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Filo Equinodermata

 

Do gr. echinos, ouriço + derma, pele

São animais eumetazoários (com tecidos), triploblásticos, celomados e deuterostômios(a boca não provém do blastóporo).

Junto com os cordados são os únicos animais celomados enterocélicos e deuterostômios, o que transforma a estrela do mar em “nossa prima”, segundo a visão evolucionista de Carl Segan.

Formação do Celoma e da Mesoderme

Uma outra semelhança com os cordados é o endoesqueleto,calcáreo e não ósseo ou cartilaginoso,formado por placas e revestido pela epiderme,o que lhes possibilitou maior segurança contra os predadores. O endoesqueleto tem origem na mesoderme e é perfurado para permitir a saída e entrada dos pés ambulacrais.

As placas podem ser microscópicas, distribuídas pelo corpo, como nos pepinos-do-mar, ou constituir uma carapaça muito resistente, como nos ouriços-do-mar.

Nestes animais, a locomoção é lenta e é feita pelos pés ambulacrais e ainda por espinhos movidos por músculos (Ruppert e Barnes., 1996).

Como característica exclusiva apresentam um sistema vascular aqüífero ou sistema ambulacral que consiste numa rede de canais que intervém numa série de funções: circulação,respiração,excreção,proteção interna e locomoção. A água que penetra pela placa madrepórica, colocada na superfície dorsal,é transportada pelo canal hidróforo, até ao anel ambulacrário, que se encontra em redor do esôfago. Após, a água é distribuída por cinco canais radiais, cada qual se localizando numa zona ambulacrária no caso do ouriço ou num sulco ambulacrário de cada braço de uma estrela-do-mar.

Filo Equinodermata
Anatomia de uma Estrela do Mar

A zona que possui os pés ambulacrais denomina-se zona ambulacrária, a qual alterna com a zona interambulacrária onde não existem pés ambulacrais. Os pés ambulacrais estão ligados ao canal radial , e terminam numa ventosa, e cuja distensão vai ser provocada por uma contração na ampola - uma pequena bolsa do canal radial. Para mover-se,os pés ambulacrais distendem-se para fora 2,5 cm mais ou menos; estes aderem à nova superfície e então se contraem, puxando o corpo para frente.

Característica comum a todos os Equinodermas

O animal pode movimentar-se em qualquer direção sobre uma superfície, mas, uma vez iniciada a locomoção, mostra ação coordenada dos braços e pés ambulacrais. O sistema responsável diretamente pela locomoção é o ambulacral, em especial os ossículos que dão a rigidez necessária para permitir que os pés ambulacrais funcionem durante a locomoção.

Os Equinodermas também apresentam estas outras características:

Animais não segmentados. Sem cabeça diferenciada.
Simetria pentarradiada no estado adulto e bilateral na fase larval.
Os espinhos, que servem como proteção , principalmente no ouriço-do-mar, são bem alongados e às vezes providos de glândulas peçonhentas.

Os pedicelários (pedicelárias)

São estruturas semelhantes a pinças, têm como função a de limpar a epiderme, embora por vezes sejam usados para ajudar na alimentação e injetar peçonha em certas espécies de ouriços-do-mar.

O celoma é muito desenvolvido, quase não apresentando órgãos.

O sistema digestivo é completo, exceto nos ofiúros, que por sua vez, ingerem os alimentos e depois da digestão eliminam os resíduos pelo mesmo orifício pelo qual entrou o alimento, localizando-se a boca na região ventral e o orifício retal na região dorsal. A estrela-do-mar alimenta-se de moluscos, crustáceos e vermes tubícolas e outros invertebrados inclusive outros equinodermas. Algumas se alimentam de matéria orgânica em suspensão, animais pequenos e até mesmos peixes, que são capturados pelos pés e levados até a boca. Estrelas que se alimentam de bivalvos inserem seu estômago evertido(sai pela boca e envolve a presa) dentro da concha. O estômago secreta muco e os cecos hepáticos produzem enzimas para digerir o alimento. Outras estrelas que não evertem o estômago, ingerem pequenos organismos inteiros diretamente para o estômago

Não existe sistema excretor. Não existe nenhum órgão especializado. A excreção provavelmente é feita pelos amebócitos. Eles têm a capacidade de fagocitar substâncias e de sair do líquido celomático para o exterior. Os catobólitos são levados por amebócitos aos pés ambulacrais , hidropulmões ou a qualquer estruturas exposta à água, que os elimina por difusão. A excreção também pode ser auxiliada pelos órgãos axiais. Pela falta de um órgão excretor específico, comprova que os Echinodermata tem pouca ou nenhuma capacidade osmorreguladora.

Não existe um sistema circulatório significativo. Segundo Barnes (1995), os Echinodermata não possuem coração nem mesmo sistema circulatório típico. Existe, porém, um reduzido sistema de canais (canais pseudohemais), com disposição radial, onde circula um líquido incolor contendo amebócitos.

A respiração dá-se por brânquias. Brânquias dérmicas pequenas e moles projetam-se da cavidade do corpo entre os espinhos para a respiração. A respiração é feita pelos pódios e pela difusão de gases no sistema ambulacrário. A respiração por difusão ocorre no sistema ambulacrário. Além disso, na estrela-do-mar e ouriço-do-mar existem diminutas e ramificadas brânquias dérmicas. Na cloaca do pepino-do-mar existem túbulos ramificados, as árvores respiratórias ou hidropulmões, que acumulam água para as trocas gasosas.

Os Echinodermata não têm um sistema nervoso centralizado e, não possuem cérebro. Mas são capazes de efetuar coordenação em funções como o movimento, captura de alimentos e, também conseguem voltar à posição original quando são virados. O sistema nervoso é pouco desenvolvido e, apresenta-se em forma de um anel nervoso próximo à região oral, de onde saem nervos radiais. Muitos autores chamam o anel nervoso de gânglios.

Origem do nome

A palavra vem do (gr. Echinos, ouriço mais derma, pele), constituem um dos filos mais distintos e facilmente reconhecidos do Reino Animal. Incluem estrelas-do-mar e ofiúros (classe Stelleridea), ouriços-do-mar e bolachas-da-praia (Echinoidea), crinóides (Crinoidea) e holoturias (Holothuroidea).

Características

Simetria geralmente radical nos adultos e bilateral nas larvas
Superfície do corpo com 5 áreas radicalmente simétricas
Corpo coberto por epiderme delicada sobre um endoesqueleto mesodérmico
Sem cabeça, corpo disposto ao longo de um eixo oral-aboral
Celoma enterocélico (originados de uma evaginação arquêntero)
Sexos separados
Sistema excretor ausente

Classe stelleroidea

Subclasse Asteroidea (estrelas-do-mar): As estrelas-do-mar podem ser encontradas em quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares dos portos. Várias espécies vivem desde as linhas das marés até profundidades consideráveis na areia e no lodo.
Subclasse Asteroidea ( estrelas-do-mar):
As estrelas-do-mar podem ser encontradas em quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares dos portos. Várias espécies vivem desde as linhas das marés até profundidades consideráveis na areia e no lodo.

Classe Crinoidea (Crinóidea)

Animais fixos, dotados de um pedúnculo, com mentos semelhantes a rizóides, que servem para fixação rochas. Dez tentáculos ramificados que lhes dão aspecto de flor. Conhecidos vulgarmente como lírios-do-mar (Antedon meridionalis). Alguns são flutuantes, com certa capacidade para nadar.

Classe Ophiuroidea (Ofiuróides)

Equinodermos livres, corpo achatado em forma moeda com cinco tentáculos serpentiformes muito móveis. Conhecidos como serpentes-do-mar (Ophiura cinerea)

Classe Asteroidea (Asteróides)

Animais bentônicos (que vivem somente no fundo d’água), apresentando movimentos discretos dos braços ou deslocando-se mesmo sem mexê-los, apenas com expansões e retrações dos pés ambulacrários ( sistema de lâminas, canais e válvulas), que formam fileiras, aos pares, na face inferior de cada braço. Possuem manchas ocelares (órgãos visuais) nas extremidades braços. Carnívoros. Devorem ostras e ouriços-do-mar. Para tanto, costuma inverter o próprio estômago sobre a vítima. Depois de digerir parcialmente o alimento, o estômago é recolhido ao interior do corpo. Número de braços variável de acordo com a espécie.

