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Fósseis

 

O que são fósseis?

Fósseis são restos preservados de plantas ou animais mortos que existiram em eras geológicas passadas. Em geral apenas as partes rígidas dos organismos se fossilizam – principalmente ossos, dentes, conchas e madeiras. Mas às vezes um organismo inteiro é preservado, o que pode ocorrer quando as criaturas ficam presas em resina de âmbar; ou então quando são enterradas em turfeiras, depósitos salinos, piche natural ou gelo. Entre as muitas descobertas fascinantes feitas em regiões árticas extremamente geladas como o norte canadense e a Sibéria, na Rússia, temos os restos perfeitamente preservados de mamutes e rinocerontes lanudos.

Essas descobertas são excepcionais e, quando ocorrem, chegam às manchetes do mundo inteiro.

A maioria dos fósseis transforma-se em pedra, um processo que leva o nome de petrificação.

De modo geral existem três tipos de fossilização. O primeiro é chamado de permineralização. Isso acontece quando líquidos que contém sílica ou calcita sobem à superfície e substituem os componentes orgânicos originais da criatura ou planta que ali morreu. O processo leva o nome de substituição ou mineralização. Em quase todo o mundo existem ouriços-do-mar silicificados em depósitos de greda; eles constituem um dos principais fósseis que você deve procurar em suas excursões.

Quando o organismo fossilizado contém tecidos moles – carne e músculos, por exemplo -, o hidrogênio e o oxigênio que compunham essa estrutura em vida são liberados, deixando para trás apenas o carbono. Este forma uma película negra na rocha que delineia o contorno do organismo original. Esse contorno chama-se molde, e os moldes de organismos muito delgados, como folhas, por exemplo, são chamados de impressões. Quando pegadas, rastros ou fezes fossilizadas (coprólitos) são assim prensados e preservados chamam-se vestígios fósseis.

As melhores condições para a fossilização surgiram durante sedimentações rápidas, principalmente em regiões onde o leito do mar é profundo o bastante para não ser perturbado pelo movimento da água que há por cima.

Em termos gerais, todo fóssil deve ter a mesma idade do estrato de rocha onde se encontra ou, pelo menos, deve ser mais jovem que a camada diretamente abaixo e mais velho que a camada diretamente acima dele. Existe, porém, um pequeno número de exceções, quando o estrato provém de alguma rocha mais velha e se depositou numa rocha mais nova através de processos de sedimentação ou metamorfose.

Portanto, quando o cientista sabe a idade da rocha é capaz de calcular a idade do fóssil. Talvez o resultado mais espetacular disso tenha ocorrido no século XIX, quando cientistas britânicos descobriram os restos de misteriosas criaturas que, de acordo com os estratos circundantes, teriam forçosamente existido há pelo menos 65 milhões de anos. Esses animais de aspecto tenebroso – que até então eram completamente desconhecidos do ser humano – foram batizados de “dinossauros”, palavra de origem grega que significa “lagartos terríveis”.

Remoção de fósseis

Em geral os fósseis existentes em rochas são frágeis, farelentos, e passam facilmente despercebidos se você não ficar constantemente de olho neles.

A remoção pode ser longa e trabalhosa, principalmente quando o fóssil é frágil e a rocha na qual se encontra (matriz) é muito dura. Às vezes o fóssil só pode ser separado da matriz com a ajuda de substâncias químicas, como por exemplo quando se usa ácido acético para dissolver o calcário em volta de um espécime silicificado.

Você também terá dificuldade se os fósseis estiverem quebrados, com fragmentos espalhados por todo o sítio. Ainda que seja possível reconstruí-los, será uma tarefa árdua, muito semelhante a montar um quebra-cabeça tridimensionao e – o que é pior – que talvez não esteja nem completo!

Fósseis humanos

Já tivemos muitas descobertas emocionantes de restos humanos fossilizados. A partir desses fósseis os cientistas foram capazes de aprender um bocado a respeito do homem primitivo. A primeira dessas descobertas foi feita em 1856, no vale Neander, próximo a Düsseldorf, Alemanha, quando alguns operários descobriram restos humanos fossilizados de cerca de 120 000 anos. O homem de Neandertal, como ficou conhecido, era de baixa estatura e testa curta, porém seu cérebro tinha um tamanho mais ou menos igual ao do homem moderno.

Em 1868, em Cromagnon, França, foram descobertos os restos mais antigos do homem moderno.

Esses hominídeos viveram há cerca de 35 000 anos e eram mais altos e mais delicados que o homem de Neandertal.

Fonte: www.geocities.com

Fósseis

O que são fósseis? O que é um fóssil?

Fósseis são restos preservados de vida passada na Terra. A palavra fóssil deriva da palavra latina fossus, que (literalmente) significa "algo desenterrado".

Não existe uma idade específica em que os restos de vida passada, de repente se qualifica como um fóssil, e na definição, todas as formas de vida de vida abrangeu por todos os três Domínio da Vida, o Archaea (Methanogens, Halophiles, Sulfolobus e parentes), Eubacteria ( "bactérias True", mitocôndrias e cloroplastos), e os eucariotas (protistas, plantas, fungos, animais, algas, etc.).

Muitos fósseis são de grupos extintos, mesmo que seja um grupo pequeno, como uma espécie ou de um taxon muito maior, incluindo, como uma família, superfamília, classe ou filo. Trilobites (Trilobites classe dentro de Arthropoda Filo) são um exemplo de um grande grupo extinto.

No entanto, a extinção do organismo não é um pré-requisito para um organismo a ser preservado um fóssil, e em muitos casos, se uma espécie, por exemplo, está extinta até pode não ser determinável. Normalmente, fósseis são considerados o real permanece um organismo após ter sido submetida a um ou mais de uma multiplicidade de produtos químicos possível / transformações mineralógicas.

Tais fósseis são mais precisamente chamados de fósseis do corpo, em sua maior parte, são rochas, com resina fóssil, um polímero com o nome da rua de âmbar sendo uma notável exceção. No entanto, os fósseis chamados icnofósseis são outra importante categoria que incorpora marcas, impressões, pegadas, e até mesmo os excrementos deixados por organismos. Icnofósseis também são variadas chamadas icnofósseis e fósseis rastro.

A categoria final é fóssil fósseis moleculares (por vezes também chamados de fósseis químicos), que consistem em química alterada / eleitorado atômica de uma matriz (por exemplo, rock), devido à vida passada.

Os mais antigos fósseis conhecidos são geralmente considerados estromatólitos geralmente descritos como estruturas em camadas formadas pelo aprisionamento de minerais na mucosa gerados por colônias de cianobactérias. No entanto, esta pode ser uma simplificação em que não há nenhuma razão para pensar que as cianobactérias fotossintéticas foram o único responsável pelas formações muitos sobreviventes do biogenically produzidos estruturas estromatolíticas.

Como regra geral, a probabilidade de um organismo morto submetido fossilização e sendo preservada é um acontecimento raro, que só pode ocorrer em várias circunstâncias improváveis. Dito isso, deve-se dizer também que os fósseis não são raros, uma vez que a terra está cheia com eles. O problema é que os fósseis são raramente encontrados.

Fonte: www.collectingfossils.org

Fósseis

Os fósseis são os remanescentes ou as evidências de animais ou plantas preservados naturalmente. Vão desde ossadas de enormes dinossauros até minúsculas plantas ou animais que só podem ser vistos no microscópio.

Alguns nos fornecem dados importantes sobre o passado do planeta, outros chamam a atenção apenas por sua beleza e a curiosidade que despertam na imaginação do homem.

Durante a Idade Média foram considerados ludus naturae, ou seja, brincadeiras que a natureza havia preparado para o homem.

Fósseis são coletados e conhecidos desde o século XII, quando iniciou-se a especulação sobre a sua origem. No "The Natural History of Oxfordshire", publicado em 1677, os fósseis eram considerados o produto de alguma virtude plástica extraordinária a latente na Terra, nos locais em que eram encontrados.

Fósseis
Calcário de Solnhofen (Alemanha)

Estas curiosas rochas que lembravam folhas, ossos, conchas marinhas, teriam se formado por uma força do interior do planeta, ou eram restos de organismos animais e vegetais que um dia haviam existido?

E se um dia viveram, como estas conchas marinhas chegaram aonde são encontradas, muito longe do mar ou no topo das montanhas?

Só no início do século XIX estas questões foram resolvidas e a mística que envolvia os fósseis foi substituída pelo conhecimento científico.

Hoje, após a afirmação da Paleontologia como ciência, os fósseis são mais estudados e compreendidos pelos pesquisadores. Sabe-se que todos os organismos apresentam entre suas características, elementos que refletem adaptações ao ambiente em que vivem. O mesmo ocorre com os fósseis e, o seu achado nas rochas, permite ao paleontólogo ter uma "breve visão remota" do ambiente em que viveram e quais as modificações por que passou esse ambiente. Os fósseis são portanto, via de regra, excelentes indicadores cronológicos, ambientais e faciológicos.

Há certos requisitos para que um organismo constitua-se em um fóssil:

Deve dar uma idéia da natureza (tamanho, forma, estrutura), de parte ou de todo organismo.
Deve ter idade.
Deve ter se preservado em materiais da crosta por agentes e processos naturais.

Tipos de Fósseis

De acordo com a natureza do organismo, o lugar em que vivia e os processos de fossilização pelos quais passou, existem três tipos de fósseis:

Fósseis Inalterados

Quando não houveram modificações na natureza química e mineralógica dos constituintes da matéria orgânica.

No registro paleontológico, fósseis inalterados são encontrados preferencialmente em determinados ambientes que permitiram um isolamento muito rápido do organismo.

Exemplos:

a) No gelo, encontram-se enormes mamutes, que conservaram olhos, peles e músculos.

Nome: Mamute
Localidade:
Black Hill Camp;

b) No âmbar (resina vegetal fóssil), encontram-se insetos, vegetais, etc..., preservados sem alterações.

Nome: insetos em âmbar, Ordens Diptera, Homoptera, Hymenoptera
Idade:
Plioceno ao Pleistoceno
Localidade:
Andean Uplift Region, Andes Mountains, Colombia

c) No betume (derivado do petróleo formado em bacias, pela vaporização das substâncias voláteis), encontram-se uma grande quantidade de ossos de vertebrados (EUA) e até de partes moles dos organismos (Alemanha).

Fósseis encontrados em LaBrea - Tar Pits (EUA

d) Nas cavernas (o ambiente seco e frio não permite a existência de bactérias), preservaram-se grandes quantidades de vertebrados, inclusive no Brasil.

Recentemente, o grupo do projeto "Encontro de Gigantes na Pré-História do Brasil Central" (EGBC), coordenado por Leandro Salles, do Museu Nacional descobriu fósseis de mastodontes (gigantescos "primos" dos elefantes), no fundo da Caverna da Nascente do Rio Formoso, na Serra da Bodoquena, Mato Grosso do Sul.

Caverna brasileira

e) As turfeiras (ambientes redutores - portanto não apresentam bactérias), permitem encontrar ótimas preservações, até de estruturas celulares.

f) O calcáreo (sedimento químico) é excelente para fossilizações. Nos famosos calcários de Solnhofen (Alemanha) (imagem apresentada no topo da página), podem ser encontrados impressões de medusas, insetos e a primeira ave.

No Brasil, concreções calcárias da Serra do Araripe, preservam peixes inteiros em grandes quantidades, além de insetos e outros grupos de animais.

Também são considerados casos de fossilização inalterada, aquelas partes duras dos organismos que, por sua natureza química resistem aos processos de fossilização, como os compostos por calcita e sílica.

