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Furacão

 

Rastro de Destruição

Furacão
Furacão

Formados no meio do oceano, os furacões perdem sua força ao chegarem ao continente. Em menos de duas semanas, já estão reduzidos pela metade. É tempo suficiente, no entanto, para causar muita destruição.

Ventos velozes

Os furacões - também chamados tufões - são grandes massas de ar que giram a alta velocidade sobre o mar. Podem ter centenas de quilômetros de diâmetro e demorar até dez dias para se dispersar. Eles são o resultado do encontro de grandes massas de ar quente e úmido, que se formam nas regiões tropicais dos oceanos, com massas de ar muito frio vindas dos pólos da Terra (Ártico ou Antártico).

Os ciclones que atingem o litoral brasileiro formam-se pelo encontro das massas de ar vindas do pólo Sul com as massas de ar aquecido do mar na região tropical. O encontro dessas duas massas de ar não produz necessariamente um furacão. Nesse encontro, elas tendem a preservar suas características, sem se misturarem. Na área de transição entre as duas formam-se as frentes, que podem ser frias ou quentes.

O ar frio, mais pesado, penetra por baixo do ar quente e úmido, mais leve, que sobe para camadas superiores da atmosfera em espirais ascendentes.

O ar frio condensa-se em vapor d'água e forma as imensas e pesadas nuvens que provocam grandes tempestades. Praticamente toda frente fria está associada a ventos ciclônicos, ou seja, a ventos giratórios em alta velocidade.

Dependendo da intensidade do vento e das variações de temperatura, podem ocorrer ciclones. Os furacões giram a uma velocidade superior a 120 km/h e alguns chegam a alcançar 320 km/h.

Estragos inevitáveis

Furacão
Furacão

Os furacões começam a perder força assim que entram em uma região continental, mais seca e por vezes com temperaturas mais amenas: 12 horas após a entrada no continente, sua intensidade se reduz pela metade. Antes disso, porém, podem gerar muitos estragos. Junto com os ventos, ondas enormes e chuvas violentas aumentam o poder de destruição dos ciclones quando estes alcançam a costa.

Em 1974, um furacão atingiu Honduras, na América Central, e deixou 8 mil mortos. A região registra outras grandes tragédias provocadas por ciclones e que fizeram milhares de vítimas. A pior de todas aconteceu em 1870, quando um furacão varreu as ilhas de Martinica, Barbados e St. Eustatius e causou a morte de 22 mil pessoas.

ENTENDA COMO SE FORMA UM FURACÃO

Geralmente os furacões ocorrem sobre os oceanos, em regiões onde a temperatura da água superficial ultrapassa 26°C.

A maior temperatura da água superficial provoca aumento no vapor de água presente na região mais baixa da atmosfera, favorecendo a formação de temporais.

O furacão ocorre quando vários temporais se organizam num vórtice, que envia o calor da superfície do oceano para as camadas mais altas da atmosfera. Portanto é de se esperar que o aumento na temperatura dos oceanos esteja associada ao aumento no número e na intensidade dos ciclones tropicais.

Você sabia?

Assim como existe uma escala para medir a força dos terremotos (Richter), há outra para verificar a intensidade dos furacões.

Chama-se escala de Beaufort, em homenagem a seu criador, o inglês Francis Beaufort. Vai de zero (quase sem vento) a 12 pontos (ventos acima de 120 km/h).

Fonte: www.escolavesper.com.br

Furacão

O que é um furacão?

O furacão é uma poderosa tempestade que produz ventos extremamente rápidos. Na realidade, o furacão é um ciclone (uma depressão) de forte intensidade.

Quando o furacão alcança o continente, ele provoca chuvas torrenciais de grande intensidade num curto intervalo de tempo.

Os furacões formam-se depois que os raios do Sol incidem durante vários dias sobre o oceano, provocando o aquecimento da massa de ar situada próximo de sua superfície líquida, quando a sua umidade se eleva.

No interior dos furacões, os ventos variam de 117 km/h a 300 km/h. Segundo a sua intensidade, o diâmetro do furacão pode atingir os 2.000 quilômetros e pode deslocar-se por vários milhares de quilômetros. Alguns se deslocam velocidade de 20 a 25km/h, apesar da velocidade excessiva dos ventos que o fazem girar.

Um fato curioso e notável é que no centro olho do furacão a tempestade é mais calma. Nesta zona, a pressão é muito baixa, podendo ocorrer ventos de somente 30 km/h.

Ciclone

É uma tempestade violenta que ocorre em que se formam em águas tropicais e quentes e a pode chegar a uma velocidade de120km/h , sistema de área de baixa pressão atmosférica em seu centro os ventos sopram para dentro desse centro com circulação fechada formando o famoso olho do ciclone, no hemisfério Norte, os ventos giram no sentido anti-horário; no Sul, no sentido horário.

Ciclone Extratropical

Sistema de área de baixa pressão atmosférica em seu centro. Também chamado de tempestade extratropical, pode chegar a 12km/h , ele é geralmente considerado um ciclone migratório encontrado nas médias e altas latitudes.

Ciclone Tropical

Sistema de área de baixa pressão atmosférica. Além de se desenvolver sobre as águas tropicais devido ás altas temperaturas e umidade, ele se movimenta de forma circular organizada. Dependendo dos ventos de sustentação da superfície, o fenômeno pode ser classificado como perturbação tropical, depressão tropical, tempestade tropical, furacão ou tufão. Na foto, o ciclone tropical Fay, de 2004, sobre a costa noroeste da Austrália.

CONDIÇÕES PRECURSORAS DO DESENVOLVIMENTO DE UM CICLONE TROPICAL

Temperaturas oceânicas de 27oC ou mais quentes
Ar úmido e muito quente
Pouco cisalhamento vertical nos primeiros 15 km.

Fonte: www.webartigos.com

Furacão

Como se forma um Furação?

Os furacões formam-se depois que os raios do Sol incidem durante vários dias sobre o oceano, provocando o aquecimento da massa de ar situada próximo de sua superfície líquida, quando a sua umidade se eleva. Quanto mais ar quente e úmido sobe, mais a temperatura diminui, o que favorece a condensação do vapor em gotas de chuva para formar as nuvens. Quanto mais umidade e calor existirem, mais evaporação irá ocorrer, o que poderia provocar o surgimento de várias centenas de tempestades.

Duas são as condições essenciais para a formação de um furacão. Em primeiro lugar, a evaporação de massa de água, além de ser suficiente, deve ocorrer acima dos oceanos, onde a temperatura varia entre 26,5º C e 27ºC. Esta última condição explica por que os furacões se formam sempre próximo dos trópicos. Aliás, é o calor liberado por ocasião da condensação do vapor d`água que dá ao furacão a sua potência. Em segundo lugar, a massa de tempestade deve situar-se ou se deslocar a 5º de latitude norte ou sul do equador, onde a força de Coriolis começa a ocorrer.

A força de Coriolis é um fenômeno produzido pela rotação da Terra ao redor de seu eixo. Esta força induz um movimento de rotação à massa tempestuosa, que começa a se enrolar sobre si mesma no sentido anti-horário no hemisfério norte e no sentido horário no hemisfério sul. À medida que se afasta do equador, a força de Coriolis é mais intensa, de modo que a rotação das massas tempestuosas será mais rápida e os ventos se tornarão mais rápidos.

Assim que o furacão toca o continente, ele encontra águas mais frias ao norte no hemisfério norte ou ao sul no hemisfério sul. O calor e a umidade necessários para a sua manutenção tornam-se insuficientes e começa o seu declínio. Além do mais, quando ele se desloca sobre o continente, o furacão perde rapidamente energia e velocidade em virtude de seu atrito com a superfície terrestre.

Se a trajetória do furacão o conduz para o equador, onde a força de Coriolis é nula, em conseqüência, além de perder a sua velocidade de rotação, ele se tornará uma mera massa tempestuosa.

No interior dos furacões, os ventos variam de 117 km/h a 300 km/h. Segundo a sua intensidade, o diâmetro do furacão pode atingir os 2.000 quilômetros e pode deslocar-se por vários milhares de quilômetros. Alguns se deslocam velocidade de 20 a 25km/h, apesar da velocidade excessiva dos ventos que o fazem girar.

Um fato curioso e notável é que no centro olho do furacão a tempestade é mais calma. Nesta zona, a pressão é muito baixa, podendo ocorrer ventos de somente 30km/h.

O maior perigo é quando um furacão atinge a costa, após ter percorrido uma grande extensão sobre o mar: produz então a denominada maré de tempestade. Um montículo de água se forma sob o centro do furacão, onde a água se eleva por aspiração. Sobre o oceano, esse relevo semelhante a uma bossa e ligeiramente visível vai crescendo à medida que se aproxima da costa. Ao tocar a costa, a água invade as terras, provocando destruições indescritíveis.

O tufão de Bangladesh, em 1970, causou a maior taxa de mortalidade; cerca de 300 mil pessoas submergiram em vagas inimagináveis. Recentemente, em 1992, o tufão Andrew, ao tocar a Flórida e a Louisiana, causou destruições avaliadas em quase 26 bilhões de dólares.

O que é

Em meteorologia, um furacão é um tipo de sistema de baixa-pressão que geralmente se forma nas regiões tropicais. Enquanto alguns em áreas povoadas, são considerados como furacões altamente destrutivos, nos trópicos é uma parte importante do sistema de circulação atmosférico que move calor da região equatorial para as latitudes mais altas.

O vocábulo Furacão tem origem no nome do deus Huracan, na maioria das línguas faladas na península do Iucatã na América Central, principalmente pelos Maias. Segundo a mitologia Maia o deus Huracan se incumbia da constante tarefa de destruir e reconstruir a natureza e por esta razão, possivelmente, foi associado s tormentas e tempestades. Os conquistadores espanhóis cooptaram a palavra para designar grandes tempestades e assim a transmitiram para outros idiomas.

Furacão
Furacão Catarina, no sul do Brasil

Como surgem os furacões?

1. Os furacões surgem numa zona de baixa pressão atmosférica, onde o ar mais leve tende a subir.
2.
Quando esse movimento ascendente acontece sobre um oceano tropical, a evaporação da água marinha faz com que as camadas mais baixas de atmosfera sejam ricas em vapor de água. A enorme quantidade de vapor d’água assim formada é transportada às mais elevadas e frias camadas da atmosfera.
3.
Ao alcançar as camadas superiores, o vapor se condensa dando origem à água. Durante um processo, uma parte do calor existente no vapor é liberada na atmosfera, re-aquecendo o ar em sua volta, que retorna parte superior. À medida que a diferença de temperatura entre as camadas superficiais e superiores da atmosfera aumenta, maior será a possibilidade do ciclone se transformar num furacão.
4.
Uma vez formado o furacão, ocorrem ventos horizontais na superfície, cada vez mais rápidos, provocados pelas massas de ar que se deslocam para ocupar o espaço deixado pelas massas de ar quente que sobem para as camadas superiores da atmosfera.

Classificação e terminologia

Furacões são classificados em três grupos principais: depressões tropicais, tempestades tropicais, e um terceiro grupo cujo nome depende da região.

Uma depressão tropical é um sistema organizado de nuvens e temporais com uma circulação de superfície definida sustentando ventos de menos de 17 metros por segundo (33 laços, 38 mph, ou 62 km/h). Não tem nenhum olho, e não tem a forma espiral de tempestades tipicamente poderosas.

