Facebook do Portal São Francisco Google+
+ circle
Home  Filo Artrópodes  Voltar

Filo Artrópodes



Insetos e Crustáceos

Se você observar atentamente as pernas dos artrópodes, verá que elas tem "juntas" ou articulações.

Daí o nome artrópodes.

É uma palavra que vem do grego, onde arthron significa "articulação" e podos significa "".

Artrópodes, portanto, é o mesmo que "pés articulados".

Imagine um ambiente nas profundezas do oceano há mais ou menos 600 milhões de anos. Nesse ambiente, milhares de pequenas criaturas com pares de pernas articuladas locomovem-se no lodo ou nadam nas grandes profundidades à procura de alimento.

O fundo do mar era assim, com muitos desses pequenos animais chamados trilobitas.

Os trilobitas possuíam uma carapaça composta de calcário e quitina, brânquias localizadas nas pernas e duas antenas na cabeça. Seus olhos compostos eram como mosaicos que captavam luz com mais eficiência do que muitos animais de hoje.

Há cerca de 250 milhões de anos, apareceram outras espécies, descendentes dos antigos trilobitas. Algumas possuíam um par de antenas a mais que os trilobitas; outras, que não tinham antenas, eram semelhantes aos escorpiões atuais e atingiram até três metros de comprimento.

Alguns descendentes desses animais passaram a apresentar características que lhes permitiam sobreviver fora da água e invadiram o ambiente terrestre. Eram os prováveis ancestrais dos insetos, aranhas e escorpiões. O fóssil de inseto mais antigo que se conhece é o do colêmbolo, datado de 300 milhões de anos.

Características gerais

Os artrópodes, invertebrados que possuem pernas articuladas, ou "juntas" móveis, tem o corpo segmentado e dividido em cabeça, tórax e abdome. Em alguns deles pode ocorrer a fusão da cabeça com o tórax e, neste caso, o corpo é dividido em cefalotórax e abdome.

Possuem um esqueleto externo, denominado exoesqueleto. É o que se chama de "casca" na lagosta, no siri, no camarão, na barata, etc.

O exoesqueleto é resistente e limita o crescimento do animal. Assim, o exoesqueleto "velho" e limitante é trocado por um "novo" e "folgado", que permite a continuidade do crescimento. Essa troca de exoesqueleto, que pode ocorrer várias vezes durante a vida do animal, é chamada de muda ou ecdise.

Os artrópodes formam o conjunto mais numeroso de animais. Eles habitam os mais diversos ambientes e podem ser terrestres ou aquáticos.

Segundo suas características, os artrópodes foram agrupados em insetos, crustáceos, aracnídeos, quilópodes, diplópodes e outros grupos, de menor importância.

Insetos

Os insetos existem em todas as regiões do mundo e formam o grupo com o maior número de espécies de animais conhecidos. Vivem principalmente em ambientes terrestres, mas algumas espécies são aquáticas.

O corpo dos insetos é coberto por um exoesqueleto de quitina e possui três partes bem definidas: cabeça, tórax e abdome.

Todos tem um par de antenas e três pares de pernas. A maioria possui asas.

A cabeça dos insetos apresenta:

Um par de antenas

Um par de olhos compostos

Esses órgãos, formam imagens; com eles os insetos enxergam, percebendo qualquer variação de movimento ao seu redor;

Olhos simples (ocelos)

Estes não formam imagens, mas permitem distinguir o claro do escuro. Alguns insetos não possuem ocelos.

Aparelho bucal

Associado à boca destes invertebrados existe um conjunto de peças, chamado, aparelho bucal. Sua forma varia de acordo com os hábitos alimentares de cada tipo de inseto. Os aparelhos bucais podem ser classificados em cinco tipos, segundo sua função.

São os seguintes

Sugador: no caso da mosca e da borboleta;

Picador-sugador: no caso dos mosquitos e dos piolhos;

Mastigador ou triturador: no caso do gafanhoto, do grilo, da barata e dos besouros;

Pungitivo: o caso das cigarras;

Lambedor-sugador: no caso das abelhas.

