A fisioterapia é um segmento da área de saúde que contribui com seu conteúdo específico para o restabelecimento, a manutenção e a promoção da saúde.
O fisioterapeuta domina o conhecimento das ciências básicas, dos recursos fisioterápicos, no âmbito teórico e prático. Possui conhecimento das disfunções orgânicas e é capaz de identificar os objetivos intermediários e finais a serem atingidos pela fisioterapia, programando e executando intervenções fisioterápicas com finalidade educativa, terapêutica ou reabilitacional.
Na área clínica, o fisioterapeuta atua junto aos setores de medicina clínica e cirúrgica, como ortopedia e traumatologia, neurologia, pediatria, cardiologia, reumatologia, ginecologia, dermatologia, cirurgia plástica etc. A partir do diagnóstico clínico, avalia o paciente e planeja o seu tratamento
Na área preventiva, o fisioterapeuta atua em equipes multidisciplinares no planejamento e aplicação de métodos de intervenção cirúrgica. Atua, também, em ambientes funcionais (fábricas, consultórios, escolas etc.) com o objetivo de prevenir problemas musculoesqueléticos, respiratórios etc
Na área de pesquisa, o fisioterapeuta atua como investigador científico de novos recursos, métodos e técnicas, pertinentes ao seu campo de atuação, procurando contribuir para o aprimoramento da profissão.
O fisioterapeuta trabalha em hospitais (no atendimento ambulatorial, de leito e de terapia intensiva), em centros de reabilitação, clínicas particulares, clubes desportivos, centros de saúde, escolas, indústrias, faculdades e centros de pesquisa.
O mercado de trabalho é bastante promissor, especialmente na área de atendimento hospitalar em terapia intensiva, traumatologia e ortopedia com ênfase na reeducação postural, na área esportiva, em clubes e academias, e nas clínicas de cirurgia plástica e estética.
4 anos
Fonte: www.curso-objetivo.br
As primeiras atividades relacionadas à Fisioterapia remontam à antiguidade, com o uso de agentes físicos para o tratamento da dor e a ginástica com fins terapêuticos. A origem da profissão enfatizou e direcionou atividades para a recuperação de pessoas fisicamente lesadas como decorrência das grandes guerras. No Brasil, a Fisioterapia surge como possibilidade de solução para os altos índices de acidentes de trabalho.
Entretanto, com o tempo, a Fisioterapia cresceu como área de conhecimento, ampliando a atuação profissional e, conseqüentemente, o mercado de trabalho. Ser um fisioterapeuta atualmente significa dedicar-se a uma carreira promissora que conquista cada vez mais espaços. Cuidar de pacientes com problemas motores é uma das atividades que ganha adeptos todo ano.
"O mercado de trabalho se torna cada vez mais competitivo e, com isso, mais exigente por profissionais qualificados", explicou o professor Jefferson Braga Caldeira, coordenador do curso de Fisioterapia da Universidade do Grande Rio (Unigranrio).
Mas, ao contrário do que muitos imaginam, o trabalho do profissional não se restringe apenas ao atendimento de pacientes com problemas ortopédicos ou traumatológicos. O fisioterapeuta pode atender pessoas com distúrbios neurológicos, pneumológicos, cardiológicos e até dermatológicos. A professora Camila de Souza Furtado afirma que há vários lugares para a atuação dos fisioterapeutas.
"Os fisioterapeutas encontram boas oportunidades nos serviços públicos, sobretudo em redes hospitalares e em programas de saúde familiar; nas iniciativas privadas, através de redes conveniadas como planos de saúde e até mesmo o SUS; na iniciativa privada individual, representada pela clientela que paga diretamente pelos serviços fisioterapêuticos em consultórios próprios e consultorias", listou a coordenadora do curso de graduação da Universidade Estácio de Sá.
