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DIDI

Nome completo: Waldir Pereira

Nascimento: Campos-RJ, 8/10/1929 (faleceu no Rio de Janeiro em 12/5/2001)

Clubes onde jogou

Americano

Lençoense-SP

Madureira

Fluminense

Botafogo

Real Madrid

São Paulo

Títulos

Campeão Carioca (1951) pelo Fluminense

Campeão Carioca (1957, 1961 e 1962) pelo Botafogo

Campeão Pan-Americano (1952)

Campeão Mundial (1958 e 1962) pela seleção brasileira

Jogos pela seleção brasileira: 74

Gols pela seleção brasileira: 21

Fez parte da geração de ouro do futebol brasileiro, que conquistou o bicampeonato mundial nos anos de 1958 e 1962. Do dramaturgo Nelson Rodrigues, recebeu o apelido de príncipe etíope pelo fato de ser negro, pela elegância dentro de campo e por uma alusão à majestade de Pelé.

Começou a jogar futebol muito cedo, no infantil do Aliança, time de Campos, do Rio de Janeiro, sua cidade natal.

Na juventude, quase teve de amputar uma perna. Quando se recuperou, passou pelo São Cristóvão, Rio Branco, Goitacaz e Lençoense, antes de chegar ao Madureira, junto com o irmão Dodô. Seis meses depois, Didi já estava no Fluminense, onde conquistou o Campeonato Carioca de 1951. Em 16 de junho de 1950, pela Seleção Carioca de Novos, marcou o gol de estréia do Maracanã. Mas sua equipe foi derrotada por 3 a 1 para a Seleção Paulista da mesma categoria.

Transferiu-se para o Botafogo, em 1956. Ao lado de Amarildo, Zagallo, Garrincha e Nilton Santos, viveu sua melhor fase no futebol, conquistando os Campeonatos Carioca de 1957, 1961 e 1962. Sua estréia pela seleção brasileira aconteceu no Pan-Americano de 1952, quando o Brasil ganhou seu primeiro título fora de casa.

Foi titular na Copa do Mundo de 1954, mas o momento mágico de sua carreira começou durante as eliminatórias para a Copa de 1958. Foi dele o gol de falta, contra o Peru, que garantiu o Brasil naquele Mundial. Depois da cobrança, a bola fez uma curva no ar e, quando parecia ir para fora, caiu e surpreendeu o goleiro. O chute ficou conhecido como a "folha seca", marca registrada do jogador. Mais tarde, sagrou-se bicampeão mundial em 1958, na Suécia, e 1962, no Chile, e foi considerado fundamental nas duas campanhas.

Teve uma breve passagem pelo Real Madrid, da Espanha, logo após a Copa de 1958, mas uma briga com Di Stéfano o fez voltar para o Botafogo meses depois. Encerrou a carreira definitivamente em 1966, depois de defender o São Paulo. Foi bem-sucedido como treinador -dirigiu Cruzeiro, Botafogo, Fluminense, Sporting Cristal e Seleção Peruana. Morreu no dia 12 de maio de 2001, no Rio de Janeiro, vítima de câncer no intestino.

Fonte: http://futebol.bol.com.br

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