Duas situações são consideradas como sendo de preservação inalterada (Mendes, 1977):

Permineralização: ocorre quando os espaços vazios naturais das conchas, ossos e outras estruturas porosas ou os espaços vazios deixados pelo desaparecimento das partes moles, são preenchidos pelas substâncias químicas de águas de infiltração. A composição química do organismo original não é afetada.
Incrustação:
ocorre quando o organismo, sem sofrer alterações em seus constituintes originais, é envolvido por uma camada (espessura variável) de outros minerais.

Fósseis Alterados

Se a matéria orgânica que compõe o resto for parcial ou totalmente dissolvida, cedendo seu lugar aos minerais constituintes dos elementos onde foi sepultado, teremos o caso de fossilização alterada.

Esta modificação na estrutura dos organismos ocorre durante a diagênese, podendo ser de dois tipos:

Substituição ou petrificação: caracteriza-se pela perda da composição química original que é acompanhada da simultânea deposição de alguma outra substância mineral no espaço vazio.
A microestrutura pode ser conservada ou não.

Tipos de processos de substituição (de acordo com as substâncias químicas envolvidas):

Carbonatização ou calcificação: o agente fossilizador é CACO3. Na forma de calcita ele é o mineral de maior difusão e mobilidade nas rochas sedimentares.
Silicificação:
a sílica (sob determinadas condições geoquímicas do meio), dá lugar a soluções coloidais que agem na fossilização. Um tronco de árvore pode ser permineralizado por sílica, ou seja, os espaços vazios (antes ocupados pela parte viva da célula - citoplasma e núcleo) são preenchidos por ela. Sua forma mais estável é a calcedônia.
Piritização:
em meios carentes de oxigênio, pelo desprendimento do ácido sulfídrico, o sulfeto de ferro tem condições de se formar ou como pirita ou como marcasita, atuando como fossilizador.

Carbonização ou destilação: ocorre dentro da água. É o processo mais comum de fossilização para restos vegetais, artrópodes de água doce e graptolitos. Os elementos voláteis da matéria orgânica (O, N e H), escapam e volatizam-se durante os processos da digânese, promovendo no resto orgânico um progressivo enriquecimento em carbono e a formação de uma película carbonosa delgada.

Fonte: geocities.yahoo.com.br

Fósseis

O QUE SÃO E COMO SE FORMAM OS FÓSSEIS

Fósseis são restos ou vestígios de animais e vegetais preservados em rochas. Restos são partes do animal ou planta e vestígios são evidências de sua existência ou de suas atividades.

Geralmente ficam preservadas as estruturas mais resistentes do animal ou planta, as chamadas partes duras, como dentes, ossos, conchas. As partes moles (vísceras, pele, vasos sangüíneos, etc.) preservam-se com muito mais dificuldade. Pode ocorrer também, o caso ainda mais raro de ficarem preservadas tanto as partes duras quanto as moles, como no caso de mamutes lanudos que foram encontrados intactos no gelo, e de alguns insetos que fossilizam em âmbar.

Considera-se fóssil aquele ser vivo que viveu há mais de 11.000 anos, ou seja antes do Holoceno, que é a época geológica atual. Restos ou evidências antigas mas com menos de 11.000 anos, como os sambaquis, são classificados como subfósseis,

A Paleontologia, o estudo dos fósseis, divide-se em Paleozoologia (estudo dos fósseis animais), Paleobotância (estudo dos fósseis vegetais) e Paleoicnologia (estudo dos icnofósseis, estruturas resultantes das atividades dos seres vivos, como pegadas, sulcos, perfurações ou escavações).

A Paleobiologia é o ramo da Paelontologia que estuda os fósseis e suas relações dentro da biosfera, e a Paleopalinologia, um sub-ramo da Micropaleontologia, estuda os pólens e esporos.

A fossilização resulta da ação combinada de processos físicos, químicos e biológicos. Para que ela ocorra, ou seja, para que a natural decomposição e desaparecimento do ser que morreu seja interrompida e haja a preservação, são necessárias algumas condições, como rápido soterramento e ausência de ação bacteriana decompondo os tecidos. Também influenciam na formação dos fósseis o modo de vida do animal e a composição química de seu esqueleto.

Entre os restos animais passíveis de preservação incluem-se as estruturas formadas de sílica (óxido de silício), como as espículas das esponjas; calcita (carbonato de cálcio), como as conchas de muitos moluscos e os corais; a quitina, substância que forma o esqueleto dos insetos e a celulose, encontrada na madeira

É interessante observar que as folhas, caules, sementes e pólens podem ser preservados, mas normalmente não aparecem juntos.

A fossilização pode dar-se de diferentes modos:

Incrustação – ocorre quando substâncias trazidas pelas águas que se infiltram no subsolo depositam-se em torno do animal ou planta, revestindo-o. Ocorre, por exemplo, em animais que morreram no interior de cavernas. Dos materiais que se depositam os mais comuns são calcita, pirita, limonita e sílica.
Os famosos peixes fósseis da Chapada do Araripe parecem ter se formado dessa maneira:
morto o animal, ele foi para o fundo do mar e, ao começar a se decompor, passou a liberar amônia. Esta gerou um ambiente alcalino em torno dos restos, promovendo a precipitação de bicarbonato de cálcio. Isso explica por que as concreções hoje encontradas têm sempre a forma e o tamanho do animal.
Permineralização –
bastante freqüente, ocorre quando substâncias minerais são depositadas em cavidades existentes em ossos e troncos, por exemplo. É assim que se forma a madeira petrificada.
Recristalização –
rearranjo da estrutura cristalina de um mineral, dando-lhe mais estabilidade. Exemplo clássico é a transformação de aragonita em calcita.
Carbonificação ou incarbonização –
ocorre quando há perda de substâncias voláteis (oxigênio, hidrogênio e nitrogênio principalmente), restando uma película de carbono. É mais freqüente em estruturas formadas de lignina, quitina, celulose ou queratina.

Em ambientes muito secos e áridos, a rápida desidratação também leva à preservação de animais (inclusive de corpos humanos). Chama-se a isso mumificação.

Os fósseis do tipo vestígios, não são restos de um ser vivo mas evidências de que ele existiu. Se uma concha é preenchida e totalmente recoberta por sedimento, vindo depois a se dissolver, poderá ficar esculpido, no material que a preencheu, um molde interno e, no que a recobriu, um molde externo. E, se o espaço antes ocupado for preenchido, ter-se-á um contramolde.

Outros vestígios são as impressões, deixadas por exemplo por folhas em sedimentos carbonosos, freqüentes acima e abaixo das camadas de carvão de Santa Catarina. Também são considerados vestígios os coprólitos (excrementos de animais), gastrólitos (pequenas pedras que as aves e alguns répteis possuem no aparelho digestivo), ovos (isolados ou reunidos em ninhos), marcas de dentadas (deixadas por dinossauros, por exemplo) e os já citados icnofósseis (pegadas, sulcos, etc.)

Algumas estruturas parecem-se muito com fósseis, mas não o são. Exemplo típico são os dendritos, depósitos de pirolusita (óxido de manganês), menos comumente de outro mineral, de forma ramificada, com todo o aspecto de uma planta, encontrados, por exemplo, em rochas vulcânicas do sul do Brasil. Essas estruturas são chamadas de pseudofósseis.

Animais e plantas que existem ainda hoje e que pouco mudaram ao longo da história da Terra são chamados de fósseis vivos. Exemplos são a planta Gingko biloba e animais como Limulus sp. e o celacanto (Latimeria chalmnae), um peixe que, até 1938, se julgava estar extinto.

Fonte: www.cprm.gov.br

Fósseis

O que são fósseis?

Os fósseis são a nossa janela para o passado. "Fóssil" A palavra vem da palavra latina fossus, que significa "desenterrado". Isso se refere ao fato de que os fósseis são os restos de vida passada preservados em rochas, solo ou âmbar. Geralmente, os restos mortais foram uma vez as partes duras de um organismo, como ossos e conchas, embora, em circunstâncias excepcionais, os tecidos moles também fossilizado. Existem diferentes tipos de fósseis porque restos podem ser preservados em uma variedade de maneiras.

Traços fósseis

Vestígios fósseis são a evidência preservado da atividade de um animal ou de comportamento, em vez de os restos do animal em si.

Exemplos de traços fósseis que foram encontrados incluem:

Trilobite faixas
Invertebrados marinhos tocas
Coprólitos ictiossauro (fossilizados poo)

Fósseis com algum material orgânico preservado

Restos de animais e vegetais podem ser submetidos a uma variedade de alterações físicas e químicas durante fossilisation.

Isso resulta em fósseis que mostram diferentes estilos e graus de preservação orgânica:

Deterioração mínima com apenas alguma perda de tecido mole
Preservação de um esqueleto com o mínimo de alterações
A remoção de todo o material orgânico, excepto carbono, que permanece como um filme na rocha

Fósseis Mineralisados

Estes fósseis são formados quando a matéria orgânica em restos é gradualmente substituída com minerais, em última análise, transformando os restos de 'rock'.

Tipos de substituição incluem:

Substituição de material orgânico no osso com minerais
Substituição do escudo com pirita
Substituição do escudo com opala
Substituição da madeira com sílica - madeira petrificada

Impressão dos Fósseis

Fósseis também pode formar quando os restos decair completamente, mas deixar uma boa impressão no sedimento. As impressões podem ser do formato exterior ou no espaço interno (que pode encher-se com outros minerais ou sedimentos). Exemplos incluem impressões internas de trilobitas ou amonites e impressões externas dos peixes blindados ou casca de árvore.

Quando são "fósseis" não fósseis?

Alguns exemplos de formações geológicas naturais que podem ser confundidos com os fósseis são concreções . Estes são depósitos rítmicos de ferro em torno de um nó / núcleo que pode ser, por exemplo orgânico da raiz de uma árvore. Dendritos são outra formação que pode assemelhar-se fósseis de folhas, mas são de origem mineralógica.

Percepções comuns do que um fóssil é eo que se deve olhar como são muitas vezes um longo caminho a partir da realidade. Muitas vezes temos um "parece que algo, portanto, é 'mentalidade, e às vezes pode ser muito difícil convencer alguém de que seu espécime valioso não é o que parece ser e que não pode ser de grande valor. No entanto, muitas destas formações minerais são tão interessantes como fósseis.

Eu encontrei alguns ossos. Eles são fósseis?

Ossos que são escavados a partir do solo nem sempre pode ser fossilizado.

Examinar o osso em matéria mineral que vem de seus arredores - se for fossilizados será relativamente pesado.

Procure incrustações de carbonato de cálcio - estes indicam a amostra tenha sido enterrado em um ambiente onde as águas subterrâneas têm sido ricos em carbonato de cálcio. É mais provável que isso tenha acontecido no passado mais distante do que nos últimos tempos, por isso pode ser uma indicação de que o osso é um fóssil.

Megafauna australiana tornou-se extinto dentro últimos 20.000 anos e eram razoavelmente comum em New South Wales. Seus fósseis são mais facilmente identificáveis pelo tamanho dos ossos longos e pelos dentes. Crânios e mandíbulas com dentes devem ser encaminhados a Australian Museum Paleontologia equipe se eles não podem ser identificados como ossos recentes.

Uma comparação com os ossos de animais domésticos e nativo pode ser útil. Marsupiais têm pré-molares distintas que são virtualmente específico da espécie.

O que são

Fósseis são restos ou vestígios preservados de animais, plantas ou outros seres vivos, como pegadas. A totalidade dos fósseis e sua colocação nas formações rochosas e camadas sedimentares é conhecido como registro fóssil. A palavra "fóssil" deriva do termo latino "fossilis" que significa "ser desenterrado".

A fossilização ocorre raramente porque naturais materiais tendem a ser decompostos. Para que um organismo seja fossilizado, os restos devem ser cobertos por sedimentos o mais rápido possível. Existem diferentes tipos de fósseis, e diferentes processos de fossilização.

Permineralização

Este processo consiste literalmente em substituir os restos orgânicos de um ser vivo por matéria mineral (rocha) ou em formar um molde desses restos.

