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Romário

Romário

Nome completo: Romário de Souza Faria

Nascimento: Rio de Janeiro, 29/1/1966

Clubes onde jogou

Vasco

PSV Eindhoven-HOL

Barcelona-ESP

Flamengo

Valencia-ESP

Títulos

Campeão Carioca (1987 e 1998)

Campeão da Copa Mercosul (2000)

Campeão da Copa João Havelange (2000) pelo Vasco

Campeão Carioca (1996 e 1999)

Campeão da Copa Mercosul (1999) pelo Flamengo

Campeão Holandês (1989, 1991 e 1992)

Campeão da Copa da Holanda (1988, 1989 e 1990) pelo PSV Eindhoven

Campeão Espanhol (1994) pelo Barcelona

Campeão da Copa América (1989 e 1997)

Campeão Mundial (1994) pela seleção brasileira

Jogos pela seleção brasileira: 84

Gols pela seleção brasileira: 69

Romário foi um dos jogadores mais importantes da seleção brasileira nos anos 90. Disputou os Mundiais da Itália, em 1990, como reserva, e de 1994, nos Estados Unidos, quando, sob o comando do técnico Carlos Alberto Parreira, foi um dos principais responsáveis pela conquista do tetracampeonato. Suas principais qualidades são os dribles rápidos e curtos, a inteligência e principalmente a precisão nos chutes.

Começou a jogar futebol nos campos da favela da Vila Penha, no Rio de Janeiro. Profissionalizou-se pelo Vasco, aos 19 anos, em 1985, onde conquistou seu primeiro Campeonato Carioca, em 1987, ao lado de Roberto Dinamite, o maior jogador do clube de todos os tempos. No ano seguinte foi artilheiro da competição, apesar de não ter conquistado o título (foi mais seis vezes artilheiro máximo da competição, sendo cinco delas consecutivas).

Em 1988, partiu para a Holanda, onde tornou-se ídolo do PSV Eindhoven. Depois de diversas conquistas, ganhou prestígio internacional. Em 1993, Romário transferiu-se para o Barcelona, sagrando-se artilheiro e campeão espanhol no ano seguinte.

Após a Copa de 1994, foi contratado pelo Flamengo e conquistou o Estadual de 1996. Depois de uma passagem pelo Valencia, voltou para a Gávea, onde venceu o Campeonato Carioca e a Copa Mercosul de 1999. Uma briga com a diretoria do clube o fez voltar para o Vasco, seu clube de origem. Lá conquistou as Copas João Havelange e Mercosul de 2000 e permanece artilheiro do time até hoje, aos 36 anos.

Na seleção, Romário nunca teve vida fácil em função das várias contusões, decorrentes do esforço físico gasto nas partidas de futevôlei e também por atos de indisciplina que marcaram sua carreira. Em 1987, teve sua primeira chance em uma excursão pela Europa. No ano seguinte, conquistou a medalha de prata nos Jogos Olímpicos de Seul. Em 1989, ao lado de Bebeto, seu companheiro de tetracampeonato, venceu a Copa América. Como reserva, participou da Copa da Itália, em 1990

Fonte: futebol.bol.com.br

Romário

Infância e juventude

Filho de Edevair de Souza Faria e Manuela Ladislau Faria, morou na comunidade do Jacarezinho até os três anos de idade, quando mudou-se para a Vila da Penha. Lá jogou no time de futebol do Estrelinha, fundado por seu pai, o que era uma maneira de incentivá-lo à prática dos esportes. É no asfalto e nas quadras de futebol de salão que aprende a jogar. Com pouco tempo já era destaque entre os garotos, e já jogava entre os mais velhos.

Em 1979, um olheiro o levou para fazer testes no infantil do Olaria. Destaque entre os jogadores da equipe, foi levado depois ao Vasco, mas foi obrigado a fazer um "estágio" de um ano, pois o jogador não tinha condições legais de ingressar no clube por causa de sua tenra idade.

Carreira

Jogador

Sua carreira está identificada ao Club de Regatas Vasco da Gama, clube que iniciou sua carreira e garantiu reconhecimento nacional e internacional sendo campeão brasileiro em 2000, campeão da Copa Mercosul em 2000, campeão carioca em 1987 e 1988.
Romário teve uma passagem pelo futebol da Holanda, jogou pelo PSV Eindhoven que havia lhe comprado por US$5 milhões, onde jogou durante 6 anos, e conquistou títulos importantes ao clube do técnico Guus Hiddink, ganhando os Campeonatos Holandeses de 1988-89, 1990-91 e 1991-92, a Copa dos Países Baixos em 1989 e 1990, e Supercopa dos Países Baixos em 1992.
Após sua passagem pelo PSV Eindhoven, Romário foi negociado por US$4,5 milhões com Futbol Club Barcelona onde teve importante participação na conquista de importantes títulos, entre eles o Campeonato Espanhol de 1993-94.Considerado um dos jogadores mais importantes entre os que vestiram a camisa do clube catalão é também ídolo da torcida.