A Fisioterapia se divide em três grandes áreas de atuação: a Ortopedia, a Neurologia e a Respiratória. Mas existem outras vertentes que estão crescendo no mercado, como a Fisioterapia Estética e a Esportiva. Além disso, o fisioterapeuta hoje é um profissional de promoção e prevenção da saúde, adequando-se ao mercado de várias formas.
A prevenção de acidentes de trabalho é um cuidado que algumas empresas têm atualmente. Por esta razão, contratam fisioterapeutas para auxiliarem seus funcionários a ter uma postura melhor durante o trabalho e também a prevenir acidentes durante a execução de tarefas.
Segundo ele, os fisioterapeutas, atualmente, seguem a tendência de permanecer nos centros urbanos, onde há uma grande concentração de profissionais. O Rio de Janeiro tem, atualmente, de 10 a 20 mil profissionais em atividade na área.
"Independentemente do caminho escolhido, é importante desenvolver nos jovens profissionais o espírito empreendedor e a consciência de que o processo educacional não se encerra na universidade, mas será sempre uma constante na sua prática profissional", aconselha Jefferson Braga.
Mesmo com tantas oportunidades e uma crescente expansão no mercado, o coordenador da Unigranrio avalia que a Fisioterapia é uma profissão jovem. "A carreira foi reconhecida e regulamentada em outubro de 1969; tem apenas 36 anos. Aos poucos, os fisioterapeutas vão se projetando na mídia escrita e falada, informando assim a população brasileira sobre a profissão", explicou Camila Furtado.
O curso de Fisioterapia é bastante procurado. Várias universidades oferecem esta graduação, em todo o país. Com duração média de quatro anos, o curso inicia-se com disciplinas que têm o objetivo de oferecer um bom embasamento teórico. Anatomia, Fisiologia, Biofísica, Fundamentos da Fisioterapia e Cinesiologia são algumas das disciplinas que o estudante encontra nos primeiros períodos.
A partir do terceiro período do curso, são introduzidas matérias que utilizam os conhecimentos básicos como ferramentas para os conhecimentos aplicados da profissão. Algumas destas disciplinas são Cinesioterapia, Clínica Médica, Neurologia, Fisioterapia Cardio Funcional, Órteses e Próteses, Fisioterapia Dermato Funcional, Ética e Fisioterapia em Terapia Intensiva, entre outras.
"Quando os alunos começam a ter contato com a profissão, observam, experimentam e vivenciam algo jamais pensado e imaginado. Eles também não têm idéia das dificuldades a serem enfrentadas, pois os desafios são grandes. À medida que o curso avança, eles se descobrem e tentam se direcionar para as áreas de concentração: Neurologia, Cardiovascular e Pulmonar, Ortopedia, Esportiva, Dermatologia e Estética, Oncologia e Cirurgias", afirmou Jefferson Braga.
Na Estácio, estrutura curricular é voltada para a formação de profissionais generalistas, o que, segundo a coordenadora Camila Furtado, permite ao graduado transitar em todas as áreas de atuação. A instituição apresenta um currículo muito dinâmico, mas que preconiza a manutenção do aluno.
"Nosso objetivo é formar um profissional com visão ampla não só de mercado de trababalho mas também como integrante da área da saúde. Para isso, são obrigatórias as 80 horas de atividades complementares, 900 horas de estágio supervisionado, a prática de pesquisa e o trabalho de conclusão de curso", disse Camila Furtado.
Para se formar, o estudante precisa cumprir, pelo menos, um ano de estágio supervisionado em hospitais, clínicas ou laboratórios, que podem ser da própria universidade. Algumas instituições chegam a exigir até três semestres de estágio. Depois de formado, para exercer a profissão, o fisioterapeuta precisa obter registro no Conselho Regional de Fisioterapia e Terapia Ocupacional (Crefito) da sua região ou estado.
Cardiologia e pneumologia
Tratar pacientes nas fases pré e pós- operatória. Prescrever e aplicar exercícios ligados ao aparelho respiratório e circulatório.
