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Filo Mollusca

 

 

Filo Mollusca
Filo Mollusca

Este filo subdivide-se em 7 classes,mas aqui serão estudadas apenas 3: classe bivalvia, classe gasthropoda e classe cephalopoda. Apesar disto, existem sempre aquelas características que permitem que unamos estas três classes num único filo.

Entre estas características podemos referir as seguintes:

Todos os moluscos apresentam uma simetria bilateral, apesar de, enm alguns casos ( como o caracol) o corpo do indivíduo sofrer uma torção durante o desenvolvimento embrionário.

O corpo é mole, possuindo geralmente um exosqueleto (concha), formado a partir do das glândulas presentes no manto (que todos possuem), uma prega de tecido situada sobre o corpo do indivíduo e que delimita a cavidade do manto, a qual tem a função de alojar as brânquias e os pulmões.

O corpo divide-se na maioria dos casos em cabeça, onde há uma concentração de massas ganglionares nervosas formando os olhos, massa visceral, local onde está a maior parte dos órgãos, e pé, que é um órgão musculoso utilizado na locomoção, que assume várias formas.

O sistema digestivo é completo, iniciando-se com uma boca onde se localizam as rádulas, que servem para raspar a superfície de rochas ou outras superfícies, compostas por filas de pequenos dentes virados para trás. Seguidamente temos o esófago, estômago, intestino e orifício retal, este último tendo origem na zona oposta à boca primordial. Aparte disto temos várias glândulas digestivas.

O sistema circulatório é por vezes aberto, isto é, o sangue circula em lacunas, fora de vasos, ocorrendo que o coração está posicionado dorsalmente.

Geralmente são gonocóricos, sendo, nos aquáticos, a fecundação externa, mas existem alguns hermafroditas.

Classe Gastropoda

Gastropodes aquáticos: brânquias na cavidade do manto.

Gastropodes terrestres: não possuem brânquias, mas sim uma espécie de pulnmão.

Em qualquer dos casos, a cavidade do manto (ou paleal) está fortemente irrigada, pois é onde se dão as trocas gasosas, penetrando o ar, ou água, repleto de oxigênio por um orifício respiratório.

Geralmente concha univalve, na qual está inserida a massa visceral, que pode tomar vários formatos (em hélice, achatada...)

O pé, em posição ventral, possui formato de palmilha, o que possibilita o rastejar

Torção da massa visceral, que resultou de uma rotação de 180º do orifício retal e cavidade do manto, os quais passaram do lado posterior para o lado anterior durante o desenvolvimento embrionário. Isto faz com que o tubo digestivo adopte a forma de um U, ocorrendo que o orifício retal abre sobre a cabeça.

Possuem rádula

Classe Bivalvia

Possuem, como o nome indica, duas valvas, que são articuladas a partir da zona dorsal (zona da charneira), onde se localizam fortes músculos que mantêm as valvas fechadas, protegendo o animal.

Não há, nos bivalves, diferenciação da cabeça.

O manto reveste as conchas internamente, e delimita a cavidade do manto, que comunica com o exterior através de dois sifões (um para entrar água, o outro para sair)

Na cavidade paleal existem dois pares de brânquias lamelares

Alimentam-se de pequenas partículas que penetrem na cavidade do manto, e que são transportadas para a boca - não possuem, portanto, rádula

Os animais são gonocóricos, sendo a fecundação geralmente externa, e ocorrendo metamorfoses nos seus ciclos de vida.

Classe Cephalopoda

Possuem 8 a 10 tentáculos pejados de ventosas que rodeiam a boca, formando o pé

Os cefalópodes possuem uma cefalização evidente, com dois olhos relativamente desenvolvidos, além de apresentarem um sistema nervoso desenvolvido que utilizam com funções de memorização e aprendisagem (o mesmo não acontece com os outros moluscos)

A sua alimentação dá-se através da captação das presas com os tentáculos, e respeciva decileração com as mandíbulas e com a rádula.

Na cavidade do manto localizam-se as brânquias

O sistema circulatório, ao contrário dos outros moluscos, é fechado, ocorrendo que o sangue corre em vasos e artéria

Alguns cefalópodes, como o náutilo e a amonite (que deve ser conhecida para quem teve tlg) têm conchas externas, no entanto a maioria dos cefalópodes têm conchas internas (como o choco ou a lula), ou não têm concha (como o polvo).

Os cefalópodes também se distinguem dos outros moluscos pelas capacidades que desenvolveram como fuga a predadores. Entre estas encontramos a possibilidade de se deslocarem a amoires velocidades, por retropropulsão, a capacidade de mudar de coloração, confundindo-se com o meio, e o tão difundido jato de tinta, que não é tinta, mas sim um líquido negro que turva a água permitindo a fuga - este líquido encontra-se no interior de uma cavidade do molusco denominada bolsa do ferrado.

Fonte: www.geocities.com

Filo Mollusca

Os moluscos são animais de corpo mole, viscoso, não segmentado, sem apêndices articulados, triblásticos, com uma cavidade geral (celoma), simetira bilateral, dividindo em três partes: cabeça, pe e massa visceral. Geralmente apresentam uma concha calcarea.

Sistema tegumentário

Esse animais possuem epitélio simples, as vezes ciliado e muito rico em células glandulares, cujas secreção torna o tegumento úmido e mole. A parte do tegumento que recobre a massa visceral forma uma dobra, chamada manto ou pallium, que secreta a concha. Chama-se cavidade pateleal ao espaço compreendido entre o manto e a superfecie do corpo (nessa cavidade se aloja o aparelho respiratório dos moluscos).

A concha consiste em uma camada orgânica externa (periostraca); uma camada media (primastica) constituída por cristais prismaticos de aragonia e uma camada interna ( nacarada), lisa e brilhante, conhecida como madrepérola.

A concha pode ser univalve, quando formada por uma so peça (caramujos e caracis), e bivalve, quando formada por duas peças, que se adaptavam e articulam (ostras e mariscos).

Sistema respiratório

A respiraçao pode ser: cutânea, branquial e pulmonar. As bransquiasa estão alojadas na cavidade paleal. A respiração pulmonar ocorre em gastrópodes terrestres (caracóis); os pulmões são constituídos por um sistema de vasos sanguineos muito ramificados que se sepalham no teto da cavidade pateleal a há uma comunicação com o exterior através de um orifício chamado pneumostoma.

Os pelecípodes são animais filtradores. A água cirdante que penetra na cavidade do manto carrega as partículas úteis são ingeridas pela boca.

Sistema digestorio

E do tipo completo e compreende: boca, faringe, esôfago, estomago,intestino e anus. Na parte basal da faringe musculosa há uma lamina quitnosa denominada radula, portadora de dentículos, dirigidos para trás e próprios para ralar os alimentos. E um órgão exclusivo dos moluscos e ausente na classe Pelecipodes. Tem como glândulas anexas, o fígado e as glândulas salivares.

Sistema circulatório

E do tipo laculanar. O coração tem posição dorsal, aparece no interior de uma cavidade pericardica e recebe o sangue proveniete dos órgãos respiratórios por intermédio de veias. Pode ter um ou dois átrios e um ventrículo, de onde o sangue e distribuídos aos tecidos. O sistema circulatório, apesar do desenvolvimento de arterias, veias e capilares, e sempre aberto, comunicando-se com lacunas sanguinas, situadas em vários órgãos.

Sistema excretor

A excreção é feita por irns (nefrideos modifcados), que retiram os excretas da cavbidade periférica e eliminam na cavidade pateleal, de onde passam para o exterior.

Sistema nervoso

E do tipo ganglionar, existindo 3 pares de gânglios nervosos: cerebroides, pediais e viscerais, os quais coordenam, respectivamente, as funções: sensórias, locomotora e vegetativa.

Os órgãos sensoriais são : estatocistos (equilíbrio), células tácteis, quimiorreceptoras e os olhos, muito desenvolvidos nos cefalóides.

Reprodução

Nos moluscos há casos de hermafroditismo, mas geralmente sao de sexos separados. Nos hermafroditas ocorre fecundação cruzada, como nos caracóis e caramujos que,que ao copularem, se estimulam mutuamente enterrando um no outro o “dardo do amor”. Alem disso, possuem uma gônada hermafrodita, a ovotestis. Essa glândula pode produzir espermatozóide e óvulos.

A copulação e recíproca; o falo de cada caracol penetra na genitália do outro conjugante, transferido o esper matozoide. O desenvolvimento dos ovos é direto.

Localização

Vivem nos mais variados ambientes.

Há espécies em terra úmida: caracóis, lesmas; marinhos, fixos em rochas, como ostras e mariscos; livres, no fundo sobre a areia, caramujos, que possuem espécies de água doce e de água salgada; de natação ativa: lulas e polvos. São facilmente encontrados nas praias, em rios e lagos ou no ambiente terrestre.

Você sabia?

A espessura e a forma das conchas dos moluscos estão relacionadas com a adaptação com o ambiente em que elas vivem. Os caracóis possuem uma concha fina, que não prejudica sua locomoção em ambiente terrestre. O caramujo tem uma concha mais espessa, capaz de resistir ao choque das ondas. Os pelecípodes apresentam conchas achatadas de duas valvas, prendendo-se as rochas e resistindo a força da água. Os polvos e as lulas não possuem conchas externas e isso permite uma locomoção ágil por propulção com jatos de água.

Fonte: br.geocities.com

Filo Mollusca

Este grande grupo, o segundo maior grupo de animais em número de espécies, reúne animais de corpo mole, simetria bilateral frequente, não segmentados, cobertos por um manto delgado que, na maioria das formas, segrega uma concha calcária dura que protege seus corpos. Essa concha é u ma característica marcante da maioria dos moluscos. Nas lesmas e nos polvos, ela está ausente. Nas lulas, é pequena e interna. O pé é a estrutura muscular mais desenvolvida dos moluscos. Com ele, podem se deslocar, cavar, nadar ou capturar suas presas. O restante dos órgãos está na massa visceral. Nela, estão os sistemas digestivo, excretor, nervoso e reprodutor. Ao redor da massa visceral, está o manto, responsável pela produção da concha. Entre a massa visceral e o manto, há uma câmara chamada cavidade do manto. Nos moluscos aquáticos, essa cavidade é ocupada pela água que banha as brânquias, nos terrestres, é cheia de ar e ricamente vascularizada, funcionando como órgão de trocas gasosas, análoga a um pulmão. A cabeça ocupa posição anterior, onde abre-se a boca, entrada do tubo digestivo. Muitas estruturas sensoriais também localizam-se na cabeça, como os olhos. Sensores químicos também estão presentes nos moluscos e permitem pressentir a aproximação de inimigos naturais, quando o molusco rapidamente fecha sua concha, colocando-se protegido.

Lesmas, ostras, mariscos, polvos e lulas estão entre os membros mais conhecidos, já sendo observadas portanto, muitas formas diferenciadas de conchas, de tamanhos e de estruturas. São predominantemente marinhos, embora existam espécies de água doce e terrestres, podendo ter vida livre, viver fixos ou enterrados.

Podem apresentar poucos centímetros, ou atingir dimensões monstruosas, como a lula gigante de águas profundas de 15 metros de comprimento.

Muitos são consumidos pelo ser humano, algumas espécies de ostras podem produzir pérolas valiosas. O grau avançado dos Moluscos é evidenciado pela complexidade do seu aparelho digestivo (que inclui boca, fígado, rim, intestino) e seu aparelho respiratório (que inclui um coração e vasos sanguíneos, contendo sangue vermelho, azul, verde ou incolor).

Apresentam uma disparidade morfológica sem comparação dentre os demais filos de animais, reunindo os familiares caracóis (reptantes), ostras e mariscos (sésseis) e lulas e polvos (livre-natantes), assim como formas pouco conhecidas, como os quítons, conchas dente-de-elefante (Scaphopoda) e espécies vermiformes (Caudofoveata e Solenogastres). Os moluscos fazem-se representar em vários habitats (mares, águas doces, salobras e terra firme) por cerca de 100.000 espécies. Vivem desde as profundidades de 10.000 metros, nos mares, até 5.400 metros acima do nível do mar, na terra. Os moluscos invadiram quase todos os ambientes; costuma-se dizer que só não há moluscos voando.

Os moluscos são extremamente importantes na economia de muitos países, como fonte de alimento rico em proteínas, sendo coletados diretamente da natureza ou mesmo cultivados. Em muitos países, possibilitam até a existência de uma indústria de pérolas e de adornos de madrepérola. Apresentam interesse médico-sanitário, pois muitas espécies são vetores de doenças, enquanto outras, aparentemente, podem ser usadas no controle destas.

A reprodução dos moluscos é sexuada e, na maioria dos representantes do grupo, a fecundação é interna e cruzada. Muitas espécies são monóicas (como o caramujo de jardim). Na cópula, dois indivíduos aproximam-se e encostam seus poros genitais, pelos quais fecundam-se reciprocamente. Os ovos desenvolvem-se e, ao eclodirem, liberam novos indivíduos sem a passagem por fase larval (desenvolvimento direto). Nas formas aquáticas, há espécies monóicas e espécies dióicas (como o mexilhão). A forma mais comum de desenvolvimento é o indireto.

CARACOL (Helix aspersa)

Filo Mollusca
Caracol

Características

Molusco terrestre, de concha relativamente fina, que não deve ser confundido com o caramujo (concha mais grossa e de ambiente aquático). Mede entre 28 e 35 mm e pesa em torno de 8 a 12 g. Concha geralmente escura, embora existam variedades cujas conchas são mais claras e até unicolores, em uma variedade de concha amarelada sem faixas. As estrias de crescimento são pouco visíveis e as faixas espirais são bem escuras e destacadas na variedade padrão. A concha não possui umbigo. Também conhecido como escargot ou Petit Gris. Muito apreciado para fins culinários, pois sua carne é saborosa e rica em proteínas, segundo os especialistas. Por isso é a espécie mais criada em cativeiro. A helicicultura ou criação de escargots no Brasil é ainda uma recente e pouco difundida atividade econômica. Contudo se tratando de uma prática incomum, já conta com grandes criadores espalhados pelo país, obtendo uma produção abundante e de alta qualidade.

Habitat

Áreas úmidas com muita vegetação e hortas.

Ocorrência

É originário dos países mediterrânicos. Introduzido no Brasil, é a espécie criada para fins comerciais.

