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Funções Inorgânicas

Com dois ou mais é recomendado utilizar a numeração, conforme os exemplos abaixo:

Ciclo Naftaleno

Radicais:

metil (Carbono b)

b-metilnaftaleno

Ciclo Naftaleno

Radicais:

Metil (Carbono 1)

Etil (Carbono 3)

3-etil-1-metilnaftaleno

Hidrocarbonetos Cíclicos

São Hidrocarbonetos que apresentam cadeias fechadas.

Ciclanos, Cicloalcanos ou Cicloparafinas

São hidrocarbonetos cíclicos contendo apenas ligações simples.

Sua nomenclatura é simples: usamos a terminação ANO e colocamos antes do nome o prefixo CICLO, para indicar que a cadeia é cíclica.

Acompanhe alguns exemplos:

Ciclenos ou Cicloalcenos

São hidrocarbonetos cíclicos contendo uma ligação dupla. Sua nomenclatura é igual a dos Alcenos, acrescido do prefixo CICLO antes do nome do composto.

Não há necessidade de numerar a posição da dupla ligação.

Veja abaixo:

Aromáticos

São aqueles que possuem pelo menos um anel aromático. Não seguem normas de nomenclatura, tendo cada um nomes próprios.

Os mais comuns são:


Benzeno


Tolueno


Naftaleno


Antraceno


Fenantreno

Assim como os Hidrocarbonetos aromáticos possuem nomes característicos, que não seguem regras comuns de nomenclatura, seus radicais também possuem nomes próprios.

Os dois mais comuns são:


Fenil


Benzil

Tenha bastante atenção em um detalhe: o radical proveniente do Benzeno é o Fenil, enquanto o radical que vem do Tolueno é o Benzil.

Radicais Derivados dos Alcanos

Radical é o grupo que se resulta ao se retirar um ou mais átomos de Hidrogênio de um Hidrocarboneto. Este radical deve vir acompanhado de um ponto ou traço, indicando a existência de um elétron livre, ou seja, uma valência livre. O conhecimento dos radicais é importante pois eles facilitam a nomenclatura dos compostos orgânicos. Sua nomenclatura é um pouco diferenciada, com o prefixo de numeração e o sufixo IL.

Nos casos onde existem várias possibilidades para a posição da valência livre, antes dos nomes são colocados prefixos para indicar a sua posição:

Prefixo Posição da Valência Livre Exemplos
n- a valência livre está na extremidade de uma cadeia normal. Seu uso não é obrigatório.
iso ou i- a valência livre está em uma cadeia cuja extremidade contém duas partes CH3.
neo a valência livre está em uma cadeia com um Carbono quaternário e cuja extremidade contém três partes CH3.
sec- ou s- a valência livre está em um Carbono Secundário.
tercio, terc- ou t- a valência livre está em um Carbono Terciário.

Existem também alguns radicais insaturados. Eles possuem nomes oficiais e usuais, sendo que o nome usual é geralmente mais utilizado.

Veja os radicais:

Estrutura Nome Oficial Nome Usual
Etenil Vinil
2-Propenil Alil
(Trif  

Haletos Orgânicos

Haletos Orgânicos são compostos originados dos Hidrocarbonetos, dos quais foram substituídos um ou mais átomos de Hidrogênio por um Halogênio (Flúor, Cloro , Bromo ou Iodo).

Possuem dois tipos de nomenclatura: a oficial e a usual.

Nomenclatura Oficial dos Haletos

Sua nomenclatura parece um pouco com a dos Hidrocarbonetos Ramificados, com algumas particularidades. Na nomenclatura oficial, para efeito de numeração da cadeia principal, os Halogênios não são considerados grupos funcionais, mas sim, como se fossem radicais. Por isso, se a cadeia for insaturada, o menor número deverá ser atribuído ao Carbono que apresenta a insaturação e, se houver ramificações, os radicais também têm prioridade sobre os Halogênios, ou seja, os radicais devem receber o menor número.

