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Jogo de Frescobol

HISTÓRICO

Desde a década de 80, há torneios e campeonatos de frescobol e os julgamentos eram efetuados pelas regras a seguir:

5 min. de apresentação em caso de duplas, e 6 min. em caso de trinca

Todas as seqüências eram pontuadas pelo juiz, recebendo notas de ataque, defesa e velocidade.

Seqüência: somatórios de bolas tocadas pela dupla ou trinca sem que a mesma toque o chão, o jogador, ou sai da arena.

Ataque: bola impulsionada com força em direção ao parceiro que a devolve mantendo-a viva

Defesa: recepção de uma bola impulsionada com força pelo parceiro Velocidade: tempo que a bola vai de um parceiro a outro e vice-versa

As 05 maiores notas entre as seqüências apresentadas pela dupla ou trinca, eram somadas resultando na nota final. Os critérios de julgamentos eram totalmente subjetivos, e dependiam exclusivamente do que os árbitros entendiam como bom ou ruim e com isso mesmo sem querer, beneficiavam atletas que tinham estilos que lhe agradassem e assim por diante. Além disso, havia uma falha evidente nas regras estabelecidas.

Veja este exemplo:

Uma dupla (A) fazia 08 seqüências boas durante a sua apresentação mantendo um padrão alto de qualidade e eficiência, porém no final, acabava perdendo para outra dupla (B) que fazia 5 seqüências boas e 15 péssimas.

É possível e plausível que as 05 melhores seqüências da dupla B tenham sido pouco melhores do que dupla A, porém para todos que estavam assistindo a competição a dupla A havia sido claramente melhor na sua apresentação. Devido a total subjetividade dos critérios adotados muitas duplas ou trincas se sentiram prejudicadas ao longo dos anos. Não por acaso, muitos jogadores não mais compareceram aos campeonatos, assim como outros tantos nunca se interessaram em participar.

Pelo critério de julgamento adotado, as decisões dos juizes se tornaram cada vez mais contestadas e mal entendidas, devido a isso a Federação Baiana de Frescobol, criou novas regras de avaliação que foram posteriormente melhoradas no 1.º Congresso de Frescobol realizado em Vitória – Espirito Santo em maio de 2003. A partir de outubro de 2005 a FEPAF passou a usar a metodologia aqui exposta.

OS ESTILOS DE JOGO

São três os estilos de Frescobol mais comuns no Brasil

1 - CARIOQUINHA – Estilo praticado a uma distancia máxima de 6 metros, tendo como características, o controle diagonal de bola e a velocidade

2 - CLÁSSICO – Estilo praticado a uma distancia de 6 a 9 metros, tendo como características, as jogadas de alto impacto, com ataques e defesas constantes.

3 - LONGO – Estilo praticado a uma distancia superior a 9 metros, podendo chegar até 20 metros, tendo como característica principal, o jogo cadenciado de bolas longas .

FORMAS DE APRESENTAÇÃO

Existem duas formas de apresentação de uma partida de Frescobol.

1 – DUPLA – Praticada por dois atletas, um em cada extremidade da Zona de Jogo.

2 – TRINCA – Praticada por três atletas, um como pivô em uma das extremidades, e dois na outra extremidade da Zona de Jogo. Durante a apresentação, os atletas deverão alternar a posição de Pivô.

OBS. Este documento, estabelece as regras para a modalidade Dupla, ficando a modalidade Trinca a ser regulamentada posteriormente.

As apresentações podem ser masculinas, femininas ou mistas.

A apresentação tem duração de 5 minutos (Tempo Regulamentar) efetivos, de bola no ar, com 1 minuto de intervalo. A equipe vencedora, será aquela que com a bola viva (no ar), obtiver o melhor resultado do somatório dos quesitos: Nota de Bola no Ar; Nota de ataques; Nota de Equilíbrio, nota de Agressividade, nota de Destreza

OS EQUIPAMENTOS

A RAQUETE

A raquete de Frescobol deverá ser de madeira, fibra, ou similar, podendo ser oca ou maciça. Deverá ter dimensões máximas de 0,50m de comprimento, incluindo o cabo, por 0,25m de largura. O peso poderá variar de 300g até 600g (incluindo a fita ante derrapante) . O tipo de ante derrapante usado no cabo é de livre escolha, mediante opção do atleta. A cor da raquete não deverá conter tonalidades fortes, principalmente azul e verde, para não confundir com a bola, reduzindo assim a concentração do atleta oposto.

A BOLA

A bola de Frescobol utilizada no Brasil, é a mesma bola utilizada nos EUA, para a prática de “RACKETBAAL”.