Hábitos

É capaz de absorver ou rejeitar água através dos poros da sua pele. Em função disso, o animal rege a sua atividade, hibernando-se quando a temperatura for inferior a 5ºC e morre se descer abaixo dos 0ºC. O seu período de atividade máxima é à noite. A temperatura ideal, para o desenvolvimento da criação localiza-se entre 16 e 24 graus centígrados. Dentro dessa faixa é onde o escargot alcança sua plenitude máxima de atividade biológica. Sendo um animal de hábitos noturnos, sempre que a temperatura se situa dentro dessa faixa, o escargot mostra-se extremamente ativo durante à noite e excepcionalmente, em dias escuros, nublados e chuvosos. Lembrando que abaixo de 10 e acima de 28 graus centígrados o escargot entra em processo de hibernação, cessando completamente suas atividades normais. Ele permanecerá neste estado de estagnação enquanto a temperatura não voltar aos níveis normais.

Alimentação

Herbívoros

Reprodução

É hermafrodita, no entanto tem que acasalar para haver fecundação. O ritual de acasalamento dura cerca de 10 horas e pode ocorrer várias vezes.

O período que decorre desde o acasalamento até à desova varia conforme a temperatura, mas ronda os 15 dias. Para pôr os ovos, o caracol escava um buraco na terra com 3 a 4 cm de profundidade, no qual introduz a parte anterior do seu corpo. Cada postura dura várias horas e o caracol põe entre 60 e 150 ovos com 4 mm de diâmetro. Em seguida, o caracol cobre o buraco, iniciando-se a fase de incubação (14 a 30 dias, de acordo com a temperatura). Quando se dá a eclosão dos ovos, o caracol nasce já formado, com uma casca de 3 mm e pesa em média 27 mg. Fica no seu "ninho" durante alguns dias, alimentando-se dos resíduos orgânicos e dos restos dos ovos.

Predadores naturais

Ratos e as lagartixas, sapos, aves, alguns insetos e ácaros.

Ameaças

Além da temperatura outros fatores influenciam diretamente na vida dos caracóis. A umidade é de importância vital para a sobrevivência e desenvolvimento do escargot, já que o tegmento dos caracóis são extremamente penetráveis e portanto de fácil desidratação. A umidade ideal é de 85%, sendo acima de 80% satisfatória. Umidade excessiva também é prejudicial. A exposição direta ao sol é fatal aos escargots. Por outro lado a escuridão é prejudicial e se for duradoura é fatal. Portanto deve haver um equilíbrio entre luz e sombra, já que são indispensáveis ao escargot. O solo ideal para o escargot é neutro e de formação calcárea.

A exposição ao vento é extremamente prejudicial graças ao seu tecido corpóreo que é muito vulnerável; da mesma forma que a exposição à poeira, provocando seu ressecamento.

CARAMUJO (Biomphalaria glabrata)

Filo Mollusca
Caramujo

Características

Molusco terrestre, de concha relativamente fina, que não deve ser confundido com o caramujo (concha mais grossa e de ambiente aquático). Mede entre 28 e 35 mm e pesa em torno de 8 a 12 g. Concha geralmente escura, embora existam variedades cujas conchas são mais claras e até unicolores, em uma variedade de concha amarelada sem faixas. As estrias de crescimento são pouco visíveis e as faixas espirais são bem escuras e destacadas na variedade padrão. A concha não possui umbigo. Também conhecido como escargot ou Petit Gris. Muito apreciado para fins culinários, pois sua carne é saborosa e rica em proteínas, segundo os especialistas. Por isso é a espécie mais criada em cativeiro. A helicicultura ou criação de escargots no Brasil é ainda uma recente e pouco difundida atividade econômica. Contudo se tratando de uma prática incomum, já conta com grandes criadores espalhados pelo país, obtendo uma produção abundante e de alta qualidade.

Habitat

Áreas úmidas com muita vegetação e hortas.

Ocorrência

É originário dos países mediterrânicos. Introduzido no Brasil, é a espécie criada para fins comerciais.

Hábitos

É capaz de absorver ou rejeitar água através dos poros da sua pele. Em função disso, o animal rege a sua atividade, hibernando-se quando a temperatura for inferior a 5ºC e morre se descer abaixo dos 0ºC. O seu período de atividade máxima é à noite. A temperatura ideal, para o desenvolvimento da criação localiza-se entre 16 e 24 graus centígrados. Dentro dessa faixa é onde o escargot alcança sua plenitude máxima de atividade biológica. Sendo um animal de hábitos noturnos, sempre que a temperatura se situa dentro dessa faixa, o escargot mostra-se extremamente ativo durante à noite e excepcionalmente, em dias escuros, nublados e chuvosos. Lembrando que abaixo de 10 e acima de 28 graus centígrados o escargot entra em processo de hibernação, cessando completamente suas atividades normais. Ele permanecerá neste estado de estagnação enquanto a temperatura não voltar aos níveis normais.

Alimentação

Herbívoros

Reprodução

É hermafrodita, no entanto tem que acasalar para haver fecundação. O ritual de acasalamento dura cerca de 10 horas e pode ocorrer várias vezes. O período que decorre desde o acasalamento até à desova varia conforme a temperatura, mas ronda os 15 dias. Para pôr os ovos, o caracol escava um buraco na terra com 3 a 4 cm de profundidade, no qual introduz a parte anterior do seu corpo. Cada postura dura várias horas e o caracol põe entre 60 e 150 ovos com 4 mm de diâmetro. Em seguida, o caracol cobre o buraco, iniciando-se a fase de incubação (14 a 30 dias, de acordo com a temperatura). Quando se dá a eclosão dos ovos, o caracol nasce já formado, com uma casca de 3 mm e pesa em média 27 mg. Fica no seu "ninho" durante alguns dias, alimentando-se dos resíduos orgânicos e dos restos dos ovos.

Predadores naturais

Ratos e as lagartixas, sapos, aves, alguns insetos e ácaros.

Ameaças

Além da temperatura outros fatores influenciam diretamente na vida dos caracóis. A umidade é de importância vital para a sobrevivência e desenvolvimento do escargot, já que o tegmento dos caracóis são extremamente penetráveis e portanto de fácil desidratação. A umidade ideal é de 85%, sendo acima de 80% satisfatória. Umidade excessiva também é prejudicial. A exposição direta ao sol é fatal aos escargots. Por outro lado a escuridão é prejudicial e se for duradoura é fatal. Portanto deve haver um equilíbrio entre luz e sombra, já que são indispensáveis ao escargot. O solo ideal para o escargot é neutro e de formação calcárea. A exposição ao vento é extremamente prejudicial graças ao seu tecido corpóreo que é muito vulnerável; da mesma forma que a exposição à poeira, provocando seu ressecamento.

COQUILLE SAINT JACQUES (Nodipecten nodosus)

Filo Mollusca
Coquille

Características

É nativa do litoral brasileiro, e apresenta um grande potencial para cultivo, devido ao grande tamanho, rápido crescimento e alto valor de mercado, além do suave e requintado sabor que faz dessa espécie uma rara iguaria. É a espécie mais cultivada no Brasil atualmente.

Habitat

Mares

Ocorrência

Litoral brasileiro

Alimentação

Filtrador (plâncton)

Predadores naturais

Búzios, peixes, moluscos, cracas.

Ameaças

Poluição, destruição do habitat, pesca predatória e roubo nas unidades de produção.

LESMA DO MAR (Aplysia dactylomela)

Filo Mollusca
Lesma

Características

Apresentam brânquias na parte posterior do corpo. Têm cabeça bem desenvolvida, provida de um ou dois pares de tentáculos. Podem apresentar uma concha interna e uma cavidade posterior reduzida, onde se encontram as brânquias (cavidade paleal) ou não apresentar concha nem cavidade paleal, tendo as brânquias expostas. Tem simetria bilateral e tamanho próximo a 15 cm de comprimento. Apresenta cabeça com dois pares de tentáculos. Sua cor é amarelo-esverdeada, com manchas negras esparsas. A concha desta espécie apresenta tamanho reduzido e não é visível externamente pois é encoberta por uma dobra delgada da epiderme, denominada manto.

Habitat

Mares

Ocorrência

No Brasil, ocorre de Fortaleza a São Paulo.

Hábitos

Moluscos marinhos adaptados à vida em todos os tipos de fundos ou na massa d'água. bentônica, ou seja,vive associada ao substrato onde rasteja, mas também pode nadar com projeções do pé (parapódios). Na época de desova são encontradas na zona entre-marés, associadas com algas marinhas, que lhes servem de proteção e alimento. São animais lentos e de fácil captura mas, em situações de ameaça, eliminam um líquido púrpura, que facilita sua fuga.

Alimentação

Herbívora, alimentando-se de algas, sobretudo do gênero Ulva (alface-do-mar).

Reprodução

Hermafrodita, e sua cópula promove troca mútua de espermatozóides. Os ovos são depositados dentro de cordões gelatinosos amarelos, que ficam presos entre as algas ou em outro substrato e o desenvolvimento é direto.

Ameaças

Poluição e destruição do habitat.

LULA (Loligo vulgaris)

Filo Mollusca
Lula

Características

Corpo alongado. O comprimento do corpo dos machos é de aproximadamente 35 cm, podendo chegar a 50 cm, e o das fêmeas, 22 cm. C abeça com dois grandes olhos, situados lateralmente, boca central rodeada por tentáculos ou braços, estes constituem 5 pares, sendo e menores mais grossos com numerosas ventosas no lado interno. Os dois tentáculos restantes são bem mais longos, apresentando ventosas apenas nas extremidades dilatadas. Os tentáculos tem a propriedade de alongar-se ou retrair-se, até ficarem quase ocultos. Logo após o pescoço há uma espécie de funil muscular chamado sifão. O resto do corpo é delgado, cônico, com uma nadadeira triangular ao longo de cada lado da extremidade afilada , as quais equilibram o animal durante a natação.

Coloração variável, frequentemente rosa-esbranquiçada, pintalgada de púrpura ou castanho na parte dorsal. É comestível.

Habitat

Mares, raramente encontrada perto da costa

Ocorrência

Toda a costa brasileira

Hábitos

Pelágica. Emite jatos de tinta, como os demais cefalópodes, quando provocada, obscurecendo o meio e dificultando a ação de predadores.

Deslocam-se rastejando ou nadando. No primeiro caso utilizando os braços com suas ventosas, no segundo usando as nadadeiras que também servem como leme de altitude. Desloca-se rapidamente, expelindo água. Nadam velozmente através da propulsão produzida por um jato de água expelido por um sifão próximo à cabeça e pelo movimento dos braços. A água utilizada para respiração penetra na cavidade paleal através de uma abertura situada entre o manto e o corpo na região do pescoço. Por contração enérgica do manto a água da cavidade paleal é expulsa em sentido oposto. O sifão pode curvar-se para trás, mudando a direção de deslocamento do animal.

Alimentação

Carnívoros, principalmente peixes e crustáceos. Lançam os tentáculos sobre a vítima, agarrando-a com rapidez e colocando-a naquele ninho de braços, matam-na com o poderoso bico de papagaio que fica no centro.

Reprodução

São dióicas, ou seja, cada indivíduo produz apenas um tipo de gameta (espermatozóide ou óvulo). A fecundação pode ser interna, na cavidade paleal, ou externa, mas sempre há cópula. Durante a cópula o hectocótilo transfere os espermatozóides envoltos em uma cápsula gelatinosa (espermatóforo) para a cavidade paleal da fêmea. O desenvolvimento é externo e direto, ou seja, do ovo surge um novo indivíduo semelhante ao adulto.

Ameaças

Pesca predatória e poluição.

MEXILHÃO (Perna perna)

Filo Mollusca
Mexilhão

Características

Molusco marinho, comestível, que atinge 5,5 cm de comprimento, bivalve, com duas conchas alongadas, de coloração escura e nuances azuladas metálicas. O manto é o tecido que reveste internamente a concha do animal, delimitando um espaço vazio interno onde estão os órgãos. Ventralmente há uma abertura transversal por onde a água entra (sifão inalante) e é eliminada por outra abertura na parte posterior superior (sifão exalante). Os mexilhões são organismos onde a formação dos gametas se dá em toda a extensão do manto, além do mesossoma. O conjunto de fibras de escloroproteína que fixa os mexilhões ao substrato e permite a permanência do animal mesmo em presença de fortes ondas é denominado "bisso". Originado pela glândula bissal, ligada diretamente ao conjunto de 3 pares de músculos e a parede interna das valvas, é constituído de material córneo e fixado com auxilio do pé.

Habitat

Região entre-marés (do supralitoral inferior até profundidades de 19 metros).

Ocorrência

Em toda a costa brasileira

Hábitos

Fixa-se a rochas ou qualquer estrutura dura (sólida) imersa.

Alimentação

São organismos filtradores por excelência. Sua dieta é constituída por algas microscópicas (fitoplâncton), e por outros tipos de material orgânico particulado e dissolvido. Os mexilhões apresentam taxas de filtração elevadas, sendo que um indivíduo adulto pode filtrar até 100 litros de água por dia. Na sua alimentação, os mexilhões utilizam as brânquias, mesmas estruturas utilizadas para a respiração. As brânquias são formadas por dois pares paralelos de lâminas, compostas por estruturas filamentosas ciliadas, que se estendem da região anterior a partir da boca até a região posterior do corpo. Nelas as partículas são capturadas por um material mucilaginoso que envolve as próprias brânquias e, pelo movimento de cílios são direcionadas em "calhas" até a boca.

Reprodução

O ciclo sexual do mexilhões pode, através do aspecto e coloração, ser observado e diferenciado em 3 estádios:

Estádio I - animais imaturos, folículos das gônadas pouco desenvolvidos e manto incolor;
Estádio II -
animais em maturação, folículos já visíveis permitindo a observação da cor do manto diferenciando o branco dos machos do salmão das fêmeas;
Estádio III - animais maturos, passando a repetirem as seguintes fases:
a - plenitude da maturação, folículos repletos ; b - eliminação do material gâmico, esvaziamento dos folículos e aspecto inconsistente do manto; c - restauração das gônadas, folículos em desenvolvimento e manto apresentando esboços de branco ou alaranjado. Após a expulsão dos gametas, que ocorre simultaneamente na população, há a fecundação externa, diretamente na coluna d'água. Cerca de 6 horas após a fecundação, são formadas as larvas trocóforas com 45 micrômetros de tamanho (0,045 mm). Depois de 24 horas a larva se transforma numa larva do tipo véliger ou larva "D", com cerca de 115 micrômetros (0,115 mm), seguida por uma veliconcha de 175 micrômetros (0,175 mm). Após 37 dias, esta larva passa para o estágio de pedivéliger (com vélum e pé), quando possuem fototropismo negativo e geotropismo positivo, procurando um local adequado para sua fixação.

