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Filo Asquelmintos

 

 

Animais invertebrados de corpo vermiforme, cilíndricos, pseudocelomados, não segmentado, de simetria bilateral.

O corpo coberto por uma cutícula bem desenvolvida, às vezes, apresentando espinhos, escamas ou outras estruturas; epiderme sincicial ou celular. Tubo digestivo completo, geralmente reto. Sistema excretor do tipo protonefrítico. Sexos separados. Espécies aquáticas e terrestres.

CLASSE NEMATODA

Aschelminthes com tubo digestivo completo, cavidade geral desprovida de epitélio de revestimento, corpo cilíndrico ou filiforme, raramente fusiforme, com as extremidades atenuadas ou truncadas, excepcionalmente, algumas fêmeas grávidas como as do gênero Tropisurus são globosas ou sub-globosas, comprimento do corpo varia de entre espécies, de poucos milímetros a pouco mais de um metro, relação entre o comprimento do corpo e largura variando consideravelmente, com poucas exceções, os nematóides são de sexos separados, dióicos, sendo o macho em geral, menor do que a fêmea, gônadas contínuas com seus ductos, alguns têm desenvolvimento partenogenético alternando com geração sexuada, há casos conhecidos de namatóides hermafroditas, a maioria evolui diretamente, alguns exigem hospedeiros intermediários, muitos são parasitos de animais e plantas, enquanto outros são de vida livre.

TEGUMENTO

O corpo dos nematóides é revestido externamente por uma cutícula hialina que repousa sobre uma sub-cutícula, da qual se origina, e por uma camada muscular situada internamente.

A cutícula, que é uma camada não celular e elástica, apresenta-se lisa ou com estrias transversais finas, regulares e superficiais. Às vezes, apresenta estrias longitudinais ou oblíquas. Em algumas espécies, a cutícula apresenta estruturas particulares, como espinhos, escamas cordões cuticulares, colar cefálico e expansões ou franjas laterais denominadas asas, estas geralmente confinadas as extremidades do corpo, como asas cervicais e asas caudais. Muitas vezes, a cutícula forma uma expansão campanuliforme, na extremidade posterior do macho, denominada bolsa copuladora, que aparentemente serve para fixação do macho a fêmea, durante a cópula.

Na face ventral da região anterior do corpo, em alguns grupos de nematóides, há uma faixa larga composta de células glandulares, em forma de colunas altas, abrindo-se para o exterior através dos poros cuticulares, denominada faixa bacilar, de função desconhecida. Acredita-se que esteja relacionada com função excretora. A faixa bacilar ocupa cerca de 1\3 da circunferência correspondente à secção do corpo.

Estudada através da microscopia eletrônica, a cutícula apresenta-se como uma fina membrana formada de três estratos, 1 camada cortical densa, constituída por uma substância semelhante à queratina, que é resistente às enzimas digestivas do hospedeiro, 2 camada mediana, semelhante à esponja, 3 camada mais interna, fibrosa, composta de duas a três faixas de tecido conjuntivo. Abaixo da cutícula há uma membrana basal.

A sub-cutícula ou hipoderme, às vezes referida como epiderme, é uma camada sincicial ou celular, delgada, exceto nas regiões dorsal, ventral e laterais, onde ela se projeta para o interior da cavidade geral, dividindo as camadas musculares, dispostas abaixo, em quatro quadrantes.

As projeções da hipoderme constituem os quatro campos longitudinais: dois laterais, um ventral e outro dorsal.

Os campos longitudinais laterais são percorridos em sua extesão pelos canis do aparelho excretor, os campos longitudinal ventral e dorsal são percorridos pelos nervos tronco ventral e dorsal, respectivamente.

A camada muscular é constituída por células musculares, dispostas nos quadrantes, entre os campos longitudinais. As células podem estar separadas por espessamentos submedianos da sub-cutícula em oito campos. A distribuição das células musculares nos quadrantes é de alguma importância na sistemática dos nematóides. Quando ocorrem mais de duas séries de células em cada quadrante, projetando –se para a cavidade geral, tem-se o tipo polimiário quando existem somente duas séries de células, tem-se o tipo meromiário e quando os campos longitudinais são pouco desenvolvidos e existem numerosas células uniformes tem-se o tipo holomiário.

O espaço situado internamente á camada muscular, que é a cavidade geral ou pseudoceloma, é parcial ou totalmente atapetado por uma delicada camada de tecido conjuntivo. No seu interior encontram-se os órgãos internos embebidos no líquido celomático que promove o equilíbrio hidrostático dos nematóides. O líquido celomático á complexo, na sua composição entram proteínas, gorduras, hidratos de carbono, enzimas, sais minerais e outros compostos nitrogenados.

No pseudoceloma, fixada à parede do corpo dos nematóides, são encontradas as células, denominadas celomócitos, de forma ovóide ou ramificada, de função ainda não determinada, em número de dois, quatro ou seis.

SISTEMA DIGESTIVO

O aparelho digestivo dos nematóides consta de um tubo simples, quase reto, dividido em três regiões: estomodeo, mesêntero e proctodeo.

O estomodeo e o proctodeo são revestidos internamente pela cutícula. O estomodeo e o proctodeo são revestidos internamente pela cutícula. O estomodeo consta de boca ou abertura oral, cavidade bucal ou stoma e esôfago. A boca, que pode variar de tamanho e forma, pode apresentar dentes ou lâminas.

Primitivamente, a boca é circundada por seis lábios, dispostos lateralmente, sendo três de cada lado. A cada lábio corresponde uma papila sensorial. Nas formas parasitas, geralmente, os lábios fundem-se aos pares, daí resultando três lábios, um dorsal e dois ventro-laterais. Em outras formas, os seis lábios reduzem-se a dois ou desaparecem. As seis papilas, verificadas nas espécies primitivas, distribuem –se em numero de duas ou três para cada lábio, ou simplesmente circunscrevem a abertura oral. Em algumas espécies, pequenos lobos ou interlábios são encontrados entre os lábios.

Nas formas parasitas, além das seis papilas sensoriais dispostas em círculo, ao redor da boca, existem outras papilas que circunscrevem, mais externamente, a região. Em alguns nematóides, os lábios são substituídos por estruturas em forma de folíolos que circundam toda a boca, formando um colar denominado coroa radiada ou coroa franjada. Estrutura semelhante pode ser encontrada mais internamente, daí a denominação de coroa radiada interna.

Em continuação à boca segue-se a cavidade bucal, que pode ser cilíndrica, sub-globular ou rudimentar. No seu interior podem existir dentes, lâminas cortantes ou outras estruturas quitinosas, de número e localização variáveis. A camada cuticular espessa que reveste a cavidade bucal é a cápsula bucal.

O esôfago, órgão parcial ou totalmente muscular, de forma cilíndrica ou claviforme, está revestido, até certa altura pela cutícula.

Observado em secção transversal, possui uma luz tri-radiada, que divide a parede muscular em três setores: um dorsal e dois subventrais. As fibras musculares que constituem as suas paredes apresentam-se transversalmente estriadas. No esôfago há usualmente, três glândulas, uma dorsal e duas dorso-ventral, que secretam enzimas digestivas.

A glândula dorsal abre-se próximo à extremidade anterior do esôfago ou na cavidade bucal, através de uma goteira dorsal cuja superfície ventral freqüentemente se projeta na luz da cavidade bucal. As glândulas subventrais abrem-se posteriormente, na luz esofagiana. O esôfago varia consideravelmente, tanto em estrutura como em função.

Geralmente funciona como um órgão de sucção, e nele podem ser diferenciadas as seguintes regiões: o corpo cilíndrico podendo apresentar-se dilatado, formando o pseudo-bulbo; o istmo, a parte intermediaria, em forma de colo, e o bulbo, situado posteriormente, que é uma parte dilatada, contendo aparelho valvular. Alguns tipos de esôfago merecem citação especial como o tipo oxiuróide, provido de um bulbo posterior, tipo rabditóide, com pseudo-bulbo anterior, um istmo e um bulbo posterior, tipo filarióide, cilíndrico e sem diferenciação em toda a extensão. O termo faringe tem sido usado por alguns nematologistas em lugar de esôfago, para outros entende-se por faringe uma região tubular de paredes musculares, nitidamente diferenciada, situada anteriormente ao esôfago. Alguns autores chamam de vestíbulo a uma cavidade bucal pequena, mas o termo tem sido usado para designar cavidade bucal ou faringe. A região posterior do esôfago pode, em alguns nematóides, ser desprovida de músculos, nestes casos, a camada muscular é substituída por glândulas.

Fica assim dividido em duas partes: esôfago musculares esôfago glandular ou ventricular. Em alguns ascarídeos, a parte posterior do esôfago dá lugar a um ou mais apêndices ou divertículos, chamados cecos esofagianos.

Em continuação ao esôfago segue-se o mesêntero ou intestino, que é um tubo geralmente achatado, quase reto, formado de uma camada epitelial simples apoiada sobre uma membrana basal. As células que formam o epitélio intestinal são em geral cilíndricas e apresentam, internamente, uma borda de estrutura pilosa, de aspecto ciliar, denominada membrana basilar. Através da microscopia eletrônica podem ser observadas microvilosidades nas células do epitélio intestinal. No interior destas células encontram-se inclusões de vários tipos, que são reservas nutritivas, e substâncias resultantes do metabolismo. As reservas nutritivas são constituídas de glicogênio, gorduras, ácidos gordurosos e proteínas.

O intestino exerce um papel muito importante na absorção dos alimentos, provavelmente exerce também função secretora. Em várias espécies de nematóides foram descritas microvilosidades na superfície do intestino.

Na extremidade anterior o intestino pode apresentar apêndices ou divertículos.

A parte terminal do aparelho digestivo dos nematóides é o proctodeo ou reto, que é forrado pela cutícula. Na fêmea, o reto termina pelo orifício retal, situado na face ventral e próximo da extremidade posterior. No macho, o reto reúne-se ao cretal genital, para formar a cloaca. Ao redor do orifício retal existem numerosas glândulas retais e várias papilas, cujo número e forma são usados na sistemática. A região situada posteriormente ao orifício retal é referida como cauda.

SISTEMA EXCRETOR

As estruturas consideradas como aparelho excretor nos nematóides são de dois tipos: glandular e tubular.

O tipo glandular, mais primitivo, é encontrado usualmente nos nematóides de vida livre. Consta de uma ou duas grandes células glandulares, situadas ventralmente, na região posterior do esôfago ou anterior do intestino, das quais parte um cretal que se abre no poro excretor, localizado na linha mediana ventral, na região do anel nervoso ou mais anteriormente.

