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Gabiroba

Uma frutinha de regiões de campo, arbusto de pequeno porte. Em muitos locais virou histórias, ficando como contos, causos de humildes pessoas de alguns lugares interioranos.

Gabiroba

Um pequeno arbusto, de porte quase rasteiro, nativo de regiões de campo, solo arenoso e seco. Assim era constituída nossa região interiorana, muito campo, areia fina, branca, despropícia ao cultivo agrícola, motivo pelo qual se tornou um antro mais industrial do que voltado à agricultura com uma população mais urbana do que ruralista.

Por esse motivo que os GABIROBAIS eram famosos, tradicionais no meio do povo da região ribeirinha do vale do rio Moji Guaçú.

Na estação outono era a grande atração das pessoas que se rumavam aos campos da cidade na busca da deliciosa frutinha campestre.

Amarelinhas, madurinhas, de tamanhos diversos e apetitosas desse gênero. Observavam-se nos campos mais próximos da região urbana da cidade, ainda pequena, trilhos, como verdadeiras marcas, devido ao fluxo contínuo e grande dos transeuntes que iam à busca das procuradas e disputadas GABIROBAS.

E, bem próximo desses trilhos, seria meramente impossível encontrar a frutinha. Havia necessidade de se infiltrar campo adentro, nos espaços menos procurados ou talvez pela própria acomodação dos colhedores que se preguiçavam na referida busca mais no interior dos campos.

Os mais experientes dessa espécie campestre sabiam classificar as de melhor sabor. Analisavam com muito detalhe, desde as minúsculas árvores, suas folhas, características das frutas, popas...

Era ser bastante inteligente saber fazer esta seleção minuciosa. Sobretudo ativava uma atração enorme entre o povo. Não havia quem deixasse de conhecer os GABIROBAIS desse interior humilde.

Pela curiosidade ou atração os infantis das mais variadas idades cronológica, que até causavam enormes preocupações às mães; fugiam em bandos e se direcionavam aos campos das GABIROBAS. Muitos sintomas de intoxicações surgiam, pelo desequilíbrio causado pelo excesso de se comer a tal frutinha do campo sem contar com as palmadas, chineladas, chicotadas... pelo deslize da falha cometida, ira aos campos das GABIROBAS, sem uma prévia autorização dos pais.

Sim, corriam enormes perigos, pelo lado de se perderem entre as matas e serem vitimados por picadas de diversos tipos de insetos ou répteis, comuns dessas regiões.

Mas os GABIROBAIS, eram realmente um sucesso! Deles surgiam muitos fatos que marcaram época: indivíduos picados por cobras e outros diversos animais peçonhentos ; idosos ou crianças desaparecidos e perdidos nesses matagais; autosuicídios; agressões de inimigos; mortes súbitas, encontros de parentes e velhos conhecidos...

Interessante para essa história de época os concursos àquele que conseguisse trazer a MAIOR GABIROBA MADURA, tanto quanto a MENOR e àquele que conseguisse colher a MAIOR QUANTIDADE em unidades dessas frutas.

De uma simples fruta considerada do mato, vieram os MITOS, dentre muitos outros comuns de uma cidade pequena: determinados campos não eram recomendáveis, mistérios assombrados faziam-se presentes; vieram figuras como exemplo da DITA PRETA, uma velha senhora que colhia GABIROBAS e depois vendia às pessoas de maior posse as quais também gostavam de saboreá-las, mas não se dirigiam aos campos frutíferos.

Essa senhora, vindo a falecer diziam os acreditados que ela atormentava as pessoas que buscassem os respectivos campos em que ela freqüentava para as suas colheitas na busca de comercialização para o seu ganha pão. Muitos afirmavam categoricamente “ver” vultos estranhos, animais sem cabeça, monstros...

Comum era encontrar CRUZES, as quais simbolizavam o local de onde eram encontradas vítimas falecidas sobejamente ou por autosuicídio.

Haviam aqueles que buscavam os GABIROBAIS durante as noites de luar e céu estrelado e, não acendesse uma vela como oferta; se assim não fizessem corriam o risco de se perderem entre os campos, até que o dia pudesse clarear, eram perseguidos por coisas sobrenaturais.

Surgiram os artesanatos na confecção de criativas SACOLAS, feitas de retalhos, crochê, brins... algumas comercializadas para o transporte das tradicionais GABIROBAS. Vieram depois os sucos, licores, pudins, bolos e doces em conserva.