Morfologicamente, os aparelhos bucais com mesma função podem ser diferentes, como, pro exemplo, o da mosca e o da borboleta.

O tórax dos insetos apresenta:

Um ou dois pares de asas

Três pares de pernas.

Alguns insetos, como os gafanhotos, possuem pernas traseiras maiores do que as dianteiras.

Na extremidade do abdome localiza-se o orifício retal.

Em cada segmento, na região ventral, existem os espiráculos, que são pequenas aberturas dos órgãos respiratórios.

Na extremidade do abdome estão localizadas estruturas relacionadas com a reprodução: o falo, que é o órgão copulador nos machos, e o ovipositor, que permite a postura de ovos, nas fêmeas.

Alguns insetos depositam seus ovos no solo, dentro de frutas ou no corpo de outros animais.

Depois de sa´riem dos ovos, os insetos podem se desenvolver de várias maneiras.

Alguns, como a traça-dos-livros, já saem dos ovos com a forma do animal adulto, só que de tamanho menor. Durante o crescimento, passam por diversas mudas.

Outros, como as moscas, sofrem metamorfose, que tem várias etapas: do ovo sai uma larva com o aspecto de um pequeno verme; a seguir essa larva transforma-se em pupa, um estágio larval mais "avançado", em que o animal fica imóvel e encerrado em um casulo. Após grandes transformações, o corpo do inseto adulto vai se formando dentro do casulo; quando está completo, ele sai do seu interior.

A borboleta também sofre metamorfose completa. Do seu ovo sai uma larva, que conhecemos como lagarta. A lagarta se transforma em pupa, que é envolvida por um casulo. Com o tempo a pupa se desenvolve; quando a borboleta já está formada, ela rompe o casulo e sai, podendo depois voar.

O barbeiro, o gafanhoto e a barata sofrem metamorfose incompleta, isto é, não passam por todas as etapas da metamorfose completa.

Do ovo sai a ninfa, um inseto jovem já com forma semelhante à do inseto adulto, embora ainda pequeno e sem asas. A ninfa passa por diversas mudas até tomar o aspecto definitivo.

A maioria dos insetos vive solitariamente. É o caso da mosca, do besouro, da barata, da libélula, etc.

Entretanto as abelhas, as formigas e os cupins vivem em sociedade, onde se observa uma divisão do trabalho: existem grupos diferentes de indivíduos em que cada um tem uma determinada função.

Veja o que acontece, por exemplo, em uma colméia de abelhas melíferas:

A rainha tem a função de pôr os ovos, de onde nascem novas abelhas;

O macho (zangão) tem a função de fecundar a rainha - logo depois, morre;

As operárias vão para o campo retirar o pólen da flor para a fabricação do mel, além de realizar outras tarefas na colméia, como alimentar as larvas e a rainha.

Os insetos são transmissores de muitas doenças.

Por exemplo: o mosquito Aedes aegypti transmite a dengue; o anófele, a malária; o mosquito Culex, a filariose; o barbeiro, a doença de Chagas; e a pulga, a peste bubônica.

Crustáceos

Existe um número muito grande de crustáceos. A maioria deles é marinha. Mas há também os de água doce, os de água salobra e os terrestres.

A variedade se estende de microcrustáceos, que fazem parte do plâncton marinho e de água doce, até caranguejos. Inclui-se nessa variedade o caranguejo-aranha (gênero Macrocheira), que pode atingir até três metros de comprimento.

Os crustáceos mais comuns são os seguintes: lagosta, camarão, siri e caranguejo.

Outro exemplo são as cracas. Comuns no litoral brasileiro, esses crustáceos marinhos produzem uma concha fixa à rocha, de onde saem os apêndices que capturam partículas de alimento. Na maré baixa, as cracas podem permanecer horas fechadas em suas conchas.