Predadores naturais

O “buzo” ou “búzio” Stramonita (=Thais) haemastoma e o "caramujo-peludo" Cymatium parthenopeum parthenopeum , diferentes estrelas-do-mar e o siri Callinectes danae . Os competidores dos mexilhões em cultivo constituem praticamente a totalidade da fauna das redes, pois esta comunidade é constituída basicamente de organismos filtradores (Jacobi, 1985). Devido à sua abundância e alta taxa de crescimento, as cracas se destacam dos demais organismos filtradores. Já as ascídias e os briozoários coloniais prejudicam os mexilhões por recobrirem as valvas afetando o seu desenvolvimento e o aspecto do produto.

São poucos os comensais de mexilhões, destacando-se o pequeno caranguejo Pinnotheres maculatus e o poliqueta Polydora websteri . O verme da família Bucephalidae , na sua fase de cercária, ocorre no manto de mexilhões, comprometendo o desenvolvimento dos gametas e consequentemente a produção.

Segundo Umiji (1975) este parasita ocorre em diferentes estados de desenvolvimento, principalmente em mexilhões com maior tempo de imersão. Pode haver uma infestação média de 5 % e de até 20% dos indivíduos em determinadas épocas do ano.

Ameaças

Poluição e destruição de bancos naturais pela coleta predatória.

OSTRA DO MANGUE (Crassostrea rhizophorae)

Filo Mollusca
Ostra

Características

Também conhecida como ostra nativa, possui a concha com duas valvas irregulares e ásperas. Tem cor cinzenta e comprimento máximo de cerca de 10 a 12 cm de concha. Vem sendo muito utilizada na maricultura.

Habitat

Estuários e mangues

Ocorrência

Do Caribe até Santa Catarina.

Hábitos

Estuarinas que se fixam nas raízes de mangue, tipicamente nas raízes aéreas do mangue vermelho (Rhizophora mangle), podendo formar agregados submersos (bancos). Suportam variedade de salinidade e amplitude de maré.

Alimentação

Organismo filtrador, que se alimenta principalmente de fitoplâncton.

Reprodução

Sexos separados , com picos de reprodução nos meses de março e outubro. Podem apresentar inversão sexual.

Predadores naturais

Pequenos caranguejos da família Porcellanidae e, principalmente, os platelmintos dos gêneros Stylocus e Pseudostylochus , conhecidos popularmente como planária ou lesma do mar. Os gastrópodes Thais (Stramonita) haemastoma e Cymatium parthenopeum parthenopeum , conhecidos popularmente como buzo e caramujo peludo, respectivamente, também causam mortalidades expressivas nas ostras juvenis e adultas. O siri azul Callinectes sapidus preda as ostras quebrando as conchas com auxílio de suas quelas (garras). As estrelas-do-mar atacam as ostras abrindo as valvas com auxílio de seus braços. Alguns peixes da família Scianidea (Pogonias chromis), o baiacú (Spheroides testudineus) e os sargos (Arcosargus probatocephalus) apresentam o hábito de se alimentar de mexilhões, podendo também atacar as ostras.

Ameaças

Poluição, destruição de bancos naturais pela cata predatódia, destruição do habitat e roubo nas unidades de produção.

OSTRA JAPONESA (Crassostrea gigas)

Filo Mollusca
Ostra japonesa

Características

É a principal espécie de ostra cultivada no litoral brasileiro.

O corpo mole, protegido externamente por uma concha, que apresenta duas valvas: a valva superior ou direita, que é plana; e a valva inferior ou esquerda, que é levemente côncava ou abaulada. A junção entre as duas valvas é feita com auxílio do músculo adutor e também através de um ligamento situado na região posterior. Esta concha é constituída principalmente por carbonato de cálcio, que é retirado diretamente da água do mar com auxílio de células especializadas localizadas no manto. O manto é a camada de tecido que recobre as partes moles de ambos os lados do corpo, com exceção do músculo adutor.

Além de conter as células responsáveis pela formação da concha, o manto também apresenta funções sensoriais. O corpo, que cassostrea é a parte mole do organismo, é constituído além do manto, pelas brânquias, palpos labiais, coração (pericárdio), massa visceral (órgãos do aparelho digestivo, reprodutor e excretor) e pelo músculo adutor. As brânquias apresentam a função de realizar as trocas gasosas (respiração) e a captura do alimento. Devido à grande superfície branquial que se encontra constantemente úmida, as ostras podem resistir a longos períodos fora da água. É um molusco valioso, importante para os pescadores, porque sua carne é considerada iguaria.

Habitat

No Brasil, como é uma espécie cultivada, a ostra é encontrada em ambientes estuarinos, ao longo de baías, sempre longe da poluição.

Ocorrência

Litoral do sudeste e sul do Brasil. É uma espécie exótica com origem no Japão.

Hábitos

Estuarinos

Alimentação

São organismos filtrantes, alimentando-se de microalgas e matéria orgânica particulada. Os valores de filtração de cada ostra geralmente ficam em torno de 5 a 25 litros/hora.

Reprodução

São organismos dióicos, ou seja, apresentam o sexo separado. Porém, externamente, não é possível diferenciar o macho da fêmea, pois ambos apresentam a gônada (órgão sexual masculino ou feminino) com a mesma coloração. A diferenciação sexual somente é possível através de raspagem da gônada e análise do material em microscópio, pois os ovócitos apresentam o formato arredondado e os espermatozóides se mostram como uma massa compacta. O desenvolvimento gonadal (maturação) é influenciado por fatores externos como luminosidade, salinidade e, principalmente, pela temperatura e disponibilidade de alimento. Durante a desova, o esperma é lançado pelo canal exalante (lado direito das ostras), de uma forma contínua. Este processo é semelhante a uma "fumaça de cigarro", pois o músculo adutor permanece relaxado, facilitando com isso a desova. A fêmea, por sua vez, apresenta um comportamento distinto, pois desova lançando os ovócitos contra o canal inalante (lado esquerdo das ostras) em jorros abruptos. Sendo uma espécie exótica, sua reprodução e desenvolvimento larval devem ser realizados em ambientes controlados (laboratório). A fecundação é externa, ou seja, o contato entre o espermatozóide e o ovócito ocorre na água. O óvulo fecundado sofre os processos de clivagem após 2 horas, evoluindo para os estágios de mórula, blástula e gástrula (6 horas). Após 12 a 16 horas, a larva já apresenta capacidade natatória através de uma coroa de cílios, sendo então denominada de trocófora. A larva continua seu desenvolvimento e após 24 horas surge uma larva transparente, medindo entre 61 e 72 micrômetros (0.061 a 0,072 milímetros) em forma de "D", possuindo uma coroa ciliada denominada vélum, sendo denominada larva veliger de charneira reta ou larva "D". Com o tempo o formato "D" desaparece (6 dias) ocorrendo a formação do umbo, que se completa totalmente ao redor do décimo quarto dia. Neste momento, a larva apresenta uma forma arredondada e um vélum bastante desenvolvido, sendo denominada de " véliger umbonada ", e apresentando o tamanho aproximado de 230 a 240 micrômetros (0,230 a 0,240 milímetros). A larva continua a se desenvolver, e por volta do décimo sétimo dia surge uma "mancha-ocular" e um pé, sendo a larva denominada "pedivéliger", com tamanho médio de 280 micrômetros. Quando a larva apresenta o pé completamente desenvolvido e passa a medir aproximadamente 300 micrômetros, ela abandona a coluna d'água e dirige-se ao fundo em busca de um substrato adequado para completar a sua metamorfose. Neste estágio, as ostras no ambiente natural procuram rochas ou raízes de mangue para se fixarem. Em laboratório a fixação das ostras ocorre em pó de concha moída, pratos plásticos ou em conchas de moluscos. A duração deste ciclo depende do substrato disponível e da temperatura da água do mar. A uma temperatura de 25º C este ciclo dura em torno de 21 dias.

Predadores naturais

Pequenos caranguejos da família Porcellanidae e, principalmente, os platelmintos dos gêneros Stylocus e Pseudostylochus , conhecidos popularmente como planária ou lesma do mar. Os gastrópodes Thais (Stramonita) haemastoma e Cymatium parthenopeum parthenopeum , conhecidos popularmente como buzo e caramujo peludo, respectivamente, também causam mortalidades expressivas nas ostras juvenis e adultas. O siri azul Callinectes sapidus preda as ostras quebrando as conchas com auxílio de suas quelas (garras). As estrelas-do-mar atacam as ostras abrindo as valvas com auxílio de seus braços. Alguns peixes da família Scianidea (Pogonias chromis ), o baiacú ( Spheroides testudineus ) e os sargos ( Arcosargus probatocephalus ) apresentam o hábito de se alimentar de mexilhões, podendo também atacar as ostras. Organismos competidores como cracas, ascídeas e esponjas, apresentam os mesmos hábitos alimentares que as ostras. Além disso, competem por espaço e oxigênio. As cracas são os principais competidores das ostras, apresentando picos de incrustações mais pronunciados durante a primavera e verão. Fixam-se nas lanternas de cultivo e principalmente nas conchas, distribuindo-se em densas aglomerações, o que prejudica o crescimento das ostras e o aspecto do produto para comercialização. Os parasitas são organismos que utilizam o corpo das ostras para sobreviverem, podendo algumas vezes até provocar a morte. Destaca-se a espécie de poliqueta Polidora wesbsteri que se fixa externamente na ostra, realizando uma perfuração nas valvas. Quando atinge a porção interna da concha a ostra começa a produzir uma nova camada nacarada para se proteger deste ataque, formando "bolhas de lodo" (detalhe na figura) no interior da concha, prejudicando sua aparência interna e depreciando o seu valor comercial. Muitas vezes esta camada protetora não é suficiente e a perfuração atinge o músculo das ostras causando a sua mortalidade. Outro organismo perfurador das conchas de ostras é o mitilídeo Litophaga patagonica. Trematodas do gênero Bucephalus e as bactérias patogênicas do gênero Nocardia foram observados nas gônadas das ostras, interferindo na reprodução destes organismos. Além disso, a presença das bactérias foi associada ao fenômeno de mortalidade massiva de verão.

Ameaças

Poluição e roubo nas unidades de produção.

POLVO (Octopus vulgaris)

Filo Mollusca
Polvo

Características

Molusco marinho com grande cabeça que abriga um cérebro desenvolvido, além de oito braços, cada um provido de duas fileiras de ventosas. Olhos grandes e complexos, dotados de cristalino, o que proporciona uma visão bastante aguçada. Pode atingir um tamanho de até 1 m de comprimento. Pode assumir diversas colorações, mimetizando-se de maneira bem rápida no meio ambiente.

Habitat

Mares

Ocorrência – águas tropicais e temperadas de todo o mundo.

Hábitos

Passam grande parte de sua vida escondidos em uma toca natural entre as rochas ou escombros. Quando atacado ou quando se sente em perigo, o polvo aspira uma grande quantidade de água e expele-a logo em seguida por um sifão, que funciona como uma turbina, e que permite que o polvo fuja em grande velocidade.

Esta fuga é geralmente oculta por uma nuvem de tinta. A substância expelida pelo polvo para defender-se é de coloração escura. Tem a faculdade de eriçar a pele, que é ordinariamente lisa, apresentando agudos aguilhões sendo que, inofensivos, não passam de perfeitas simulações.

Alimentação

Carnívoro, alimentando-se de moluscos, peixes e crustáceos, sobretudo lagostas e caranguejos.

Para se alimentar, se utiliza de duas técnicas: atrair sua vítima movendo a ponta de um de seus braços como se fosse um verme, ou aproximar-se da vítima deslizando-se calmamente para, de súbito, agarrar sua preza com seus tentáculos e matá-la com suas fortes dentadas.

Reprodução

Um macho interessado em acasalar-se aproxima-se o suficiente de uma fêmea para que, ao alargar um braço modificado, o hectocótilo, consiga tocá-la. Este braço possui um sulco profundo por entre as duas fileiras de ventosas e termina em um extremo em forma de colher. Passado um período de cortejo, o polvo macho insere seu braço no manto da fêmea e os espermatozóides por ele produzidos descem pelo sulco do braço modificado até o oviduto da fêmea. Pouco depois do acasalamento, a fêmea começa a depositar os ovos fecundados em sua toca. Um polvo fêmea produz em duas semanas aproximadamente cento e cinqüenta mil ovos, cada um deles envolto por uma cápsula transparente. Pelos 50 dias seguintes, a fêmea protege os ovos depositados lançando-lhes jatos de água para aerá-los e limpá-los. As crias nascem com apenas 3 cm de comprimento. Flutuam até a superfície e passam a integrar o chamado plâncton durante quase um mês. Passado este período, os pequenos polvos voltam a submergir e iniciam sua vida normal no fundo. Geralmente, os polvos adultos permanecem em uma zona determinada.

Predadores naturais

Peixes como as moréias.

Ameaças

Pesca predatória e poluição

SÉPIA DO ATLÂNTICO (Sepia officinalis)

Filo Mollusca
Sépia do atlântico

Características

Molusco não raro, comestível e de bom sabor, sendo pescado em anzol e, mais comumente, no arrasto. Tem oito "braços" e dois tentáculos distribuídos em torno da cabeça, todos providos de ventosas. Atinge 30 cm de comprimento. Corpo relativamente largo e um quanto achatado, de forma que em secção transversal é oval. Afunilado na face inferior perto da cabeça. Barbatanas pares estendem-se da cabeça até à extremidade do corpo. Coloração muito variável, podendo ir do preto ou castanho, estriado ou pontuado por cima, descorado ou sépia branco por baixo. No interior de seu corpo existe uma concha calcária que serve de esqueleto. Essa concha possui câmaras que se enchem de gás ou esvaziam a fim de regular a flutuabilidade.

Habitat

Infralitoral, sobre a areia, em baías e estuários, por vezes entre ervas-do-mar.

Ocorrência

Em todo o litoral do Brasil.

Hábitos

Expele líquido negro turvando a água e ocultando-se assim dos seus inimigos. Durante séculos sua tinta forneceu o pigmento sépia dos pintores. Capaz de mudar a cor rapidamente, especialmente quando ameaçados, podendo também adotar a cor ao padrão do ambiente que o rodeia.

Predadores naturais

Gaivota

Ameaças

Pesca predatória e poluição.

