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Fonética



A Fonética, ou Fonologia, estuda os sons emitidos pelo ser humano, para efetivar a comunicação. Diferentemente da escrita, que conta com as letras - vogais e consoantes -, a Fonética se ocupa dos fonemas (= sons); são eles as vogais, as consoantes e as semivogais. Letra: Cada um dos sinais gráficos elementares com que se representam os vocábulos na língua escrita. Fonema: Unidade mínima distintiva no sistema sonoro de uma língua. Há uma relação entre a letra na língua escrita e o fonema na língua oral, mas não há uma correspondência rigorosa entre estes. Por exemplo, o fonema /s/ pode ser representado pelas seguintes letras ou encontro delas: c (antes de e e de i): certo, paciência, acenar. ç (antes de a, de o e de u): caçar, açucena, açougue. s: salsicha, semântica, soçobrar. ss: passar, assassinato, essencial. sc: nascer, oscilar, piscina. sç: nasço, desço, cresça. xc: exceção, excesso, excelente. xs: exsudar, exsicar, exsolver. x: máximo. Os sons da fala resultam quase todos da ação de certos órgãos sobre a corrente de ar vinda dos pulmões. Para a sua produção, três condições são necessárias: 1. A corrente de ar 2. Um obstáculo para a corrente de ar 3. Uma caixa de ressonância Caixa de Ressonância:

Aparelho Fonador:

Órgãos respiratórios: Pulmões, brônquios e traquéia

Laringe (onde estão as pregas vocais)

Cavidades supralaríngeas: faringe, boca e fossas nasais. O ar chega laringe e encontra as pregas vocais, que podem estar retesadas ou relaxadas. Pregas vocais retesadas vibram, produzindo fonemas sonoros. Pregas vocais relaxadas não vibram, produzindo fonemas surdos. Por exemplo, pense apenas no som produzido pela letra s de sapo. Produza esse som por uns cinco segundos, colocando os dedos na garganta. Você observará que as pregas vocais não vibram com a produção do som ssssssssss. O fonema s (e não a letra s) é, portanto, surdo. Faça o mesmo, agora, pensando apenas no som produzido pela letra s de casa. Produza esse som por uns cinco segundos, colocando os dedos na garganta. Você observará que as pregas vocais vibram, com a produção do som zzzzzzzzzzzzzz. O fonema z (e não a letra s) é, portanto, sonoro. Ao sair da laringe, a corrente de ar entra na cavidade faríngea, onde há uma encruzilhada: a cavidade bucal e a nasal. O véu palatino é que obstrui ou não a entrada do ar na cavidade nasal. Por exemplo, pense apenas no som produzido pela letra m de mão. Produza esse som por uns cinco segundos, colocando os dedos nas narinas. Você observará que o ar sai pelas narinas, com a produção do som mmmmmmm. O fonema m (e não a letra m) é, portanto, nasal. Se, ao produzir o som mmmmmmmm, tapar suas narinas, você observará que as bochechas se encherão de ar. Se, logo após, produzir o som aaaa, observará também que houve a produção dos sons ba. Isso prova que as consoantes m e b são muito parecidas. A diferença ocorre apenas na saída do ar: m, pelas cavidades bucal e nasal (fonema nasal); b somente pela cavidade bucal fonema oral). Há também semelhança entre as consoantes p e b: a única diferença entre elas é que b é sonora, e p, surda. Isso explica o porquê de se usar m antes de p e de b.

Fonte: www.gramaticaonline.com.br

FONÉTICA

A Fonética, ou Fonologia, estuda os sons emitidos pelo ser humano, para efetivar a comunicação. Diferentemente da escrita, que conta com vogais e consoantes, a Fonética se ocupa dos fonemas (= sons); são eles as vogais, as consoantes e as semivogais.

Vogal = São as cinco já conhecidas - a, e, i, o, u -quando funcionam como base de uma sílaba. Em cada sílaba há apenas uma vogal. NUNCA HAVERÁ MAIS DO QUE UMA VOGAL EM UMA MESMA SÍLABA.

Consoante = Qualquer letra - ou conjunto de letras representando um som só - que só possa ser soada com o auxílio de uma vogal (com + soante = soa com...). Na fonética são consoantes b, d, f, g (ga, go, gu), j (ge, gi, j) k (c ou qu), l, m (antes de vogal), n (antes de vogal), p, r, s (s, c, ç, ss, sc, sç, xc), t,

v, x (inclusive ch), z (s, z), nh, lh, rr.

Semivogal = São as letras e, i, o e u quando formarem sílaba com uma vogal, antes ou depois dela, e as letras m e n, nos grupos AM, EM e EN, em final de palavra -somente em final de palavra.

