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Filo Anelídeos

Os anelídeos apresentam o corpo dividido em segmentos ou metâmeros, essencialmente semelhantes entre si e em forma de anel. O primeiro segmento designa-se protostómio e o último pigídeo.

Esta segmentação mostra-se em aspectos internos e externos, incluindo músculos, nervos e órgãos circulatórios, excretores e reprodutores. Apresentam sistema digestivo completo.

Estes animais são bastante antigos na Terra, existindo fósseis deste o período Pré-câmbrico, embora os primeiros vermes segmentados indubitáveis sejam do Câmbrico médio.

Os anelídeos podem ser terrestres (solo húmido) como as minhocas, marinhos como os vermes poliquetas, que podem ser encontrados junto das praias ou em águas profundas, ou de água doce, como as sanguessugas.

As suas principais características são metamerização e a presença de um grande compartimento celómico, dividido por septos mesodérmicos.

A deslocação dos anelídeos é, ainda, ajudada pela presença de sedas, ou cerdas, na parte ventral dos animais (excepto as sanguessugas). Estas sedas quitinosas impedem o animal de deslizar para trás, reforçando o movimento para diante das camadas musculares circulares e longitudinais.

Os anelídeos terrestres apresentam uma epiderme com células sensoriais, coberta por uma cutícula fina e transparente, que os protegem da dessecação.

Existem igualmente glândulas mucosas que ajudam a manter a superfície humedecida, fundamental para a respiração cutânea. Por este motivo a epiderme é muito vascularizada.

Filo Anelídeos
Anelídeo

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Anelídeo

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Anelídeo

Fonte: www.estsp.pt

Filo Anelídeos

Características Gerais dos Anelídeos

Posição Sistemática:

Reino: Animalia

Sub reino: Metazoa

Filo Annelida

Classe Polychaeta

Classe Oligochaeta

Classe Hirudinea

Número de espécies:

No mundo: 10.400 (Polychaeta)

No Brasil: 800 (Polychaeta)

11 (Oligochaeta)

4 (Hirudinea)

Filo Anelídeos
Anelídios

Os anelídeos são animais triploblásticos, ou seja, em seu desenvolvimento embrionário, formam-se três folhetos embrionários, que dão origem a todas as partes do seu corpo. São celomados (possuem uma cavidade corporal delimitada pelo mesoderma). Pelo celoma, circulam líquidos que facilitam a distribuição de materiais entre as várias partes do corpo. Na cavidade celomática, ficam alojados os órgãos do animal.

Em toda a extensão do corpo, a maioria dos anelídeos apresenta cerdas, expansões de quitina que se projetam externamente à cutícula. Elas comportam-se como apêndices de locomoção ou de fixação ao substrato sobre o qual o animal se encontra apoiado.

Ocorrem na água doce, salgada e solo úmido; podendo ser de vida livre, habitando galerias ou tubos.

Os anelídeos de vida livre são encontrados no solo, na água doce ou em ambientes marinhos.

Algumas espécies marinhas são fixas, habitando no interior de tubos calcários secretados pelo próprio verme. Outros se locomovem ativamente, explorando o ambiente à procura de alimento. Também podem ser ectoparasitas de vertebrados. A epiderme é constituída por epitélio simples, cilíndrico contendo células glandulares e sensoriais. Recobrindo-a encontramos uma cutícula permeável e não quitinosa.

Logo abaixo da epiderme aparecem duas camadas de células musculares: uma externa circular e outra interna longitudinal. Os anelídeos são os primeiros animais a apresentarem celoma.

O sistema digestivo é completo e apresenta forma tubular.

O sistema circulatório consiste de uma série de tubos ou vasos sangüíneos (sistema circulatório fechado). O sangue é bombeado através de vasos sangüíneos para outros órgãos do corpo por cinco pares de arcos aórticos ou corações. O sangue é constituído por placas que contém amebócitos livres e hemoglobina dissolvida.

A respiração pode ser por meio de brânquias em alguns habitantes de tubos, ou pela epiderme onde o oxigênio penetra e é transportado pelo sangue para outras partes do corpo. De maneira semelhante o dióxido de carbono e é eliminado através da cutícula.

O sistema excretor é constituído por nefrídeos, que removem excretas do celoma e corrente sangüínea diretamente para o exterior. Cada segmento ou metâmero possui um par de nefrídeos.

Os anelídeos apresentam reprodução sexuada; algumas espécies são hermafroditas (como a minhoca) outras são dióicas (por exemplo, muitos dos poliquetos marinhos).

Sistema Nervoso dos Anelídios

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Sistema Nervoso dos Anelídios

Secção longitudinal do cérebro de Hermione.

AN. Nervo da antena;
ANT. Antena;
COE. Celoma;
COM. Comissura lateral do SNC;
DNF. Fibras nervosas dorsais;
FRB. Forebrain;
GOR. Gânglio conentivo circunfegeano;
HB. Cerebelo;
IMB. Cerebelo médio;
ION. Nervo omatóforo inferior;
NOC. Região da nuca;
NUN. Nervo da nuca;
OM. Músculo omatóforo;
OMB. Cerebelo externo;
SEN. Epitélio sensitivo;
SON. Nervo omatóforo superior;
SPN. Nervo subpalpal.

Do tipo ganglionar, em cada metâmero aparece um par de gânglio ligados entre si por uma comissura, e, com os metâmeros adjacentes, através de conectivos.

Os dois gânglios do primeiro metâmero são mais desenvolvidos e constituem o cérebro; os demais gânglios aparecem dispostos centralmente, formando a cadeia nervosa central.

Como elementos sensoriais aparecem células e órgãos sensitivos para o tato paladar e percepção de luz.

Células Nervosas dos Anelídeos

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Corda ventral nervosa de Lumbricus, secção transversal.
As três fibras são vistas dorsalmente.

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Motoneurônios e Interneurônios na corda ventral de um verme. A-F são fibras sensoriais; DGF, fibras gigantes dorsais; int, interneurônios; mot, motoneurônios; S.b., conecções nervosas.

Fonte: www.pucrs.br

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