Carreira em clubes

Início no Vasco

No Vasco, Romário iniciou a sua carreira profissional em 1985, promovido ao time principal por Antônio Lopes. Sua estreia em jogos oficiais ocorreu em 6 de fevereiro, na vitória vascaína por 3 a 0 sobre o Coritiba, partida válida pelo Campeonato Brasileiro. Romário entrou no segundo tempo, no lugar de Mário Tilico. Já seu primeiro gol foi marcado a 18 de agosto, em um amistoso contra o time do Nova Venécia, marcando duas vezes em uma goleada de 6 x 0 sobre a equipe capixaba.

Começou a chamar a atenção de torcedores e jornalistas já no Campeonato Carioca de 1985, onde foi vice-artilheiro. Considerado uma grande revelação, assinou seu primeiro contrato profissional em 1986, ano em que fez dupla de ataque com o consagrado jogador Roberto Dinamite, em um elenco vascaíno que ficaria marcado por contar com os dois maiores ídolos da história recente do clube, mesclando também outros veteranos consagrados e jovens talentos. Dinamite diria, mais tarde: "Você sabe o que é jogar ao lado do Romário de 20 anos de idade? Era só jogar a bola para ele. Das três que chegavam no pé, duas ele colocava dentro do gol".

Romário, naquele ano, venceu a Taça Guanabara de 1986, seu primeiro título como profissional, marcando duas vezes na final contra o Flamengo. Mesmo ao lado de Dinamite, foi o garoto o artilheiro do Campeonato Carioca do mesmo ano, com um gol a mais que o veterano ídolo. Porém, os rubro-negros venceriam o segundo turno e acabariam derrotando o Vasco nas finalíssimas. O desempenho no Estadual chegaria a cotar a jovem revelação para a Copa do Mundo do México, também naquele 1986.Em 1987 e 1988, o Baixinho marca época no Vasco, faturando o bicampeonato carioca, em ambas as vezes contra o Flamengo, devolvendo a perda do título de 1986. Na decisão de 1988, marca um gol histórico contra o arquirrival, aplicando um lençol no goleiro Zé Carlos e quase entrando no gol junto com a bola.Naquele ano, já declara sua ambição de fazer mil gols, tal como Pelé: "Tenho 22 anos e garanto que ainda vou impressionar muita gente. Podem me cobrar. Vou chegar ao milésimo gol".

Em 1988, conquista novo campeonato Carioca e integra a Seleção Brasileira que vai às Olimpíadas de Seul. Romário termina os Jogos Olímpicos como artilheiro com seis gols, um deles na final. O PSV Eindhoven, recém-campeão da Copa dos Campeões da UEFA, aparece e contrata duas estrelas daquelas Olimpíadas: ele e o zambiano Kalusha Bwalya.

PSV Eindhoven

Romário transferiu-se para o PSV por US$ 5 milhões, sendo na época a mais cara contratação brasileira por um clube estrangeiro.O técnico da equipe neerlandesa, Guus Hiddink, veio pessoalmente ao Brasil para participar das negociações.

Encerra com perfeição sua primeira temporada no clube da Phillips: é artilheiro e campeão do Campeonato Neerlandês e fatura também a Copa dos Países Baixos. Na Copa dos Campeões da UEFA, encara pela primeira vez um futuro rival, o Real Madrid. Marca na duas partidas, mas são os espanhóis quem avançam, na prorrogação, para as semifinais.Ele perde apenas as decisões tidas como secundárias pelos europeus: o Mundial Interclubes, em que ele empata a partida contra os uruguaios do Nacional a quinze minutos do fim; o jogo vai para a prorrogação, com virada do PSV, que sofre o empate no último minuto do tempo extra. Ele converte a sua cobrança na decisão por pênaltis, mas o adversário vence nela por 7 x 6. Já na Supercopa Europeia, o título é perdido após a equipe vencer os belgas do Mechelen por apenas 1 x 0 em casa, após perder por 0 x 3 fora.

Na temporada de 1989/90, Romário é novamente artilheiro da Eredivisie e volta a ganhar a Copa nacional e torna-se ainda o primeiro brasileiro chamado para uma Copa do Mundo atuando por uma equipe dos Países Baixos - todavia, uma lesão no tornozelo ocorrida a três meses do torneio pelo próprio PSV praticamente o priva de jogar mundial. Sem ele nas rodadas finais, o PSV perdeu o campeonato por um ponto para o Ajax, dando certa razão a uma declaração de seu principal atacante: "O PSV depende de mim. Todos sabem que a equipe não tem condições de jogar sem Romário"De fato, sua importância era tal que a diretoria o perdoou mesmo após um pequeno escândalo, em que fotos suas disputando animadas partidas de futebol de areia no Rio de Janeiro chegaram ao clube - Romário havia conseguido ser liberado pelo PSV com a desculpa de tratar o problema no tornozelo.