O tipo de aparelho excretor tubular é constituído por dois canais excretores, que se iniciam posteriormente e percorrem os campos longitudinais laterais em toda a extensão, indo terminar anteriormente em um único cretal que por sua vez termina no poro excretor situado na face ventral da região esofagiana. Geralmente os canais excretores longitudinais se desdobram em ramos anteriores e ramos posteriores, os quais, pelas anastomoses transversais, assumem uma forma de H.

SISTEMA CIRCULATÓRIO

Os nematóides não possuem sistema vascular. Na cavidade geral existe um fluido contendo oxi-hemoglobina, que circula no corpo graças às contrações da musculatura de revestimento. O fluido celomático contém substâncias nutritivas assim como produtos resultantes dos processos metabólicos.

SISTEMA NERVOSO

A parte principal do aparelho nervoso dos nematóides consta de um anel nervoso, formado de gânglios associados entre si por meio de fibras nervosas e situada ao redor do esôfago, próximo do poro excretor. Seis nervos papilares partem do anel nervoso para a extremidade anterior do corpo, os quais, após bifurcação ou trifurcação, inervam as papilas sensoriais cefálicas. Outros nervos troncos, partindo do anel nervoso, estendem-se para trás, para inervar os vários órgãos da região posterior do corpo. O principal nervo tronco é o ventral, com sua cadeia ganglionar.

Além deste, estendem-se para trás os seguintes: nervos troncos laterais, nervo tronco dorsal e dois nervos troncos subdorsais.

Geralmente o sistema nervoso da região posterior do macho é mais complicada do que o da fêmea, devido à intervenção das papilas e dos vários órgãos associados ao aparelho genital do macho.

Todos os nervos troncos percorrem os campos longitudinais correspondentes.

Os órgãos do sentido são representados quase exclusivamente pelas papilas sensoriais, geralmente situadas nas extremidades do corpo. As encontradas na região da boca são as papilas peri-bucais ou cefálicas as da região esofagiana, papilas cervicais, as da região mediana do corpo, papilas intestinais, e as da cauda, papilas caudais ou genitais.

Lateralmente a boca existem duas pequenas escavações cuticulares, denominadas ânfides, inervadas por feixes nervosos originários do anel nervoso que circunda a boca, no fundo das quais se abre o cretal de um glândula unicelular. As ânfides, que podem ser órgãos quimioreceptores, são de pouco valor taxonômico.

Na cauda de um grupo de nematóides, situadas uma de cada lado e associadas ao sistema nervoso, existem duas pequenas bolsas cuticulares, conhecidas por fásmides, abrindo-se em cada uma o cretal de uma glândula unicelular denominada glândula pré-caudal ou glândula fasmidial. Presume-se que as fásmides sejam uma espécie de órgão glando-sensoriais.

A ausência ou presença das fásmides serve para classificar os nematóides em duas sub-classes: Aphasmidia e Phasmidia.

SISTEMA GENITAL

Os nematóides, em geral, são dióicos, mas ocorrências de espécies hermafroditas e de fêmeas patenogenéticas não raras. Ás vezes ocorre grande dimorfismo sexual. Os machos, em geral, se diferenciam das fêmeas pelo menor porte e pela curvatura posterior.

SISTEMA GENITAL MASCULINO

Os órgãos genitais masculinos são constituídos Poe um único tubo enovelado e ou recurvado, diferenciado em testículo, cretal deferente, vesícula seminal e cretal ejaculador, formações estas situadas, usualmente, no terço posterior do corpo. O testículo dá origem aos espermatozóides, que podem ser alongados, cônicos ou esféricos, sem cauda, dotado de movimentos amebóides e que passam para a vesícula seminal, que é uma dilatação do cretal deferente, e daí, pelo cretal ejaculador chegam a cloaca. Próximas ao cretal ejaculador, em certas espécies, existem glândulas anexas ou prostáticas, unicelulares, que se abrem no cretal ejaculador.

Casos de espécies com dois testículos não são raros.

Nos nematóides ocorrem dois tipos de testículos:

Telogônico - quando as células geminais proliferam somente na extremidade cega do órgão.
Hologônico –
quando há desenvolvimento da células germinais em todo o comprimento do tubo, com em Trichuroidea.

Normalmente, os nematóides machos possuem na região posterior, órgãos genitais acessórios destinados a facilitar a união entre os sexos. Estes órgãos são os espículos, o gubernáculo e a bolsa copulatora. Os espículos são peças quitinosas situadas em conexão coma cloaca, de forma e tamanho variáveis com as espécies. Geralmente são em numero de dois, mas há casos em que ocorre somente um espícula. Assemelham-se a lâminas com ligeiras curvas, com as extremidades afiladas. Raramente ocorrem espécies desprovidas de espícula. O movimento dos espículos é controlado por certos feixes musculares. A função dos espículos é apreender a fêmea, dilatar a aparelho genital feminino e dirigir o fluxo do esperma, revestindo-os, pode existir a bainha dos espículos.

O gubernáculo é um espessamento cuticular da parede dorsal da cloaca, com a função de suportar os espículos. O gubernáculo, que pode apresentar diversas formas, está situado na linha mediana do corpo de algumas espécies, entre os espículos ou envolvendo-os parcialmente. Em alguns gêneros de Strongyloidea existe uma ou outra estrutura quitinosa, em conexão com a parede ventral da cloaca, o telamon, também de forma e desenvolvimento variáveis, que serve para orientar os espículos. A bolsa copuladora, também denominada bursa pode ser circular, porém na maioria das vezes é dividida em dois lobos laterais simétricos ou assimétricos, além de um lobo dorsal diferenciado ou não, suportado por estruturas denominadas raios ou papilas bursais.

Cada lobo lateral possui: dois raios ventrais ou anteriores, dirigidos Antero- ventralmente, em geral originando-se de um tronco comum – raio ventro-ventral e raio ventro-lateral , três raios laterais, dirigidos lateralmente, também em geral originando-se de um tronco comum – raio lateral anterior, raio lateral médio e raio lateral posterior.

O lobo dorsal possui um par de raios dirigidos para trás – os raios dorsais externos, e um raio dorsal dividido dicotomicamente, em geral terminando em seis papilas.

O tamanho e a estrutura dos lobos e dos raios bursais variam muito entre as diferentes espécies.

SISTEMA GENITAL FEMININO

O aparelho genital feminino do nematóides é geralmente constituído de dois tubos alongados – didelfo, raramente um – monodelfo, ou vário, diferenciados em ovário, oviduto e útero.

O ovário é um longo tubo filiforme, podendo ser reto, sinuoso ou enovelado, constituído de uma membrana epitelial e no qual se desenvolvem as células germinativas.

O ovário pode ser dividido em duas zonas: zona germinal – onde as células se multiplicam rapidamente, zona de crescimento onde se desenvolvem as ovogônias.

Ligando o ovário ao útero está o oviduto, que é um tubo mais ou menos longo, porém de diâmetro menor do que o do ovário. Antes do oviduto, pode aparecer uma dilatação do tubo genital, que é o receptáculo seminal ou espermateca, onde se alojam os espermatozóides.

As fêmeas podem ser classificadas em anfideltas, prodelfas e opistodelfas, conforme os ovários se situem, um em cada metade do comprimento do corpo, ambos na metade anterior, ou ambos na metade posterior, respectivamente. O útero é um tubo mais ou menos alongado, cilíndrico, de diâmetro superior ao do ovário, revestido de uma camada epitelial de células cubóides achatadas, e no qual os ovos recebem a casca e se desenvolvem. Em continuação ao útero segue-se o ovejetor, que é um órgão cilíndrico, curto, ou raramente longo, fortemente musculoso, e que tem por função regularizar a postura. Os ovejetores se reúnem para formar a genitália, que é um tubo curto, de paredes mais delgadas, abrindo-se para o exterior por intermédio de uma fenda transversal longitudinal ou circular, mediana, situada na face ventral, denominada vulva ou gonóporo. A vulva pode se apresentar-se protegida por pregas da parede do corpo. Geralmente se abre para o exterior no terço médio do corpo, podendo, entretanto localizar-se nas proximidades de uma das extremidades.

A genitália em várias espécies pode ser dividida em duas regiões: região distal, denominada genitália vera e, região proximal ou genitália uterina.

CICLO BIOLÓGICO

As células germinativas femininas ovum são fecundadas no oviduto ou no receptáculo seminal. Após fertilização, o zigoto secreta a membrana de fertilização que se espessa para originar a casca. Os ovos assim originados, à proporção que se deslocam nos ductos genitais, vão aumentando de tamanho para atingirem a dimensão e a forma definitiva do útero, onde são armazenados. De regra, os nematóides são ovíparos ou ovovivíparos; os ovos através do ovejetor passam para a genitália, de onde são eliminados para o exterior pela vulva ou gonóporo. As fêmeas ovíparas põem ovos não segmentados ou nos primeiros estágios de segmentação, usualmente na fase de mórula, como em Ancylostoma as ovovivíparas põem ovos já contendo o embrião em adiantado estágio de desenvolvimento, denominados ovos embrionados, como ocorre em Strongyloides . As vezes, algumas, são vivíparas, isto é, eliminam larvas eclodidas no útero, como em espécies de filarídeos.

Os ovos dos nematóides variam muito entre as espécies, tanto em dimensão como na forma. Geralmente são elípticos e mais raramente arredondados ou assimétrico. Alguns ovos possuem opérculos, que são áreas semelhantes a tampões situadas nas duas extremidades.

Em geral os ovos do nematóides são envolvidos por duas ou três membranas: uma primaria mais interna, lipóide, impropriamente chamada membrana vitelina, uma membrana quitinosa, secretada aparentemente pelo ovo, que é a própria casca. Em alguns grupos, como em Ascarididea, os ovos possuem uma membrana terciária, mais externa, protéica, secretada aparentemente pela parede uterina. A membrana primitiva é bem desenvolvida nas espécies cujas larva permanecem no ovo durante o estagio de vida livre, podendo faltar nas espécies patenogenéticas. Nas espécies, cujos ovos eclodem após terem abandonado o hospedador, a membrana primitiva é reduzida a uma camada lipóide, envolvida por outra camada protéica.

Os ovos do nematóides podem ser classificados em dois grupos:

1- os ovos eclodem espontaneamente, quando um determinado estagio de desenvolvimento é atingido
2-
os que somente eclodem quando recebem estímulos externos.

Os ovos que eclodem espontaneamente, em geral possuem casca fina e quando postos, já se encontram em adiantado estado de desenvolvimento embrionário.