Quando a semivogal possuir som de i, será representada foneticamente pela letra Y; com som de u, pela letra W.

Então teremos, por exemplo, na palavra caixeiro, que se separa silabicamente cai-xei-ro, o seguinte: 3 vogais = a, e, o; 3 consoantes = k (c), x, r; 2 semivogais = y (i, i). Representando a palavra foneticamente, ficaremos com kayxeyro.

Na palavra artilheiro, ar-ti-lhei-ro, o seguinte: 4 vogais = a, i, e, o; 4 consoantes = r, t, lh, r; 1

semivogal = y (i). Foneticamente = artiĹeyro.

Na palavra viagem, vi-a-gem, 3 vogais = i, a, e; 2 consoantes = v, g; 1 semivogal = y (m). viajẽy.

M / N As letras M e N devem ser analisadas com muito cuidado. Elas podem ser:

Consoantes = Quando estiverem no início da sílaba.

Semivogais = Quando formarem os grupos AM, EM e EN, em final de palavra - somente em final de palavra - sendo representadas foneticamente por Y ou W.

Ressôo Nasal = Quando estiverem após vogal, na mesma sílaba que ela, excetuando os três grupos acima. Indica que o M e o N não são pronunciados, apenas tornam a vogal nasal, portanto haverá duas letras (a vogal + M ou N) com um fonema só (a vogal nasal).

Por exemplo, na palavra manchem, terceira pessoa do plural do presente do subjuntivo do verbo manchar, teremos o seguinte: man-chem, 2 vogais = a, e; 2 consoantes = o 1º m, x(ch); 1 semivogal = y (o 2º m); 1 ressôo nasal = an (ã). mãxẽy.

Encontros Vocálicos

É o agrupamento de vogais e semivogais. Há três tipos de encontros vocálicos:

Hiato = É o agrupamento de duas vogais, cada uma em uma sílaba diferente.

Lu-a-na, a-fi-a-do, pi-a-da

Ditongo = É o agrupamento de uma vogal e uma semivogal, em uma mesma sílaba. Quando a vogal estiver antes da semivogal, chamaremos de Ditongo Decrescente, e, quando a vogal estiver depois da semivogal, de Ditongo Crescente. Chamaremos ainda de oral e nasal, conforme ocorrer a saída do ar pelas narinas ou pela boca.

Cai-xa = Ditongo decrescente oral. Cin-qüen-ta = Ditongo crescente nasal, com a ocorrência do Ressôo Nasal.

Tritongo = É o agrupamento de uma vogal e duas semivogais. Também pode ser oral ou nasal. A-güei = Tritongo oral. Á-güem = Tritongo nasal, com a ocorrência da semivogal m.

Além desse três, há dois outros encontros vocálicos importantes:

Iode = É o agrupamento de uma semivogal entre duas vogais. São aia, eia, oia, uia, aie, eie, oie, uie, aio, eio, oio, uio, uiu, em qualquer lugar da palavra - começo, meio ou fim. Foneticamente, ocorre duplo ditongo ou tritongo + ditongo, conforme o número de semivogais. A Iode será representada com duplo Y: ay-ya, ey-ya, representando o "y" um fonema apenas, e não dois como possa parecer. A palavra vaia, então, tem quatro letras (v - a - i - a) e quatro fonemas (v - a - y - a), sendo que o "y" pertence a duas sílabas, não havendo, no entanto, "silêncio" entre as duas no momento de pronunciar a palavra.

Vau = O mesmo que a Iode, porém com a semivogal W.

Pi-au-í = Vau, com a representação fonética Pi-aw-wi. Com o "w" ocorre o mesmo que ocorreu com o "y", ou seja, representa um fonema apenas.

Ocorrem, também, na Língua Portuguesa, encontros vocálicos que ora são pronunciados como ditongo, ora como hiato. São eles:

Sinérese = São os agrupamentos ae, ao, ea, ee, eo, ia, ie, io, oa, oe, ua, ue, uo, uu.

Ca-e-ta-no, Cae-ta-no; ge-a-da, gea-da; com-pre-en-der, com-preen-der; Na-tá-li-a, Na-tá-lia; du-e-lo, due-lo; du-un-vi-ra-to, duun-vi-ra-to.

Diérese = São os agrupamentos ai, au, ei, eu, iu, oi, ui.

re-in-te-grar, rein-te-grar; re-u-nir, reu-nir; di-u-tur-no, diu-tur-no.

