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Filo Artrópodes



Cérebro

Nos artrópodes ocorre um alto grau de cefalização, sendo o tamanho do cérebro relacionado aos órgãos sensoriais bem desenvolvidos, tais como olhos e antenas.

O cérebro consiste de três regiões principais: um protocérebro anterior, onde penetram os nervos dos olhos, um deutocérebro que recebe os nervos das antenas (primeiras antenas dos crustáceos) e contém seus centros de associação e, a terceira região do cérebro, o tritocérebro que origina os nervos que chegam ao labium (lábio inferior), trato digestivo, as quelíceras dos quelicerados e as segundas antenas dos crustáceos. É interessante notar que a ausência de antenas nos quelicerados (escorpiões, aranhas e ácaros) é acompanhada da ausência correspondente do deutocérebro nesses animais.

Filo Artrópodes Cérebros de artrópode: A, Mandibulado; B, Quelicerado

Órgãos sensoriais

Os receptores sensoriais dos artrópodes usualmente estão associados a algumas modificações do exoesqueleto quitinoso, pois de outra forma ele agiria como uma barreira para a detecção do estímulo externo. Um tipo bastante comum e não menos importante é o receptor que está conectado com pêlos e cerdas. Eles podem estar localizados na base das cerdas, os mecanorreceptores, ou podem ser terminações quimiorreceptoras. Outras modificações comuns dos receptores são canais, fendas, cavidades ou outras aberturas no exoesqueleto. Eles podem alojar quimiorreceptores ou a abertura pode estar coberta por uma delgada membrana, em cujo lado inferior está fixada uma terminação nervosa. Esses órgãos sensoriais detectam vibrações ou outras forças que alteram a tensão do esqueleto. Todos os receptores descritos acima podem estar dispostos sobre a superfície do corpo ou estar concentrados em articulações ou determinados apêndices, por exemplo antenas ou pernas. Existem também propriorreceptores fixados à parte interna do tegumento ou a tendões e músculos.

A maioria dos artrópodes tem olhos de estrutura variavelmente complexa. Há olhos simples com apenas poucos receptores e outros grandes com milhares de células retinianas, que podem formar uma imagem bruta. O que é geral na visão dos artrópodes é que o esqueleto proporciona ao olho a córnea e o cristalino transparentes, sendo o foco sempre fixo devido ao cristalino imóvel ser contínuo com o exoesqueleto circundante.

Insetos e numerosos crustáceos têm um tipo de olho chamado composto, porque é formado por numerosas unidades cilíndricas e longas (omatídio) que possuem todos os elementos para a recepção da luz.

Reprodução

Os artrópodes são dióicos, como poucas exceções; além disso muitos utilizam apêndices modificados durante a cópula. A fecundação é sempre interna nas formas terrestres, mas pode ser externa nas espécies aquáticas.

Classificação dos artrópodes

A) Subfilo Trilobita (fósseis)

B) Subfilo Chelicerata

Classe Arachnida - aranhas, ácaros, carrapatos, escorpiões, opiliões

Classe Merostomata

Classe Pycnogonida

C) Subfilo Crustacea - caranguejos, lagostas, camarões

D) Subfilo Uniramia

Classe Insecta (Hexápode) - insetos, vespas, formigas, abelhas, pulgas, etc.

Classe Diplopoda - piolhos-de-cobra

Classe Chilopoda - lacraias

Classe Symphyla

Classe Pauropoda

Subfilo Trilobita

São os artrópodes conhecidos mais antigos. Esses artrópodes marinhos primitivos, muito abundantes durante o Paleozóico, tinham o corpo dividido por dois sulcos longitudinais dorsais que corriam da parte anterior até a posterior, formando três lobos distintos (o nome Trilobita refere-se a essa trilobulação da superfície dorsal do corpo). Eram cobertos por uma casca dura e espessa, segmentada, que podia ser enrolada. O corpo também era dividido em cabeça, tronco (tórax) e pigídio. Na cabeça distinta, havia um par de antenas delicadas (antênulas), quatro pares de apêndices birremes e freqüentemente um par de olhos compostos.