Conhecidos como estrelas-do-mar (Astropecten bresiliensis e numerosíssimas outras espécies).

Classe Echinoidea (Equinóides)

Corpo semi-esférico ou globoso, desprovido de braços ou tentáculos, mas recoberto de espinhos grandes e numerosos com certa mobilidade. Conhecidos como ouriços-do-mar. Possuem lanterna-de-Aristóteles. Alguns ouriços têm o aspecto achatado de um escudo. São chamados de escudos-de-são-Jorge, corrupios ou pindás (muito encontrados no nosso litoral, principalmente em Santos).

Classe Holothuroidea (Holoturóides)

As holotúrias possuem corpo alongados, mais ou menos cilíndricos, moles, com alguns pequenos tentáculos — brânquias — ramificadas ao redor da boca.

Vulgarmente, são os pepinos-do-mar, que vivem no meio das rochas ou sobre a areia no fundo do mar, mas não muito longe da costa, em pequenas profundidades.

Estrutura

O corpo consiste num disco central e cinco raios ou braços afilados. Os eixos dos braços são chamados rádios e os espaços entre eles no disco são inter-radios.

Na superfície aboral ou superior há muitos espinhos obtusos calcários, os quais são partes do esqueleto. Brânquias dérmicas (pápulas) projetam-se da cavidade do corpo entre os espinhos para a respiração e excreção. A boca está no centro da superfície oral ou inferior, circundada por uma membrana. Um sulco ambulacrário mediano, orlado de espinhas grandes, estende-se ao longo da superfície oral de cada braço e dele protraem muitos pés ambulacrários alongados em quatro ou duas séries. Na ponta de cada braço há um tentáculo pequeno, mole, táctil e uma mancha ocelar, sensível a luz.

Alimentação

As estrelas-do-mar alimentam-se de moluscos, crustáceos, vermes tubícolas e outros invertebrados, inclusive Equinodermos. Algumas se alimentam de matéria orgânica em suspensão. Animais pequenos e ativos, até peixes. Podem se alimentar ainda de conchas, se fixando em cima delas e aguardando até que se abram.

Reprodução

Óvulos e espermatozóides são postos na água do mar, onde ocorre a fecundação.

Fonte: br.geocities.com

Filo Equinodermata

Os equinodermos (do grego echinos, ‘espinho’, ‘ouriço’, e derma, ‘pele’) são animais estritamente marinhos dotados de um endoesqueleto calcário formado de placas dependentes ou articuladas, na maioria das vezes originando proeminências, como espinhos, abaixo da epiderme, daí o nome do filo. Compreendem as estrelas-do-mar, os ouriços-do-mar, os pepinos-do-mar etc.

Não existe nenhuma espécie de equinodermo adaptada à água doce. Talvez isso se justifique por sua suposta origem a partir de grupo mais adiantados e marinhos que regrediram, tomando-se fixos, sofrendo involução da cabeça e assumindo simetria radiada na fase adulta.

Seus espécimes apresentam algumas particularidades importantes que devem ser vistas logo de início, pois os distinguem dos demais invertebrados.

São:

Simetria bilateral do embrião e simetria pentarradiada na fase adulta
Celoma de origem enterocélica
Deuterostomia.

a) As características dos equinodermos

Uma das características mais marcantes é a presença de um complexo sistema de lâminas, canais e válvulas, denominado sistema aqüífero. Este sistema relaciona-se com a locomoção, secreção, respiração, circulação e até mesmo com a percepção do animal.

Outras características básicas:

São animais de vida livre, predadores ou detritívoros.
Simetria bilateral enquanto larva e formato pentarradial nos adultos.
São triblásticos e celomados.
Corpo sem cabeça.
Possuem endoesqueleto calcário.
Dotados de sistema aqüífero.
Animais dióicos, com fecundação externa e desenvolvimento indireto; produzem larvas ciliadas.
Não possuem sistema excretor especializado.
Têm sistema digestivo completo.

Merece destacar também a maneira de formação do celoma nos equinodermos. Nestes animais, o celoma tem origem em bolsas ou sacos celomáticos, que surgem por evaginações laterais das paredes do intestino primitivo ou arquêntero. Diz-se que a formação do celoma por este processo é entorocélica (do grego enteron, ‘intestino’, e keilos, ‘cavidade’). Esse processo só ocorre com os equinodermos e com os cordados. Com exceção dos equinodermos, todos os invertebrados têm celomação esquizocélica, isto é, a partir de brotos celulares endodérmicos que se desprendem das faces laterais do arquêntero, multiplicam-se e se separam, delimitando então a cavidade celomática que, aos poucos, vai se constituindo.

Há ainda mais um detalhe importante: durante o desenvolvimento embrionário estabelece-se a gástrula, que tem a forma de um balão. A "boca" desse balão é o blastóporo. Em muitos animais, após o desenvolvimento completo do embrião, o blastóporo permanece com a função de boca. Esses animais são classificados como protostômio (do grego proto, ‘primitivo’, e stoma. ‘boca’). Nos animais mais evoluídos, o blastóporo fica reduzido, no animal já formado, à função de orifício retal. A boca surge de uma nova cavidade que aparece na porção anterior do corpo. Esses animais são denominados deuterostômios (do grego deuteros, ‘segundo’, e stoma, ‘boca’). Também sob este aspecto, os equinodermos (todos deuterostômios) são os invertebrados que mais se aproximam dos cordados, uma vez que moluscos, artrópodos, anelídeos e asquelmintos são todos protostômios.

Existem células tácteis e olfativas espalhadas por toda a superfície do corpo dos equinodermos. Nas estrelas-do-mar, encontram-se grupos de células fotorreceptoras que atuam como minúsculos olhos nas extremidades dos braços.

Os equinodermos são todos de vida livre. Nunca formam colônias e não há espécie parasita. O corpo não revela segmentação. Desprovidos de cabeça, eles têm um sistema nervoso elementar, com um anel nervoso ao redor esôfago, do qual partem nervos radiais que se dirigem os braços ou para os lados (nos que não têm braços). O tubo digestivo é simples. Nas estrelas e nos ouriços, a fica voltada para baixo (face oral) e o orifício retal fica voltado para cima (face aboral).

Nos ouriços, existe junto á boca um órgão chamado lanterna-de-aristóteles, organizado por cinco dentes calcários fortes e afiados, cujos movimentos são coordenados por músculos desenvolvidos. Nas estrelas, esse órgão não existe, mas em compensação o intestino (que se segue ao estômago) é provido de cinco pares de cecos digestivos, que se dispõem na direção dos braços.

Não há um sistema circulatório típico, já que podemos encontrar apenas alguns canais em contato com o celoma, pelos quais circula um líquido claro com amebócitos. Esses canais vão até as brânquias, em número de 10, situadas ao redor da boca, onde ocorrem as trocas gasosas com o meio ambiente e a eliminação dos produtos de excreção. Consequentemente, não há sistema excretor definido nos equinodermos

Os equinodermos revelam sexos separados (animais dióicos) e fazem a fecundação externa (o encontro dos gametas ocorre na água). Há diversos tipos de larva, todas ciliadas, mas a mais comum é o plúteo. Algumas espécies realizam a regeneração com muita facilidade. Entre as estrelas, até mesmo o fragmento de um braço pode reconstituir um animal inteiro.

O principal sistema desenvolvido pelos equinodermos é o sistema aqüífero ou ambulacrário, característico desse filo.

