FUSÃO NUCLEAR E
BOMBA DE HIDROGÊNIO

A fusão é o processo "contrário" à fissão, na medida em que átomos leves se unem para originar um mais pesado.

Exemplo:

2,1H + 2,1H => 4,2He

deutério

A fusão de isótopos de hidrogênio, semelhante à que acabamos de equacionar, è responsável pela liberação de enormes quantidades de energia.

A energia liberada na fusão è bem maior que a de um processo de fissão, que é da ordem de 1 000 quilotons, isto é, 106 toneladas de TNT.

São exemplos de fusão nuclear a que ocorre espontaneamente no Sol, e em muitas estrelas, e a provocada na chamada bomba de hidrogênio.
A bomba de hidrogênio consiste na fusão nuclear de deutério, 2,1H ou 2,1D, e tritio, 3,1H, com liberação de energia equivalente á de 50 bombas atômicas. Para que essa fusão ocorra é necessário que se tenha altas temperaturas. Dai os processos de fissão serem usados para desencadear a fusão.

A fusão nuclear que ocorre na bomba H pode ser assim representada:

2,1H + 3,1H => 4,2He + 1,0n

Enquanto a fissão nuclear pode ser controlada nos reatores nucleares, permitindo a obtenção de energia de forma útil à nossa vida, o controle de fusão nuclear continua sendo objeto de pesquisa.

Como vimos, para se conseguir uma fusão nuclear, é preciso que sejam atingidas temperaturas altíssimas.

Por essa razão, em março de 1989, causou grande impacto a noticia da fusão a frio, veiculada pela imprensa internacional.

Desde essa época é freqüente aparecerem noticias controversas a respeito do experimento produzido pelos cientistas Fleischmann e Pons, da Universidade de Utah.

Alguns cientistas que tentaram repetir a experiência desses dois americanos manifestaram-se no sentido de valorizá-la como uma possibilidade importantíssima de obtenção de energia. Por outro lado, muitos pesquisadores têm criticado severamente os resultados da fusão a frio.

Fonte: www.if.ufrj.br