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Funcho

 

Nome Científico: Foeniculum vulgare

Características

O funcho é originário da região do Mediterrâneo, norte da África e oeste da Ásia.

Também conhecido como anis-doce ou maratro, foi introduzida no Brasil pelos primeiros colonos europeus, tamanha a importância medicinal que lhe atribuíam.

De caule ereto, ramoso, dá pequenas flores amarelas e pode chegar a 2m de altura.

Existem várias espécies e variedades de funcho, cujas sementes variam muito de sabor. É muito confundido com o anis, porque ambos recebem, em diferentes regiões, o nome de erva doce.

Indicações e Usos

Suas folhas são muito ricas em fibras (material importante para o bom funcionamento intestinal) e podem ser consumidas como verdura, em saladas cruas; contém boa quantidade de vitamina C, cálcio, fósforo e ferro, e doses menores de vitamina B. As folhas do funcho têm uma ação especial sobre as secreções das glândulas, notadamente sobre a formação de leite. Estimula a digestão impedindo a formação de gases intestinais. Considerada uma verdura "leve", é indicada em todos os processos inflamatórios do estômago e intestinos. Também tem uma ação diurética. Suas sementes - que chamamos equivocadamente de "anis" - têm sabor doce, quase picante, e são muito usadas em bolos, doces, pães e licores. O chá das sementes tem um suave efeito expectorante (elimina catarros e secreções), combate cólicas e gases e ativa a formação do leite materno. No período da amamentação, esta erva estimula a produção de leite.

Mastigar sementes de funcho perfuma o hálito.

A família das Umbelíferas pertence o funcho (Foeniculum officinale), que no estado silvestre se encontra nas sebes, margens dos campos, entulhos e entre as rochas.

Corta-se a planta a 5 cm do solo, desenterram-se os renovos e dispõem-se atados numa cova que se recobre cuidadosamente com Palha ou terra. No segundo ano transplantam-se as plantas mais desenvolvidas para o campo propriamente dito, onde as flores e os frutos amadurecem. Plantam-se de dois em dois à distância de 50 a 70 centímetros.

O tempo da germinação é de três semanas. As umbelas centrais, que são as primeiras, formam os melhores frutos. O teor de óleo essencial aumenta durante a conservação por todo o inverno.

Composição e Propriedades

O óleo contido nos frutos na proporção de 4,5 % deve ser considerado o principal elemento ativo. Encontram-se, também, no funcho, de 9 a 12%, óleo gorduroso, proteína, fécula e açúcar. O óleo de funcho consiste sobretudo em 50 a 60% de anetol, um derivado de fenilpropano, além de diferentes compostos terpênicos, dpineno, dipenteno, canfeno, d-limonemo, etc. O pineno, numa proporção aproximada de 20 %, produz sabor amargo e conforado.

O efeito é principalmente determinado pelo óleo essencial, sobretudo pelo anetol que constitui um bom meio de expectoração. Acelera a atividade dos epitélios vibráteis das vias respiratórias. Além disso, o óleo possui a capacidade de eliminar as flatulências e fomentar a digestão. O efeito do emprego popular de cozimentos de funcho nas inflamações das pálpebras não está cientificamente comprovado.

Emprego Como Remédio

O funcho é proveitoso no catarro bronquial, asma, tosse renitente, flatulência intestinal, astenia gastrintestinal e prisão de ventre crônica.

No emprego como infusão expectorante, misturam-se para maior eficácia 26 g de funcho, 25 g de líquen e 25 g de malvaísco; deita-se sobre uma colherada desta mistura uma xícara de água fervente; deixa-se repousar durante quinze minutos e bebem-se, durante o dia, várias xícaras quentes.

Para emprego como infusão contra as flatulências, misturam-se 25 g de funcho, 25 de anis, 25 de coentro e 25 de cominho; prepara-se uma infusão com uma colherada desta mistura, e tomam-se uma ou duas xícaras por dia.