Segue, como exemplo, o estudo do corpo de uma lagosta:

O corpo da lagosta é revestido por um exoesqueleto de quitina e calcário e divide-se em duas partes: cefalotórax (conjunto de cabeça e tórax) e abdome.

No cefalotórax encontram-se os olhos, as antenas, a boca, as "pinças" e as pernas. As antenas tem função tátil; as "pinças" são órgãos de ataque e defesa.

No abdome encontram-se o orifício retal e cinco pares de apêndices natatórios, que também podem desempenhar várias outras funções. O penúltimo segmento do abdome é ladeado pelo último par de apêndices, chamados urópodes, que servem como nadadeiras e proteção dos ovos nas fêmeas. O último segmento do abdome denomina-se telso e não possui apêndices.

Embaixo do exoesqueleto, a lagosta possui um sistema muscular que possibilita ao animal movimentar-se em todas as direções. É capaz também de realizar movimentos bastante rápidos. Para realizá-los, a lagosta emprega o telso e os urópodes.

A lagosta, assim como os demais crustáceos aquáticos, respira através de brânquias, que são órgãos formados por um conjunto de filamentos bem delicados.

Por meio das brânquias, o animal realiza trocas gasosas entre a água ambiental, que banha esses filamentos, e os vasos sanguíneos presentes no interior deles.

Podemos estabelecer algumas diferenças entre os insetos e os crustáceos.

Algumas delas são: os insetos são principalmente terrestres; tem o corpo dividido em cabeça, tórax e abdome; possuem três pares de pernas, um par de antenas e respiram por traquéias. Os crustáceos são principalmente aquáticos; tem o corpo dividido em cefalotórax e abdome; possuem cinco ou mais pares de pernas, dois pares de antenas e a maioria respira por brânquias.

CURIOSIDADES

Você deve conhecer lagartas ou taturanas, mas talvez não saiba que elas são, na verdade, borboletas no estágio larval. A palavra taturana (ou tatarana) vem da língua tupi e significa "semelhante ao fogo" (tata = "fogo"; rana = "semelhante").

Algumas lagartas produzem um líquido urticante na base dos pêlos de quitina. Esse líquido, que pode ser liberado com o rompimento do pelo ou ao simples contato com ele, dá a sensação de queimadura na nossa pele.

O corpo de uma lagarta divide-se em cabeça, tórax (geralmente três segmentos) e abdome (geralmente dez segmentos). As pernas verdadeiras localizam-se na região do tórax. As pernas carnudas da região abdominal são pernas falsas.

As lagartas não se reproduzem e não há diferença sexual entre elas. Passam essa fase apenas comendo e armazenando alimentos. Crescem tanto que realizam de quatro a oito mudas nesse período.

Entram, a seguir, em um estágio de repouso, transformando-se em pupa. Ficam penduradas de cabeça para baixo, presas a folhas ou galhos, envoltas em casulos que tecem com fios de seda ou com os próprios pêlos.

As células e os tecidos da lagarta se degeneram e as células embrionárias, que até então estavam "adormecidas" em seu corpo, dão origem ao corpo da borboleta.

Ao sair do casulo, as borboletas esticam as asas graças ao sangue (hemolinfa) que é bombeado através das veias das asas. A fase adulta pode durar algumas semanas ou meses. A função da borboleta agora é reproduzir-se e continuar o ciclo da vida.

Você já deve ter observado uma maçã ou uma goiaba bichadas. O bicho da maçã ou da goiaba não é porque ela está estragada. Na verdade o "bicho" é uma larva de inseto. A fruta deve ser descartada e jogada fora.

As abelhas são insetos úteis ao homem. Na agricultura, são fundamentais para o transporte de pólen de uma flor para outra em inúmeras plantas cultivadas. Dessa maneira, têm participação decisiva na formação de sementes e de frutos usados na nossa alimentação.

As abelhas fornecem o mel e a geléia real, produtos considerados excelentes fontes de vitaminas e de sais minerais, entre outros nutrientes. Além disso, produzem própole, uma substância muito utilizada no combate a inflamações de garganta, tosses, asmas e bronquites; a essa substância atribui-se também um grande poder cicatrizante.

