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Fitoterápicos: Ipe Roxo

Fitoterápicos: Ipe Roxo

Nome científico

Tabebuia avellanedae Lorentz ex Griseb

Sinonímia popular

Pau d´arco, ipê, ipê-uva, piuva.

Sinonímia científica

Tecoma impetiginosa Mart. ex DC

Família

Bignoniaceae

Partes usadas

Entrecasca (líber) ou o lenho (cerne).

Princípio ativo

Lapachol, betalapachona.

Propriedade terapêutica

Anti-inflamatória, cicatrizante, analgésica, sedativa, tônica, antimicrobiana.

Indicação terapêutica

Cura de doenças neoplásicas e inibidoras de várias tumurações.

Origem

Árvore nativa da mata atlântica brasileira.

Nome em outros idiomas

Inglês: pink lapacho, pink ipe
Espanhol: lapacho rosado

Descrição

O ipê-roxo é uma árvore de porte avantajada muito difundida na América.

São muitas as espécies de ipê, num total aproximado de 250, mas as mais usadas são as do gênero Tabebuia avellanedae e Tecoma impetiginosa. Destas últimas selecionam-se no máximo 20 espécies que podem oferecer um teor aproximado e constante de substâncias com alto valor terapêutico, principalmente dos grupos saponínicos, flavonoídeas, cumarínicos ou quinônicos.

A parte usada da planta é a entrecasca (líber) ou o lenho (cerne).

O cerne contém, entre outros princípios ativos, o lapachol e a betalapachona, substâncias já conhecidas como auxiliares na cura de doenças neoplásicas e inibidoras de várias tumurações.

Em 1956 o pesquisador Oswaldo Gonçalves de Lima, do Departamento de Antibióticos da Universidade Federal de Pernambuco (UFPE), extraiu a naftoquinona do ipê-roxo e possibilitou posteriormente a fabricação do lapachol, remédio usado no tratamento de câncer de estômago. A betalapachona, um subproduto do lapachol, também isolada pelo pesquisador, está sendo pesquisada para desenvolver as possíveis formas farmacêuticas do produto.

Para se obter bons resultados com o uso do pau d´arco ou ipê-roxo, torna-se necessário portanto escolher o gênero e espécie da planta, idade provável da árvore e sua procedência.

Uso medicinal

O pau d´arco, pelas suas propriedades anti-inflamatórias, cicatrizantes, analgésicas, sedativas e tônica, e dada a sua potente ação antimicrobiana, é indicado nos casos de úlceras varicosas, feridas de qualquer origem, varizes e hemorróidas, reumatismo, artrite, doenças da pele, eczema, gastrites, inflamação intestinal, inflamação do aparelho genital feminino, cistite, bronquite e anemia.

Favorece a circulação e age também em várias formas de diabetes, especialmente a diabetes dos jovens.

O pau d´arco ou ipê-roxo é a planta providencial, confirmando o que disse Von Martus em 1818: "As plantas brasileiras não curam, fazem milagres".

Fitoterápicos: Ipe Roxo

Apresentação

Cápsulas, extratos, fluído, tintura, pomada

Dosagem indicada

Chá: 1 colher da casca rasurada, em 1 litro de água. Ferver. Tomar ao dia como água. É atóxico, podendo serem usadas, tomar 3 cápsulas ao dia em altas doses. Se ocasionar ligeira urticária, deve ser diminuída a dose e administrado um antialérgico, para voltar depois à dose anterior.

O nosso extrato (manipulado com o cerne do pau d´arco) deve ser usado na dose mínima de 1 colher de chá em um copo com água, 4 vezes ao dia, podendo ainda ser tomado de 3 em 3 horas, de 2 em 2 horas ou de 1 em 1 hora.

Nos casos de feridas ou úlceras varicosas, a pomada deve ser usada 2 vezes ao dia, administrando-se também o extrato ou tintura.

Outros usos

A árvore é muito usada em arborização urbana, escolas e parques. A madeira é de boa durabilidade e resistência contra organismos que dela se alimentam, sendo difícil de serrar ou pregar. Utilizada na construção civil, currais e acabamentos internos.

Da casca são extraídos os ácidos tânicos e lapáchico, sais alcalinos e corante usados no tingimento de algodão e seda.

Referências

Laboratório de Plantas Medicinais "Prof. Walter Accorsi", ESALQ/USP (março, 2004).
Parceria garante produção. Diário de Pernambuco, 2004.
The Plant List
Wikipédia
Image by J.M.Garg (own work) [GFDL] via Wikimedia Commons

Fonte: www.ppmac.org

Fitoterápicos: Ipe Roxo

Tabebuia avellanedae

AÇÃO E INDICAÇÃO

Indicado para problemas de arteriosclerose, infecções e neoplasias. Analgésico e antiinflamatório.

FORMAS UTILIZADAS

Cápsula (pó da planta ou extrato seco)
Tintura (líquido)
Extrato Fluido (líquido)

Outono, período que se caracteriza pela diminuição das chuvas e queda das temperaturas. Em nossa região somos brindados com uma explosão de cores das flores de nossas árvores. Paineiras, quaresmeiras, ipês de todas as cores e muitas outras espécies nos presenteiam com um colorido alegre e festejante, contrastando com a vegetação que começa a secar e mudar da cor verde para a cor palha. Nas avenidas de Franca os imensos ipês floridos nos convidam para uma maior reflexão sobre a nossa capacidade de valorizar estes recursos à nossa disposição oferecidos pela Natureza.

