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História do Futsal

O FUTEBOL DE SALÃO

O FUTEBOL DE SALÃO tem duas versões sobre o seu surgimento, como em outros esportes há divergências quanto a sua invenção.

Há uma versão que o FUTEBOL DE SALÃO começou a ser jogado por volta de 1940 por frequentadores da Associação Cristã de Moços, em São Paulo, pois havia uma grande dificuldade em encontrar campos de futebol livres para poderem jogar e então começaram a jogar suas ''peladas'' nas quadras de basquete e hóquei. No início, jogavam-se com cinco, seis ou sete jogadores em cada equipe, mas logo definiram o número de cinco jogadores para cada equipe. As bolas usadas eram de serragem, crina vegetal, ou de cortiça granulada, mas apresentavam o problema de saltarem muito e freqüentemente saiam da quadra de jogo, então tiveram seu tamanho diminuído e seu peso aumentado, por este fato o FUTEBOL DE SALÃO foi chamado o ''ESPORTE DA BOLA PESADA''.

Temos também a versão que considero como a mais provável, o FUTEBOL DE SALÃO foi inventado em 1934 na Associação Cristã de Moços de Montevidéu, Uruguai, pelo professor Juan Carlos Ceriani, que chamou este novo esporte de ''INDOOR-FOOT-BALL''. Destaca-se em São Paulo o nome de Habib Maphuz que muito trabalhou nos primórdios do futebol de salão no Brasil. O professor da ACM de São Paulo, Habib Maphuz no início dos anos cinqüenta participou da elaboração das normas para a prática de várias modalidades esportivas, sendo uma delas o futebol jogado em quadras, tudo isto no âmbito interno da ACM paulista, este mesmo salonista fundou a primeira liga de futebol de Salão, a Liga de Futebol de Salão da Associação Cristã de Moços e após foi o primeiro presidente da Federação Paulista de Futebol de Salão e foi também colaborador de Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes a elaborar o primeiro livro de regras de Futebol de Salão editada no mundo, em 1956.

A Federação Uruguaia de Futebol de Salão em 19 de maio de 1982 informou uma relação de professores que introduziram o FUTEBOL DE SALÃO no Brasil: José Rothier. Aníbal Monteiro, Silas Raedes, José Rodes, no Rio de Janeiro, Alfonso Lopes Pinto, Ernesto Oppliger em Porto Alegre, Julian Haranczyk, Willy Prellwitz em São Paulo, e Romeu Pires Osório, Daniel Alves de Oliveira em Sorocaba, relação esta feita por Juan Carlos Ceriani. Apesar das divergências, o que concluímos é que o FUTEBOL DE SALÃO nasceu na Associação Cristã de Moços, ou na década de trinta em Montevidéu ou na década de quarenta em São Paulo, a primeira regra publicada foi editada em 1956 feita por Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes em São Paulo, Juan Carlos Ceriani e Habib Maphuz professores da ACM são os pais do FUTEBOL DE SALÃO, este esporte relativamente novo, que é sem nenhuma contestação o segundo esporte no Brasil, somente atrás do futebol, e atualmente o esporte em maior crescimento em todo mundo, possivelmente olímpico em 2004 em Atenas.

Em 28 de Julho de 1954 foi fundada a Federação Metropolitana de Futebol de Salão, atual Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro, a primeira federação estadual do Brasil, sendo Ammy de Moraes seu primeiro presidente. Neste mesmo ano foi fundada a Federação Mineira de Futebol de Salão. Em 1955 foi fundada a Federação Paulista, em 1956 iniciaram as Federações Cearense, Paranaense, Gaúcha e Baiana. Em 1957 a Catarinense e a Norte Rio Grandense, em 1959 a Sergipana. Na década de 60 foram fundadas as Federações Pernambucana, Brasiliense, Paraibana, na de 70 a Acreana, a do Mato Grosso do Sul, a Goiana, a Piauense, a Mato Grossense, e a Maranhense, nos anos 80 á a Amazonense, a de Rondônia, a do Pará, a Alagoana, a Espiritossantense e a Amapaense. E nos anos 90 as mais novas a Roiramense e a Tocantinense.