Uma tempestade tropical é um sistema organizado de tempestades fortes com uma circulação de superfície definida sustentando ventos entre 17 e 33 metros por segundo (34 a 63 laços, 39 a 73 mph, ou 62 a 117 km/h). Neste momento, a forma ciclônica distintiva começa a desenvolver, entretanto um olho normalmente não é presente.

Os furacões são categorizados em escala de 01 a 05 de acordo com a força dos ventos denominada Escala de Furacões Saffir-Simpson. Um furacão categoria 01 tem as mais baixas velocidades do vento, enquanto um de categoria 5 tem a mais forte velocidade do vento. Estes são condições relativas, porque as tempestades de categoria menor às vezes podem infligir maior dano que categoria mais alta dependendo do local onde acontece o fenômeno. De fato, tempestades tropicais também podem produzir danos significantes e perda de vida, principalmente devido as inundações.

A definição de ventos contínuos recomendada pela Organização Meteorológica Mundial (WMO) é de uma média de dez minutos. Esta definição é adotada pela maioria dos países.

Porém, alguns países usam definições diferentes: por exemplo, os Estados Unidos definem ventos contínuos baseado em um 1 minuto média de vento medido a aproximadamente 10 metros (33 ft) sobre a superfície.

Também há uma versão polar ao furacão, chamado de ciclone ártico.

Estrutura

Um furacão forte consiste nos seguintes componentes:

Depressão: Todos os furacões giram ao redor de uma área de baixa pressão atmosférica perto da superfície da terra. As pressões registradas aos centros dos furacões estão entre as mais baixas e isso aconteça na superfície da Terra ao nível de mar.
Centro Morno:
São características dos furacões e são determinados pelo lançamento de grandes quantidades de calor oculto na condensação com ar úmido levado acima e seu vapor de água sendo condensado. Este calor é distribuído verticalmente, ao redor do centro da tempestade. Assim, em qualquer altitude, o ambiente dentro do ciclone está mais morno que seus ambientes exteriores.
Centro Denso Nublado (CDO em inglês):
É uma proteção densa de faixas de chuva e atividades de tempestades que cercam a parte central baixa. Furacões com CDO simétrico tendem a ser forte e bem desenvolvido.
Olho:
Um forte furacão terá uma área de ar no centro da circulação. No olho normalmente está tranqüilo e livre de nuvens (porém, o mar pode ser extremamente violento). Na superfície é que estão as temperaturas mais frias e a níveis superiores mais O olho normalmente é em forma circular, e pode variar em tamanho de 8 km para 200 km (5 milhas para 125 milhas) em diâmetro. Em furacões mais fracos, o CDO cobre o centro de circulação e resulta em nenhum olho visível.
Olho D’água:
É uma faixa circular de intensa transmissão de ventos que cercam o olho imediatamente. É às condições mais severas de um furacão.
Fluxo Externo:
Os níveis superiores de um furacão caracterizam ventos formados longe do centro da tempestade com uma rotação de inversa ao furacão. Ventos à superfície são fortemente ciclônicos, se enfraquecem com a altura, e eventualmente se invertem. É uma característica peculiar dos furacões.

Observações

Intensos furacões são um desafio para observação particular. Como eles são um fenômeno oceânico perigoso, estações de monitoramento de tempo estão raramente disponíveis no local da própria tempestade, a menos que esteja em uma ilha ou uma área litoral, ou um navio que é pego na tempestade. Até mesmo nestes casos, só será possível observar na periferia do furacão onde condições são menos catastróficas.

O ciclone também pode ser monitorado através de radar, e por satélites do tempo que usam luz visível e infravermelha.

Um ciclone, considerando-se a etimologia da palavra, é qualquer fenômeno de movimento atmosférico rotatório no sentido horário. Na meteorologia os movimentos no sentido anti-horário são denominados anti-ciclones. Como exemplo de ciclones podemos citar os tornados, os furacões, os tufões e outros movimentos que ocorrem quando do encontro de ventos contrários.

Apesar do ciclone ser constantemente confundido com furacão pela mídia, a meteorologia diferencia o ciclone (extra tropical) do furacão. Um furacão tem núcleo quente e se forma sobre águas quentes, em geral acima de 26 graus Celsius. Um ciclone extra tropical em geral é um fenômeno de latitudes médias e altas que se propaga até latitudes tropicais, associado comumente a frentes frias e ondas baroclínicas em altos níveis da troposfera.

O furacão da América é chamado de tufão na Ásia.

Estudo confirma que aquecimento cria furacões mais fortes

Um aumento das temperaturas dos mares é a principal contribuição para a formação de furacões mais fortes desde 1970, confirma um novo estudo. Enquanto a questão sobre qual papel os homens têm nisso ainda é um assunto para debate intenso, a maioria dos cientistas concorda que tempestades mais fortes serão o modelo nas futuras temporadas de furacões. O estudo foi detalhado na edição de 17 de março de 2006 da revista "Science".

Na década de 70, a média de furacões nas categorias 4 e 5 era de 10 por ano. Desde os anos 90, o número praticamente dobrou, chegando a cerca de 18 ao ano.

Furacões da categoria 4 carregam ventos entre 209 e 248 quilômetros por hora. Os de categoria 5, como o Katrina, tem ventos de 250 quilômetros por hora ou mais. O Wilma, em 2005, estabeleceu um recorde com ventos de 280 quilômetros por hora.

Enquanto alguns cientistas acreditam que esta tendência é apenas parte dos ciclos naturas do mar e da atmosfera, outros argumentam que a elevação das temperaturas da superfície do mar é um efeito colateral do aquecimento global.

De acordo com este cenário, temperaturas mais altas aquecem a superfície dos mares, aumentando a evaporação e colocam mais vapor d'água na atmosfera. Isto fornece combustível adicional para tempestades.

Os pesquisadores usaram modelos estatísticos e técnicas baseados em matemática chamados de teoria da informação para determinar fatores que contribuem para o aumento da força dos furacões de 1970 a 2004 em seis oceanos, incluindo o Atlântico Norte, Pacífico e Índico.

Quatro fatores são conhecidos por afetar a intensidade do furacão: a umidade de parte da atmosfera entre a superfície da Terra até cerca de 9,5 quilômetros, mudança na direção de ventos pode acelerar a formação de tempestades, aumento da temperatura da superfície do mar, modelos de circulação de ar em larga escala. Destes fatores, somente o aumento da temperatura da superfície do mar influencia a intensidade dos furacões a longo prazo. Os outros fatores afetam a atividade de furacões somente a curto prazo.

Fonte: www.starnews2001.com.br

Furacão

O que são furacões?

Os termos furacão e tufão são nomes regionais para intensos ciclones tropicais, sendo este último um termo genérico para um centro de baixa pressão não-frontal de escala sinótica sobre águas tropicais ou sub-tropicais com convecção organizada(por exemplo, tempestadaes) e intensa circulção ciclôcica à superfície.

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

Furacões: No Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E
Tufões:
No Oceano Pacífico Noroeste a oeste da linha internacional da data
Ciclone tropical severo:
No Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160°E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E
Tempestade ciclônica severa:
No Oceano Índico Norte
Ciclone tropical:
No Oceano Índico Sudoeste.

Um centro de baixa pressão não-frontal passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície:

Máximo até 17 m/s - depressões tropicais
Máximo entre 18 e 32 m/s
- tempestade tropical
Máximo acima de 33 m/s
- furacões, tufões...

Como os ciclones tropicais se formam?

Para ocorrer ciclogênese tropical deve existir uma série de condições ambientais precursoras favorávies como:

1. Águas oceânicas quentes(pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a engrenagem térmica do ciclone tropical.
2.
Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.
3.
Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera(5km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.
4.
Uma distância mínima de pelo menos 500km da linha do Equador. Para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de uma força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido.
5.
Um distúrbio pré-existente próximo à superfíce com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.
6.
Valores baixos de cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais incipientes e podem previnir sua gênese ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquecê-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

O que é o "olho" do furacão?

O olho é uma área quase circular de ventos comparavelmente calmos e tempo bom encontrado no centro de um ciclone tropical intenso. Embora os ventos sejam calmos no eixo de rotação, pode ocorrer também ventos intensos nessa região. Há pouca ou nenhuma precipitação e muitas vezes pode-se ver céu claro nessa região.

O olho corresponde à região de pressão de superfície mínima e de maiores temperaturas nos níveis mais altos: 10°C mais quente do que o ambiente a 12 km de altitude, mas apenas 2°C no máximo mais quente ao nível de superfície.

Seu tamanho varia de 8 a 200km de diâmetro, mas em média temos ciclones tropicais com diâmetro de olho em torno de 30 a 60km.

O olho é circundado pela parede do olho(área aproximadamente circular de convecção profunda) correspondendo à área de ventos de superfície mais intensos.

O olho é composto de ar que apresenta movimento levemente descendente enquanto que a parede tem um fluxo resultante ascendente de moderado a fortes correntes ascendentes e descendentes.

A convecção da parede do olho é fundamental na formação e manutenção do ciclone tropical. Convecção em ciclones tropicais é organizada e alongada na mesma orientação do vento horizontal, sendo chamadas de bandas espirais pela típica formação em espiral. Ao longo dessas bandas a convergência em baixos níveis é máxima e, assim, a divergência é bem pronunciada nos altos níveis.

Por que os ciclones tropicais são nomeados?

Os ciclones tropicais são nomeados para facilitar a comunicação entre os previsores e o público em geral, pois os ciclones podem ter duração da ordem de uma semana e, assim, podem existir dois ou mais ao mesmo tempo numa mesma macro-região.

O primeiro uso de um nome próprio em um furacão foi dado por um previsor australiano no início deste século para criticar políticos sem aceitação.

Por que não ocorrem ciclones tropicais no Oceano Atlântico Sul?

Apesar de algumas pessoas especularem que as temperaturas da superfície do mar não são tão elevadas, as razões primárias para o Oceano Atlântico Sul não apresentar ciclones tropicasi são:

1. O cisalhamento troposférico do vento(entre a superfície e 200mb) é sempre intenso

2. Tipicamente a ITCZ é inexistente no Atlântico Sul.

Sem a ITCZ para dar condições sinóticas de vorticidade e convergência com um alto cisalhamento vertical torna-se praticamente impossível haver ciclones tropicais no Atlântico Sul.

Qual a diferença entre ciclones tropicais e tempestades de latitudes médias?

Um ciclone tropical é um sistema de baixa pressão que basicamente adquire energia da evaporação da água do mar na presença de ventos intensos e baixas pressões na superfície, tendo a condensação associada às células convectivas concentradas próxima ao seu centro.

Já as tempestades de latitudes médias(centros de baixa pressão associados com frentes frias, frentes quentes, frentes oclusas) adquire energia principalmente dos gradientes latitudinais de temperatura que existem na atmosfera.

Outra diferença é que os ventos de um ciclone tropical apresnta ventos mais intensos próximos à superfície(conseqüência do núcleo quente na troposfera), enquanto que ciclones extratropicais(tempestade de latitudes médias) apresentam ventos mais intensos próximos à tropopausa(conseqüência associada ao núcleo quente na alta troposfera e o núcleo frio na baixa troposfera).

Obs.: Núcleos quentes(frios) referem-se a porções mais quentes(frias) do que o ambiente à mesma pressão.

Qual a diferença entre ciclones e tornados?

Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum.

Tornados tem diâmetros de centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade convectiva. Por outro lado, ciclones tropicais tem diâmetros da ordem de centenas de quilômetros, sendo comparável a dezenas de tempestades convectivas. Além disso, enquanto tornados requerem um forte cisalhamento vertical do vento para sua formação, ciclones tropicais requerem valores baixos de cisalhamento vertical para se formar e crescer.

Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado(embora tornados sobre o mar também ocorram e são chamados de trombas d'água).

Em contraste, ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Temos ainda que seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado é tipicamente alguns minutos.

Um ponto interessante é que quando um ciclones tropicais está sobre o continente seus ventos de superfície decaem mais fortemente com a altura promovendo, assim, forte cisalhamento vertical do vento que permite a formação de tornados.

Qual ciclone tropical causou o maior número de mortes e o maior prejuízo?

Foi o famoso Bangladesh Cyclone de 1970 que matou mais de 300.000 pessoas por elevar o nível do mar mais de 12m na região da planície costeira e deltas de rios na Índia.

O maior prejuízo finaceiro foi causado por Andrew em 1992 nos Estados Unidos: US$26,5 bilhões.

Entretando, normalizando da situação de acordo com as possibilidades da época, o de maior prejuízo foi o Great Miami Hurricane de 1926. Calcula-se que o prejuízo teria sido de US$70 bilhões se o mesmo tivesse ocorrido nos anos 90.

Fonte: meteorologia.tripod.com

Furacão

Origem dos Furacões

O processo pelo qual uma simples depressão atmosférica se forma e, subsequentemente, evolui para um furacão depende de, pelo menos, três condições essenciais: ar quente, proveniente ou não de águas tropicais; humidade; e uma circulação ciclónica do vento, induzida pelo efeito da força de Coriolis.

Furacão
Origem do Ciclone

A ascensão do ar quente e húmido, nestas condições, favorece a formação de tempestades que podem estabilizar ou desenvolverem-se, com a injecção de mais ar quente e húmido, até ao estado final de um furacão.

Uma tempestade ciclónica típica tem cerca de 1500 km de diâmetro e as espirais são formadas por nuvens muito altas. Nos níveis altos da tempestade, o ar ascendente flui para fora e, eventualmente, afunda-se nos limites exteriores do sistema. É a entrada e ascensão de ar quente e húmido que causa as velocidades elevadas do vento e a precipitação intensa.

No “olho” da tempestade sucede o contrário: o vento é fraco e o céu limpo, como resultado da redução do ar no centro da tempestade, um buraco com apenas alguns quilómetros de diâmetro.

Os ciclones tropicais deslocam-se inicialmente, de uma maneira geral, para Oeste ou Noroeste no hemisfério Norte e para Oeste ou Sudoeste no hemisfério Sul, movendo-se a uma velocidade média de 19 km/h. Quando entra no seu processo de declínio, o ciclone muda a sua trajetória (inflecção) para Nordeste no hemisfério Norte, assumindo as características de uma depressão extratropical, e para Sudeste no hemisfério Sul.

Os ciclones extratropicais distribuem-se essencialmente pelas latitudes médias altas, onde ocorrem com maior frequência no Pacífico Norte, a chamada Baixa das Aleutas, e no Atlântico Norte, a Baixa da Islândia. As suas trajetórias são mais difíceis de padronizar.

O processo de declínio destes fenómenos é, geralmente, mais rápido, depois da sua entrada em terra seca.

Fonte: www.proteccaocivil.pt

Furacão

Seu nome têm origem chinesa e significa "grandes ventos".

O fenômeno dos Furacões assim como uma Tempestade Tropical, possui a mesma origem, a mesma definição, variando de nome de acordo com a sua categoria.

Por exemplo: uma massa de ar que recebe o golpe de outra massa maior (geralmente este efeito provém das massas de ar sobre os Oceanos como o Atlântico Norte, Golfo do México, Atlântico Sul, Pacífico Norte e Índico Norte), pode dar origem a um Redemoinho, se este volume for mais intenso, dará origem a uma Tempestade Tropical, se ela evoluir para um volume maior de sua massa atingindo uma altitude maior tanto quanto maior diâmetro de sua forma, ela acaba se convertendo em um Tornado, se este vier a se desenvolver ainda mais, pode ser considerado um Furacão e se ele tiver uma área de abrangência superior a um Estado inteiro como o Texas nos EUA por exemplo ou áreas até maiores (já houve registros de Ciclones com tamanho praticamente equivalente ao do território brasileiro sobre o Atlãntico Norte), ele já pode ser considerado um Ciclone.

Nos últimos anos convencionou-se fazer uso da denominação Furacão para as tempestades ocorridas com velocidade acima da categoria F-2 até F-4 formadas sobre os Oceanos Atlântico Norte ou Pacífico Norte. As tormentas com capacidade e volume consideradas na categoria F-5 são chamadas de Ciclone no Ocidente e de Tufão no Oriente.

Observe as diferentes maneiras de se classificar um furacão:

Escala Saffir Simpson

Categoria: Intensidade Velocidade em km/h Ondas no litoral atingido Pressão em milibar Exemplo:
F-1 mínima 118-152 1,3 a 1,7 até 980 Agnes 1972
F-2 moderada 153-178 1,8 a 2,9 965 a 979 David 1979
F-3 extensa 179-210 3,0 a 4,0 945 a 964 Hilda 1955
F-4 extrema 211-250 4,1 a 6,0 920 a 944 Andrew 1992
F-5 catastrófica acima de 250 acima de 6,0 menor que 920 Camille 1969

Ciclones Tropicais

Categoria velocidade em km/h velocidade em nós
Depressão Tropical menor que 62 menor que 33
Tormenta Tropical 63 a 117 34 a 63
Furacão F-1 118 a 152 64 a 83
Furacão F-2 153 a 178 84 a 96
Furacão F-3 197 a 210 97 a 113
Furacão F-4 211 a 250 114 a 135
Furacão F-5 acima de 250 acima de 136

Escala Beaufort

    m/s nós km/h o mar: em terra: ondas em metro:
0 calma 0 a 0,5 0 a 1 0 a 1 águas espelhadas a fumaça sobe verticalmente 0
1 bafagem 0,6 a 1,7 2 a 3 2 a 6 Mar encrespado com pequenas rugas semelhantes à escamas, ondas sem crista a direção da bafagem é indicada pela fumaça, catavento não gira 0,10
2 aragem 1,8 a 3,3 4 a 6 7 a 12 Ligeiras ondulações de 30 cm (1 pé), pequena crista aparente sente-se o vento no rosto, folhas das árvores se movimentam, catavento começa a girar 0,1 a 0,5
3 fraco 3,4 a 5,2 7 a 10 13 a 18 Ondulações maiores, crista começa a quebrar (carneiros) folhas das árvores se mexem, bandeiras se extendem. 0,5 a 0,8
4 moderado 5,3 a 7,4 11 a 16 19 a 26 Vários carneiros, ondas com crista branca e espumosa poeira e pequenos papéis soltos voam, pequenos galhos de árvores se curvam 0,9 a 1,25
5 fresco 7,5 a 9,8 17 a 21 27 a 35 muitos carneiros, alguns "borrifos", muita espuma branca e barulho balanço das pequenas árvores, lagos ondulam, muito agito das bandeiras 1,3 a 2,5
6 muito fresco 9,9 a 12,4 22 a 27 36 a 44 cristas brancas extensas, borrifos, grandes vagas assobios na fiação aérea, agito dos grandes galhos dificuldade no uso do guarda-chuva 2,5 a 4
7 forte 12,5 a 15,2 28 a 33 45 a 54 Mar grosso, ruído forte, espuma branca de arrebentação movimento das grandes árvores, dificuldade em andar contra o vento 4 a 6
8 muito forte 15,3 a 18,2 34 a 40 55 a 65 crista das ondas se quebram, vagalhões regulares de 6 a 7,5 m de altura, com faixas de espuma branca e franca arrebentação. galhos de árvores se quebram, árvores inteiras se movimentam, dificuldade maior em andar contra o vento 6 a 8
9 duro 18,3 a 21,5 41 a 47 66 a 77 Mar muito agitado, densa espuma branca, o mar rola, borrifos dificultam a visibilidade danos nas partes salientes das árvores, impossível andar contra o vento, casas destelhadas 8 a 10
10 muito duro 21,6 a 25,1 48 a 55 78 a 90 Mar muito branco e agitado, o vento arranca faixas de espuma, muito barulho, visibilidade piorada arranca árvores, danifica estruturas de prédios 10 a 12
11 tempestuoso 26,2 a 29 56 a 65 91 a 104 Vagalhões excepcionalmente grandes, de até 13,5 m. A visibilidade é muito afetada. Navios de tamanho médio somem no cavado das vagas. danos generealizados em árvores e construções 12 a 14
12 furacão 30 a .... 66 a .... 105 a .. Mar inteiramente branco, lançando jatos de água, visibilidade nula, respingos saturam o ar prejuízos graves e generalizados acima de14

Escala Fujita

Categoria: velocidade em km/h: denominação: danos observados:
F-0 >116 Leve Placas de painéis danificados; galhos quebrados
F-1 116-180 Moderado Quebra de árvores e janelas
F-2 181-253 Considerável Árvores arrancadas, pequenas construções derrubadas
F-3 254-332 Severo Casas estruturadas c/ danificações consideráveis; trens descarrilhados
F-4 333-419 Devastadores Casas bem estruturadas são derrubadas, veículos removidos ou tombados
F-5 420-510 Incrível veículos lançados à distância; casas e prédios demolidos
F-6 510 > Inconcebível Danos inimagináveis

Fonte: www.ilhaatlantida.vilabol.uol.com.br

Furacão

Furacão, tufão e ciclone são nomes regionais para fortes ciclones tropicais. Os metereologistas chamam de ciclones tropicais as grandes quantidades de ar com baixa pressão atmosférica que se movem de forma organizada sobre os mares da região equatorial da Terra. Nem todos os ciclones tropicais se transformam em furacões; alguns desaparecem poucas horas depois de formados.

Para que um ciclone tropical passe a ser chamado de furacão, é preciso que seus ventos alcancem a velocidade de 120 km/h. Quando isto acontece, o ciclone assume a forma de uma rosca e é batizado pelos metereologistas com nomes como Catarina, Andrews, Ophelia...

Você sabia que existem diferenças entre os furacões que se formam no hemisfério norte e os que se formam no hemisfério sul? Os ventos dos furacões que nascem no hemisfério norte sopram em sentido anti-horário, enquanto os ventos daqueles que nascem no hemisfério sul sopram em sentido horário. Isto acontece por causa da rotação da Terra e do chamado efeito Coriolis, que entorta os ventos em direções opostas em cada um dos hemisférios.

Mas não pense que a rotação da Terra seja capaz, por exemplo, de afetar o escoamento da água em pias ou vasos sanitários. Este movimento é muito lento para ser percebido assim! A direção que a água gira em pias e sanitários é determinada pelo formato desses objetos e pelo movimento inicial da água. Você pode conseguir fazer a água escoar tanto no sentido horário quando no sentido anti-horário, não importando em que hemisfério esteja. Não acredita? Então, experimente você mesmo!

Como se forma um furacão?

Já notou como a água do mar fica mais quente ao final de um dia ensolarado? Isto acontece porque o mar concentra e conserva o calor recebido durante o dia inteiro. Especialmente durante os meses de verão, os mares tropicais recebem grande quantidade de calor e se aquecem. Quando a superfície do mar supera os 26º Celsius, o processo natural de evaporação da água passa a acontecer mais rápido. Então, o ar que está logo acima da superfície absorve o vapor d’água resultante da evaporação, ficando mais quente e úmido. Quente, o ar começa a subir formando uma coluna com baixa pressão atmosférica em volta da qual começam a soprar ventos. Conforme a coluna de ar quente e úmido sobe, o vapor d’água condensa, transformando-se em pequenas gotas. Após algumas horas, as gotas se juntam e formam nuvens e, após alguns dias de formação de nuvens, chuvas e trovões começam a acontecer.

