, ao tipo comum.

Cultivo

A figueira é uma das árvores que melhor responde à poda, com uma grande brotação. A época recomendada para realizar a poda é no inverno, quando a árvore está em repouso, com o crescimento vegetativo paralisado.

A poda da figueira geralmente é drástica, eliminando-se praticamente toda a copa. Utiliza-se uma tesoura bem afiada, cortando-se os ramos acima dos nós e nunca sobre eles, pois é de onde surgem os novos ramos. No final, devem restar apenas três ou quatro nós em cada ramo.

A exigência de frio para quebra da dormência das gemas na figueira é de 100 a 300 horas (abaixo de 7,2ºC). No entanto, a figueira se adapta bem a regiões de clima quente (a figueira tolera temperaturas de até 35ºC a 42ºC), com a vantagem adicional de poder-se produzir frutas durante o ano todo, com a irrigação e a poda condicionando a frutificação. Nas regiões quentes, as safras são maiores e os figos, mais doces.

A figueira está sujeita ao ataque de diversas pragas e doenças, que se não forem convenientemente controladas, tornam a cultura antieconômica. Sucessivas gerações de propagação vegetativa (mudas produzidas a partir de partes de uma mesma planta por enxertia, estaquia ou outro meio) provocam degenerações, deixando as plantas mais sensíveis às doenças. O produtor deve comprar as mudas em viveiros registrados e fiscalizados, garantido a ausência de pragas e doenças.

A produção se concentra no Sudeste de novembro a abril e, no Sul do país, de janeiro a abril. Um pomar bem formado, depois do sexto ano de idade, pode produzir 20 a 30 toneladas de figos maduros/ha, o que equivale a 15 a 25 kg/planta, com estande de cerca de 1.600 pés/ha.

A colheita e pós-colheita devem ser realizadas com extremo cuidado, evitando-se danos físicos aos frutos. Os frutos são retirados manualmente das árvores, um a um, com todo o pedúnculo e colocados em caixas de colheitas forradas (palha, espuma ou outro material). O látex ou “leite” produzido pela planta é irritante, devendo a colheita ser realizada com proteção das mãos.

Figo

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Usos

O figo é consumido fresco ou industrializado.De acordo com sua destinação futura, os frutos das figueiras devem ser colhidos em diferentes estágios de maturação.

Mercado

Os figos verdes se destinam basicamente à industrialização de doces em compotas; os inchados são usados para a produção do figo-rami, espécie de passa de figo; e os maduros são destinados à produção de doces em pasta (figada) ou para consumo “in natura”.

O figo, quando destinado à produção de figo em calda, figo-rami e doces, é colhido 20 a 30 dias antes do figo para a mesa. A colheita é feita quando a cavidade central estiver completamente cheia.

Pierre Vilela

Fonte: www.sebrae.com.br

Figo

Nome popular: figueira
Nome científico: Ficus carica L
Família botânica: Moraceae
Origem: Ásia

Figo

"Parece tora de dúvidas que esta espécie é originária da Cária dos antigos, vasta região daAsia Menor... Porém, para maior facilidade de compreensão, diz-se simplesmente originárioda bacia do Mediterrâneo de onde muito cedo foi levada para outros países Países bem distantes.

Quanto ao seu aproveitamento na alimentação humana, é certamente tão antigo que seperde na noite dos tempos; registra-se entre o homem das habitações lacustres 770 h m daIdade da Pedra e emaranha-se na mitologia grega. " DICIONÁRIO DAS PLANTAS ÚTEIS DO BRASIL e das exóticas cultivadas M. Pio Corrêa (1926)

Características da planta

Árvore de crescimento amplo que pode atingir até R m de altura. Caule tortuoso de casca cinzenta e lisa, ramos frágeis. Folhas recortadas em 5 a 7 lobos. Flores muito pequenas, desenvolvem-se no interior da chamada fruta do figo, quando ainda verdes.

Fruto

A estrutura carnosa e suculenta de formato periforme, comestível, de coloração branco-amarelada até roxa, conhecida como "figo', encerra em seu interior os inúmeros frutos desta espécie, que são frequentemente confundidos com sementes.

Cultivo

Adapta-se a qualquer tipo de solo, preferindo os profundos e permeáveis. Porém, requer clima temperado, não suportando geadas. Sua multiplicação se dá por estaquia. Frutifica conforme a poda ou o ano todo

Presume-se que as primeiras figueiras, com toda a sua história e seus mistérios, tenham chegado às terras brasileiras já no século XVI. Figueiras de todos os tipos, muitas delas improdutivas ou geradoras de frutos não comestíveis, espalharam-se por todo o continente.