O Futebol de Salão brasileiro tinha no seu inicio, em meados dos anos cinquenta várias regras, foi então que em 05 de fevereiro de 1957 o então presidente da Confederação Brasileira de Desportos, CBD, Sylvio Pacheco criou o Conselho Técnico de Assessores de Futebol de Salão para conciliar divergências e dirigir os destinos do futebol de salão no Brasil. Foram eleitos para este conselho com mandato de três anos: Ammy de Moraes (Guanabara), Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandez (São Paulo), Roberto José Horta Mourão (Minas Gerais), Roberval Pereira da Silva (Estado do Rio), Utulante Vitola (Paraná). Devemos citar que neste mesmo ano de 1957 em Minas Gerais houve uma tentativa de fundar-se a Confederação Brasileira de Futebol de Salão, a ata foi encaminhada ao Conselho Nacional de Desportos, mas o CND não acatou tal ata que foi registrada dia 30 de setembro de 1957 com o nº 2.551. Esta situação como conselho subordinado a CBD veio até 1979. Em 15 de junho de 1979 no auditório do 2º andar da CBD, na Rua da Alfandêga nº70, Rio de Janeiro ás 15 horas foi realizada a Assembléia Geral que fundou a Confederação Brasileira de Futebol de Salão, onde foi eleito para o período 1980/1983 como presidente Aécio de Borba Vasconcelos que até hoje preside a CBFS. A CBFS congrega 27 Federações, mais 5.000 clubes com mais de 210.000 atletas inscritos.

Em 14 de setembro de 1969 em Assunção, Paraguai com a presença de João Havelange presidente da CBD, Luiz Maria Zubizarreta presidente da Federação Paraguaia de Futebol e Carlos Bustamante Arzúa presidente Associação Uruguaia de Futebol foi fundada a Confederação Sul Americana de Futebol de Salão - CSAFS, também representou o Brasil nesta reunião Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes. Em 25 de Julho de 1971 em São Paulo numa iniciativa da CBD e da CSAFS, com a presença de representantes do Brasil, Argentina, Bolívia, Paraguai, Peru, Portugal e Uruguai foi fundada a Federação Internacional de Futebol de Salão - FIFUSA, o seu primeiro presidente do conselho executivo foi João Havelange, que comandou de 1971 á 1975, mas devido seus compromissos com o futebol tanto da CBD como na FIFA quem realmente dirigiu a FIFUSA neste período foi seu secretário geral Luiz Gonzaga de Oliveira Fernandes. Em 1975 assumiu Waldir Nogueira Cardoso, mas realmente os melhores anos desta importante entidade foram a partir de 1980 sob a prsidência de Januário D'Alécio que iniciou sua gestão realizando o I Pan Americano de Futebol de Salão no México, com a participação de Brasil, México, Paraguai, Uruguai, Argentina, Bolívia e Estados Unidos, ganho pelo Brasil. E aí Januário realizou seu maior sonho, em 1982 no ginásio do Ibirapuera em São Paulo o I Campeonato Mundial de Futebol de Salão, com a participação de Brasil, Argentina, Costa Rica, Tchecoslováquia, Uruguai, Colômbia, Paraguai, Itália, México, Holanda e Japão. Vencemos a final do Paraguai por 1x0 com gol de Jackson, foram campeões neste mundial Pança, Barata, Beto, Walmir, Paulo César, Paulinho Rosas, Leonel, Branquinho, Cacá, Paulo Bonfim, Jackson, Jorginho, Douglas, Carlos Alberto, Miral, treinados por César Vieira.

A partir daí o futebol de salão começou a perturbar o futebol association e a FIFA começou a criar muitas dificuldades para todas as competições patrocinadas pela FIFUFA, e ameaçava nos jornais da época em redigir novas regras para o futebol de salão, noticiava que iria patrocinar um mundial. Mas neste affair quem nunca esmoreceu foi Januário D'Alécio que sempre lutou contra a fortíssima FIFA. Em 1985 realizou-se na Espanha o II Mundial de Futebol de Salão patrocinado pela FIFUSA com novamente vitória do Brasil, em 1988 tivemos na Austrália o III Mundial com a vitória do Paraguai.