O organismo é coberto rapidamente por sedimento após a morte ou após o processo inicial de deterioração. O grau de deterioração do organismo quando recoberto, determina os detalhes do fóssil. Alguns fósseis consistem apenas em restos esqueléticos ou dentes; outros fósseis contém rastros de pele, penas ou até tecidos moles. Uma vez coberto com sedimentos, estas camadas compactam-se lentamente até formarem rochas, depois, os compostos químicos são lentamente trocados por minerais pesados.

Moldes e traços de fósseis

Se a água infiltrada dissolve os restos de um organismo criando um buraco na rocha com a forma do organismo, então chamamos este burado de molde de fóssil.

Se este buraco for preenchido com mais minerais, é chamado de molde fóssil. Se o enterro do organismo foi rápido, então há chances de que até mesmo as impressões de tecidos moles permaneçam. Traços fósseis são os restos de caminhos, enterros, pegadas, ovos e conchas, ninhos e fezes .

Estes últmos, chamados coprolitos, pode dar uma idéia do comportamento alimentício do animal e assim ter grande importância.

Fósseis em resina

Animais menores, insetos, aranhas e pequenos lagartos, podem ser presos em resina (âmbar), que sai das árvores. Estes fósseis podem ser encontrados em rochas sedimentares ou mudstones.

Pseudofósseis

Há padrões regulares nas rochas, que são produzidos por diversos processos. Eles podem facilmente ser confundidos com fósseis reais. Estes "fósseis" podem ser formados por fissuras nas rochas e são preenchidas por minerais infiltrados. Outros tipos de pseudofósseis são os minérios kidney, as formas arredondadas do minério de ferro, e 'Ágatas de musgo', que se parecem com folhas de plantas.

Fósseis vivos

Um termo utilizado para espécies vivas que lembram uma espécie já fossilizada, como se o fóssil tivesse "voltado à vida". Pode ser uma espécie conhecida apenas dos fósseis até que representantes vivos sejam descobertos (o exemplo mais famoso disto é o peixe celacanto, Latimeria chalumnae), ou uma única espécie vida sem parentes próximos, mas que é aa única sobrevivente de um largo grupo no registo fóssil (o melhor exemplo disto é a árvore ginkgo, Ginkgo biloba).

Outros "fósseis vivos" são Ennucula superba, Lingula anatina, um braquiópodo inarticulado, o tuatara, e o Limulus polyphemus que se assemelha a um trilobita.

Fonte: australianmuseum.net.au

Fósseis

Formação dos fósseis

A fossilização é o conjunto de processos que levam à formação de fósseis e está intimamente ligada com a formação das rochas sedimentares. É um processo que pode levar milhões de anos.

Qual a relação entre a formação das rochas sedimentares e a formação dos fósseis?

Existem diferentes tipos de fósseis, logo existem diferentes formas destes se formarem. No entanto, a maioria dos fósseis tem o seu processo de formação interligado com a formação das rochas sedimentares onde se encontram. A maioria das rochas expostas à superfície da Terra são rochas sedimentares, formadas a partir da deposição e consolidação de partículas desprendidas de rochas mais velhas, que sofreram a erosão da água e do vento, partículas como o cascalho, a areia ou argila. Com a passagem do tempo e a acumulação por deposição de mais partículas, frequentemente com mudanças químicas, os sedimentos desagregados transformam-se em rocha firme. Mas isto já tu conheces, pois já estudaste os processos de sedimentação e diagénese.

Para que os fósseis se formem, a deposição destas partículas sedimentares tem de ocorrer em locais onde existam animais e plantas mortos ou vivos, que ficam, assim, enterrados. Mas não é uma questão tão simples como parece, pois apenas uma fração muito pequena das plantas e animais do passado fossilizaram.

As condições mais favoráveis para a formação de fósseis ocorrem junto às praias ou em mares pouco profundos. Quando os rios lançam neles as suas águas lodosas ou as tempestades lhes revolvem o lodo do fundo, ficam suspensas na água muitas partículas minerais. Tais partículas depositam-se gradualmente, recobrindo animais e vegetais vivos ou mortos. Depois, novas camadas de lodo e outros materiais sedimentares vão-se depositando sobre as primeiras, devido a posteriores tempestades e cheias. Com o tempo e as pressões que as camadas superiores vão exercendo, as camadas inferiores de sedimento convertem-se em rochas compactas. Mais tarde, a erosão ou os movimentos da crusta terrestre podem fazer variar a posição e situação dessas rochas sedimentares, que podem aparecer à superfície alguns milhões de anos mais tarde. É por este motivo que, frequentemente, se encontram fósseis de seres marinhos incluídos em rochas situadas muito acima do nível do mar.

O conjunto de processos físicos e químicos que permitem a conservação de restos e marcas dos seres vivos designa-se por fossilização. Para que se dê a fossilização de um organismo é necessário que ele, partes dele ou apenas os seus rastos ou marcas fiquem rapidamente ao abrigo dos agentes da erosão e da decomposição.

A formação de fósseis só acontece nos mares?

Embora os mares sejam locais de eleição para a formação de fósseis, também em terra existem zonas que apresentam características propícias a este processo.

Estamos a falar dos lagos e pântanos. Mas não só. Nos desertos, as areias sopradas pelo vento, auxiliam com frequência a formação de fósseis. Foi este o modo que conduziu à preservação de ninhos de ovos de dinossauros, descobertos no deserto de Gobi, na Mongólia. As dunas de areia móvel também cobrem árvores erectas, que com o tempo podem vir a petrificar-se.

Nas regiões geladas os animais são, por vezes, conservados pelo frio. Nos gelos da Sibéria encontraram-se vários corpos completos de mamutes que viveram há muitos milhares de anos. Embora se encontrassem simplesmente congelados, são verdadeiros fósseis, tal como os animais preservados noutros meios.

Alguns dos fósseis mais perfeitos que se têm encontrado estão incluídos em massas de âmbar amarelo. Esta substância não é mais do que uma resina seca e endurecida pelo tempo, que foi segregada por certas árvores ancestrais. Não é raro encontrar insetos em fragmentos de âmbar. Embora alguns deles tenham vivido há milhões de ano, podem estudar-se tão fácil e completamente como os da atualidade.

E como se formaram os outros tipos de fósseis, como as pegadas e as impressões?

Os fósseis de pegadas formam-se quando os animais do passado se deslocaram sobre terrenos moles, como as lamas e argilas, deixando as marcas das suas patas. Estas marcas logo após a sua formação, foram cobertas por materiais de sedimentação, que mais tarde se consolidaram, preservando, deste modo, as pegadas.

As impressões são moldes de objetos finos, como folhas ou penas, rastros deixados por animais extintos e até gotas de chuva. As impressões são conservadas quando a lama mole em que foram deixadas endurece, petrificando as impressões, que são depois cobertas por outra camada de substâncias formadoras de rocha, de modo a ficarem protegidas da erosão.

Mas como é que se dá a transformação de um animal num fóssil?

A transformação de um organismo vivo num fóssil pode levar milhões de anos, além de que é dependente do acaso, pois requer a ocorrência de diversas condições em simultâneo. Assim que morrem, os organismos começam imediatamente a sofrer o processo de decomposição, e mesmo com as partes duras isto acontece. Para que um organismo fossilize, ele terá de ser enterrado antes de se decompor. Mas mesmo já enterrados, os organismos podem sofrer alterações. A carne e outras estruturas moles (como os órgãos) decompõem-se tão depressa que não chegam a ser conservadas. É por isso que animais inteiros são um achado raro e a maior parte dos fósseis consiste apenas em conchas, dentes, ossos e outras partes duras.

Um dos processos de formação dos fósseis que ocorre, fundamentalmente, em meios aquáticos designa-se por mineralização. Os seres aquáticos que morrem ou os seres terrestres cujos corpos, por qualquer motivo, são arrastados para os fundos aquáticos, podem sofrer esta transformação. Ela consiste na precipitação de substâncias dissolvidas na água, que vão substituir gradualmente a matéria do organismo, à medida que ele se decompõe. É por isso que as partes duras (as mais resistentes à decomposição) aparecem milhões de anos mais tarde com um aspecto ainda sólido, pois foram endurecidas por minerais originários do próprio sedimento.

Também as plantas podem sofrer o processo de mineralização. Foi o que aconteceu com as árvores do estado americano do Arizona. Existiria aqui uma floresta muito antiga que terá sofrido uma grande inundação. As águas que inundaram esta floresta trouxeram muitos detritos que sedimentaram, submergindo as árvores.

Lentamente, as substâncias dos troncos foram substituídas por minerais. Esta petrificação preservou tão bem a forma dos troncos que foi possível determinar a idade das árvores. A mineralização dos antigos animais e plantas é, por vezes, tão perfeita que é possível estudar ao microscópio a estrutura da suas células.

Mas nem todos os fósseis se formam deste modo. Por vezes, em vez de ser substituído por matéria mineral, o animal original é inteiramente dissolvido pelas águas de infiltração, deixando na rocha cavidades a que se chamam “moldes externos”. Posteriormente, as cavidades poderão ser preenchidas completamente por substâncias minerais, areia ou lodo, designando-se, então, por “moldes internos”.

Mas mesmo cobertos por sedimentos, muitos fósseis dissolvem-se totalmente, antes de ter sido criado o seu molde, e outros podem ser quimicamente alterados ou distorcidos, devido a temperaturas elevadas ou pressões. Por tudo isto, apenas uma pequena parte se mantém até ser encontrada.

CURIOSIDADE

No Verão de 1977 foi descoberto um mamute bebé de sete meses numa camada de gelo na Sibéria. Depois de ter sido estudado por numerosos cientistas, foi embalsamado.

A sua idade: 40 000 anos.

Trata-se do primeiro espécime tão bem conservado. Foi possível reconstituir a flora da época graças a pólenes fósseis que se encontravam no estômago deste animal. Este mamute bebé deve ter caído no lodo, que terá funcionado como uma armadilha; o seu cadáver terá sido rapidamente recoberto por sedimentos; em seguida terá nevado e o solo não mais degelou, preservando até aos nossos dias este animal.

VOCABULÁRIO

Interligado – ligado de forma muito intensa
Deposição – formação de um depósito, assentar no fundo
Consolidação – tornar sólido, firme, fazer aderir as partículas soltas umas às outras
Desprendido – que se soltou, que se libertou
Desagregado – separado, desligado
Sedimentação – fase de formação das rochas sedimentares referente à deposição dos materiais
Diagénese – conjunto de modificações químicas e físicas sofridas pelos sedimentos, desde a deposição até à consolidação e transformação em rocha sólida
Fração – (=fragmento) porção, parte de um todo
Águas lodosas – águas com lodo (lama)
Petrificar – transformar ou converter em pedra, endurecer
Ancestral – antepassado muito antigo
Simultâneo – ao mesmo tempo;
Submergir – meter debaixo de água, inundar
Distorcer – entortar
Embalsamar – conjunto de técnicas que permitem preparar um cadáver para que resista à putrefação (apodrecimento)
Espécime – exemplar
Degelar – derreter o gelo.

O estudo dos fósseis e a evolução da vida

Fósseis
Fóssil

Os fósseis constituem a evidência primária da extraordinária evolução da vida e é dentro desta evolução que se terá de procurar a origem do Homem.

O estudo dos fósseis é um ramo das Ciências da Terra, fornecendo meios rigorosos para se fazerem discriminações temporais para os últimos 600 milhões de anos e constituindo a chave para a interpretação paleoecológica das rochas sedimentares antigas, permitindo-nos reconstituir paleoambientes e paleogeografias.

Os fósseis constituem a evidência primária da extraordinária evolução da vida e é dentro desta evolução que se terá de procurar a origem do próprio Homem.