Dermatologia
Aplicar massagens e aparelhos de raios infravermelhos, ultravioleta e laser para reduzir lesões e acelerar a cicatrização de queimaduras e cortes cirúrgicos.
Fisioterapia esportiva
Prevenir lesões e reabilitar atletas machucados.
Fisioterapia do trabalho
Tratar doenças relacionadas com o trabalho, como as lesões causadas por esforço repetitivo (LER).
Grupos especiais
Estimular músculos de quem sofre limitações de movimentos, como idosos e portadores de deficiência física.
Neurologia
Auxiliar no tratamento de seqüelas de derrame cerebral, paralisias e traumatismos.
Ortopedia e traumatologia
Acelerar a recuperação de movimentos e reduzir dores de pacientes com fraturas, traumas e luxações. Prevenir lesões da coluna vertebral e das articulações, causadas por postura incorreta ou esforço repetitivo.
Fonte: odia.terra.com.br
É uma ciência da Saúde que estuda, previne e trata os distúrbios cinéticos funcionais intercorrentes em órgãos e sistemas do corpo humano, gerados por alterações genéticas, por traumas e por doenças adquiridas. Fundamenta suas ações em mecanismos terapêuticos próprios, sistematizados pelos estudos da biologia, das ciências morfológicas, das ciências fisiológicas, das patologias, da bioquímica, da biofísica, da biomecânica, da cinesia, da sinergia funcional, e da cinesia patologia de órgãos e sistemas do corpo humano e as disciplinas comportamentais e sociais. A carreira do fisioterapeuta pode ser construída com uma ou mais especializações, obtidas em cursos de pós-graduação, ou mestrado e doutorado, para aqueles que pretendem seguir carreira acadêmica.
Gerenciar pessoas e relacionar-se bem com os colegas, os pacientes e seus familiares são outras condições indispensáveis ao sucesso na carreira desse profissional. Sua função primordial é prevenir, diagnosticar e tratar disfunções do organismo causadas por acidentes, má-formação genética, alterações posturais ou distúrbios neurológicos, uro-ginecológicos, dermatológicos, cardíacos ou respiratórios. No geral, o trabalho é executado em parceria com outros profissionais da área de saúde, como enfermeiros, psicólogos, educadores físicos, fonoaudiólogos, médicos e terapeutas ocupacionais. Além dos métodos de manipulação e exercícios, para restaurar e desenvolver a capacidade física e funcional do paciente, o fisioterapeuta utiliza recursos físicos, como a água e equipamentos elétricos e térmicos.
Atua não apenas em hospitais, unidades de saúde e clínicas de fisioterapia, como também em clubes esportivos e centros de reabilitação. Em empresas, previne acidentes de trabalho e promove a correção de postura dos funcionários. Em escolas, corrige e orienta a postura de crianças, jovens e adultos.
O crescimento para esta área de atuação ocorrerá principalmente no atendimento hospitalar em terapia intensiva, traumatologia e ortopedia com ênfase na reeducação postural, na área esportiva, em clubes e academias, e nas clínicas de cirurgia plástica e estética. O mercado voltado para a segurança do trabalho também é promissor, devido aos programas de reeducação postural adotados pela empresas com a finalidade de prevenir e tratar problemas musculares e de coluna em seus funcionários, de forma a melhorar o desempenho destes durante o trabalho.
O profissional fisioterapeuta pode trabalhar em diversas áreas:
A) Hospitais e clínicas
B) Ambulatórios
C) Consultórios
D) Centros de Reabilitação
A) Programas institucionais
B) Ações Básicas de Saúde
C) Fisioterapia do Trabalho
D) Vigilância Sanitária
A) Docência (níveis secundário e
superior)
B) Extensão
C) Pesquisa
D) Supervisão (técnica e administrativa)
E) Direção e coordenação de
cursos
A) Indústria de equipamentos de uso fisioterapêutico
B) Esporte
Fonte: www.faculdadesalesiana.edu.br