A Bola deverá ser esférica, de borracha lisa, impermeável, despressurizada, pesar em torno de 40g e possuir diâmetro de 6 cm .

Para uma competição, as bolas deverão ser: Em número mínimo de dez, da mesma marca, quando fornecidas pela organização, ou em número mínimo de quatro, quando fornecidas pela dupla de atletas.

O TRAJE ( INDUMENTÁRIA )

Numa apresentação de Frescobol, o traje mais adequado é a sunga, maiô ou biquini, principalmente quando acontece na praia. Pode-se entretanto, utilizar shorts leves e camisetas, de modo a facilitar os movimentos dos atletas.

Em competições oficiais, o uso de camisetas é obrigatório, devendo ser em tons pastéis, para não comprometer o desempenho dos atletas. É permitida a utilização de bonés e óculos. Outros equipamentos, dependerão de prévia avaliação da comissão de arbitragem, ou da organização do evento..

Na praia, os atletas deverão estar de pés descalços. Em quadras de cimento, grama, terra, ou similar, poderão calçar tênis.

A EQUIPE

A COMPOSIÇÃO ( DUPLA OU TRINCA )

A COMPOSIÇÃO é formada pôr dois atletas para disputa de duplas e de três atletas para disputa de trincas
Somente os jogadores inscritos na súmula podem participar do jogo
Nas competições oficiais é permitida a participação do treinador substituindo o distribuidor central de bolas
Caso o serviço não seja oferecido pela organização, os atletas poderão convidar duas pessoas para pegar as bolas, durante a apresentação.

O SORTEIO ( SUGESTÕES PARA ORGANIZAÇÃO DO EVENTO )

O sorteio visa determinar a ordem de apresentação de cada composição. O sorteio deverá ser feito, no mínimo, duas horas antes da realização da competição, pela Comissão de Arbitragem, na presença dos organizadores. Não é obrigatória, mas dentro do possível, é sugerida a presença de atletas representantes de pelo menos vinte porcento ( 20% ) das equipes inscritas, na ocasião do sorteio.

Preenchidas as quantidades de Composições (Duplas ou Trincas), previstas para o campeonato, e havendo ainda composições desejando inscrever-se, será aberta a “RESERVA DE INSCRIÇÃO”, que será utilizada em casos de desistência, não comparecimento ou impedimento de alguma composição já inscrita.

Em caso de desistência, não comparecimento ou impedimento de uma composição, a vaga será sorteada entre as equipes inscritas na Reserva de Inscrição.

As composições classificadas para a fase final, se apresentarão na ordem inversa da classificação da fase classificatória.

DESCLASSIFICAÇÃO DA COMPOSIÇÃO

Uma Dupla/Trinca receberá nota zero e será considerada desistente, nas seguintes situações:

Quando não estiver na Área de Espera que compõe a Quadra de Apresentação, no momento em que o Árbitro Central anunciar e convidar a composição a iniciar o tempo de aquecimento em quadra.

Quando houver recusa em se apresentar, por parte de um ou mais atletas.

Quando não se apresentar na hora marcada, antes do sorteio, sem justa causa.

Quando não efetuar o pagamento da taxa de inscrição, antes da apresentação.

OBS.: O não comparecimento da composição, até a hora do sorteio, permitirá à organização, incluir outra equipe inscrita antecipadamente na condição de “RESERVA DE INSCRIÇÃO”

A QUADRA OU CANCHA DE APRESENTAÇÃO

DIMENSÕES

A quadra ou cancha é formada pela Zona de Jogo (delimitada pelos Piquetes Sinalizadores ), pela Zona Proibida, e pela Zona de Recuperação ou Salvamento. A quadra deverá ser retangular, plana, com as dimensões máximas de 26m X 16m, conforme os três estilos a seguir:

ESTILO DIST. ZONA DE JOGO QUADRA

Carioquinha 05m 05m x 8m 21m X 16m
Clássico 06m 06m x 8m 22m X 16m
Longo 09m 09m x 8m 26m X 16m

Os Piquetes Sinalizadores demarcam a Zona de Jogo, de largura comum de 8m, e de comprimentos, variando de acordo com o estilo, de 5m, 6m e 9m. Recuos de 4m nas laterais e de 8m nos fundos, completam a delimitação das medidas totais da Quadra / Cancha .

A DIVISÓRIA DE ISOLAMENTO

A Quadra/Cancha deverá possuir divisórias de isolamento de forma a possibilitar a menor interferência externa possível. A divisória poderá ser utilizada comercialmente pelos patrocinadores, apenas nas laterais, enquanto que os fundos da quadra deverão permanecer brancos, para não comprometer a visão da bola.