Fonte: www.vivaterra.org.br

Filo Mollusca

Os moluscos representam um dos maiores e mais diversos filos de todo o reino animal. Junto aos artrópodes (insetos), estes possuem o maior número de animais descritos de todo o reino animal (Hickman, 1961). Tanto os moluscos extintos como os vivos compreendem cerca de 11% de todas as espécies animais que já existiram em todo o curso da história da terra.

O nome Mollusca é derivado da palavra em latin Molluscus, que significa mole. Uma das características mais distintas é um corpo interno mole que contrasta com uma concha exterior dura.

Moluscos são um diverso grupo de organismos que divergem de um ancestral comum chamado 'Arquimolusco'. Sua morfologia era composta de uma concha do tipo prato (apenas uma capa), um pé macio por onde se arrastava, um simples canal alimentar e um manto. Diferente dos moluscos modernos este organismo era segmentado.

Por todo o filo a estrutura do corpo é similar. Todos os organismos das diversas classes possuem uma cabeça para alimentação, um pé ventral e muscular usado para movimentação e víceras que compõem o resto do corpo acima do pé. As víceras também contêm orgãos internos que acomodam a cavidade do manto de onde todo o lixo é escretado.

Os moluscos são divididos em 8 (oito) classes, mas apenas 3 (três) possuem importância geológica. Estes são os bivalves, os cefalópodes e os gastrópodes.

Classes

A única classe extinta amplamente aceita é chamada de rostroconcha. Caracterizados por uma única concha pseudo-bivalve que encapsulava o manto e um pé para locomoção. Viveram entre o cambriano e o permiano. São considerados os ancestrais dos bivalves e dos escafópodes.

Os moluscos são encontrados em todos os ambientes. Existem moluscos vivendo em rios e lagos, no mar e em terra. Alguns vivem pressos a algum substrato, outros caminham ou nadam livremente e outros vivem interrados. Estes ainda podem ser carnívoros, parasitas, herbívoras e necrófagos.

Classe Monoplacófora

Em latin monoplacophora significa 'que possue apenas uma placa'.

Acreditavasse que estivessem extintos a pelo menos 400 millhões de anos, quando foram encontrados animais vivos em 1952 de Neopilina galatheae Lemche, 1957 - na costa do méxico a mais de 3500 metros de profundidade. Foi como encontrar um elo perdido entre os moluscos e os anelídios. Existem apenas 6 (seis) espécie conhecidas ainda viventes. São uma importante fonte de estudos evolucionários já que possuem um corpo que é base para a evolução de todos as outras classes de moluscos.

Embora tenham sido muito comuns no período Paleozóico em águas rasas, hoje não podem mais ser encontrados nestas áreas. O descobrimento de espécies de animais considerados extintos, nos leva a rever estas considerações. As águas rasas são fisicamente mais variáveis do que as águas profundas onde salinidades, pressão e temperatura são mais estáveis.

Ecologia

Considerados nada comuns em coleções particulares, devido as profundidades onde vivem, algumas espécies vivem em profundidades relativamente rasas. Na costa da Itália, espécimens de Veleropilina podem ser encontradas em profundidades de 180 metros. Mas a grande maioria ainda vive em profundidades abissais.

Estas profundidades não permitem que animais vivos sejam observados, então pouco se sobre a sua ecologia.

Observando-se a concha, baixa, que produz pouca resistência e o formato do pé, pode-se concluir que são animais adaptados para viver em águas rasas e de forte movimento. Talves este seja um legado dos tempos em que estes animais viviam em águas costeiras. Várias espécies têm sido encontradas em áreas com nódulos de ferro e mangânes, cascalho de coral, basalto e fundos lodosos ou rochosos.

Estrutura

São animais pequenos, que variam de 3 até 35 mm.

Sua concha em forma de colher é composta de 3 camadas: perióstraco, uma camada prismática e uma nacarada.

Alimentação

Acredita-se que os Monoplacóforos alimentem-se de espólios.

Há informações de vários tipos de alimentos como: protozoários, diatomácias, foraminíferos e esponjas.

Classe Polyplacophora

A classe POLYPLACOPHORA é caracterizada pela presença de oito valvas articuladas por músculos complexos inseridos nas valvas. A união das oito valvas é considerada uma concha.

Apresentam na sua morfologia corpo alongado e oval, com valvas que são esculturadas, onde esta pode auxiliar na classificação do animal.

As valvas são classificadas de três formas básicas: Valva Cefálica (VC), Valvas Medianas (VM) e Valva Retal (VA). A exposição das valvas também é um fator de classificação dos animais de acordo com a quantidade da valva exposta, sendo dividida de forma a ter todas as valvas recobertas pelo manto como é o caso do Gênero Cryptochiton, ter as valvas semi-recobertas como é o caso do Gênero Khatarina, ou totalmente expostas como o Gênero Ischinochiton.

Os quitons apresentam um cinturão que pode ser ornamentado por espículas, espinhos ou pêlos na sua extremidade ou em sua extensão, este fator também pode ser utilizado para classificação do animal de acordo com Família, Gênero e Espécie.

No Brasil são conhecidas três famílias e oito Gêneros, sabendo que pelo fato da classe ser pouco estudada ou ter a devida importância este número esta sujeito à alteração.

Ecologia

Os polyplacophoros estão basicamente restritos à substratos consolidados como conchas de outros moluscos ou mesmo costão rochoso. Tem hábito alimentar micrófago, ou seja, alimenta-se de algas e microrganismos incrustados no substrato. Sua ocorrência em profundidade é variada, podendo ocorrer espécies a profundidades de até 100m.

Sua reprodução é externa havendo fecundação através da liberação dos gametas na água. O desenvolvimento do ovo é feito na cavidade do manto de um dos indivíduos, apresentando assim cuidado parental, pode haver a colocação dos ovos em um invólucro e preso ao substrato ou mesmo após a fase planctônica da larva, esta tende a ir para o fundo e no substrato continuar seu desenvolvimento. Pode haver fecundação e eclosão dos ovos na cavidade do manto.

Não são conhecidos espécies da classe que não sejam marinhos.

Curiosidades

No Chile há ocorrência do maior polyplacophora existente, Cryptochiton stelery, este apresenta todas as valvas recobertas pelo manto. Pelo animal apresentar o maior tamanho já conhecido da classe este é utilizado como iguaria para os nativos locais. A iguaria baseia-se na retirada do pé e utilização como alimento.

Diferentemente dos componentes das outras classes que apresentam concha, as valvas dos quitons não são utilizadas como adornos (pulseiras, colares, etc.).

Classe Aplacófora

Aplaco-phora, que significa "que não possui concha", são raramente coletados sem grande esforço e gastos. Por não possuírem uma concha, não são integrantes de coleções particulares.

Estes animais são mais parecidos com vermes, com uma cobertura brilhante composta de inúmeros espinhos ou escamas formados de carbonato de cálcio, também conhecidos como escleritos. Cada espinho é espelido de maneira extra celular como nos poliplacófora. O processo se inicia com o encapsulamento de uma célula individual que cresce através da cutícula. Estes espinhos são compostos de aragonita, com excessão das espécies de Notomenia, que não possuem Carbonato de Cálcio.

Abaixo desta capa está o que literalmente o identifica como um molusco, uma rádula (embora algumas espécies não possuam). A rádula não parece ter a mesma função de raspador, com excessão das espécies da família Prochaetodermatidae. Existe uma boca anterior e posteriormente uma pequena cavidade do manto.

Informações sobre crescimento e maturidade sexual são escassas. Sabe-se que espécies de Prochaetoderma youngei atingem o tamanho adulto e torno dos 2 meses e sua maturidade sexual em 1 ano. Estas são informações de animais mantidos em tanques, já que a espécie vive em profundidades em torno de 2000 metros.

Rios(1994) informa a existência de 4 espécies no brasil: Neomenia herwigi, Falcidens sp., Scutopus cf. megaradulatus e Limifossor sp.

A classe está dividida em dois grupos:

Solenogastres (Neomeniomorpha): Possuem uma abertura ventral estreita onde está o pé, que não passa de uma protuberância ciliada sem músculos por onde se arrasta. São hermafroditas.
Caudofovetas (Chaetodermomorpha):
Diferentemente dos Solenogastres estes não possuem um pé ou abertura ventral. São dióicos (sexos separados). A cabeça é geralmente separada do corpo por uma pequena constrição.

Ecologia

Esses animais podem ser encontrados desde a zona de marés até profundidades em torno de 9000 metros. Parecem ser bastante abundantes, embora sejam pouco estudados por viverem em águas profundas. Algumas espécies ocorrem em todo o mundo e algumas espécies até dominam a macro fauna local. Ocorrem desde o Ártico até a Antártida. Vivem em fundos lodosos, sobre hidróides ou octocorais.

Estrutura

São animais que variam de 1mm até 30 cm. Seus corpos variam do quase esférico, alongado, achatado e estreito.

Alimentação

São animais carnívoros e/ou ornívoros que se alimentam de foraminíferos, detritos e cnidários.

Classe Bivalvia

Bivalves, também chamados de Lamellibranchia ou Pelecypoda, são a segunda maior Classe de moluscos com aproximadamente 15.000 espécies. São um grupo exclusivamente aquático, bilateralmente simétricos, caracterizados por um corpo comprimido lateralmente com uma concha externa composta por duas valvas. Algumas espécies contudo, como as que vivem presas a algum substrato, como as ostras, não são bilateralmente simétricas e umas poucas possuem uma concha interna.

A concha pode ser totalmente ou parcialmente calcificada e consiste de uma valva esquerda e uma direita. As valvas são unidas na parte dorsal, conectadas por uma ligamento elástico parcialmente calcificado e mantida juntas por músculos adutores, um ou dois, que estão presos à superfície interna da concha. As valvas são abertas pelo ligamento e fechadas pela contração dos músculos adutores.

Sua anatomia diverge consideravelmente do plano básico de um molusco, por não possuir cabeça ou rádula.

A maior parte dos bivalves é filtradora, mas também podem ser necrófagos (carniceiros) e até predadores.

Vivem principalmente enterrados em substratos arenosos ou lodosos, podendo movimentar-se com o uso de seu pé, embora não seja tão eficiente como o dos gastrópodes. Outros como as ostras e mexilhões vivem presos a substratos sólidos e outros podem penetrar em madeira ou até em pedras.

Alguns Pectinides são um exemplo de bivalves que podem nadar por curtas distâncias, fechando rapidamente suas valvas, o que causa deslocamento de água que o impulsiona promovendo uma fuga rápida de predadores.

Estrutura dos Bivalves

Escultura externa

As conchas dos bivalves antigos possuíam muito pouca escultura externa. O desenvolvimento de costelas, escamas e espinhos apareceram nas espécies que passaram a habitar águas mais rasas e quentes, que foi interpretado como mecanismo de defesa ou para estabilização da concha. Os tipos de escultura ilustrados, estão na sua forma mais simples, mas uma combinação destes elementos forma várias espécies de nossa fauna.

Tipos de musculatura

O sistema muscular consiste principalmente de músculos adutores, pé, músculos do manto e os sifões. Os músculos adutores conectam as valvas esquerda e direita. Mesmo os moluscos que possuem um único músculo adutor em fase adulta, já possuíram os dois músculos em alguma fase inicial de sua vida. Quando a concha possui os dois músculos ela é chamada dimiana.

Isomiário

Quando as impressões do músculo são do mesmo tamanho ou bastante próximas

Anisomiário

Quando o músculo adutor anterior é bem menor que o posterior. Também chamado de eteromiário.

Simetria das valvas

As conchas que possuem as valvas direita e esquerda de igual tamanho são chamadas equivalves, já conchas de famílias como Mesodesmatides e Pteriides que possuem valvas de tamanhos diferentes são chamados inequivalves. Os Pectinides são tipicamente equilaterais por possuírem o umbo no centro da distância entre o posterior e o anterior. A maioria dos bivalves é inequilateral, onde o umbo está deslocado para o posterior ou anterior, como os Mytilides.

Fonte: www.conchasbrasil.org.br

Filo Mollusca

Características Gerais

Os moluscos são o segundo maior grupo de animais em número de espécies, sendo suplantado apenas pelos artrópodes. Apresentam uma disparidade morfológica sem comparação dentre os demais filos de animais, reunindo os familiares caracóis (reptantes), ostras e mariscos (sésseis) e lulas e polvos (livre-nadantes), assim como formas pouco conhecidas, como os quítons, conchas dente-de-elefante (Scaphopoda) e espécies vermiformes (Caudofoveata e Solenogastres).

Alguns autores apresentam-no como um animal bilateralmente simétrico, com cavidade oral anterior contendo a rádula ("língua" dentada usada para raspar), uma concha dorsal em forma de "chapéu de chinês", uma cavidade palial (do manto) posterior, onde há um par de brânquias e o ânus (entre outras características).

Apesar de ser muito fácil de se entender e derivar as diferentes formas de moluscos a partir desse modelo teórico, o incremento do conhecimento filogenético tem demonstrado que o molusco arquetípico, que possivelmente viveu no período pré-cambriano, deve ter sido um pouco diferente, muito pequeno (por volta de 2mm) e com a região dorsal não coberta por uma concha, mas sim por espículas calcárias (Haszprunar, 1992). Muito do que se conhece atualmente sobre os moluscos, e também sobre respectivos pontos controversos, foi recentemente reunido no livro de Taylor (1996), leitura imprescindível para qualquer interessado no grupo.

Os moluscos invadiram quase todos os ambientes; Ocorrem das fossas abissais até as mais altas montanhas; das geleiras da Antártica até desertos tórridos.

Vários grupos de bivalves e gastrópodes saíram do mar e invadiram a água doce e, no caso dos gastrópodes, o ambiente terrestre. Existem moluscos predadores (até mesmo de vertebrados), herbívoros, ecto e endoparasitas, filtradores, comensais, sésseis, vágeis, pelágicos, neustônicos etc. Em certos ambientes representam grande biomassa e podem ser importantes na reciclagem de nutrientes.

Os moluscos são animais triblásticos, celomados e protostômios. Apresentam o corpo mole, não segmentado, e com simetria bilateral. A cabeça ocupa posição anterior, onde abre-se a boca, entrada do tubo digestivo. Muitas estruturas sensoriais também localizam-se na cabeça, como os olhos. Sensores químicos também estão presentes nos moluscos e permitem pressentir a aproximação de inimigos naturais, quando o molusco rapidamente fecha sua concha, colocando-se protegido.