Alguns exemplos de ordens de insetos: Tisanuros (traças), Anopluros (piolhos-humanos, piolhos-de-galinha), Ortopteróides (baratas, gafanhotos, grilos, louva-a-deus), Hemípteros (percevejos-de-casa, barbeiros), Lepidópteros (borboletas, mariposas), Dípteros (moscas, mosquitos), Coleópteros (besouros, vaga-lumes), Himenópteros (formigas, abelhas, vespas), Sifonápteros (pulgas), Isópteros (cupins), Odonatos (libélulas), Homópteros (cigarras, pulgões), etc.

No abdome dos insetos existem pequenas aberturas denominadas espiráculos. Esses espiráculos se comunicam com tubos chamados traquéias. Esses tubos, por sua vez, se ramificam repetidamente até atingir dimensões microscópicas e entrar em contato com os vários tecidos do corpo do animal.

São esses tubos que levam gás oxigênio diretamente às células. Por isso se diz que os insetos tem respiração traqueal.

A dengue é uma doença causada por vírus, que são inoculados no corpo humano através da picada do mosquito Aedes aegypti.

A pessoa doente tem febre alta, sente dores de cabeça, dores nas juntas e nos olhos. Apresenta manchas vermelhas no corpo, principalmente no peito e no pescoço.

Para combater a dengue é preciso combater o mosquito.

E para isso é necessário saber como ele vive.

Veja:

O Aedes aegypti precisa de água e de calor para reproduzir-se. Assim, ele vive em regiões úmidas e quentes.

A fêmea põe os ovos em água de jarros, vasos de plantas, pneus velhos, cisternas, tonéis, latas, garrafas, etc. Se a temperatura estiver adequada, as larvas nascem em dois ou três dias.

Caso contrário, os ovos podem permanecer vários meses no ambiente até que as condições necessárias para o desenvolvimento das larvas ocorram: água e temperatura alta.

As larvas levam, aproximadamente, dez dias para transformar-se no mosquito adulto.

Como uma pessoa adquire a dengue? Uma fêmea do mosquito transmissor, picando uma pessoa doente, adquire o vírus da doença ao sugar-lhe o sangue. Os vírus se reproduzem no corpo do inseto e se alojam em suas glândulas salivares. A seguir, ao picar uma pessoa sã, o mosquito transmite-lhe o vírus da doença. A pessoa ficará com dengue em menos de uma semana.

Como evitar a dengue?

As principais medidas que devem ser tomadas são as seguintes:

Retirar das ruas, dos quintais e dos terrenos baldios todos os tipos de latas usadas, garrafas de plástico ou de vidro, pneus velhos e outros objetos que possam acumular água e nos quais as larvas do mosquito possam se desenvolver.

Mudar a água dos vasos de plantas em dias alternados.

Evitar fazer depósito de água em tonéis. Caso isso não seja possível, os tonéis devem ser bem tampados para evitar que a fêmea do mosquito ponha ali os seus ovos;

Usar telas protetoras em janelas e portas para impedir que o mosquito entre nas moradias, principalmente em caso de habitações próximas a lagos, rios e represas.

Os insetos podem transmitir doenças para os seres humanos (barbeiro, anófele), podem causar prejuízos domésticos (cupins, traças) e sérios danos à agricultura (pulgões, lagartas diversas). Mas também podem ser muito úteis aos interesses humanos. As abelhas, como vimos, polinizam as flores, contribuindo para a formação de frutos, como as laranjas. Além disso, esses insetos fornecem mel e geléia real, utilizados como alimentos. Outros insetos podem ser usados como nossos aliados no combate a espécies nocivas; é o caso das joaninhas, que podem ser criadas e soltas numa plantação atacada por pulgões, insetos dos quais se alimentam.