Ele se compõe de: placa madrepórica (pequena lâmina circular com numerosos orifícios), localizada na face aboral junto ao orifício retal; canal pétreo, por onde circula a água do mar que entrou pela placa madrepórica; anel periesofagiano, conduto circular que dá prosseguimento ao canal pétreo e do qual saem as vesículas de Poli e os cinco canais radiais, que se expandem por zonas especiais, dispostas radiadamente no corpo do animal. Cada canal radial emite numerosas ampolas, das quais partem os pés embulacrários. A água penetra pela placa madrepórica, percorre todo o sistema ma e é eliminada pelos terminais dos canais radiais. Ao passar pelas ampolas, pode ser compelida (por pressão com os músculos) a entrar nos pés ambulacrários, que se estufam para a frente. Como esses pés possuem ventosas nas extremidades, isso pode permitir ao animal fixar-se num substrato ou reter um alimento. A contração de outros músculos pode devolver a água às ampolas, determinando a retração dos pés ambulacrários. Todo o sistema aqüífero ou bulacrário é apenas uma especialização de parte do celoma dos equinodermos.

b) As classes dos equinodermos

O filo Echinodermata compreende cinco classes:
Classe Crinoidea (Crinóidea):
Animais fixos, dotados de um pedúnculo, com mentos semelhantes a rizóides, que servem para fixação rochas. Dez tentáculos ramificados que lhes dão aspecto de flor. Conhecidos vulgarmente como lírios-do-mar (Antedon meridionalis). Alguns são flutuantes, com certa capacidade para nadar.
Classe Ophiuroidea (Ofiuóidea):
Equinodermos livres, corpo achatado em forma moeda com cinco tentáculos serpentiformes muito móveis. Conhecidos como serpentes-do-mar (Ophiura cinerea)
Classe Asteroidea (Asteróidea):
Animais bentônicos (que vivem somente no fundo d’água), apresentando movimentos discretos dos braços ou deslocando-se mesmo sem mexê-los, apenas com expansões e retrações dos pés ambulacrários, que formam fileiras, aos pares, na face inferior de cada braço. Possuem manchas ocelares (órgãos visuais) nas extremidades braços. Carnívoros. Devorem ostras e ouriços-do-mar. Para tanto, costumam everter o próprio estômago sobre a vítima. Depois de digerir parcialmente o alimento, o estômago é recolhido ao interior do corpo. Número de braços variável de acordo com a espécie. Conhecidos como estrelas-do-mar (Astropecten bresiliensis e numerosíssimas outras espécies).
Classe Echinoidea (Equinóidea):
Corpo semi-esférico ou globoso, desprovido de braços ou tentáculos, mas recoberto de espinhos grandes e numerosos com certa mobilidade. Conhecidos como ouriços-do-mar. Possuem lanterna-de-aristóteles. Alguns ouriços têm o aspecto achatado de um escudo. São chamados de escudos-de-são-jorge, corrupios ou pindás (muito encontrados no nosso litoral, principalmente em Santos).
Classe Holothuroidea (Holoturóidea):
As holotúrias, possuem corpo alongado, mais ou menos cilíndrico, mole, com alguns pequenos tentáculos — brânquias — ramificados ao redor da boca. Vulgarmente, são os pepinos-do-mar, que vivem no meio das rochas ou sobre a areia no fundo do mar, mas não muito longe da costa, em pequenas profundidades.

Fonte: members.tripod.com

Filo Equinodermata

Filo Echinodermata (Equinodermos), gr. echinos, ouriço + derma, pele.

Classe Stelleroidea - Asteroidea (Estrela do mar), asterias, asterina, solaster.

Filo Equinodermata
Estrela do mar

Classificação

Equinodermos

Simetria radial, corpo geralmente com 5 ambulacros (rádios), que possuem pés ambulacrários, alternados com 5 pés interambulacros (inter-rádios), ao redor de um eixo oral-aboral; sem segmentação; parede do corpo com epiderme sobre placas calcárias mesodérmicas que geralmente formam um endoesqueleto em forma de caixa, flexível ou rígido, com espinhos que se projetam ou bolsas baixas (ausentes em holotúrias);comumente com pedicelárias diminutas com mandibulas; celoma grande, geralmente subdividido em celoma perivisceral, sistema ambulacrário e sistema peri-hemal; sexos geralmentes separados mas iguais; larvas bilateralmente simétricas e de vida livre antes da metamorfose; todos marinhos. Cambriano a Rcente; cerca de 5.480 espécies existentes.

Características Gerais

Estrela do mar

Corpo achatado, em forma de estrela pentagonal; 5 até 50 braços geralmente não nitidamente distintos do discol; endoesqueleto flexível com ossículos separados; espinhos e pedicelárias curtos; sulcos ambulacrais abertos, com 2 ou 4 fileiras de pés ambulacrários; madreporito aboral; superfície oral para baixo; estômago grande; geralmente predadoras. Cambriano a Recente; 1.600 espécies viventes e 300 fósseis.

MORFOLOGIA E FISIOLOGIA

O corpo consiste de um disco central e cinco raios ou braços afilados. Na superfície aboral há espinhos obtusos calcários, os quais fazem parte do esqueleto. Brânquias dérmicas que projetam-se da cavidade do corpo entre os espinhos para a respiração e excreção. O orifício retal encontra-se próxima ao centro da superfície aboral, a boca está no centro da superfície oral. Na ponta de cada braço há um tentáculo pequeno, o corpo é revestido pela epiderme.

HABITAT E HÁBITOS

As estrelas-do-mar abundam quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor dos pilares dos portos. Várias espécies vivem desde as linhas de marés até as profundidades consideráveis na areia e no lodo. Habitualmente são forçadas a desenvolver força extraordinária para abrir a concha das ostras. Geralmente encontram-se em superfícies ásperas e verticais.

RELAÇÕES ECOLÓGICAS

Em geral todos os equinodermos são animais grandes e nenhum é parasita ou colonial. Praticamente todos tem hábitos bentônicos e são permanentemente presos ao fundo oceânico.

ALIMENTAÇÃO

A estrela-do-mar alimenta-se de moluscos, crustáceos e vermes tubícolas e outros invertebrados inclusive outros equinodermos. Algumas se alimentam de matéria orgânica em suspensão, animais pequenos e até mesmos peixes ocasionalmente, que são capturados pelos pés e levados até a boca. Estrelas que se alimentam de bivalves inserem seu estômago evertido dentro da concha. O estômago secreta muco e os cecos hepáticos produzem enzimas para digerir o alimento. Outras estrelas que não evertem o estômago, ingerem pequenos organismos inteiros diretamente para o estômago.

REPRODUÇÃO

Óvulos e espermatozóides são postos na água do mar, onde ocorre a fecundação. A clivagem é rápida e total, a invaginação produz uma gástrula que mais tarde vem a ser a larva bilateralmente simétrica, depois de 6 ou 7 semanas a larva se fixa a extremidade, que se torna um pendúculo. Logo após ocorre uma metamorfose, mas nenhuma parte é eliminada. Em algumas estrelas-do-mar os estágios larvais são abreviados e os jovens emergem como adultos em miniatura.

RESPIRAÇÃO

Brânquias dérmicas pequenas e moles projetam-se da cavidade do corpo entre os espinhos para a respiração. A respiração é feita pelos pódios e pela difusão de gases no sistema ambulacrário.

CIRCULAÇÃO

Inclui um anel nervoso ao redor da boca e cordões nervosos nos braços. Em cada braço há um cordão na epiderme, dentro do sulco ambulacrário; um par de nervos profundos internamente a essa epiderme e um cordão no peritônio, no lado aboral. Nervos diminutos estendem-se aos pés ambulacrários, epiderme e estruturas internas.

LOCOMOÇÃO

Para mover-se, o raio ou raios apontando em uma dada direção são ligeiramente levantados e os seus pés ambulacrários distendem-se para fora de 2,5 cm mais ou menos; estes aderem à nova superfície e então contraem-se, puxando o corpo para a frente. O animal pode movimentar-se em qualquer direção sobre uma superfície, mas, uma vez iniciada a locomoção, mostra ação coordenada dos braços e pés ambulacrários. O sistema responsável diretamente pela locomoção é o ambulacrário, em especial os ossículos que dão a rigidez necessária para permitir que os pés ambulacrários operem durante a locomoção.