O pé é a estrutura muscular mais desenvolvida dos moluscos. Com ele, podem se deslocar, cavar, nadar ou capturar suas presas. O restante dos órgãos está na massa visceral. Nela, estão os sistemas digestivo, excretor, nervoso e reprodutor. Ao redor da massa visceral, está o manto, responsável pela produção da concha. Entre a massa visceral e o manto, há uma câmara chamada cavidade do manto. Nos moluscos aquáticos, essa cavidade é ocupada pela água que banha as brânquias; nos terrestres, é cheia de ar e ricamente vascularizada, funcionando como órgão de trocas gasosas, análoga a um pulmão.

Uma característica marcante da maioria dos moluscos é a presença da concha. Trata-se de uma carapaça calcária, que garante boa proteção ao animal. Nas lesmas e nos polvos, ela está ausente; nas lulas, é pequena e interna.

Os moluscos são enterozoários completos. Muitos deles possuem uma estrutura raladora chamada rádula. Com ela, podem raspar pedaços de alimentos, fragmentando-os em pequenas porções. A digestão dos alimentos se processa quase totalmente no interior do tubo digestivo (digestão extracelular). Algumas macromoléculas só completam a sua fragmentação no interior das células de revestimento do intestino (digestão extracelular).

A maioria dos moluscos apresentam sistema circulatório aberto ou lacunar, no qual o sangue é impulsionado pelo coração, passa pelo interior de alguns vasos e depois alcança lacunas dispostas entre os vários tecidos, nas quais circula lentamente, sob baixa pressão, deixando nutrientes e oxigênio, e recolhendo gás carbônico e outros resíduos metabólicos. Essas lacunas são as hemoceles. Os cefalópodos constituem uma exceção, pois têm sistema circulatório fechado.

Na cavidade celomática abrem-se os nefrídios, as estruturas excretoras. Pela abertura interna dos nefrídios (o nefróstoma), penetram substâncias presentes no sangue e no líquido celomático. Em alguns moluscos, como nos cefalópodos, os nefrídios encontram-se bastante agrupados, formando um "rim" primitivo.

Em quase todos os moluscos, a membrana do manto é vascularizada e permite a ocorrência de trocas gasosas entre o sangue e a água. Nos moluscos terrestres, como o caramujo-de-jardim (Helix sp.), a cavidade do manto é cheia de ar e comporta-se como um pulmão. Trata-se, portanto, de uma forma particular de respiração pulmonar. Nos moluscos aquáticos, existem lâminas ricamente irrigadas por vasos sangüíneos, no manto, e que formam as brânquias desses animais. Portanto, entre os moluscos podemos encontrar respiração pulmonar e respiração branquial.

A reprodução dos moluscos é sexuada e, na maioria dos representantes do grupo, a fecundação é interna e cruzada. O caramujo-de-jardim, por exemplo, é monóico. Na cópula, dois indivíduos aproximam-se e encostam seus poros genitais, pelos quais fecundam-se reciprocamente. Os ovos desenvolvem-se e, ao eclodirem, liberam novos indivíduos sem a passagem por fase larval (desenvolvimento direto).

Nas formas aquáticas, há espécies monóicas e espécies dióicas (como o mexilhão). A forma mais comum de desenvolvimento é o indireto. Os estágios larvais mais conhecidos dos moluscos são a véliger e a trocófora.

SISTEMA NERVOSO DO FILO MOLLUSCA

O sistema nervoso dos moluscos é ganglionar, com três partes de gânglios nervosos de onde partem nervos para as diversas partes do corpo. Os cefalópodos possuem um grande gânglio cerebróide, semelhante ao encéfalo dos vertebrados.

O sistema nervoso possui dois pares de cordões que partem por detrás dos gânglios, ventralmente os cordões pedálicos, lateralmente os cordões pleuroviscerais. Nos primeiros constitui-se um par de gânglios (reunião de células nervosas) e nos segundos constituem-se três, os gânglios pleurais, parientais e viscerais. Todos os gânglios podem reunir-se à volta da faringe, num volumoso órgão central. Nos gastrópodes os gânglios são centralizados num anel nervoso.

Possuem órgãos sensoriais de tato, olfato, paladar, equilíbrio e em alguns, de visão, tendo assim olhos, estatocistos, e outros especiais, do sentido químico, os osfrádios. Têm também receptores tácteis e quimioreceptores ou olhos nos tentáculos.

CÉLULAS NERVOSAS

Sua visualização já possível logo que removida e dissecada da superfície do gânglio. Elas são ovais ou redondas nos cortes e variadas em seu tamanho, variando de 7 a 200 um. A presença de neurônios enormes nos moluscos pulmonados contrasta com todos os outros grupos de animais. Todos, com exceção dos menores neurônios, são poliplóides, e existem evidências de que diferentes replicações de DNA. Muito provavelmente, isso está ligado com o tamanho e a proporção de DNA que o neurônio possui, o que reflete na área total da célula. Quanto maior a área, mais porteínas são necessárias.

Os neurônios no Sistema Nervoso Central são, geralmente, monopolares. Uma característica importante das células nervosas dos moluscos é que eles podem mandar múltiplos estímulos no mesmo nervo, conectivo ou periférico. Uma explicação para este fato, e a que mais é aceita, é que este arranjo poderia aumentar a eficiência da liberação das moléculas mensageiras do neurônio para a fenda nervosa, e daí para a circulação sangüínea.

As sinapses entre os neurônios ocorrem com uma ultraestrutura semelhante as sinapses do sistema nervoso central dos vertebrados, exceto pela escassez de uma alta densidade pós-sináptica.

Fonte: www.pucrs.br

Filo Mollusca

Os moluscos formam o segundo maior grupo de invertebrados. Há mais de 90.000 espécies, muitas da quais vivem na água, embora alguns vivam em terra.

Todos os moluscos têm corpo mole, em geral protegido por uma concha dura.

Existem três grupos principais: gastrópoles, o que inclui as lapas, caracóis e caramujos, de concha espiraladas ou em forma de pirâmide. Os bivalves, como os mariscos e mexilhões, com conchas divididas em duas partes unidas por uma articulação. As lesmas são moluscos gastrópodes, mas sem concha. O terceiro grupo, dos cefalópodes, inclui polvos e lulas, que escondem pequenas conchas em seus corpos.

GASTRÓPODES

O caramujo comum (Buccinum undatum) é um gastrópodes típico ("estômago no pé", como diz o nome). Tem um pé amplo e musculoso e uma concha retorcida no sentido horáio. Poucos gastrópodes têm conchas que se viram para a direção contrária. A concha do caramujo é uma parte especial do corpo chamada manto. O caramujo vive na água e respira por meio de brânquias. O sifão no topo da cabeça capta água para a câmara que contém as brânquias.

CONE MORTAL

Os cones são gastrópodes que atacam sua presa com um veneno mortal. Se um animal chega perto o suficiente, o cone projeta sua probóscide (boca tubular).

Cada dente é como um arpão, que penetra na vítima e lhe injeta o veneno paralisante. O veneno de alguns cones é forte o bastante para matar pessoas.

BIVALVES

O mexilhão passa boa parte da vida preso a uma rocha por um feixe de filamentos resistentes, o bisso. Como a maioria dos bivalves, o mexilhão bombeia água através das brânquias e, ao mesmo tempo, se alimenta de pequenas partículas. Alguns bivalves podem se entocar e se mover. Pouquíssimos, como as vieiras, podem nadar.

CEFALÓPODES

As lulas gigantes são os maiores cefalópodes e, também, os maiores invertebrados. Vivem nas profundezas do mar, onde apanham suas presas com tentáculos providos de ventosas. Há histórias sob lulas gigantes, mas na verdade pouco se sabe sobre elas. A maior lula capturada media 15m.

MOLUSCO INTELIGENTE

Os polvos têm boa visão e cérebro grande. São, provavelmente, os mais inteligentes entre os invertebrados. Podem lembrar formas e cores e são muito eficientes para conseguir alimento. Como as lulas, os polvos movem-se com rapidez jogando para trás um jato de água por meio de um funil.

ACASALAMENTO DE LESMAS

Estas duas lesmas estão acasalando penduradas por um fio de muco. Ambas são hermafroditas (têm dois sexos, masculino e feminino).

Quando as lesmas acasalam, trocam esperma por meios de órgãos especiais: cada uma põe ovos. O hermafroditismo não é incomum no mundo dos moluscos.

Alguns iniciam a vida com um sexo e depois mudam.

Fonte: www.trabalhoescolar.hpg2.ig.com.br

Filo Mollusca

Cerca de 100 milhões de anos - 6 ou 7 classes de moluscos atuais já existiam.

Durante o período da Pangea, lentamente iam se depositando sais dissolvidos e outras substâncias químicas no oceano. Os moluscos primitivos nestes oceanos começaram a se utilizar destes nutrientes para construir suas conchas.

Através dos tempos os moluscos evoluíram e encontraram novos habitats. A cerca de 400 milhões de anos alguns moluscos, primeiro os bivalves, começam a habitar a água doce. A cerca de 300 milhões de anos alguns gastrópodes iniciam a sua migração para o ambiente terrestre e de água doce.

Atualmente os moluscos vivem em todas as partes do mundo. Dos oceanos mais profundos até as montanhas mais altas. O número de espécies viventes descritas varia de 50.000 até 100.000.

O que é um molusco?

A palavra molusco é derivada do latim e significa mole.

Os moluscos são animais de corpo mole que usualmente produzem um exoesqueleto chamado Concha, que é composta de carbonato de cálcio. A concha serve para proteção, perfuração e outros fins.

Uma característica presente em todos os moluscos é o manto - é um material flexível que secreta, modifica e é coberto pela concha.

Membros de todas as classes, exceto os bivalves, possuem rádula (esteira de dentes). Esta serve para raspar o alimento. As espécies herbívoras usam a rádula para raspar algas de rochas e outros substratos e as carnívoras para penetrar a superfície de suas presas.

Muitos moluscos possuem um sistema nervoso bem definido com um cérebro primitivo. Moluscos possuem um sistema circulatório com um coração com duas cavidades. Seu sistema digestivo geralmente inclui uma mandíbula, faringe, esôfago, estômago, intestino e orifício retal. O sistema reprodutivo produz ovos e/ou esperma. Muitos gastrópodes e cefalópodes possuem olhos e tentáculos.

Classes

1 - MONOPLACOPHORA

São mais conhecidos pelos seus registros fósseis; entretanto existem atualmente cerca de 12 espécies viventes. Eles possuem vários músculos retratores, brânquias e corações, porém seu corpo não é segmentado. Todos são marinhos, pastadores de algas e microorganismos no fundo dos oceanos. Eles vivem em profundidades de 200 a 6.000 metros e possuem tamanhos entre 2 a 35 milímetros.

2 - POLYPLACOPHORA

Contém cerca de 900 espécies viventes e são comumente chamados de chitons. Possuem uma concha composta por 8 placas encaixadas. Simetria bilateral.

Possuem um sulco que circunda o pé no qual ocorrem de 6 a 88 pares de brânquias. A cabeça não possui olhos ou tentáculos, mas geralmente possui áreas sensíveis à luz e com quimioreceptores, para achar comida e direção. Todos os chitons são marinhos e pastadores de algas em rochas e outros substratos duros.

Em sua grande maioria vivem em águas rasas mas poucos ocorrem em profundidades acima de 5.000 metros. Seu tamanho varia de 3 a 400 milímetros.

3 - APLACOPHORA

Consiste de 250 espécies viventes. São animais marinhos, vermiformes, bilaterais, que vivem em profundidades de moderada a grandes, geralmente em substratos moles. Não possuem concha, mas possuem espículas calcáreas na superfície do corpo. O pé é restrito a uma fenda pedal anterior ou a uma pequena fenda no manto. Possuem rádula e uma cavidade do manto posterior. Alguns são detritívoros outros predadores. Seu tamanho varia de 1 a 300 milímetros.

4 - SCAPHOPODA

Compreende cerca de 350 espécies viventes. São bilateralmente simétricos e sua concha alongada, tubular se abre dos dois lados. O pé cônico pode sair para cavar no sedimento. A cabeça é rudimentar e não possui olhos e tentáculos. Ele se alimenta por meio de filamentos contráteis chamados captáculos. Todos são marinhos e vivem enterrados no sedimento de areia ou lama. São detritívoros. Seu Tamanho varia de 2 a 150 milímetros.

4 - SCAPHOPODA

Compreende cerca de 350 espécies viventes. São bilateralmente simétricos e sua concha alongada, tubular se abre dos dois lados. O pé cônico pode sair para cavar no sedimento. A cabeça é rudimentar e não possui olhos e tentáculos. Ele se alimenta por meio de filamentos contráteis chamados captáculos. Todos são marinhos e vivem enterrados no sedimento de areia ou lama. São detritívoros. Seu Tamanho varia de 2 a 150 milímetros.

6 - GASTROPODA

É o moluscos de maior sucesso com cerca de 60.000 espécies viventes. Geralmente possuem uma única concha espiralada; mas esta está ausente em algumas espécies. Possuem cabeça com tentáculos cefálicos e um pé bem desenvolvido. Alguns possuem pulmão para respiração e outros brânquias. No seu estágio larval a massa visceral e a cavidade do manto sofrem uma rotação de 180°, em um processo chamado torção. Isto faz com que seus órgãos saiam de uma posição posterior para uma posição anterior atrás da cabeça. Em muitos casos, o animal é capaz de se retrair para dentro da concha para proteção. Alguns possuem opérculo para fechar a concha. Ocorrem em ambientes marinhos, de água doce e terrestres. Seu tamanho varia de 0,5 a 750 milímetros.

7 - BIVALVIA

Compreendem cerca de 10.000 espécies viventes. Possuem uma concha composta por duas valvas conectadas por um ligamento flexível e músculos adutores para fechar as valvas. A cavidade do mento é alargada para conter a massa visceral e outros órgãos internos. Não possuem cabeça diferenciada nem rádula. A maioria é filtradora, com as brânquias atuando como filtro. A boca possui geralmente um par de palpos labiais que direcional a comida coletada pelas brânquias.

Os bivalves habitam os oceanos e ambientes de água doce. Seu tamanho varia de 0,5 milímetros até 1,4 metros.

Fonte: www.fag.edu.br

Filo Mollusca

Características gerais dos moluscos

O Phylum Mollusca (lat. mollis = mole) reúne animais de corpo mole, simetria bilateral frequente, não segmentados, cobertos por um manto delgado que, na maioria das formas, segrega uma concha calcária.