Segundo Pio Corrêa, porem, até o início deste século o plantio do figo bom para comer - o Ficus carica era muito disperso no Brasil e as quantidades produzidas, insignificantes. Embora excelentes variedades de figueiras - originárias, em grande parte, da Espanha, de Portugal e do norte da África - tivessem se aclimatado perfeitamente a diferentes regiões do país, seu cultivo não ultrapassava o limite das chácaras urbanas e dos quintais das fazendas.

Foi entre os anos 10 e 20 deste século, que se iniciou o plantio de figueiras na região mineira de Poços de Caldas, destinando-se sua produção inicial basicamente ao consumo local e à indústria caseira de doces e compotas.

Figo

Sob a orientação do Instituto Agronômico de Campinas, logo após a queda da produção cafeeira no início dos anos 30 e, muitas vezes, em substituição à mesma, deu-se um grande impulso à produção de figos associada à de uvas no Estado de São Paulo. Ali destacavam-se as regiões compreendidas entre Campinas, Itatiba, Valinhos e Jundiaí, e São Paulo e Mogi das Cruzes, sendo algumas delas, até os dias de hoje, bastante produtivas.

O fruto da figueira é comumente identificado com o figo, propriamente dito. No entanto, este não passa de um receptáculo carnoso, de casca fina e macia, em cujo interior encontram-se os verdadeiros frutinhos, as sementinhas e os restos das flores da figueira sendo, todo o conjunto, com-pletamente comestível. Por dentro, a massa rosada ou esbranquiçada é refrescante e se desmancha na boca, podendo variar o seu sabor entre o insípido e o muito doce.

Muito delicados, os figos machucam-se facilmente, o que dificulta o seu acondicionamento, preservação, transporte e comercialização in natura. Por esse motivo, desde os primórdios de sua utilização pelo homem, aprendeu-se a aproveitar de outras formas suas qualidades "altamente nutritivas e inocentes", como diz Lúcia C. Santos, e seu sabor sofisticado ao paladar.

Assim, de acordo com a sua destinação futura,sejam provenientes de pomares caseiros ou comerciais, os frutos das figueiras devem ser colhidos em diferentes estágios de maturação: os figos verdes se destinam basicamente à confecção de doces em compotas; os inchados são usados para a produção do figo-rami, espécie de passa de figo; os maduros são para a produção de doces em pasta ou figada, ou ainda para o consumo in natura.

Conforme as características de suas flores e formas de frutificação, existem quatro tipos gerais de Ficus carica: Caprifigo, Smirna, Comum e São Pedro Branco, sendo que as variedades mais cultivadas em todo o mundo pertencem ao tipo Comum. No Brasil, ocorre o mesmo: a variedade Roxo de Valinhos (município do interior de São Paulo onde a produção de figos é bastante antiga e volumosa) é a mais cultivada comercialmente e pertence, também, ao tipo Comum.

Entre as principais características dessa variedade de figueira está a sua rusticidade que, acrescida do vigor e da boa produtividade que apresenta, faz do figo uma cultura lucrativa e de grande interesse.

A figueira se desenvolve bem nas regiões subtropicais temperadas, mas tem grande capacidade de adaptação climática. Pio Corrêa exemplifica elegantemente essa qualidade da figueira dizendo que ela é capaz de se adaptar "às condições de existência as mais diversas e até as mais opostas" e que, por esse motivo, pode ser encontrada "desde a beira-mar, nas dunas ardentes da Líbia, até as planícies frias dos Andes, a mais de 3 mil metros de altitude".

No Brasil, exemplo de adaptabilidade é o sucesso obtido em culturas tanto no Estado do Rio Grande do Sul, em região de clima frio, como nas regiões serranas do Estado de Pernambuco, no nordeste quente do país.

Essa capacidade de adaptação se reflete, também, no porte da árvore, que pode variar muito dependendo do clima da região em que tenha nascido e do tratamento que lhe for dispensado. Nas regiões próximas ao Mar Mediterrâneo que Ihes deram existência, quando deixadas à vontade para crescer, as figueiras chegam a atingir o porte de árvores enormes. Por outro lado, quando são parte de pomares mantidos sob poda drástica, nos climas do sul do Brasil, as figueiras podem ser conduzidas de forma a não ultrapassarem o porte arbustivo.

Fonte: www.bibvirt.futuro.usp.br

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