Veja as regras:

Determine qual é a cadeia principal, que é a maior seqüência de Carbonos.

Caso seja necessário indicar a posição do(s) halogênio(s), deve ser obedecida a escala de prioridade.

Coloque, numerados e separados por hífens, os nomes de todos os Halogênios presentes. Se o composto tiver dois ou mais halogênios iguais, indique suas posições e utilize os prefixos di, tri, tetra, etc respeitando a regra dos menores números.

Coloque, numerados e separados por hífens, os nomes dos radicais presentes, se o composto for ramificado. Aqui valem as regras comuns de Nomenclatura de Hidrocarbonetos Ramificados, não importando se são alcanos, alcenos, alcinos,  ciclos ou aromáticos.

Nomenclatura Usual dos Haletos

Este sistema de nomenclatura é parecido com a nomenclatura de sais inorgânicos. Só é válida para compostos monohalogenados e é relativamente simples. Basta colocar o nome do Halogênio seguido do sufixo -eto (Fluoreto, Cloreto, Brometo ou Iodeto) e o nome do radical preso ao Halogênio, geralmente seguido pela letra a.

Veja os exemplos:


Halogênio:Bromo


Radical:Benzila


Halogênio:Cloro
Radical:t-Butila
Halogênio:Flúor
Radical:Etila

Classificação dos Haletos Orgânicos

Os Haletos Orgânicos podem ser classificados de acordo com a posição e o número de Halogênios que ele contiver.

Posição dos Halogênios

De acordo com a posição, os Haletos são classificados em geminados, vicinais ou isolados. Os Haletos geminados são aqueles que possuem pelo menos 2 Halogênios presos a um mesmo Carbono. Os vicinais são aqueles que apresentam pelo menos 2 Halogênios presos em Carbonos consecutivos e os isolados não apresentam nenhuma das duas características.

Utilizando os exemplos anteriores, temos:


Haleto Geminado


Haleto Vicinal


Haleto Isolado

É importante lembrar que os Halogênios dos Haletos podem ou não ser iguais, isto não interfere em sua classificação.

Quantidade de Halogênios

Esta classificação é simples. Um Haleto é mono-halogenado quando tiver apenas uma Halogênio, di-halogenado quando tiver dois, e assim por diante.

Álcool

É considerado álcool todo composto que tiver uma Hidroxila ou Oxidrila (-OH) ligado a um Carbono  saturado e não-aromático.

Existem três sistemas de nomenclatura: oficial, usual e Nomenclatura de Kolbe, sendo que esta última é menos utilizada.

Nomenclatura Oficial dos Álcoois

É dada indicando a posição da Hidroxila através de numeração (para álcoois com mais de 2 Carbonos), o prefixo de numeração indicando a quantidade de Carbonos presentes na molécula e o sufixo OL, que indica a função álcool.

Veja as regras em um resumo:

O Carbono 1 será sempre o que estiver mais próximo da Hidroxila.

Quando a Hidroxila puder estar presente em mais de um Carbono, é necessário indicar sua posição.

Se o álcool for ramificado, a posição dos radicais deverá ser indicada através de numeração.

Quando o álcool tiver mais de uma Hidroxila, suas posições devem ser indicadas utilizando sempre os menores números possíveis. Antes do sufixo OL deverá ser indicada, através do prefixo di, tri, tetra, etc a quantidade de Hidroxilas presentes no álcool. Para álcoois onde o número de Hidroxilas é igual ao número de Carbonos, não é necessário indicar a posição das Hidroxilas.

Em álcoois insaturados, a posição da insaturação virá antes do nome do álcool e a posição da Hidroxila virá antes do prefixo OL, separada por hífens.

Vale a pena frisar que não existem naturalmente álcoois com duas ou mais Hidroxilas em um mesmo Carbono, pois tais compostos são instáveis e se decompõem naturalmente.

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