Nestes organismos o estágio medusóide está completamente ausente. São as anêmonas-do-mar, os corais escleratínios (produtores de esqueletos externos de CaCO3) e octocorais característicos com oito tentáculos.
É a maior classe dos cnidários. Apresentam cavidade gastrovascular mais especializada que as outras classes, com várias divisões de um mesentério longitudinal, fixados na parede do corpo, o que aparentemente auxilia na circulação de água e na digestão de presas maiores ( figura 4 ).

Figura 4 - Estrutura de uma anêmona-do-mar
A) Corte longitudinal | B) Corte transversal
O pólipo dos antozoários é mais especializado e a presença de mesogléia celular, cavidade gastrovascular septada, cnidócitos nos filamentos gástricos e gônodas gastrodérmicas, indicam que eles estão filogeneticamente relacionados mais intimamente com os Scyphozoa que os Hydrozoa.
Anêmonas-do-mar são antozoários solitários familiares e ocorrem em todo o mundo em águas costeiras. Elas comumente vivem presas a substratos duros na região litoral. Os antozoários formadores de corais são constituídos de colônias de pólipos.
Os recifes de coral são formações rochosas calcárias que dão suporte a um amplo conjunto de plantas e animais marinhos, e alguns destes organismos de recife secretam carbonato de cálcio que forma a maior parte do recife.
De todos os organismos secretores de CaCO3, os corais escleratínios são os mais importantes. As exigências ambientais desses animais também descrevem os limites de distribuição do recife.
Corais formadores de recifes contém algas simbióticas que necessitam de luz para a fotossíntese. Consequentemente, a distribuição vertical dos recifes é restringida pela profundidade de penetração de luz. Assim, os recifes são encontrados apenas em lugares onde a água circulante contenha pequenas quantidades de material em suspensão, ou seja, águas de baixa turbidez e baixa produtividade. Outro fator limitante para a presença de recifes de coral é a temperatura, cuja média mínima não deve ser inferior a 20°C, o que acaba restringindo os recifes coralinos a áreas como o Caribe, Oceano Índico e Pacífico tropical. No Brasil o Atol das Rocas é originado de algas produtoras de exoesqueleto calcário.
Os tipos principais de recifes de coral são:
Recifes em franja: projetam-se diretamente em direção
ao mar, a partir da praia.
Recifes em barreira: são separados da massa terrestre
por uma laguna.
Atóis: repousam sobre ápices ovais de vulcões
submersos. Usualmente circulares ou ovais com uma laguna central e partes
da plataforma do recife podem emergir como uma ou mais ilhas.
O alimento é capturado pelos tentáculos e imobilizado por cnidócitos. A digestão é inicialmente extracelular e depois intracelular.
Difusão direta com o meio ambiente.
Os cnidários são os primeiros animais a apresentarem um sistema nervoso, que é bastante primitivo ainda. Ele é difuso pelo corpo; os neurônios são arranjados como uma rede nervosa na base da epiderme e gastroderme. A transmissão de impulsos tende a ser irradiante.
A reprodução assexuada ocorre por brotamento ou fissão binária. A reprodução sexuada envolve a formação de gametas. Abaixo são descritas a forma de reprodução sexuada encontrada nas diferentes classes.
Em Hydra não existe a forma medusóide. A maioria é dióica e a reprodução ocorre principalmente no outono. Existem células especiais na epiderme do pólipo que dão origem aos óvulos e espermatozóides. No caso do óvulo, após seu aumento de tamanho, há ruptura da epiderme, expondo-o ao meio exterior. Dentre muitos espermatozóides liberados na água, um único fecunda o óvulo. Após a fecundação o ovo é recoberto por uma capa quitinosa. Quando completa-se esse processo, o embrião encapsulado destaca-se do corpo parental e permanece em sua cápsula protetora durante todo o inverno. Somente na primavera a cápsula amolece e a hidra jovem emerge.
Em Obelia existem as formas polipóides e medusóides. Neste gênero ocorre metagênese, ou seja, há alternância de gerações entre pólipos e medusas. O pólipo produz assexuadamente medusas livre-natantes, normalmente dióicas. Estas se reproduzem sexuadamente através da liberação de espermatozóides e óvulos na água. Após a fecundação forma-se uma larva ciliada plânula que se fixa a um substrato e desenvolve novamente um pólipo adulto ( figura 5).

Figura 5 - Ciclo de vida de um hidrozoário - Obelia
Em Aurelia as formas medusóides adultas dióicas liberam espermatozóides e óvulos na água. Com a fecundação e fixação da larva plânula em um substrato, desenvolve-se uma pequena larva polipóide chamada cifístoma que é muito parecida com uma hidra. O cifístoma fixo se reproduz assexuadamente por brotamento dando origem a várias destas estruturas que ficam arranjadas uma sobre as outras (estróbilo). Começa então a ocorrer fissões neste estróbilo e cada cifístoma se solta para o meio circundante dando origem a novas medusas ( figura 6 ).

Figura 6 - Ciclo de vida de um cifozoário - Aurelia
( Clique para Ampliar )
Nas anêmonas-do-mar os espermatozóides e óvulos são produzidos tanto por indivíduos hermafroditas ou dióicos. A fecundação pode ocorrer na cavidade gastrovascular ou no exterior do corpo e a larva formada fixa-se para o desenvolvimento do adulto.
Fonte: biologia.ifsc.usp.br