Só com os frutos, prepara-se uma bebida com água ou leite, que as mães gostam de dar aos pequenos para combater os flatos e resfriados.

Emprego Como Condimento

Os rebentos recentes empregam-se muito na Europa Meridional como verdura. Trata-se, quase sempre, não do funcho de especiaria (Foeniculum vulgare ou officinale), mas sim do chamado funcho comestível ou doce (Foeniculum dulce).

Como condimento, os frutos têm os requisitos necessários. Empregam-se inteiros, porque partidos ou moídos perdem o aroma. Os frutos ou o óleo que deles se obtém empregam-se como condimento popular, principalmente em confeitaria, sopas, flans, pudins. Também se empregam os frutos e os gomos meio maduros com agrado para juntar aos pepinos e ao chucrute, quase sempre em combinação com o endro e estragão. As folhas tenras e os gomos recentes constituem um acréscimo para saladas, pepinos e molhos de ervas. As folhas, sós, são uma boa guarnição para pratos frios.

Fonte: www.geocities.com

Funcho

Originário da África, Ásia e Europa, o funcho, Foeniculum vulgare Mill. (APIACEAE) é uma das espécies integrantes do projeto "Produção, processamento e comercialização de ervas medicinais, condimentares e aromáticas", coordenado pela Embrapa Transferência de Tecnologia - Escritório de Negócios de Campinas (SP), a qual está sendo cultivada e multiplicada nas unidades demonstrativas da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), Embrapa Semi-Árido (Petrolina, PE) e nos Escritórios de Negócios de Dourados (MS), Canoinhas (SC) e Petrolina (PE). Esse projeto contempla também o treinamento de técnicos e a qualificação de pequenos agricultores e seus familiares na produção e manipulação de ervas, fundamentadas em boas práticas agrícolas.

DESCRIÇÃO BOTÂNICA

Planta perene ou bianual que pode atingir até 2 m de altura; caule estriado de onde saem os ramos; raiz em forma de fuso, da espessura de um dedo; folhas grandes, podendo medir até 30 cm de comprimento por 40 cm de largura, com pecíolos longos e bainhas envolventes, entumecidas e largas. As folhas apicais têm segmentos muito finos e delgados; flores dispostas em inflorescências do tipo umbela (o pedúnculo das flores se inserem na mesma altura do eixo principal), composta de 7 a 20 umbelas menores. As flores são amarelas, hermafroditas e compostas por cinco pétalas; fruto oblongo, composto por dois aquênios de aproximadamente 4 mm de comprimento por 2 mm de largura.

COMPOSIÇÃO QUÍMICA

Óleos essenciais (anetol, chavitol, funchona), açúcares, mucilagens, pectinas, taninos, ácido clorogênico e caféico, flavonóides, sais minerais, tocoferóis e cumarinas.

FORMA DE PROPAGAÇÃO

Sementes

CULTIVO

Adapta-se bem em diversos climas, com preferência para regiões temperadas com verões quentes, não resistindo às geadas. Vegeta bem em locais com luz solar direta e solos profundos, não muito argilosos, férteis e bem drenados. A adubação nitrogenada favorece o aumento do teor de óleos nos frutos, recomendando-se uma adubação com esterco de gado bem curtido, esterco de aves ou composto orgânico, quando necessário

COLHEITA E BENEFICIAMENTO

Os f rutos devem ser colhidos antes do amadurecimento devido às perdas na época da maturação.