Lesmas, ostras, mariscos, polvos e lulas estão entre os membros mais familiares desde Phylum, já sendo observadas portanto, muitas formas diferenciadas de conchas, de tamanhos e de estruturas. O grau avançado dos Moluscos é evidenciado pela complexidade do seu aparelho digestivo (que inclui boca, fígado, rim, intestino) e seu aparelho respiratório (que inclui um coração e vasos sanguíneos, contendo sangue vermelho, azul, verde ou incolor).

Já acusados em rochas do Cambriano, os moluscos representam-se em vários habitats (mares, águas doces, salobras e terra firme) por cerca de 100.000 espécies; as espécies fósseis montam cerca de 40.000 (Mendes, 1977).

Vivem desde as profundidades de 10.000 metros, nos mares, até 5.400 metros acima do nível do mar, na terra.

Pode-se dividir os moluscos em oito classes distintas, mas somente estudaremos as suas três classes mais representativas para o estudo da Paleoecologia, objeto deste trabalho:

Gastrópodos

Características Gerais

Os gastrópodos são moluscos, em sua maior parte aqúaticos e marinhos, que formam a maior classe de moluscos viventes e cerca de 15.000 espécies fósseis.

Podemos distinguir separadamente: cabeça, pé e saco visceral (gaster=estômago + podos =pés). Esta última porção é coberta pelo manto. Em geral possuem uma concha univalve, ainda que várias espécies sejam desprovidas de concha ou possuam somente um concha vestigial.

Em geral, os gastrópodos perdem a simetria bilateral da concha por causa da torção de toda a massa viceral, que se reflete na disposição de todos os seus órgãos, sendo que freqüentemente, de órgãos pares, um está atrofiado (geralmente o direito), apresentando assim a organização anatômica dos moluscos (Melendez, 1970).

O plano de organização dos gastrópodos é semelhante aos dos bivalvos, mas possuem mais pulmões que brânquias, sendo portanto, bem sucedidos na terra.

Além disso, eles possuem uma cabeça bilateralmente simétrica com olhos pedunculados.

A concha dos gastrópodos é composta por uma só valva, não septada, em forma de um cone, que pode ou não apresentar um enrolamento.

Na estrutura da concha distinguem-se: óstraco (camada média), hipóstraco (camada lamelar interna) e perióstraco (camada externa de conchiolina, que se perde nos fósseis). A parte inorgânica da concha é formada por calcita ou aragonita ou ambos.

Sua ornamentação só consiste em estrias de crescimento e costelas longitudinais (em espiral) ou transversais. A concha se fecha mediante um opérculo que, quando é calcário, se preserva como fóssil e com freqüência apresenta um estrutura espiral bem característica (Melendez, 1970).

Em termos gerais, a classificação dos gastrópodos é extremamente difícil para a Paleontologia, pois normalmente nos fósseis não estão presentes os aspectos viscerais que classificam a concha. Sua classificação baseia-se, então, na análise comparada dos fósseis com as conchas atuais.

Tendo em conta estes critérios, tem-se:

Subclasse Prosobranchia

Predominantemente marinhos
As brânquias situam-se na frente do coração
Sistema nervoso é do tipo estreptoneuro
Maior subclasse dos gastropodos
As formas mais antigas datam do Cambriano.

O.Archaeogastropodina

Mais primitivos; maioria Paleozoica (Cambriano-R);
Concha não típica: em barrete, taça, helicone, sem simetria bilateral;
Peristoma holostomado;
As vezes possui selenizona.

O. Cenogastropodina

Muito abundantes; conhecidos do O-R.
Formas pelágicas a partir do Cretáceo;
Peristoma presente;
Grande importância para os representantes atuais.

Subclasse Opisthobranchia

Marinhos, pelágicos;
São dotados de apenas uma brânquia, situada atrás do coração;
Sistema nervoso é do tipo eutineuro;
As formas mais antigas datam do Cambriano;
Possivelmente se tenham derivado dos prosobranquios por distorção;
Volta corporal muito grande.

Subclasse Pulmonata

São terrestres e aquáticos;
Não tem brânquias, respiram por pulmões ou sacos respiratórios;
As formas mais antigas datam do Carbonífero;
Existem mais de 6.000 espécies viventes e as espécies fósseis são mais ou menos 1.000.

O. Basommastophorida

Aparecem no Jurássico Superior e sobrevivem até hoje;
Concha de paredes finas e peristoma não engrossado;
Espiração branquial.

O. Stylommatophorida

Aparecem no Carbonífero e sobrevivem até hoje;
Concha de paredes grosseiras e peristoma engrossado;
Respiração pulmonar.

Distribuição estratigráfica simplificada

Os gastrópodos em sua evolução, não podem constituir uma sucessão linear dos Arqueo, Meso e Neogastrópodos, resultando que todos estes grupos tenham passado por etapas evolutivas distintas e podem ser considerados essencialmente polifiléticos.

Os Opisthobranquios e os Pulmonados, derivam ambos, independentemente dos Prosobranquios: ambos os grupos se desenvolveram no Mesozóico e alcançaram seu ápice no Cenozóico.

Paleoecologia e Ecologia

Os gastrópodos estão distribuídos em ambientes bem distintos. Sabe-se que podem viver tanto em porções continentais como nas profundezas do mar.

Em geral, gastrópodos de conchas pesadas vivem em águas turbulentas da zona litoral, enquanto gastrópodos de conchas delgadas e mais complexamente ornamentadas vivem em águas mais tranqüilas.

Muitos vivem escavando os fundos dos mares ou lagos e outros tem evoluído para o habitat terrestre. Em geral, a abundância de gastrópodos marinhos, indica águas rasas, quentes, bem iluminadas e algo agitadas. Dos atuais, a maioria habita águas tropicais. Neste tipo de ambiente conchas espessas e ornamentadas florescem. O número de espécies diminui para águas mais profundas e mais frias do mar. Conchas de paredes delgadas com pouca ornamentação são muito características de formas aquáticas mais profundas.

Segundo Camacho (1966), existem gastrópodos vegetarianos, carnívoros, omnívoros, micrófagos e coprógrafos. Alguns perfuram as conchas dos pelecípodos utilizando a rádula.

As formas de águas doces predominam em profundidades inferiores aos 3 metros, devido a abundância de alimentos nesta zona.

Em zonas costeiras rochosas e com ondas agitadas, são comuns as conchas cônicas, do tipo Patella, que lhes permite uma melhor aderência e que oferencem uma melhor proteção, quando estão descobertas pela maré. Nas costas com ondas agitadas e rápidas correntes, há tendência a aumentar o tamanho relativo da abertura e a diminuir a longitude da espira.

Excepcionalmente, os gastrópodos são parasitas (endo e ectoparasitas) com diversos graus de especialização e regressão dos órgãos. Os Pyramidellidae são ectoparasitas sobre poliquetas tubícolas ou bivalves (Camacho, 1966).

Através do tempo, os habitos de algumas famílias e gêneros tem-se modificado. É provavel que os pleurostomáridos do Permiano viveram em águas superficais, desde o litoral até mais ou menos 360 metros, entretanto os modernos vivem em águas frias, entre 40 e 1.000 metros.

Cefalópodos

Características Gerais

Os Cefalópodos são o grupo mais importante do ponto de vista estratigráfico.

São os moluscos de organização mais complexa: tem simetria bilateral, possuem a cabeça bem diferenciada, composta por uma coroa de tentáculos e a boca dotada por um par de mandíbulas quitinosas e de uma rádula. Os seus olhos são bem desenvolvidos, semelhantes, em construção, ao olho humano.

Respiram por brânquias e deslocam-se graças à expulsão rápida da água através de uma diferenciação ventral do manto. Os sexos são separados e o desenvolvimento dos ovos dá-se diretamente sem as fases trocófora e velíger (modificado de Mendes, 1977).

O sistema nervoso é altamente desenvolvido, o cérebro é grande para invertebrados, o que faz com que os cephalopodes sejam considerados os moluscos mais evoluídos existentes.

Como todos os moluscos, os Cefalópodos tem uma concha calcária, externa nos Tetrabranquiais (Nautilus) e interna nos Dibranquiais, que atualmente são mais numerosos.

Algumas espécies não possuem concha, como Octopus.

Portanto os cephalopodes podem ser divididos em dois grandes grupos: aqueles que tem concha externa e aqueles que tem conchas vestigiais internas como o polvo e a lula.

Tanto as conchas internas como as externas, são divididas em câmaras por septos. No caso da concha externa, o animal vive somente na última câmara (câmara de habitação), mantendo porém comunicação com as câmaras anteriores por meio do sifão. dá-se o nome de sifúnculo ao envoltório calcário do sifão, contínuo ou descontínuo. No caso em que estas conchas tenham gás, a função do sifão parece ser a de regular a pressão interna. A concha embrionária recebe a designação de protoconcha.

Chama-se fragmocone a porção da concha dividida em câmaras.

As conchas esternas dos cephalopodes podem ser, segundo Mendes (1977), de três tipos: retas (ortocone), levemente encurvadas (cirtocone) ou fortemente encurvadas (girocones). Quando o enrolamento é frouxo, recebe o nome de girocone, mas quando é muito extremado, conduz às conchas involutas (a última volta sempre recobre as anteriores) e evolutas (as voltas não recobrem as anteriores).

O carácter da sutura fornece detalhes de distinção entre os dois grupos de cephalopodes dotados de concha externa: os nautilóides e os amonóides.

As suturas dos nautilóides são linhas curvas lisas, enquanto as suturas dos amonóides são linhas completamente curvas, formando assim, uma grande variedade de padrões, cada um distintivo de um subgrupo em particular.

Os Cefalópodos classificam-se segundo a estrutura da sua concha. Conhecem-se, então, três subclasses:

Nautiloidea (Cambr-Rec)

Concha externa, tabicada, reta ou enrolada em espiral. As conchas fósseis foram predominantemente cirtocônicas ou plano-espirais, apresentando linhas de sutura simples e com sifúnculo no centro.

Quatro são as ordens: Discosorida, Oncocerida, Tarphycerida e Nautilida. É representada pelo gênero vivente Nautilus, que apareceu no Oligoceno e hoje restringe-se a 5 espécies que vivem na porção sudoeste do Pacífico. N. pompilius Lineu é a espécie-tipo do gênero.

Coleoidea (D-Rec)

Subclasse que reúne todos os cefalópodos viventes, menos o Nautilus. Alguns representantes são desprovidos de concha, mas a maioria possui concha interna. Possuem apenas um par de brânquias. Comporta as ordens: Aulacocerida, Belemnitida (extintos), Phragmoteuthida, Teuthida, Sepiida e Octopoda (polvos verdadeiros, sem concha).

Ammonoidea (D-K)

Os seus representantes possuíram (hoje estão extintos), conchas externas predominantemente plano-espirais, com linhas de sutura, às vezes complexas, às vezes não. O sifúnculo tinha posição ventral ou dorsal. Possuia opérculos (aptychus e anaptychus) parecidos com os dos gastrópodes.

As ordens conhecidas são: Anarcestida, Clymeniida, Goniatitida, Ceratitida, Prolecanitida, Phyllocerida, Lytocerida e Ammonitida.

Por todas as características observadas acima, pode-se concluir que as conchas dos cefalópodos, em geral, fossilizam-se muito bem, mesmo quando só encontrados os moldes. Geralmente as conchas, depois do animal morto, flutuam na água durante muito tempo, sendo arrastadas pelas correntes marinhas, de onde se segue uma ampla distribuição geográfica post mortem de seus fósseis, circunstância muito favorável para poder utilizá-los em problemas de sincronização estratigráfica. Em geral, são bons fósseis-guias e com frequência são utilizados como fósseis de zona, como os Goniatites (D-C), os Ceratites (Tr), os Ammonites (J), etc...

Paleoecologia e Ecologia

Todos os cefalópodos atuais são marinhos, e não se conhece casos fósseis associados a qualquer outro ambiente, ainda que possuam hábitos muito variados.

Habitam, preferencialmente, mares superficiais, mas também podem ser encontrados no meio do oceano, sendo conhecidos algumas espécies de zonas abissais.

Respiram por brânquias e são bons nadadores; de vida ativa, deslocam-se mediante movimentos rítmicos dos tentáculos ou expulsando violentamente a água da cavidade paleal através dos sifões.

As poucas espécies do gênero Nautilus estão restritas ao sudoeste do Pacífico. Vivem em águas prefencialmente quentes e proximais à costa (60-130m), onde nadam livremente no fundo (nunca chegando a mais de 700 metros de profundidade). Possuem hábitos gregários e seus sistema digestivo indica serem carnívoros.

Tendo em conta as características ecológicas do Nautilus sobrevivente aos dias atuais, através do princípio do Atualismo, podemos transpor os conhecimentos sobre este organismo, para os nautilóides fósseis. O mesmo, já não se torna tão fácil, para a grande variedade de conchas do Paleozóico, como as ortocônicas, as cirtocônicas, etc..., e assim, os hábitos de cada grupo só podem ser deduzidos através da análise de todas as características morfológicas da concha.

Esta análise diferenciada das conchas dos cefalópodos, tem mostrado a grande importância do grupo, no ponto de vista evolutivo, pois torna-se possível o estabelecimento de séries filéticas muito complexas que englobam espécies e gêneros distintos. Sabe-se que os Bactrites paleozóicos e os Aulacocerátidos triássicos formam a ligação evolutiva entre as ordens Tetrabranquiais e Dibranquiais.

Nas conchas ortocônicas, os depósitos nas câmaras serviam para manter o animal em equilíbrio, permitindo-o viver em posição horizontal e sua maior concentração ventral atuava como estabilizador. Provavelmente se deslocavam para frente e para trás com a mesma facilidade dos calamares que vivem até hoje, ainda que os cefalópodos ortocônicos, não possuíssem os membros direcionais dos calamares, mas sim tentáculos especializados (modificado de Camacho, 1966).

A grande variedade de conchas de Amonites torna possível a conclusão de que animais do mesmo grupo possuíram habitos diferenciados. Através da análise destas conchas, descobriu-se que os Amonites tinham se adaptado à flutuação em águas bem mais profundas, graças a suas conchas muito leves, que com o desenvolvimento de costelas e constantes desenvolvimento das paredes internas, proporcionaram resistência aos aumentos de pressão, sem agregar peso extra na concha. Assim, pode-se considerar os Amonites como necto-bentônicos (modificado de Camacho, 1966).