DEFESA

O sistema peri-hemal não é ainda bem compreendido. Ele pode está envolvido na defesa do animal contra doenças e outros perigos. Na estrela-do-mar os ossículos crescem, e esses espinhos geralmente não são revestidos. A função dos ossículos é fornecer proteção aos sistemas internos.

Fonte: www.etall.hpg.ig.com.br

Filo Equinodermata

Ausência de órgãos dos sentidos (presença de células especializadas para o tato, olfato e visão). Ausência de sistema circulatório e sangue. Todos de vida livre, não havendo parasitas. Apresentam o sistema ambulacrário, exclusivo deste grupo, que compensa a ausência dos sistemas circulatório e excretório.

Este sistema é composto por um sistema de canais através do qual a água ambiental entra, circula pelo corpo do animal e sai. Nesse trajeto, ela conduz a todas as células os nutrientes absorvidos no sistema digestório, distribui o oxigênio às células e delas recolhe o dióxido de carbono e os demais catabólitos, que são eliminados para o exterior.

Sexos separados com fecundação externa. Apresentam também grande capacidade de regeneração.

Dividem-se em:

Asteróides – as estrelas do mar abundam em quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares em portos. Várias espécies vivem desde linhas de mares até profundidades consideráveis. Seu corpo consiste em um disco central e braços afilados. Apresentam esqueleto externo de calcário e se locomovem através da circulação de água por seus pés ambulacrais.

Filo Equinodermata
Diferentes exemplares de estrela-do-mar

Equinóides – Seu esqueleto é interno e composto por calcário. Geralmente apresentam espinho em grande quantidade ao redor do corpo que auxiliam na sua locomoção e servem pra sua proteção contra predadores. Os ouriços do mar apresentam o tubo digestivo completo, com boca e orifício retal.

Filo Equinodermata
Ouriços-do-mar

Filo Equinodermata
Foto aumentada mostrando os pés ambulacrais (movimentação) e pedicelária ( limpeza corporal)

Filo Equinodermata
Ouriço do Mar

Filo Equinodermata
Ouriço do Mar

Crinóides

Semelhantes a flores são chamados de lírios do mar. Normalmente ficam fixos em rochas ou mesmo no fundo da mar. Seu corpo é um pequeno cálice em forma de taça, de placas calcárias, ao qual estão presos cinco braços.

Filo Equinodermata
Exemplares de lírios-do-mar

Ofiuróides

Os ofiúros possuem cinco braços longos e finos e móveis, unidos em um disco central. Não apresentam orifício retal, apenas a boca. Por causa da sua aparência são também chamados de serpentes do mar.

Filo Equinodermata
Serpente do Mar

Holoturóides

Os pepinos do mar, também conhecidos como holotúrias, apresentam um comportamento diferente. Quando as condições estão ruins, ou mesmo quando estão sendo atacados, soltam parte de seu intestino e enquanto seu predador se ocupa com parte de seu sistema digestivo, ele foge.

Filo Equinodermata
Pepino do Mar

Autor: Luis Antonio Tofolo Júnior

Filo Equinodermata

Os equinodermes (gr. echinos = ouriço + derma = pele) constituem um dos filos mais distintos e facilmente reconhecíveis do reino animal, sendo abundantes em todos os oceanos do mundo.

Os equinodermes são um grupo antigo, com abundante registo fóssil desde o Câmbrico. No entanto, tal como com outros filos dominantes, como artrópodes ou moluscos, os fósseis não indicam a origem ou o parentesco filogenético destes animais, sendo esses inferidos do estudo de animais vivos e do seu desenvolvimento embrionário.

Atualmente a larva dos equinodermes apresenta simetria bilateral e desenvolvimento deuterostómio típico, com uma metamorfose bastante complicada. Deste fato retira-se que os equinodermes ancestrais seriam igualmente animais com simetria bilateral e que a sua condição atual de animais radiados resulta de adaptação a um modo de vida séssil ou altamente sedentário, como em outros grupos animais (cnidários ou poríferos, por exemplo).

Dado que o único outro filo com estas características e um esqueleto interno é o filo Chordata, os equinodermes foram, durante muito tempo, considerados como tendo um ancestral comum com estes animais. Atualmente tal ideia foi posta de parte, não só devido a muitas diferenças importantes entre estes filos, mas também devido ao longo historial fóssil de ambos, onde nunca existem formas intermédias. Considera-se, portanto, que ambos os filos evoluíram por linhas separadas durante muito tempo.

São todos animais marinhos, grandes, nunca parasitas ou coloniais. Praticamente todos apresentam hábitos bentónicos e vivem permanentemente fixos ao substrato ou deslocam-se lentamente sobre ele.

Os equinodermes apresentam uma grande variedade de formas: o corpo pode ser constituído por braços (estrelas do mar), ramificado e plumoso (lírios do mar) ou esférico a cilíndrico (ouriços e pepinos do mar).

A maior estrela-do-mar atinge 80 cm e o maior ouriço, de mares profundos, 30 cm. Uma espécie de holotúria atinge 2 m de comprimento, embora com apenas 5 cm de diâmetro. Um crinóide fóssil atingia, no entanto, 21 m de comprimento. Neste filo existem formas predadoras, como as estrelas-do-mar, e formas herbívoras, como os ouriços-do-mar.

Os equinodermes são animais muito peculiares e grande parte daquilo que os distingue dos restantes invertebrados resulta das elaboradas divisões do celoma e do seu uso.

O seu celoma divide-se em 3 partes durante o desenvolvimento embrionário:

Sistema ambulacrário

Também designado sistema vascular-hídrico, consiste num conjunto conspícuo de canais cheios de líquido (água do mar), que se manifesta á superfície sob a forma de pés ambulacrários. Este é um sistema hidráulico (líquido sob pressão), que funciona na locomoção, alimentação e respiração, dependendo da classe de equinodermes (nas formas mais comuns, como estrelas-do-mar ou ouriços-do-mar, o sistema é principalmente locomotor). Todos os sistemas ambulacrários apresentam um canal anelar em torno da boca, tubos radiais até aos pés ambulacrários com pequenas ventosas terminais e um tubo axial – canal pétreo -, que se dirige do canal anelar para uma placa madrepórica, localizada na zona aboral, que controla a pressão interna. Esta placa perfurada permite que líquido penetre no sistema, equilibrando as modificações de pressão e as perdas devidas a danos nos pés ambulacrários, pois o líquido deve sempre apresentar uma pressão positiva.

Na extremidade interna de cada pé ambulacrário existe uma ampola ambulacrária, musculosa, que injeta água no pé, fazendo-o distender-se. O funcionamento conjunto de todos os numerosos pés ambulacrários permite ao animal subir superfícies verticais, abrir conchas de moluscos de que se alimenta ou agarrar-se a rochas batidas pelas ondas. Como defesa existem pés ambulacrários modificados, designados pedicelários, que podem conter substâncias tóxicas. Os pedicelários têm formas variadas, uns parecem garfos, outros pequenas garras, etc.;

Sistema peri-hemal

Conjunto inconspícuo de canais internos que incluem cordões de tecidos. Este sistema, que é paralelo ao sistema ambulacrário, não é bem compreendido.

Apresenta igualmente um órgão axial, formado por um alargamento de tubos. Pensa-se que este sistema pode estar envolvido no transporte de substâncias dissolvidas ou na produção de amebócitos para a defesa imunitária;

Apenas os cordados e os equinodermes apresentam esqueleto interno, cuja função é fornecer pontos de apoio aos músculos, proteger os órgãos internos e dar a rigidez necessária para que os pés ambulacrários operem durante a locomoção. Nos equinodermes, este esqueleto é formado na derme e consiste em unidades calcárias separadas, designadas ossículos, que crescem juntamente com o animal. Estas placas podem apresentar expansões que atravessam a derme e surgem á superfície – espinhos. Dado que estes espinhos não aparentam ser revestidos, surge a ideia que o esqueleto é externo. Na realidade, eles são cobertos por uma fina epiderme e fazem parte do esqueleto interno.