REQUISITOS BÁSICOS PARA UMA PRODUÇÃO DE SUCESSO:

Utilizar sementes e material propagativo de boa qualidade e de origem conhecida: com identidade botânica (nome científico) e bom estado fitossanitário
O plantio deve ser realizado em solos livres de contaminações (metais pesados, resíduos químicos e coliformes
Focar a produção em plantas adaptadas ao clima e solo da região
É importante dimensionar a área de produção segundo a mão-de-obra disponível, uma vez que a atividade requer um trabalho intenso
O cultivo deve ser preferencialmente orgânico: sem aplicação de agrotóxicos, com rotação de culturas, diversificação de espécies, adubação orgânica e verde, controle natural de pragas e doenças
A água de irrigação deve ser limpa e de boa qualidade
A qualidade do produto é dependente dos teores das substâncias de interesse, sendo fundamentais os cuidados no manejo e colheita das plantas, assim como no beneficiamento e armazenamento da matéria prima
Além dos equipamentos de cultivo usuais, é neces sár ia uma unidade de secagem e armazenamento adequada para o tipo de produção
O mercado é bastante específico, sendo importante a integração entre produtor e comprador, evitando um número excessivo de intermediários, além da comercialização conjunta de vários agricultores, por meio de cooperativas ou grupos

REFERÊNCIAS

CORRÊA JÚNIOR, C.; MING, L. C.; SCHEFFER, M. C. Cultivo de plantas medicinais, condimentares e aromáticas. 2 ed. Jaboticabal, SP: FUNEP,1994, 162p: il
FERRI, M. G.; MENEZES, N. L. de; MONTEIRO-SCANAVACCA, W. R. Glossário Ilustrado de Botânica. 1 ed. São Paulo, SP: NOBEL, 1981, 197p, il.
JACOBS, B. E. M. Ervas: como cultivar e utilizar com sucesso. São Paulo, SP: NOBEL, 1995, 215p. il.
LOW, T.; RODD, T.; BERESFORD, R. Segredos e virtudes das plantas medicinais: um guia com centenas de plantas nativas e exóticas e seus poderes curativos. Reader´s Digest Livros. Rio de janeiro, RJ. 1994, 416p. il.
PANIZZA, S. Plantas que curam. 28 ed. São Paulo, SP: IBRASA,1997, 279p. il.
SARTÓRIO, M. L.; TRINDADE, C.; RESENDE, P.; MACHADO, J. R. Cultivo de plantas medicinais. Viçosa, MG: Aprenda Fácil, 2000, 260p: il.

Fonte: campinas.snt.embrapa.br

Funcho

Funcho
Sementes de funcho

É tanto uma erva quanto uma especiaria.

Todas as partes da planta são comestíveis: raiz, caule, folhas e sementes. Porém, são as sementes que são consideradas uma especiaria. Estas podem ser usadas inteiras ou trituradas.

Existem diversas variedades de funcho, como o tipo com bulbos e o tipo sem bulbos, mas com folhas muito aromáticas.

Também conhecido por erva-doce, justamente pela semelhança de paladar.

Usos

Sendo uma erva, suas folhas são utilizadas na cozinha francesa e italiana para aromatizar molhos para peixes e a maionese. Na Itália, é utilizada em porcos assados e salsichas picantes.

É tradicionalmente considerada uma das melhores ervas para o tempero de peixes. Ela também é usada para aromatizar pães e bolos.

É um dos ingredientes do chinês "Five Spices" e do curry. Os bulbos são usados principalmente para aromatizar pastéis de maçã, embutidos italianos e vinagres. As folhas servem para acompanhar saladas, feijão, carnes, molhos e massas. Os talos são consumidos como aspargos e as sementes aromatizam bebidas e massas. As suas folhas também podem ser usadas para decorar pratos.

Curiosidade

Vários licores são aromatizadas com funcho, incluindo gim. E foi usado na destilação do absinto. Não indicado para gestantes e lactantes pois é tóxico para bebês.

Nomes em outras línguas:

Inglês: fennel
Italiano: finocchio
Francês: fenouil

Fonte: gourmet.ig.com.br

Funcho

Nome Científico: Foeniculum vulgare (Mill) Gaertn.

Nome Popular: Erva – doce, fiolho de florema, fiolho doce, erva – doce – de – cabeça, finochio, funcho – doce.