O ANTEPARO BRANCO DE VISUALIZAÇÃO

Nos fundos da Quadra, no prolongamento da posição dos atletas, deverá haver um anteparo branco, medindo (3 X 2 m) - 3 metros de largura por 2 metros de altura - para garantir a melhor visualização da bola pelo atleta.

A SUPERFÍCIE

De acordo com a competição, a superfície da quadra poderá ser de areia, terra batida, grama, saibro , cimento ou similar.

O terreno deverá ser nivelado o mais plano e uniforme possível, livre de pedras, conchas ou qualquer outro objeto que possa representar risco aos atletas.

A ILUMINAÇÃO

Para competições oficiais realizadas à noite, a iluminação deve ser de 1.100 lux a 1600 lux, medida a uma distancia de 1,10 metros de altura do piso, de forma que as fontes luminosas não venham provocar sombras entre os jogadores, ou prejudicar a visão. Nesse tipo de competição podem ser usadas bolas amarelas.

OS PIQUETES SINALIZADORES

Os Piquetes Sinalizadores deverão ser de borracha (cones de trânsito), de cores vivas e em número de quatro. Possuem a função de delimitar a Zona de Jogo, de acordo com o estilo da competição. Devem medir aproximadamente 50 cm de altura e ficar levemente enterrado na cancha.

DIREITOS E RESPONSABILIDADES DOS ATLETAS

Todos os atletas devem conhecer e obedecer as Regras Oficiais do Frescobol
Os atletas devem acatar as decisões da Equipe de Arbitragem, com espírito esportivo, evitando palavrões, irreverências ou gestos obscenos

Os atletas devem se comportar com respeito e educação com os árbitros, com os dirigentes, com a equipe adversária, com os companheiros de equipe e com os espectadores.

Durante a partida é permitida a comunicação entre os atletas

Durante a apresentação, os atletas podem solicitar a interrupção de músicas, ou qualquer elemento externo que venha atrapalhar a concentração no jogo, ou ainda nas seguintes situações:

a) Solicitar a exclusão de alguma bola que não esteja em condição de jogo
b) Trocar a raquete
c) Solicitar o tempo de “descanso” conforme regulamento
d) Consultar quanto ao tempo de jogo e à quantidade de seqüências.
e) Solicitar a execução de música preferida, desde que esteja disponível
f) Lavar a raquete
g) Cumprimentar o companheiro após um lance difícil

Antes do jogo, os atletas poderão praticar (aquecer) fora da quadra, em local próximo ou indicado pela organização, onde possam ouvir a convocação para apresentação. Durante o jogo que antecede a sua apresentação, os atletas deverão estar atentos, pois se não estiverem na Área de Espera da Quadra no momento em que o Árbitro convoca-los a iniciar o tempo de aquecimento, serão desclassificados.

Ao término da apresentação os atletas devem cumprimentar: O companheiro, a comissão de arbitragem e os espectadores, aguardando o resultado, do lado de fora da quadra.

É permitido que o treinador da equipe substitua o distribuidor de bolas do evento, na apresentação da sua equipe.

Um atleta só poderá ser substituído, até a hora do sorteio, e com uma justificativa por escrito

A EQUIPE DE ARBITRAGEM E PROCEDIMENTOS

FORMAÇÃO

A equipe de arbitragem da apresentação de Frescobol é formada pelos seguintes membros:

ÁRBITRO CENTRAL –
ÁRBITRO TECNICO I – Julga o atleta 1
ÁRBITRO TECNICO II – Julga o atleta 2
ÁRBITRO DE QUADRA – julga o atleta 3 em caso de trinca
ASSISTENTE DE ARBITRAGEM
HEAD JURY (Opcional)

OBS. 1 – Fica facultado à Federações, principalmente nos eventos nacionais, a nomeação de um “HEAD JURY” para coordenação e acompanhamento da arbitragem.

OBS. 2 – Em eventos nacionais oficiais, a arbitragem deverá ser realizada por árbitros oficiais, de Estados diferentes, devidamente capacitados, inscritos e homologados pela CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FRESCOBOL (em fase de fundação), obedecendo este regulamento.

OBS. 3 – Enquanto a CONFEDERAÇÃO BRASILEIRA DE FRESCOBOL, não estiver regulamentada, os Estados promotores de eventos Nacionais, através de suas Federações os Associações, nomearão a Comissão de Arbitragem, obedecendo a este regulamento

OBS. 4 – É conveniente que as competições locais (Estaduais ou Municipais), se utilizem deste regulamento, no sentido de familiarizar os atletas com as novas regras.