Os que necessitam de estímulos para eclodir, em regra, possuem casca grossa, e são postos antes de qualquer segmentação.

Os ovos dos nematóides parasitos do homem e s animais domésticos são eliminados para o meio exterior através das fezes, da urina e mais raramente, da expectoração brônquica. As fêmeas vivíparas eliminam as larvas na corrente sanguínea, de onde passam para artrópodes hematófagos no momento da sucção.

Em algumas espécies, a eclosão da larva realiza-se no trato digestivo dos hospedeiros, de onde é expelida com as fezes.

Nas primeiras fases do desenvolvimento embrionário, que pode ter inicio no útero, a massa protoplasmática divide-se em duas, depois em quatro, e assim sucessivamente, até se formarem numerosos blastômeros, cada vez menores, atingindo a fase de mórula., na qual as células formam um elipsóide sólido. A multiplicação celular continua, atingindo as fases de blástula, com uma cavidade no centro, gástrula onde ocorre invaginação para a formação do estomodeo e o embrião se alonga, para terminar na forma jovem. Esta, que se apresenta dobrada duas vezes no interior dos envoltórios do ovo, já se mostra completamente desenvolvida, exceto quanto aos órgãos genitais.

O desenvolvimento pós-embrionário passa por quatro períodos distintos, compreendendo as larvas L1, L2, L3, L4 antes da fase adulta. As larvas são semelhantes aos adultos, por isto, alguns autores chamam-nas de juvenis. A passagem de um estádio para outro corresponde a uma muda de cutícula. As primeiras mudas podem realizar-se no ovo, ou no meio exterior ou no meio interno de hospedeiros intermediários. A cutícula velha é digerida por uma enzima complexa – leucina aminopeptidase, aparentemente secretada pelas células neuro-secretoras.

Em Strongyloidea, as larvas sofrem as duas primeiras mudas no meio exterior, em cada estádio observam-se duas principais fases; na primeira a larva cresce; na segunda a larva entra em estádio letárgico, durante o qual ocorrem transformações em sua estrutura, em preparo para a muda subseqüente. As transformações mais evidentes são as do esôfago e da cápsula bucal, as larvas dos dois primeiros estádios são rabditóides e as do terceiro são filarióides.

Em outros nematóides, a primeira muda se realiza no interior do ovo, no meio exterior, como em Ascarididea e Oxyuridea. As vezes, é difícil observar mudas no interior do ovo.

Nos nematóides de evolução indireta ou heteroxenos as larvas sofrem as primeiras mudas no corpo dos hospedeiros intermediários, que ingerem os ovos ou as larvas do primeiro estádio, eliminados pelos hospedeiros definitivos.

Na mudas, a cutícula velha se destaca da epiderme, da cápsula bucal, do cretal excretor, do reto e da genitália. As vezes, a cutícula velha é abandonada imediatamente, mas em outros casos ela é retida, como em muitas espécies de Strongylidea, cujas larvas do terceiro estádio retêm a cutícula do estádio anterior.

Em outras espécies, as larvas do terceiro estádio retêm as duas cutículas dos dois estádios anteriores. As cutículas retidas funcionam com envoltórios protetores contra as influencias nocivas do meio ambiente.

Geralmente as larvas tornam-se infectantes quando atingem o terceiro estádio, livres ou no interior do ovo, ou ainda no corpo de hospedeiros intermediários

O período de desenvolvimento pós-embrionario, realizado fora do hospedeiro definitivo, é conhecido como ciclo exógeno; começa quando o ovo oua larva do primeiro estádio sai do hospedeiro definitivo e termina sempre com o estádio de larva infectante, livre ou no interior do ovo, ou no hospedeiro intemediario.

O ciclo endógeno começa quando a larva infectante penetra no hospedeiro definitivo, pela boca ou por via cutânea. A larva infectante pode penetrar ativamente pela pele, ou passivamente através da inoculação realizada por artrópodes hematófagos, este ciclo inclui o desenvolvimento das larvas no corpo do hospedeiro definitivo até o nematóide atingir a maturidade sexual, e mais o tempo que parasito permanece reproduzindo-se.

As larvas infectantes ingeridas pelos hospedeiros definitivos abandonam, no tubo digestivo destes, as cutículas dos estádios anteriores retidas, as que penetram pela pele ou pelas mucosas perdem as cutículas, durante a fase de penetração.

Em certos grupos de nematóides, as larvas, antes de atingirem os órgãos de eleição, migram através do corpo do hospedeiro definitivo, provocando determinadas perturbações patológicas. Durante a migração, sofrem mais duas mudas da cutícula, antes de atingirem a fase adulta.

Larvas de certas espécies penetram na mucosa do tubo digestivo atingem o sangue venoso, vão ao coração e pulmões, rompem os alvéolos pulmonares, sobem pelos brônquios e traquéia, caem no esôfago e daí passam ao intestino, onde completam a maturidade. Algumas larvas, que penetram na mucosa intestinal, atingem os vasos linfáticos e daí vão aos linfonodos e, continuando pela circulação linfática ganham o ducto torácico, passam para a veia cava anterior e chegam ao coração. Como as larvas passam pela traquéia, durante a migração pelo corpo do hospedeiro, é comum a referencia de rota traqueal. São também usadas as terminologiasde corrente sanguinea e corrente linfática, conforme as vias usadas pelas larvas , assim como rota hepato-traqueal ou linfática-traqueal. Outras fazem o mesmo ciclo penetrando pela pele. Algumas passam da circulação venosa para a circulação arterial, realizando migrações complexas antes de atingirem sua localização definitiva. Grande numero de espécies parasitas desenvolvem-se sem necessidade de migrações pelos tecidos dos hospedeiros; logo que a larvas infectantes são ingeridas, elas fixam nas paredes do intestino, sofrem as mudas e atingem a forma adulta. Algumas larvas penetram na mucosa ou sub-mucos, formam nódulos, no interior dos quais sofrem mudas, para mais tarde regressarem à luz intestinal, onde se tornam adultas.

Logo após a última muda, os nematóides copulam. Depois da copula, a vulva geralmente é protegida por uma massa pardacenta, denominada massa da copula, produzida pelo macho. Os espermatozóides sobem pelo tubo genital feminino e vão acumular-se no receptáculo seminal. A produção de ovos varia dentro das espécies, com a idade da fêmea, com a época do ano, e em decorrência de muiota outros fatores ainda não determinados.

Fonte: www.bioturmas.hpg.ig.com.br

Filo Asquelmintos

Pertencem a este Filo oito grupos de animais que são motivo de controvérsia entre zoólogos, pois muitos os considerem como filos independentes, e outros, como classes do Filo dos asquelmintes originalmente, aschelminthes.

Grego: askos = cavidades; helmintes = vermes

Destes seis grupos, o que apresenta um interesse especial, por ser extremamente numeroso, é a Classe Nematoda, em que cerca de 45 espécies parasitam o homem.

Os nematóides são animais de corpo alongados, cilíndricos (fusiforme ou filiforme), não segmentado, revestido por cutícula resistente. Apresentam, geralmente, dimensões reduzidas; alguns são microscópicos enquanto outros podem atingir até um metro de comprimento. A maioria das 12 000 espécies conhecidas é de vida livre, encontrada na terra, mar e água doce. Muitos são parasitas de vegetais e animais, inclusive do homem; os outros são predadores.

Os nematóides representam o segundo grupo de metazoários mais numerosos em indivíduos, sendo inferiores apenas aos artrópodes. O Hterodera sp., por exemplo, é um verme microscópico que vive no solo e é encontrado em número de 35 bilhões de indivíduos por acre.

Os asquelmintes, assim como os platelmintes, também são triblásticos, protostômios e de simetria bilateral. No entanto, apresentam-se mais evoluídos, pois desenvolveram um sistema digestório completo, com boca e orifício retal. Possuem, também, uma cavidade geral distinta da cavidade digestiva. Esta cavidade, por não estar completamente forrada pela mesoderme, é denominada pseudoceloma. Os asquelmintes são os únicos animais pseudocelomados da escala zoológica.

Estrutura dos Asquelmintes

Tegumento

O corpo dos animais é revestido por uma epiderme de natureza sincicial, recoberta por uma cutícula lisa e pouco elástica, secretada pela epiderme subjacente. O crescimento do animal acontece mediante mudas regulares da cutícula (ecdises).

Sustentação e Locomoção

Os asquelmintes não possuem esqueleto e a sua sustentação é parcialmente realizada pela cutícula. A musculatura é formada apenas por uma camada de músculos longitudinais, localizada logo abaixo do tegumento. Esta única camada muscular limita os movimentos do corpo a apenas algumas flexões. É curioso como certas fibras musculares podem emitir projeções em direção às células nervosas. Nos outros filos animais, observa-se o contrário, um nervo emitindo ramificações em direção às fibras musculares.

Nutrição e Digestão

São os primeiros animais da escala zoológica a apresentarem um sistema digestório do tipo completo, constituído por boca (na extremidade anterior), faringe, esôfago, intestino e orifício retal (na extremidade posterior).

Na boca, podem existir papilas ou lábios (Ascaris), ganchos ou lâminas (Necator), dentes córneos (Ancylostoma) para melhor fixação no hospedeiro e perfuração dos seus tecidos.

Nos animais de vida livre, a digestão é extracelular; já nos parasitas, a principal função do intestino é a absorção, uma vez que o alimento ingerido já está digerido, pelo menos parcialmente, pelo hospedeiro.

Circulação e Respiração

Os asquelmintes não possuem sangue nem tampouco sistema circulatório. Os nutrientes absorvidos são transportados até as células, pelos líquidos presentes no interior da cavidade pseudocelomática.

Na estrutura dos asquelmintes também não existe sistema respiratório. Os fenômenos da respiração ocorrem por difusão direta dos gases, ao longo de toda a extensão do tegumento. Algumas espécies parasitas podem apresentar respiração anaeróbia facultativa.

Excreção

O sistema excretor é do tipo tubular em H. Existem dois tubos que correm ao longo das linhas laterais. Na região anterior, eles se unem e formam um único tubo, que se abre na linha mediana ventral. As paredes do tubo absorvem, por difusão, os catabólitos (principalmente amônia e, em alguns, também a uréia) e, por omose, o excesso de água, que são encaminhados para o exterior, através do poro excretor, situado na face ventral do corpo.

Sistema Nervoso

Apresenta um anel periesofagiano (ao redor do esôfago), de onde partem seis cordões nervosos anteriores "curtos" e seis ou oito cordões nervosos posteriores "longos" (o dorsal e o ventral são os mais desenvolvidos). Há também diversos gânglios de onde saem feixes nervosos que vão inervar os diferentes órgãos.