Diz-se que o camarão "limpa" o mar, porque ele se alimenta de animais mortos e outros detritos orgânicos.

Como é a vida do caranguejo-dos-coqueiros? No início de sua vida, o caranguejo-dos-coqueiros esconde o seu abdome mole em conchas abandonadas de moluscos. Na fase adulta, não dispõe de conchas de tamanho suficiente para o seu corpo. A partir desse momento, ele enrola o abdome embaixo do cefalotórax e passa a viver no ambiente terrestre.

Em terra, encontrando um coqueiro, sobe pelo caule e usa as pinças para derrubar os cocos verdes, de cuja polpa ele depois de alimentará.

O caranguejo-dos-coqueiros respira através de uma estrutura forrada de tecido úmido, que absorve oxigênio do ar. Na época de reprodução, retorna ao mar onde deposita os seus ovos.

Os crustáceos são excelentes alimentos. Camarão e lagosta são pratos que disputam a preferência da pessoas.

O camarão pode ser encontrado naturalmente nas peixarias, nas feiras e nos supermercados. Pode-se adquiri-lo também descascado, congelado e embalado em caixas.

Nos restaurantes, entra no preparo de pratos diferentes: ensopado (cozido e servido com pirão), moqueca (cozido com azeite-de-dendê e leite de coco), risoto (cozido misturado com arroz) e outros.

Com o siri e o caranguejo também se fazem bons pratos.

Geralmente, é feito o "catado" de suas carnes antes de preparar os pratos, que têm receitas variadas. Em beira de praia, costuma-se fazer um tira-gosto com o caranguejo inteiro, que é quebrado com paus especiais e "catado" na hora.

A extraordinária resistência da barata: a barata já estava presente na Terra quando surgiram os dinossauros, há cerca de 200 milhões de anos. Dinossauros e muitos outros animais se extinguiram, mas a barata continua por aqui.

Vive nos mais diversos ambientes e consegue sobreviver um mês sem comida e sem água e dois meses só com água.

Come de tudo: brotos de flores, colas, sapatos, roupas, sabão, etc. Durante a muda, pode comer seu próprio exoesqueleto e até os ovos de sua própria espécie.

As espécies que vivem nas florestas alimentam-se principalmente de vegetação morta e servem de alimento para animais diversos.

As baratas possuem uma glândula que produz o seu mau cheiro característico, que contribui para afastar alguns animais predadores.

De proliferação rápida, cada barata pode produzir cerca de duzentos filhotes em um ano. Algumas espécies são ovovivíparas, mas a maioria é ovípara, colocando de doze a quarenta ovos em uma "caixinha" com alimento que "esconde", por exemplo, em cantos da casa.

Fonte: www.fec.unicamp.br

Filo Artrópodes

Posição Sistemática

Reino: Animalia

Sub reino: Metazoa

Filo: Arthropoda

Classe Crustacea
Classe Arachnida
Classe Chilopoda
Classe Diplopoda
Classe Insecta
Classe Merostomata
Classe Pycnogonida

Número de espécies

No mundo: 7.000

No Brasil: 329 (não fósseis)

Filo Artrópodes

Características gerais

Os artrópodes são animais triblásticos, protostômios e celomados. São metamericamente segmentados, bilateralmente e simétricos, com o corpo organizado em cabeça, tórax e abdome ou cefalotórax e abdômen. Apresentam apêndices ou patas articuladas e exoesqueleto quitinoso; sistema digestivo completo, sistema circulatório aberto e lacunar sistema nervoso formado por gânglio cerebral e cadeia ganglionar ventral.

Os artrópodes constituem o maior grupo de organismos quanto ao número de espécies; estas são extremamente bem-sucedidas na exploração dos mais variados ambientes terrestres, aéreos, de água doce e marinhos. Trata-se de um grupo muito diversificado, incluindo-se entre seus representantes os insetos, aranhas, escorpiões, caranguejos, camarões, além das centopéias, lacraias e piolhos-de-cobra.