O Baixinho recupera-se bem da lesão e, na temporada 1990/91, é novamente artilheiro e campeão da Eredivisie, com um sabor especial para a torcida: o PSV, até então a terceira força do futebol neerlandês iguala, em número de títulos no campeonato, o Feyenoord, ultrapassado na de 1991/92, com um bicameponato seguido da equipe de Eindhoven. A temporada 1992/93, em que o Feyenoord ganha e se iguala momentaneamente ao PSV, é primeira de Romário na Holanda em que ele não fatura títulos; ainda assim, sua artilharia na Copa dos Campeões da UEFA, mesmo com o PSV caindo em último na fase de grupos, impressiona um holandês em especial: Johan Cruijff, que na época treinava com sucesso o Barcelona.

O clube espanhol é convencido a comprar Romário, fazendo-o por US$ 4,5 milhões. Romário despediu-se do PSV com um total de 174 gols marcados. Embora sua passagem por ele geralmente seja pouco lembrada, o clube de Eindhoven foi o que Romário mais conquistou títulos. Guus Hiddink, seu treinador, declararia:

O jogador mais interessante com quem já trabalhei foi Romário. Era o tipo de cara que fazia gols com facilidade. Antes de partidas cruciais, quando se está um pouco nervoso, ele chegava para mim e dizia "coach, tranquilo, Romário vai marcar e nós vamos ganhar". E ele realmente marcava. Nem todas as vezes, mas em oito de dez jogos como aqueles ele marcaria o gol da vitória

Barcelona

Romário tem um início arrasador no clube catalão. Na pré-temporada, marca quatorze gols em oito partidas.Conseguiu também, para a surpresa geral, a amizade do temperamental Hristo Stoichkov, que não escondera da imprensa seu descontentamento inicial com a chegada de um quarto estrangeiro - na época, as regras só permitiam três em campo, e o Barcelona já reunia, além do búlgaro, o neerlandês Ronald Koeman (ex-colega de PSV) e o dinamarquês Michael Laudrup, todos já consagrados no clube.De fato, Cruijff teve de revezar os quatro em um rodízio que pouco os agradava.

A temporada 1993/94 desenrola-se com o Barcelona em busca de um tetracampeonato seguido. O ápice dá-se em um El Clásico, em que Romário marca três vezes e dá uma assistência em um 5 x 0 contra o Real Madrid. O outro time da capital espanhola também não se livra do Baixinho: nos dois duelos contra o Atlético de Madrid, Romário marca também três vezes, em cada um - 3 x 4 no primeiro turno e 5 x 3 no segundo. Mas a partida contra o Real é o marco: a partir dela, o Barcelona soma 28 pontos em 30 possíveis nas partidas restantes e consegue, na última rodada, faturar um título que parecia perdido para o Deportivo La Coruña de Bebeto e Mauro Silva.

Romário emenda o título no Campeonato Espanhol com nova artilharia, recebendo a alcunha de Matador de Porteros.Cruijff se rende ao brasileiro, que vinha se permitindo até a apostar com o técnico liberações para ir ao Brasil caso marcasse dois gols em um jogo - aposta que ele frequentemente ganhava. Todavia, ele não consegue o mesmo sucesso na Liga dos Campeões da UEFA: o time chega à final, mas ele marca apenas duas vezes, ambas na primeira fase, ambas em cada duelo contra o Spartak Moscou. Na final, os favoritos blaugranas são goleados por 0 x 4 para o Milan.

A temporada 1994/95, apesar da saída de Laudrup para o arquirrival Real Madrid, começa inspiradora: Romário volta a Barcelona como campeão e grande destaque da Copa do Mundo de 1994, torneio onde Stoichkov também destacara-se como artilheiro e condutor de uma campanha histórica da Bulgária a um quarto lugar. O Barcelona havia contratado ainda outra estrela da Copa, Gheorghe Hagi, respondendo ao Real (onde o romeno havia jogado). E é justamente na Liga dos Campeões que Romário teria uma última noite de gala no Camp Nou, em que a dupla com Stoichkov marca três vezes em um 4 x 0 sobre o Manchester United. "Não pudemos com a velocidade de Stoichkov e Romário. A rapidez com que atacavam era algo totalmente novo", declararia o técnico britânico, Alex Ferguson.

Porém, Romário não duraria mais do que aquele semestre na Espanha: desejando voltar ao Brasil, força sua saída do Barcelona, seduzido pela proposta do Flamengo. "Romário nunca voltou de fato depois da Copa do Mundo. Seu corpo estava em Barcelona, mas sua mente estava no Rio", declararia Stoichkov, de quem o brasileiro chegara a se distanciar. O Barcelona teve de aceitar e vendeu-o pela mesma quantia desembolsada um ano e meio antes, quando o comprara do PSV: US$ 4,5 milhões.