Família: Umbelliferae.

Aspectos Agronômicos

O funcho se propaga pela semente, a qual normalmente é plantada no local definitivo da cultura.

Ele não deve ser cultivado perto de Coentro pois estas duas plantas se cruzam com facilidade e resultam em sementes de péssimas características aromáticas e sem as qualidades medicinais necessárias.

Em certos países o funcho se multiplica pela divisão de raízes, ou dos falsos – bulbos.

A planta vegeta bem em climas temperados, frios e tropicais. Na verdade pode produzir bem em climas de boa radiação solar e relativamente quentes. O ideal seria climas amenos.

O funcho prefere solos férteis, bem ensolarados, soltos, leves, capazes de serem convenientemente drenados, areno-argilosos, ou menos arenosos. Ele não se desenvolve em solos argilosos duros.

Não se deve colher com os frutos secos, pois, em razão da queda destes, há muita perda.

Parte Utilizada

Fruto, folha e raiz.

Constituintes Químicos

Frutos: 10 a 18% de óleo graxo: ácidos oléico, linoléico, palmítico e petroselínico.

Óleo essencial 1,5 a 6%: Funchona (20%), anetol (50 a 87%), limoneno, ? - pineno, foeniculina.

Açúcares

4 a 5%.
Mucilagens, pectinas, taninos.
Ácidos clorogênicos e caféico.
Flavonóides, sais minerais, matérias protéicas.

Folhas: Flavonóides derivados da quercetina.

Raízes: Óleo essencial (0,12%).

Ácidos orgânicos

Málico, cítrico, cumário, cinâmico, ferrúlico, quínico.
Sais minerais, compostos fenólicos, cumarinas, hidrocarbonetos terpênicos.

Origem

Regiões próximas ao Mediterrânio.

História

O funcho é uma das ervas cultivadas mais antigas, e era muito apreciada pelos Romanos. Por isso, os gladiadores ferozes e rudes misturavam-no na sua ração diária, e aqueles que eram vencedores levavam uma coroa de funcho.

Quando participavam em muitos banquetes, os guerreiros romanos comiam funcho para se manterem de boa saúde, enquanto as damas romanas o ingeriam para combater a obesidade. Toda planta da semente a raiz é comestível.

Era uma das nove ervas sagradas para os Anglo – Saxões, devido aos seus poderes contra o mal. Além disso, tem propriedades curativas. Em 812 d.C., Carlos Magno declarou que o funcho era essencial em qualquer jardim imperial.

Uso Fitoterápico

Tem ação:

Carminativo
Antiespasmódico
Tônico
Galactogogo
Expectorante
Emenagogo
EstomáquicoEstimulante
Purificante
Antiinflamatório
Rubefasciente
Aromático

Indicado em:

Dismenorréia
Dores musculares e reumáticas
Anorexia
Bronquite e tosses
Distúrbios urináriuos
Problemas oculares:
conjuntivite, inflamações
Distúrbios digestivos:
dispepsias, flatulências, cólicas, diarréias, azia, vômitos.
Estimulante de secreção láctea.
Males dos rins

Farmacologia

Devido aos óleos voláteis que contém, atua no aparelho digestivo, relaxando a musculatura estomáquica, aumentando o peristaltismo intestinal e reduzindo a produção de gases.

Favorece a secreção brônquica, removendo o excesso de muco do aparelho respiratório. Age prevenindo espasmos e cólicas do organismo. Estimula as funções biológicas. Seu teor em sais de potássio conferem-lhe propriedades diuréticas. Favorece a secreção láctea, sendo muito útil na amamentação.

Estimula a dilatação dos capilares, aumentando a circulação cutânea. Em altas doses estimula o fluxo menstrual.

Riscos

Não há referências na literatura consultada.

Fitoterápico

Uso Interno

Frutos secos: 0,3 a 0,6g, três vezes ao dia por infusão.
Extrato fluido em 70% de álcool:
0,8 a 2mL três vezes ao dia.