Em 1989 começaram negociações para que a FIFA encampasse a FIFUSA, Januário D'Alécio, Álvaro de Melo Filho e Rolando Alarcon Rios negociaram com a FIFA. Mas o paraguaio Alarcon traiu o acordo e rejeitou a fusão FIFA/FIFUSA. Então em 02 de maio de 1990 o Brasil legalmente se desligou da FIFUSA em carta do presidente da CBFS Aécio de Borba Vasconcelos ao presidente da FIFUSA Januário D'Alécio com o aval das 26 Federações Regionais filiadas a CBFS. Tudo isto para podermos desenvolver mais e mais no mundo o futebol de salão, que logo passou a se chamar FUTSAL e podermos chegar a levar nosso esporte a uma Olimpíada.

FUTSAL NO BRASIL

No início, a supremacia do salonismo no Brasil era disputada acirradamente por São Paulo e Rio de Janeiro. Nestes primórdios destacou-se o notável treinador carioca Fausto Meira, o Fatinho. Logo os cariocas assumiram a frente do "esporte da bola pesada" no Brasil, e somente vieram a perder esta liderança ao serem derrotados no V Brasileiro de Seleções. Após quatro vitórias seguidas, no quinto ano perderam para o Ceará, treinado por Aécio de Borba Vasconcelos, atual presidente da Confederação Brasileira de Futebol de Salão. Os cariocas somente perderam um jogo nos campeonatos de seleções no terceiro em 1963 realizado em Pelotas, no Rio Grande do Sul: para o Ceará, por 3x1. Passamos ao domínio cearense, sucedido pelo surgimento da força do Futebol de Salão gaúcho e os destaques paulista, mineiro, catarinense, paranaense e pernambucano.

Devemos citar o desenvolvimento global que o Futebol de Salão teve e tem em todo o território brasileiro, listando dirigentes, treinadores e atletas que fizeram e fazem a história deste esporte. Do Rio de Janeiro destacamos dirigentes com Ararino Sallum de Oliveira, o homem responsável pelo Bradesco E.C., clube importantíssimo no cenário brasileiro, pela influência de sua amizade pessoal com João Havelange, para que o Futebol de Salão fosse integrado à FIFA. Outros dirigentes de relevância, como Haroldo Castelo Branco, Hamilton Pires de Castro e Osmar de Oliveira, atual presidente da Federação do Rio de Janeiro, também obtiveram destaque. Dos treinadores, citamos anteriormente Fatinho, sendo também destaques Rubinho, Rocha Pita, Gerson Tristão, Ricardo Lucena, Ferreti, Paulo Mussalém, Nei Pereira.

Entre os atletas, o primeiro nome citado é o de Sérgio Paiva Ribeiro, o Serginho, que é para o Futebol de Salão o que Pelé foi para o Futebol no Brasil. Começou no Vila Isabel e, em seguida, foi para São Paulo, onde brilhou na S.E. Palmeiras. Outros astros do Futebol de Salão carioca foram Celso e Adilson, irmãos de Serginho Paiva, Aécio, Vevé, Raul, Carlos Alberto, Tamba, Nei Pereira, Paulo Eduardo (hoje treinador na Espanha), Cadinho, Sergio Sapo, Babau, Toca, Benatti, Julio César, Fabinho, Sergio Coelho, Jorginho, Vander Carioca.

Do salonismo paulista já falamos de Habib Maphuz e Luis Gonzaga de Oliveira Fernandes. Temos que salientar também Aparício Prado, Miguel Masi Neto, Renato Mamede, José Maria Marins, Henrique Aldrighi, Ciro Fontão de Souza (atual presidente da Federação Paulista de Futebol de Salão), Tsuyoshi Enomura, Mário Augusto Lopes (atual diretor técnico da CBFS), Vicente Piazza (atual vice-presidente da CBFS), Januário D'Alécio, José Apparício Coelho do Prado Junior, Reinaldo Simões (supervisor da GM). Já os atletas paulistas que brilharam e brilham em nosso esporte são Sorage, Mota Rabelo, Pinga-Fogo, Pança, Douglas, Radamés, Paulinho Rosas, Valmir Preto, Dárcio, Arnaldo, Miral, Banzé, Zêgo, Minguinho, Serginho Baptista, Morillo, Vander, Schumaker, Índio, Simi e Franklin. Quanto aos treinadores paulista de destaque, temos Marcos Barbosa, Renato Toni, Salomão Guinsberg, Rafael Garcia, Zêgo, Buzina, Corsini, Cabral, Xepa, Banzé, Miltinho, Ernani e Paulo César Oliveira.