No Barcelona, Romário viveu o período mais brilhante tido pelo clube até então, momento bastante acompanhado por telespectadores do mundo inteiro, com muitos deles passando a torcer pelo Barça a partir dali. Ele também acabaria responsável por reiniciar a trajetória de sucesso de jogadores brasileiros na equipe. Até então, o único que fora ídolo havia sido Evaristo, na década de 1950. Entre ambos, passaram pelo clube outros seis brasileiros, incluindo Marinho Peres e Roberto Dinamite, todos sem êxito. Depois da passagem fugaz, mas brilhante, de Romário, o Barça teria sucesso particular com outros brasileiros de nomes iniciados em R - Ronaldo, Rivaldo e Ronaldinho Gaúcho, além também de Giovanni, Thiago Motta, Edmílson, Belletti, Daniel Alves e Deco (este, após naturalizar-se português).

Flamengo e empréstimos ao Valencia

No início de 1995 o Flamengo contrata o jogador, em uma inusitada jogada de marketing, após cerca de três a quatro meses de negociações com o Barcelona, facilitadas com a colaboração do próprio Romário. O negócio foi feito graças a uma mobilização de empresas desejosas em ter, em contrapartida, a imagem do craque. Romário foi o 1º jogador jogando fora da Europa(e o único até hoje, já que no anúncio da FIFA,na época feito no dia 30 de janeiro de 1995 em Lisboa, ele já estava oficialmente contratado pelo Flamengo, onde já tinha inclusive estreado a ser eleito o melhor jogador do mundo pela FIFA em 1994 devido ao seu papel decisivo no tetracampeonato mundial brasileiro: para isso, Brahma, Banco Real, Rede Bandeirantes e Multiplan forneceram os recursos para a contratação do Baixinho.Como grande contratação do ano em que o Flamengo festejava seu centenário, Romário chegou festejado pelos flamenguistas,fazendo desfile, em carreata, para 1 milhão de pessoas ,a despeito de desqualificar Zico: "Eu ganhei uma Copa, ele não". Ofusca a chegada de outro tetracampeão, curiosamente também consagrado em um rival, o Fluminense: Branco.

Romário começou bem, conseguindo o título da Taça Guanabara de 1995 marcando três vezes na final contra o Botafogo. O título estadual, todavia, ficaria com o time de melhor campanha em um octagonal final. Na véspera da partida decisiva, contra o Fluminense, Romário desentende-se com o técnico Vanderlei Luxemburgo. Chega a marcar na partida mas não termina o campeonato com a artilharia, que seria de Túlio Maravilha, do Botafogo, e o título fica com o Fluminense, em uma das partidas mais lembradas do clássico: com a vantagem do empate, o Flamengo chegou a alcançar a igualdade após estar perdendo por 0 x 2, mas o Tricolor consegue a vitória no final, no famoso gol de barriga de Renato Gaúcho (que assim fica também com o título simbólico de Rei do Rio).

Para o Campeonato Brasileiro de 1995, a diretoria flamenguista tenta superar a decepção, contratando Edmundo para formar com Romário e Sávio o "melhor ataque do mundo". Além do Animal, credenciado com uma passagem vitoriosa pelo Palmeiras e ex-ídolo também do rival Vasco, chegam ainda Ronaldão (outro tetracampeão), Djair e Luís Carlos Winck. A amizade com Edmundo, que resulta até em um rap de ambos, apresentado na chegada do reforço, porém, não resulta em gols suficientes para levar o Flamengo às fases decisivas do Brasileirão - para piorar, vencido pelo rival Botafogo. Paralelamente, a equipe vinha bem na Supercopa Libertadores 1995, chegando à final contra o Independiente. Após perder por 0 x 2 na Argentina, o Flamengo venceu, com um gol de Romário, na volta, mas por apenas 1 x 0, perdendo a última oportunidade de conseguir uma taça no centenário.

No ano de 1996 ,fica em 4º lugar na eleição de Melhor do Mundo da FIFA pelo seu desempenho em 1995, um grande feito para um jogador que atuou a temporada inteira no Brasil, ano em que o Flamengo conquista o Campeonato Carioca de forma invicta. Romário, mais uma vez, é artilheiro do estadual. O Flamengo conquista também a Copa Ouro Sul-Americana. Romário não fica para o Campeonato Brasileiro de 1996: ele se envolve em uma transação mal-sucedida, que trouxe de volta o atacante Bebeto, e o Baixinho acaba emprestado ao Valencia. Naquele ano, o rubronegro termina em 14º lugar no Campeonato Brasileiro. Romário pouco dura no Valencia, onde desentende-se com o técnico Luis Aragonés e vê-se isolado no elenco, que apoia o treinador.Apesar do interesse o Vasco, do São Paulo e até do Boca Juniors, onde atuaria com Diego Maradona e Claudio Caniggia, o jogador programou, ainda antes do fim do ano, sua volta ao Flamengo, após lesionar-se no final de setembro.

