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Filo Cnidaria

Cnidócitos

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Cnidócitos em Repouso

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Cnidócitos Disparados

Células especializadas na defesa e captura de alimento, responsáveis pela designação do filo. Estas células contêm uma cápsula – nematocisto – contendo um líquido tóxico e um filamento, geralmente farpado, enrolado. Com a estimulação do prolongamento sensível, em forma de gatilho, do cnidócito – cnidocílio – o filamento é evaginado, penetrando ou enrolando-se no corpo da presa ou do atacante, dependendo do tipo de cnidócito.

Estas células são, portanto, efectores independentes, pois não necessitam do estímulo nervoso para descarregar. No entanto, o simples estímulo mecânico não parece suficiente, sendo aparentemente necessário que existam substâncias específicas dos organismos (presa ou predador) em solução na água para a activação do cnidócito. A evaginação do cnidocílio é causada por um aumento de pressão no interior da célula. Após a descarga, o cnidocílio não pode ser novamente recolhido, nem o nematocisto reconstruído, pelo que estas células são recolhidas para o interior da mesogleia e digeridas.

Mesogleia

Matriz gelatinosa não celular, localizada entre a epiderme e a gastroderme, por elas formada e com uma função de sustentação. Imersas nesta matriz estão as:

Células nervosas

Formam uma rede dispersa na mesogleia (não formando nunca gânglios), com expansões delicadas que conduzem impulsos nervosos em ambas as direcções, ao contrário do que acontece nos animais superiores. Estas células coordenam os movimentos do corpo e tentáculos, comandando as fibras musculares.

Gastroderme

Tecido de revestimento da cavidade gastrovascular, mais espesso que a epiderme e especializado na digestão dos alimentos.

Desta camada fazem parte os seguintes tipos celulares:

Células epiteliodigestivas

Semelhantes ás células epiteliomusculares mas viradas para o interior da cavidade gastrovascular, participando activamente no processo digestivo e permitindo a contracção em diâmetro do corpo do animal.

Células secretoras

Células que produzem enzimas digestivas, que são libertadas na cavidade gastrovascular, onde se inicia a digestão.

Células intersticiais

Células sensoriais

Alimentação é feita através dos tentáculos, que capturam e encaminham para a boca os animais e plâncton. Movimentos da parede do corpo e dos flagelos das células digestivas permitem a mistura das secreções digestivas, liquefazendo as partes moles do alimento. As células digestivas recolhem, então, as pequenas partículas com a ajuda de pseudópodes, terminando a digestão intracelularmente. As partes duras, não afectadas, são libertadas pela boca, que funciona igualmente como orifício retal.

Os nutrientes obtidos, principalmente glicogénio, são armazenados em células da gastroderme, sendo as necessidades da epiderme supridas por difusão. Estes nutrientes tendem a ser armazenados perto de zonas de metabolismo muito activo, como locais de formação de gemas ou gónadas.

Os cnidários, mesmo na sua forma pólipo, podem deslocar-se, pelo menos durante parte do seu ciclo de vida.

As anêmonas e hidras deslocam-se soltando o disco basal e apoiando-se nos tentáculos. Podem, inclusivé, utilizar os tentáculos como pernas e deslocar-se de cabaça para baixo durante parte do tempo.

A respiração e excreção são feitas por difusão, principalmente pela epiderme.

A reprodução nos cnidários pode ser assexuada ou sexuada. É frequente existir uma alternância de fases assexuadas e sexuadas no ciclo de vida destes animais. Assexuadamente, é frequente a gemulação nos pólipos, com possível formação de colónias. A formação do novo ser inicia-se com um pequeno divertículo da parede do corpo, completa com gastroderme, mesogleia e epiderme, bem como cavidade gastrovascular. Esta gema alonga-se e forma uma abertura e tentáculos na extremidade, após o que a base é separada, originando um novo pólipo.

Na reprodução sexuada dos pólipos, os animais produzem testículos e ovários na parede lateral dos pólipos, em projecções arredondadas, sendo a maioria gonocórica, embora existam espécies hermafroditas. As gónadas são estruturas temporárias, formadas a partir de células intersticiais da epiderme. Os óvulos permanecem na parede do animal, aguardando um espermatozóide que o fecunde.

Após a fecundação e durante as primeiras fases do desenvolvimento embrionário, forma-se uma capa dura em volta do embrião, que o protege durante cerca de 10 dias, altura em que dele emerge um minúsculo pólipo.