Obs.: Há palavras que, mesmo contendo esses agrupamentos não sofrem sinérese ou diérese. Há que se ter bom senso, no momento de se separarem as sílabas. Nas palavras rua, tia, magoa, por exemplo, é claro que só há hiato.

Encontros Consonantais

É o agrupamento de consoantes. Há três tipos de encontros consonantais: Encontro Consonantal Puro = É o agrupamento de consoantes, lado a lado, na mesma sílaba.

Bra-sil, pla-ne-ta, a-dre-na-li-na

Encontro Consonantal Disjunto = É o agrupamento de consoantes, lado a lado, em sílabas diferentes.

ap-to, cac-to, as-pec-to

Encontro Consonantal Fonético = É a letra x com som de ks.

Maxi, nexo, axila = maksi, nekso, aksila.

Não se esqueça de que as letras M e N pós-vocálicas não são consoantes, e sim semivogais ou simples sinais de nasalização (ressôo nasal).

Dígrafos

Dígrafo é o agrupamento de duas letras com apenas um fonema. Os principais dígrafos são rr, ss, sc, sç, xc, xs, lh, nh, ch, qu, gu. Representam-se os dígrafos por letras maiores que as demais, exatamente para estabelecer a diferença entre uma letra e um dígrafo. Qu e gu só serão dígrafos, quando estiverem seguidos de e ou i, sem trema. Os dígrafos rr, ss, sc, sç, xc e xs têm suas letras separadas silabicamente; lh, nh, ch, qu, gu, não.

arroz = ar-roz - aRos; assar = as-sar - aSar; nascer = nas-cer - naSer; deo = des-ço - deSo; exceção = ex-ce-ção - eSesãw; exsudar = ex-su-dar - eSudar; alho = a-lho - aĹo; banho = ba-nho - baÑo; cacho = ca-cho - kaXo; querida = que-ri-da - Kerida; sangue = san-gue - sãGe.

Dígrafo Vocálico = É o outro nome que se dá ao Ressôo Nasal, pelo fato de serem duas letras com um fonema vocálico.

sangue = san-gue - sãGe

Não confunda dígrafo com encontro consonantal, que é o encontro de consoantes, cada uma representando um fonema.

Fonte: www.algosobre.com.br

FONÉTICA

Fonética, ramo da lingüística que estuda a produção, natureza física e percepção dos sons de uma língua. Seus principais ramos são: fonética experimental, fonética articulatória, fonemática e fonética acústica.

A fonética experimental estuda os sons do ponto de vista físico, quantificando os dados sobre a emissão e a produção das ondas sonoras que configuram o som articulado. Utiliza instrumentos como os raios X e o quimógrafo.

A fonética articulatória estuda os sons de uma língua do ponto de vista fisiológico. Ou seja, descreve os órgãos orais que intervêm em sua produção, a posição em que estes órgãos se encontram e como estas posições modificam os vários caminhos que o ar pode seguir — ao sair pela boca, nariz ou garganta—, para produzir sons diferentes.

A fonética é o estudo dos sons no discurso, ou seja, dos fonemas, unidades mínimas distintivas. Por último, a fonética acústica estuda a onda sonora como a saída de um ressonador qualquer. Isto é, equipara o sistema de fonação com qualquer outro sistema de emissão e reprodução de sons.

Os primeiros estudos da fonética foram realizados há mais de 2 mil anos pelo gramático de sânscrito Panini, que estudou a articulação fonética para estabelecer a pronúncia inalterável dos livros sagrados nas cerimônias e ritos.

Fonologia, ramo da lingüística que estuda os sistemas fônicos das línguas frente à articulação da linguagem (fonética). Os sons adquirem valores distintos segundo a função que ocupam em um dado contexto; entretanto, existem alguns traços que não variam e que permitem reconhecê-los em qualquer posição. Os sons que compõem uma palavra são as unidades mínimas que a fazem diferente de outra: os fonema.

Lingüística, ciência que estuda a linguagem. A lingüística centra sua atenção nos sons, palavras, sintaxe de uma língua concreta, relações existentes entre as línguas ou nas características comuns a todas elas. Também atende aos aspectos psicológicos e sociológicos da comunicação lingüística.

As línguas podem ser abordadas através de duas perspectivas: em um período de tempo (estudo sincrônico) ou através das mudanças sofridas em sua evolução (estudo diacrônico). No século XX, a lingüística trabalha procurando compatibilizar estas duas direções. A lingüística também é estudada como um fim em si mesma, elaborando modelos que expliquem seu funcionamento (lingüística teórica) ou como meio utilizável em outros ramos do saber: o ensino dos idiomas, a elaboração de repertórios léxicos, sintáticos ou fonéticos e a terapia dos transtornos da linguagem (lingüística aplicada).