Em 1997, vai com o Flamengo a duas decisões, mas ambas são perdidas em empates por 2 x 2: o Torneio Rio-São Paulo, contra o Santos, e a Copa do Brasil, contra o Grêmio, em quem ele chega a marcar. Resta-lhe apenas sua terceira artilharia seguida no Cariocão. Joga apenas quatro partidas no Campeonato Brasileiro de 1997, marcando seus três gols em um único jogo, em um 4 x 1 contra o Goiás. Ele retorna para um novo curto período no Valencia e, sem ele, o Flamengo até consegue chegar às fases finais do Brasileirão, mas é eliminado para o Vasco - futuro campeão.

No Valencia, ele tem novas frustrações: Jorge Valdano, que pedira pela sua volta, demonstra tolerar o comportamento boêmio do atacante, declarando posteriormente que, de fato, o contrato do astro previa em uma cláusula essa liberdade para o Baixinho.Porém, pouco antes da temporada começar, Romário machuca-se. Valdano cai logo após a terceira rodada e quando Romário recuperou-se, desentendeu-se com o novo treinador, Claudio Ranieri. Romário acaba deixado na reserva de Marcelinho Carioca e logo acerta novo retorno ao Flamengo, para o início de 1998.

O ano não se mostra muito melhor: o Estadual, onde é pela quarta vez consecutiva o artilheiro, fica com o Vasco e, no Brasileirão, o time não encontra um padrão de jogo e fica de fora das fases finais. Mais do que isso, Romário acaba cortado da Copa do Mundo de 1998. Em 1999, o título estadual é, sobre o favorito Vasco de Edmundo, reconquistado, e Romário emenda sua quinta artilharia seguida no torneio. Ele se destaca também no Torneio Rio-São Paulo, mesmo com o time não chegando às fases finais: ao driblar Amaral com um elástico e completar a jogada com um gol sem ângulo, ele é aplaudido pela torcida adversária, em um 3 x 0 sobre o Corinthians em pleno Pacaembu.

No Brasileirão, o Flamengo chega a fazer uma boa campanha, mas perde uma série de jogos na reta final e fica novamente eliminado das fases finais.A maior decepção fica na Copa do Brasil: o time vencia o Palmeiras no Parque Antártica por 2 x 1 até os últimos dez minutos da partida, quando os alviverdes marcaram justamente os três gols que necessitavam para classificarem-se.
O maior alento rubronegro em 1999 é a Copa Mercosul. O time vai avançando, com Romário obtendo nova artilharia. Porém, antes da segunda partida da semifinal - contra o Peñarol, em Montevidéu -, Romário e outros jogadores do Flamengo festejam em uma boate de Caxias do Sul horas depois de derrota para o Juventude, válida pelo Brasileiro. A despeito de ter marcado o gol do Flamengo no jogo (1 x 3), apenas o Baixinho acaba punido, tendo seu contrato rescindido por decisão do presidente Edmundo dos Santos Silva. Sem ele, o Flamengo consegue ser campeão da Mercosul.

Sem clube, Romário acerta seu retorno ao Vasco da Gama, depois de onze anos. Deixou o Flamengo como terceiro maior artilheiro do clube, com 204 gols, atrás apenas de Dida e do desafeto Zico. Tendo marcado 46 gols naquele ano, recebe a primeira Chuteira de Ouro premiada pela Placar.

Primeiro retorno ao Vasco

Ainda em 1999, joga amistosos na volta à equipe em que revelou, marcando contra o Santa Cruz e o Raja Casablanca. Com o Vasco, disputa o primeiro Mundial de Clubes da FIFA, reeditando na equipe a dupla com Edmundo - abalada fora de campo anos antes, quando o Animal não concordou com as provocações de Romário a Zagallo e Zico na casa noturna que o Baixinho inaugurara pouco tempo após seu corte na Copa do Mundo de 1998, o Café do Gol. Romário marca três vezes no mundial: duas contra o Manchester United e uma contra o Necaxa, ambos na primeira fase do torneio. Na final, em pleno Maracanã, o Vasco acaba perdendo para o Corinthians nos pênaltis e Romário experimenta vaias.

A decepção é temporariamente esquecida na final da Taça Guanabara de 2000: Romário, em sua primeira partida contra o Flamengo desde que deixou a equipe rubronegra, marca impiedosamente três vezes em uma goleada de 5 x 1 que dá o título aos cruzmaltinos, em um domingo de Páscoa em que faz a torcida vascaína bradar "é chocolate!".O título também ofusca na memória dos torcedores as rusgas com Edmundo: um mês antes da decisão, após jogo contra o Olaria, Romário voltou a atacar o antigo amigo, depois de marcar três gols no jogo (vitória por 4 x 1), declarando implicitamente que na "corte vascaína", ele seria o príncipe, o presidente Eurico Miranda seria o rei e Edmundo, o bobo.