Reprodução

São animais predominantemente dióicos e com dimorfismo sexual. A fecundação é interna e o desenvolvimento indireto, com diferentes estágios larvais.

Os machos, em comparação com as fêmeas, possuem vida curta, são menos numerosos, menores e possuem a extremidade posterior em espiral ou com uma dilatação: a bolsa copuladora.

Os machos podem ainda apresentar órgãos acessórios da cópula (todos para fixação durante o coito: duas glândulas de cimento, que se abrem no cretal ejaculador, e espículas, de natureza quintinosa). Os ovos são bastante numerosos e revestidos de quitina, o que permite a sua viabilidade por longos períodos no ambiente.

Fonte: www.geocities.com

Filo Asquelmintos

O filo Aschelminthes (do grego askos, ‘pequeno saco’, ‘envoltório’, e helmins, ‘verme’) é um dos maiores filos da Zoologia em número de indivíduos viventes.

Existem espécies parasitas, mas a maioria é de vida livre. Os asquelmintos de vida livre habitam o solo úmido, a areia dos desertos e das praias, a água estagnada, o mar. Os parasitas infestam os animais e as raízes, frutos e outras partes das plantas. Todos possuem o corpo protegido por uma película ou cutícula resistente, em função da qual foi dado o nome do filo.

O que é

Os asquelmintos são animais de simetria bilateral (bilatérios), triploblásticos porém pseudocelomados, isto é, a cavidade do corpo não é "totalmente" revestida por folhetos mesodérmicos. Essa cavidade é limitada, por um lado, por músculos (de origem mesodérmica), mas, por outra lado, ela é limitada pela parede do tubo digestivo (de origem endodérmica). Logo, nestes animais, não existe um celoma verdadeiro, e sim um "falso celoma" ou pseudoceloma. Os asquelmintos são os únicos pseudocelomados na escala animal.

Os nematódeos (do grego nematos, ’filamento’, e eidos, ‘semelhante’) são todos cilíndricos e alongados. Corpo não segmentado e revestido de cutícula resistente e quitinosa. Sistema digestivo completo, possuindo boca e orifício retal. O sistema nervoso é formado de um anel anterior, que circunda a faringe, e cordões nervosos longitudinais relacionados com aquele anel. O sistema locomotor é estruturado em camadas musculares longitudinais situadas logo abaixo da epiderme. As contrações desses músculos só permitem movimentos de flexão dorsoventral. Não há movimentos laterais. Todos os nematódeos são unissexuados (animais dióico), ou seja, têm sexos separados — machos e fêmeas distintos. Em alguns, há até nítido dimorfismo sexual (o macho é bem diferente da fêmea).

Não há estruturas flageladas nem ciliadas nesses animais. Nem mesmo os espermatozóides possuem flagelos. Eles se locomovem por meio de pseudópodos, com movimentos amebóides.

Os nematódeos não possuem sangue, sistema circulatório nem sistema respiratório. A respiração é anaeróbia.

Os principais nematódeos parasitas da espécie humana são:

Ascaris lumbricoides

O macho (cerca de 15 cm) é um pouco menor que a fêmea e tem a extremidade posterior enrodilhada. Parasita do intestino delgado. Contágio direto pela ingestão de água e alimentos contaminados com ovos de verme. O parasita passa por um ciclo no organismo humano, durante o qual a larva atravessa a parede do intestino, cai na circulação, vai ao fígado e depois aos pulmões, onde evolui parcialmente. Depois, prossegue pelos bronquíolos, brônquios, traquéia, laringe, glote, faringe, esôfago, estômago e, finalmente, retorna ao intestino, onde termina a evolução. A ascaridose ou ascaridíase provoca distúrbios digestivos não muito acentuados e cólicas vagas; só quando o número de vermes se torna muito grande é que surge o grave perigo de obstrução intestinal por novelos de áscaris.

Filo Asquelmintos
Ascaris lumbricoides

Ancylostoma duodenale e Necator americanus

São dois vermes muitos parecidos (cerca de 1,5 cm). Os ancilóstomos possuem uma espécie de boca com dentes que servem para "morder" a mucosa intestinal, fazendo-a sangrar. Esses parasitas alimentam-se de sangue. O necátor não possui dentes, mas lâminas cortantes na boca, que são usadas com a mesma finalidade. Isso provoca uma constante perda sangüínea no doente, que vai ficando anêmico e enfraquecido. É isso que justifica o nome popular de "amarelão" ou "opilação" que é dado à ancilostomose e à necatorose. Os ovos desses vermes são eliminados nas fezes e contaminam o solo, onde liberam larvas. Essas larvas têm a capacidade de penetrar pela pele das pessoas que andam descalças, sendo essa a principal via de propagação da doença. O uso de calçados constitui-se no melhor meio de profilaxia da ancilistomose.

Filo Asquelmintos
Ancylostoma duodenale

Ancylostoma caninum

É um parasita muito comum de cães. Todavia, sua larva pode penetrar na pele humana, onde cava túneis e provoca sensações de ardência e coceira extremamente incômodas. O contágio ocorre freqüentemente na areia das praias, onde os cães portadores da verminose defecam, ali deixando os ovos embrionados do parasita. A larva desse verme é conhecida como larva mígrans o bicho geográfico.

Filo Asquelmintos
Ancylostoma caninum

Enterobius (Oxyurus) vermicularisI

É um dos vermes de maior disseminação entre crianças, embora também ocorra em adultos. Pequenino e numerosíssimo, o oxiúro prolifera nas porções baixas do intestino grosso, de onde migra para o reto, nas imediações do orifício retal, principalmente à noite. A intensa movimentação dos vermes ocasiona um irritante coceira no orifício retal, que identifica logo a oxiuríase.

Wuchereria bancrofti

Também conhecida como filária de Bancroft, é um verme extra-intestinal, pois se localiza nos vasos linfáticos. A fêmea é maior que o macho, podendo alcançar 10 cm de comprimento. A presença do verme nos vaso linfáticos ocasiona a dificuldade circulatória da linfa, isto é, estase linfática. Há derramem de líquidos para os tecidos vizinhos, com aparecimento de edema (inchação) progressivo, que pode levar aquela parte do corpo a dimensões desproporcionais. Partes do corpo como mamas, bolsa escrotal e pernas assumem proporções chocantes.

Essa doença tornou-se conhecida popurlamente como "elefantíase". Cientificamente, é a filariose ou wuquererose. O contágio é indireto, exigindo a participação de um transmissor ou vetor — o mosquito Culex fatigan. A larva desse verme é chamada microfilária e é mais facilmente encontrada no sangue do doente quando colhido à noite. Durante o dia, essas larvas se recolhem à circulação profunda dos grandes vasos.

Fonte: members.tripod.com

Filo Asquelmintos

O que é

Os asquelmintos são triblásticos, protostômios, pseudocelomados (cavidade só parcialmente revestida pela mesoderme). Seu corpo cilíndrico, alongado, exibe simetria bilateral. Possuem sistema digestivo completo, sistemas circulatório e respiratório ausentes; sistema excretor composto por dois canais longitudinais (renetes-formato de H); sistema nervoso parcialmente centralizado, com anel nervoso ao redor da faringe. Entre os asquelmintos, o grupo mais numeroso e de maior importância para o homem é a classe Nematoda, à qual muitos autores atribuem a categoria de filo (filo Nematelminthes).

Os asquelmintos são representados por um grupo heterogêneo de animais marinhos e de água doce, que apresentam simetria bilateral. Embora anteriormente reconhecidos como classe dentro do filo Aschelminthes, cada uma das antigas classes é hoje designada como um filo distinto. No entanto, o nome informal de asquelmintos ainda é um termo conveniente para todo o grupo.

A maioria dos asquelmintos de vida livre é de animais vermiformes pequenos, variando de um tamanho microscópico até 1cm de comprimento. Os protonefrídeos são órgão excretores típicos. Embora a parte anterior do corpo porte a boca e os órgãos sensoriais, não há cabeça bem formada. O trato digestivo é um tubo completo que possui boca e orifício retal.

Historicamente, os asquelmintos foram descritos como animais pseudocelomados, significando que tinham uma cavidade preenchida por fluidos e revestida por epitélio celômico, surgido como uma blastocele embrionária persistente. No entanto, a pesquisa ultra-estrutural e embriológica nos últimos 30 anos demonstrou que muitos asquelmintos não tem absolutamente cavidade corporal, ou seja, são acelomados. Entretanto, alguns asquelmintos como os rotíferos, por exemplo, possuem uma cavidade tradicionalmente chamada de pseudoceloma.

Os nematódeos são considerados o grupo de metazoários mais abundante na biosfera, com estimativa de constituírem até 80% de todos os metazoários (Bongers, 1988 apud Boucher & Lambshead, 1995). Ecologicamente são muito bem-sucedidos, sendo tal fato demonstrado pela alta diversidade de espécies.

Mais de 20.000 espécies já foram descritas, de um número estimado em mais de 1 milhão de espécies atuais (Briggs, 1991). Recentemente, aclamou-se que os nematódeos são uma das três principais radiações de organismos multicelulares que têm produzido a maioria das espécies do mundo, sendo as outras radiações os insetos e os fungos (Gaston, 1991).

A grande diversidade de espécies não é baseada em grande diversidade de estrutura corpórea. Os nematódeos de vida livre são pequenos, geralmente menores do que 2,5mm de comprimento (Nicholas, 1984). Têm o corpo construído ao longo do mesmo plano fundamental. O corpo é um cilindro quase perfeito, delgado e alongado, com ambas as extremidades fechadas em vários graus, parecendo de filiforme, em sua maioria, a um fuso. O corpo é essencialmente um tubo dentro de outro tubo. O tubo externo é a parede corpórea, constituída, externamente, por uma cutícula complexa e, internamente, por uma camada de músculos longitudinais. O tubo interno é o trato digestivo, que é terminal na extremidade anterior mas subterminal posteriormente. Entre a parede e o tubo digestivo há a cavidade corpórea ou pseudoceloma, preenchida por líquido, na qual os órgãos reprodutores são encontrados.

Todas as espécies são dióicas (fecundação interna), ocorrendo em algumas nítido dimorfismo sexual. Há muitas espécies parasitas do homem e outros vertebrados. Apresentam cerca de 10 mil espécies.