O sistema digestivo é completo, com a boca na face oral e o orifício retal na face aboral. Geralmente, em torno da boca existem “dentes” que no seu conjunto formam uma espécie de mandíbula interna designada lanterna de Aristóteles. Algumas espécies podem evaginar parte do sistema digestivo, introduzindo-o no interior da carapaça de um bivalve, por exemplo, e realizando uma digestão parcial in situ, com a ajuda de enzimas digestivas. Ao fim de algum tempo passam o alimento quase liquefeito para o estômago, onde se completa a digestão. Muito incomum para um filo considerado avançado, os equinodermes não apresentam sistema nervoso centralizado. Este é pouco desenvolvido e composto por diversos cordões paralelos ao sistema ambulacrário, unidos num anel circumbucal. Não existe cérebro nem gânglios, tal como órgãos dos sentidos, de modo geral. A recepção sensorial é feita através de células não especializadas da epiderme.

Geralmente não existem igualmente sistemas excretor, circulatório e respiratório, o que também é incomum para animais tão grandes.

A excreção deve ser realizada por amebócitos do líquido celómico perivisceral, que têm a capacidade de fagocitar substâncias e de sair do celoma para os tecidos circundantes. A ausência de órgãos excretores implica que estes animais não apresentam qualquer capacidade osmorreguladora, obrigando-os a serem animais unicamente marinhos. A respiração pode ser realizada por pés ambulacrários ou por alguma projeção do celoma perivisceral, como as brânquias dérmicas das estrelas-do-mar ou as árvores respiratórias das holotúrias. Os gases difundem-se para e são transportados pelo corpo pelo líquido celómico. Na ausência de sistema circulatório, líquido celómico substitui igualmente o sangue, transportando nutrientes pelo corpo.

O corpo dos equinodermes apresenta duas superfícies principais, uma com a boca e geralmente virada para o substrato – superfície oral – e outra contendo o orifício retal– superfície aboral. Apenas os crinóides apresentam a face aboral para o substrato e as holotúrias estão deitadas sobre um lado. Com poucas excepções, os equinodermes apresentam os sexos separados. Não existem órgãos copulatórios, nem diferenças externas entre os sexos. A fecundação é externa e, para maximizar a probabilidade de fecundação, a libertação de gâmetas por um indivíduo estimula a libertação de todos os animais da área. As larvas são o principal meio de dispersão da espécie pois a maioria dos adultos são sésseis, enquanto a larva é de natação livre.

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt

Filo Equinodermata

O filo Echinodermata é constituído por cerca de 7.000 espécies distribuídas em seis classes: Crinoidea, Asteroidea, Ophiuroidea, Echinoidea, Holothuroidea e Concentricycloidea.

O nome do grupo é derivado de duas palavras gregas: echinos, que significa ouriço, e derma, que significa pele, e se refere às projeções em forma de espinhos ou tubérculos presentes na superfície do corpo.

CARACTERÍSTICAS

Trata-se de um grupo muito antigo, filogeneticamente relacionado aos Chordata. Há indícios de um longo histórico pré-cambriano, pois parecem ter sido comuns em alguns habitats já no início do Cambriano, há cerca de 600 milhões de anos. É deste período que datam os primeiros registros fósseis do filo, baseados nos restos de um animal pequeno, bentônico, bilateralmente simétrico e que provavelmente se alimentava de material em suspensão na água do mar.

Deste ancestral primitivo, teriam se originado dois outros grupos, hoje extintos: os carpóides e os helicoplacóides, estes últimos, precursores das formas atuais.

As classes de Echinodermata divergiram evolutivamente ainda no Pré-Cambriano, sendo que as atuais surgiram no início do Paleozóico, há cerca de 550-450 milhões de anos. O registro fóssil do grupo conta atualmente com cerca de 16 classes e mais de 13.000 espécies extintas.

Todos os representantes do filo são de vida livre, sendo raras as espécies comensais. Em geral, os sexos são separados, sem dimorfismo sexual externo, com exceção dos Concentricycloidea, que apresentam, inclusive, órgão copulatório. Algumas espécies passam por um estádio larval planctônico, enquanto outras são vivíparas. Apesar de raro entre os Echinodermata, o hermafroditismo tem sido relatado em algumas espécies.

O alto poder de regeneração dos integrantes deste filo confere a algumas espécies a capacidade de se reproduzir assexuadamente por fissão, um processo de divisão do corpo que resulta em novos indivíduos completos e funcionais.

HABITAT

Embora a grande maioria das espécies seja marinha, algumas toleram a água salobra. Podem ser encontradas em todos os oceanos, latitudes e profundidades, da zona entremarés às regiões abissais, sendo mais abundantes na região tropical do que nas águas polares.

São predominantemente bentônicos, ocupando diversos tipos de substrato. Umas poucas espécies de holotúrias, porém, são pelágicas. Tendem a apresentar distribuição agregada, sendo encontradas em altas densidades. Em locais onde as condições são favoráveis, o substrato pode ficar totalmente coberto por ouriços-do-mar, ofiuróides ou estrelas-do-mar. Constituem o grupo mais abundante de animais dos fundos marinhos, chegando a compor 90% da biomassa total nas regiões abissais.

Muitos são adaptados para se fixar a substratos rochosos, enquanto outros vivem em substratos lodosos, arenosos, em madeira submersa ou em epibiose.

ORGANIZAÇÃO ESTRUTURAL

A estrutura corporal dos equinodermas baseia-se na existência do sistema ambulacrário. Tomando como exemplo a estrela-do-mar, a face do corpo voltada para o solo ou outro substrato é a face oral; a oposta é a face aboral, onde está o orifício retal e a placa madrepórica. Essa placa é perfurada e permite a entrada de água do mar, que preenche todo o sistema. Pelo canal madrepórico, a água alcança o canal circular, onde existem dilatações chamadas vesículas de Poli. Dessas vesículas, saem cinco canais radiais, que se dirigem para os braços.

Ao longo desses canais radiais, há centenas de pequenas bolsas, chamadas ampolas, de onde partem os pés ambulacrários. As contrações da ampola forçam a água para dentro do pé ambulacrário, que então se distende e projeta-se para fora do corpo através de pequenos orifícios do esqueleto. Quando a ampola relaxa, o pé correspondente contrai e expulsa a água do seu interior, retraindo-se.

A contração e a retração contínuas e coordenadas dos pés ambulacrários permitem que a estrela-do-mar se locomova e use os pés com pequenas ventosas, podendo capturar alimentos, fixar-se a um substrato, abrir conchas de moluscos, etc.

SISTEMA DIGESTIVO E NUTRIÇÃO

É completo. Os ouriços-do-mar possuem, na boca, uma estrutura raspadora chamada lanterna-de-Aristóteles. As estrelas-do-mar são capazes de everter o seu estômato, introduzindo-o no interior de conchas de moluscos, digeridos ainda vivos.

SISTEMA CIRCULATÓRIO E EXCRETOR

Ausente ou é rudimentar, e a distribuição de materiais faz-se através da cavidade celomática. A excreção é feita diretamente através da água que ocupa o sistema ambulacrário, não havendo nenhuma outra estrutura excretora especializada.

SISTEMA NERVOSO

Formado por nervo anelar ao redor da faringe e nervos radiais, é rudimentar e não apresenta cefalização. Há células táteis e olfativas em toda a superfície do corpo. As estrelas-do-mar possuem células fotorreceptoras nas extremidades dos braços.

SISTEMA RESPIRATÓRIO

Ocorre por difusão, entre a água do mar e a que ocupa o sistema ambulacrário. Nos pepinos-do-mar, há uma série de filamentos ao redor da boca, pelos quais passa o líquido celomático, que funcionam como brânquias. Não há pigmentos transportadores de oxigênio. Os ouriços-do-mar possuem brânquias dérmicas, análogas às brânquias periorais dos pepinos-do-mar e também ocupadas por líquido celomático.