ÁRBITO CENTRAL - Cabe ao Árbitro Central ou Cronometrista:

Coordenar a apresentação

Determinar (com apito) o início e o final do jogo, bem como de cada seqüência.

Regristrar o numero de sequecias da apresetnação

Dar nota para a agressividade do jogo

Controlar o tempo regulamentar do jogo.

Aplicar as penalidades.

Advertir os atletas

Conceder o intervalo, em conformidade com a equipe.

ÁRBITRO TÉCNICO ( I E II ) – Cabe ao Árbitro Técnico

Julgar individualmente o atleta, tecnicamente.

Registrar a quantidade de Ataques de cada atleta.

Registrar e quantificar as avaliações de Destreza (recursos técnicos) de cada atleta

Dar nota de potência de ataque a cada jogador

Apontar as infrações de cada atleta e sinalizar para o Árbitro Central.

ÁRBITRO DE QUADRA – Cabe ao Árbitro de Quadra:

Substituir qualquer um dos Árbitros, em qualquer impedimento.

Controlar a coleta de bolas da quadra.

Controlar o nivelamento da areia na superfície da quadra.

Controlar a reposição de água nos baldes de apoio

Controlar o espargimento de água na areia da quadra, para redução da temperatura.

Controlar a posição do atleta dentro da Zona de Jogo, por estilo.

Alertar o Árbitro Central sobre a posição de cada atleta dentro da Zona Proibida.

Controlar os ajudantes de quadra ( boleiros, niveladores, molhadores... )

Apontar as infrações dos atletas e sinalizar para o Árbitro Central.

ASSISTENTE DE ARBITRAGEM – Cabe ao Assistente de Árbitragem:

Preencher as Fixas de Avaliação - Bola em Jogo e Avaliação Técnica, com o nome das equipes e dos respectivos atletas.

Distribuir e recolher as Fichas de Avaliação entre os Árbitros.

Preencher o Quadro de Apuração Final, com os nomes das equipes.

Transferir as informações das Fichas de Avaliação para o Quadro de Apuração Final, e efetuar os cálculos.

Calcular a nota de Equilíbrio da Dupla, em função da apuração da Quantidade de Bolas de Ataques, efetuada pelos Árbitros Técnicos..

Fechar o resultado geral da competição, em conjunto com a Comissão de Arbitragem e a organização do evento.

Controlar junto à coordenação do evento, a reposição de água de beber para os atletas e para a Comissão de Arbitragem.

OBSERVAÇÕES:

1 - O Árbitro Central deverá estar localizado na direção central da lateral da quadra.

2 - Os Árbitros Técnicos deverão estar localizados ao lado do árbitro técnico

3 – O Árbitro de Quadra deverá ficar na quadra, junto aos atletas.

4 - O Assistente de Arbitragem, deverá ficar próximo ao Árbitro Central.

5 – A Comissão de Arbitragem deverá ficar em local reservado de forma a não comprometer a atenção dos Árbitros.

6 – A Comissão de Arbitragem deverá manter postura de sobriedade e equilíbrio perante os atletas, a comissão organizadora e o público.

7 – A Comissão de Arbitragem deverá manter a indumentária de forma correta e impecável.

8 – A locução técnica da apresentação deverá ser coordenada pela equipe de arbitragem, para a qual deverá ser disponibilizado um microfone.

FORMA DE APURAÇÃO

A equipe terá um período de 5 ( cinco ) minutos ( 300 segundos ) para se apresentar, tais 05 minutos serão de jogo efetivo, a cada término de cada sequência o cronometro será parado, com direito a 01 ( um ) minuto de intervalo (descanso).

Na Ficha de Avaliação – “Bola em Jogo”, o Árbitro Central, que autoriza os inícios de cada seqüência, anotará a quantidade de Seqüências da Apresentação. Além disso, ao final da apresentação o árbitro dará uma nota para a agressividade do jogo (de 01 a 10)

Na Ficha de Avaliação – “Avaliação Técnica”, os Árbitros Técnicos, anotarão as Quantidades de Bolas de Ataque, ao tempo em que avaliarão o recurso técnico (Destreza) de cada atleta, respectivamente. Ao final da apresentação os árbitros técnicos darão uma nota para a potência do ataque, apresentado pelo atleta (de 1 a 10)

Ao final da apresentação, com base na avaliação do Arbitro Central e Árbitros Técnicos, calcula-se a nota de "Bola no ar", a nota de "Ataques”, a nota de “Equilíbrio” e a nota de “Destreza” e a nota de "Agressividade".

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