Jogo praticado com raquetes de madeira, na areia. São executadas batidas e rebatidas numa pequena bola de borracha, geralmente entre dois e três jogadores, masculinos e/ou femininos, imprimindo cada vez mais velocidade à bola.
O objetivo é mantê-la o maior tempo possível em movimento no ar. Duração: como lazer, definida pelos participantes; como competição, a seqüência é definida pelo número de toques nas batidas e rebatidas até que a bola toque o corpo de um dos participantes ou caia no solo.
Avaliação em competição: definida pelo maior tempo de bola em jogo, nos itens ataque, defesa e velocidade, pelo entrosamento entre os praticantes e maior número de toques na seqüência mais longa.
Origens: No Brasil as primeiras aparições se deram no verão do ano de 1945 no Rio de Janeiro, na praia de Copacabana, entre os postos 4 e 6 (Gerheim, 1992; Moura, 1987, 1990). Criação atribuída ao industrial Lian Pontes de Carvalho (1918-1995), embora haja controvérsias.
Tornou-se o esporte preferido dos rapazes do Clube dos Cafajestes (grupo de jovens playboys das décadas de 1940 e de 1950), que representavam à época, o espírito lúdico, rebelde e boêmio do carioca (Figueiredo, Costa e DaCosta, 1996).
Década de 1950: O frescobol foi proibido em Copacabana, RJ, transferindo-se para as praias vizinhas como Ipanema e Praia do Diabo (Moura, 1987).
Décadas de 1960 e 1970: Intensa repressão policial e campanhas negativas por parte da imprensa no RJ, o que segundo Moura (1987), mais contribuíram para a sua popularização.
Nos anos de 1970, havia nas praias da zona sul do RJ um sistema de mensagens, sinais e alarmes que envolvia salva-vidas, vendedores ambulantes e outros esportistas que anunciavam a presença dos policiais (Moura, 1987). Desde os anos de 1960 houve tentativas de institucionalização, regulamentação e de campeonatos.
1971: Resolução da Secretaria de Segurança Pública de nº 0451, que regulamentou todas as atividades esportivas nas praias do Rio, inclusive o frescobol, afastando-o da beira d’água até às 14:00 horas (Gerheim, 1992).
1994: Há indícios de memória de que se realizou neste ano o I Campeonato Brasileiro de Frescobol.
Situação Atual: Esse esporte, criado no caráter inventivo e sonhador de Lian Pontes de Carvalho, começou, segundo ele mesmo, por uma brincadeira de impulsionar uma bolinha de tênis descascada com o auxílio de uma tábua, tornou-se um dos esportes mais difundidos como prática de lazer nas praias brasileiras. Hoje, trata-se de um jogo encontrado praticamente em toda a orla marítima no Brasil.
O esporte é divulgado pelos próprios praticantes e recebe grande adesão popular dado ao baixo custo do equipamento e a simplicidade de sua prática.
As entidades representativas oficiais (Confederação e Federações) localizam-se nos estados: Bahia, Espírito Santo, Pará, Rio de Janeiro, São Paulo, Santa Catarina. Existe uma Associação Brasileira de Frescobol e uma Liga Brasileira de Frescobol, ambas no estado de São Paulo.
Fonte: www.ahistoria.com.br
Hoje é uma das coisas mais populares do mundo: quase impossível dar uma volta na praia e não se deparar com uma bolinha colorida de borracha pulando de um lado para o outro, enquanto é batida e rebatida por raquetes de madeira. Ou de fibra, quando estamos falando de profissionais. Mas independente de madeira ou fibra, o fato é que pouco tempo atrás essa história nem existia.
O frescobol é um esporte recente, e só começou a ser praticado por volta de 1946, logo após a segunda guerra mundial, em praias do Rio de Janeiro. Daí pra frente, a modalidade se popularizou mais e mais, chegando a ser praticada hoje em diversos países do mundo. Um momento bem propício para um esporte como esses nascer: o frescobol deixa de lado o conflito e estimula a parceria.
Um esporte sem rivalidade, sem derrotados ou vencedores. Com um objetivo muito simples: manter a bola sempre no ar. A prática, além de estimular a produção de endorfina, gerando prazer para o corpo, tem muitos outros benefícios.
O jogo de raquetes que adotou a areia das praias como a sua quadra, tem a capacidade de desenvolver o espírito de colaboração, o senso de trabalho em grupo e as relações de amizade. A parte física é a que mais ganha. O frescobol trabalha bastantes os braços e as pernas, ativa a respiração, acelera a resposta dos reflexos e aumenta a coordenação motora.
Para quem quer perder peso, o frescobol também não deixa nada a desejar. Com apenas meia horinha de jogo é possível perder cerca de 200 calorias. Um ótimo exercício aeróbico, capaz de ajudar tanto fora como dentro. De um lado reforça a saúde, do outro embeleza a estética.
Hoje o frescobol se profissionalizou e tem até suas práticas competitivas, com direito a federações e torneios com premiação, mas a essência do jogo, fundamentado na reciprocidade, continua a mesma. É um esporte de facílimo aprendizado, recomendado para todas as idades. E também um dos com menor custo para o praticante, pois além do equipamento ser simples, é barato e acessível.
Dicas
Trace uma linha reta imaginária e fique de frente para o seu parceiro, posicionando-se a mais ou menos 8 metros de distância.
Mantenha a atenção na bola e na raquete do outro jogador.
Segure a raquete com firmeza, na base do cabo, com o pulso e o braço formando um conjunto único.
Bata na bola com o centro da raquete, mantendo os dedos firmes para distribuir a força da pegada.
Pratique longe dos banhistas, tomando sempre cuidado com quem passa ao seu redor.
Fonte: www.vivaviver.com.br