Sementes

Infuso: 10g em 1 litro de água fervente. Tomar 3 a 5 xícaras ao dia.
Pó:
0,5 a 1,0g, três vezes ao dia.
Tintura: 1 a 5mL por dose.
Essência: 1 a 10 gotas em solução alcoólica, 2 vezes por dia.
Raiz: decocto: 25g em 1 litro de água. Tomar 3 xícaras ao dia, no tratamento oligúria e gota.

Folhas

Infuso: 30g por litro de água. Tomar 1 copo antes das refeições.
Vinho medicinal (tônico): mascerar por dez dias 30g de sementes em 1 litro de vinho. Coar e tomar 1 cálice antes dormir.

Uso Externo

Folhas: cataplasma
Óleo essencial: dentifrícios: como fortificante das gengivas.
Linimento: para dores musculares e reumáticas.
Sementes: banhos e vaporizações faciais.
Compressas do infuso nas inflamações oculares.

Bibliografia

Balbach,A. As Plantas Curam. Itaquaquecetuba: Vida Plena, 2ªedição, 1993, p. 120.
Bremness,L. Plantas Aromáticas. São Paulo: Civilização, 1993, p. 43.
-Corrêa,A.D.; Batista,R.S.; Quintas,L.E.M. Do Cultivo à Terapêutica. Plantas Medicinais. Petrópolis: Vozes, 1998, p.133-134.
Francisco,I.; Hertwig,V. Plantas Aromáticas e Medicinais. São Paulo: Ícone, 1986, p. 266-273.
Júnior,C.C.; Ming,L.C.; Scheffer,M.C. Cultivo de Plantas Medicinais, Condimentares e Aromáticas. Jaboticabal: Funep/Unesp, 2ªedição, 1994, p. 97.
Martins,R.E.; Castro,D.M.; Castellani,D.C.; Dias,J.E. Plantas Medicinais. Viçosa: UFV, 2000, p. 129-130.
Panizza,S. Cheiro de Mato. Plantas Que Curam. São Paulo: Ibrasa, 1998, p.109-110.
Sanguinetti,E.E. Plantas Que Curam. Porto Alegre: Rígel, 2ªedição, 1989, p.122-123.
Teske,M.; Trenttini,A.M.M. Compêndio de Fitoterapia. Paraná: Herbarium, 3ªedição, 1997, p. 136-138.

Fonte: www.unilavras.edu.br

Funcho

O funcho é um legume muito versátil que desempenha um importante papel na cultura alimentar de muitos países europeus, especialmente em França e Itália.

A sua reputação remonta aos primeiros tempos e reflecte-se nas tradições mitológicas.

Nos mitos Gregos, o funcho ficou associado a Dionísio, o Deus Grego dos Alimentos e do Vinho, sendo também parte da mitologia popular que foi através de um caule de funcho que o conhecimento dos deuses transitou para os homens.

O funcho é composto por um bolbo branco ou verde pálido a partir do qual o caule cresce. O caule é coberto por ramagens verdes, perto das quais flores crescem e produzem sementes. O bolbo, caule, folhas e sementes são comestíveis.

O funcho pertence à família das Umbellifereae, portanto é estritamente relacionado com as cenouras, salsa, endro e coentros.

O sabor aromático do funcho é único, relembrando mesmo o licor de anis, tanto que é muitas vezes, e erradamente, referido como anis em muitos mercados. A textura do funcho é similar à do aipo, ou seja crocante e ligeiramente estriada.

O nome científico do funcho é Foeniculum Vulgare.

Fonte: www.alimentacaosaudavel.org

Funcho

Funcho
Funcho - Erva-doce

Nome científico: Foeniculum vulgare Mill.

Família: Apiaceae.