Nativo da América do Sul, o Ipê-roxo é encontrado e utilizado desde o norte da Amazônia até o Norte da Argentina. Caracteriza-se por uma árvore frondosa, que pode atingir até 35m de altura. Suas folhas normalmente caem no período da seca quando suas flores de tons arroxeadas explodem em uma beleza insuperável. O ipê roxo produz uma madeira muito dura, pesada e resistente, empregada como vigas, assoalhos, e muitos outros produtos em carpintaria e marcenaria. Mas nosso objetivo é falar do valor medicinal das plantas, sendo assim vamos falar de suas indicações.

O ipê roxo possui uma grande ação anti-inflamatória, antibiótica, antitumoral e analgésica. Desta forma pode ser indicado para dores musculares, artrites e artroses, tumores e alguns tipos de câncer e psoríase. Para as mulheres, nos casos de cólicas menstruais, corrimentos, candidíases e vaginites, pode ser empregado internamente e também na forma de banhos de assentos.

Mas como poderíamos nos beneficiar destas qualidades do ipê?

Bem primeiramente vamos escolher uma árvore bem desenvolvida. Vamos cortar um galho bem rente ao tronco. Imediatamente retiramos suas folhas e cortamos este galho em partes menores.

Com uma faca raspamos a casca para a retirada do excesso de material inerte, até chegar naquela parte mais verde da casca, denominada de entre-casca. Logo após começamos a retirar toda a entre-casca do galho, até chegar no lenho. Cortamos em partes menores e colocamos para secar. Pode ser ao sol. Depois podemos moer e utilizar 1 colher de café 3 vezes ao dia ou então preparar o chá, colocando 1 colher de chá do pó para 3 copos de água. Coloque o pó na água e leve ao fogo. Após levantar fervura deixe ferver por uns 8 minutos, desligue e deixe chegar na temperatura ambiente. Tome 1 copo 3 vezes ao dia. Mas não vamos sair por aí cortando a casca do tronco das árvores, pois podemos matar a planta desta forma. Para quem não tem como conseguir a casca da planta, já existe em farmácias especializadas o ipê na forma de tinturas, cápsulas e extratos. É uma forma de atender às pessoas que moram nas cidades e não tem a sorte de possuir ipês plantados em suas terras.

Ademar Menezes Junior

Fonte: www.oficinadeervas.com.br

Fitoterápicos: Ipe Roxo

Fitoterápicos: Ipe Roxo

Tabebuia impetiginosa

Descrição

Árvore que apresenta folhas com 5 folíolos, pecioladas e dentadas. As flores são roxas-violáceas, com cálice piloso e formam buquês terminais. Os ipês perdem as folhas antes do aparecimento de algumas gemas florais. Quando as flores aparecem, elas revestem todos os ramos que estão desfolhados, e proporcionam uma paisagem muito bela, com que poucas árvores podem competir. Após a florada, voltam as folhas e recobrir os ramos e aparecem os frutos, que são cápsulas contendo sementes de ipê-roxo, habitantes da América tropical, sendo que no Brasil é que se encontra sua maior distribuição.

Parte utilizada

Casca, folhas.

Origem

América tropical, desde o México até a Argentina. No Brasil se encontra sua maior distribuição.

Modo de Conservar

As cascas e os cernes devem ser secos ao sol. Guardar em sacos de pano, com posterior moagem para transformação em pó. As flores são utilizadas frescas ou secas à sombra e em local ventilado.

Princípios Ativos

Ácido tânico, ácido lapáchico, antraquinonas, carboidratos, desoxilapachol, flavonóides, fibras, gorduras, lapachol, naftoquinonas, proteínas, sais minerais, sais alcalinos, saponinas, vitaminas.

Propriedades medicinais

Adstringente, analgésico, antiblenorrágica, antimicrobiana (gram +), antiinflamatória, antiinfecciosa, antitumoral, antinevrálgica, anti-sifilítica, antibactericida, antifungo, depurativa, diurético.

Indicações

Alergia, anemia, diabete, diarréia, câncer, candidiasis, catarro da uretra, colite, coceira, ovário, estimulante do sistema imunológico (prevenção de leucemia, diabete, câncer), feridas, fígado, fungo, garganta, inflamacão artrítica, leucemia, lupus, mal de Parkson, malária, osteomielite, problemas respiratórios, psoríase, queimaduras, úlcera, útero.

Contra-indicações/cuidados

Gravidez, período de lactação. Altas doses causam náuseas, vômitos, diarréia, efeito anticoagulativo do sangue; abortivo; não foi evidenciada toxidez hepática ou renal.

Modo de usar

Varizes; hemorróidas; úlceras varicosas; depurativo após a sífilis, eczemas : coloque 1 colher de chá do pó da casca em 1 xícara de chá de água em fervura. Deixe em cozimento por 10 minutos e filtre ou coe. Tome 1 xícara de chá de 1 a 3 vezes ao dia.

Depurativo após a sífilis; reumatísmo; feridas; imunoestimulante; antitumoral : coloque 2 colheres de sopa de pó em 1 xícara de chá de álcool de cereais a 70%. Deixe em maceração por 3 dias e coe em um pano. Tome 1 colher de chá, diluído em um pouco de água de 2 a 3 vezes ao dia. Para crianças dar 1 colher de café. Nos casos de feridas, diluir essa tintura com água, meio a meio, e aplique nas partes afetadas, com um chumaço de algodão.

Afecções da boca, feridas, estomatite, aftas e herpes labial ; em um pilão, coloque 3 colheres de sopa de flores frescas e adicione 1 xícara de café de água fervente. Amasse bem e coe em uma peneira fina ou gaze Em seguida, acrescente uma xícara de café de mel. Misture bem, aplique nas partes afetadas, com um chumaço de algodão várias vezes ao dia.

Fonte: www.plantasquecuram.com.br

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