Filo Asquelmintos

Organização Estrutural

Os asquelmintos destacam-se dos demais filos por serem pseudocelomados esta cavidade é preenchida por líquido que funciona como um “esqueleto hidrostático”, além de favorecer a distribuição de nutrientes e recolher excretas. Algumas espécies são microscópicas, enquanto outras chegam a mais de um metro de comprimento. Também são características exclusivas dos asquelmintos a ausência de células ciliadas e os espermatozóides amebóides, sem flagelo, deslocando-se por pseudópodos. Outro aspecto importante deste filo é a ocorrência de tubo digestivo completo (boca e orifício retal) pela primeira vez na escala zoológica.

Filo Asquelmintos

A maioria dos asquelmintos é de vida livre, habitantes de solo úmido, areia, de águas estagnadas e até mesmo do mar. Entre os parasitas, além daqueles que têm o homem como seu hospedeiro, há espécies que infestam outros animais ou plantas (raízes, frutos).

A epiderme é sincicial, ou seja, formada por uma massa celular multinucleada e produz uma cutícula depositada externamente a ela. A cutícula é acelular, lisa, resistente e oferece proteção para o animal. Na superfície do corpo, não se encontram cílios.

Seus músculos são exclusivamente longitudinais, dispostos no sentido do comprimento do corpo. Isso faz com que a sua capacidade de locomoção seja mais limitada que a dos platelmintos.

O tubo digestivo dos nematelmintos é completo, ou seja, possui um orifício de entrada de alimentos (a boca) e um outro orifício de saída de dejetos (o orifício retal). Trata-se de enterozoários completos.

Na boca, podem ser encontradas placas cortantes semelhantes a dentes. Com elas, os nematelmintos podem perfurar os tecidos de outros seres vivos. O alimento é completamente digerido pelas enzimas que atuam sobre ele no interior do tubo digestivo, e quando os nutrientes são absorvidos, as células os recebem prontos para o uso. A digestão é exclusivamente extracelular.

Muitos nematelmintos de vida livre são carnívoros e se alimentam de pequenos animais ou de corpos de animais mortos. Os parasitas intestinais recebem o alimento já parcialmente digerido pelo hospedeiro.

Assim como os platelmintos, os nematelmintos são avasculares (não possuem sistema circulatório). A cavidade corporal (o pseudoceloma) contém um líquido, e a contínua movimentação desse líquido, propiciada pela contração da musculatura longitudinal do corpo, permite uma relativa distribuição de materiais entre as diferentes partes do corpo.

Eles não possuem órgãos respiratórios. As trocas gasosas acontecem na superfície corporal, por difusão. Os nematelmintos de vida livre são aeróbicos e obtêm o oxigênio no meio onde vivem. Os parasitas são geralmente anaeróbicos e fazem fermentação. Dessa forma não requerem oxigênio e a maioria não elimina CO2, porque realizam a fermentação láctica, que não libera esse gás.

Os resíduos metabólicos são removidos a partir do líquido que ocupa o pseudoceloma, por meio de dois tubos longitudinais ligados por um menor, transversal. A distribuição desses tubos, no corpo, dá a eles o nome de tubos em "H". Os dois ramos longitudinais do sistema se abrem em orifícios próximos da boca.

O sistema nervoso dos nematelmintos é ganglionar e ventral. Há um anel nervoso que circula a boca, e de onde partem os cordões nervosos. Ao longo desses cordões, há protuberâncias que representam regiões de maior agrupamento de células nervosas. São os gânglios nervosos.

Reprodução

Filo Asquelmintos

A reprodução dos asquelmintos é sexuada. São todos dióicos, havendo nítido dimorfismo sexual na maioria das espécies. Os órgãos reprodutores tubulares ficam mergulhados no líquido do pseudoceloma, fixando-se à parede do corpo somente na região do poro genital.

Todos os nematelmintos têm sexos separados e são dióicos. Habitualmente, nota-se algum grau de dimorfismo sexual. Há diferenças quanto ao tamanho ou quanto à forma, entre os machos e as fêmeas.

Na cópula, os machos depositam os seus espermatozóides no poro genital das fêmeas. Os machos não possuem poro genital, e a saída dos espermatozóides ocorre pelo orifício retal.

A fecundação acontece dentro do corpo da fêmea (fecundação interna). Depois de fecundado, o zigoto se desenvolve dentro de um ovo com a casca resistente.

Muitas espécies eliminam os ovos fecundados para o ambiente, onde as primeiras divisões se processam e o ovo se torna embrionado.

Filo Asquelmintos
Ascaris Lumbricoides

Filo Asquelmintos
Ascaris Lumbricoides

O desenvolvimento é indireto, com passagem por diferentes estágios larvais. A larva que sai do ovo se chama larva rabditóide. Depos de sofrer uma ou algumas substituições da sua cutícula, transforma-se em larva filarióide e, posteriormente, no adulto.

Dentre os nematelmintos parasitas, em algumas espécies a forma infestante (a que penetra no corpo do hospedeiro) é a larva rabditóide; em outras, é a larva filarióide. Em alguns casos, como na lombriga (Ascaris lumbricoides), a pessoa ingere ovos embrionados. Dentro do tubo digestivo do homem, o ovo eclode (se abre) e libera a larva, que penetra através da parede do tubo digestivo.

Sistema Nervoso dos Asquelmintos

O cérebro é composto por duas massas ganglionares conectadas dorsal e ventralmente, uma em cada lado da parte anterior da faringe. Cada gânglio lateral origina um cordão nervoso intra-epidérmico que se estende lateralmente ao longo do comprimento do corpo.

Nos órgãos sensoriais incluem-se nas estruturas cerebrais cerdas e tufos ciliares (mecanorreceptores), buracos ciliados, apêndices carnosos (quimiorreceptores) e ocelos ciliares simples (fotorreceptores).

O sistema nervoso dos nematelmintos é ganglionar e ventral. Há um anel nervoso que circula a boca, e de onde partem os cordões nervosos. Ao longo desses cordões, há protuberâncias que representam regiões de maior agrupamento de células nervosas. São os gânglios nervosos.

Dentro das suas várias divisões, podemos encontrar diferenças:

GNATOSTOMULA: Sistema nervoso difuso e epidérmico.
GASTROTRICHA:
Sistema nervoso com um gânglio de cada lado da faringe anterior, unido dorsalmente por uma comissura e um par de cordões longitudinais.
NEMATODA:
Sistema nervoso com nervos longitudinais nos cordões epidérmicos médio-ventral e médio-dorsal, e com contatos diretos com as células dos sistemas nervoso e excretor, cujos elementos principais se encontram em quatro cordões longitudinais espessos. Os cordões dorsal e ventral contém os proeminentes nervos dorsal e ventral.
NEMATOMORPHA:
Sistema nervoso intraepidérmico, com um anel nervoso anterior e um ou dois cordões longitudinais não ganglionares.
KINORHYNCHA:
Sistema nervoso com anel circum-entérico anterior e grupos de células ganglionares no cordão nervoso ventral, refletindo a aparência segmentar da epiderme e da musculatura.
LORICIFERA:
Cérebro bem desenvolvido e cordão nervoso ventral e ganglionar.
PRIAPULA:
Sistema nervoso com anel circum-oral e cordão ventral ganglionar.
ACANTHOCEPHALA:
Sistema nervoso com um único gânglio ventral/anterior com nervos únicos ou pares aos órgãos.

Posição Sistemática

Reino: Animalia
Sub reino:
Metazoa
Filo:
Aschelminthes
Classe:
Nematoda

Número de espécies

No mundo: 20.000 (4.000 marinhas de vida livre)
No Brasil:
225 (mais 167 morfoespécies)
Grego:
nema = fio; eidos = forma
Nomes vernáculos:
nemátodo, nematódeo

Fonte: www.pucrs.br

Filo Asquelmintos

Os asquelmintos são vermes de corpo cilíndrico com simetria bilateral, dotados de uma cutícula espessa, secretada pela epiderme. São TRIBLÁSTICOS, PROTOSTÔMIOS e PSEUDOCELOMADOS (possuem uma cavidade revestida por um lado pela meso e outro pela endoderme).

São os primeiros animais com SISTEMA DIGESTIVO COMPLETO (daqui a diante todos os filos apresentam sistema digestivo completo). A principal classe é a NEMATODA, sendo, por isso, muitas vezes chamada de filo nematelmintos.

Filo Asquelmintos
Sistema Digestivo dos Asquelmintos

SISTEMA CIRCULATÓRIO: Inexistente. Os nutrientes são distribuídos por um líquido que preenche o pseudoceloma para as demais células, após serem absorvidos pela parede intestinal.
SISTEMA RESPIRATÓRIO:
Inexistente. Nas formas de vida livre as trocas gasosas ocorrem por difusão, enquanto os parasitas são anaeróbios.
SISTEMA EXCRETOR:
A excreção é realizada por células especiais em forma de H que apresenta canais e um poro excretor que se abre próximo à boca.
SISTEMA NERVOSO:
Apresenta gânglios que formam um anel em volta do esôfago, partindo cordões nervosos longitudinais. Na superfície do corpo as regiões dos cordões podem ser identificadas através de dois sulcos longitudinais, as linhas laterais.

REPRODUÇÃO

Geralmente são dióicos, sendo os machos menores e de vida curta em relação fêmea.

a) Ascaris lumbricóides

É um verme cilíndrico, parasita intestinal de vertebrados. É afilado nas duas extremidades e chamado popularmente de lombrigas. Possuem uma boca trilabial.

Outra característica é o grande numero de mudas, passando por várias fases larvais (L1, L2, L3, L4 e L5).

Os machos apresentam de 15 a 35 centímetros enquanto as fêmeas podem chegar ao comprimento de 35 a 40 centímetros. Os machos apresentam a extremidade posterior recurvada, na qual encontramos espículas copulatórias que auxiliam na fixação do macho ao corpo da fêmea no momento da cópula.

As fêmeas chegam a pôr cerca de 200 mil ovos por dia. Esses são eliminados juntamente com as fezes. Embora sejam parasitas MONOXENOS (necessitam de apenas um hospedeiro para completar seu ciclo de vida), uma pessoa só vai se contaminar se ingerir ovos embrionados após o embrião sofrer muda.

Até bem pouco tempo, acreditava-se que a infestação com lombrigas acontecia pela ingestão de ovos com L2. Hoje já se sabe que somente a larva L3 é infestante. Caso o ovo seja ingerido com L1 ou L2, ele provavelmente será digerido ou eliminado.