É impressionante como o registo da vida nos últimos 600 milhões de anos é extraordinariamente rico, especialmente no que respeita a animais e plantas com partes mineralizadas, visto as probabilidades envolvidas no soterramento, modificações físicas e químicas e subsequente conservação de restos orgânicos durante um tão longo intervalo de tempo serem grandes.

Os pontos de vista que atualmente possuímos sobre a evolução da vida, baseiam-se em estudos de morfologia comparada, fisiologia, bioquímica, embriologia, genética, dinâmica populacional, biogeografia e outras análises de seres vivos. No entanto, o único meio para o estudo da ordem e do verdadeiro modelo da evolução em qualquer intervalo de tempo, é através dos restos da vida do passado conservados nas rochas sedimentares.

Grande parte da diversificação evolutiva relaciona-se com a adaptação dos organismos a miríades de nichos ecológicos disponíveis dentro dos ambientes das áreas continentais e marinhas. O conhecimento sobre o registo fóssil é mais completo no que respeita às áreas marinhas que às áreas continentais pois, nas áreas marinhas, após a morte, uma imediata e regular deposição cobre conchas e esqueletos. Por outro lado, as áreas continentais são áreas muito sujeitas à erosão, donde o registo fóssil ser aí muitas vezes incompleto. O registo fóssil é quase totalmente composto por plantas e partes duras de animais; mas, porque estas estruturas são de suporte e proteção, a partir delas podem muitas vezes obter-se razoáveis reconstruções das partes moles. Fatos relativos ao habitat dos organismos passados, obtêm-se normalmente a partir da natureza da rocha que contém os restos e do todo paleoecológico em que ocorrem. 

Ocasionalmente, conservações pouco comuns, permitem obter dados respeitantes a partes moles de organismos, ou mesmo de organismos de corpo mole, tais como medusas e vermes. Possuí-se evidências de marcas de atividade, como rastos fósseis, onde tanto os organismos não esqueléticos como os esqueléticos deixaram, sobre ou no interior dos sedimentos, impressões de movimento, e ainda fósseis químicos e moléculas orgânicas associadas a fósseis ou disseminadas na rocha.

Determinadas localidades têm fornecido testemunhos de floras e faunas correspondentes a ambientes normalmente não conservados no registo lítico. Assim, foram descritas de determinadas camadas terciárias de Geiseltal, próximo a Halle, na Alemanha, tecidos conservados de diversos animais, incluindo feixes de fibras musculares estriadas e estruturas da célula da retina.

Algumas plantas silicificadas do Devónico de Rhynie no Condado de Aberdeen, mostram não só particularidades da estrutura celular, mas também vestígios de filamentos de fungos e núcleos no interior de células. As Camadas Purbeck do Jurássico Superior de Dorset, forneceram testemunhos não só de peixes, tartarugas e dinossaurios, moluscos e ostracodos (artrópodes microscópicos com conchas bivalves), mas ainda troncos de árvores e folhas, uma exuberante fauna de insetos e de pequenos mamíferos trepadores primitivos, que nos permitem reconstruir a ecologia geral da época. Uma outra fauna do Jurássico Superior, de excelência e diversidade pouco vulgares, é a das camadas litográficas marinhas de Solenhofen no sul da Alemanha, onde se encontrou a primeira ave, a Archaeopteryx. Uma fauna muito mais precoce e célebre, notável especialmente pelos artrópodes bizarros que encerra, é a dos xistos câmbricos de Burgess na Columbia Britânica, descrita no século passado. Portanto, estas e outras localidades têm fornecido os testemunhos que de certa forma permitem avaliar da diversidade da vida em tempos passados. Além disso, a estes testemunhos adicionam-se continuamente novas descobertas. 

Não surpreende, portanto, que alguns conceitos evolutivos nascidos de estudos paleontológicos ilustrem até que ponto o registo fóssil tem contribuído para a teoria da evolução.

Um dos aspectos notáveis do registo fóssil é o de testemunhar a existência em determinados tempos duma diversificação morfológica muito rápida. Se bem que esta diversificação para se efetuar tenha demorado muitos milhões de anos, o conhecimento do fato deu lugar a que se fale de "evolução explosiva".

O primeiro acontecimento explosivo na evolução, e de que nos dá conta o registo fóssil, aconteceu na base do Câmbrico, onde a vida marinha teve uma rápida dispersão. A diversidade é manifestada pela gama de tipos novos reconhecidos neste nível, embora exista a necessidade de trabalhos paleontológicos pormenorizados na parte inferior do Sistema Câmbrico, cobrindo talvez 30 milhões de anos, de modo a estabelecer-se uma ordem de aparecimento dos tipos referidos. Nos grupos surgidos pela primeira vez no Câmbrico Inferior incluem-se nove filos de invertebrados marinhos.

Para os peixes, e de um modo semelhante para as plantas vasculares primitivas, o período de "evolução explosiva" foi o final do Silúrico e o Devónico. Para os répteis, a mais antiga radiação Mesozóica foi "explosiva", e para as plantas com flores (Angiospérmicas), o crescimento brusco que as tornou dominantes teve lugar no Cretácico Médio. Foi nos primórdios do Terciário que o desenvolvimento dos Mamíferos teve maior importância e foi no Paleocénico e Eocénico (Terciário Inferior), provável período de diversificação extremamente rápida, que pela primeira vez apareceu a maioria dos atuais grupos de mamíferos.

Os períodos de diversificação brusca de um grupo relacionam-se normalmente com a exploração por parte desse grupo de algumas circunstâncias novas e vantajosas para ele. Entre estas pode considerar-se a evolução dum carácter físico ou fisiológico vantajoso, ou alterações ambientais vantajosas, produzidas quer por variações ou extinções noutros grupos, quer por modificações paleogeográficas. 

Muitas vezes estes três fatores interpenetram-se de tal forma que é difícil dizer qual o mais importante, ainda que o primeiro seja normalmente fundamental. O resultado da íntima relação entre a diversificação evolutiva e a exploração da mudança ambiental traduz-se, na natureza, por a diversificação evolutiva ser manifestamente adaptativa. O fato encontra-se bem ilustrado pelos mamíferos placentários e pelos marsupiais, onde a classificação em ordens é quase uma questão de comportamento (insetívoros, roedores, cetáceos, carnívoros, primatas, etc.), refletindo a primeira radiação adaptativa estabelecida nos primórdios do Terciário. Situações semelhantes surgem nos répteis, onde a evolução Permo-Carbônica dos ovos com casca, dando-lhes maior liberdade relativamente à água, tornou possível a exploração da terra.

O registo fóssil dá-nos exemplos de adaptação ao ambiente e modos de vida particulares, como é o caso da grande variedade em apêndices nos artrópodes euripterídeos do Paleozóico, relacionados com maneiras de marchar, rastejar, nadar e depredar. Por vezes torna-se difícil julgar qual o papel funcional de determinadas características, contudo, tem-se confirmado que a função e morfologia estão intimamente relacionadas e são da maior importância para o estabelecimento dos grupos extintos.

Frequentemente o registo fóssil mostra-nos um modelo semelhante à forqueta: a uma evolução rápida que leva ao estabelecimento de grupos individualizados por comportamentos ecológicos e consequentes morfologias, segue-se uma estabilização e continuação por largos períodos de tempo desses mesmos grupos.

Um dos resultados da ação por longos períodos de tempo das pressões ambientais seletivas, é o de diferentes grupos, em diferentes alturas e lugares, originarem formas muito semelhantes. Exemplos disso são-nos fornecidos pelas semelhanças verificadas em diversos grupos adaptados à natação, como sucede entre peixes, répteis, tais como os ictiossáurios do Mesozóico, e mamíferos, como as baleias e vacas do mar do Terciário e atuais. Os tigres dente-de-sabre, do Terciário da América do Sul, eram mamíferos marsupiais, enquanto os tigres atuais são placentários. No Terciário, especialmente no da América do Norte, há ratazanas marsupiais, enquanto os roedores atuais são placentários. Estes exemplos de convergência são particularmente interessantes em locais onde as formas marsupiais se encontram geograficamente isoladas das formas placentárias evoluídas. Nestes casos, houve convergência de grupos distintos no sentido de atingirem a forma óptima para o seu tipo particular de vida, quer predação marinha, quer hábito carnívoro quadrúpede, ou ainda o modo típico de se alimentar dos roedores.

Dentro da evolução, a importância dos vários mecanismos de isolamento tem sido largamente demonstrada por trabalhos de ecologia e genética modernas.

Durante o período de maior evolução orgânica, o isolamento em larga escala dos organismos terrestres, efetuou-se por ruptura e separação das massas continentais.

Há um grande número de fatos que indicam que no final do Paleozóico existiu uma massa continental única denominada Pangea, a qual englobava todos os continentes hoje existentes. A ruptura subsequente desta massa efetuou-se em duas etapas, a primeira das quais levou à separação duma massa de continentes setentrionais, a Laurasia (compreendendo a Europa, Ásia e América do Norte), e de outra massa de continentes meridionais (incluindo a Antártida), conhecida por Gonduana. A separação da Laurasia da Gonduana deu-se no Mesozóico, e é evidente a partir de trabalhos oceanográficos modernos, que conduziram à formulação das hipóteses de expansão dos fundos oceânicos. 

A linha que separa faunas e floras distintas do sudeste da Ásia das da Austrália e Nova Guiné parece marcar a união de duas áreas que estiveram ligadas em tempos pré-terciários. Após a separação, os primitivos mamíferos monotrematas e marsupiais desenvolveram-se na Austrália, não sendo afetados pela evolução posterior dos mamíferos placentários nos outros continentes. Apenas o homem modificou o equilíbrio, introduzindo mamíferos mais evoluídos.

A migração através do Estreito do Panamá, parece ter sido interrompida após os últimos tempos do Cretácico, gerando-se até ao final do Terciário, altura em que a migração se tornou de novo possível. A partir do final do Terciário, houve vitória quase que completa dos mamíferos competidores mais evoluídos do norte, a ponto de se poder olhar o fato como uma das mais espetaculares batalhas evolutivas. A migração através do Estreito de Baring, parece ter sido mais comum no Terciário, e foi ela a via que tornou possível aos cavalos do Velho e Novo Mundo terem uma história comum; mas estes extinguiram-se na América do Norte após a abertura do Estreito. 

É importante ter em conta que o registo fóssil ainda é extremamente incompleto. Por outro lado, existe o problema respeitante à conciliação entre os conhecimentos que possuímos do registo fóssil e os organismos atuais. Apesar de haver uma forte concordância entre as classificações apoiadas nas estruturas rígidas dos organismos atuais e fósseis, os investigadores destes dois campos utilizam para identificação critérios diferentes. Portanto, há muitas lacunas. Além disso, a avaliação da abundância de organismos no passado, apenas pode ser feita de um modo subjetivo.

Assim, no registo fóssil o que é mais fácil de avaliar é a diversidade, mesmo que se considere para esta avaliação os grupos taxonômicos estabelecidos, ou a opinião dos especialistas. A diversidade não é a mesma coisa que o êxito ou abundância, mas informa-nos da adaptação ao meio ambiente, tal como se exprime em termos morfológicos.

Os detetives dos fósseis

Os paleontólogos são verdadeiros detetives, que através do estudo dos fósseis conseguem reconstituir a história da Terra e dos seus seres vivos. Mas o trabalho destes cientistas não é nada fácil!

Quando é que se começaram a estudar fósseis?

Desde sempre o Homem observa e tenta interpretar a natureza. Desde muito cedo ele encontrou rochas com impressões em forma de conchas, ossos de animais e folhas de plantas, ou seja, fósseis. Ao longo de muitos séculos estas impressões estimularam a imaginação do ser humano, tendo originado inúmeras explicações. Nalgumas destas explicações, elas foram consideradas criações de espíritos maus ou bons, sendo designadas de “cobras de pedra”, “pedras mágicas”, “pedras de trovão” e “pedras de sapo”. Noutras interpretações, as impressões foram vistas como o resultado da ação das radiações do sol ou das estrelas. Houve, ainda, quem preferisse olhá-las como brincadeiras do reino mineral, que imitava formas de plantas e animais existentes na natureza.

