É um dos nematódeos causadores da ancilostomose no homem. Seu tamanho varia de 0,8 a 1,3 cm. Quando eliminados nas fezes são avermelhados por causa da hematofagia e histiofagia que fazem no trato gastrintestinal dos hospedeiros. O Ancylostoma duodenale tem bolsa copuladora e cápsula bucal com dois pares de dentes. Os ovos (1) são liberados no ambiente e tornam-se larvados. A larva rabditóide (2) leva por volta de uma semana para tornar-se larva filarióide (3).
Essa penetra a pele do homem e o contamina. A infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. A larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss). O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde torna-se o verme adulto (4). O período pré-patente varia de cinco a sete semanas.
A penetração da larva causa dermatite, que pode variar de intensidade. Nos pulmões, pode haver bronquite/alveolite. O intestino é acometido pela hisitiofagia e hematofagia dos parasitos. Esta atividade dos vermes adultos pode provocar formação de úlceras intestinais, anemia microcítica e hipocrômica e até hipoproteinemia.
O uso de calçados, hábitos de higiene corporal, fervura da água a ser ingerida e cuidados na preparação de alimentos são medidas preventivas importantes.
Helminto nematódeo causador de ancilostomose animal e inflamação cutânea no homem (larva migrans); é próprio de felídeos e canídeos domésticos ou silvestres. Apresenta cápsula bucal que caracteriza-se por apresentar um par de dentes bem desenvolvidos. Os machos apresentam bolsa copuladora. O adulto mede de 5 a 10 milímetros de comprimento. Ao chegarem no ambiente através das fezes, os ovos (1) tornam-se larvados e, após, liberam as larvas rabditóides (2). Uma vez no solo, a larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se filarióide (3) ou infectante. Essa penetra a pele dos animais e, acidentalmente a pele do homem.
Nos animais, a infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. Após penetrar a pele dos animais, a larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss). O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde torna-se o verme adulto (4). O período pré-patente varia de cinco a sete semanas. Nos animais podem provocar bronquite/alveolite, nos pulmões; no intestino a hisitiofagia e hematofagia provocam erosão da mucosa, levando a formação de úlceras intestinais, seguindo-se anemia microcítica hipocrômica e também hipoproteinemia. No homem, entretanto, a infecção fica limitada na maioria dos casos à inflamação da pele, chamada de "bicho-geográfico". Raramente ocorre alguma migração tecidual, não causando doença intestinal. O uso de calçados nos locais infestados, assim como o tratamento dos animais parasitados ou a proibição de sua circulação em locais públicos, como praças e praias, reduzem as chances de infecção do homem.
Helminto nematódeo causador de ancilostomose animal e inflamação cutânea no homem (larva migrans); é próprio de felídeos e canídeos domésticos ou silvestres. Apresenta cápsula bucal que caracteriza-se por apresentar três pares de dentes bem desenvolvidos. Os machos apresentam bolsa copuladora. O adulto mede de 9 a 20 milímetros de comprimento. Ao chegarem no ambiente através das fezes, os ovos (1) tornam-se larvados e, após, liberam as larvas rabditóides. Uma vez no solo, a larva rabditóide (2) leva por volta de uma semana para tornar-se larva filarióide (3) ou infectante. Essa penetra a pele dos animais e, acidentalmente a pele do homem. Nos animais a infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. Após penetrar a pele dos animais, a larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss). O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde torna-se o verme adulto (4).
O período pré-patente varia de cinco a sete semanas. Nos animais podem provocar bronquite/alveolite, nos pulmões; no intestino a hisitiofagia e hematofagia provocam erosão da mucosa, levando a formação de úlceras intestinais, seguindo-se anemia microcítica hipocrômica e também hipoproteinemia. No homem, entretanto, a infecção fica limitada na maioria dos casos à inflamação da pele, chamada de "bicho-geográfico". Raramente ocorre alguma migração tecidual, não causando doença intestinal. O uso de calçados nos locais infestados assim como o tratamento dos animais parasitados ou a proibição de sua circulação em locais públicos, como praças e praias, reduzem as chances de infecção do homem.
São delgados e longos, com cápsula bucal reduzida ou ausente. A bolsa copuladora é reduzida e sustentada por raios típicos. Seu ciclo é monoxênico ou heteroxênico.
Sua boca é provida de seis lábios reduzidos e a bolsa copuladora, quando presente, é também muito reduzida. O ciclo evolutivo é heteroxênico.
Helminto nematódeo, parasita ocasional do homem, próprio do continente americano e causador da angiostrongilose abdominal. Os hospedeiros intermediários são moluscos pulmonados terrestres, e os definitivos são roedores silvestres. Os adultos (1) medem de 20 a 32 mm.
No hospedeiro vertebrado, o parasito habita os ramos das artérias mesentéricas. Após o acasalamento, as fêmeas produzem ovos que são eliminados na mucosa intestinal. Os ovos eclodem no interior do intestino, originando larvas que serão eliminadas nas fezes. Os moluscos pulmonados ( lesmas) ingerem as fezes dos vertebrados contaminadas com a larvas infectantes do A. costaricensis. Essas, por sua vez, evoluem até a forma de larvas infectantes para os hospedeiros vertebrados. A infecção de vertebrados se dá pela ingestão do molusco ou de vegetais contendo secreção mucosa do mesmo, uma vez que as larvas infectantes também podem ser eliminadas pelo muco que recobre este hospedeiro. As manifestações clínicas da angiostrongilose são abdominais, além de febre e astenia, dor que simula apendicite ou tiflite, pois o parasito localiza-se nos ramos da artéria mesentérica superior, onde pode causar obstrução e necrose regional. No homem, por ser hospedeiro anormal, não há liberação de larvas nas fezes: formam-se nódulos na submucosa intestinal.
O controle dessa doença se faz pelo combate aos roedores, pelo cuidado no preparo dos alimentos e cuidados básicos de higiene, como lavar as mãos.
Têm três lábios circundando a abertura oral e não possuem cápsula bucal. A extremidade anterior é afilada em ambos os sexos. A fêmea possui extremidade posterior obtusa, dois ovários e dois úteros paralelos. O macho apresenta dois espículos. São ovíparos e geralmente monoxenos.
Possuem três lábios bem desenvolvidos e com papilas ou apresentando ainda mais três interlábios. O esôfago é filariforme ou com uma dilatação posterior. O intestino é simples. Seu ciclo é monoxênico, sendo que o ovo tem casca espessa e geralmente é mamilonado de forma irregular.

