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Florianópolis

SAMBAQUI

Sambaqui, Florianópolis

Derivada das palavras sambá ou tambá (concha, ostra) e qui ou quire (dormir, fazer), a palavra sambaqui possui origem indígena, que significa cemitério; extensos depósitos de areia, conchas, cascas de ostras, restos de artefatos e esqueletos que ali foram alojados, detectando a presença de primitivos habitantes neste local, em tempos remotos.

A praia de Sambaqui é um tradicional vilarejo de pescadores que abriga, além de nativos, usuários temporários, turistas e veranistas que procuram um lugar calmo e tranquilo para se estabelecer.

De raízes açorianas, a comunidade de Sambaqui luta pela preservação de seus costumes e tradições, quase sempre promovendo festas religiosas e incentivando grupos de danças folclóricas como o Boi-de Mamão, a Ratoeira e o Pau de Fita, montados e dançados pelos próprios membros da comunidade.

O visual é um dos maiores atributos de Sambaqui. Além da paisagem típica do século XIX, apresenta vista panorâmica da Baía Norte e do Continente. É justamente por causa dessa vista que foram instalados vários bares nos últimos anos. Não há pousadas em Sambaqui, mas Santo Antônio de Lisboa fica bem próximo e oferece boas opções de estadia.

Distância do Centro: 17 km.

Praias do Sul

Campeche

Campeche, Florianópolis

Com três quilômetros e meio de extensão, a praia do Campeche fica entre a Joaquina e o Morro das Pedras, sem no entanto haver marcos geográficos nestas divisas. A faixa de areia branca e fina é larga, às vezes com formação de dunas. O mar grosso tem águas frias e de salinidade elevada. As ondas são fortes e as direitas com ondulação sul são muito esperadas pelos surfistas.

A princípio, as praias da Joaquina, do Campeche e do Morro das Pedras tinham um só nome: praia do Mandu. Foi em 1860 que a orla em frente à Ilha do Campeche passou a ser conhecida pelo mesmo nome da ilha.

Existem duas versões para o nome Campeche. A primeira, mais elegante, remete a um visitante ilustre e freqüente da região, o escritor e aviador francês Antoine de Saint-Exupéry. Durante a década de 20 o correio aéreo francês Sociêté Latécoère instalou no Campeche um campo de pouso que era utilizado para o reabastecimento dos vôos entre Paris e Buenos Aires. O comandande da rota, Saint-Exupéry, aproveitava para descansar e fez amizade com os moradores da região. A lenda que ficou é que o nome Campeche provém do apelido francês que o visitante deu ao lugar: Campo de Pesca, ou seja, Champ et Pêche.

No entanto, como a Ilha em frente à praia já tinha este nome desde o século anterior, historiadores afirmam que ele provém de um vegetal utilizado para tinturaria de mesmo nome e que, a exemplo do Pau Brasil, foi muito procurado no início da colonização.

De qualquer maneira, das aventuras de Saint-Exupéry restaram a fama do Campo de Pouso da Sociêté Latécoère, primeiro aeroporto internacional do sul do Brasil, e o nome da principal rua do balneário, a Avenida Pequeno Príncipe, homenagem à principal obra do escritor.

Ribeirão da Ilha

Ribeirão da Ilha, Florianópolis

O Ribeirão da Ilha foi uma das primeiras comunidades do Estado e a primeira de Florianópolis a ser habitada, no século XVI, pelos índios Carijós. O nome dado à praia origina-se de um pequeno rio ou ribeira, situado no local (ribeiracô em linguagem indígena).

De acordo com historiadores, os primeiros navegadores portugueses e espanhóis chegaram por volta de 1506. Vinte anos mais tarde, o navegador Sebastião Caboto atravessou o Atlântico e veio para cá, e segundo informações, foi no Porto do Ribeirão que Caboto teria ancorado. Entre 1748 e 1756 houve a colonização efetiva da Ilha, desembarcando cerca de seis mil açorianos. Alguns autores contam que cinquenta casais estabeleceram-se no Ribeirão da Ilha.

Localizado a 36 quilômetros do centro de Florianópolis, o Ribeirão da Ilha é composto por várias praias pequenas, de águas calmas e areia grossa. É considerado um dos poucos lugares do litoral Sul do Brasil que conserva bem os traços da colonização portuguesa. Um passeio até a praia é uma volta aos costumes e cultura açorianos.

Logo quando se chega, percebe-se os traços definidores desta cultura ainda preservados de forma original e intensa. As casas, em sua maioria, possuem paredes rosas com janelas amarelas ou brancas. Ou verde com azul. As cortinas também chamam a atenção, quase todas feitas de renda. Além disso, é comum a presença de mulheres debruçadas na janela, apreciando o movimento do lado de fora, ou proseando com alguma comadre que por ali passa. Enquanto isso, seus maridos, quase todos pescadores, puxam as redes na praia para trazer peixe fresco para casa.

O casario açoriano, a Igreja Nossa Senhora da Lapa do Ribeirão e o Museu Etnológico do Ribeirão da Ilha (que guarda documentos e algumas peças que contam a história da região) são alguns exemplos de lugares típicos de Florianópolis que também estão situados no Ribeirão da Ilha.

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