Ao passar pelo tubo digestivo o envoltório sofre digestão, liberando L3 no estômago. Essa perfura a parede intestinal, ganhando a corrente sangüínea, passando pelo fígado, coração chegando aos pulmões, parando nos capilares em torno dos alvéolos pulmonares, evoluindo para L4. Permanece por cerca de 3 dias nesse local, evoluindo para L5, perfuram as paredes dos alvéolos pulmonares, atingindo o sistema respiratório. As larvas sobem pelos brônquios, ajudadas pelos cílios da árvore respiratória, chegando até a glote. Caso sejam deglutidas, as larvas chegam de volta ao intestino, evoluindo para a fase adulta. Cerca de dois meses depois os vermes estarão pondo ovos.

Esses vermes podem causar perturbações na fase de larva, causando lesões no fígado e nos pulmões. Os adultos, quando em grande número, podem chegar a causar oclusão intestinal sendo necessária a intervenção cirúrgica. Além disso, existe ainda o inconveniente de às vezes migrarem para as partes superiores do tubo digestivo e alcançarem a boca e até mesmo as fossas nasais.

Ciclo da Ascaris Lumbricoides

Filo Asquelmintos
1.
vermes adultos
2.
ovos embrionados
3.
ovos contendo a larva L3
4.
contaminação
5.
Larvas penetrando na circulação
6.
Larvas passam pelo sistema porta-hepático e chegam aos pulmões
7.
Larvas deglutidas

b) Enterobius vermiculares (Oxiuris vermicularis)

É um parasita muito pequeno, causador da oxiuríase ou enterobiose.

Oxiúros são brancos, finos como fios de linha, medem 1 centímetro de comprimento. Normalmente vivem no intestino grosso (ceco e apêndice), mas também são encontrados na genitália, no útero e na bexiga das mulheres.

As fêmeas deixam milhares de ovos ao redor do orifício retal, causando coceira e prurido, principalmente à noite. A auto-reinfestação e infestação geral da família acontecem pelas mãos, e principalmente unhas, que vão lá coçar e voltam cheias de ovinhos invisíveis que se espalham no ar, nos objetos, na tampa do vaso sanitário; podem ser ingeridos ou inalados; amadurecem no intestino delgado e abrem-se soltando larvas que viajam para o ceco, no intestino grosso; as larvas adultas copulam, põem ovos e repetem o ciclo.

Outros sintomas: sono agitado, palidez, falta de apetite, dor de estômago e corrimento genital com intensa coceira se os vermes conseguirem migrar para a vulva. Provocam alterações súbitas de humor durante a lua nova.

Não se faz exame de fezes para oxiúros; o teste é feito com uma fita adesiva - apertar um pedaço da fita sobre o orifício retal durante alguns segundos; retirar, colar na lâmina e olhar no microscópio. Usar um plástico na mão para evitar (re)infecção.

Se alguém da casa tem oxiúros, é provável que todos tenham. O tratamento deve ser coletivo, e é importante fazer uma higiene radical no banheiro, bem como em lençóis, toalhas, assentos e roupas. Como sempre, é fundamental lavar as mãos antes de comer, usar unhas curtas, não roê-las.

c) Ancylostoma duodenale e Necator americanus

São vermes com cerca de 15 mm que apresentam uma cápsula bucal dotada de dentes ou placas cortantes. Eles causam uma doença conhecida como amarelão, opilação, mal da terra ou doença de Jeca Tatu.

Filo Asquelmintos
Boca de Ancylostoma duodenale

Os ciclos de vida dos dois vermes são muito parecidos. Os vermes adultos são encontrados no intestino. Eles provocam ferimentos no intestino causando sangramentos, podendo causar anemia (daí o nome amarelão). Os ovos são eliminados juntamente com as fezes. Quando isso acontece no solo úmido, os ovos eclodem liberando a larva RABDITÓIDE em 24 horas. Após alguns dias essa larva se transforma em FILARIÓIDE, tornando-se infestante em uma semana.

A contaminação se dá geralmente, através da pele (pés descalços), caem na circulação, atingindo o coração e pulmões, onde sofrem a terceira muda. Eles sobem até a glote, são deglutidos e, no intestino, sofrem a quarta muda, transformando-se em adulto.

d) Bicho geográfico (larva migrans)

Essa verminose pode ser provocada pelo Ancylostoma brasiliensis ou A.caninum. Normalmente tais vermes são parasitas intestinais de cães e gatos, apresentando ciclo vital semelhante ao do Ancylostoma duodenale.

A Larva migrans é exatamente o que o nome sugere: uma larva migrando pelo corpo do hospedeiro errado; só viraria adulta nos intestinos de cães e gatos.

O contágio se dá através de ovos em solos contaminados pelas fezes dos animais. O período de incubação dentro do corpo humano varia de semanas a meses após a ingestão do ovo.

A larva migrans cutânea invade só a pele, causando erupções geralmente nos pés, pernas e nádegas; os primeiros sinais são irritação ou bolhas a partir das quais vão surgindo túneis subcutâneos bem visíveis, de diferentes desenhos e comprimentos, que aumentam um centímetro por dia e motivam o apelido de bicho geográfico.

A larva migrans visceral se aprofunda e afeta os pulmões, provocando sintomas tipo bronquite, asma, tosse, coriza e febre; o fígado aumenta de tamanho; as larvas podem invadir olhos, coração e sistema nervoso central.

e) Wuchereria bancrofti

São vermes muito finos e de aspecto filamentoso, sendo, por isso, chamados de FILÁRIAS que causam uma grave doença chamada FILARÍASE (filariose) ou ELEFANTÍASE, devido ao grande aumento de volume de membros da pessoa doente.

O hospedeiro intermediário é o mosquito do gênero Culex. Quando está contaminado ele apresenta formas larvares infestantes nas peças bucais. Quando ele pica a pessoa, as larvas ganham a corrente sangüínea e atingem o sistema linfático. Nesse local eles atingem a fase adulta. Os machos chegam a 4 cm e as fêmeas atingem cerca de 10 centímetros.

As regiões atingidas apresentam hipertrofia de alguns órgãos como pernas, braços, seios, escroto e lábios da vulva. As fêmeas colocam seus ovos no sistema linfático. Eles eclodem liberando MICROFILÁRIAS. Essas migram para a circulação periférica durante a noite. O ciclo se fecha quando o mosquito suga o sangue, levando consigo as microfilárias.

A fêmea do mosquito do gênero Culex ingere a forma microfilária durante a picada da pessoa infectada. As microfilárias, na cavidade geral do mosquito (sofrem mudas até larvas infectantes), dirigem-se para a probóscide (peças bucais), rasgando-a e penetrando a pele do hospedeiro por alguma abrasão. Atingem a circulação e se dirigem para os vasos linfáticos, começando a liberação de microfilárias, se houver acasalamento. Se não, a forma adulta provoca obstrução linfática. O período pré-patente é de um ano.

Pode haver inflamação (linfangites e adenites), derramamento de linfa e hipersensibilidade. Há febre ao entardecer, com pico no início da madrugada. Edema de membros, com ou sem espessamento pronunciado da pele. A elefantíase consiste na obstrução linfática pela presença dos vermes adultos (irreversível) após 10-15 anos de infecção.

RESUMINDO

Os asquelmintos são triblásticos, protostômios, pseudocelomados, corpo cilíndrico, alongado, simetria bilateral, sistema digestivo completo, sistemas circulatório e respiratório ausentes, sistema excretor composto por dois canais longitudinais (renetes em formato de H); sistema nervoso parcialmente centralizado, com anel nervoso ao redor da faringe.

Fonte: professormarcello.com

Filo Asquelmintos

O que é

Filo Asquelmintos são animais invertebrados de corpo vermiforme, cilíndricos, pseudocelomados, não segmentados e de simetria bilateral. Corpo coberto por uma cutícula bem desenvolvida, às vezes, apresentando espinhos, escamas ou outras estruturas. Tubo digestivo completo, geralmente reto. Sistema excretor do tipo protonefrítico.

Sexos separados, dióicos. Espécies aquáticas e terrestres.

Entre as 80 mil espécies deste filo estão incluídos dez grupos de animais que muitos zoólogos preferem estudar como filos independentes, enquanto outros, por conveniência, os consideram como classes do filo Asquelmintos, também chamado de Nematelmintos ou de Pseudocelomados.

Como nem todos esses grupos possuem um número expressivo de representantes, estudaremos apenas aqueles mais significativos.

De uma forma geral, os asquelmintos, como diz o seu próprio nome em grego (askos = pequeno saco ou envoltório; helmintes = verme), são vermes com o corpo recoberto por uma cutícula resistente, um envoltório protetor. São também dotados de pseudoceloma, cavidade embrionária entre a mesoderme e a endoderme, no caso preenchida por líquidos, envolvendo o sistema digestivo e formando, com a cutícula, um esqueleto hidrostático.

Os asquelmintos mantém nos embriões os três tecidos básicos – ectoderme, endoderme e mesoderme – herdados dos platelmintos. A mesoderme, nos primeiros, formou um envoltório para um saco interno cheio de líquido, que atua como um esqueleto hidrostático, no qual a força da musculatura é exercida contra o líquido e não contra um esqueleto. Além disso, esse líquido transporta os nutrientes e oferece espaço para que os órgãos longos possam se enrolar.

A presença de pseudoceloma representa uma novidade evolucionária, principalmente pelo seu papel de “esqueleto”. Entretanto, em termos evolutivos, o grande avanço representado pelos asquelmintos foi o surgimento de um sistema digestivo completo, com boca, intestino e orifício retal (que faltava nos platelmintos).

Os membros dos filos Gastrotricha, Rotifera, Nematoda e vários outros compartilham feições como uma cutícula colágena, tubos adesivos, faringe muscular, protonefridios, pequeno tamanho e eutelia. Quando está presente uma cavidade do corpo, como nos nematódeos, ela deriva-se do blastocelo embrionário e é denominada também de pseudoceloma.

Estas feições em comum constituem a base pela qual se coloca a maioria destes grupos no filo Aschelminthes. Entretanto, o filo carece de uma característica distintiva unificadora, pois em outros aspectos de forma e estrutura os seus membros-grupos são muitos distintos entre si. O nome Aschelminthes é, portanto, também utilizado como um nome coletivo comum ou como superfilo.

Os Gastrotricha são habitantes da água doce e do mar. Eles deslizam sobre o substrato através de cílios ventrais e ancoram-se temporariamente através de tubos adesivos que contêm sistemas de glândulas duplas. Supõe-se que o conjunto ciliar ventral seja primitivo e que os gastrótricos tenham-se derivado a partir de alguma forma ancestral que tivesse sido uniformimente ciliada. Filogeneticamente, os gastrótricos constituem provavelmente um grupo central dentro do conjunto dos asquelmintes. As características significativas são a estrutura da cutícula externa, o epitélio monociliado de algumas espécies e o mioepitélio da faringe.

