
Originário da África, Ásia e Europa, o funcho, Foeniculum vulgare Mill. (APIACEAE) é uma das espécies integrantes do projeto "Produção, processamento e comercialização de ervas medicinais, condimentares e aromáticas", coordenado pela Embrapa Transferência de Tecnologia - Escritório de Negócios de Campinas (SP), a qual está sendo cultivada e multiplicada nas unidades demonstrativas da Embrapa Pantanal (Corumbá, MS), Embrapa Semi-Árido (Petrolina, PE) e nos Escritórios de Negócios de Dourados (MS), Canoinhas (SC) e Petrolina (PE). Esse projeto contempla também o treinamento de técnicos e a qualificação de pequenos agricultores e seus familiares na produção e manipulação de ervas, fundamentadas em boas práticas agrícolas.
Planta perene ou bianual que pode atingir até 2 m de altura; caule estriado de onde saem os ramos; raiz em forma de fuso, da espessura de um dedo; folhas grandes, podendo medir até 30 cm de comprimento por 40 cm de largura, com pecíolos longos e bainhas envolventes, entumecidas e largas. As folhas apicais têm segmentos muito finos e delgados; flores dispostas em inflorescências do tipo umbela (o pedúnculo das flores se inserem na mesma altura do eixo principal), composta de 7 a 20 umbelas menores. As flores são amarelas, hermafroditas e compostas por cinco pétalas; fruto oblongo, composto por dois aquênios de aproximadamente 4 mm de comprimento por 2 mm de largura.
Óleos essenciais (anetol, chavitol, funchona), açúcares, mucilagens, pectinas, taninos, ácido clorogênico e caféico, flavonóides, sais minerais, tocoferóis e cumarinas.
Sementes
Adapta-se bem em diversos climas, com preferência para regiões temperadas com verões quentes, não resistindo às geadas. Vegeta bem em locais com luz solar direta e solos profundos, não muito argilosos, férteis e bem drenados. A adubação nitrogenada favorece o aumento do teor de óleos nos frutos, recomendando-se uma adubação com esterco de gado bem curtido, esterco de aves ou composto orgânico, quando necessário
Os f rutos devem ser colhidos antes do amadurecimento devido às perdas na época da maturação.
Utilizar sementes e material propagativo de boa qualidade e de origem conhecida: com identidade botânica (nome científico) e bom estado fitossanitário
O plantio deve ser realizado em solos livres de contaminações (metais pesados, resíduos químicos e coliformes
Focar a produção em plantas adaptadas ao clima e solo da região
É importante dimensionar a área de produção segundo a mão-de-obra disponível, uma vez que a atividade requer um trabalho intenso
O cultivo deve ser preferencialmente orgânico: sem aplicação de agrotóxicos, com rotação de culturas, diversificação de espécies, adubação orgânica e verde, controle natural de pragas e doenças
A água de irrigação deve ser limpa e de boa qualidade
A qualidade do produto é dependente dos teores das substâncias de interesse, sendo fundamentais os cuidados no manejo e colheita das plantas, assim como no beneficiamento e armazenamento da matéria prima
Além dos equipamentos de cultivo usuais, é neces sár ia uma unidade de secagem e armazenamento adequada para o tipo de produção
O mercado é bastante específico, sendo importante a integração entre produtor e comprador, evitando um número excessivo de intermediários, além da comercialização conjunta de vários agricultores, por meio de cooperativas ou grupos
CORRÊA JÚNIOR, C.; MING, L. C.; SCHEFFER, M. C. Cultivo de plantas medicinais, condimentares e aromáticas. 2 ed. Jaboticabal, SP: FUNEP,1994, 162p: il
FERRI, M. G.; MENEZES, N. L. de; MONTEIRO-SCANAVACCA, W. R. Glossário Ilustrado de Botânica. 1 ed. São Paulo, SP: NOBEL, 1981, 197p, il.
JACOBS, B. E. M. Ervas: como cultivar e utilizar com sucesso. São Paulo, SP: NOBEL, 1995, 215p. il.
LOW, T.; RODD, T.; BERESFORD, R. Segredos e virtudes das plantas medicinais: um guia com centenas de plantas nativas e exóticas e seus poderes curativos. Reader´s Digest Livros. Rio de janeiro, RJ. 1994, 416p. il.
PANIZZA, S. Plantas que curam. 28 ed. São Paulo, SP: IBRASA,1997, 279p. il.
SARTÓRIO, M. L.; TRINDADE, C.; RESENDE, P.; MACHADO, J. R. Cultivo de plantas medicinais. Viçosa, MG: Aprenda Fácil, 2000, 260p: il.
Fonte: campinas.snt.embrapa.br

Foeniculum vulgare Mill.
Apiaceae.
Anethum foeniculum L., Anethum pannorium Roxburgh, Foeniculum foeniculum (L.) H. Karst., Foeniculum officinale All., Foeniculum pannorium (Roxburgh) DC., Ligusticum foeniculum (L.) Crantz, Meum foeniculum (L.) Spreng., Selinum foeniculum (L.) E.H.L. Krause, Seseli foeniculum (L.) Koso-Pol.
Erva-doce, fiolho, fiolho-de-florena, fiolho-doce; fennel, finocchio selvatico (ingles).
Trans-anetolo, estragolo, fencone, alfa-fellandrene.
Aperiente, aromático, emenagoga, estimulante, expectorante, galactogogo, purificante, rubefasciente, tônico.
Azia, bronquite, caimbra, cólica, cólica por gases, conjuntivite, diarréia, dismenorréia, dispepsia, distúrbio urinário, dor muscular e reumática, espasmo, estômago, fígado, gases, gripe, inflamação, mal dos rins, menstruação irregular, problema ocular, tosse, vômito.
Sementes.
Não usar na gravidez e em asmáticos com forte tendência alérgica.
Podem ser usadas freqüentemente as sementes em preparações de chás em associação com erva-doce, tomilho, senna, etc. Muito útil também o óleo essencial, em cápsulas depois das refeições.
Fonte: www.plantamed.com.br