Apesar de sua grande diversidade, todos os artrópodes exibem, em comum, as seguintes características:

Exoesqueleto

A cutícula de revestimento desses animais é formada por proteína e quitina, que é um polissacarídeo nitrogenado (C8h68O5N) insolúvel na água, álcool, alcalis, ácidos diluídos, ou pelos sucos digestivos de outros animais.

Como o esqueleto é bastante rígido, necessariamente limita o tamanho desses animais. São necessárias mudas ou ecdises periódicas para permitir o aumento de tamanho. A maioria dos artrópodes passa por 4 a 7 mudas até atingir o estágio adulto. A pele abandonada recebe o nome de exúvia.

Segmentação

Os artrópodes são, além dos anelídeos, os únicos invertebrados segmentados, diferindo deles por não apresentarem septos intersegmentares internamente.

Também não há repetição dos órgãos internos como nos anelídeos. Durante o desenvolvimento embrionário pode ocorrer, nos artrópodes, fusão entre os metâmeros, tornando menos evidente sua segmentação.

É possível entretanto identificar a divisão do corpo em três grandes segmentos, distintos ou fundidos: cabeça, tórax e abdome.

Apêndices articulados: característica que dá nome ao grupo, os apêndices dos artrópodes são formados por articulações móveis. Os apêndices são de vários tipos, estando sua forma relacionada à função que realizam. Entre essas funções podemos citar as de locomoção (patas); captura, sucção e trituração de alimentos (peças bucais variadas, pinças); limpeza do corpo e percepção de estímulos (patas, antenas).

O sistema circulatório de todos os artrópodes é do tipo aberto. O sangue circula sob baixa pressão e com fluxo lento, passando por cavidades, as hemoceles.

Uma diferença importante entre o sangue dos artrópodes e os vertebrados é que, nesses últimos, há grande quantidade de células (glóbulos brancos e vermelhos), enquanto nos artrópodes essa quantidade é muito reduzida. Esse sangue de baixa celularidade é conhecido pelo nome de hemolinfa.

Nos crustáceos e nos aracnídeos, artrópodes que empregam o sangue como veículo de distribuição de gases respiratórios (oxigênio e gás carbônico), o sangue contém o pigmento respiratório hemocianina, substância que guarda semelhança com a hemoglobina encontrada em anelídeos e nos vertebrados. Insetos, quilópodos e diplópodos não possuem pigmentos respiratórios, uma vez que a chegada de oxigênio aos tecidos não se dá através do sangue, mas por um sistema de canais chamados traquéias.

Também há diversidade de estruturas de excreção, embora, dentre os artrópodes terrestres, seja comum o achado de tubos de Malpighi, que se diferenciam dos nefrídios por não lançarem os resíduos metabólicos na superfície externa do corpo, mas no interior do intestino. De acordo com o ambiente ocupado por cada grupo, o seu principal resíduo metabólico pode ser a amônia (crustáceos), o ácido úrico (insetos, diplópodos e quilópodos) ou a guanina (aracnídeos). A eliminação de ácido úrico ou de guanina são as mais adequadas para a vida terrestre, pois são produtos pouco tóxicos e que exigem pouca diluição, representando uma boa estratégia de economia de água.

Os artrópodes são dióicos. Nas formas terrestres, a fecundação é interna; nas aquáticas, geralmente é externa. Em muitos deles, há passagem por um ou mais estágios larvais. A chegada ao estágio adulto (ou imago) se dá através de uma ou mais metamorfoses.

No ímago, estão presentes todos os órgãos que caracterizam um adulto da espécie. A designação imago não significa, obrigatoriamente, adulto sexualmente ativo, mas uma forma na qual as estruturas sexuais já se encontram formadas, ainda que imaturas e não funcionais.

Fonte: www.pucrs.br

voltar 1 2 3 4 5 6 7 8 9 10 11 12 13 14 15 16 17 18 19 avançar
Sobre o Portal | Política de Privacidade | Fale Conosco | Anuncie | Indique o Portal