Fósseis
Fóssil

Ainda no século XVII havia a teoria de que as impressões deixadas nas rochas seriam o resultado de uma propriedade inerente Terra, a qual originaria estas marcas como ornamento das regiões ocultas do globo, da mesma maneira que as flores são o ornamento da superfície. Mesmo no século XIX, um estudo da Igreja Cristã afirmava que o Diabo tinha colocado aquelas impressões nas rochas para enganar e embaraçar a humanidade.

Embora muitas teorias tenham surgido ao longo dos tempos para interpretar o significado dos fósseis, o seu estudo científico só começou há cerca de 300 anos.

A sua verdadeira origem e natureza só foi estabelecida no séculos XVII por alguns naturalistas, que conseguiram estabelecer a relação entre os dentes de tubarão da altura e outros semelhantes, mas fossilizados. Um século antes tinha surgido a designação de “fóssil”. Ela derivou da palavra latina “fossilis”, que significa “desenterrado”, e foi inicialmente usada para designar toda a espécie de minerais e metais extraídos da crosta terrestre.

Como se chamam as pessoas que estudam os fósseis?

Os cientistas que fazem o papel de detetives de fósseis são chamados de “paleontólogos”, pois o ramo das Ciências da Terra e da Vida que se dedica ao estudo dos fósseis chama-se “Paleontologia”.

Os paleontólogos têm encontrado fósseis em todo o mundo, a uma velocidade espetacular – de sete em sete semanas um novo fóssil é encontrado. Mas não é fácil achar um fóssil. Por isso, encontrar restos fossilizados de um animal ou planta é uma experiência emocionante. Os penhascos marinhos, as pedreiras e outras rochas expostas são locais de grande interesse para a descoberta de fósseis. Também as grutas, como antigos abrigos de homens e animais, podem proporcionar valiosas descobertas paleontológicas.

Onde se podem encontrar fósseis?

Na maior parte das vezes, por mais que se conheçam as características geológicas de um local, não é possível dizer com certeza se aí existirão fósseis ou não. No entanto, determinados fatores podem ser indicadores da sua presença e são estes fatores que os paleontólogos seguem nas suas pesquisas. Estas hipóteses referem-se, principalmente, ao tipo de rochas mais relacionadas com a preservação de fósseis, ou seja, as sedimentares, e à idade da rocha, que é determinada através de análises químicas da sua composição. Também existe uma outra forma de atuar – ir escavando cegamente até ter a sorte de encontrar algo. Alguns fósseis são encontrados ao acaso, em obras ou áreas de exploração mineira, por exemplo.

Apesar da dificuldade em achar fósseis, os paleontólogos já encontraram fósseis microscópicos de algas azuis, cuja idade foi calculada em quase 2000 milhões de anos. Recentemente foram descobertos fósseis de bactérias que terão cerca de 3000 milhões de anos.

Como se estudam fósseis?

Quando o cientista atinge uma área provável de formação fósseis, começa por procurar indícios nos pontos em que a erosão retirou o solo de cima das rochas, investigando, depois, os estratos sedimentares. Caso aí encontre vestígios, como esqueletos ou fragmentos de ossos fossilizados, o cientista retira a rocha que se encontra por cima deles, para conseguir fotografá-los e, posteriormente, retirá-los, sem os danificar.

Só muito raramente é encontrada uma ossada totalmente preservada. Na maior parte dos casos, os esqueletos estão bastante fragmentados, podendo faltar muitos pedaços. Há que identificar os ossos com números, para ser mais fácil a posterior reconstituição do animal. Depois é tentar montar um verdadeiro quebra-cabeças. O resultado destes trabalhos pode ser visto nos museus de história natural, onde normalmente são expostos.

Mas mesmo sem termos fósseis de ossos que permitam a reconstituição dos seres vivos, outros tipos de vestígios podem fornecer informações bastante interessantes. Para cada tipo existem técnicas de estudo apropriadas, que permitem retirar diferentes conclusões. Por exemplo, num conjunto de pegadas, os cientistas medem a distância entre elas para verem o comprimento e a velocidade do animal, e a sua profundidade para determinarem o seu peso. Já através dos excrementos (coprólitos), o tipo de conclusões retiradas é diferente. Eles são amassados até se tornarem num pó fininho que, depois de analisado, pode dar informações relativas, por exemplo, ao tipo de alimentação do animal.

Os paleontólogos têm surpresas emocionantes quando encontram fósseis bem conservados. Entre estes achados, estão os insetos perfeitamente preservados dentro de pedaços de resina fóssil (âmbar). Os insetos devem ter ficado presos nessa resina, uma matéria gelatinosa que as árvores expelem e que vai endurecendo em contato com o ar. Vários blocos de resina com insetos no seu interior resistiram ao tempo e chegaram até aos nossos dias. Outro caso interessante é o dos mamutes encontrados quase intactos nos gelos eternos da Sibéria. Disseram esses descobridores, em tom de brincadeira, que a conservação dos animais era tão perfeita que quase seria possível jantar um bife de mamute com muitos milhões de anos de idade.

CURIOSIDADE

Dentro dos fósseis mais frequentemente encontrados estão as trilobites, animais que se extinguiram há mais de 250 milhões de anos.

Esta abundância pode ser explicada pelo fato de existir uma grande quantidade desses animais na época ou pela existência de uma serie de mudas das suas carapaça que, como eram muito resistentes, facilmente fossilizavam. Assim, um mesmo animal poderia deixar vários vestígios.

VOCABULÁRIO

Interpretar – perceber, compreender, traduzir
Inerente – que faz parte, que não se pode separar
Ornamento – enfeite, adorno
Oculto – que não é conhecido, que não é explorado, escondido, encoberto
Embaraçar – perturbar, atrapalhar, envergonhar, complicar
Naturalista – pessoa que se dedica ao estudo da história natural do planeta
Fossilizado – que se tornou fóssil
Penhasco marinho – grande rochedo à beira-mar
Pedreira – local de onde se extrai pedra
Exploração mineira – local de onde se extrai minério, como o ferro, o zinco e o cobre
Indício – indicação, sinal, vestígio
Fragmento – pedaço, porção de algo
Expelir – expulsar, deitar para fora
Mamute – espécie de elefante fóssil, de grandes dimensões, que viveu nos climas frios da Europa e Ásia
Sibéria – lugar muito frio, coberto por gelo durante todo o ano
Muda – renovação da pele, do pêlo, das penas ou da carapaça de certos animais, em determinadas fases do seu ciclo de vida.

Fonte: www.naturlink.pt

Fósseis

O que é um fóssil?

O uso moderno da palavra "fóssil" refere-se à evidência física da antiga vida de um período de tempo antes da história humana. Esta evidência pré-histórico inclui os restos fossilizados de organismos vivos, impressões e moldes de sua forma física, e marcas / traços criados no sedimento por suas atividades. Não existe uma idade universalmente aceito em que a prova pode ser denominado fossilizado, no entanto, é amplamente entendida para abranger qualquer coisa mais do que alguns milhares de anos. Tal definição inclui a nossa ancestralidade humana pré-histórica e a fauna era do gelo (por exemplo, mamutes), bem como mais grupos antigos fósseis, como os dinossauros, amonites e trilobites.

As primeiras descobertas de fósseis relatados datam de 3,5 bilhões de anos, no entanto, não foi até cerca de 600 milhões de anos de vida multicelular complexa que começou a entrar no registro fóssil, e para os efeitos do fóssil de caça a maioria do esforço é direcionado a fósseis dessa idade e mais jovens.

Fósseis ocorrem comumente em todo o mundo, embora apenas uma pequena proporção de vida faz com que seja para o registro fóssil. A maioria dos organismos vivos simplesmente decadência sem deixar rasto após a morte como processos naturais reciclar seus tecidos moles e até mesmo partes duras, como ossos e shell. Assim, a abundância de fósseis no registro geológico reflete a freqüência de condições favoráveis, onde a preservação é possível, o imenso número de organismos que viveram, ea grande período de tempo durante o qual as rochas têm acumulado.

Como os fósseis se formaram?

O termo "fossilização" refere-se a uma variedade de processos muitas vezes complexos que permitem a preservação de restos orgânicos no registro geológico.

Ele freqüentemente inclui as seguintes condições: rápido e permanente enterro / Enterro - proteger o espécime de perturbação ambiental ou biológico; privação de oxigênio - limitar a extensão da cárie e também atividade biológica / limpeza; acumulação de sedimentos continuaram em oposição a uma superfície de erosão - assegurar o organismo permanece enterrado no longo prazo; e a ausência de um aquecimento excessivo ou de compressão que de outro modo destrua.

A evidência fóssil é geralmente preservada dentro sedimentos depositados debaixo de água, em parte porque as condições descritas acima ocorrem com maior freqüência nesses ambientes, e também porque a maior parte da superfície da Terra é coberta por água (70% +). Mesmo fósseis derivados de terra, incluindo ossos de dinossauros e de organismos preservados dentro de âmbar (resina de árvore fossilizada) acabaram por ser preservados em sedimentos depositados sob ou seja, água em zonas húmidas, lagos, rios, estuários ou varridos para o mar.

Fossilização também pode ocorrer em terra, embora em muito menor grau, e inclui (por exemplo) os espécimes que foram submetidos a mumificação na atmosfera estéril de uma caverna ou deserto. No entanto, na realidade, estes exemplos são apenas um atraso de decomposição em vez de um modo de duração de fossilisation e amostras requerem armazenamento permanente num ambiente de clima controlado, a fim de limitar os seus efeitos.

No exemplo a seguir um peixe é usada para ilustrar as etapas associadas com fossilisation dentro off-shore de sedimentos marinhos. Este é apenas um exemplo de sumário, na realidade, há inúmeros cenários que criam as condições necessárias para a fossilização em sedimentos marinhos.

Estudo

O estudo da pré-história fundamenta-se quase exclusivamente nos conhecimentos obtidos pela análise dos fósseis, a partir dos quais é possível deduzir dados sobre o ambiente, o clima e as migrações da flora e da fauna anteriores à evolução do homem.

O que são

Fósseis são restos de animais ou vegetais que viveram em épocas pré-históricas e que se conservaram no interior dos sedimentos que com o passar do tempo foram-se acumulando sobre eles. A definição abrange também os vestígios que sinalizam a existência de vida em tempos remotos, como pegadas, habitats e restos de alimentos. Na antiguidade a palavra fóssil (do latim fossilis, "extraído da terra") significava toda coisa estranha encontrada numa rocha. Na acepção moderna corresponde a evidências diretas deixadas por seres que viveram antes do holoceno, há mais de dez mil anos.

O processo de fossilização consiste na transformação da matéria orgânica de um ser vivo em compostos minerais, com conservação parcial de seus caracteres morfológicos e anatômicos. Nos estudos geológicos, os fósseis são elementos fundamentais para determinar a que época correspondem as formações sedimentares onde aparecem.

Os restos fossilizados correspondem geralmente aos componentes de maior resistência do organismo em questão, muitos dos quais já estão mineralizados ainda em vida do animal ou planta. É o caso das conchas dos crustáceos, dos esqueletos dos animais e dos órgãos lignificados dos vegetais, como as fibras do tronco e dos galhos e a nervura das folhas.

Há casos excepcionais em que indivíduos se conservaram totalmente, inclusive suas partes moles: insetos embutidos no âmbar, rinocerontes mumificados em asfaltos dos Cárpatos ou mamutes congelados nos gelos da Sibéria, em cujo estômago se conservavam ainda as últimas plantas que haviam ingerido.