Os rotíferos são distinguíveis por sua coroa ciliada, pé e mástax. A cutícula não é externa. Eles são principalmente habitantes de água doce. As espécies bentônicas nadam intermitentemente por meio da coroa ciliada e fixam-se temporariamente através das glândulas adesivas que se abrem nas extremidades dos artelhos do pé. Os rotíferos planctônicos nadam continuamente e têm um pé reduzido.

As peças cuticulares faríngeas que formam o mástax estão adaptadas para a ação predatória ou para comer suspensões.

O filo Kinorhyncha é composto de um pequeno número de espécies intersticiais marinhas, nas quais a cutícula é segmentada e a boca fica na extremidade de um cone retrátil espinhoso na porção anterior da cabeça.

Os membros da classe Nematomorpha possuem corpo filiforme com comprimento de até 36 cm. Os adultos de vida livre na maioria das espécies vivem em água doce ou no solo úmido. Os estágios juvenis são parasitas de artrópodos.

Os membros da classe Acanthocephala são parasitas intestinais de vertebrados aquáticos e terrestres. O alongado parasita ancora-se à parede intestinal através de uma probóscide retrátil anterior provida de espinhos recurvados. Não existe um trato digestivo e o alimento é absorvido através da complexa parede do corpo. O ciclo de vida requer um crustáceo ou um inseto como hospedeiro intermediário.

Os Gnathostomulida formam uma pequena classe de animais intersticiais marinhos alongados, os quais são similares aos platielmintes por possuírem uma superfície externa ciliada e um intestino sem orifício retal. O epitélio é monociliado, embora a região bucal possua um par de mandíbulas e uma placa ventral em forma de pente.

CLASSE NEMATODA

Há doze mil espécies conhecidas de nem atódios, mas estima-se que possam existir aproximadamente 200 mil, a maioria microscópica. Isso faz desse grupo o de maior diversidade animal, somente superado pelo filo dos artrópodes.

São os mais estudados e conhecidos por abrigarem muitas espécies de vermes parasitas de seres humanos, responsáveis por doenças endêmicas como ascaridíase, ancilostomose, enterobiose e filariose.

Como são parasitas em sua maioria, sua estrutura interna é muito simples e reduzida, carecendo até mesmo de órgãos sensoriais; porém com psedocelomas extensos. Externamente são vermes de corpo cilíndrico, afilado nas extremidades.

São Aschelminthes com tubo digestivo completo, cavidade geral desprovida de epitélio de revestimento, corpo cilíndrico ou filiforme, raramente fusiforme, com as extremidades atenuadas ou truncadas , comprimento do corpo varia de, entre espécies, de poucos milímetros a pouco mais de um metro, relação entre o comprimento do corpo e largura variando consideravelmente, com poucas exceções, os nematóides são de sexos separados, dióicos, sendo o macho , em geral, menor do que a fêmea, gônadas contínuas com seus ductos, alguns têm desenvolvimento partenogenético alternando com geração sexuada, ocorrendo casos conhecidos de namatóides hermafroditas, a maioria evolui diretamente, alguns exigem hospedeiros intermediários, muitos são parasitos de animais e plantas, enquanto outros são de vida livre.

TEGUMENTO

O corpo dos nematóides é revestido externamente por uma cutícula hialina que repousa sobre uma sub-cutícula, da qual se origina, e por uma camada muscular situada internamente. A cutícula, que é uma camada não celular e elástica, apresenta-se lisa ou com estrias transversais finas, regulares e superficiais. Às vezes, apresenta estrias longitudinais ou oblíquas. Em algumas espécies, a cutícula apresenta estruturas particulares, como espinhos, escamas cordões cuticulares, colar cefálico e expansões ou franjas laterais denominadas asas, estas geralmente confinadas as extremidades do corpo, como asas cervicais e asas caudais. Muitas vezes, a cutícula forma uma expansão campanuliforme, na extremidade posterior do macho, denominada bolsa copuladora, que aparentemente serve para fixação do macho a fêmea, durante a cópula.

A camada muscular é constituída por células musculares, dispostas nos quadrantes, entre os campos longitudinais. As células podem estar separadas por espessamentos submedianos da sub-cutícula em oito campos. A distribuição das células musculares nos quadrantes é de alguma importância na sistemática dos nematóides. Quando ocorrem mais de duas séries de células em cada quadrante, projetando –se para a cavidade geral, tem-se o tipo polimiário quando existem somente duas séries de células, tem-se o tipo meromiário e quando os campos longitudinais são pouco desenvolvidos e existem numerosas células uniformes tem-se o tipo holomiário.

O espaço situado internamente à camada muscular, que é a cavidade geral ou pseudoceloma, é parcial ou totalmente atapetado por uma delicada camada de tecido conjuntivo. No seu interior encontram-se os órgãos internos embebidos no líquido pseudocelomático que promove o equilíbrio hidrostático dos nematóides. O líquido pseudocelomático é complexo, na sua composição entram proteínas, gorduras, hidratos de carbono, enzimas, sais minerais e outros compostos nitrogenados.

No pseudoceloma, fixada à parede do corpo dos nematóides, são encontradas as células, denominadas celomócitos, de forma ovóide ou ramificada, de função ainda não determinada, em número de dois, quatro ou seis.

SISTEMA DIGESTIVO

O aparelho digestivo dos nematóides consta de um tubo simples, quase reto, dividido em três regiões: estomodeo, mesêntero e proctodeo.

O estomodeo e o proctodeo são revestidos internamente pela cutícula . O estomodeo consta de boca ou abertura oral, cavidade bucal ou stoma e esôfago. A boca, que pode variar de tamanho e forma, pode apresentar dentes ou lâminas. Primitivamente, a boca é circundada por seis lábios, dispostos lateralmente, sendo três de cada lado. A cada lábio corresponde uma papila sensorial. Nas formas parasitas, geralmente, os lábios fundem-se aos pares, daí resultando três lábios, um dorsal e dois ventro-laterais. Em outras formas, os seis lábios reduzem-se a dois ou desaparecem.

Em continuação à boca segue-se a cavidade bucal, que pode ser cilíndrica, sub-globular ou rudimentar. No seu interior podem existir dentes, lâminas cortantes ou outras estruturas quitinosas, de número e localização variáveis. A camada cuticular espessa que reveste a cavidade bucal é a cápsula bucal.

O esôfago, órgão parcial ou totalmente muscular, de forma cilíndrica ou claviforme, está revestido, até certa altura pela cutícula. Varia consideravelmente, tanto em estrutura como em função. Geralmente funciona como um órgão de sucção. O termo faringe tem sido usado por alguns nematologistas em lugar de esôfago, para outros entende-se por faringe uma região tubular de paredes musculares, nitidamente diferenciada, situada anteriormente ao esôfago. Em alguns ascarídeos, a parte posterior do esôfago dá lugar a um ou mais apêndices ou divertículos, chamados cecos esofagianos.

Em continuação ao esôfago, segue-se o mesêntero ou intestino, que é um tubo geralmente achatado, quase reto, formado de uma camada epitelial simples apoiada sobre uma membrana basal. O intestino exerce um papel muito importante na absorção dos alimentos, provavelmente exerce também função secretora. Em várias espécies de nematóides foram descritas microvilosidades que aumentam a superfície do intestino.

A parte terminal do aparelho digestivo dos nematóides é o proctodeo ou reto, que é forrado pela cutícula. Na fêmea, o reto termina pelo orifício retal, situado na face ventral e próximo da extremidade posterior. No macho, o reto reúne-se ao cretal genital, para formar a cloaca. Ao redor do orifício retal existem numerosas glândulas retais e várias papilas, cujo número e forma são usados na sistemática.

SISTEMA EXCRETOR

As estruturas consideradas como aparelho excretor nos nematóides são de dois tipos, glandular e tubular.

O tipo glandular, mais primitivo, é encontrado usualmente nos nematóides de vida livre. Consta de uma ou duas grandes células glandulares, situadas ventralmente, na região posterior do esôfago ou anterior do intestino, das quais parte um cretal que se abre no poro excretor, localizado na linha mediana ventral, na região do anel nervoso ou mais anteriormente.

O tipo de aparelho excretor tubular é constituído por dois canais excretores, que se iniciam posteriormente e percorrem os campos longitudinais laterais em toda a extensão, indo terminar anteriormente em um único cretal que por sua vez termina no poro excretor situado na face ventral da região esofagiana. Geralmente os canais excretores longitudinais se desdobram em ramos anteriores e ramos posteriores, os quais, pelas anastomoses transversais, assumem uma forma de H.

SISTEMA CIRCULATÓRIO

Os nematóides não possuem sistema vascular. Na cavidade geral existe um fluido contendo oxihemoglobina, que circula no corpo graças às contrações da musculatura de revestimento. O fluido pseudocelomático contém substâncias nutritivas assim como produtos resultantes dos processos metabólicos.

SISTEMA NERVOSO

A parte principal do aparelho nervoso dos nematóides consta de um anel nervoso, formado de gânglios associados entre si por meio de fibras nervosas e situada ao redor do esôfago, próximo do poro excretor. Seis nervos papilares partem do anel nervoso para a extremidade anterior do corpo, os quais, após bifurcação ou trifurcação, inervam as papilas sensoriais cefálicas. Outros nervos troncos, partindo do anel nervoso, estendem-se para trás, para inervar os vários órgãos da região posterior do corpo. O principal nervo tronco é o ventral, com sua cadeia ganglionar.

Além deste, estendem-se para trás os seguintes: nervos troncos laterais, nervo tronco dorsal e dois nervos troncos subdorsais.

Os órgãos do sentido são representados quase exclusivamente pelas papilas sensoriais, geralmente situadas nas extremidades do corpo. As encontradas na região da boca são as papilas peri-bucais ou cefálicas as da região esofagiana, papilas cervicais, as da região mediana do corpo, papilas intestinais, e as da cauda, papilas caudais ou genitais.

Na cauda de um grupo de nematóides, situadas uma de cada lado e associadas ao sistema nervoso, existem duas pequenas bolsas cuticulares, conhecidas por fásmides, abrindo-se em cada uma o cretal de uma glândula unicelular denominada glândula pré-caudal ou glândula fasmidial. Presume-se que as fásmides sejam uma espécie de órgão glando-sensoriais.

A ausência ou presença das fásmides serve para classificar os nematóides em duas sub-classes: Aphasmidia e Phasmidia.