Os Amonites não são encontrados em depósitos litorais, nem em depósitos de recifes. As formas que possuiam ornamentação deviam caracterizar as zonas infraneríticas (40-180m), as formas lisas e ovaladas caracterízariam as regiões batiais superiores e as formas lisas e pesadas são características de zonas infrabatiais.

Bibalves ou Pelicípodes

Características Gerais

Os bivalves ou pelecípodos ou ainda lamelibrânquios, são moluscos aquáticos, fundamentalmente bilaterais simétricos, compridos lateralmente e providos sempre de uma concha composta por duas valvas semelhantes, de igual convexidade e calcárias. Em alguns gêneros foi perdida a simetria bilateral, freqüentemente como resultado da cimentação de uma das valvas a um substrato.

O corpo mole dentro da concha é constituído de uma massa visceral volumosa, da qual uma parte forma um pé muscular, e um par de delgadas brânquias.

Envolvendo o corpo e delimitando a superfície interna das valvas encontram-se uma fina lâmina carnosa chamada manto. As margens do manto são modificadas para constituir dois tubos, um para introduzir água e o outro para eliminá-la. Uma corrente de água é então levada até as brânquias, onde microorganismos são aprisionados e carregados para dentro do tubo digestivo.

No lado externo da concha encontra-se uma linha cardinal, que corresponde a uma articulação interna das valvas, o umbo (porção inicial de todas as valvas) e por vezes, uma área cardinal. Normalmente, próxima a linha cardinal, encontra-se uma massa escura, córnea, flexível e resistente chamada ligamento, que serve para abrir as valvas. Alguns bivalves o mostram internamente, sendo então denominados resílio; a reentrância onde se aloja é o resilífero. Externamente podemos constatar também a presença de ornamentações como costelas, estrias, nódulos, e linhas de crescimento, subparalelas aos bordos das valvas (Mendes,1977).

Segundo Melendez (1970), a anatomia interna dos bivalves aparece de certo modo rfletida nas impressões e marcas que aparecem no interior das sua valvas.

Conhecem-se então:

Impressões musculares

Produzem-se através da inserção dos músculos adutores, que por sua contração produzem o fechamento das valvas.

Distinguem-se quatro tipos:

Dimiários: São os que possuem dois músculos adutores, correspondendo as impressões musculares anterior e posterior;
Isomiários:
Quando as impressões musculares são equivalentes em tamanho e forma;
Heteromiários ou Anisomiários:
Quando as duas impressões musculares possuem tamanhos diferentes, sendo sempre a anterior menor que a posterior, que pode ser a única existente;
Monomiários:
Só existe um único músculo adutor, o posterior, que produz um só impressão.

Impressão paleal

Consiste em uma linha contínua de relevo pouco pronunciado, que reúne as duas impressões musculares. É encontrada nos bordos do manto dos moluscos.

Distingue-se dois tipos:

Integripaleados: Quando a impressão paleal é contínua e regularmente convexa;
Sinupaleados:
Quando a impressão paleal apresenta uma sinuosidade muito marcada.

A sistemática do grupo utilizada na paleontologia se baseia principalmente na morfologia da concha (tipo de charneira, marcas de músculos adutores ornamentação, etc...).

Assim, para a Paleontologia a classe bivalvia comporta seis subclasses:

SUBCLASSE DOS BIVALVES
DESCRIÇÃO
Paleotaxodonta Isomiários de charneira taxodonte, linha cardinal encurvada e resilífero
Cryptodonta Dimiários de charneira taxodonte, linha cardinal retilínea, ligamento e sem área cardinal
Pteriomorphia Mono ou anisomiários de charneira isodonte, disodonte ou taxodonte (estes com área cardinal e linha cardinal retilínea)
Palaeoheterodonta Possui charneira esquizodonte
Heterodonta Possui charneira heterodonte
Anomalodesmata Isomiários de charneira disodonte e ligamento

Distribuição estratigráfica simplificada

Sabe-se que os bivalves apareceram no Cambriano, mas foram pouco numerosos e variados até o Mesozóico. Somente a partir do Carbonífero é que os bivalves invadiram os ambientes dulcícolas e salobres e então, já no Terciário, distribuíram-se por grandes profundidades . Muitas formas de concha espessa (como as ostras) são encontradas em camadas jurássicas e cretácicas. Outras formas de concha, como o Pecten, são bons fósseis-guias para rochas cenozóicas.

Conhecem-se cerca de 11.000 espécies viventes e 15.000 espécies fósseis.

Paleoecologia e Ecologia

Os bivalves são todos aquáticos podendo habitar águas doces, salobras e salgadas, muito embora a sua grande maioria seja marinha.

Habitam desde a zona litorânea até as profundidades de mais ou menos 5.300 metros, sendo mais abundantes porém em águas rasas.

São considerados cosmopolitas, mas sua distribuição está limitada por diversos fatores, principalmente a temperatura, a salinidade, a profundidade e a natureza do fundo.

A temperatura é o fator físico mais importante que controla o tamanho máximo dos bivalves. As espécies maiores estão confinadas a águas quentes nunca ocorrendo em águas muito frias.

Os bivalves de águas doces possuem valvas delgadas e lisas ou pouco ornamentadas, enquanto que os de águas salgadas apresentam-se mais grossas e invariavelmente ornamentadas.

Segundo Mendes (1977), os bivalves são normalmente bentônicos, constituindo bêntos séssil e bêntos vágil.

A maior parte dos bivalves é endobionte. Vive enterrada no fundo, quer em sedimentos moles, quer em rochas mais ou menos resistentes; podem entretanto, deslocar-se com maior ou menor facilidade. As formas sésseis fixam-se às rochas por meio do byssus (visgo segregado pelas glândulas bissogênicas) ou soldam-se por uma das valvas (como por exemplo as Ostras). Alguns poucos gêneros (Pecten e Lima) podem nadar nas proximidades do fundo, por expulsão de água conjugada com a abertura e fechamento das valvas (Mendes, 1977).

Em outros casos, os bivalves perfuram as rochas, a madeira e outros restos orgânicos que estiverem submersos na água. Entre as espécies fósseis, se tem comprovado estes mesmos gêneros de vida, sendo freqüente encontrarmos linhitos cretácicos ou terciários perfurados por certos bivalves.

Podem ainda se fixar sobre esponjas, celenterados, moluscos, artrópodes e anfíbios (Camacho, 1966).

Reinaldo G. Ribela

Fonte: www.reinaldoribela.pro.br

Filo Mollusca

Características Gerais

O corpo dos moluscos é dividido em três regiões:

Cabeça,
Pé e
Massa visceral

Na cabeça estão localizadas a boca e estruturas sensoriais como os olhos e tentáculos. O pé é musculoso e responsável pela locomoção do animal.

Em alguns animais, como os polvos e as lulas, o pé modificou-se em tentáculos que são utilizados na locomoção e captura de alimentos. Na massa visceral concentram-se todos os órgãos do corpo animal.

Existe nos moluscos uma dobra da parede do corpo que o recobre quase inteiro: o manto. É ele que produz a concha.

A maioria dos moluscos é herbívora, isto é, alimenta-se de vegetais.

Gastrópodes

Os gastrópodes são animais que podem ser reconhecidos tais como: os caracóis, lesmas e caramujos são alguns representantes deste grupo.

Esses animais são encontrados em ambientes terrestres úmidos , na água doce e no mar. Possuem uma única concha espiralada, mas existem alguns representantes deste grupo que não possuem concha.

Reprodução

A reprodução dos gastrópodes é sexuada.

Existem espécies hermafroditas e espécies com o sexos separados.

No caso da reprodução dos hermafroditas, os indivíduos se unem e trocam espermatozóides. Quando se separam, a fecundação ocorre em cada indivíduo . Em espécies com sexo separados, ocorre a união com transferência de espermatozóides para o corpo da fêmea, onde ocorre a fecundação. Os ovos formados são envoltos por membrana protetora e depositados em locais protegidos.

Bivalves

Os indivíduos desse grupo têm o corpo protegido por uma concha com duas valvas: (bi:dois:valva=valvas) características que deu origem ao nome do grupo.

Os mariscos, mexilhões, ostras e péctem são exemplos de bivalves. Todos são aquáticos.

Existem espécies hermafroditas mas a maior parte dos bivalves tem sexos separados.

O desenvolvimento é indireto.

Cefalópodes

O nome do grupo está relacionado com sua característica mais marcante que é a modificação dos pés em tentáculos, os quais partem da cabeça

Cefalo=cabeça
Pode
=pé

Os polvos possuem oito tentáculos, e as lulas dez.

Todos os cefalópodes têm sexos separados. O desenvolvimento é direto.

Os moluscos e a saúde humana

Os moluscos interferem na saúde humana porque muitos deles são usados como alimentos.

As vezes muitos deles são contaminados pela água do mar, e podem representar grande risco para a saúde humana, causando muitas intoxicações nos alimentos além de doenças.

Produção das Pérolas

Muitos moluscos têm grande aplicação econômica.

Entre eles estão os bivalves que têm capacidade de produzir pérolas.

A produção da pérola é iniciada quando uma partícula estranha que é como um grão de areia penetra na concha.

Fonte: websmed.portoalegre.rs.gov.br

Filo Mollusca

MOLUSCO CONTAGIOSO

O molusco contagioso é uma infecção cutânea causada por um poxvírus que produz protuberâncias lisas, céreas e da cor da pele.

Habitualmente, as protuberâncias possuem menos de 1,5 cm de diâmetro e apresentam uma minúscula depressão no seu centro.

Algumas vezes, uma protuberância isolada pode atingir até 3,8 cm.

O vírus que causa o molusco é contagioso.

Ele dissemina-se através do contato direto com a pele e é freqüentemente transmitido sexualmente.

O vírus pode infectar qualquer parte da pele, embora seja mais freqüente na virilha e na região pubiana (embora não ocorra geralmente no órgão genital masculino ou feminino).

Geralmente, as lesões não são pruriginosas e são indolores, podendo ser descobertas acidentalmente durante um exame físico.

Freqüentemente, essas protuberâncias apresentam uma depressão central cheia de um material branco pastoso, tornado fácil o diagnóstico do molusco contagioso pelo médico.

Os tumores podem ser tratados através do congelamento ou da remoção do seu núcleo com uma agulha.

Fonte: www.msd-brazil.com

Filo Mollusca

Os moluscos (lat. mollis, mole) têm corpo mole, consistindo tipicamente de uma cabeça anterior, um pé ventral e uma massa visceral dorsal.

O corpo é mais ou menos coberto por um manto fino, carnoso e comumente abrigado em uma concha calcaria externa.

O filo compreende sete classes de aspectos e hábitos diferentes:

Neopilina (Classe MINOPLACOPHORA), os quítons (POLYPLACOPHORA), os solenogastros (APLACOPHORA), dentálios (SCAPHOPODA), caramujos, caracóis e lesmas (GASTROPODA), mariscos, ostras e outros bivalves (BIVALVIA) e os náutilos, lulas e polvos (CEPHALOPODA).

Apesar das diversas classes diferirem ente si, a maioria dos moluscos tem em comum uma serie de caracteres anatômicos e fisiológicos peculiares ou característicos do filo.

Os moluscos viventes mais primitivos – quítons, solenogastros e monoplacóforos – e a maioria dos moluscos viventes, presumivelmente também as formas ancestrais, são animais que se locomovem lentamente e que vivem sobre o substrato em ambientes aquáticos.

O filo MOLLUSCA é o segundo maior filo animal com mais de 80.000 espécies viventes e é um grupo importante da linha evolutiva dos invertebrados protostômios. Os moluscos são de larga distribuição no tempo e no espaço, tendo um registro contínuo desde o Cambriano; muitos são abundantes como indivíduos e são ecologicamente importantes.

Apesar da maioria ser marinha, muitos caramujos e lesmas invadiram os ambientes de água doce e terrestre. Junto com os artrópodes, os moluscos apresentam adaptações ao maior número de habitats de todos os invertebrados. A maioria dos moluscos é de vida livre, movendo-se lentamente e apresentando uma relação íntima com o substrato. Alguns aderem a rochas, conchas ou madeira, alguns cavam, outros flutuam e as lulas e polvos podem nadar livremente.

De maior importância econômica são os mariscos, ostras, lulas, e outros que servem como alimento humano e alguns bivalves que produzem pérolas. Alguns caracóis e lesmas são pestes agrícolas e se alimentam de plantas cultivadas, certos caramujos de água doce são hospedeiros intermediários de vermes parasitos, um grupo de bivalves de água doce tem larvas parasitas de peixes e os teredos danificam navios e portos de madeira. A malacologia é a ciência que estuda os moluscos; a conquiliologia é o estudo de conchas, especialmente aquelas dos moluscos.

Filo Mollusca
Molusco

A coleção de conchas é um passatempo popular e tem contribuído significativamente para o conhecimento dos moluscos. Conchas fósseis encontram-se freqüentemente bem conservadas e servem como indicadores úteis das épocas geológicas antigas

Caracteres Gerais

Corpo geralmente curto e parcial ou totalmente circundado por uma formação carnosa da parede do corpo chamada manto e que pode ser modificada de varias maneiras; entre o manto e a massa viceral existe uma cavidade do manto contendo os componentes de diversos sistemas (secundariamente perdidos em alguns grupos).

Uma concha, quando presente, secretada pelo manto e composta de uma, duas ou oito partes; cabeça e o pé muscular ventral próximos, sendo o pé modificado de diversas formas para rastejar, cavar, nadar ou capturar alimento.

Trato digestivo completo, complexo, com tratos ciliados para selecionar partículas pequenas; boca com rádula apresentando fileiras transversais de diminutos dentes quitinosos para raspar alimento (exceto BIVALVIA); orifício retal abrindo-se na cavidade do manto; uma glândula digestiva grande e freqüentemente glândulas salivares.

Sistema circulatório aberto (exceto nos CEPHALOPODA), incluindo tipicamente um coração dorsal com um ou dois átrios e um ventrículo, usualmente em uma cavidade pericárdica, uma aorta anterior e outros vasos e muitos espaços sanguíneos (hemocelos) nos tecidos.

Respiração através de um a muito ctenídios de estrutura peculiar (brânquias) no interior da cavidade do manto (secundariamente perdidos em alguns), pela cavidade do manto ou pelo manto.

Excreção por rins (nefrídios), geralmente ligados à cavidade pericárdica e terminando na cavidade do manto; celoma reduzido às cavidades dos nefrídios, gônadas e pericárdio.