Neste caso, o desenvolvimento é directo, sem formas larvares, mas tal não pode ser generalizado a todos os cnidários, onde existe caracteristicamente uma larva ciliada, alongada ou oval, designada plânula. Esta larva irá fixar-se e originar um novo pólipo.

Nas espécies cujo adulto pertence á forma medusa, a reprodução geralmente apresenta alternância de formas, sendo a parte sexuada feita pela medusa. Os sexos são geralmente separados e os espermatozóides libertados pela boca vão fecundar o óvulo preso na parede do corpo da fêmea. O zigoto desenvolve-se numa larva plânula, que após nadar livre um certo tempo se fixa e origina um pólipo. Assexuadamente, esse pólipo vai produzir pequenas medusas, que atingirão, finalmente, a forma adulta.

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Larva plânula

Mais de uma dúzia de espécies de cnidários, sobretudo corais, estão ameaçados actualmente. A ameaça deriva da subida do nível do mar, bem como da sua temperatura, descargas poluentes costeiras e recolha indiscriminada para comércio. Quando a temperatura da água do mar ultrapassa um valor crítico, as algas simbióticas são expelidas dos tecidos dos corais, causando o seu lixiviamento e morte.

Fonte: curlygirl.naturlink.pt

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Animais como a hidra, as águas-vivas e os corais pertencem ao filo celenterata.

São animais de estrutura bastante simples.

Sua organização é de nível tecidual, ou seja, suas células agrupam-se em tecidos especializados para realizar as diferentes funções, sem, contudo, haverem órgão complexos.

Apesar de sua simplicidade, os celenterados são um grupo bem-sucedido. Existe em grande número em ambientes marinhos, preferencialmente em águas tropicais de pouca profundidade. Poucas espécies são de águas doces e não há entre os celenterados representante terrestre.

Os celenterados são animais diploblasticos. A parede de seu corpo é formada por duas camadas celulares: a epiderme, externa, e a gastroderme, interna. Entre as duas camadas celulare, há uma massa gelatinosa denominada mesogléia.

Os celenterados possuem simetria: as partes do corpo distribuiem-se em rados ao redor de um eixo simples.

Algumas formas de celenterados vivem livremente, enquanto outras formam colônias. É comum entre esses animais o poliformismo, ou seja, a presença de duas ou mais formas diferentes na mesma espécie. O poliformismo pode ser evidenciado em colônias onde coexistem diferentes formas de uma mesma espécie ou, em indivíduos que durante o seu ciclo de vida passam por uma sucessão de formas corporais diferentes.

Basicamente, distinguem-se duas formas corpóreas entre s celenterados: o pólipo ou hidrante e a medusa.

Os pólipos têm o aspecto de um cilindro de base fechada, por onde se fixam a um substrato. Na parte superior, localiza-se a boca, que é ladeada por tentáculos.

As medusas têm o aspecto de um guarda-chuva aberto, onde a boca se representa voltada para baixo e também rodeada por tentáculos. Seu corpo é gelatinoso e nadam livremente.

A hidra é um pequeno pólipo encontrado em águas doces de lagos e rios, onde se fixam na superfície de rochas ou de vegetais aquáticos.

A parede do corpo de uma hidra, obedecendo a características presentes em todos os celenterados, apresenta-se constituída por duas camadas celulares. A camada externa é a epiderme e a interna é a gastroderme, sendo que entre ambas há uma mesogleia delgada.

Em águas pouco profundas, logo abaixo do nível das marés, encontram-se animais com aparência de musgos, pertencentes ao gênero obelia.

A obelia é uma colônia de pólipos, ou seja, um conjunto de indivíduos agrupados com prepartição de trabalho. Além disso, possuem uma fase intermediária de vida na forma de medusa.

Há três classes de celenterados

Hidrozoários

São pólipos bem desenvolvidos com fase de medusa pequena ou ausente. Em algumas espécies há reprodução por metag^nesse. A esta classe pertencem a hidra, a obelia e a physadia.

Cifozoários

Predominam as grandes medusas, chamadas cifomedusas. Os pólipos, chamados cifístomas, são de pequeno tamanho e de vida curta. Os cifozoários são exclusivamente marinhos. Como representante desta classe, temos a Aurelia SP ou água-viva.

Antozoários

São exclusivamnete pólipos e não fazem metagênese. São todos marinhos, como os corais e anêmonas-do-mar ou actínias.

Fonte: www.crazymania.com.br

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