Sinônimos botânicos: Anethum foeniculum L., Anethum pannorium Roxburgh, Foeniculum foeniculum (L.) H. Karst., Foeniculum officinale All., Foeniculum pannorium (Roxburgh) DC., Ligusticum foeniculum (L.) Crantz, Meum foeniculum (L.) Spreng., Selinum foeniculum (L.) E.H.L. Krause, Seseli foeniculum (L.) Koso-Pol.

Outros nomes populares: Erva-doce, fiolho, fiolho-de-florena, fiolho-doce; fennel, finocchio selvatico (ingles).

Constituintes químicos: Trans-anetolo, estragolo, fencone, alfa-fellandrene.

Propriedades medicinais: Aperiente, aromático, emenagoga, estimulante, expectorante, galactogogo, purificante, rubefasciente, tônico.

Indicações: Azia, bronquite, caimbra, cólica, cólica por gases, conjuntivite, diarréia, dismenorréia, dispepsia, distúrbio urinário, dor muscular e reumática, espasmo, estômago, fígado, gases, gripe, inflamação, mal dos rins, menstruação irregular, problema ocular, tosse, vômito.

Parte utilizada: Sementes.

Contra-indicações/cuidados: Não usar na gravidez e em asmáticos com forte tendência alérgica.

Modo de usar: Podem ser usadas freqüentemente as sementes em preparações de chás em associação com erva-doce, tomilho, senna, etc. Muito útil também o óleo essencial, em cápsulas depois das refeições.

Fonte: www.plantamed.com.br

Funcho

Funcho: (Foeniculum vulgare)

De origem mediterrânea, o Funcho é uma planta herbácea que pode chegar até 2 metros de altura, com caule estriado, de onde saem os ramos; suas folhas se desenvolvem na base da planta e apresentam bainhas muito intumescidas e largas, que se envolvem formando uma espécie de bulbo (a cabeça do Funcho), o qual é comestível; as flores são de cor amarelo-esverdeada, reúnem-se sob a forma de umbela; a raiz é fusiforme, de grossura de um dedo, que deve ser colhida na primavera. 

O fruto desta planta constitui a droga vegetal, caracterizado por ser do tipo cremocarpo, oblongo, quase cilíndrico, às vezes ovóide, direito ou levemente arqueado, de 4 a 5 mm de comprimento por 2 a 4 mm de largura, glabro e de cor verde-acinzentada ou verde-pardacenta. No ápice, apresenta estilopódio bifurcado. Os dois mericarpos, geralmente unidos, apresentam cinco arestas muito salientes, fortemente crenadas, das quais as duas marginais são um pouco mais desenvolvidas do que as outras; as valéculas são muito estreitas e contêm quatro canais secretores de óleo essencial na parte dorsal e dois na parte comisural.

Toda a planta exala um odor forte, aromático, semelhante ao do anetol, com sabor doce e aromático.

Difere-se da Erva Doce pela cor de suas flores, sendo amarelas, enquanto as da Erva Doce são brancas e o formato dos frutos, sendo oblongos, ao passo que os da Erva Doce são ligeiramente arredondados.

Para se separar a essência desta planta, esmagam-se e destilam-se imediatamente os frutos e o resíduo desta extração serve de alimento para o gado.

Nome Científico: Foeniculum vulgare Miller.

Sinonímia: Foeniculum capillaceum Gillib.; Foeniculum Dulce DC; Anethum foeniculum L.; Foeniculum vulgare All.; Foeniculum foeniculum (L.) Karsten.

Família Botânica: Apiaceae (Umbelliferae).

Parte Utilizada: Fruto.

Indicações e Ações Farmacológicas: Os frutos do Funcho são indicados na inapetência, nas dispepsias hiposecretoras, na flatulência, nos espasmos gastrintestinais, nas diarréias, na dismenorréia, nas dores musculares e reumáticas, na bronquite, na asma e na lactância. É muito utilizada como aromatizante.

