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Funcho

Nome Científico: Foeniculum vulgare (Mill) Gaertn.
Nome Popular: Erva – doce, fiolho de florema, fiolho doce, erva – doce – de – cabeça, finochio, funcho – doce.
Família: Umbelliferae.

Funcho

Aspectos Agronômicos

O funcho se propaga pela semente, a qual normalmente é plantada no local definitivo da cultura.

Ele não deve ser cultivado perto de Coentro pois estas duas plantas se cruzam com facilidade e resultam em sementes de péssimas características aromáticas e sem as qualidades medicinais necessárias.
Em certos países o funcho se multiplica pela divisão de raízes, ou dos falsos – bulbos.

A planta vegeta bem em climas temperados, frios e tropicais. Na verdade pode produzir bem em climas de boa radiação solar e relativamente quentes. O ideal seria climas amenos.

O funcho prefere solos férteis, bem ensolarados, soltos, leves, capazes de serem convenientemente drenados, areno-argilosos, ou menos arenosos. Ele não se desenvolve em solos argilosos duros.

Não se deve colher com os frutos secos, pois, em razão da queda destes, há muita perda.

Parte Utilizada

Fruto, folha e raiz.

Constituintes Químicos

Frutos

10 a 18% de óleo graxo: ácidos oléico, linoléico, palmítico e petroselínico.

Óleo essencial 1,5 a 6%

Funchona (20%), anetol (50 a 87%), limoneno, ? - pineno, foeniculina.

Açúcares

4 a 5%.

Mucilagens, pectinas, taninos.

Ácidos clorogênicos e caféico.

Flavonóides, sais minerais, matérias protéicas.

Folhas

Flavonóides derivados da quercetina.

Raízes

Óleo essencial (0,12%).

Ácidos orgânicos

Málico, cítrico, cumário, cinâmico, ferrúlico, quínico.

Sais minerais, compostos fenólicos, cumarinas, hidrocarbonetos terpênicos.

Origem

Regiões próximas ao Mediterrânio.

Aspectos Históricos

O funcho é uma das ervas cultivadas mais antigas, e era muito apreciada pelos Romanos. Por isso, os gladiadores ferozes e rudes misturavam-no na sua ração diária, e aqueles que eram vencedores levavam uma coroa de funcho.

Quando participavam em muitos banquetes, os guerreiros romanos comiam funcho para se manterem de boa saúde, enquanto as damas romanas o ingeriam para combater a obesidade. Toda planta da semente a raiz é comestível.

Era uma das nove ervas sagradas para os Anglo – Saxões, devido aos seus poderes contra o mal. Além disso, tem propriedades curativas. Em 812 d.C., Carlos Magno declarou que o funcho era essencial em qualquer jardim imperial.

Uso Fitoterápico

Tem ação

Carminativo

Antiespasmódico

Tônico

Galactogogo

Expectorante

Emenagogo

Estomáquico

Estimulante

Purificante

Antiinflamatório

Rubefasciente

Aromático

Indicado em

Dismenorréia

Dores musculares e reumáticas

Anorexia

Bronquite e tosses

Distúrbios urináriuos

Problemas oculares: conjuntivite, inflamações

Distúrbios digestivos: dispepsias, flatulências, cólicas, diarréias, azia, vômitos.

Estimulante de secreção láctea.

Males dos rins

Farmacologia

Devido aos óleos voláteis que contém, atua no aparelho digestivo, relaxando a musculatura estomáquica, aumentando o peristaltismo intestinal e reduzindo a produção de gases.

Favorece a secreção brônquica, removendo o excesso de muco do aparelho respiratório. Age prevenindo espasmos e cólicas do organismo. Estimula as funções biológicas. Seu teor em sais de potássio conferem-lhe propriedades diuréticas. Favorece a secreção láctea, sendo muito útil na amamentação.

Estimula a dilatação dos capilares, aumentando a circulação cutânea. Em altas doses estimula o fluxo menstrual.

Riscos

Não há referências na literatura consultada.

Fitoterápico

Uso Interno

Frutos secos

0,3 a 0,6g, três vezes ao dia por infusão.

Extrato fluido em 70% de álcool

0,8 a 2mL três vezes ao dia.

Sementes

Infuso: 10g em 1 litro de água fervente. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia.

Pó: 0,5 a 1,0g, três vezes ao dia.
Tintura: 1 a 5mL por dose.
Essência: 1 a 10 gotas em solução alcoólica, 2 vezes por dia.
Raiz: decocto: 25g em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia, no tratamento oligúria e gota.

Folhas

Infuso: 30g por litro de água. Tomar 1 copo antes das refeições.
Vinho medicinal (tônico): mascerar por dez dias 30g de sementes em 1 litro de vinho. Coar e tomar 1 cálice antes dormir.

Uso Externo

Folhas: cataplasma
Óleo essencial: dentifrícios: como fortificante das gengivas.
Linimento: para dores musculares e reumáticas.
Sementes: banhos e vaporizações faciais.
Compressas do infuso nas inflamações oculares.