Sistema nervoso tipicamente com 1 anel nervoso circunfaríngeo com vários pares de gânglios e dois pares de cordões nervosos, 1 par inervado o pé e o outro, a massa visceral; muitos com órgãos para o tato, olfato ou gosto, manchas ocelares ou olhos complexos e estatocistos para o equilíbrio.

Sexos geralmente separados (alguns monóicos, poucos protrândricos), com ductos; fecundação externa ou interna; a maioria ovíparos; clivagem do oco determinada, espiral, desigual e total (meroblástica nos CEPHALOPODA); larvas trocófora e véliger desenvolvimento direto (PULMONATA, CEPHALOPODA)

Não-segmentados (exceto MONOPLACOPHORA); simetria bilateral.

Conchas

Como um dos aspectos característicos dos moluscos, o manto forma a concha, os sifões e também a cavidade do manto. Nos caracóis terrestres, a cavidade do manto é vascularizada e funciona como um pulmão. A concha dos moluscos é composta por uma camada externa de matéria protéica chamada perióstraco e por duas camadas de carbonato de cálcio, uma camada prismática mediana e uma camada nacarada interna.

A margem externa do manto apresenta dois sulcos, sendo o externo o sulco periostracal e que secreta o perióstraco. As células próximas à margem do manto secretam a camada prismática enquanto que toda a superfície externa do manto secreta a camada nacarada.

Com isso, a concha cresce em comprimento em suas margens e a espessura aumenta em toda a sua extensão. O sulco interno da margem do manto é limitado por dois lobos, sendo o interno muscular e responsável pela formação de sifões quando estes estão presentes.

Fonte: superelimites.com

Filo Mollusca

Filo Mollusca
Molusco

De todos os filos, o que apresenta características mais variadas é o dos moluscos:

Podem ter de alguns milímetros até vários metros; o corpo pode ser coberto por urna concha (caracóis) ou duas (ostras) ou pode ser nu (polvo); vivem desde o fundo do mar até no topo das montanhas; podem ser fixos nas rochas (ostras, mexilhões), nadar livremente (lula), se arrastar na terra (lesmas). Apesar dessas diferenças, os moluscos apresentam semelhanças essenciais. Primeiro, todos os moluscos têm corpo mole e sólido, sem qualquer esqueleto, interno ou externo;

Os músculos são en­volvidos por urna camada de tecido (parênquima). Alem disso, a parte posterior do corpo é coberta por urna membrana especial, o manto, que durante o estágio embrionário do animal segrega urna concha calcária (que contém cálcio). O manto também separa o corpo da camada que contém os 6rgãos respiratórios e os orifícios excretores.

Finalmente, a parte inferior do corpo é adaptada a locomoção: tem a forma de um "pe"' muscular, ligado a parte interna do corpo. Os moluscos possuem brânquias ou sacos pulmonares, e um coração localizado na parte posterior do corpo. O sistema circulatório é aberto, isto é, o sangue banha diretamente os órgãos. O sangue, abundante, contém um pigmento à base de cobre que lhe dá cor azul ou verde.

O sistema nervoso é constituído por urna cadeia de gânglios.

Os órgãos sensoriais variam muito conforme a espécie de molusco:

Algumas possuem apenas um órgão de tato; outras têm um número­ variável de olhos; outras ainda apresentam "ouvidos" rudimentares que podem detectar o ruído de pedrinhas raspando umas nas outras.

Os moluscos mais altamente desenvolvidos são os cefalópodes (polvo, lula), cujos olhos são tão bons quanto os olhos hu­manos.

A reprodução a sempre sexuada, muitas vezes por copulação ou acasalamento. As glândulas sexuais ficam na região dorsal do corpo, perto do coração, e algumas espécies possuem um pênis. E comum a ocorrência de hermafroditismo.

A alimentação varia conforme a espécie. Os moluscos de terra são herbívoros; Os moluscos bivalves, isto é, com duas conchas, como o marisco e o mexilhão, se alimentam de organismos microsc6picos; alguns moluscos gastrópodes, como o búzio, se alimentam de outros moluscos; Os cefalópodes caçam crustáceos.

Fonte: www.guiaguaruja.com.br

Filo Mollusca

A designação deste filo revela o aspecto mais distintivo destes animais (l. mollis = mole).

Estes animais apresentam tipicamente uma cabeça anterior, um pé ventral e uma massa visceral dorsal.

O corpo é mais ou menos coberto por um manto fino, carnudo e em regra protegido por uma concha externa.

O filo dos moluscos é o segundo maior filo animal com mais de 100000 espécies vivas e é um importante filo na linha evolutiva dos invertebrados protostómios.

Os moluscos têm larga distribuição espacial e temporal, apresentando um registo fóssil contínuo desde o Câmbrico, com numerosas espécies abundantes como indivíduos e de grande importância ecológica.

Apesar da maioria ser marinha, caracóis e lesmas invadiram os meios de água doce e terrestre.

Juntamente com os artrópodes, os moluscos apresentam a maior variedade de adaptações ao meio de todos os invertebrados. A maioria dos moluscos é de vida livre, movendo-se lentamente e em relação íntima com o substrato.

Apesar da enorme variedade de formas, os moluscos possuem um conjunto de características básicas comuns:

Simetria bilateral

Em alguns casos a simetria é alterada durante o desenvolvimento embrionário, por fenómenos de torção.

Corpo mole

Geralmente coberto por uma concha calcária, produzida pelo manto.

O corpo pode ser dividido nas seguintes partes:

Cabeça

Contêm gânglios nervosos associados a órgãos dos sentidos por vezes complexos. A boca apresenta uma rádula, membrana sobre a qual se dispõem filas de dentes córneos virados para trás, que funciona como um raspador para retirar alimentos;

Massa visceral

Concentra a maioria dos sistemas (digestivo, excretor, reprodutor, etc.);

Órgão musculoso utilizado na locomoção, captura de presas, natação, etc., pelo que pode ser extremamente modificado;

Manto

Prega de tecido da parede dorsal do corpo que recobre a massa visceral e contém glândulas que segregam a concha. O manto delimita uma cavidade, do manto ou paleal, onde se localizam os órgãos respiratórios;

Sistema digestivo

Completo, com boca e orifício retal, e com órgãos diferenciados (faringe, esófago, estômago, intestino e glândulas digestivas anexas); – excepto nos cefalópodes, o sistema circulatório é aberto, ou seja, parte do trajeto do sangue é feito fora de vasos sanguíneos, em espaços designados lagunas, o que para animais de movimento lento será suficiente. O coração localiza-se dorsalmente;

Caracterização

A grande maioria dos moluscos apresenta os sexos separados, com fecundação externa nos animais aquáticos. Algumas espécies, no entanto, apresentam fecundação interna ou metamorfoses.

CLASSE CEPHALOPODA

Entre os cefalópodes encontram-se os maiores, mais rápidos e mais inteligentes de todos os invertebrados. Podem apresentar tamanho relativamente reduzido, cerca de 2 a 3 cm de comprimento, ou atingir os 16 metros (dos quais 10 correspondem aos tentáculos) ou mesmo mais, das lulas gigantes.

Os cefalópodes primitivos apresentavam concha externa mas atualmente apenas um gênero a conserva. Os restantes apresentam apenas um vestígio interno, ou perderam-na totalmente.

Aparentemente são um grupo em declínio do ponto de vista evolutivo, consistindo apenas em 660 espécies atuais.

Os cefalópodes (gr. kephale = cabeça + podos = pé) apresentam o pé transformado em tentáculos, oito ou dez, providos de ventosas e que rodeiam a boca.

Nos chocos, além dos oito tentáculos vulgares, como nos polvos, existem dois com que capturam as presas, que podem ser projetados com grande rapidez.

Nas lulas também existem dois tentáculos especializados na captura de presas mas estes não são retrácteis.

A cabeça destes animais é distinta e apresenta olhos muito eficientes, semelhantes aos dos vertebrados, bem como órgãos dos sentidos químicos e tácteis muito desenvolvidos.

O sistema nervoso é desenvolvido, com maior tendência para a cefalização que os restantes grupos do filo Molusca. Experiências têm revelado um elevado grau de inteligência nestes animais, considerados os mais evoluídos nesse aspecto nos invertebrados. Os cefalópodes já revelaram ser capazes de resolver problemas e são, inclusivé, capazes de brincar, um comportamento geralmente associado aos mamíferos.

Todos são predadores eficientes, possuindo fortes mandíbulas córneas em forma de bico de papagaio e rádula.

O manto delimita a cavidade paleal, onde se localizam as brânquias.

Muitos, como o polvo, não apresentam concha, enquanto outros apresentam concha interna, pouco desenvolvida e achatada (chocos e lulas).

Os únicos cefalópodes atuais que apresentam concha externa pertencem ao gênero Nautilus.

Neste gênero, a concha é enrolada em espiral e formada por câmaras contíguas, vivendo o animal apenas na última, que é a maior. As amonites eram cefalópodes fósseis que também apresentavam concha externa.

O sistema circulatório é fechado, ocorrendo toda a circulação sanguínea no interior de vasos. Além do habitual coração dorsal, estes animais apresentam um segundo conjunto de pequenos corações junto das brânquias, o que aumenta grandemente a velocidade de circulação sanguínea nos órgãos respiratórios e, consequentemente, a taxa metabólica.

Os cefalópodes, ao contrário dos restantes moluscos, deslocam-se velozmente, devido a um sistema de propulsão a jato, usando o seu sifão, fato que não pode ser dissociado do seu eficiente sistema circulatório fechado. Esta situação permite explicar a perda de concha, dado que era necessário libertar o manto desse material rígido para que este pudesse funcionar como bomba de água.

Além de excelentes predadores, são igualmente eficientes na fuga e na camuflagem, devido á sua capacidade de mudar a cor e a textura do seu revestimento, bem como devido à bolsa do ferrado, que produz uma tinta negra que perturba um possível atacante.

Caracterização

Polvo de anéis azuis, com apenas 10 cm de comprimento, pode matar um homem em 15 minutos com a sua picada venenosa

A mudança de cor e mesmo de textura do corpo pode ser extremamente rápida e está intimamente associada ao sistema nervoso dos cefalópodes. A inervação seletiva de células especiais da pele - cromatóforos - origina um padrão de manchas, que ao olho humano resulta em alterações bruscas de pigmentação.

Pele de lula, mostrando cromatóforos com diversos tipos de pigmentos e o modo como a cor do animal varia com a contração de cromatóforos específicos

Geralmente a pele do cefalópode é translúcida e apresenta uma camada profunda de células brancas refletoras, designadas leucóforos. Os cromatóforos localizam-se acima dessa camada e contêm pigmentos amarelos, vermelhos e negros. Outras tonalidades, como o verde e o azul iridiscentes devem-se a outro tipo de célula, os iridóforos.

Cada cromatóforo é controlado por células musculares, por sua vez controladas por nervos ligados diretamente ao cérebro. Assim, contraindo ou relaxando essas células musculares, o cefalópode pode variar o tamanho do cromatóforo e a intensidade da cor que este revela à vista desarmada. Cada tipo de cromatóforo é controlado por diferentes nervos, pelo que o animal pode controlar cada pigmento separadamente.

Mudança de cor do tegumento

Os cefalópodes têm os sexos separados, a fecundação é interna e formam ovos ricos em vitelo, dos quais emergem jovens por desenvolvimento direto.

O acasalamento é procedido de rituais complexos, geralmente envolvendo brilhantes demonstrações de cor e luz (algumas espécies são bioluminescentes).

Os machos apresentam um braço especializado - hectocótilo - na transferência de um saco de esperma - espermatóforo - para o corpo da fêmea. O hectocótilo é facilmente identificado pois não tem ventosas na extremidade. Após a transferência de esperma o casal separa-se e a fêmea irá, então, fecundar os seus óvulos quando mais lhe convier. Em polvos a fêmea pode armazenar o espermatóforo no interior da cavidade paleal durante dois meses, até encontrar um local adequado para depositar os ovos.

Geralmente existe algum grau de cuidados parentais, especialmente entre os polvos. As fêmeas colocam os ovos numa pequena cova, que guardam durante desde algumas semanas até 8 meses, dependendo da temperatura da água. Não se alimentam durante esse período, morrendo pouco depois que os jovens nascem.

Em lulas é igualmente frequente os progenitores morrerem imediatamente após o acasalamento, deixando os ovos envoltos em finas membranas ancorados no fundo arenosos do oceano.

CLASSE GASTROPODA

Os gastrópodes (gr. gaster = ventre + podos = pé) são o grupo de moluscos mais numeroso e diversificado, representando mais de 4/5 das espécies do filo.

São gastrópodes, além dos caracóis, as lesmas, lebres do mar (também conhecidas por tintureiras), lapas e búzios.

Apesar de algumas espécies serem terrestres, a maioria é aquática, principalmente marinha. O seu tamanho é muito variado, desde minúsculos caracóis aquáticos com 1 mm a uma espécie australiana com 70 cm de comprimento.

Este grupo de moluscos são os que mais se assemelham ao molusco generalizado, descrito anteriormente, excepto no fato de apresentarem geralmente uma concha espiralada, que os torna assimétricos.

A maioria dos gastrópodes apresenta uma concha univalve, achatada ou espiralada, no interior da qual se aloja a massa visceral. Algumas espécies têm um opérculo, que tapa a entrada da concha quando o animal se recolhe. No entanto, existem muitas excepções, como as lesmas marinhas ou nudibrânquios, que não apresentam concha, dependendo de elaboradas defesas químicas para a defesa.

Durante o desenvolvimento embrionário a massa visceral sofre uma torção de 180º no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio, pelo que a abertura da cavidade paleal e o orifício retal se localizam sobre a cabeça (ou apontando para o lado direito, em algumas espécies) no animal adulto, um dos poucos aspectos comuns a estes animais tão diversificados.

O pé ventral é largo e em forma de palmilha, coberto por numerosas glândulas mucosas. Todos os gastrópodes, herbívoros ou predadores, apresentam rádula.

Os gastrópodes marinhos respiram por brânquias localizadas na cavidade paleal, enquanto os terrestres não as apresentam. Neste caso, as trocas gasosas são realizadas pelo manto, que se encontra muito vascularizado na cavidade paleal, que funciona como um pulmão.

Caracterização

A maioria dos gastrópodes apresenta os sexos separados, mas existem formas hermafroditas (caracóis, por exemplo) e, em outros casos, os animais podem mudar de sexo ao longo da vida.

Fonte: curlygirl.no.sapo.pt

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