De Minas Gerais destacamos dirigentes como Marcos Antônio Madeira (atual presidente da Federação Mineira de Futebol de Salão), Chalon Pantil Moritz, José Roberto dos Reis Carvalho, atletas como Jackson, César Mineiro, Niactor, Walmir, Paulo Nunes, Paulo Bonfim, Xexéu, Aladim, Faissal, Totó e Alessandro. Dentre os treinadores mineiros, destacamos Eustáquio Araújo, o Tacão (atual treinador da Seleção Brasileira de Futsal), Faissal e Ariovaldo Duarte.

Do farto celeiro cearense citamos dirigentes como Lívio Correia Amaro, Aécio de Borba Vasconcelos, Silvio Carlos Vieira Lima, Wildo Celestino, Ismar Maia, Vicente Figueiredo, Carlos Alberto Cavalcante Farias, Francisco Gomes da Silva e Álvaro de Mello Filho. Dentre os treinadores, temos Aécio de Borba Vasconcelos, César Vieira, Totonho e Gláucio Castro. Citamos os atletas Fernandinho, Cacá, Gera, Leonel, Beto, Gláucio, Belford e Lavoisier.

Do Paraná, destacam-se dirigentes como Jorge Kudri (presidente da Federação Paranaense de Futebol de Salão), Milton Camargo Amorim, Hugo Pilar, atletas como Didu, Vaguinho, Zequinha, Ike, Danilo, e treinadores do quilate de Antônio Rubens Vaz, O Foca.

De Santa Catarina devemos citar dirigentes como Vilson Joel de Souza Coelho, eterno presidente da Federação Catarinense de Futebol de Salão, falecido em 1998. Citamos também Hans Werner Hacckdratt (atual presidente da FCFS), Milton Rubens Capela, Francisco Paulo Ugolini e atletas como Márcio, Serginho Schiochet e Seco.

No que tange a dirigentes que ajudaram a forjar o Futebol de Salão em nosso imenso país devem ser citados Carlos Alberto Gonçalves Bitencourt (Bahia), vice-presidente da CBFS; Renan Pimentel Tavares (Sergipe), presidente da Federação Sergipana de Futebol de Salão; Edson Domingues Nogueira, o Edinho (Pernambuco), por muitos anos responsável pela equipe do Votorantin e atual presidente da Federação Pernambucana de Futebol de Salão; Antônio Isaias Pereira Filho (Maranhão), o Pereirinha, presidente da Federação Maranhense de Futebol de Salão; Nelson Matias da Costa (Amazonas), presidente da Federação Amazonense de Futebol de Salão e Coronel Astrogildo Nunes Piedade (Pará). Também mostraram seus talentos como atletas de destaque potiguares como Arturzinho (jogador e treinador), Cacau, Messinho, pernambucanos como Manoel Tobias, Edinho e Alécio, paraibanos como Fininho, Ronaldão, Rabicó e Gama, piauienses como Mauro Brasília.

Vamos agora falar sobre o Futebol de Salão no nosso Rio Grande do Sul. A Federação Gaúcha de Futebol de Salão foi fundada em 04 de junho de 1956, na Associação Cristã de Moços de Porto Alegre, pelos clubes: G.N. Gaúcho, ACM, Americano, Petrópole T.C., Flórida, Piratas, Nacional, Sogipa, Grêmio Esportivo Sulbanco.

