Através desta classificação pode-se preencher o seguinte quadro das 19 consoantes portuguesas:

Gostaria ainda de fazer uma nota quanto ao número de 19 consoantes
que foi acima referido, pois este número não contempla certas
variantes (como o [t]
ou o
),
nem as limitações que a língua impõe. Neste último
caso, como em todas as línguas, existem algumas proibições
quanto à posição de certas consoantes no início
ou final de palavra, assim como em seguimento de certas palavras. Por exemplo,
[r] nunca pode surgir em início de palavra.
Encontros vocálicos é o mesmo que dizer ditongo ou tritongo, ou seja, um conjunto de uma vogal e uma ou duas semivogais - que é a única altura em que surgem semivogais no português. Não devem, portanto, ser confundidos com hiatos: o encontro de duas vogais.
Os ditongos podem ser crescentes (pouco comum, pois são instáveis) ou decrescentes, consoante a vogal esteja no final ou no início do ditongo:
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E podem ser orais ou nasais:

Estes exemplos foram todos escolhidos para ajudar a exemplificar a diferença entre ditongo e hiato. Se se reparar, todos estes ditongos correspondem a uma única sílaba, mas os hiatos formam duas sílabas.
Observe-se os dois exemplos em comparação:

Mas uma língua é um organismo vivo, e as pessoas dizem as coisas de modos diferentes consoante a situação em que se encontram - são estes pormenores que fazem uma língua evoluir e modificar-se mais depressa. Assim, um hiato pode passar a ditongo, se dito muito depressa; e um ditongo pode passar a hiato se for dito pausadamente de modo a salientar bem todos os sons:

Por fim, os tritongos são formados por uma semivogal, uma vogal e outra semivogal, podendo ser orais ou nasais:

É o nome que se dá a um agrupamento de consoantes. Os agrupamentos mais comuns são aqueles em que a segunda consoante é "l" ou "r", embora em alguns casos não surjam no início da palavra:

Outros agrupamentos são mais raros, como os que se seguem:

Nestes agrupamentos, as consoantes pertencem sempre a uma única sílaba. No entanto, quando se encontram no meio da palavra podem pertencer a duas sílabas. Por outro lado, por vezes a língua ao evoluir começa a "considerar" estes agrupamentos como "incómodos" e introduz uma vogal. Veja-se os exemplos abaixo:

Por fim, é preciso um pouco de atenção para não confundir consoantes com letras; evitando, assim, confundir os encontros consonantais com dígrafos. Ou seja, um encontro consonantal é um grupo de dois sons consonânticos - [pn] e [kl], por exemplo - enquanto um dígrafo é um grupo de duas letras que representam um som - "rr" representa o [R], por exemplo.
O mais importante a ter em mente relativamente aos encontros vocálicos e consonantais, é que a língua estabelece regras que impedem o "encontro" entre certos sons e em certas posições dentro de uma palavra.
Fonte: criarmundos.do.sapo.pt
A Fonética é o ramo da Linguística que estuda os sons da fala humana. Suas subdivisões são:
Fonética articulatória: estuda como os sons são produzidos, isto é, a posição e a função de cada um dos órgãos do aparelho fonador (língua, lábios, etc.);
Fonética acústica: analisa as características físicas dos sons da fala, ou seja, as ondas mecânicas produzidas;
Fonética auditiva: tem como objetivo o estudo de que maneira é percebida a fala (como a audição distingue os sons).
A unidade básica de estudo para a Fonética é o fone. A fala humana é capaz de produzir inúmeros fones. A forma mais comum de representar os fones pelos linguistas é através do Alfabeto fonético internacional (AFI), desenhado pela Associação Internacional de Fonética (I.P.A.).
Alguns fones são auditivamente próximos entre si a ponto de se tornarem indistinguíveis. Por exemplo, o som de "rr" em alguns dialetos do português do Brasil é realizado foneticamente pela consoante fricativa velar surda (x no AFI). Entretanto, essa pode ser substituída pela consoante fricativa glotal surda (h no AFI) que a palavra que nela estiver continuará a ser reconhecida. A esse fenômeno, dá-se em fonologia o nome de alofonia. Assim, [x] e [h] são alofones do "erre" forte em português brasileiro. Um grupo composto de um fone e seus alofones para os falantes de um idioma é denominado fonema. Deve-se ressaltar que a alofonia entre dois fones é relativa. Por exemplo, no Alemão compõem fonemas separados.
O estudo dos fonemas é desenvolvido pela Fonologia. A fonologia e a fonética são frequentemente confundidas porque os conceitos de fone e fonema também geram confusão.
Fonologia (do Grego phonos = voz/som e logos = palavra/estudo) é o ramo da Linguística que estuda o sistema sonoro dum idioma. Esta é uma área muito relacionada com a Fonética, mas as duas têm focos de estudo diferentes. Enquanto a Fonética estuda a natureza física da produção e da percepção dos sons da fala (chamados de fones) sem preocupação com seu significado, a Fonologia descreve como funcionam os sons de uma dada língua. Por exemplo, /f/ e /v/ no Português são unidades distintivas de som (i. e., fonemas). Chamamos de pares mínimos palavras que têm significados distintos, mas diferem em um único som, como "faca" e "vaca".
Em algumas línguas, os fonemas são diretamente ligados à ortografia, i.e. cada som da fala é corresponde a um símbolo (letra) ou combinação de símbolos (dígrafo) na grafia. Em Português, nem sempre isso ocorre: por vezes o mesmo som é representado diferentemente na escrita de duas palavras (ex.: o som / ? / em "xadrez" e em "chuva") ou a mesma letra é usada para sons diferentes (ex.: a letra E em "medo" e em "queda"). Dessa necessidade de se precisar por escrito o fonema falado, surgiu o alfabeto fonético internacional, também chamado IPA, na sigla em Inglês. Para indicar quando se está a grafar a transcrição fonética e não a ortografia vigente, usa-se duas barras inclinadas à direita, uma antes e outra após a sequência dos fonemas: "/ /"
Fonte: pt.wikipedia.org