Quando os ventos que giram em volta da coluna de ar quente atingem 120 km/h, a pressão atmosférica em uma pequena área dentro da coluna cai muito depressa: é o aparecimento do chamado olho do furacão. O olho é uma região de calmaria, onde os ventos são leves, não ultrapassando os 32 km/h. Se você pudesse entrar em um furacão, primeiro sentiria ventos muito fortes soprando na sua direção, depois encontraria uma área mais quente e o sopro de uma brisa e, finalmente, chegaria em uma nova região com ventos violentos. Os ventos de um furacão podem atingir até 250 km/h!

Os furacões duram, em média, seis dias e viajam a uma velocidade que varia entre 19 km/h e 32 km/h. As tempestades completamente desenvolvidas se movem mais rápido que as tempestades jovens. Os furacões trazem ainda ondas de até 12 metros de altura e uma variação de até 5,5 m na quantidade normal de chuvas da região atingida.

A classificação dos furacões

Marilyn, Isabel, Floyd... Conhece algum desses nomes? Pois além de batizarem uma atriz norte-americana da década de 1950, uma princesa responsável pela abolição da escravatura no Brasil Imperial e um personagem da trilogia de filmes De volta para o futuro, estes são nomes de alguns dos grandes furacões da história.

A necessidade de diferenciar uma tempestade da outra fez com que os metereologistas usassem o alfabeto fonético como sistema de nomenclatura. Assim, o primeiro furacão da estação recebe um nome iniciado pela letra a, como Audrey, o próximo recebe um nome iniciado pela letra b, como Barbara, o terceiro um nome iniciado por c, como Charles e assim por diante. A cada estação os nomes são trocados para que os novos furacões não sejam confundidos com os anteriores.

Embora esta seja a forma mais usada para se dar nome a um furacão, também existem outros sistemas. Na Arábia Saudita, por exemplo, os furacões são nomeados pela sigla ARB (Mar Arábico, em inglês) seguida dos dois últimos dígitos do ano e de um número indicando a sequência, ou seja, se é o primeiro, o segundo, o terceiro furacão da temporada e assim por diante. Quando um furacão atinge com muita gravidade uma região ou um país, este país pode ainda pedir às autoridades metereológicas que o seu centro nacional de metereologia seja responsável pelo batismo.

A Organização Metereológica Mundial (WMO) dá nomes aos furacões nascidos sobre o Oceano Atlântico Norte e nas Filipinas. Já os furacões nascidos em outras áreas como, por exemplo, nos mares da China ou no Oceano Índico, são nomeados por Centros Regionais de Ciclones Tropicais.

Existem cinco centros regionais que cobrem as áreas mais comuns de formação de furacões: RSMC La Réunion-Tropical Cyclone Centre, RSMC Miami-Hurricane Centre, RSMC Nadi-Tropical Cyclone Centre, RSMC Tropical Cyclones New Delhi, RSMC Tokyo-Typhoon Centre.

Os furacões recebem ainda uma outra classificação dentro de uma escala chamada Saffir-Simpson, que considera a pressão medida no olho, a velocidade dos ventos e o volume das tempestades. Essa escala, que vai de um a cinco, consegue medir o poder de destruição de um furacão.

Furacões do nível um têm ventos com velocidade entre 119 km/h e 153 km/h, uma variação de 1,2 m e 1,5 m na quantidade normal de chuva da região e causam pequeno prejuízo estrutural. Furacões do nível dois têm ventos entre 154 km/h e 176 km/h, trazem entre 1,8 m e 2,4 m a mais de chuvas e danos em árvores e telhados. Já os furacões do nível três têm ventos entre 177 km/h e 208 km/h, entre 2,7 m e 3,7 m a mais de chuvas, causando enchentes e estragos em casas.

Furacões do nível quatro têm ventos entre 209km/h e 246km/h, uma variação de 4 m a 5,5 m na quantidade normal de chuvas, e causam destruição de telhados e grande prejuízo estrutural em casas. Os furacões mais devastadores são os do nível cinco, que têm ventos de 247 km/h, trazem 5,5 m a mais em quantidade de chuvas, enchentes graves e grande prejuízo estrutural em casas e prédios.

Curiosidade

Você sabia que existem diferenças entre os furacões que se formam no hemisfério norte e os que se formam no hemisfério sul? Os ventos dos furacões que nascem no hemisfério norte sopram em sentido anti-horário, enquanto os ventos daqueles que nascem no hemisfério sul sopram em sentido horário. Isto acontece por causa da rotação da Terra e do chamado efeito Coriolis, que entorta os ventos em direções opostas em cada um dos hemisférios.

Mas não pense que a rotação da Terra seja capaz, por exemplo, de afetar o escoamento da água em pias ou vasos sanitários. Este movimento é muito lento para ser percebido assim! A direção que a água gira em pias e sanitários é determinada pelo formato desses objetos e pelo movimento inicial da água. Você pode conseguir fazer a água escoar tanto no sentido horário quando no sentido anti-horário, não importando em que hemisfério esteja.

Os Furacões Atlânticos mais fatais

Posição Furacão Temporada Fatalidades
1 "Grande Furacão" 1780 22.000
2 Mitch 1998 11.000 - 18.000
3 "Galveston" 1900 8.000 - 12.000
4 Fifi 1974 8.000 - 10.000
5 Flora 1963 7.186 - 8.000
6 "República Dominicana" 1930 2.000 - 8.000
7 "Pointe-a-Pitre" 1776 6.000+
8 "Newfoundland" 1775 4.000 - 4.163
9 "Okeechobee" 1928 4.075+
10 "San Ciriaco" 1899 3.433+

Os Furacões Atlânticos de maior prejuízo nos EUA

Posição Furacão Temporada Custo (2005 USD)
1 Katrina 2005 $81,2 bilhões
2 Andrew 1992 $44,9 bilhões
3 Wilma 2005 $20,6 bilhões
4 Charley 2004 $15,4 bilhões
5 Ivan 2004 $14,6 bilhões

Juliana Rocha

Fonte: www.invivo.fiocruz.br

Furacão

Classificação dos Furacões

Os furacões se classificam, segundo as velocidades do vento que reinam no seu interior, na escala Saffir-Simpson (criada em 1971 pelo engenheiro Herbert Saffir e pelo doutor Robert Simpson, especialista em furacões) em cinco categorias:

Categoria 1 Alguns danos pequenos sobre casas e quarteirões. Ventos: 117 a 153 km/h.
Categoria 2 Danos maiores em casas e desarraigamento de árvores. Ventos: 153 a 177 km/h.
Categoria 3 Grandes árvores são desarraigadas. Tetos, janelas e portas são danificados. Ventos: 177 a 209 km/h.
Categoria 4 Nenhuma casa sobrevive. Danos importantes atingem o subsolo das casas. Ventos: 209 a 249 km/h.
Categoria 5 Destruição de grandes edifícios. Afundamento de telhados. Danos muito vastos e importantes. Ventos: acima de 249 km/h.

Bacias principais de formação dos Furacões

Há sete bacias principais de formação de furacão:

1 - Oceano Pacífico Norte Ocidental: Atividades de tempestade tropical nesta região freqüentemente afeta a China, Japão, a Filipinas, e Taiwan. Esta é sem dúvida a bacia mais ativa e responde por um terço da atividade de furacões no mundo. Organizações de meteorologia nacionais, como também o Joint Typhoon Warning Center (JTWC) é responsável pelas previsões e advertências emitidas nesta bacia.
2 -
Oceano Pacífico Norte Oriental: Esta é a segunda bacia mais ativa no mundo, e também é a mais densa (um grande número de tempestades para uma pequena área de oceano). Tempestades que formam nesta bacia podem afetar o México ocidental, Havaí e em ocasiões extremamente raras, Califórnia. O Central Pacific Hurricane Center é o responsável para prever a parte ocidental desta área, e o National Hurricane Center para a parte oriental.
3 -
Oceano Pacífico Ocidental Sul: Atividades nesta região afetam a Austrália e Oceania em grande parte. A previsão e feita pela Austrália e Nova Guiné.
4 -
Oceano Índico Norte: Esta bacia é dividida em duas áreas, a Baía de Bengal e o Mar Arábico, com a Baía de Bengal como dominante (5 a 6 vezes mais atividades). Furacões que formam nesta bacia são as que historicamente mais tiram vidas. O Ciclone de Bhola de 1970 matou 200,000. Nações afetadas por esta bacia incluem a Índia, Bangladesh, Sri Lanka, Tailândia, Birmânia, e Paquistão, e todos estes países emitem previsões e advertências na região. Raramente, um furacão formado nesta bacia afetará a Península Árabe.
5 - Oceano Índico sudeste:
Atividades nesta região afetam a Austrália e Indonésia, e é previsto por essas nações.
6 -
Oceano Índico sudoeste: Esta bacia é o menos compreendido, devido a uma falta de dados históricos. Ciclones que formam aqui atingem Madagascar, Moçambique, Ilhas Maurício, e Quênia, e estas nações emitem previsões e advertências para a bacia.
7 -
Bacia Atlântico norte: E o mais estudado de todas as bacias tropicais. O Atlântico Norte inclui o Oceano Atlântico, o Mar Caribenho, e o Golfo do México. Os Estados Unidos, México, América Central, as Ilhas Caribenhas e Canadá são afetados através de tempestades nesta bacia. Previsões para todas as tempestades são emitidas pelo National Hurricane Center em Miami, Flórida e no Centro de Furacão Canadense, em Halifax, Nova Escócia, Canadá. Furacões que golpeiam o México, América Central, e nações das Ilhas Caribenhas, freqüentemente causa danos imensos. Eles são mais mortais quando em águas mais morna, e os Estados Unidos podem evacuar melhor as pessoas das áreas ameaçadas do que muitas outras nações.

Áreas de formações incomum

Furacão Catarina

No Brasil foi considerado somente como uma tempestade tropical.

São áreas raras de acontecer furacões:

Oceano Atlântico Meridional: Uma combinação de águas mais frescas, a falta de uma zona de convergência intertropical, e mudanças de vento fazem com que seja muito difícil para o Atlântico Meridional gerar um furacão. Porém, foram observados três furacões nesta região. Uma tempestade tropical fraca em 1991 na costa de África, furacão Catarina que aconteceu no litoral do estado de Santa Catarina no Brasil em 2004 e uma tempestade menor em janeiro de 2004, leste de Salvador, Brasil. É sabido que as tempestades de janeiro tem alcançado intensidade de tempestade tropical.
Pacífico Norte Central:
Nesta região é comumente reqüentada por furacões que formam no Norte Oriental muito mais favorável na Bacia de Pacífico.
Mar Mediterrâneo:
Tempestades que às vezes aparecem semelhante a furacões em estrutura, acontecem na bacia mediterrânea. Tais furacões formaram em setembro de 1947, setembro de 1969, janeiro de 1982, setembro de 1983, e janeiro de 1995. Há debate em se estas tempestades eram tropicais na sua natureza.