SISTEMA GENITAL

Os nematóides, em geral, são dióicos, com raras ocorrências de espécies hermafroditas e de fêmeas patenogenéticas . Ás vezes ocorre grande dimorfismo sexual.

Os machos, em geral, se diferenciam das fêmeas pelo menor porte e pela curvatura posterior.

SISTEMA GENITAL MASCULINO

Os órgãos genitais masculinos são constituídos por um único tubo enovelado e ou recurvado, diferenciado em testículo, cretal deferente, vesícula seminal e cretal ejaculador, formações estas situadas, usualmente, no terço posterior do corpo. O testículo dá origem aos espermatozóides, que podem ser alongados, cônicos ou esféricos, sem cauda, dotado de movimentos amebóides e que passam para a vesícula seminal, que é uma dilatação do cretal deferente, e daí, pelo cretal ejaculador chegam a cloaca. Próximas ao cretal ejaculador, em certas espécies, existem glândulas anexas ou prostáticas, unicelulares, que se abrem no cretal ejaculador.

Normalmente, os nematóides machos possuem na região posterior, órgãos genitais acessórios destinados a facilitar a união entre os sexos. Estes órgãos são os espículos, o gubernáculo e a bolsa copulatora. Os espículos são peças quitinosas situadas em conexão coma cloaca, de forma e tamanho variáveis com as espécies. Geralmente são em numero de dois, mas há casos em que ocorre somente um espícula. A bolsa copuladora, também denominada bursa pode ser circular, porém na maioria das vezes é dividida em dois lobos laterais simétricos ou assimétricos, além de um lobo dorsal diferenciado ou não, suportado por estruturas denominadas raios ou papilas bursais.

SISTEMA GENITAL FEMININO

O aparelho genital feminino do nematóides é geralmente constituído de dois tubos alongados – didelfo, raramente um – monodelfo, ou vários, diferenciados em ovário, oviduto e útero.

CICLOS BIOLÓGICOS

As células germinativas femininas ovum são fecundadas no oviduto ou no receptáculo seminal. Após fertilização, o zigoto secreta a membrana de fertilização que se espessa para originar a casca. Os ovos assim originados, à proporção que se deslocam nos ductos genitais, vão aumentando de tamanho para atingirem a dimensão e a forma definitiva do útero, onde são armazenados. De regra, os nematóides são ovíparos ou ovovivíparos; os ovos através do ovejetor passam para a genitália, de onde são eliminados para o exterior pela vulva ou gonóporo. As fêmeas ovíparas põem ovos não segmentados ou nos primeiros estágios de segmentação, usualmente na fase de mórula, como em Ancylostoma as ovovivíparas põem ovos já contendo o embrião em adiantado estágio de desenvolvimento, denominados ovos embrionados, como ocorre em Strongyloides . As vezes, algumas, são vivíparas, isto é, eliminam larvas eclodidas no útero, como em espécies de filarídeos.

Os ovos dos nematóides parasitos do homem e s animais domésticos são eliminados para o meio exterior através das fezes, da urina e mais raramente, da expectoração brônquica. As fêmeas vivíparas eliminam as larvas na corrente sanguínea, de onde passam para artrópodes hematófagos no momento da sucção.

Geralmente, a primeira muda se realiza no interior do ovo, no meio exterior, como em Ascarididea e Oxyuridea. As vezes, é difícil observar mudas no interior do ovo.

Nos nematóides de evolução indireta ou heteroxenos as larvas sofrem as primeiras mudas no corpo dos hospedeiros intermediários, que ingerem os ovos ou as larvas do primeiro estádio, eliminados pelos hospedeiros definitivos.

O ciclo endógeno começa quando a larva infectante penetra no hospedeiro definitivo, pela boca ou por via cutânea. A larva infectante pode penetrar ativamente pela pele, ou passivamente através da inoculação realizada por artrópodes hematófagos, este ciclo inclui o desenvolvimento das larvas no corpo do hospedeiro definitivo até o nematóide atingir a maturidade sexual, e mais o tempo que parasito permanece reproduzindo-se. As larvas infectantes ingeridas pelos hospedeiros definitivos abandonam, no tubo digestivo destes, as cutículas dos estádios anteriores retidas, as que penetram pela pele ou pelas mucosas perdem as cutículas, durante a fase de penetração.

Larvas de certas espécies penetram na mucosa do tubo digestivo atingem o sangue venoso, vão ao coração e pulmões, rompem os alvéolos pulmonares, sobem pelos brônquios e traquéia, caem no esôfago e daí passam ao intestino, onde completam a maturidade. Algumas larvas, que penetram na mucosa intestinal, atingem os vasos linfáticos e daí vão aos linfonodos e, continuando pela circulação linfática ganham o ducto torácico, passam para a veia cava anterior e chegam ao coração. Como as larvas passam pela traquéia, durante a migração pelo corpo do hospedeiro, é comum a referencia de rota traqueal. Logo após a última muda, os nematóides copulam e a fêmea fecundada passa a liberar ovos.

Ascaris lumbricoides é um nematódeo, considerado o mais "cosmopolita" dos parasitos humanos. É a décima sétima causa mundial de morte. O macho adulto pode atingir entre quinze a vinte e cinco centímetros, e a fêmea de vinte a quarenta centímetros.

Uma vez fecundadas, as fêmeas produzem ovos que são liberados com as fezes para o ambiente.

No ambiente, ocorre a maturação das larvas no interior do ovo. O desenvolvimento da larva completa-se em até três semanas, quando o ovo passa a ser infectante para o homem. Segue-se, então, a ingestão dos ovos pelo hospedeiro.

No interior do intestino, as larvas rompem os ovos e penetram na mucosa, seguindo dois caminhos: circulação sanguínea ou migração visceral, ambos até os pulmões. Nos pulmões provocam lesões que podem causar manifestações respiratórias, além de febre e eosinofilia (Síndrome de Loefller); dos pulmões, as larvas desenvolvidas migram até a orofaringe para a deglutição. No trato gastrointestinal, localizam-se principalmente no jejuno, onde há acasalamento de adultos e ovipostura.

O período pré-patente é de cinco a sete semanas.Nos pulmões, ocorre bronquite e pneumonite, acompanhada de infiltração eosinofílica, pela presença das larvas jovens em migração. No TGI, pode haver obstrução, torção intestinal e localizações erráticas, como no apêndice. Os sinais e sintomas incluem os da Síndrome de Loeffler, astenia, prurido e coriza nasal, emagrecimento, dor e aumento do volume abdominal.

Hábitos de higiene e preparação adequada de alimentos (limpeza, fervura, cozimento) são medidas de prevenção.

Ancylostoma duodenale é um dos nematódeos causadores da ancilostomose no homem. Seu tamanho varia de 0,8 a 1,3 cm. Quando eliminados nas fezes são avermelhados por causa da hematofagia e histiofagia que fazem no trato gastrintestinal dos hospedeiros. O Ancylostoma duodenale tem bolsa copuladora e cápsula bucal com dois pares de dentes. Os ovos são liberados no ambiente e tornam-se larvados. A larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se larva filarióide.

Essa penetra a pele do homem e o contamina. A infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. A larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss). O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças), onde torna-se o verme adulto. O período pré-patente varia de cinco a sete semanas.

A penetração da larva causa dermatite, que pode variar de intensidade. Nos pulmões, pode haver bronquite/alveolite. O intestino é acometido pela hisitiofagia e hematofagia dos parasitos. Esta atividade dos vermes adultos pode provocar formação de úlceras intestinais, anemia microcítica e hipocrômica e até hipoproteinemia.

O uso de calçados, hábitos de higiene corporal, fervura da água a ser ingerida e cuidados na preparação de alimentos são medidas preventivas importantes.

Necator americorifício retal é o outro dos nematódeos causadores da ancilostomose. Seu tamanho adulto varia de 0,8 a 1,3 cm. O Necator americorifício retal apresenta lâminas na cápsula bucal e o macho possui bolsa copuladora na região posterior. Quando eliminados nas fezes, são avermelhados por causa da hematofagia e histiofagia que fazem no trato gastrointestinal do hospedeiro.

Os ovos são liberados no ambiente e tornam-se larvados. A larva rabditóide leva por volta de uma semana para tornar-se filarióide. A infecção mais comum é por penetração da larva pela pele humana, mas pode ocorrer penetração por mucosas (boca). A infecção ocorre preferencialmente em locais baixos, alagáveis e férteis. A larva atinge a circulação linfática ou vasos sangüíneos, passando pelos pulmões e retornando até a faringe para a deglutição (Ciclo de Looss). O local preferencial de instalação no intestino é no final do duodeno, mas ocasionalmente pode atingir o íleo ou ceco (em infecções maciças) onde torna-se adulto. O período pré-patente varia de cinco a sete semanas.

A penetração da larva causa dermatite, que pode variar de intensidade. Nos pulmões pode haver bronquite/alveolite. O intestino é acometido pela hisitiofagia e hematofagia dos parasitos, através das quais se alimenta. Podem também se formar úlceras intestinais, anemia e hipoproteinemia.

Uso de calçados, hábitos de higiene corporal, fervura da água a ser ingerida e cuidados na preparação de alimentos são medidas preventivas.

Wuchereria bancrofti é um nematódeo parasita heteroxeno ou digenético, com dois hospedeiros, causador da filariose linfática ou bancroftose.

O parasito adulto tem de dois a seis centímetros, enquanto as microfilárias possuem de 0,2 a 0,3 mm.

A fêmea do mosquito do gênero Culex ingere a forma microfilária durante a picada na pessoa infectada.

As microfilárias, na cavidade geral do mosquito (sofrem mudas até larvas infectantes), dirigem-se para a probóscide, rasgando-a e penetrando a pele do hospedeiro por alguma abrasão. Atingem a circulação e dirigem-se para os vasos linfáticos começando a liberação de microfilárias, se houver acasalamento.

Se não, a forma adulta provoca obstrução linfática. O período pré-patente é de um ano.

Pode haver inflamação (linfangites e adenites), derramamento de linfa e hipersensibilidade. Há febre ao entardecer, com pico no início da madrugada.

Edema(inchaço) de membros, com ou sem espessamento pronunciado da pele. A elefantíase consiste na obstrução linfática pela presença dos vermes adultos (irreversível) após 10-15 anos de infecção.

Medidas de prevenção contra as picadas do mosquito (mosquiteiros, inseticidas, higiene) e tratamento dos doentes são importantes no controle do aparecimento da doença.

Fonte: www.fag.edu.br

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