Existem vários enfoques para estudar e descrever os idiomas e sua evolução: através dos sons ou fonemas da língua (fonética e fonologia), a forma das palavras (morfologia), as relações das palavras na oração e na frase (sintaxe), o léxico e o significado das palavras (semântica e lexicografia).

Fonte: www.vestibular1.com.br

FONÉTICA

Em sentido mais elementar, a Fonética é o estudo dos sons ou dos fonemas, entendendo-se por fonemas os sons emitidos pela voz humana, os quais caracterizam a oposição entre os vocábulos. Por exemplo, em ‘pato’ e ‘bato’ é o som inicial das consoantes p- e b- que opõe entre si as duas palavras. Tal som recebe a denominação de Fonema. Pelo visto, pode-se dizer que cada letra do nosso alfabeto representa um fonema, mas fica a advertência de que num estudo mais profundo a teoria mostra outra realidade, que não convém inserir nas noções elementares de que estamos tratando. A Letra é a representação gráfica, isto é, uma representação escrita de um determinado som.

CLASSIFICAÇÃO DOS FONEMAS

LETRAS FONEMAS EXEMPLOS

A

 Ã (AM, AN) - A

ANTA DO CAMPO - ÁRVORE

B

BOI BRAVO - BALEIA

C

SÊ - KÊ

CERVO - COBRA

D

DROMEDÁRIO - DINOSSAURO

E

Ê - EM, EN - E

ELEFANTE - ENTE - ÉGUA

F

FOCA - FLAMINGO

G

JÊ - GUÊ

GIRAFA - GATO

H

Ø

HIPOPÓTAMO - HOMEM

I

IM - I

ÍNDIO - IGREJA

J

JIBÓIA - JACARÉ

L

LÊ - U

LEÃO - SOL

M

MÊ - (~)

MACACO - CAMBUÍ

N

NÊ - (~)

NATUREZA - PONTE

O

Õ (OM, ON) - O - Ô

ONÇA - AVÓ - AVÔ

P

PORCO - PATO

Q

QUERO-QUERO - QUEIJO

R

RRÊ - RÊ

RATO BURRO - ARARA

S

SÊ - ZÊ - Ø

SAPO - CASA - NASCER

T

TATU - TUBARÃO

U

U - UM, UN

URUBU - ATUM

V

VACA - VEADO

X

XÊ - ZÊ - SÊ - Ø - KSÊ

XARÉU - EXEMPLO - MÁXIMO - EXCETO - TÁXI

Z

ZEBRA - ZORRO

Tradicionalmente, costuma-se classificar os fonemas em vogais, semivogais e consoantes, com algumas divergências entre os autores.

VOGAIS = a e i o u

As vogais são sons musicais produzidos pela vibração das cordas vocais. São chamados fonemas silábicos, pois constituem o fonema central de toda sílaba.

AS VOGAIS SÃO CLASSIFICADAS CONFORME:

FUNÇÃO DAS CAVIDADES BUCAL E NASAL

Orais = a, e, i, o, u

Nasais = ã, ê, î, õ, û.

ZONA DE ARTICULAÇÃO

Média = a

Anteriores = e, i

Posteriores = o, u

TIMBRE

Abertas = á, é, ó

Fechadas = ê, ô

Reduzidas = fale, hino.

INTENSIDADE

Tônicas = saci, óvulo, peru

Átonas = moço, uva, vida.

SEMIVOGAIS = I U

Só há duas semivogais: I e U, quando se incorporam à vogal numa mesma sílaba da palavra, formando-se um ditongo ou tritongo. Por exemplo: cai-ça-ra, te-sou-ro, Pa-ra-guai.

CARACTERÍSTICAS DAS SEMIVOGAIS:

Ficam sempre ao lado de outra vogal na mesma sílaba da palavra.

São átonas.

CONSOANTES

As consoantes são fonemas que soam com alguma vogal. Portanto, são fonemas assilábicos, isto é, sozinhos não formam sílaba.

B C D F G H J L M N P Q R S T V X Z

ENCONTROS VOCÁLICOS

À seqüência de duas ou três vogais em uma palavra, damos o nome de encontro vocálico. Por exemplo, cooperativa.

TRÊS SÃO OS ENCONTROS VOCÁLICOS:

DITONGO

É a reunião de uma vogal junto a uma semivogal, ou a reunião de uma semivogal junto a uma vogal em uma só sílaba. Por exemplo, rei-na-do.