Estrutura de um Furacão

Um furacão forte consiste nos seguintes componentes:

Depressão: Todos os furacões giram ao redor de uma área de baixa pressão atmosférica perto da superfície da terra. As pressões registradas aos centros dos furacões estão entre as mais baixas e isso aconteça na superfície da Terra ao nível de mar.
Centro Morno:
São características dos furacões e são determinados pelo lançamento de grandes quantidades de calor oculto na condensação com ar úmido levado acima e seu vapor de água sendo condensado. Este calor é distribuído verticalmente, ao redor do centro da tempestade. Assim, em qualquer altitude, o ambiente dentro do ciclone está mais morno que seus ambientes exteriores.
Centro Denso Nublado (CDO em inglês):
É uma proteção densa de faixas de chuva e atividades de tempestades que cercam a parte central baixa. Furacões com CDO simétrico tendem a ser forte e bem desenvolvido.
Olho:
Um forte furacão terá uma área de ar no centro da circulação. No olho normalmente está tranqüilo e livre de nuvens (porém, o mar pode ser extremamente violento). Na superfície é que estão as temperaturas mais frias e a níveis superiores mais O olho normalmente é em forma circular, e pode variar em tamanho de 8 km para 200 km (5 milhas para 125 milhas) em diâmetro. Em furacões mais fracos, o CDO cobre o centro de circulação e resulta em nenhum olho visível.
Olho D’água
: É uma faixa circular de intensa transmissão de ventos que cercam o olho imediatamente. É às condições mais severas de um furacão
Fluxo Externo:
Os níveis superiores de um furacão caracterizam ventos formados longe do centro da tempestade com uma rotação de inversa ao furacão. Ventos à superfície são fortemente ciclônicos, se enfraquecem com a altura, e eventualmente se invertem. É uma característica peculiar dos furacões.

Dissipação de um Furacão

Um Furacão pode deixar de ter suas características tropicais de vários modos:

Movendo em cima da terra e falta de água morna, que é necessário para sua força, rapidamente perde seu poder. A maioria das tempestades fortes se dissipa em áreas de baixa pressão dentro de um dia ou dois. Porém, há uma chance de que eles possam se regenerar se conseguirem voltar em cima de água morna aberta. Se uma tempestade está em cima de montanhas, pode perder força rapidamente. Porém, esta é a causa de muitas fatalidades decorrente das tempestades, quando a tempestade está agonizando, ocorrem chuvas torrenciais, e em áreas montanhosas, podendo conduzir a avalanches mortais.

Permanecendo na mesma área do oceano por muito tempo, consumindo todo o calor disponível e dissipando-se.

Pode ser bastante fraco ser for consumido por outra área de baixa pressão, se tornando uma grande área de tempestade normal.

Entrar em águas mais frias. Isto necessariamente não significa a morte da tempestade, mas a tempestade perderá suas características tropicais. Estas tempestades são furacões extratropical.

Até mesmo depois que seja dito que um furacão é extratropical ou é dissipado, ainda pode ter vento forte.

Efeitos de um Furacão

O amadurecimento do furacão pode lançar calor acima de uma taxa de 6x1014 watts. Esta é duzentas vezes a taxa total de produção elétrica humana, e é equivalente a detonação de uma bomba nuclear de 10 megatons durante 20 minutos. Furacões no mar aberto causam grandes ondas, chuvas pesadas, e ventos altos que às vezes afundam navios. Porém, os efeitos mais devastadores de um furacão acontecem quando eles cruzam litorais e fazendo grandes precipitações de água.

Ventos altos

Ventos com força de furacão podem danificar destruir veículos, edifícios, pontes, etc. Ventos fortes também projetam escombros soltos e fazem o ambiente ao ar livre muito perigoso.

Onda de tempestade

Furacões causam um aumento do nível do mar que pode inundar comunidades litorâneas. Este é o pior efeito. Oitenta por cento das vítimas acontecem quando o furacão golpeia a orla.

Chuva pesada

A atividade do temporal de um furacão causa intensa chuva. Rios transbordam, estradas ficam intransitáveis, e deslizamentos de terra podem acontecer.

Efeitos secundários

Freqüentemente, os efeitos secundários de um furacão são igualmente catastróficos.

Eles incluem:

Doença: O ambiente molhado do resultado de um furacão, combinando com a destruição de instalações de serviço de saúde pública e um clima tropical morno pode induzir epidemias de doença durante muito tempo depois da passagem do furacão.
Dificuldades de locomoção:
Furacões destroem freqüentemente pontes chaves, viadutos, e estradas e complicam os esforços para transportar comida, água limpa, e medicamento para as áreas necessitadas.

Os maiores furacões da história

Furacões Categoria 5. Os maiores da História. Alguns chegaram a tocar terra enquanto estavam na Categoria 5, como o caso do famoso Gilbert, no México, em 1988 que matou milhares de pessoas.

O último grande furacão Categoria 5, Mitch, formou-se em outubro de 1998 e atingiu Honduras e Nicarágua com chuvas impressionantes, que causaram a morte de 10 mil pessoas devido às enchentes e deslizamentos, além de inundações costeiras.

Nome Velocidade máxima dos ventos quando tocou terra Data Onde tocou terra como Categoria 5
Sem nome 256 Km/h set 13, 1928 Porto Rico
Sem nome 256 Km/h set 5, 1932 Bahamas
Sem nome 256 Km/h set 3, 1935 EUA/Flórida (Keys)
Sem nome 256 Km/h set 19, 1938 ---
Sem nome 256 Km/h set 16, 1947 Bahamas
Dog 296 Km/h set 6, 1950 ---
Easy 256 Km/h set 7, 1951 ---
Janet 280 Km/h set 28, 1955 México
Cleo 256 Km/h ago 16, 1958 ---
Donna 256 Km/h set 4, 1960 ---
Ethel 256 Km/h set 15, 1960 ---
Carla 280 Km/h set 11, 1961 ---
Hattie 256 Km/h out 30, 1961 ---
Beulah 256 Km/h set 20, 1967 ---
Camille 304 Km/h ago 17, 1969 EUA/Mississipi
Edith 256 Km/h set 9, 1971 Nicarágua
Anita 280 Km/h set 2, 1977 ---
David 280 Km/h ago 30, 1979 ---
Allen 304 Km/h ago 7, 1980 ---
Gilbert 296 Km/h set 14, 1988 México
Hugo 256 Km/h set 15, 1989 ---
Mitch 288 Km/h out 26, 1998 ---

Furacão Andrew

Certamente, um dos mais conhecidos dos furacões, foi esse Categoria 4, Andrew, que tocou terra na Flórida em 1992. Não foi o mais forte nem o mais mortal, mas foi o que maior prejuízo procou na história de desastres naturais, nos EUA.

Ele tocou terra na Categoria 4 com ventos constantes de 232 Km/h, próximo a Baía de Biscayne. Causou danos de 26 bilhões de dólares e provocou um dos maiores desastres naturais dos EUA. Tocou terra alguns dias depois, sobre a Louisiana, já com furacão Categoria 3. Apesar do prejuízo recorde absoluto, ele só provocou 23 mortes diretas e outras 38 indiretas nos EUA, graças ao grande trabalho de monitoramento da tormenta, desde que ele se formou no meio do Atlântico Norte.

Furacão Katrina

O Furacão Katrina foi um grande furacão, uma tempestade tropical que alcançou a categoria 5 da Escala de Furacões Saffir-Simpson. Os ventos do furacão alcançaram mais de 280 quilômetros por hora, e causaram grandes prejuízos na região litorânea do sul dos Estados Unidos, especialmente em torno da região metropolitana de New Orleans, em 29 de Agosto de 2005 onde mais de um milhão de pessoas foram evacuadas. O furacão passou pelo sul da Flórida, causando em torno de 2 bilhões de dólares de prejuízo e causando 6 mortes diretas. Foi a 11ª tempestade a receber nome, sendo o quarto entre os furacões.

O furacão Katrina causou até agora aproximadamente mil mortes, até 31 de agosto de 2005, sendo um dos furacões mais destrutivos a ter atingido o Estados Unidos. O furacão paralisou muito da extração de petróleo e gás natural dos EUA, uma vez que boa parte do petróleo estadunidense é extraído no Golfo do México. Atualmente, cinco milhões de pessoas estão sem energia na região da Costa do Golfo, e pode levar até dois meses para que toda a energia seja restaurada.

Rota do furacão

De acordo com o Centro Nacional de Furacões do EUA (NOAA) que emitiu um relatório em 23 de agosto informando que havia formado um depressão tropical a sudeste de Bahamas. Em 24 evoluiu para um tempestade tropical e em 25 se aproximou de Aventura, Flórida.

Katrina enfraqueceu-se dia 26 depois de se entrontrar com a terra, transformando-se em categoria 2 com ventos de 100 mph indo em direção ao Mississippi e Louisiana. Dia 27 evoluiu para categoria 3 com intensidade de um furacão e dia 28 foi para categoria 4, no início da tarde o Katrina se intensificou rapidamente com ventos de 175 mph (281 km/h) ultrapassando o ponto de início da categoria 5 com pressão de 902 mbar (hPa), sendo o furacão mais intenso da bacia do atlântico. Dia 29 o Katrina atingiu Mississippi, Louisiana e Alabama.

Consequências

Como consequência da tempestade, muitos problemas apareceram. Alguns dos diques que protegiam New Orleans não conseguiram conter as águas do Lago Pontchartrain, que afluiu cidade adentro, inundando mais de 80% da cidade. Cerca de 200 mil casas ficaram debaixo d'água em New Orleans. Com os diques e o solo sedimentar da cidade (que impermeabilizam o solo da cidade e tornaram o terreno de fato um lago artificial), é esperado ao menos três meses para que a água possa ser totalmente bombeada para fora da cidade. O furacão causou grandes estragos na cidade, entre elas danos no sistema de abastecimento sanitário e de esgoto de New Orleans. Como consequência, estima-se o retorno dos habitantes de New Orleans para a cidade somente em meados do verão de 2006. A maioria dos habitantes da cidade foram evacuados para outras cidades do estado de Louisiana, Texas e Missouri. Porém, vários dos habitantes evacuados foram transportados para regiões distantes tais como Washington, Ontário e Illinois.

A área federal de desastre foi colocada sob o controle da FEMA (comandada por Michael Chertoff) e a Guarda Nacional. Na noite de 31 de Agosto, o Prefeito de Nova Orleans, Ray Nagin, declarou "lei marcial" na cidade e disse que "os policiais não precisavam se preocupar com os direitos civis para deter os saqueadores". A interrupção de suprimento de petróleo, importações e exportações causada pela tempestade provavelmente trarão consequências enormes para a economia global.

Fonte: www.conteudoglobal.com

Furacão

Furacões, Tempestades e Tornados

Tempestade

Uma tempestade é simplesmente um estado de confusão na atmosfera, como ventos fortes, chuva torrencial, neve ou todas juntas. Cada tipo de tempestade, tornados, furacões e tufões seguem um ciclo de tempo e ocorrem em determinadas estações do ano.

Vendavais

A maioria das tempestades são acompanhadas por ventos de alta velocidade. As tempestades de vento, ou vendavais, tem pouca chuva e ocorrem quando as áreas de alta pressão e as de baixa pressão de ar se encontram. Essas áreas também tem grande diferença de temperatura. O ar mais quente sobe e o mais frio cai.

Os meteorologistas e marinheiros consideram tempestade quando os ventos alcançam mais de 100 km por hora. Os vendavais são assim chamados quando os ventos ficam entre 35 e 70 km por hora. Mas as tempestades de neve podem ocorrer até mesmo sem qualquer vento.

Tempestades de areia ocorrem em áreas em que a exploração da terra deixou a terra exposta e seca. Os ventos levantam partículas do solo desmatado e pode carregar essas partículas por centenas de quilômetros.

É possível provocar chuva artificialmente. Quando as condições de tempo são favoráveis, um avião pode jogar gelo seco em uma nuvem para fazer chover.