Há fósseis de todas as dimensões, desde os colossais esqueletos de sáurios do período jurássico (que começou a cerca de 208 milhões de anos), aos microscópicos resíduos de protozoários. O processo de fossilização, que se prolonga por milhares de anos, ocorre em determinadas condições físicas e químicas.

O resto orgânico do ser vivo deve estar depositado em uma área de sedimentação que não sofra grandes alterações posteriores, de modo que os componentes minerais aos poucos substituam a matéria orgânica, até que ela se transforme completamente em sílica ou carbonato de cálcio.

A classificação zoológica ou botânica dos seres vivos obedece a critérios taxionômicos, isto é, baseia-se na enumeração progressiva, do reino à espécie a que pertence o indivíduo. Mas para a paleontologia, ainda que se possa aplicar essa classificação, considera-se primordialmente o processo de mineralização sofrido pelo fóssil. De fato, fósseis foram fundamentais na validação da teoria evolucionista e permitiram estabelecer os diferentes filos, que constituem o fundamento da moderna taxionomia, ou classificação sistemática dos seres vivos, sejam estes animais ou vegetais.

A distribuição dos fósseis é tão ampla que, em alguns casos, sua acumulação chega a constituir grandes formações rochosas, como os diatomitos, as amoníticas ou as numulíticas, assim chamadas em consonância com a denominação do resto fóssil que as integra -- diatomáceas, amonites ou numulites.

Fonte: biomania.com

Fósseis

O QUE É UM FÓSSIL?

Os fósseis são as únicas evidências de animais e plantas que existiram há milhões de anos. Como se formam?

Fósseis são restos das plantas e animais, preservados nas rochas. Com freqüência, apenas as partes mais duras, como dentes e ossos, são preservadas. As outras partes se decompõem. Mesmo quando não resta nenhuma parte do animal, seu corpo faz uma cavidade na rocha, deixando impressa sua forma exata. Às vezes o animal deixa as marcas das patas ao passar pela areia ou lama. Uma única impressão permite determinar o tamanho do animal . Os fósseis levam milhões de anos para se formar.

COMO UM DINOSSAURO VIRA FÓSSIL

1 - Ao morrer o corpo do dinossauro pode cair ou ser levado para um rio

Fósseis
Dino morrendo

2 - O corpo jaz no fundo e a carne se decompõe progressivamente.

Fósseis
Dino morto no fundo do mar

3 - Aos poucos, o esqueleto vai sendo enterrado na lama, e os minerais da água penetram nos ossos e assim os conservam. Passados milhões de anos, a lama se estratifica e se transforma em rocha, e o esqueleto torna-se um fóssil.

Fósseis
Fóssel em formação

4 - Milhões de anos atrás, o nível do mar era mais alto. O vento e a chuva lavaram a rocha, revelando o fóssil, prova da existência dos dinos.

Fósseis
Fóssel sendo encontrado

OS DETETIVES DE FÓSSEIS EXCREMENTOS

Os cientistas que fazem o papel de detetives de fósseis são chamados "paleontólogos". Eles têm encontrado fósseis pelo mundo todo. Seu trabalho é difícil, por que os ossos fossilizados são encontrados espalhados em pedaços. Só muito raramente é que se encontra uma ossada totalmente preservada.

Os paleontólogos costumam identificar os ossos e os reúnem em um quebra-cabeças. O resultado de seus trabalhos pode ser visto nos museus de história natural, onde os fósseis de dinossauros se encontram montados e podem ser vistos.

EXCREMENTOS

Ossos e dentes não são os únicos indícios que esses grandes gigantes do passado deixaram. Pegadas e impressão da pele escamosa feita na lama também foram encontradas.

Alguns dos fósseis mais notáveis já encontrados são os excrementos dos dinossauros

Denominação genérica de restos de animais ou vegetais de origem pré-histórica que se conservaram no interior de sedimentos acumulados sobre eles.

Na acepção moderna corresponde a evidências diretas deixadas por seres que viveram antes do holoceno, há mais de dez mil anos.

O processo de fossilização consiste na transformação da matéria orgânica de um ser vivo em compostos minerais, com conservação parcial de seus caracteres morfológicos e anatômicos.

Os restos fósseis de animais desempenham importante papel no estabelecimento das técnicas evolucionistas.

Como são datados os fósseis

Em geral, a datação utiliza-se de tecnologia avançada e conhecimento sofisticados. O processo de datação mai importante para os fósseis animais, dentre vários outros, é o que utiliza o elemento quimico Carbono 14 ou C14.

Como todos os corpos orgânicos possuem pequenas quantidades de carbono radiativo, com a morte esse elemento começa a transformar-se e decair. Como é conhecida a taxa e ritmo de desaparecimento do C14, faz-se então o cálculo. Entretanto, depois de 50 mil anos a quantidade de C14 que fica na estrutura óssea é demasiadamente pequena, tornando-se díficel uma datação precisa do fóssil. Mas existem outras formas que tem mais tempo de vida, tornando a datação dos fósseis possível.

Lucy, mais um elo da evolução humana

O antropólogo americano Donald Johanson, professor da Universidade de Berkeley, realizou descobertas e estudos recosntruindo a evolução do passado humano desde milhões de anos atrás. Johanson apoiou-se numa descoberta de 1974, na África, do fóssil humano apelidado de Lucy, que apresenta metade dos ossos intactos. Depois de analisado por diversos especialistas, chegou-se a conclusão de que pertencia ao sexo feminino. Segundo Johanson, os Australopithecus (macacos do sul) são os últimos pré-humanos da África Oriental que coexistiram com os primeiros antepassados verdadeiramente humanos, os da espécie denominada Homo habilis.

O nome Lucy, dado por Johanson, se deve ao fato de que, na noite da descoberta, um gravador ligado a todo volume no acampamento da expedição tocava repetidamente a conhecida canção dos Beatles "Lucy in the sky with diamonds".

Fonte: www.angelfire.com

Fósseis

Fósseis: Mitos e Folclore

1 Introdução

Os fósseis, em sua conceituação mais moderna, compreendem os restose vestígios de organismos do passado geológico preservados naturalmente na rochas.

Apesar de sua conceituação como “objetos” de origem biológica só tersido admitida de fato pelos estudiosos a partir dos dois últimos séculos, suapresença na natureza sempre foi conhecida pelo homem, desde bem antes da Antiguidade clássica.

Sua utilização teve inúmeras conotações: como simplesadornos, como amuletos, como objetos de superstição ou mesmo como objetosde interesse para propósitos medicinais. Em grande parte os fósseis sãoabordados na literatura em citações isoladas de fatos curiosos relacionados agrupos específicos; mais do que uma simples curiosidade, entretanto, oconhecimento de sua existência pelo homem e as conotações que lhe sãoatribuídas trazem revelações surpreendentes que nos permitem compreendermelhor a História, em grande parte devido a sua ligação com o comportamentoe religiosidade dos povos antigos.

O seu papel nas diversas sociedades tem se revelado principalmentenos textos de Bassett (1982), Edwards (1967), Kennedy (1976), Kerney (1982),Mayor (2000 e 2005), Mayor & Sarjeant (2001), Oakley (1965, 1971, 1973 e1975), Rudkin & Barnett (1979) e Wendt (1968), onde a relação dos fósseiscom as populações pré-históricas, a mitologia na Antiguidade, as crendicesreligiosas, bem como a sua utilização na medicina popular, tiveram umaabordagem destacada.

Este texto descreve resumidamente alguns dos principais enfoques dessesautores, apresentados na conferência proferida sobre o tema durante a IIJornada Fluminense de Paleontologia, realizada na Universidade do Estado doRio de Janeiro (UERJ).

2 Os Fósseis entre os Povos Pré-históricos

Quem teria sido o primeiro coletor de fósseis e que interesse ele poderiater tido nesse tipo de objeto? É uma pergunta de resposta difícil, apesar doconhecimento de sua presença desde os tempos do Paleolítico inferior, conformerevelou a sua presença entre os pertences das primeiras culturas do período.Qualquer tentativa de resposta seria pura especulação, já que da antiga Idadeda Pedra não ficaram documentos escritos que nos permitissem respostasadequadas (Rudkin & Barnett, 1979). Mesmo assim, sua ocorrência entre ohomem paleolítico pode lançar alguma luz sobre o comportamento de nossosancestrais.

Uma expressiva variedade de fósseis foi utilizada pelo homem paleolítico,embora nunca se tenha conhecido qual o seu verdadeiro valor prático. Conchasde gastrópodes, biválvios, amonitas e braquiópodes, carapaças de equinóides(ouriços do mar) e dentes de tubarão eram as formas mais utilizadas noPaleolítico superior. Seu valor poderia estar relacionado ao simples usodecorativo ou mesmo como elementos convenientes na composição de umcolar (Oakley, 1971).

O exemplo mais antigo data de cerca de 100.000 anos atrás (Oakley,1971) pertencente cultura acheulense (designação proveniente de Saint-Acheul, próximo a Amiens, no norte da França), caracterizada pela produçãode peças finamente talhadas (Giordani, 2001). Trata-se de um raspadorproduzido com uma carapaça silicificada de um equinóide cretácico (Micraster),cuidadosamente trabalhado de modo que sua área central, onde se encontramos cinco ambulacros, permaneceu intacta. Se o produtor da peça teve ou nãopreocupação com a preservação da área referida, alertado e impressionadopelas marcas dos ambulacros, é uma questão que permanece em dúvida.Segundo Oakley (1971), a presença de sílex na região onde o raspador foiencontrado, Saint-Just-des-Marais, é bastante freqüente e as marcasenfileiradas numa das faces do artefato não teriam necessariamente induzidoo "artífice" acheulense a escolher esta peça para produzir seu raspador.Entretanto, pode-se admitir que o estranho padrão das marcas em sua superfícietenha provavelmente influenciado em sua escolha.

Mas se este exemplo deixou dúvidas quanto à possível escolha peçapor parte do homem pré-histórico, muitas outras ocorrências demonstram oseu interesse por esses objetos naturais, seja para seu emprego como simplesadorno ou mesmo pela possível atribuição de uma interpretação mística. E, aocontrário do registro de Saint-Just-des-Marais, muitos fósseis viajaram comseus donos por grandes distâncias, desde seus pontos originais de coleta aoslocais onde finalmente ficaram preservados e encontrados pelos arqueólogos.Rudkin & Barnett (1979) citaram alguns casos e a hipótese de que poderia terocorrido um comércio geograficamente amplo e regular de fósseis entre asculturas paleolíticas da Europa. Os habitantes das cavernas de Grimaldi (situadaspróximo à localidade de Menton, no litoral sudeste da França e nas proximidadesdo Principado de Mônaco), por exemplo, praticamente se “vestiam” com conchasem certas ocasiões; em um único sítio, arqueólogos encontraram cerca de8.000 conchas pequenas, as quais aparentemente teriam sido utilizadas nafabricação de colares, braceletes e capuzes, normalmente perfuradas e enfileirasjunto com outras peças como vértebras de salmão e caninos de veados machos.Entre as conchas encontrava-se a de um gastrópode de idade eocênica somenteconhecido na França em rochas situadas em Cherbourg, região localizada a mais de 1.000 km de distância das cavernas de Grimaldi.