O primeiro presidente foi Daniel Alves Oliveira. Pela presidência passaram Valnyr Goulart Jacques, Oswaldo Caputo, Abrahão Bruno Pinheiro, Fernando Martins, Sérgio Guedes Gishkow, Esperidião Lopes Azambuja, Túlio Casapiccola, Euribíades Benitez e o atual presidente, Léo Evandro Tubino Fraga. Devemos citar ainda, além destes presidentes que levaram nosso esporte através dos anos, dirigentes que desenvolveram nosso esporte como Paulo Triches, Jaime Walker e Rudi Vieira (os responsáveis pelo advento da Associação Atlética Enxuta), José Otávio Mânica e Jorge Piveta. Treinadores como Abrahão Bruno Pinheiro, Valter Krauchemberg, Luiz Matias Flack, Paulo Sérgio Poletto, Joal Dias (Gato), Laerte Nunes Pinheiro, Juarez Ramon (Joca), Nelson Albuquerque, Luis Pelicer (Espanhol), Alexandre Zilles (Barata), Eugenio Portillo, Paulo Sartor (Sananduva), Jarí da Rocha (Jarico) e Marcos Moraes. Excelentes atletas como Ivo Giglio, Hormar Abreu, Canhoto, General, Laerte, Pêto, Pedalão, Prestes, Ferreirinha, Isoaldo, Zé Catarina, Régis, Ivo Wortman, Eugênio Portillo, Paulo Portillo, Tupi, Nelsinho, Barata, Albinho, Nílvio, Pauleti, Branco, Branquinho, Lico, Biazeto, Gauer, Marquinhos, Larri, Dante, Cocão, Pio, Ivan, Belinho, Morruga, Bagé, Ortiz e Choco.

FUTSAL NO MUNDO

O Futebol de Salão é, sem sombra de dúvidas, o esporte coletivo que mais cresce em todo mundo. Com a direção deste esporte passando para as mãos da FIFA, sua alavancagem no âmbito global foi impressionante. Sendo um futebol jogado em quadras fechadas, teve uma adesão maciça de praticantes em todos os cantos do mundo. A FIFA determinou que todas as Federações Nacionais de Futebol Association deveriam criar sua comissão de Futebol de Salão, a qual deveria implementar, regrar e dirigir este esporte em seu país. Hoje é espantoso o crescimento do Futebol de Salão na Europa. Espanha, Rússia, Bélgica, Holanda, Itália e Portugal têm Ligas Nacionais fortíssimas, praticando excepcionalmente bem o esporte. O Leste Europeu também tem um desenvolvimento muito grande do esporte, já se praticando um bom Futebol de Salão na República Tcheca, Ucrânia, Eslovênia, Eslováquia, Polônia, Azerbaijão, Bielo Rússia, Iugoslávia, Geórgia, Letônia, Bósnia, Croácia, Hungria, todos com competição em nível nacional. Grécia, Israel e Japão também começam a se organizar com certames nacionais. Já nas Américas, Estados Unidos, Canadá, Costa Rica já tem suas competições nacionais; a Argentina neste ano realiza sua primeira liga nacional; Paraguai, Uruguai, Chile, Bolívia, Peru e Colômbia voltam a se organizar. O Futebol de Salão explode em todos os cantos de planeta: Iran, Egito, Guatemala, Cuba e Singapura também praticam com seriedade o esporte.

A exportação de jogadores brasileiros aumenta dia a dia. Na Espanha mais de duzentos atletas jogam em todas as divisões. Bélgica e Holanda também já importam craques brasileiros há alguns anos, assim como os espanhóis, somente em menor quantidade. A Espanha começa também a levar treinadores brasileiros: Ernani foi o precursor, Zêgo fez um trabalho de base excepcional para os espanhóis, Ferretti já esteve lá, Marcos Moraes já trabalhou lá e esta temporada retornou ao Industrias Garcia. Tachinha e Paulo Eduardo foram como jogadores e permanecem lá como treinadores. Vários jogadores brilham em solo espanhol há um bom tempo. Paulo Roberto, conhecido quando jogava no Brasil por Paulinho Roris, já está naturalizado assim como Ferreira (que jogou pela Espanha o Mundial de 1996) e Duda. Por este caminho da naturalização marcham o ala Daniel e o pivô Marcos Pipoca. Ainda com a nacionalidade brasileira brilham na divisão de honor Edésio, Cupim, Passarinho, Choco, Vinicius, Marcelo Serpa, Cacau, Afrânio, Preguinho, Alexandre, Pereirinha, Pedrinho, Marcelo, Edu, Minique e muitos outros. Também Itália e Rússia passaram, na ultima temporada, a levar brasileiros: os italianos escolhem jogadores jovens e com descendência italiana, já os russos levaram jogadores experientes como o pivô Jorginho, o fixo Benatti e os alas Mosca e Gilbert, dentre vários que para lá foram mostrar suas habilidades.