A crise só volta a tona após a perda do título estadual: o Flamengo vence o segundo turno e leva a melhor nas finalíssimas contra o Vasco, que perde também o Rio-São Paulo, para o Palmeiras. Mas o respaldo de Romário junto a diretoria faz com que ela prefira se livrar não dele, mas de Edmundo, emprestado ao Santos.

Os títulos perdidos no primeiro semestre são compensados no segundo: em dezembro, o Vasco fatura a Copa Mercosul em uma virada histórica contra o Palmeiras, em pleno Parque Antártica: perdendo de 0 x 3, os cariocas reagem e viram a partida, com Romário marcando três vezes. Ele também leva o Vasco à final da Copa João Havelange, contra o surpreendente São Caetano. Marca um gol em cada partida da decisão (a segunda precisou ser remarcada para janeiro do ano seguinte) e consegue levantar pela primeira vez um Brasileirão, do qual termina como um dos artilheiros. Romário também fatura nova Chuteira de Ouro, após marcar incríveis 73 gols no ano,e a sua primeira (e única) Bola de Ouro da mesma publicação, como melhor jogador da competição, e duas Bolas de Prata: uma por ter sido o melhor atacante, e outra por ser um dos artilheiros da João Havelange, com 20 gols. Outra premiação foi concedida pelo jornal uruguaio El País: Romário, aos 34 anos, foi eleito oficialmente o melhor jogador da América.

O ano de 2001 acaba não sendo tão bom, embora os gols não parem de sair: Romário é novamente artilheiro do Brasileirão, recebendo nova Bola de Prata. Com 42 gols na temporada, o Baixinho é até hoje o único jogador vascaíno a ter ultrapassado a barreira dos 30 gols numa temporada pelo Vasco no Século XXI. Contudo, apesar dos gols, o Vasco fica sem títulos - com destaque para a terceira perda seguida do Campeonato Carioca para o Flamengo, sofrendo o gol da perda nos minutos finais; Romário não jogou a decisão, estremecendo a relação com a torcida. Na primeira (e única) vez em que disputa a Taça Libertadores da América, Romário marca apenas três vezes, e o Vasco, após terminar a primeira fase com seis vitórias em seis jogos, cai nas quartas-de-final após perder as duas partidas contra o Boca Juniors (detentor do título e futuramente bicampeão seguido).É também o ano em que Romário desentende-se com o técnico da Seleção Brasileira, Luiz Felipe Scolari: o Baixinho pedira dispensa da Copa América de 2001 para uma cirurgia nos olhos, mas em seguida seguiu com o Vasco para disputar amistosos no México, irritando o treinador.

No primeiro semestre de 2002, ainda marca 26 gols pelo Vasco, mas arranja atritos com a torcida, respondendo a insultos com gestos obscenos. Sem clima, especialmente após não ser chamado por Scolari para a Copa do Mundo de 2002, deixa o Vasco mais uma vez.

Fluminense e Qatar

Romário reaparece no segundo semestre de 2002 como jogador do Fluminense, o terceiro grande carioca a defender - curiosamente, experimentando outra vez a sensação de ser a grande contratação de uma equipe que completava o centenário. Em sua estreia, contra o Cruzeiro, já válida pelo Campeonato Brasileiro de 2002, leva mais de 70 mil pessoas ao Maracanã e corresponde às expectativas, marcando duas vezes em uma goleada de 5 x 1.A boa campanha inicial é seguida de tropeços - como na goleada por 2 x 5 para o Flamengo, em que Romário perde pênalti, uma derrota por 0 x 3 para o Palmeiras em pleno Maracanã e o pior vexame, um 0 x 6 para o São Paulo. Neste jogo, ainda antes dos gols, Romário chega a empurrar o rosto do colega Andrei. A popularidade do Baixinho com a torcida é visível na reapresentação do time nas Laranjeiras: "Valeu Romário. Faltam agora o César, o Flávio e companhia", dizia uma faixa, em alusão a outros jogadores tricolores em má fase na época. Mesmo na comissão técnica, sua ascendência é grande, a ponto de se mostrar mais comandante do time do que o próprio técnico Renato Gaúcho e de impor a escalação do amigo Beto, fora de forma.

Ainda assim, o Fluminense consegue se classificar com um gol decisivo de sua maior estrela: a dez minutos do fim, na última rodada da primeira fase, contra a Ponte Preta, ele rouba a bola do zagueiro Marinho na área adversária e sedimenta uma grande virada - até dez minutos antes, o Fluminense perdia por 0 x 2.[34] O Flu elimina o São Caetano e chega às semifinais, contra o Corinthians. O Tricolor vence no Maracanã por 1 x 0 com gol de Romário, mas acaba eliminado ao perder em São Paulo por 2 x 3 - os paulistas se classificam pela melhor campanha na primeira fase. Ainda assim, o desempenho do Fluminense é considerado satisfatório, ainda mais pelo fato de os três rivais terem brigado contra o rebaixamento naquele ano - em que o Botafogo caiu. E Romário fatura nova Chuteira de Ouro.