Outros exemplos sãocitados por Rudkin & Barnett (1979): dois gastrópodes encontrados em LaugerieBasse, na França, somente podem ser coletados em depósitos eocênicos daIlha de Wight, no litoral sul da Inglaterra; na caverna de Lascaux, situadapróximo à cidade de Montignac, a sudoeste da França, e famosa pelas suaspinturas rupestres, foi encontrado um gastrópode da espécie Sipho menapiae,a qual é conhecida somente das camadas pliocênicas presentes na Ilha deMan, situada no Mar da Irlanda, a noroeste da Inglaterra, e de Wexford, nolitoral sudeste da República da Irlanda. Um dos exemplos mais impressionantes,entretanto, é o de um exemplar do trilobita de idade siluriana Dalmanites hawley,encontrado nas camadas magdelianas de Arcy-sur-Cure, na França, com apresença de uma perfuração indicando sua utilização como ornamento; suaorigem, entretanto, estaria em camadas situadas na Alemanha, a mais de 2.000km à leste da localidade francesa.De qualquer forma, utilizados como ornamentos ou como símbolosmísticos, a presença de fósseis provenientes de localidades situadas a grandesdistâncias veio demonstrar uma grande utilidade dos fósseis na arqueologia,auxiliando nos estudos das migrações ocorridas entre os povos pré-históricos.

3 Gigantes e Heróis

Nos antigos textos históricos, como os de Heródoto (c. de 430 a.C.;Heródoto, 2001), Estrabão (c. de 64 a.C.), Plínio O Velho (c. de 77 A.D.) ePausânias (c. de 150 A.D.), encontram-se citações sobre a ocorrência de fósseismarinhos e de grandes restos ósseos, estes últimos com freqüência atribuídosa personagens mitológicos (Mayor, 2000). As associações com a mitologiaocorriam por serem a única forma de explicação para a existência dessesachados extraordinários.De acordo com Mayor (2000) o mito grego consiste numa misturacomplexa de contos sobre a origem do mundo natural e a história de seusprimeiros habitantes.

Essas associações mitológicas com o inexplicávelresultaram na criação do termo “geomitologia”, proposto por Vitaliano (1968,1973), o qual se refere às lendas que explicam através de metáforas poéticase do imaginário mitológico, a existência de eventos geológicos como terremotose grandes atividades vulcânicas. O termo também se aplicaria, assim, aosfósseis, e negar que estes textos históricos possam fornecer informações decunho geológico e paleontológico seria um equívoco certamente a ser evitado,utilizando-o para a interpretação do conteúdo de vários textos antigos. E é exatamente no contexto do imaginário mitológico grego que encontramos muitasdas interpretações a respeito das ossadas encontradas em seu território.

Os achados eram normalmente considerados pelos gregos como os ossosde dragões, ciclopes ou centauros, mas também atribuídos a gigantes e aosesqueletos de seus heróis, os quais os gregos imaginavam serem dotados deuma maior estatura (Mayor, 2000). Em grande parte eram ossos de váriasespécies de mamíferos provenientes de terrenos do Neógeno, principalmentede proboscídeos como os mastodontes do Mioceno/Plioceno e os grandesmamutes e elefantes do Pleistoceno e do Holoceno. Quando por volta dosséculos VIII e VII a.C. começou o culto às relíquias dos heróis, vários ossosde mamíferos foram encontrados e muitos enterrados em grandes túmulosrepresentando os restos mortais dos heróis, num processo que se alongou tambémpelos séculos VI e V a.C.

Ao longo desse período, por todo o mundo grego ascidades-estado procuravam recuperar os restos de seus heróis, buscando assimo glamour peculiar que lhes seria conferido pela sua posse: a consagraçãoreligiosa e o poder político (Mayor, 2000).

É desta fase talvez a maisextraordinária história da procura dos restos de um herói no mundo grego: a doherói Orestes, de Esparta.

Por volta de 560 a.C. Esparta disputava com Tegéia a liderança noPeleponeso. Sem poder vencer Tegéia pela força, não restou outra alternativaaos espartanos do que empregar a propaganda e a diplomacia e, para atingirseu objetivo hegemônico, procuraram descobrir e recuperar os ossos de Orestes,que se “encontravam” em Tegéia (Cartledge, 2003). Filho de Agamenon e daespartana Clytemnestra, e sobrinho do rei espartano Menelau, Orestes era umespartano nato e a descoberta de seus ossos ressaltaria a importância dareivindicação de Esparta, demonstrando sua superioridade hereditária sobreTegéia. Para reforçar esta interpretação, a procura dos ossos do alegado filhode Orestes, Tisamenus, na região mais ao norte do Peloponeso, também serevelou importante, pois sua descoberta e posterior sepultamento enfatizariaainda mais a reivindicação dos espartanos de governar todo o Peleponeso pordireito de hereditariedade (Cartledge, 2003).

Heródoto, por volta de 430 a.C., relatou a descoberta, que pode ser assim resumida (Mayor, 2000): incapazesde derrotar Tegéia em batalha, os espartanos recorreram ao oráculo de Delfosque os aconselhou a trazer Orestes para sua cidade. Seus restos estariam emuma ferraria, mas as diversas buscas realizadas haviam se revelado infrutíferas.Na ocasião, Licas, um espartano que se encontrava na região de Tegéia duranteum intervalo entre as hostilidades, foi informado por um ferreiro sobre umespantoso achado no jardim de sua ferraria, um túmulo contendo um caixãocom três metros de comprimento e que, após ter seu interior examinado, voltou a ser enterrado. Passando-se por um exilado de Esparta, Licas alugou umquarto na ferraria e, secretamente, escavou a sepultura e fugiu com os grandesossos. Esparta então noticiou a recuperação dos restos mortais de Orestes,sepultando-os em sua cidade com grandes honras, obtendo, assim, a tão esperadahegemonia sobre Tegéia. É interessante assinalar que Tegéia situa-se sobredepósitos sedimentares de origem lacustre que contêm os restos de mamutes eoutros mamíferos pleistocênicos; face à informação de Heródoto sobre asdimensões do esquife, é de se supor que os ossos encontrados pertencessem aum dos inúmeros mamíferos pleistocênicos presentes na região. Infelizmente,o túmulo e os ossos de Orestes há muito se perderam, dificultando assim aidentificação do animal que, com seus ossos, evitou a continuação de umaguerra e permitiu que Esparta, através de propaganda e diplomacia, obtivessea hegemonia e a condução da conhecida Liga do Peleponeso.

4 Dragões: das Lendas Chinesas ao Combate de Siegfried

Enquanto os gregos da Antiguidade associavam os fósseis de vertebradosa heróis e personagens mitológicos clássicos, por milhares de anos os chinesesos consideravam como os restos de dragões, sendo regularmente coletados ereunidos para serem empregados como remédios (Wendt, 1968). Os ossos dedragões tinham como fonte principal o distrito de Pao Te Hsien, em Shansi, nonoroeste da China, compreendendo ossos e dentes de mamíferos fósseiscoletados em camadas argilosas do Plioceno inferior, as quais eram exploradaspela população local complementando assim o trabalho sazonal na agricultura.Como os dragões eram considerados guardiões do imperador, os homens maisabastados utilizavam os ossos convencidos que assim teriam a ajuda do dragão.A interpretação relacionada à figura do dragão também ocorreu naEuropa, podendo ainda ser observada através das inúmeras esculturas existentesem construções do século XVI ao século XVIII. Uma das esculturas maisextraordinárias e freqüentemente citada na literatura corresponde ao monumentoLindwurm, datada do século XVI e exposta em Klagenfurt, cidade situada aosul da Áustria.

Wendt (1968) descreveu brevemente sua interessante história: em 1335, em uma pedreira situada próximo à referida cidade, foi encontradoum crânio de um rinoceronte lanoso da Idade do Gelo. Considerado como umcrânio de dragão, permaneceu em exibição em uma loja de curiosidades. Em1590 foi então utilizado como modelo por um escultor, Ulrich Vogelsang, quandocriou o famoso monumento do dragão que se tornou um marco da cidade. Ocrânio, atualmente, se encontra no Museu de Klagenfurt.

Em vez de ossos, pegadas preservadas nas rochas também foramassociadas aos dragões. Kirchner (1941 apud Sarjeant, 1975) sugeriu que aobservação de pegadas triássicas de répteis em Siegfriedsburg, na Alemanha,poderia ter sido o ponto de partida para a origem da lenda de Siegfried e odragão, a qual ficou imortalizada através da ópera “Canção dos Nibelungos”,de Richard Wagner (1813-1883), famoso compositor alemão. É interessantelembrar que a existência de dragões era uma realidade para os estudiosos dosséculos XVI e XVII na Europa, incluindo-se mesmo a crença em batalhassangrentas com esses grandes lagartos (ou serpentes) alados (Wellnhofer,1996). Sua existência baseava-se também nos achados de esqueletos fossilizadoscomo os de répteis fósseis marinhos mesozóicos. Não seria de se estranhar,portanto, a idéia de um ponto de ligação entre as referidas pegadas e a tradicionallenda alemã. Lessertisseur (1955 apud Sarjeant, 1975), entretanto, discordouda sugestão de H. Kirchner, assinalando de forma sarcástica de que esta seriatão somente uma incursão curiosa de um paleontólogo no folclore medieval,nada convincente. Lenda e pegadas, mesmo que reais, não teriam deste modonenhuma relação entre elas.

5 As Pegadas da Mula de Nossa Senhora

Se a relação entre as pegadas em Siegfriedsburg e a lenda de Siegfriedpode suscitar dúvidas no imaginário popular, o mesmo não se pode dizer quantoà presença de pegadas relacionadas a aspectos mais profundos de religiosidaderegional, como as famosas pegadas da mula de Nossa Senhora, em Portugal.Ao sul de Lisboa, na extremidade ocidental da serra da Arrábida epróximo à cidade de Sesimbra, na Costa de Lisboa, ocorrem as falésias quecompõem o cabo Espichel, junto s quais encontra-se uma pequena capela, aermida de Nossa Senhora da Memória, construída no século XV, e o santuáriode Nossa Senhora do Cabo ou de Santa Maria da Pedra da Mua (ou da Mula).Nas lajes calcárias que se encontram junto baía de Lagosteiros e na lajeposicionada na lateral da falésia sob a ermida, conhecida como “Pedra daMua”, ocorrem pistas compostas por pegadas de dinossauros, as quais foraminterpretadas pelos pescadores que as observaram desde o século XIII comotendo sido produzidas pela mula que levara Nossa Senhora e o Menino Jesusao alto da colina, lenda que resultou no nome do santuário. No rastro dessainterpretação há imagens em murais de azulejos do século XVIII (Santos, 2000)e a veneração de Nossa Senhora da Mua com romaria anual ao santuário(Cachão et al., 1998).

Descritas originalmente por Antunes (1976), as pegadas, objeto de estudose referências mais recentes (Lockley et al., 1994; Santos, 1998, 2000; Lockley& Meyer, 2000), datam do Jurássico Superior (Portlandiano), encontrando-seem diferentes níveis de exposição. As pegadas da “mula gigante” (Galopim deCarvalho, 1998) foram produzidas principalmente por grande número desaurópodes e alguns terópodes que se deslocavam lentamente na região, porvezes em manadas (Santos, 2000).

O interesse pelas exposições do cabo Espichel, bem como de outrosregistros de pegadas de dinossauros no território português, tem se acentuadosignificativamente na última década resultando na indicação da necessidadede musealização das pistas (Galopim de Carvalho, 1998; Santos, 1998), estandoassociada ao forte sentimento de preservação do patrimônio geológico do país.Critérios específicos para a definição do patrimônio paleontológico (critérioscientíficos, pedagógicos e culturais) foram propostos por Cachão et al. (1998),Cachão & Silva (1999) e Cachão (2005). Deste modo, os jazimentos do caboEspichel se enquadrariam dentro dos critérios culturais como de valor espiritual,os quais aplicam-se s jazidas relacionadas a cultos ou crenças de populaçõeslocais, motivo da necessidade de sua preservação.