Subfilo Chelicerata (gr. chele=garra + keros=corno)

Os membros deste grupo diferem na forma do corpo e natureza das suas extremidades. São principalmente terrestres, pequenos de vida livre e a grande maioria é mais numerosa em regiões quentes e secas do que em outros lugares. Muitos possuem glândulas venenosas e mandíbulas ou ferrões venenosas, com os quais matam insetos e outros animais pequenos, cujos líquidos e tecidos moles sugam como alimento.

Os animais pertencentes ao subfilo Chelicerata compõem uma das três linhagens evolutivas dos artrópodes vivos. O corpo de um quelicerado é dividido em cefalotórax (ou prossomo) e um abdome (ou epissomo). Nenhum quelicerado possui antenas, sendo o único subfilo dos artrópodes no qual elas se encontram ausentes. O primeiro par de apêndices são estruturas alimentares, chamadas quelíceras. O segundo par são os pedipalpos e encontram-se modificados para realizar diferentes funções nas diversas classes. Os pedipalpos são geralmente seguidos de 4 pares de pernas.

Existem 3 classes de quelicerados, sendo duas delas pequenas (Merostomata e Pycnogonida) com espécies marinhas, mas a maioria dos quelicerados é terrestre e pertence à classe Arachnida.

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Subfilo Trilobita. Um trilobito do Ordoviciano (Triarthus becki)

Classe Merostomata

São quelicerados aquáticos, caracterizados por cinco ou seis pares de apêndices abdominais modificados como brânquias e por um télson em forma de esporão na extremidade do corpo.

O grupo é dividido em duas classes: Eurypterida (extintos) e Xiphosura, sendo a última representada pelos límulos.

Classe Pycnogonida (aranhas-do-mar)

Já foram descritas mais de 1000 espécies, todas incluídas numa única ordem. A classe constitui-se de pequenos artrópodes bentônicos marinhos (menores que 6cm de comprimento), sendo considerados por muitos zoólogos como não relacionados com os demais quelicerados e, até mesmo, com outros artrópodes.

O primeiro apêndice (o quelíforo) é quelado de modo semelhante à quelícera, o segundo (o palpo) pode ser homólogo ao pedipalpo. A maioria das espécies possui 4 pares de pernas locomotoras.

Entretanto, há aquelas com 5 ou 6 pares. As pernas são bem desenvolvidas e podem ser longas.

O cefalotórax não tem carapaça e apresenta dois olhos simples. O abdome não é segmentado e é desprovido de apêndices.

Não há órgãos excretores ou para trocas gasosas.

As gônadas são peculiares, pois se estendem pelo interior das pernas, assim como os divertículos digestivos e os óvulos amadurecem nas pernas! Há pseudocópula.

Os adultos alimentam-se principalmente de esponjas, cnidários e briozoários.

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Um merostomado em (a) vista dorsal e (b) vista ventral, semi-diagramática, mostrando os vários apêndices

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Formas do corpo de alguns picnogônidos (Barnes, Calow & Olive, 95).

Classe Arachnida

Os aracnídeos (gr. arachne = aranha) incluem aranhas, escorpiões, pseudo-escorpiões, carrapatos, ácaros e alguns outros grupos.

Provavelmente os primeiros aracnídeos eram aquáticos, mas, atualmente, os viventes são terrestres.

Esta migração de um ambiente aquático para o terrestre exigiu algumas modificações fundamentais, como: aumento e impermeabilidade da cutícula, as brânquias foliáceas modificaram-se em pulmões foliáceos e traquéias, desenvolvimento de apêndices especializados à locomoção terrestre. Além disso, um grande número de modificações surgiram ao longo da evolução deste grupo, como o desenvolvimento de glândulas produtoras de seda por parte das aranhas, dos pseudo-escorpiões e de alguns ácaros, usadas para construir ninhos, abrigos, casulos de ovos e outras finalidades e também glândulas produtoras de veneno em escorpiões e aranhas.

Anatomia e fisiologia geral dos aracnídeos

Corpo dividido em:

Prossomo

Não segmentado, coberto por carapaça sólida.

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