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Classe Asteroidea

As estrelas-do-mar pertencem à classe Asteroidea (do grego aster, estrela + eidos, forma + ea, caracterizado por).

É uma classe de equinodermos que têm simetria radiada.

O corpo das estrelas-do-mar pode ter diversos aspectos: pode ser liso, granuloso ou com espinhos bem evidentes, apresentando um determinado número de pontas, denominadas por braços, que formam a sua simetria. O corpo é duro e rígido, devido ao seu esqueleto interno, mas, no entanto, pode ser quebrado em diversas partes quanto tratado violentamente. Mesmo assim, este animal consegue dobrar-se e deslocar os braços para se mover para passear, ou quando o seu corpo se encontra em espaços irregulares entre rochas. Esta movimentação é feita com a ajuda dos seus pés ambulacrários. Os seus tamanhos podem variar imenso - entre poucos centímetro e um metro de diâmetro. A sua respiração é feita através das brânquias.

A sua reprodução pode ser sexuada, ou assexuada, ou seja, pode envolver gâmetas femininos ou masculinos (sexuada) ou ter origem apenas num ser, sem que haja junção de dois tipos de gâmetas (assexuada).

Quando a reprodução é sexuada, a estrela-do-mar fêmea liberta os ovos na água que irão, posteriormente, ser fecundados pelo gâmeta masculino. Á medida que o novo ser se vai desenvolvendo, forma-se uma larva que irá dar origem estrela-do-mar.

Quando se trata de reprodução assexuada, a estrela-do-mar reproduz-se por um processo designado fragmentação. Assim sendo, de cada vez que, espontaneamente ou acidentalmente, um dos braços das estrela-do-mar for cortado, este braço irá desenvolver-se, originando um novo ser. Relativamente à estrela-do-mar que perdeu um dos braços, este mesmo também será regenerado, restituindo à estrela-do-mar a sua simetria.

Classe Asteroidea
Reprodução assexuada na estrela-do-mar – fragmentação

Ao contrário dos ouriços-do-mar, as estrelas-do-mar não possuem lanterna de Aristóteles e, como tal, não conseguem mastigar os alimentos. Para se alimentarem, lançam o estômago fora da boca, que se encontra na sua face oral, localizada na parte inferior. O seu sistema digestivo é completo e o seu orifício retal situa-se na parte superior. Próximo do orifício retal, encontramos uma placa madreporica, que actua como filtro de água para o animal.

Classe Asteroidea
Estrela-do-mar a alimentar-se de uma ostra

Classe Asteroidea
Esquema da estrutura interna da estrela-do-mar

Não possuem cérebro e o seu sistema nervoso é constituído por um anel nervoso peribucal com nervos radiados.

Algumas estrelas-do-mar

Classe Asteroidea
Estrela do Mar

Classe Asteroidea
Estrela do Mar

Asteria rubens – a espécie da praia da Aguda

Um animal comum na praia da Aguda é a estrela-do-mar.

Existem centenas de espécies diferentes de estrelas-do-mar, mas na praia da Aguda, a espécie mais abundante é a Asterias rubens, e este nome científico tem a autoria de Linnaeus, em 1758.

Classe Asteroidea
Estrela do Mar
Asterias rubens

Esta espécie de estrela-do-mar apresenta espinhos curtos, pouco salientes, dispostos irregularmente (excepto os da linha central) sobre a face dorsal do corpo.

A sua cor pode variar. A maior Asterias rubens conhecida mede 52 cm, no entanto, e por normal, o seu tamanho varia entre 10 a 30 cm de diâmetro. Habita, principalmente, na zona infralitoral. Normalmente tem 5 braços, apesar de já terem sido encontradas, excepcionalmente, Asterias rubens com um número de braços compreendido entre 4 e 8. Vivem entre 5 a 10 anos.

A sua reprodução é igual à de todas as outras estrelas-do-mar. Estima-se que uma fêmea com 14 cm de diâmetro seja capaz de produzir 2,5 milhões de ovos.

Tal como a maioria das estrelas-do-mar, esta espécie também é capaz de ser reproduzir pelo mecanismo de fragmentação.

Fonte: oficina.cienciaviva.pt

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