6 Os Cornos de Amon e Seus Poderes

Muitos fósseis de invertebrados também tiveram um papel importantenas tradições folclóricas de diversas culturas, que lhes atribuíam poderes tantomágicos como medicinais. Entre os que mais se destacaram estão os amonitas,cefalópodes extintos dotados de uma concha usualmente plano-espiralada quehabitaram os mares jurássicos e cretácicos e estão presentes em rochas dessasidades por todos os continentes. No folclore popular são constantementeinterpretados como serpentes petrificadas e vários são os mitos que os envolvem.Segundo Basset (1982), as conchas dos amonitas são familiares aohomem desde provavelmente antes da Grécia antiga. Aos gregos, sua formalhes lembrava os chifres ou cornos enrolados do carneiro, animal tratado comoum símbolo sagrado e particularmente associado ao deus Júpiter Ammon. Osexemplares de amonitas tornaram-se então conhecidos como Cornu Ammonis(cornos de Amon) e somente denominados como amonitas na terminologiacientífica, numa fase posterior. Na China, os cefalópodes enrolados tambémeram comparados aos chifres e então denominados Jiao-shih, ou “chifres depedra”; na Inglaterra eram associados à forma das serpentes e por isso mesmoconhecidos como “serpentes de pedra” (snakestones).

Na Índia, desde o século V os amonitas jurássicos da famíliaPerisphinctidae são reverenciados como a incorporação do deus Vishnu, sendoainda hoje comercializados através do país como fetiches religiosos (Rudkin &Barnett, 1979). Acredita-se que um cálice de água em que estes fósseis tenhamsido colocados seja suficiente para curar os pecados, assegurando o bem-estarreligioso daqueles que a bebessem.

Mas a mais famosa lenda envolvendo os amonitas encontra-se noleste da Inglaterra, relacionada a uma santa cristã. Trata-se de Santa Hilda,fundadora e abadessa da Abadia de Whitby, uma pequena cidade litorâneasituada a 70 km a nordeste de Yorkshire, no distrito de mesmo nome. SantaHilda fundou a abadia em 658 A.D., a qual foi construída no alto das falésiassituadas próximo à cidade; na base da falésia junto à abadia encontram-seos depósitos argilosos da Formação Whitby onde ocorrem restos deamonitas, belemnitas, biválvios, crinóides, crustáceos, vegetais e inclusiverépteis marinhos. Os fósseis mais comuns, entretanto são os amonitas. Contaa lenda que a abadessa, querendo limpar o terreno para a construção deum novo convento, transformou as serpentes em pedra.

Após uma série deorações, as serpentes se enrolaram, petrificando-se e caindo da borda dafalésia depois de terem tido suas cabeças cortadas com um chicote.

Emoutra interpretação, Santa Hilda, ao procurar paz na floresta próxima pararezar, foi incomodada pelas serpentes e, em sua reação, transformou-asem pedra. A ausência de cabeça nos fósseis também é algumas vezesatribuída à maldição lançada por São Cuthbert, outro santo do norte daInglaterra.

A lenda de Santa Hilda e as “serpentes de pedra” é tão forte naregião que os amonitas se tornaram um marco na cidade: são vendidos emlojas que comerciam fósseis (alguns com cabeças esculpidas), foramconstruídas esculturas com a sua forma, presentes nas calçadas, e existempeças entalhadas em madeira, também dotadas de cabeça, uma tradiçãona cidade. Os amonitas chegam inclusive a constar do brasão da cidade edo emblema do time local de futebol.

Os amonitas encontrados nas camadasda Formação Whitby pertencem principalmente aos gêneros Dactyliocerase Hildoceras, este último, seguindo a tradição, proposto em homenagem aSanta Hilda.

Muitas outras culturas também acreditavam que os amonitas seriamserpentes petrificadas e, por associação a sua forma, os utilizavam comoremédios ou amuletos contra as picadas de cobra. Os antigos gregos osutilizavam para a cura da cegueira, da impotência e da esterilidade (Rudkin &Barnett, 1979).

7 Do Tratamento da Artrose a Acidez Estomacal

Uma das mais curiosas associações entre forma e aplicação medicinalcom os fósseis de invertebrados foi a utilização do ostreídeo Gryphaea arcuata,muito comum em rochas do Jurássico Inferior (Liássico) da Inglaterra econhecido como “Unha do Dedo do Diabo” (Devil’s Toe Nail). Na Escócia,nos séculos XVII e XVIII, por associação a sua forma acentuadamenteencurvada, era utilizado no tratamento de dores nas juntas (artrose) (Basset, 1982).Sua importância em algumas regiões ficou evidenciada quando, desde 1936, duasilustrações de Griphaea passaram a fazer parte do brasão do município deScunthorpe, do distrito de North Lincolnshire, no leste da Inglaterra.

Fósseis de equinóides cretácicos também foram muito utilizados naInglaterra com fins medicinais.

No início de 1700, por exemplo, exemplares doequinóide Echine marinae, conhecidos como chalk-eggs, eram coletados erecomendados para o tratamento da acidez estomacal: o fino carbonato de seuinterior era considerado como um remédio excelente. Dois outros tipos de equinóides populares na Inglaterra, Micraster coranguinum (o equinóide comforma de coração) e Echinocorys scutata (com forma de capacete), comunsnos depósitos calcários, eram também utilizados com propósitos medicinai

Destaque notável da relação de equinóides com tradição folclóricaenvolvendo picadas de cobras é a conhecida história do ovum anguinum.Segundo Basset (1982), Plínio O Velho, em sua “História Natural” (c. 77 A.D.),considerava que vários tipos de equinóides fósseis seriam fortes antídotos contrao veneno das cobras. De acordo com Plínio O Velho, uma antiga tradição celtarelatada pelos druidas da Gália contava que certas pedras formavam-seinicialmente como bolas de espuma, produzidas por numerosas serpentes quese aglomeravam por ocasião do verão. Conhecida como ovum anguinum, abola era lançada ao ar pelas cobras e, se capturada com um pedaço de panoantes que tocasse o solo, reteria nela seus poderes mágicos. O coletor, entretanto,só estaria salvo após cruzar um rio no qual as serpentes não poderiam nadar.Além de proteger seu portador do veneno das cobras e de outras doenças, suaposse lhe asseguraria sucesso nas batalhas e outras disputas. É interessantenotar que os poros das áreas ambulacrais dos equinóides eram consideradoscomo as marcas produzidas pelas picadas das serpentes em sua superfície.

8 Andorinhas de Pedra e Trilobitas Protetores

Os braquiópodes espiriferídeos sempre chamaram a atenção pelacuriosidade de sua forma alada, particularmente entre os chineses do século IV, que os chamavam de “andorinhas de pedra”, as quais voavam perdidasdurante as tempestades. Desde cerca de 660 A.D. que estes fósseis constavamde numerosos textos farmacêuticos chineses e o reconhecimento de seu valore beleza era tão grande que chegavam a ser recolhidos como um tributo imperial.Sua principal utilização medicinal era o tratamento de problemas dentários eoutras indisposições hoje conhecidas como decorrentes da falta de cálcio noorganismo (Rudkin & Barnett, 1979), fruto da tradicional dieta chinesa.Dissolvidos em vinagre (em decorrência da composição carbonática das conchase da acidez do vinagre), seriam então “ingeridos”, provendo um suplementoadicional de cálcio para o organismo.

Na América, do outro lado do mundo, outro fóssil de invertebrado tambémteve o seu destaque mítico: os índios Pahvant Ute das regiões desérticas dooeste do Estado de Utah utilizavam os exemplares do trilobita Elrathia kingiicomo amuletos protetores (Taylor & Robison, 1976). Espécimens bempreservados desse trilobita são encontrados em depósitos da Formação Wheeler,de idade cambriana, que afloram nesse estado, e sua grande abundância,excelente preservação e facilidade de coleta os tornaram bastante popularesentre paleontólogos profissionais e amadores. Segundo Taylor & Robison (1976)o nome utilizado pelos índios Pahvant para os trilobitas presentes na matriz,“timpe khanitza pachavee”, significando “pequeno inseto aquático contidona rocha” (little water bug like stone housed in), leva a suposição de queeles reconheciam a origem orgânica dos fósseis. Até o início do século XX osíndios Pahvant viviam da coleta de raízes e da caça de pássaros aquáticos emantigas áreas alagadas no vale Sevier, onde tinham a oportunidade de observaros insetos aquáticos; acredita-se que a semelhança entre alguns dos insetos eos exemplares de Elrathia tenha levado os índios a dar a referida denominação.Sobre o interesse dos índios pelos trilobitas, este seria a sua utilização paraprotegê-los de doenças e das balas dos homens brancos, utilizando-os em colare

9 Âmbar, um Remédio para Todas as Doenças

Entre todos os fósseis empregados com fins medicinais, o âmbar, aresina fossilizada de coníferas e outros vegetais, é o mais comum. Suautilização remonta aos tempos da Idade da Pedra e interpretações sobresua origem envolvem uma lenda romana com características românticas esimbólicas. Conta a lenda que o deus Júpiter, com inveja de Phaeton, atingiu-o com um raio, ferindo e lançando-o ao rio Eridanus, onde se afogou. AsHelíadas, as três irmãs de Phaeton, filhas do sol, ficaram intensamentesentidas com a perda do irmão; choraram tanto que, finalmente, os deuses,com pena delas, as transformaram em três pés de carvalho. Suas lágrima, entretanto, continuaram a fluir e, quando caíam no rio, transformavam-seem âmbar. Em virtude da lenda, o âmbar tem sido há longo tempoconsiderado um símbolo do amor fraterno.

No campo medicinal, sempre foi muito utilizado no tratamento de doenças,sendo ainda empregado em muitas partes do mundo.

Suas propriedades permitiam grande emprego (Rudkin & Barnett, 1979): por exemplo, segundocrendices da Antiguidade e da Idade Média, o âmbar, quando misturado aoutros remédios, podia ser administrado às mulheres como uma prevenção aoaborto; durante o trabalho, quando queimado, liberaria vapores que teriampropriedades calmantes e, dissolvido em vinho, também atuaria como atenuanteàs depressões das mulheres no trabalho. Além disso, poderia ser empregadoem diversos tratamentos, alguns dos quais atuariam na cura da dor de garganta,na remoção de “resíduos” dos olhos, no desenvolvimento da dentição dascrianças e na cura da cegueira, além de interromper sangramentos no nariz. Oóleo de âmbar, produzido inicialmente no século X, era então útil no tratamentoda asma e da bronquite, do reumatismo, da tosse e, inclusive, histeria. Alémdisso, era utilizado também na confecção de colares e amuletos entre os povospré-históricos.

10 Conclusão

Não há dúvida de que os fósseis desempenharam um papel importanteno misticismo e no folclore de muitas culturas através dos tempos. Neste textofoi apresentada somente uma pequena parte de suas variadas aplicações,demonstrando a familiaridade do homem com estes objetos desde os temposda Idade da Pedra aos séculos recentes da Idade Contemporânea. É umarelação por vezes obscura, recheada de crendices e superstições, trazendo àluz informações inestimáveis, por vezes não escritas, relacionadas à históriados povos que os usavam. Da sua utilização como ornamentos a objetos místicos,da identidade com os heróis e gigantes da Antiguidade ao reconhecimento daexistência de dragões, de amuletos contra serpentes peçonhentas ao númeroconsiderável de aplicações medicinais, de uma forma ou de outra, os fósseissempre foram reconhecidos como objetos de valor no curso da Humanidade.

Por último, para aqueles que desejarem, aqui vai uma antiga receitachinesa: primeiro, pulverize ossos e dentes de dragão, embalando-os em umabolsa de seda; em seguida, coloque a bolsa no abdômen de uma andorinha morta, ali permanecendo por uma noite. Pela manhã, misture com outrosingredientes pastosos e aplique ao corpo como pomada. Como foi ditoanteriormente, de acordo com o pensamento da época, os dragões eramconsiderados protetores dos imperadores, e a aplicação deste “remédio” poderáajudá-lo. Quem sabe não dá certo?

Antonio Carlos Sequeira Fernandes

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Fonte: Anuário do Instituto de Geociências da UFRJ

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