Entre as brânquias dérmicas e os numerosos espinhos, os ouriços-do-mar possuem apêndices chamados pedicelárias, dotados de pinças nas extremidades e empregados na limpeza de detritos que se depositam no corpo. Em algumas espécies, essas pedicelárias inoculam veneno.

SISTEMA ESQUELÉTICO

O endoesqueleto é constituído por placas calcárias, distribuídas em cinco zonas ambulacrais alternadas com cinco zonas interambulacrais. As zonas ambulacrais possuem numerosos orifícios, por onde se projetam os pés ambulacrais, estruturas relacionadas com a locomoção. Na face dorsal do esqueleto há uma placa central ou disco (onde se abre o orifício retal), rodeada por cinco placas, cada uma com um orifício genital.

Uma dessas placas exibe, além do orifício genital, numerosos poros ligados ao sistema ambulacral: trata-se da placa madrepórica. Assentados sobre as placas estão os espinhos, dotados de mobilidade graças aos músculos presentes em sua base. Entre os espinhos, pequenas estruturas com a extremidade em forma de pinça, as pedicelárias, constituídas por dois ou três artículos, com funções de defesa e limpeza da superfície corporal.

O esqueleto é interno (endoesqueleto mesodermal), recoberto pela epiderme. O esqueleto é formado por placas calcárias fixas ou articuladas (móveis). As placas podem ter espinhos (daí o nome do filo) que se movem por meio de músculos e ainda pedicelárias que fazem à limpeza e defesa do corpo.

SISTEMA REPRODUTOR

Na reprodução sexuada os animais são dióicos e de fecundação externa. Nos ouriços-do-mar a larva é equinoplúteus, enquanto nas estrelas-do-mar as larvas são bipinária e braquiolária. São animais muito usados para estudos do desenvolvimento embrionário e partenogênese.

A regeneração é muito intensa. Na estrela-do-mar, além de regenerar os braços, se dividida em várias partes, cada parte dará um novo indivíduo e podemos então falar em reprodução assexuada. Os pepinos-do-mar, quando perseguidos, podem eliminar parte de suas vísceras e depois regenerá-las.

O desenvolvimento é indireto, com passagem por estágios larvais, como as larvas plúteo e bipinária, todas de vida livre e nadantes.

Por serem móveis, as larvas representam a principal forma de dispersão desses animais, podendo deslocar-se dos ancestrais e ocuparem locais afastados deles.

SISTEMA AMBULACRAL - RESPIRAÇÃO, LOCOMOÇÃO E CIRCULAÇÃO

É uma exclusividade dos equinodermatas. Este sistema se acha constituído por um conjunto de canais que delimitam espaço celomáticos no interior.

Apresentam função de: respiração, locomoção e circulação.

No sistema ambulacrário distinguimos uma abertura parecida com uma peneira denominada placa madrepórica ou madreporito, que fica em contato com o meio exterior, por onde a água pode entrar.

Segue-se um canal orientado dorsoventralmente denominado canal pétreo que vai se abrir num canal circular ao redor do aparelho digestivo; desse canal circular saem 5 canais radiais que tomam a direção dos braços do animal terminando nas extremidades do mesmo.

De cada canal radial partem uma sucessão de canais laterais formando nas extremidades os pés ambulacrários, que se apresentam formados por um tubo fechado nas duas extremidades, possuindo internamente uma dilatação, a ampola, e externamente uma formação que funciona como ventosa. Os pés ambulacrários nas estrelas-do-mar servem para prendê-las as substrato, para locomoção, captura e manuseio de alimentos.

A coordenação dos movimentos dos pés ambulacrais promove o lento deslocamento desses animais sobre os substratos marinhos

Fonte: www.vivaterra.org.br

Filo Equinodermata

Posição Sistemática

Reino Animalia

Sub reino: Metazoa

Filo Echinodermata

Classe Crinoidea
Classe Asteroidea
Classe Ophiuroidea
Classe Echinoidea
Classe Holothuroidea
Classe Concentricycloidea

Número de espécies

No mundo: 7.000
No Brasil:
329 (não fósseis)

Filo Equinodermata
Equinodermos

Características Gerais

Todos os representantes do filo são de vida livre, sendo raras as espécies comensais. Em geral, os sexos são separados, sem dimorfismo sexual externo, com exceção dos Concentricycloidea, que apresentam, inclusive, órgão copulatório. Algumas espécies passam por um estádio larval planctônico, enquanto outras são vivíparas. Apesar de raro entre os Echinodermata, o hermafroditismo tem sido relatado em algumas espécies.

O alto poder de regeneração dos integrantes deste filo confere a algumas espécies a capacidade de se reproduzir assexuadamente por fissão, um processo de divisão do corpo que resulta em novos indivíduos completos e funcionais.

Embora a grande maioria das espécies seja marinha, algumas toleram a água salobra. Podem ser encontrados em todos os oceanos, latitudes e profundidades, da zona entremarés às regiões abissais, sendo mais abundantes na região tropical do que nas águas polares.

São predominantemente bentônicos, ocupando diversos tipos de substrato. Umas poucas espécies de holotúrias, porém, são pelágicas. Tendem a apresentar distribuição agregada, sendo encontradas em altas densidades. Em locais onde as condições são favoráveis, o substrato pode ficar totalmente coberto por ouriços-do-mar, ofiuróides ou estrelas-do-mar. Constituem o grupo mais abundante de animais dos fundos marinhos, chegando a compor 90% da biomassa total nas regiões abissais.

Muitos são adaptados para se fixar a substratos rochosos, enquanto outros vivem em substratos lodosos, arenosos, em madeira submersa ou em epibiose.

A estrutura corporal dos equinodermas baseia-se na existência do sistema ambulacrário. Tomando como exemplo a estrela-do-mar, a face do corpo voltada para o solo ou outro substrato é a face oral; a oposta é a face aboral, onde está o orifício retal e a placa madrepórica. Essa placa é perfurada e permite a entrada de água do mar, que preenche todo o sistema. Pelo canal madrepórico, a água alcança o canal circular, onde existem dilatações chamadas vesículas de Poli. Dessas vesículas, saem cinco canais radiais, que se dirigem para os braços. Ao longo desses canais radiais, há centenas de pequenas bolsas, chamadas ampolas, de onde partem os pés ambulacrários.

O sistema digestivo é completo. Os ouriços-do-mar possuem, na boca, uma estrutura raspadora chamada lanterna-de-Aristóteles. As estrelas-do-mar são capazes de everter o seu estômato, introduzindo-o no interior de conchas de moluscos, digeridos ainda vivos.

O sistema circulatório é ausente ou rudimentar, e a distribuição de materiais faz-se através da cavidade celomática. A excreção é feita diretamente através da água que ocupa o sistema ambulacrário, não havendo nenhuma outra estrutura excretora especializada.

As trocas gasosas ocorrem por difusão, entre a água do mar e a que ocupa o sistema ambulacrário.

O endoesqueleto é constituído por placas calcárias, distribuídas em cinco zonas ambulacrais alternadas com cinco zonas interambulacrais. As zonas ambulacrais possuem numerosos orifícios, por onde se projetam os pés ambulacrais, estruturas relacionadas com a locomoção. Na face dorsal do esqueleto há uma placa central ou disco (onde se abre o orifício retal), rodeada por cinco placas, cada uma com um orifício genital.

Uma dessas placas exibe, além do orifício genital, numerosos poros ligados ao sistema ambulacral: trata-se da placa madrepórica. Assentados sobre as placas estão os espinhos, dotados de mobilidade graças aos músculos presentes em sua base. Entre os espinhos, pequenas estruturas com a extremidade em forma de pinça, as pedicelárias, constituídas por dois ou três artículos, com funções de defesa e limpeza da superfície corporal.