Ascaris lumbricoides Fêmea
É um nematódeo, considerado o mais "cosmopolita" dos parasitos humanos. É a décima sétima causa mundial de morte. O macho adulto (1) pode atingir entre quinze a vinte e cinco centímetros, e a fêmea (2) de vinte a quarenta centímetros. Uma vez fecundadas, as fêmeas produzem ovos (3) que são liberados com as fezes para o ambiente.No ambiente, ocorre a maturação das larvas no interior do ovo. O desenvolvimento da larva completa-se em até três semanas, quando o ovo passa a ser infectante para o homem. Segue-se, então, a ingestão dos ovos pelo hospedeiro. No interior do intestino, as larvas rompem os ovos e penetram na mucosa, seguindo dois caminhos: circulação sanguínea ou migração visceral, ambos até os pulmões. Nos pulmões provocam lesões que podem causar manifestações respiratórias, além de febre e eosinofilia (Síndrome de Loefller); dos pulmões, as larvas desenvolvidas migram até a orofaringe para a deglutição. No trato gastrointestinal, localizam-se principalmente no jejuno, onde há acasalamento de adultos e ovipostura . O período pré-patente é de cinco a sete semanas.
Nos pulmões, ocorre bronquite e pneumonite, acompanhada de infiltração eosinofílica, pela presença das larvas jovens em migração. No TGI, pode haver obstrução, torção intestinal e localizações erráticas, como no apêndice. Os sinais e sintomas incluem os da Síndrome de Loeffler, astenia, prurido e coriza nasal, emagrecimento, dor e aumento do volume abdominal.
Hábitos de higiene e preparação adequada de alimentos (limpeza, fervura, cozimento) são medidas de prevenção.

Ovos fértil e infértil, respectivamente, de Ascaris
lumbricoides
Helminto nematódeo causador de Lagoquilascaríase. O ciclo do parasito ainda não é bem conhecido, sendo que o ciclo provável só foi evidenciado experimentalmente.
Foi verificado, experimentalmente, que algumas horas após a ingestão dos ovos do parasito por camundongos, ocorre a eclosão dos ovos no intestino. Daí seguem para a musculatura esquelética e subcutâneo, onde formam cistos. Então, a larva migra para o fígado e pulmões do camundongo e ocorre o encistamento na musculatura esquelética e tecido subcutâneo. Em gatos alimentados com carcaças de camundongos infectados, foi observado que as larvas de terceiro estádio eclodem dos cistos no estômago, migram para as porções superiores do tubo digestivo, alcançando a fase adulta em tecidos da orofaringe, linfonodos cervicais, tecido do pescoço, mandíbula, seios paranasais, ouvido, alvéolo dentário, pulmões e cérebro. O verme adulto possui o corpo delgado, sendo que a fêmea é maior que o macho. Na extremidade anterior, o parasito apresenta em torno da boca três lábios. Acredita-se que camundongos constituem hospedeiros intermediários e gatos atuam como hospedeiros definitivos. Supõe-se que o homem se infecta ao ingerir carne crua ou mal cozida de roedores silvestres contendo larvas encapsuladas do parasito.
A lagochilascaríase geralmente é uma infecção crônica que se agrava com o tempo. O parasito produz lesões granulomatosas crônicas, sob a forma de nódulos, de pseudocistos ou de abscessos, que se localizam quase sempre na região do pescoço, na mastóide ou no ouvido médio. Os sintomas variam de acordo com a localização das lesões. A secreção purulenta que surge das lesões pode conter todos os estádios do ciclo biológico do parasito, por isso acredita-se que nas lesões pode ter lugar o ciclo biológico completo desses helmintos. Os ovos do parasito também podem ser encontrados nas fezes, provalvelmente pela presença de fêmeas férteis em locais que permitam o acesso à orofaringe. A infecção tem sido relatada em pessoas de nível sócio-econômico baixo, que habitam o meio rural, utilizando freqüentemente carne de animais silvestres como alimento. Em virtude de ciclos e formas de infecção do homem ainda serem teóricos, acredita-se que o controle da lagochilascaríase deva ser realizado através do cozimento completo da carne de qualquer espécie de caça (roedores especificamente), fervura ou filtração da água, saneamento básico, higiene pessoal e dos alimentos.

Lagochilascaris minor - ovo

Lagochilascaris minor - ovo

Lagochilascaris minor - eclosão de ovos