Ciclones e Tornados

Tornados ocorrem em condições violentas de tempestade. Ventos correm em diferentes direções dentro de um poderoso redemoinho. A força centrífuga joga o ar para longe do centro deixando no meio um miolo de baixa pressão.

Nesse miolo de baixa pressão os ventos podem alcançar 500 km por hora ou mais. Em cima, ele é esbranquiçado, mas, na parte de baixo, ele é escuro, devido as partículas que carrega e os destroços de pedras, árvores e até mesmo pedaços de carros e prédios.

Quando a parte debaixo do funil toca um prédio, as partículas funcionam como uma serra, cortando tudo em que toca. Geralmente eles correm para o leste a 40 até 60 km por hora.

Furacões e Tufões

Ocorrem nos trópicos. A tempestade de um ciclone pode ter entre 100 e até mais de 2.000 km de diâmetro. O "olho" do ciclone pode ter entre 20 e 100 km e é comparável a uma parede cilíndrica de nuvens. Essas tempestades sempre começam sobre o oceano e geralmente se movem em áreas de águas quentes que fornecem sua fonte de energia. Quando atingem uma grande porção de terra, um continente, eles diminuem seus ventos lentamente.

Nas águas do Oceano Atlântico essas tempestades são chamadas de furacões. A palavra "furacão" tem origem chinesa e quer dizer "grandes ventos". Já na Índia, são chamados de ciclones. No mundo inteiro são chamados de ciclones ou furacões qualquer vento que ultrapasse 120 km por hora.

No oeste do Oceano Pacífico encontramos os tufões, que geralmente são maiores que os do Atlântico porque o Oceano Pacífico é maior que o Atlântico e, assim, essas tempestades tem mais tempo para se desenvolverem antes de chegar ao continente.

Os furacões se caracterizam por seus ventos muito fortes e chuvas violentas.

Brisa

Todos os ventos, de brisas suaves a violentos furacões, são causados por diferenças de temperatura, pela rotação da Terra e pela diferença de calor entre os continentes e oceanos.

As brisas são exemplos simples dos efeitos da temperatura no mar e na terra. O sol aquece a água de maneira desigual. Sobre os mares e lagos a maior parte da energia é consumida na evaporação e ou é absorvida pela água. O ar não é muito aquecido. A terra, no entanto, absorve metade do calor que a água absorve mas evapora menos. Assim, o ar sobre a terra recebe mais calor do que o ar sobre a água.

O ar aquecido expande e fica mais leve. Isso começa a acontecer logo após o nascer do sol. O ar sobre o mar não se esquenta rapidamente e permanece mais pesado do que o ar da terra. Como é mais pesado, começa a fazer pressão sobre o ar mais leve da terra e, assim, ocorre a brisa.

À noite ocorre o inverso. O ar da terra esfria mais rapidamente e durante um certo tempo, durante a noite, a brisa sopra em direção do mar.

Fonte: gold.br.inter.net

Furacão

Furacões e Tufões

A origem dos ciclones é ainda um mistério para os cientistas. Ninguém sabe direito como se formam essas monstruosas colunas, que carregam uma energia equivalente a de uma bomba atômica de 20 quilotons. É uma grande massa de ar que executa um movimento giratório muito rápido, mudando muito depressa de lugar na superfície da Terra, igual a Terra que gira ao redor do Sol, sem parar de girar ao redor dele. Quando isso ocorre, o mar pode ser violentamente perturbado. Algumas vezes, na região que gira ,fica com muito pouco ar, e o tornado gira como se fosse uma coluna oca. Então a água situada abaixo é sugada e passa a ocupar o espaço quase vazio que existe dentro da coluna, formando-se assim a tromba marinha ou tornado.

O tornado é uma coluna ondulante de nuvens, com diâmetro de menos de 2km, que se desloca a uma velocidade de 30km/h a 60km/h. Ele ocorre com a chegada de frentes frias, em regiões onde o ar está mais quente e instável. Estima-se que a velocidade do vento dentro do funil possa atingir 450km/h ( o cálculo por meio de instrumentos é inviável, porque eles são destruídos pela força da tempestade ). Os tornados são os mais destruidores de todas as perturbações atmosféricas, mas a área afetada por eles é limitada. Os tornados mais intensos costumam acontecer no centro-oeste dos Estados Unidos e na Austrália.

Formação de um tornado

1- Antes do desenvolvimento da tempestade, uma mudança na direção do vento e um aumento da velocidade com a altura criam uma tendência de rotação horizontal na baixa atmosfera. Essa mudança na direção e velocidade do vento é chamada de cisalhamento do vento.
2- Ar ascendente da baixa atmosfera entra na tempestade inclinada e o ar em rotação da posição horizontal muda para a posição vertical.
3- Então há a formação de uma área de rotação com comprimento de 4-6 km, que corresponde a quase toda extensão da tempestade. A maioria das tempestades fortes e violentas são formadas nestas áreas de extensa rotação.
4- A base da nuvem e sua área de rotação são conhecidas como wall cloud. Esta área é geralmente sem chuva.

A palavra tornado veio da palavra espanhola Tornada, que significa tempestade. Um tornado sobre a água é denominado tromba d'água. Tornados geralmente tem um tempo de vida de alguns minutos e raramente duram mais do que uma hora. Tornados são ventos ciclônicos que giram com uma velocidade muito grande em volta de um centro de baixa pressão. São menores que os furacões e seu tempo de vida também. Um tornado pode ter uma largura tanto menor do que 30 metros, quanto maior do que 2,5km. Os menores tornados são denominados mínimos e os maiores de máximos. Um mínimo irá durar não mais do que alguns minutos, deslocar-se um quilômetro e meio e ter ventos com velocidade de 160km/h. Um máximo pode deslocar-se 320km ou mais, durar até 3 horas e ter ventos com velocidade superior a 400km/h.

O tornado percorre um caminho muito irregular. Quando o funil toca o solo, ele pode mover-se em linha reta ou descrever um trajeto sinuoso. Ele pode até duplicar-se, pular lugares ou formar vários funis. A maioria dos tornados do Hemisfério Norte deslocam-se do sudoeste para o nordeste e possuem rotação em sentido anti-horário. No Hemisfério Sul, os tornados possuem rotação horária.

Assim como os terremotos possuem a Escala Richter para medir sua intensidade, os tornados possuem a "Fujita-Pearson Tornado Intensity Scale", ou seja uma escala usada pelos meteorologistas para medir a intensidade dos ventos de um tornado.

Essa escala foi nomeada em homenagem aos dois homens que a desenvolveram: Dr. Theodore Fujita e Allan Pearson, diretores do Centro de Previsão de Tempo de Kansas City, nos EUA.

A Escala Fujita (mais comum denominada assim) está representada na tabela abaixo:

Classificação Velocidade do Vento(km/h) Danos

F0: até 110 km/h - Leve
F1:
111-180 km/h - Moderado
F2:
181-250 km/h - Considerável
F3:
251-330 km/h - Severo
F4:
331-420 km/h - Devastador
F5:
421-510 km/h - Inacreditável
F6
: 511-610 km/h - Fora de Série

O furacão é uma tempestade que se forma nas áreas tropicais, sobre os oceanos, provocando ventos de até 300Km/h. Normalmente, possui entre 450Km e 650Km de diâmetros e a distribuição do vento e das nuvens ao seu redor é igual. Em seu centro, conhecido por "olho da tempestade", em que predominam as baixas pressões, não há chuva, os ventos são brandos e o céu é praticamente limpo. Essa tempestade é chamada de Furacão quando ocorre no oceano Atlântico e de Tufão, quando acontece no pacífico.

Os termos furacão e tufão são nomes regionais para intensos ciclones tropicais, sendo este último um termo genérico para um centro de baixa pressão não-frontal de escala sinótica sobre águas tropicais ou subtropicais com convecção organizada(por exemplo, tempestades) e intensa circulação ciclônica à superfície.

Ocorrência ciclogênese tropical devido a esses fatores:

1. Águas oceânicas quentes(pelo menos 26,5°C) em uma camada suficientemente profunda, cuja profundidade não se sabe ao certo mas deve ser pelo menos da ordem de 50m. Essas águas quentes alimentarão a engrenagem térmica do ciclone tropical.
2. Uma atmosfera que se resfrie rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável à convecção úmida, sendo essa atividade convectiva responsável pela liberação do calor armazenado nas águas para o interior do ciclone.
3. Camadas relativamente úmidas perto da média troposfera (5km). Níveis médios secos não conduzem ao contínuo desenvolvimento de atividade convectiva em uma vasta área.
4. Uma distância mínima de pelo menos 500km da linha do Equador. Para ocorrer ciclogênese tropical, há o requisito de uma Força de Coriolis não desprezível para que o centro de baixa do distúrbio seja mantido.
5. Um distúrbio pré-existente próximo à superfície com vorticidade e convergência suficientes. Ciclones tropicais não podem desenvolver-se espontaneamente, pois necessitam de um sistema levemente organizado com rotação considerável e influxo nos baixos níveis.
6. Valores baixos de cisalhamento vertical de vento entre a superfície e a alta troposfera. Valores altos de cisalhamento desfavorecem ciclones tropicais incipientes e podem prevenir sua origem ou, no caso de um ciclone já formado, pode enfraquecê-lo ou até mesmo destruí-lo dada sua interferência com a organização convectiva em torno do centro do ciclone.

Os ciclones tropicais são regionalmente denominados da seguinte maneira:

Furacões - no Oceano Atlântico Norte, Oceano Pacífico Nordeste a leste da linha internacional da data e no Oceano Pacífico Sul a leste da longitude 160°E;
Tufões - no Oceano Pacífico Noroeste a oeste da linha internacional da data;
Ciclone tropical severo - no Oceano Pacífico Sudoeste a oeste da longitude 160°E e no Oceano Índico Sudeste a leste da longitude 90°E;
Tempestade ciclônica severa - no Oceano Índico Norte;
Ciclone tropical - no Oceano Índico Sudoeste.

Um centro de baixa pressão não-frontal passa por vários estágios até atingir a condição de furacão, sendo classificados de acordo com o vento sustentável de superfície:

Máximo até 17 m/s - depressões tropicais;
Máximo entre 18 e 32 m/s - tempestade tropical;
Máximo acima de 33 m/s - furacões, tufões...

DIFERENÇA ENTRE FURACÕES E TORNADOS

Embora ambos sejam vórtices atmosféricos, eles tem muito pouco em comum. Tornados tem diâmetros de centenas de metros e são produzidos por uma única tempestade convectiva. Por outro lado, ciclones tropicais tem diâmetros da ordem de centenas de quilômetros, sendo comparável a dezenas de tempestades convectivas. Além disso, enquanto tornados requerem um forte cisalhamento vertical do vento para sua formação, ciclones tropicais requerem valores baixos de cisalhamento vertical para se formar e crescer.

Os tornados são fenômenos primariamente continentais, de modo que o aquecimento solar sobre o continente usualmente contribui favoravelmente para o desenvolvimento da tempestade que dá início ao tornado (embora também existam tornados sobre o mar, que são chamados de trombas d'água).

Em contraste, ciclones tropicais são fenômenos puramente oceânicos que morrem sobre o continente devido à quebra no suprimento de umidade. Seu ciclo de vida é de alguns dias, enquanto que o ciclo de vida de um tornado é tipicamente alguns minutos.

Um ponto interessante é que quando um ciclone tropical está sobre o continente seus ventos de superfície decaem mais fortemente com a altura promovendo, assim, forte cisalhamento vertical do vento que permite a formação de tornados.

