
O funcho é um legume muito versátil que desempenha um importante papel na cultura alimentar de muitos países europeus, especialmente em França e Itália. A sua reputação remonta aos primeiros tempos e reflecte-se nas tradições mitológicas.
Nos mitos Gregos, o funcho ficou associado a Dionísio, o Deus Grego dos Alimentos e do Vinho, sendo também parte da mitologia popular que foi através de um caule de funcho que o conhecimento dos deuses transitou para os homens.
O funcho é composto por um bolbo branco ou verde pálido a partir do qual o caule cresce. O caule é coberto por ramagens verdes, perto das quais flores crescem e produzem sementes. O bolbo, caule, folhas e sementes são comestíveis.
O funcho pertence à família das Umbellifereae, portanto é estritamente relacionado com as cenouras, salsa, endro e coentros.
O sabor aromático do funcho é único, relembrando mesmo o licor de anis, tanto que é muitas vezes, e erradamente, referido como anis em muitos mercados. A textura do funcho é similar à do aipo, ou seja crocante e ligeiramente estriada.
O nome científico do funcho é Foeniculum Vulgare.
Fonte: www.alimentacaosaudavel.org

A família das Umbelíferas pertence o funcho (Foeniculum officinale), que no estado silvestre se encontra nas sebes, margens dos campos, entulhos e entre as rochas.
Corta-se a planta a 5 cm do solo, desenterram-se os renovos e dispõem-se
atados numa cova que se recobre cuidadosamente com Palha ou terra. No segundo
ano transplantam-se as plantas mais desenvolvidas para o campo propriamente
dito, onde as flores e os frutos amadurecem. Plantam-se de dois em dois à
distância de 50 a 70 centímetros.
O tempo da germinação é de três semanas. As umbelas
centrais, que são as primeiras, formam os melhores frutos. O teor de
óleo essencial aumenta durante a conservação por todo
o inverno.
O óleo contido nos frutos na proporção de 4,5 % deve ser considerado o principal elemento ativo. Encontram-se, também, no funcho, de 9 a 12%, óleo gorduroso, proteína, fécula e açúcar. O óleo de funcho consiste sobretudo em 50 a 60% de anetol, um derivado de fenilpropano, além de diferentes compostos terpênicos, dpineno, dipenteno, canfeno, d-limonemo, etc. O pineno, numa proporção aproximada de 20 %, produz sabor amargo e conforado.
O efeito é principalmente determinado pelo óleo essencial, sobretudo pelo anetol que constitui um bom meio de expectoração. Acelera a atividade dos epitélios vibráteis das vias respiratórias. Além disso, o óleo possui a capacidade de eliminar as flatulências e fomentar a digestão. O efeito do emprego popular de cozimentos de funcho nas inflamações das pálpebras não está cientificamente comprovado.
O funcho é proveitoso no catarro bronquial, asma, tosse renitente, flatulência intestinal, astenia gastrintestinal e prisão de ventre crônica.
No emprego como infusão expectorante, misturam-se para maior eficácia 26 g de funcho, 25 g de líquen e 25 g de malvaísco; deita-se sobre uma colherada desta mistura uma xícara de água fervente; deixa-se repousar durante quinze minutos e bebem-se, durante o dia, várias xícaras quentes.
Para emprego como infusão contra as flatulências, misturam-se 25 g de funcho, 25 de anis, 25 de coentro e 25 de cominho; prepara-se uma infusão com uma colherada desta mistura, e tomam-se uma ou duas xícaras por dia.
Só com os frutos, prepara-se uma bebida com água ou leite, que as mães gostam de dar aos pequenos para combater os flatos e resfriados.
Os rebentos recentes empregam-se muito na Europa Meridional como verdura. Trata-se, quase sempre, não do funcho de especiaria (Foeniculum vulgare ou officinale), mas sim do chamado funcho comestível ou doce (Foeniculum dulce).
Como condimento, os frutos têm os requisitos necessários. Empregam-se inteiros, porque partidos ou moídos perdem o aroma. Os frutos ou o óleo que deles se obtém empregam-se como condimento popular, principalmente em confeitaria, sopas, flans, pudins. Também se empregam os frutos e os gomos meio maduros com agrado para juntar aos pepinos e ao chucrute, quase sempre em combinação com o endro e estragão. As folhas tenras e os gomos recentes constituem um acréscimo para saladas, pepinos e molhos de ervas. As folhas, sós, são uma boa guarnição para pratos frios.
Fonte: www.geocities.com