Assim como fizeram com Vanderlei Luxemburgo no Flamengo e com Edmundo no Vasco, as regalias e popularidade de Romário acabam fazendo com que um ídolo do time saia irritado. No caso do Fluminense, a irritação com tais favorecimentos - que incluíam até uma comissão técnica própria para Romário, com fisioterapeuta e preparador físico particulares - ocorre com dois no início de 2003: Roni e Magno Alves.Porém, o próprio Baixinho acaba deixando o Flu, em março, seduzido pela proposta de US$ 1,5 milhões do Qatar por três meses de contrato com o Al-Sadd. Esportivamente, a aventura não dá certo: Romário machuca-se, joga apenas três partidas e não marca. "É um craque, de talento indiscutível, mas só de vê-lo no treino já dá para sentir que não tem mais condição de ser profissional", afirma o treinador da equipe, o croata Luka Peruzovic.

Ele volta ao Fluminense com a motivação pelo milésimo gol, beirando na época o 800º. Tem uma exibição de gala contra o Guarani, no Maracanã, marcando três vezes, um deles de bicicleta, na vitória por 5 x 2. Mesmo aos 37 anos, termina o ano com 13 gols em 21 jogos pelo Flu, sendo o artilheiro do clube, salvando-o do rebaixamento ao garantir uma série de vitórias, amenizando um atrito com a torcida. Um torcedor em particular chegara a ser agredido por ele nas Laranjeiras, ao trazer galinhas para um treinamento.

Em 2004, o Fluminense reúne, com o aval de Romário, um time de renomados: chegam Ramon, Roger e até o desafeto Edmundo. Assim como em 2003, quando pedira pela contratação de Léo Inácio, volta a exigir a vinda de um amigo, Leonardo Moura.Tais regalias eram fundamentadas na alta expectativa de que Romário se aposentasse ao final do ano. No Carioca, ele é apenas regular; o Fluminense chega à final, mas perde o título para o Flamengo.

No Brasileiro, suas regalias continuam, bem como seu pouco respeito aos técnicos que se seguem na equipe: ao ouvir que Alexandre Gama reclamava das frequentes ausências do Baixinho nos treinamentos, solta que "o cara mal chegou no ônibus e já quer sentar na janelinha". Pressionada pelos patrocinadores da Unimed, que pagam a maior parte do alto salário da estrela, a diretoria impõe a escalação de Romário.Sem tanta participação dele, o clube consegue um nono lugar, em campanha melhor que a do ano anterior. Em sua última partida, é vaiado ao ser substituído após pouco fazer em campo em uma derrota de 1 x 4 para o Goiás no Maracanã.
Sem um bom ambiente, seu contrato não se renova.

Terceira passagem pelo Vasco

No início de 2005 há uma indefinição sobre a continuação de sua carreira profissional. Fontes no início do ano chegam a afirmar que ele encerraria de fato a carreira, mas o jogador desconfirma: no dia 23 de janeiro ele faz sua primeira partida do ano, com a camisa do Vasco. Romário surpreende outra vez, ficando na vice-artilharia do Carioca, embora o clube não chegue às finais.

Pela terceira vez no Vasco, Romário mantém suas características: os gols e sua imposição sobre os técnicos. Pelo Campeonato Brasileiro de 2005, chega a fazer a preleção, na presença do treinador Dário Lourenço. O técnico cai após derrota para o Flamengo. Romário também se desentende com Pelé, que lhe sugerira aposentar-se: "O Pelé calado é um poeta. Tinha era que colocar um sapato na boca". No Brasileirão, ele consegue na reta final chegar à artilharia, superando Róbson, do Paysandu. Torna-se, aos 39 anos de idade, o mais velho jogador a terminar o campeonato como artilheiro, o que lhe premia com sua quarta Bola de Prata, a terceira delas como prêmio pela artilharia.

Próximo ao milésimo gol, Romário motiva-se a continuar jogando, recebendo total apoio do Vasco: o clube oficialmente anuncia o Projeto Romário 1000 Gols, que gera polêmica por transformar jogos-treinos contra equipes fracas em amistosos com súmula e uniforme oficial, para facilitar o desejo de Romário.

Estados Unidos e Austrália

Em meio ao baixo rendimento e desconforto que suas regalias geravam nos colegas, acaba saindo no início de 2006; quando surge a proposta do Miami, Vasco e Romário decidem aceitá-la: em uma liga menos forte, ele teria melhores condições de se aproximar do milésimo, havendo o compromisso moral de retornar ao Vasco para marcá-lo.