CICLONE MAIS DEVASTADOR

O pior ciclone de que se tem conhecimento ocorreu em 12 de novembro de 1970 no Paquistão Oriental , quando morreram entre 300 e 500 mil pessoa . Foram registrados ventos de até 240km/h e uma onda de 15 m de altura atingiu a costa do Paquistão Oriental, o delta do ganges e as ilhas do Bhola, Hatia,kukri mukri e manpura.

MAIOR NÚMERO DE MORTOS EM UM TORNADO

Um tornado que atingiu Shaturia , Blagladesh, a 26 de abril de 1989, matou em torno de 1.300 e desabrigou 50 mil pessoas.

MAIORES DANOS MATERIAIS POR UM TORNADO

Uma série de tornado que atingiu os estados de Indiana, Wisconsin, Illinois, Iowa, Michigan e Ohio, nos EUA, em abril de 1985 , matou 271 pessoas , feriu milhares de outras pessoas e causou prejuízos de mais 400 milhões.

MAIOR NÚMEROS DE DESABRIGADOS POR UM TUFÃO

O tufão "Ike", com ventos de 220Km/h, que atingiu as Filipinas a dois de setembro de 1985, matou 1363 pessoas, feriu 300 e deixou 1,12 milhões de desabrigadas.

MAIOR NÚMEROS DE MORTOS EM UM TUFÃO

Cerca de 10 mil pessoas morreram em virtude de um tufão, com ventos de até 161Km/h, que atingiu Hong Kong em 18 de setembro de 1906.

Fonte: www.bodas.hpg.ig.com.br

Furacão

Furacões e Ciclones

As expressões furacão e tufão são nomes regionais para ciclones tropicais de grande intensidade, que se formam em situações muito específicas que de seguida se apresentarão.

Este tipo de fenómenos é sempre devastador, embora com intensidades diferentes, e também assumem diferentes denominações de acordo com a área do Mundo em que se registam.

Assim, os ciclones tropicais que têm origem no Atlântico Norte, no Oceano Pacífico (Nordeste) e no Pacífico Sul, recebem o nome de furacões.

Furacão

Os que se geram no Pacífico Noroeste chamam-se tufões. No Pacífico Sudoeste e no Indico Sudeste são Ciclones Tropicais Severos. Por fim, no Oceano Índico Norte recebem o nome de Tempestade Ciclónica Severa e no Índico Sudoeste– Ciclone Tropical.

Condições favoráveis à ocorrência de Ciclones Tropicais:

1 – Águas oceânicas quentes (de pelo menos 26,5ºC) e com uma profundidade não inferior a 50m
2 –
Uma atmosfera que arrefeça rapidamente com a altura para que seja potencialmente instável
3 –
Camadas relativamente húmidas perto da média troposfera
4
– Uma distância mínima de pelo menos 500Km da linha do Equador

Porque é que se dão nomes aos ciclones tropicais?

Todos os ciclones tropicais recebem um nome diferente para facilitar a comunicação entre os técnicos e a população em geral, já que podem existir vários ciclones tropicais ao mesmo tempo no Mundo.

A primeira vez que se deu um nome próprio a um furacão foi com o intuito de criticar a vida política australiana, e a denominação foi atribuída por um técnico australiano.

Furacão

O caso dos ciclones

Os ciclones são fenómenos climáticos causados pelo encontro das massas de ar quente e fria. Apesar dessas massas de ar não se misturarem, quando chocam ocorre um movimento circular entre elas, já que o ar frio tende a descer e o ar quente tende a subir.

Os tornados

A palavra tornado vem da palavra espanhola tornada, que significa tempestade. Quando está sobre a água, o tornado é chamado de tromba d’água. Os tornados têm um diâmetro entre os 30 metros e os 2,5Km.

Geralmente não têm duração superior a uma hora e a velocidade de deslocação pode variar entre 1,5Km/h e 400Km/h.

Os tornados não têm um percurso linear nem regular.

A rotação do ar num tornado do Hemisfério Norte faz-se no sentido contrário ao dos ponteiros do relógio. No Hemisfério Sul a rotação do ar efetua-se no sentido dos ponteiros do relógio.

Da tabela seguinte consta os vários graus da escala que mede os furacões (Escala Fujita), bem como as respectivas velocidades e danos causados.

F0 Danos leves 64 Km/h. a 116 Km/h Galhos de árvores quebrados e danos em chaminés
F1 Danos moderados 117 Km/h. a 180 Km/h Casa móveis arrancadas da base ou viradas
F2 Danos consideráveis 181 Km/h. a 252 Km/h Casa móveis arrancadas da base ou viradas
F3 Danos severos 253 Km/h. a 330 Km/h Telhados e paredes derrubadas e carros arremessados
F4 Danos devastadores 331 Km/h. a 419 Km/h Demolição de paredes bem fortes
F5 Danos inacreditáveis 420 Km/h. ou mais Casas arrancadas e carregadas a consideráveis distâncias, carros arremessados a mais de 100 metros

 

Furacão

Fonte: www.minerva.uevora.pt

Furacão

Como se Formam Furacões

Para a formação de um furacão, uma onda tropical deve encontrar as seguintes características sobre o oceano:

1- Temperatura da superfície do mar (TSM) superior a 26.5 graus C. O processo de evaporação, a esta temperatura, tende a ser rápido. O vapor se condensa a medida que ascende e onde encontra ar mais frio na atmosfera. Ocorre a liberação, então, da energia necessária para a formação de ventos e chuvas.
2-
Então, outra necessidade básica para a formação de um furacão é a disponibilidade rápida de umidade, que provém do processo de evaporação sobre os oceanos,
3-
Os ventos têm que estar favoráveis também. O ar sobe em forma de espiral a medida que o processo de evaporação acontece. Nos altos níveis da atmosera, os ventos devem estar fracos para se manter a estrutura vertical do furacão. Os ventos nesses níveis devem estar soprando da mesma direção que os ventos próximos à superfície.
4-
Sendo um sistema de grande escala, a rotação da Terra produz o movimento circular de um furacão.
5-
Em termos físicos, um furacão é uma grande máquina de calor, que converte parte da energia dos oceanos e da atmosfera tropical em ventos e ondas. Para a felicidade dos habitantes dos trópicos, esses monstros não são máquinas perfeitas. Apenas uma pequena parte da energia disponível é convertida em ventos e ondas.

Definições e Curiosidades

A origem dos furacões, no Pacífico e Atlântico Norte está em ondas tropicais que se deslocam, próximas à superfície, em direção oeste, provenientes da costa da África.
Furacões e outros de sua classe são os únicos sistemas meteorológicos que recebem nomes próprios como Hugo, Geoges, Andrew, etc. Cada um com sua rota definida e características vitais, como em seres humanos.
Furacões podem facilmente devastar toda uma ilha, um arquipélago ou mesmo um país.
A quantidade de energia envolvida em um furacão de grande porte, supera em muito a explosão de várias bombas atômicas.
Um furacão no Pacífico Norte, a oeste da Linha Internacional da Data, é chamado de Tufão. Mantém as mesmas características físicas, no entanto.
Todos os furacões evoluem de ciclones tropicais e não de ciclones extratropicais.
Um Ciclone Extratropical é também um sistema de larga-escala, que gira em torno de um centro de baixa pressão, próximo à superfície mas tem origem nos subtrópicos. Podem se desenvolver sobre terra, tem características frias por detrás de sua passagem e a ele estão associados sistemas frontais frios e quentes. É muito mais extenso que os ciclone tropical, da ordem de 1120 a 1600 km. Gira no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio no HN.
Um Ciclone Tropical é um sistema de grande escala, que gira no sentido oposto ao dos ponteiros do relógio no HN, com um centro quente, que se desenvolve sobre o oceano. É classificado conforme sua intensidade.
Para chegar a um Furacão, uma Onda Tropical (distúrbio que se desloca de leste a oeste, pelo Atlântico Tropical Norte), deve dar origem a um Distúrbio Tropical depois um Ciclone Tropical, Depressão Tropical, Tormenta Tropical e finalmente um Furacão.
Distúrbio Tropical é uma área com tormentas que permanece ativo sobre um mesmo ponto por mais de 24 horas. Estão associados ventos fortes com rajadas e chuva intensa.
Depressão Tropical é um Ciclone Tropical com vento máximo constante de 62 km/h. O vento é medido sempre próximo à superfície.
Tormenta Tropical é um ciclone com ventos médios entre 63 e 117 km/h.
Furacão é um Ciclone Tropical com ventos, próximos à superfície, superiores a 118 km/h. Pode ter uma extensão vertical de 400 a 800 km e atingir até 20 km de altura.
Se pensarmos em termos de larga escala, os furacões são uma das maneiras que a Terra encontrou, para balancear calor entre trópicos e regiões mais frias, de latitudes médias. Eles deslocam quantidade de calor dos trópicos para essas latitudes mais próximas aos polos.
Além dos Furacões, as Tormentas e as Depressões Tropicais também recebem nomes.
Um dos primeiros furacões mais violentos desse século foi o New England de 1938. Atingiu a costa leste dos EUA.
O furacão Camille de 1969 foi um dos únicos dois furacões de Categoria 5, que atingiram a costa dos EUA. Os ventos chegaram a 250 km/h. Inundou áreas na Vírginia e mais de 200 pessoas morreram.
O furacão mais intenso, no Caribe, foi o Gilbert, em 1988. Os ventos chegaram a mais de 300 km/h, que o coloca como um super furacão de Categoria 5. Cerca de 6000 pessoas morreram e os prejuízos passaram dos 25 milhões de dólares.
A maior incidência de furacões não está no Pacífico ou no Atlântico Norte Tropical e sim no Pacífico Oeste, ao norte da Oceania, entre o Japão e as Filipinas. Cerca de 30% dos eventos registrados no ano, ocorrem nessa área.
Andrew foi sem dúvida o mais poderoso, em termos de danos, de todo o século 20. Foi em 1992 e os prejuízos passaram de 30 bilhões de dólares. Ele se deslocou quase 30 km dentro continente, nos EUA.
Como um furacão sobrevive da energia retirada da superfície do mar, ele enfraquece sobre terra. Somente 10% dos casos de furacões ou tormentas, chegam a tocar terra. Desse percentual, poucos sobrevivem mais de 24 horas, sobre o continente. A trajetória esperada, de um furacão que toca terra, é o retorno ao oceano.
Na costa da América do Sul, incluindo o Brasil, não se observam extensas áreas com temperaturas acima de 26.5 graus Celsius, embora existam pequenos núcleos, em determinadas épocas do verão e em determinados anos. Esse é o principal motivo do porque da inexistência de furacões no Brasil.
Devido a um único furacão, o maior número de mortes se deu em 1780, na Martinica. Morreram cerca de 20 mil pessoas em virtude de um furacão sem nome.
Recentemente o furacão Mitch, em 1998, matou cerca de 10 mil pessoas na América Central.
O olho do furacão é uma região relativamente calma, com cerca de 48 km de diâmetro. Ele é cercado por gigantescas paredes de cumulus e cumulonimbus qu podem atingir até 20 km de altura.
A parte mais poderosa de um furacão, onde os ventos giram com maior velocidade, próximo à superfície. Gigantesca coluna de tempestades muito destrutivas.