O óleo essencial produz um efeito carminativo ao estimular a motilidade gástrica, é eupéptico, antiespasmódico, estrogênico, anti-séptico, mucolítico e expectorante. Em doses elevadas é emenagogo. É estimulante da secreção láctea.

Externamente é antiinflamatório e reepitelizante. Em Perfumaria os perfumes adotam notas anizadas.

Toxicidade/Contra-indicações: Em doses elevadas, o anetol presente no óleo essencial, é neurotóxico, com um possível efeito convulsivante, além de potencializar o sono em pacientes que façam uso de pentobarbital.

É contra-indicado o uso em síndromes que promovam o hiperestrogenismo. Não se recomenda a administração por via interna durante a gravidez, para crianças menores de seis anos de idade, para pacientes com gastrite, úlceras gastroduodenais, síndrome do cólon irritável, colites ulcerosas, doença de Crohn, afecções hepáticas, epilepsia, doença de Parkinson, ou outras enfermidades neurológicas. Não utilizar topicamente em crianças pequenas e pessoas com alergias respiratórias ou hipersensibilidade a óleos essenciais.

Dosagem e Modo de Usar:

Infusão: 10 a 30 g/l, infundindo por 10 minutos. Uma xícara depois das refeições; 
Extrato Seco (5:1): 0,3 a 2 gramas por dia (1 grama equivale a 5 gramas da planta seca);
Tintura (1:10): 50 gotas, uma a três vezes ao dia;
Extrato Fluido (1:1): 20 a 30 gotas, três vezes ao dia.
Pó: 1 a 4 gramas ao dia, em cápsulas de 300-500 mg.

Fonte: titofarma.com.br

Funcho

Funcho
Sementes de funcho

O funcho, ou foeniculum vulgare, é um legume da família das Umbelíferas, também chamado funcho de Florença ou funcho doce, de que se utilizam as sementes, as folhas e o bolbo.

É usado como especiaria, erva aromática ou legume, mas vamos falar agora apenas do legume.

Os gregos e os romanos já o conheciam, mas foi na Idade Média que os italianos, devido a uma grande fome, recorreram ao funcho para se alimentarem.

Existem duas variedades no mercado: a redonda, azoricum, e a oblonga, piperitum, conhecida por funcho bravo ou amargo. Em Portugal é usado muito recentemente, e graças à adesão forte à cozinha italiana.

O funcho, que é muito aromático, é pouco nutritivo, tendo celulose, vitaminas, hidratos de carbono e proteínas.

Devem escolher-se os mais pesados, redondos, brancos e sem manchas, com folhas que se partem com facilidade sem dobrar.

Conserva-se 1 semana no frigorífico bem embalado ou congelado no máximo 6 meses após ser escaldado e refrescado.

Ao preparar o funcho, retira-se as folhas verdes e as danificadas e corta-se a base.

O seu sabor anisado e muito intenso liga como acompanhamento, cru ou cozinhado, em saladas ou frito depois de cozido e passado por um polme.
O seu consumo facilita a digestão e combate a prisão de ventre.

Análise nutricional (por 100g)

Proteínas: 1,24g
Hidratos de carbono: 4,19g
Fibra: 3,1g
Vitamina A: 13ug
Vitamina C: 12mg
Cálcio: 49mg
Fósforo: 50g
Magnésio: 17mg
Ferro: 0,73mg
Potássio: 414mg
Zinco: 0,20mg
Sódio: 52mg

Referências

Cozinhar com vegetais, Maria de Lourdes Modesto, Verbo.
A Saúde pela Alimentação, vol. 1, Jorge D. Pamplona Roger, Publicadora Atlântico.