No Miami, Romário joga na United League Soccer, uma segunda divisão, em nível técnico, do futebol estadunidense, uma vez que as equipes principais integram a Major League Soccer.Ali, ao invés de ter colegas enciumados, convive com um elenco cheio de fãs, e recebe tratamento de celebridade da pouca mídia local focada no futebol, ao invés de críticas. Também era poupado de algumas viagens mais longas.

Mesmo com Romário sagrando-se artilheiro da USL, o Miami não conseguiu chegar às fases finais. Com isso, ele, parado nos 985 gols, resolve procurar uma nova equipe. Em outubro, chega a se apresentar como reforço do Tupi, de Juiz de Fora. Porém, acabou impedido de atuar por determinação da CBF, já que acertou seu contrato com o clube mineiro após o término do prazo para transferências internacionais para o futebol brasileiro. Assim, ele acaba indo para o Adelaide United, da Austrália, para receber US$ 250 mil por seis partidas: dois amistosos, um contra o próprio Miami e outro contra um combinado de jogadores da Austrália Meridional, e as quatro primeiras partidas da A-League.

A passagem pelo Adelaide não é boa, com apenas um gol marcado. Em janeiro de 2007, volta pela terceira vez ao Vasco da Gama, acertando sua quarta passagem pelo time.

Quatro vezes Vasco

Romário defende a equipe no Carioca, onde alcança o gol 998 antes de um clássico contra o Flamengo. No jogo contra o Fla, o Vasco vinha vencendo por 2 x 0 e Romário marca o 999º gol da carreira a dez minutos do fim. Aos 42 minutos do segundo tempo, ele tem a chance de fazer o milésimo, mas o goleiro Bruno impede com a ponta do pé direito.Romário tem duas chances em outros dois clássicos, ambos contra o Botafogo, mas passa em branco nos dois. Em um deles, o time é eliminado nos pênaltis da decisão, sem que ele cobrasse.

Em 4 de maio de 2007, cria-se nova expectativa, em jogo contra o Gama pela Copa do Brasil. Prevista para São Januário, a partida é "deslocada" para o Maracanã a pedido do atacante, desejoso em fazer seu milésimo gol oficial no estádio. Todavia, ele não marca e o Vasco é eliminado naquele dia pela equipe brasiliense. A marca histórica finalmente vem no dia 20 de maio, em São Januário mesmo, já pelo Brasileirão de 2007. Ele, assim como Pelé, atinge o milésimo cobrando pênalti. O adversário é o Sport.

Com a sua última ambição como jogador finalmente alcançada, Romário joga poucas vezes depois, contra Fluminense (1 x 1), Grêmio (em que marca o 1001º e o 1002º na vitória por 4 x 0) e Botafogo (0 x 4).Nove dias após o jogo contra o Botafogo, sente dores no tornozelo direito.Romário se reveza entre o tratamento e homenagens: saudado no Palácio Guanabara pelo governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, recebe dele o convite para ser embaixador da cidade visando a Copa do Mundo de 2014. Em agosto, recebe em Monte Carlo, Mônaco, um prêmio Golden Foot para jogadores acima de 29 anos, chegando a pôr os pés em uma calçada da fama.

No mesmo mês, tem sua estátua em São Januário inaugurada, no dia em que o Vasco enfrenta o América de Natal, atrás das mesmas balizas onde marcara seu milésimo gol oficial. Ele volta a ser relacionado em um clássico contra o Flamengo, mas não entra em campo, mesmo com o time sendo derrotado, resultado que provoca a demissão do técnico Celso Roth. Romário acaba assumindo como jogador-treinador interino para a partida seguinte, o jogo de volta contra o América do México pela Copa Sul-Americana, (vitória por 1x0) atuando na mesma partida como técnico e, no decorrer dela, como jogador.

Fica efetivado na função até o dia 6 de fevereiro, já pelo Campeonato Carioca de Futebol 2008, quando pede demissão do cargo. Segundo ele, por interferência do presidente Eurico Miranda, que o teria obrigado a escalar Alan Kardec,para vendê-lo ao exterior, enquanto Romário preferia utilizar Abuda. Em fevereiro de 2008, Romário anunciou que se aposentaria no dia 30 de março.Rumores chegaram a surgir ligando-o a uma volta ao Flamengo para um jogo de despedida, o que enfureceu Eurico Miranda, que ameaçou tirar a estátua de Romário. O Baixinho chegou a divulgar que pensava em fazer um jogo de despedida no Maracanã. Segundo o próprio Romário, deveria ser algo bem organizado, em grande estilo, em conjunto com a CBF, a Seleção Brasileira e os três grandes clubes que defendeu no Rio de Janeiro.

Em 14 de abril, em um evento realizado no Rio de Janeiro, organizado para o anúncio do lançamento de um DVD sobre sua carreira, porém, Romário anunciou oficialmente sua aposentadoria do futebol.

Fonte: pt.wikipedia.org

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