Na reprodução sexuada os animais são dióicos e de fecundação externa. Nos ouriços-do-mar a larva é equinoplúteus, enquanto nas estrelas-do-mar as larvas são bipinária e braquiolária. São animais muito usados para estudos do desenvolvimento embrionário e partenogênese.

A regeneração é muito intensa. Na estrela-do-mar, além de regenerar os braços, se dividida em várias partes, cada parte dará um novo indivíduo e podemos então falar em reprodução assexuada. Os pepinos-do-mar, quando perseguidos, podem eliminar parte de suas vísceras e depois regenerá-las.

Sistema Nervoso dos Equinodermas

Sistema nervoso subepidérmico na forma de um anel circum-esofágico, do qual partem nervos bastante difusos para cada ambúlacro. Ao invés de as fibras nervosas correrem no sentido dos motoneurônios aos blocos musculares, são as células musculares com processos longos, semelhantes no formato a um axônio, as que se estendem para formar terminais pós-sinápticos na superfície do cordão nervoso.

Não é centralizado, é pouco desenvolvido. Não posseum cérebro, e apesar disso são capazes de efetuar coordenação em coisas como o movimento, captura de alimentos e também são capazes de voltar à posição original quando são virados. Não há órgãos especiais dos sentidos. Parece que a recepção sensorial de todos os tipos como tato, substâncias químicas, luz ..., é uma função das células especializadas da epiderme. Há células táteis e olfativas em toda a superfície do corpo.

As estrelas-do-mar possuem células fotorreceptoras nas extremidades dos braços.

Fonte: www.pucrs.br

Filo Equinodermata

Os Echinodermatas (gr. echinos, espinhos + derma, pele) constituem um dos filos mais facilmente reconhecíveis do Reino Animal.Incluem as bem conhecidas estrelas-do-mar, pepinos-do-mar, ouriços-do-mar, serpentes-do-mar, bolachas-da-praia e lírios-do-mar.Todos são animais grandes e nenhum é parasita ou colonial.

Praticamente todos têm hábitos bentônicos e são permanentemente presos ao fundo oceânico ou se movem lentamente sobre o substrato.São peculiares entre os animais por não apresentarem cabeça, terem um esqueleto interno, larvas bilaterais que sofrem metamorfose para animais adultos de simetria radial.Todos os equinodermas são marinhos e são comuns e abundantes em todos os oceanos do mundo.

Características Gerais

Revestimento e proteção

A epiderme simples recobre o esqueleto e os espinhos (quando presentes). Os espinhos, que servem como proteção (principalmente no ouriço-do-mar), são bem alongados e às vezes providos de glândulas venenosas. Algumas espécies possuem ainda pequenas pinças (pedicelárias) que servem para defesa e para manter sempre limpa a superfície do corpo.

Sustentação e locomoção

Possuem endoesqueleto de placas calcáreas móveis (articuladas) ou fixas, freqüentemente com espinhos. As placas podem ser macroscópicas, distribuídas pelo corpo, como nos pepinos-do-mar, ou constituir uma carapaça muito resistente, como nos ouriços-do-mar. Nestes animais, a locomoção é lenta e é feita pelos pés ambulacrários e ainda por espinhos movidos por músculos.

Nutrição e digestão

O sistema digestivo é completo, exceto nos ofiúros. As estrelas-do-mar são carnívoras e predadoras, seu alimento preferido são as ostras. Apesar da potente musculatura das ostras, as estrelas-do-mar conseguem abrir-lhe as valvas, introduzir seu estômago e lançar enzimas, ocorrendo um digestão externa. Os ouriços-do-mar alimentam-se de algas, que são trituradas pelos cinco dentes calcários, que formam a lanterna de Aristóteles.

Circulação

Não possuem coração nem mesmo sistema circulatório típico. Existe, porém, um reduzido sistema de canais (canais pseudohemais), com disposição radial, onde circula um líquido incolor contendo amebócitos.

Respiração

A respiração por difusão ocorre no sistema ambulacrário. Além disso, na estrela-do-mar e ouriço-do-mar existem diminutas e ramificadas brânquias dérmicas.

Na cloaca do pepino-do-mar existem túbulos ramificados, as árvores respiratórias ou hidropulmões, que acumulam água para as trocas gasosas.

Excreção

Não existe nenhum órgão especializado. Os catobólitos são levados por amebócitos aos pés ambulacrários, hidropulmões ou a qualquer estruturas exposta à água, que os elimina por difusão.

Sistema nervoso

Não há gânglios, mas sim um anel nervoso próximo à região oral, de onde saem nervos radiais.

Sentidos

Possuem células táteis na superfície do corpo. Na extremidade dos braços das estrelas-do-mar existem células fotorreceptoras.

Reprodução

São animais de sexos separados e de fecundação externa. Os órgãos sexuais são simples, existindo, geralmente, apenas gônadas sem ductos genitais.

O desenvolvimento é indireto, aparecendo em cada classe um tipo característico de larva: bipinária (nas estrelas-do-mar), pluteus (ofiúros e ouriço), dolidária (crinóides) e auriculária (pepino-do-mar).

A simetria é bilateral nas larvas, passando a radial nos animais adultos. A reprodução assexuada aparece em algumas larvas que se autodividem; além disso, as estrelas-do-mar e o pepino-do-mar têm a capacidade de regenerar partes perdidas.

Classe Crinoidea (Crinóides)

Estes equinodermos semelhantes a flores vivem desde abaixo da linha de maré baixa até profundidades abissais. O corpo é um pequeno cálice em forma de taça, de placas calcáreas, ao qual estão presos 5 braços flexíveis que se bifurcam formando 10 ou mais extremidades estreitas. Alguns possuem um pedúnculo longo, que fixa o crinóide ao fundo do mar . Boca e orifício retal estão presentes na superfície oral.

Alimentam-se de plâncton e de detritos, colhidos pelos tentáculos e dirigidos à boca pelos cílios. Exemplo: lírio-do-mar.

Classe Echinoidea (ouriços-do-mar e bolachas-da-praia)

Os membros desta classe têm o corpo arredondado (forma: hemisférica ou ovóide, nos ouriços-do-mar; disciforme, nas bolachas-do-mar) sem braços ou raios livres, mas possuem espinhos delgados e móveis.

Em um ouriço-do-mar comum as vísceras estão encerradas em uma carapaça. Cinco áreas (ambulacros), correspondem aos braços da estrela-do-mar, são perfuradas para uma série dupla de pés ambulacrários.

Nas placas há tubérculos baixos, arredondados, nos quais os espinhos se articulam. Entre os espinhos há pedicelárias, as quais mantêm o corpo limpo e capturam pequenas presas. Boca e orifício retal são centrais, mas em pólos opostos. Ouriços alimentam-se de plantas marinhas, matéria animal morta e pequenos organismos. Bolachas-da-praia alimentam-se de partículas orgânicas da areia ou do lodo através de ingestão direta ou por meio de rede de muco.

Classe Asteroidea (estrelas-do-mar)

Filo Equinodermata
Estrelas do mar

As estrelas-do-mar abundam em quase todas as costas marinhas, especialmente em praias rochosas e ao redor de pilares de portos. Várias espécies vivem desde as linhas de maré até profundidades consideráveis na areia e no lodo.

O corpo de uma estrela-do-mar consiste de um disco central e cinco raios ou braços afilados. Na superfície aboral ou superior há espinhos calcários, os quais são partes do esqueleto. Brânquias dérmicas (pápulas) pequenas e moles projetam-se da cavidade do corpo entre os espinhos para a respiração e excreção. Ao redor dos espinhos e pápulas há pedicelárias diminutas em forma de pinça, que mantém a superfície do corpo limpa e também auxiliam na captura de alimento. O orifício retal é uma abertura diminuta próxima ao centro da superfície aboral e nas proximidades do madreporito. A boca está no centro da superfície oral, ou inferior. Um sulco ambulacrário mediano, orlado de espinhos, estende-se ao longo da superfície oral de cada braço e dele protaem muitos pés ambulacrários. Na ponta de cada braço há um tentáculo táctil e uma mancha ocelar, sensível a luz.