Nosso esporte é global. Hoje FUTSAL é igual à Fútbol de Salón, Futebol Cinco, Futbol de Sala, Futebol de Salão, Footbal em Salle, Petit Football, Football a cinq, Small Side Football, Cálcio a Cinque, Mali Nogomet, Haki, Mali Balun, Hallenfussball, Mali Fudbal, Indoor Football, Futsalao, Fut-5, Mini Football, Five a Side, Mini Futbol, Minifootball, Kleinfeldfussball, Zaalvoetbal, Salifutis, Terem Foci, Piki Noznej, Piecioosobowej...

Divulgou-se, nos últimos dias, que o Comitê Olímpico Asiático, na pessoa de seu secretário geral Sr. Peter Veloppan, solicitou ao COI e à FIFA que o Futsal seja esporte olímpico nas Olimpíadas de Atenas em 2004. Vamos torcer para que isto seja aceito e nosso esporte torne-se olímpico.

Fonte: www.futsalrs.com.br

História do Futsal

O futebol de salão começou a ser praticado em 1930 por jovens freqüentadores da Associação Cristã de Moços (ACM) de São Paulo e em Montevidéo, no Uruguai. Devido à dificuldade para encontrar campos de futebol, improvisaram "peladas" nas quadras de basquete e hóquei aproveitando as traves usadas na prática desse último esporte.

O Uruguai, nos anos 30, era a grande referência no futebol, sua seleção foi bicampeã olímpica e sede da primeira Copa do Mundo de Futebol, promovida pela FIFA, sendo também a primeira seleção campeã. O futebol estava em alta nos dois países e o intercâmbio dentro da ACMs era constante.

Futsal
1930 - futebol jogado em quadra de basquete em Montevidéo, no Uruguai.

Para os uruguaios, o criador do esporte foi o professor Juan Carlos Ceriani Gravier, da ACM de Montevidéo. Nesta associação, um grupo de jovens alunos, empolgados com o sucesso do futebol uruguaio, praticavam-no como recreação em quadras de basquete.

Assim, o professor Ceriani preparou algumas regras em 1933, tomando como base quatro esportes: basquete, handebol, futebol e pólo-aquático. Do basquete, além da quadra, adaptou a falta pessoal, a troca de jogadores e o tempo total de jogo; do handebol, o fato de não poder marcar gols de qualquer distância; do futebol, sua condição e do pólo-aquático, quase todas as regras sobre o goleiro.

Entretanto, nós, brasileiros, argumentamos que o jogo praticado no Uruguai não estava ainda organizado e poderia ser praticado por cinco, seis e até sete jogadores. Nas décadas de 30 e 40, este "protótipo" do que viria a ser o futebol de salão era intensamente praticado nas ACMs dos dois países.

Com isso concluímos que de fato, a pratica de um tipo de futebol dentro de quadras começou na Associação Cristã de Moços, seja ela no Brasil ou no Uruguai.

O esporte difundiu-se rapidamente por outros estados e na década de 50 começaram a ser fundadas as federações estaduais de futebol de salão. Até 1958, São Paulo e Rio de Janeiro disputavam a primazia do jogo, havendo divergências entre as regras locais. Tudo se resolveu com a oficialização da prática pela Confederação Brasileira de Desportos nesse ano, que padronizou as regras e aceitou as federações estaduais como filiadas.

Alcançando grande notoriedade, o esporte foi introduzido em Clubes Sociais com E.C. Sírio (pela pessoa de Habib Mahfuz), Sociedade Esportiva Palmeiras (por Vinícius Fanucchi), São Paulo Futebol Clube (Raul Leite), A. A. São Paulo (Orlavro Donice), Clube Atlético Ipiranga (Nílton Freire), Banco do Brasil (Ciro Fontão de Sousa), S.C. Corinthians (Pedro Ortiz Filho), Associação Portuguesa de Desportos (Osvaldo Navega de Almeida e Artur Sarges Guerra).