Escala Saffir - Simpsom

Categoria Danos Velocidade do vento em Km/h Ondas na Costa Pressão no Olho do Furacão (milibar) Exemplo
1 Mínimos 118-152 1.3-1.7 m menor ou igual a 980 Agnes - 1972
2 Moderados 153-178 2.0-2.6 m 965-979 David - 1979
3 Extensos 179-210 3.0-4.0 m 945-964 Hilda 1955
4 Extremos 211-250 4.3-6.0 m 920-944 Andrew - 1992
5 Catástrofe maior que 250 maiores que 6 m menor que 920 Camille - 1969

Furacões Monstros (Categoria 5)

Os maiores da História. Alguns chegaram a tocar terra enquanto estavam na Categoria 5, como o caso do famoso Gilbert, no México, em 1988 que matou milhares de pessoas.

O último grande furacão Categoria 5, Mitch, formou-se em outubro de 1998 e atingiu Honduras e Nicarágua com chuvas impressionantes, que causaram a morte de 10 mil pessoas devido às enchentes e deslizamentos, além de inundações costeiras.

Nome Velocidade máxima dos ventos quando tocou terra Data Onde tocou terra como Categoria 5
Sem nome 256 Km/h set 13, 1928 Porto Rico
Sem nome 256 Km/h set 5, 1932 Bahamas
Sem nome 256 Km/h set 3, 1935 EUA/Flórida (Keys)
Sem nome 256 Km/h set 19, 1938 ---
Sem nome 256 Km/h set 16, 1947 Bahamas
Dog 296 Km/h set 6, 1950 ---
Easy 256 Km/h set 7, 1951 ---
Janet 280 Km/h set 28, 1955 México
Cleo 256 Km/h ago 16, 1958 ---
Donna 256 Km/h set 4, 1960 ---
Ethel 256 Km/h set 15, 1960 ---
Carla 280 Km/h set 11, 1961 ---
Hattie 256 Km/h out 30, 1961 ---
Beulah 256 Km/h set 20, 1967 ---
Camille 304 Km/h ago 17, 1969 EUA/Mississipi
Edith 256 Km/h set 9, 1971 Nicarágua
Anita 280 Km/h set 2, 1977 ---
David 280 Km/h ago 30, 1979 ---
Allen 304 Km/h ago 7, 1980 ---
Gilbert 296 Km/h set 14, 1988 México
Hugo 256 Km/h set 15, 1989 ---
Mitch 288 Km/h out 26, 1998 ---

Lista de Nomes dos Furacões do Atlântico Norte

1999 2000 2001 2002 2003 2004
Arlene Alberto Allison Arthur Ana Alex
Bret Beryl Barry Bertha Bill Bonnie
Cindy Chris Chantal Cristobal Claudette Charley
Dennis Debby Dean Dolly Danny Danielle
Emily Ernesto Erin Edouard Erika Earl
Floyd Florence Felix Fay Fabian Frances
Gert Gordon Gabrielle Gustav Grace Gaston
Harvey Helene Humberto Hanna Henri Hermine
Irene Isaac Iris Isidore Isabel Ivan
Jose Joyce Jerry Josephine Juan Jeanne
Katrina Keith Karen Kyle Kate Karl
Lenny Leslie Lorenzo Lili Larry Lisa
Maria Michael Michelle Marco Mindy Matthew
Nate Nadine Noel Nana Nicholas Nicole
Ophelia Oscar Olga Omar Odette Otto
Philippe Patty Pablo Paloma Peter Paula
Rita Rafael Rebekah Rene Rose Richard
Stan Sandy Sebastien Sally Sam Shary
Tammy Tony Tanya Teddy Teresa Tomas
Vince Valerie Van Vicky Victor Virginie
Wilma William Wendy Wilfred Wanda Walter

Lista de Nomes dos Furacões do Pacífico Norte

1999 2000 2001 2002 2003 2004
Adrian Aletta Adolph Alma Andres Agatha
Beatriz Bud Barbara Boris Blanca Blas
Calvin Carlotta Cosme Cristina Carlos Celia
Dora Daniel Dalila Douglas Dolores Darby
Eugene Emilia Erick Elida Enrique Estelle
Fernanda Fabio Flossie Fausto Felicia Frank
Greg Gilma Gil Genevieve Guillermo Georgette
Hilary Hector Henriette Hernan Hilda Howard
Irwin Ileana Israel Iselle Ignacio Isis
Jova John Juliette Julio Jimena Javier
Kenneth Kristy Kiko Kenna Kevin Kay
Lidia Lane Lorena Lowell Linda Lester
Max Miriam Manuel Marie Marty Madelime
Norma Norman Narda Norbert Nora Newton
Otis Olivia Octave Odile Olaf Orlene
Pilar Paul Priscilla Polo Patricia Paine
Ramon Rosa Raymond Rachel Rick Roslyn
Selma Sergio Sonia Simon Sandra Seymour
Todd Tara Tico Trudy Terry Tina
Veronica Vicente Velma Vance Vivian Virgil
Wiley Willa Wallis Winnie Waldo Winifred
Xina Xavier Xina Xavier Xina Xavier
York Yolanda York Yolanda York Yolanda
Zelda Zeke Zelda Zeke Zelda Zeke

Mortes e Prejuízos

A maioria dos danos causados por furacões, nos EUA, são devido a furacões maiores de categoria 3, 4 ou 5, como o Andrew, Hugo ou Camille. De 1949 até 1990 foram somadas 126 tormentas, depressões ou furacões que atingiram os EUA. Desses, apenas 25 foram categoria 3 ou maior. Eles representaram, no entanto, prejuízos da ordem de 56 bilhões de dólares de um total de 74 bilhões.

Mas, com a ajuda da tecnologia, como o monitoramento dos ciclones tropicais, desde que eles se formam no meio do oceano, através de satélites, o número de vítimas devido a furacões tem caído, embora nãose possa dizer o mesmo dos prejuízos.

Estados Unidos - Décadas Mortes por furacões Prejuízos em bilhões de Dólares
1900-1909 8100 não disponível
1910-1919 1050 não disponível
1920-1929 2130 1.5
1930-1939 1050 4
1940-1949 220 3.9
1950-1959 750 10.5
1960-1969 570 16.5
1970-1979 226 17
1980-1989 161 15

Mortes por Furacões nos Estados Unidos

Mortes causadas por furacões nos Estados Unidos entre 1900 e 1996

Posição Furacão e/ou Local Ano Categoria Mortes
1
Texas (Galveston) 1900 4 8000
2
Flórida (Lake Okeechobee) 1928 4 1836
3
Flórida (Keys)/Sul do Texas 1919 4 600
4
Nova Inglaterra 1938 3 600
5
Flórida (Keys) 1935 5 408
6
AUDREY (Sudoeste da Lousiana/Norte do Texas) 1957 4 390
7
Nordeste dos EUA. 1944 3 390
8
Louisiana (Grand Isle) 1909 4 350
9
Louisiana (New Orleans) 1915 4 275
10
Texas (Galveston) 1915 4 275
11
CAMILLE (Mississipi/Louisiana) 1969 5 256
12
Flórida (Miami)/MS/Alabama/Pensacola. 1926 4 243
13
DIANE (Nordeste dos EUA) 1955 1 184
14
Sudeste da Flórida 1906 2 164
15
Mississipi/Alabama/Pensacola 1906 3 134
16
AGNES (Nordeste dos EUA) 1972 1 122
17
HAZEL (South Carolina/North Carolina) 1954 4 95
18
BETSY (Sudeste da Flórida/Sudeste da Louisiana) 1965 3 75
19
CAROL (Nordeste dos EUA)) 1954 3 60
20
Sudeste da Flórida/Louisiana//Mississipi 1947 4 51
21
DONNA (Flórida/Leste dos EUA.) 1960 4 50
22
Georgia/South Carolina/North Carolina 1940 2 50
23
CARLA (Texas) 1961 4 46
24
Texas (Velasco) 1909 3 41
25
Texas (Freeport) 1932 4 40
26
Sul do Texas 1933 3 40
27
HILDA (Louisiana) 1964 3 38
28
Sudoeste da Louisiana 1918 3 34
29
Sudoeste da Flórida 1910 3 30
30
ALBERTO (Noroeste da Flórida/Georgia/Alabama) 1994 Tormenta
Tropical
30

O Porquê do Nome dos Furacões

Antes de 1950 os meteorologistas usavam números para identificar tempestades tropicais. Em 1953, todas as tempestades tropicais observadas, passaram a receber nomes femininos, em ordem alfabética. Em 1979, foram incluídos os nomes masculinos. A OMM, Organização Meteorológica Mundial levou em consideração, então, nomes que possam ser bem compreendidos em inglês, espanhol e Francês. Essas regras valem para o Atlântico e o Pacífico Norte. Os furacões e Tufões reportados a oeste do Pacífico, no Índico, além da Oceania têm suas próprias regras de classificação.

Os nomes dos Furacões, tanto do Pacífico como do Atlântico Norte são pré-determinados. A cada seis anos repete-se a lista. Ou seja, os nomes adotados em 1996, por exemplo, serão reutilizados em 2002. Muitos nomes, no entanto, têm sido retirados dessa lista. Quando um grande furacão produz grandes danos, catastróficos, seu nome é retirado da lista e substituído por outro de mesma letra inicial.

Alguns furacões que foram retirados são: Alícia - 1983, Allen - 1980, Andrew - 1992, Bob - 1997, David - 1979, Elena - 1985, Frederick - 1979, Gilbert - 1985, Gloria - 1985, Hugo - 1989, Joan - 1988, Klaus - 1996.

Nem todos os nomes são utilizados em um ano. Dependendo da temporada, podemos ter menos que os 21 nomes, pré-determinados para a lista do Atlântico Norte, por exemplo. Nesse caso, os nomes restantes não são utilizados e a próxima temporada se inicia com o primeiro nome daquele ano.

Previsão e Monitoramento de Furacões

A tecnologia avança rápido na área de previsão e monitoramento de furacões.

Não só os satélites meteorológicos, alguns de alta resolução, são utilizados mas também: radares, quando os sistemas estão próximo ao continente; aviões que podem sobrevoar o olho do furacão e através de monitoramento local, determinar, pressão, velocidade e deslocamento do sistema. Conta-se, também, com modelos numéricos de previsão de trajetória e número de eventos por temporada, que têm avançado bastante na última década. Toda essa tecnologia, especialmente a utilizada para os furacões que ocorrem no Atântico e Pacífico Norte, ajudam na prevenção a futuros desastres mas não podem, ainda, mudar o rumo e atuação de um furacão.

Para o Atlântico e o Pacífico Norte Tropical, o Centro Nacional de Furacões dos EUA - NHC, na Flórida, trabalha com vários estágios de alertas, quando da aproximação de um furacão. Todos esses alertas são emitidos a tomadores de decisão ao longo dos EUA, México, Caribe e América Central.

Tipos de Avisos emitidos sobre os Furacões ou Tempestades Tropicais

Advertência É uma mensagem de alerta que contém localização, intensidade e deslocamento observado e previsto de um ciclone tropical qualquer. Pode conter também, precauções e possíveis áreas de impacto.
Alerta de Tempestade Tropical (watch) Ventos entre 72.2 e 135.2 Km/h. A tempestade pode tocar terra em 36 horas.
Aviso de Tempestade Tropical (warning) Ventos entre 72.2 e 135.2 Km/h. A tempestade pode tocar terra em 24 horas ou menos
Alerta de furacão (watch) Um furacão foi observado e classificado como, independente da categoria e está próximo da costa a no máximo 36 horas.
Aviso de Furacão (warning) Ventos acima de 137 Km/h são observados devido a um furacão, próximo a uma área costeira qualquer. Esse pode chegar em menos de 24 horas. Aviso por maré alta e possívies inundações costerias, também podem ser emitidos.

Fonte: www.infotempo.com

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