OS DITONGOS CLASSIFICAM-SE EM:

CRESCENTES = a semivogal antecede a vogal. EX: quadro.

DECRESCENTES = a vogal antecede a semivogal. EX: rei.

OBSERVAÇÕES:

Sendo aberta a vogal do ditongo, diz-se que ele é oral aberto. Ex: céu.

Sendo fechada, diz-se que é oral fechado. Ex: ouro.

Sendo nasal, diz-se que é nasal. Ex: pão.

Após a vogal, as letras E e O, que se reduzem, respectivamente, a I e U, têm valor de semivogal. Ex: mãe; anão.

TRITONGO

É o encontro, na mesma sílaba, de uma vogal tônica ladeada de duas semivogais. Ex: sa-guão; U-ru-guai.

Pelos exemplos dados, conclui-se que os tritongos podem ser nasais ou orais.

HIATO

É o encontro de duas vogais que se pronunciam separadamente, em duas diferentes emissões de voz. Por exemplo, mi-ú-do, bo-a-to, hi-a-to.

O hiato forma um encontro vocálico disjunto, isto é, na separação da palavra em sílabas, cada vogal fica em uma sílaba diferente.

SÍLABA

Dá-se o nome de sílaba ao fonema ou grupo de fonemas pronunciados numa só emissão de voz. Quanto ao número de sílabas, o vocábulo classifica-se em:

Monossílabo = possui uma só sílaba. (fé, sol)

Dissílabo = possui duas sílabas. (casa, pombo)

Trissílabo = possui três sílabas. (cidade, atleta)

Polissílabo = possui mais de três sílabas. (escolaridade, reservatório).

TONICIDADE

Nas palavras com mais de uma sílaba, sempre existe uma sílaba que se pronuncia com mais força do que as outras: é a sílaba tônica. Por exemplo, em lá-gri-ma, a sílaba tônica é lá; em ca-der-no, der; em A-ma-pá, pá.

Considerando-se a posição da sílaba tônica, classificam-se as palavras em:

Oxítonas = quando a tônica é a última sílaba. (sabor, dominó)

Paroxítonas = quando a tônica é a penúltima. (quadro, mártir)

Proparoxítonas = quando a tônica é a antepenúltima. (úmido, cálice).

OBS: A maioria das palavras de nossa língua é paroxítona.

MONOSSÍLABOS

ÁTONOS = são os de pronúncia branda, os que têm a vogal fraca, inacentuada. Também são chamados clíticos. Incluem-se na lista dos monossílabos átonos, os artigos, as preposições, as conjunções, os pronomes pessoais oblíquos, as combinações pronominais e o pronome relativo ‘que’. Por exemplo, a, de, nem, lhe, no, me, se.

TÔNICOS = são os de pronúncia forte, independentemente de sinal gráfico sobre a sílaba. Por exemplo, pé, gás, foz, dor.

RIZOTÔNICAS - são as palavras cujo acento tônico incide no radical. Por exemplo, descrevo, descreves, descreve.

ARRIZOTÔNICAS - são as palavras cujo acento tônico fica fora do radical. Por exemplo, descreverei, descreverás, descreverá.

OBS: As denominações rizotônico e arrizotônico dizem respeito especialmente às formas verbais.

ENCONTROS CONSONANTAIS

O agrupamento de duas ou mais consoantes numa mesma palavra denomina-se encontro consonantal. Os encontros consonantais podem ser:

Conjuntos ou inseparáveis, terminados em L ou R. Por exemplo, ple-beu e crô-ni-ca. Exceto = sub-li-nhar.

Disjuntos ou separáveis por vogal não representada na escrita, mas que é percebida, na pronúncia, entre as duas consoantes. Por exemplo, rit-mo, ad-mi-rar, ob-je-ti-vo.

DÍGRAFOS

São duas letras que representam um só fonema, sendo uma grafia composta para um som simples. Há os seguintes dígrafos:

os terminados em H, representados pelos grupos ch, lh, nh. Por exemplo, chave, malha, ninho.

os constituídos de letras dobradas, representados pelos grupos rr e ss. Por exemplo, carro, pássaro.

os grupos gu, qu, sc, sç, xc, xs. Por exemplo, guerra, quilo, nascer, cresça, exceto.

as vogais nasais em que a nasalidade é indicada por m ou n, encerrando a sílaba por em uma palavra. Por exemplo, pomba, campo, onde, canto, manto.

não há como confundir encontro consonantal com dígrafo por uma razão muito simples: os dígrafos são consoantes que se combinam, mas não formam um encontro consonantal por constituírem um só fonema.

Fonte: www.micropic.com.br

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