Fonte: www.centrovegetariano.org

Funcho

Nome científico: Foeniculum vulgare
Sinónimos botânicos: Anethum foeniculum L ., Anethum pannorium Roxburgh, Foeniculum foeniculum (L.) H. Karst., Foeniculum officinale All., Foeniculum pannorium (Roxburgh) DC., Ligusticum foeniculum (L.) Crantz, Meum foeniculum (L.) Spreng., Selinum foeniculum (L.) E.H.L. Krause, Seseli foeniculum (L.) Koso-Pol.
Nome comum: Funcho
Nomes populares: Funcho, Erva-Doce, Fiolho.
Família: Apiaceae.
Origem: Mediterrâneo

Funcho
Funcho

Habitat

O Funcho é uma erva espontânea em várias zonas do Mundo, cresce em grandes extensões de terreno e em jardins.

Funcho

História

A sua origem remonta á época dos romanos, que se adornavam com grinaldas de funcho, dado que também lhe eram atríbuidas propriedades afrodisíacas.

Também era usado para enfeitar a tocha olímpica da maratona com os seus caules. A sua denominação provém do termo latino foenum (feno) devido á sua fragância.

Descrição

Planta herbácea vivaz, bienal para produção de fruto ou anual para produção de folhas. É dotada de um caule erecto, finamente canelado, apresentando folhas alternas recortadas em segmentos filiformes. No cimo deste caule ramificado aparecem umbelas compostas, formadas de diminutas flores amarelas. Os frutos são diaquênios com saliências longitudinais. Toda a planta liberta um perfume aromático. O funcho é actualmente cultivado, sob a forma de numerosos cultivares, tanto nos campos como nos jardins.

Sementeira

Na Primavera e no Verão com distâncias entre plantas na linha de 15 a 20 cm.

Transplantação

4 a 6 semanas depois de semeado em alvéolos.

Luz

Sol

Solos

Profundos de textura média, frescos e férteis, com boa drenagem. É tolerante á salinidade e à acidez.

Temperatura

O Funcho não tolera geadas e está mais adaptado ao calor.

Rega

Particularmente importante na fase de formação do pseudobolbo, para evitar a floração precoce.

Adubação

Adubar com adubo orgânico

Floração

Verão

Pragas e doenças

Lepidópteros ( Spodoptera littoralis ) e Agrostis spp .. Como doenças mais importantes a Botrytis cinerea , Pythium spp. e Sclerotinia sclerotiorum .

Multiplicação

O Funcho propaga-se por semente.

Colheita

Colher os frutos em Setembro, Outubro. As sementes quando tiverem maduras e devem ser secas e escolhidas.

Conservação

Conservar as sementes de Funcho em local seco dentro de invólucros bem fechados.

Partes utilizadas

Frutos (sementes), bases dos pecíolos e bainhas das folhas. As raízes do Funcho também são utilizadas em fitoterapia.

Propriedades

Aromático, estimulante, expectorante, purificante, rubefasciente, tónico.

Componentes

Contém até 6% de um óleo essencial, cujos principais componentes são o anetol e a fenchona, possuindo também albuminas, açúcares e mucilagem. trans-anetolo, estragolo, fencone, alfa-fellandrene.

Indicações

As sementes têm um efeito espasmolítico (músculos lisos), analgésico (cólicas) e carminativo (eliminação de gases intestinais). As tisanas à base de funcho são recomendadas contra a diarréia assim como contra a obstipação, para favorecerem a secreção láctea, contra as doenças do aparelho urinário e no tratamento complementar da diabetes.

A essência de funcho serve para fabricar uma água de funcho (Aqua foeniculi) usada em gargarejos e para lavagens oculares.

Contra-indicações

Não usar na gravidez e em asmáticos com forte tendência alérgica.

Outros usos

O funcho é usado industrialmente na cosmética, confeitaria e fabrico de licores. É uma excelente planta melífera. Com um intenso aroma que faz lembrar o anis, combina muito bem com natas e é também óptimo para rechear a barriga de um peixe que vá a assar. As suas folhas picadas resultam igualmente sobre saladas, batatas, pratos de arroz ou em molhos para pastas.

Fonte: www.loja.jardicentro.pt

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