As estrelas-do-mar alimentam-se de moluscos, crustáceos e vermes tubícolas. Algumas alimentam-se de matéria orgânica em suspensão. Animais pequenos e ativos, mesmo peixes, ocasionalmente podem ser capturados pelos pés ambulacrários e pedicelárias e levados à boca. Quanto à reprodução, óvulos e espermatozóides são postos na água do mar, onde ocorre a fecundação. A clivagem é rápida, total, igual e indeterminada. A larva originada possui simetria bilateral e passa por diferentes fases. Estrelas-do-mar sofrem acidentes na natureza e podem soltar um braço (autotomia) quando manuseadas rudemente, mas os braços regeneram-se prontamente.

Classe Ophiuroidea (ofiúros)

Filo Equinodermata
Ophiuroidea

Os ofiúros têm um disco pequeno, arredondado, com 5 braços distintos, longos, delgados, articulados e frágeis. No braço há um ramo do sistema ambulacrário.

Os pés ambulacrários são ventrolaterais, sem ventosas. Eles são sensitivos, auxiliam na respiração e podem levar alimento à boca. Não há pedicelárias e brânquias dérmicas. Todos os órgãos digestivo e reprodutores estão no disco. A boca fica no centro da superfície oral. Não ha orifício retal.

Vivem desde água rasa a profunda, algumas vezes, escondendo-se embaixo de pedras ou plantas marinhas ou no lodo e areia, tornando-se ativos à noite.

Movem-se por movimentos serpenteantes rápidos. Alimentam-se de pequenos crustáceos, moluscos e outros animais e detritos do fundo; podem servir de alimentos a peixes. Ex.: serpente-do-mar.

Classe Holothuroidea (Holotúrias)

Em oposição aos outros equinodermos, as holotúrias têm o corpo delgado, alongado em um eixo oral-aboral. A boca é circundada por 10 a 30 tentáculos que são modificações de pés ambulacrários bucais encontrados em outros equinodermos. Algumas holotúrias apresentam 2 zonas longitudinais de pés ambulacrários na região dorsal, de função táctil e respiratória. O lado ventral tem tipicamente três zonas de pés ambulacrários, com ventosas, que servem para a locomoção.

As holotúrias movem-se como lesmas no fundo do mar ou cavam no lodo ou areia da superfície deixando somente as extremidades do corpo expostas, quando perturbadas, contraem-se lentamente.

O alimento é de material orgânico dos detritos do fundo, que é empurrado para a boca ou de plâncton aprisionado em muco nos tentáculos. As holotúrias frequentemente são os invertebrados dominantes nas partes mais profundas dos oceanos e muitos taxa são restritos a águas profundas. Ex.: pepino-do-mar.

Importância para o homem

Os equinodermos são pouco usados como alimento; no entanto,habitantes da bacia do Mediterrâneo comem, assadas ou cruas,as gônadas do ouriço-do-mar.

As paredes do corpo dopepino-do-mar, após serem fervidas e secas, produzem o “trepang” usado para fazer sopas. As vísceras de vários equinodermos são usadas como iscas para peixes; entretanto, estrela-do-mar podem danificar culturas comerciais de ostras e mexilhões, trazendo sérios prejuízos aos criadores.

Está nas pesquisas biológicas a maior utilidade dos equinodermos.

Muitos são os ensaios experimentais sobre fecundação e desenvolvimento feitos com o ouriço-do-mar.

Equinodermos

São animais triblásticos, enterocelomados e deuterostômios como os Cordados. Portanto, o orifício retal se origina do blastóporo. Nos outros invertebrados (protostômios) o blastóporo dá origem à boca. São os invertebrados mais evoluídos. Invertebrados exclusivamente marinhos. Na fase adulta podem ser fixos como os “lírios-do-mar” ou podem locomover-se como as estrelas-do-mar, os ouriços-do-mar, as serpentes-do-mar e os pepinos-do-mar.

As larvas (plúteus; bipinária, etc) apresentam simetria bilateral. Os adultos, simetria radial.

O tubo digestivo é simples, podendo apresentar cecos (estrelas-do-mar) que se originam no estômago. Na boca do ouriço-do-mar há a lanterna-de-aristóteles (“raladora”). Os Ofiuros, às vezes algumas estrelas, não apresentam orifício retal.

A respiração e a excreção ocorrem por difusão pela superfície do sistema ambulacrário ou pelas brânquias (ouriço-do-mar; estrela-do-mar). Não há sistema circulatório como nos outros animais. O sistema hemal (= conjunto de canais e lacunas) faz, parcialmente, as funções de sistema circulatório.

O endoesqueleto é constituído por placas calcárias, distribuídas em cinco zonas ambulacrais alternadas com cinco zonas interambulacrais. As zonas ambulacrais possuem numerosos orifícios, por onde se projetam os pés ambulacrais, estruturas relacionadas com a locomoção. Na face dorsal do esqueleto há uma placa central ou disco (onde se abre o orifício retal), rodeada por cinco placas, cada uma com um orifício genital.

Uma dessas placas exibe, além do orifício genital, numerosos poros ligados ao sistema ambulacral: trata-se da placa madrepórica.

Assentados sobre as placas estão os espinhos, dotados de mobilidade graças aos músculos presentes em sua base. Entre os espinhos, pequenas estruturas com a extremidade em forma de pinça, as pedicelárias, constituídas por dois ou três artículos, com funções de defesa e limpeza da superfície corporal.

Os equinodermos possuem um sistema de locomoção constituído por canais, o sistema ambulacral. Este sistema abre-se para o exterior através dos poros da placa madrepórica. Segue-se o canal madrepórico, que se liga ao canal circular que circunda o tubo digestivo. Deste partem cinco canais radiais que percorrem o corpo do animal, emitindo expansões pares - as ampolas - ligadas aos pés ambulacrais tubulares, que se projetam para a superfície externa do corpo. Os pés ambulacrais se contraem ou distendem conforme as variações de pressão promovidas no líquido que os preenche. Essas variações devem-se aos músculos que envolvem as ampolas. A coordenação dos movimentos dos pés ambulacrais promove o lento deslocamento desses animais sobre os substratos marinhos.

O sistema nervoso é formado por nervo anelar ao redor da faringe e nervos radiais. Há células táteis e olfativas em toda a superfície do corpo. As estrelas-do-mar possuem células fotorreceptoras nas extremidades dos braços.

O esqueleto é interno (endoesqueleto mesodermal), recoberto pela epiderme. O esqueleto é formado por placas calcárias fixas ou articuladas (móveis). As placas podem ter espinhos (daí o nome do filo) que se movem por meio de músculos e ainda pedicelárias que fazem a limpeza e defesa do corpo.

Na reprodução sexuada os animais são dióicos e de fecundação externa. Nos ouriços-do-mar a larva é equinoplúteus, enquanto nas estrelas-do-mar as larvas são bipinária e braquiolária. São animais muito usados para estudos do desenvolvimento embrionário e partenogênese.

Desenvolvimento embrionário de uma estrela-do-mar. Nas figuras A e B, as larvas são planctônicas.

Resumo da classificação

CLASSE EM PORTUGUÊS CARACTERÍSTICAS EXEMPLOS
CRINOIDEA Crinóides Alguns, fixos no fundo do mar (com tentáculos móveis); outros, flutuantes Lírios-do-mar
OPHIUROIDEA Ofiuróides Livres, corpo em forma de medalha com 5 braços finos, longos e muito móveis Serpentes-do-mar
ASTEROIDEA Asteróides Livres, com formato de estrela (número de braços variável) Estrelas-do-mar
ECHINOIDEA Equinóides Livres, semi-esféricos e alguns cobertos de espinhos grandes Ouriços-do-mar, bolachas-do-mar
HOLOTHUROIDEA Holoturóides Poucos movimentos, vivendo junto às rochas no fundo da água Pepinos-do-mar

Fonte: www.escolavesper.com.br

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