Apenas em 1952, o professor Habib Mahfuz criou a primeira Liga de Futebol de Salão dentro da Associação Cristã de Moços, em São Paulo e implantou a idéia de criar a Federação Paulista de Futebol de Salão, o que aconteceu em 14 de junho de 1955. Um ano antes, havia sido fundada a Federação Metropolitana de Futebol de Salão, atual Federação de Futebol de Salão do Estado do Rio de Janeiro, mais antiga do Brasil.

A criação de torneios projetou o esporte para a imprensa através de grandes nomes da comunicação na época, como Raul Tabajara e José Antônio Inglêz (Gazeta Esportiva).

Em 1956, Luiz Gonzaga de Oliveira, da Federação Paulista de Futebol de Salão criou o primeiro Livro de Regras, posteriormente adotadas pela FIFUFA (Federação Internacional de Futebol de Salão).

Outro fato que dá ao Brasil a paternidade do futebol de salão é o fato da Federação Uruguaia de Futebol de Salão ser fundada em 1965, onze anos depois da brasileira.

Para se ter uma idéia da importância que este tema tem, tanto para o Brasil, como para o Uruguai, basta dizer que em 1967, com a finalidade de esclarecer o mesmo, Luiz Gonzaga, com o apoio de João Havelange ( então presidente da Confederação Brasileira de Deporto) organizaram no Rio de Janeiro o I Congresso das Federações de Futebol de Salão. Assistiram ao congresso catedráticos de educação física ligados às ACMs (do Brasil e do Uruguai). Tudo indica que a primeira das conclusões a que chegaram foi que o futebol de salão é um esporte genuinamente brasileiro.

A evolução do esporte

As bolas eram de crina vegetal, serragem ou cortiça granulada e sofreram sucessivas modificações, diminuindo o seu tamanho e aumentando seu peso.

Daí o fato de o futebol de salão ser chamado também de "esporte da bola pesada".

De início as equipes variavam de número, tendo cinco, seis e até sete jogadores, mas pouco a pouco foi fixado o limite de cinco.

Acreditaram, porém, que o futebol jogado nos salões da ACM era violento demais, principalmente para os goleiros. Por isso, sua prática ficou restrita aos adultos, e assim mesmo esporadicamente.
Durante um curso promovido pelo Instituto Técnico da Federação Sulamericana da Associação Cristã de Moços, foram distribuídas cópias das regras a todos os representantes.

Nas décadas de 60 e 70 o futebol de salão conquistava o continente como desporto ordenado e regulamentado.
Com a fundação da Confederação Sulamericana de Futebol de Salão, que congregava quase todos os seus países, surgiram os primeiros campeonatos Sulamericanos de clubes e de seleções nacionais.

Em 1971 é fundada a Federação Internacional de Futebol de Salão, na cidade de São Paulo. A entidade já contava com a filiação de 32 países que praticavam o futebol de salão nos moldes brasileiros.

No dia 15 de Junho de 1979, no Rio de Janeiro, foi oficialmente fundada a Confederação Brasileira de Futebol de Salão, sendo os seguintes os estados fundadores: Ceará, Rio de Janeiro, São Paulo, Espirito Santo, Sergipe, Amazonas, Pernambuco, Maranhão, Bahia, Paraíba, Mato Grosso, Brasília, Acre, Minas Gerais, Rio Grande do Sul, Paraná, Santa Catarina, Rio Grande do Norte, Amapá, Alagoas e Goiás.

Vinculação à FIFA

Nos anos 90 muitas coisas mudaram no mundo do futebol de salão. A prática foi fundida com o futebol de cinco (esporte reconhecido pela FIFA). A denominação do jogo passou a ser então futsal, para identificar a fusão no contexto esportivo internacional.

Surge então o Futsal, terminologia adotada para identificar esta fusão no contexto esportivo internacional.

Fonte: futsal.terra.com.br

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