Bibliografia

Balbach,A. As Plantas Curam. Itaquaquecetuba: Vida Plena, 2ªedição, 1993, p. 120.
Bremness,L. Plantas Aromáticas. São Paulo: Civilização, 1993, p. 43.
-Corrêa,A.D.; Batista,R.S.; Quintas,L.E.M. Do Cultivo à Terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.133-134.
Francisco,I.; Hertwig,V. Plantas Aromáticas e Medicinais. São Paulo: Ícone, 1986, p. 266-273.
Júnior,C.C.; Ming,L.C.; Scheffer,M.C. Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal: Funep/Unesp, 2ªedição, 1994, p. 97.
Martins,R.E.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p. 129-130.
Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo: Ibrasa, 1998, p.109-110.
Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ªedição, 1989, p.122-123.
Teske,M.; Trenttini,A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997, p. 136-138.

Fonte: www.unilavras.edu.br

Funcho

Nome científico: Foeniculum vulgare
Sinónimos botânicos: Anethum foeniculum L ., Anethum pannorium Roxburgh, Foeniculum foeniculum (L.) H. Karst., Foeniculum officinale All., Foeniculum pannorium (Roxburgh) DC., Ligusticum foeniculum (L.) Crantz, Meum foeniculum (L.) Spreng., Selinum foeniculum (L.) E.H.L. Krause, Seseli foeniculum (L.) Koso-Pol.
Nome comum: Funcho
Nomes populares: Funcho, Erva-Doce, Fiolho.
Família: Apiaceae.
Origem: Mediterrâneo

Funcho

Habitat

O Funcho é uma erva espontânea em várias zonas do Mundo, cresce em grandes extensões de terreno e em jardins.

História

A sua origem remonta á época dos romanos, que se adornavam com grinaldas de funcho, dado que também lhe eram atríbuidas propriedades afrodisíacas. Também era usado para enfeitar a tocha olímpica da maratona com os seus caules. A sua denominação provém do termo latino foenum (feno) devido á sua fragância.

Descrição

Planta herbácea vivaz, bienal para produção de fruto ou anual para produção de folhas. É dotada de um caule erecto, finamente canelado, apresentando folhas alternas recortadas em segmentos filiformes. No cimo deste caule ramificado aparecem umbelas compostas, formadas de diminutas flores amarelas. Os frutos são diaquênios com saliências longitudinais. Toda a planta liberta um perfume aromático. O funcho é actualmente cultivado, sob a forma de numerosos cultivares, tanto nos campos como nos jardins.

Sementeira

Na Primavera e no Verão com distâncias entre plantas na linha de 15 a 20 cm.

Transplantação

4 a 6 semanas depois de semeado em alvéolos.

Luz

Sol

Solos

Profundos de textura média, frescos e férteis, com boa drenagem. É tolerante á salinidade e à acidez.

Temperatura

O Funcho não tolera geadas e está mais adaptado ao calor.

Rega

Particularmente importante na fase de formação do pseudobolbo, para evitar a floração precoce.

Adubação

Adubar com adubo orgânico

Floração

Verão

Pragas e doenças

Lepidópteros ( Spodoptera littoralis ) e Agrostis spp .. Como doenças mais importantes a Botrytis cinerea , Pythium spp. e Sclerotinia sclerotiorum .

Multiplicação

O Funcho propaga-se por semente.

Colheita

Colher os frutos em Setembro, Outubro. As sementes quando tiverem maduras e devem ser secas e escolhidas.

Conservação

Conservar as sementes de Funcho em local seco dentro de invólucros bem fechados.

Aplicações medicinais

Partes utilizadas

Frutos (sementes), bases dos pecíolos e bainhas das folhas. As raízes do Funcho também são utilizadas em fitoterapia.

Propriedades

Aromático, estimulante, expectorante, purificante, rubefasciente, tónico.

Componentes

Contém até 6% de um óleo essencial, cujos principais componentes são o anetol e a fenchona, possuindo também albuminas, açúcares e mucilagem. trans-anetolo, estragolo, fencone, alfa-fellandrene.

Indicações

As sementes têm um efeito espasmolítico (músculos lisos), analgésico (cólicas) e carminativo (eliminação de gases intestinais). As tisanas à base de funcho são recomendadas contra a diarréia assim como contra a obstipação, para favorecerem a secreção láctea, contra as doenças do aparelho urinário e no tratamento complementar da diabetes.

A essência de funcho serve para fabricar uma água de funcho (Aqua foeniculi) usada em gargarejos e para lavagens oculares.

Contra-indicações

Não usar na gravidez e em asmáticos com forte tendência alérgica.

Outros usos

O funcho é usado industrialmente na cosmética, confeitaria e fabrico de licores. É uma excelente planta melífera. Com um intenso aroma que faz lembrar o anis, combina muito bem com natas e é também óptimo para rechear a barriga de um peixe que vá a assar. As suas folhas picadas resultam igualmente sobre saladas, batatas, pratos de arroz ou em molhos para pastas.

Fonte: www.loja.jardicentro.pt

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