Que produto utilíssimo tornou-se tal fruta campestre! Um fato que marcou época: filhos de família desse tradicional povo interiorano, consta que um casal de jovens se encontraram em um dos GABIROBAIS, estabeleceram um amor à primeira vista, contraindo pouco mais tarde o casamento.

Como marco romântico no ritual do enlace, deram por preferência arranjos naturais da própria planta de GABIROBA, símbolo do início de um verdadeiro amor, entrelaçado a dois.

Como em tudo tem a sua época e passagem, os antigos GABIROBAIS foram desaparecendo com a chegada do progresso da cidade. Vieram os desmatamentos para os importantes loteamentos, como indício do progresso da cidadania de um povo. Foram surgindo os novos bairros, distantes do antigo centro urbanizado.

E mesmo assim, os campos dos GABIROBAIS ainda tiveram utilidade, comum neste período com a retirada das gigantescas raízes dos pés de GABIROBA as quais serviam como matéria prima dos tradicionais “fogões à lenha” ou “fogões caipira”. As GABIROBAS sumiram gradativamente, tanto quanto, o lindo verde vem sendo extinto pelo progresso dos grandes centros. Mas eles tiveram uma participação muito ativa nesse desenvolvimento de época e tradições.

Todos merecem muito respeito e destaque porque fizeram muito sucesso no processo evolutivo de um povo, dentro das suas próprias famílias e amigos de outrora.

Seria de uma importância grande e histórica se nos dias contemporâneos, ainda se conseguissem preservar alguns exemplos das tradicionais GABIROBAS como enfeites dos nossos logradouros públicos, objetivando a conservação como experiência e conhecimento às nossas novas gerações, também como um grande marco do ontem.

Porque as GABIROBAS dos GABIROBAIS interioranos fizeram parte da HISTÓRIA e ESTÓRIA de um povo e de uma cidade.

Gabiroba

Rodolfo Antonio de Gaspari

Fonte: aurocrepus.webnode.com.br

Gabiroba

Gabiroba

Nome popular: Gabiroba e guavira

Nome científico: Camponesia cam- bessedeana Berg.

Família botânica: Myrtaceae

Vegetação de ocorrência: Cerrado, Cerradão e Campo Sujo

Características da planta: Arbusto com 60 a 80 centímetros de altura.

Normalmente ocorrem em moitas.

Flores pequenas de coloração creme- esbranquiçada.

Fruto: Arredondados de coloração verde-amarelada. Polpa amarelada, suculenta, envolvendo numerosas se- mentes. Frutifica de setembro a de- zembro.

Cultivo: À semelhança da mangaba, suas sementes perdem rapidamente o poder germinativo. Por isso, devem ser semeadas logo após a sua extração dos frutos. Pode ser cultivada em can- teiros.

Aproveitamento alimentar: Além do consumo in natura, a gabiroba pode ser aproveitada na forma de sucos, doces e sorvetes, bem como servir de matéria-prima para um saboroso licor.

Fonte: www.biotecnologia.com.br

Gabiroba

 

Gabiroba

Gabiroba

Propriedades medicinais especialmente para tratamentos gastrointestinais, como a diarréia, ou dos males do trato urinário, como a cistite e a uretrite. E seus frutos, além de saborosos, são também ricos em vitamina C.

Nas matas secundárias de sub-bosque, onde a espécie ocorre, os frutos dessa planta servem de alimento para grande número de pássaros, pequenos mamíferos, peixes e até répteis, como o lagarto-teiú, que juntamente com o mono-carvoeiro, representam os dois principais agentes dispersores de suas sementes.

Rústica e resistente à poluição, xanthocarpa, planta da família das mirtáceas, a mesma da goiaba e dos araçás.Seu sabor adocicado até lembra o gosto dessas frutas, assim como a quantidade de sementes contidas em sua polpa.

Mas nenhuma outra representa tão bem quanto ela a infância do Centro-Sul brasileiro nos anos 50 e 60, época em havia mato de sobra para que a fruteira se desenvolvesse espontaneamente no mato. Hoje, a presença da árvore se restringe a quintais e pomares caseiros no interior do país, já que não há cultivos comerciais expressivos dessa planta.

A gabirobeira a planta é recomendada para arborização urbana. De fácil manutenção, ela quase não necessita de podas de condução e ainda produz abundante floração branca, o que lhe confere aptidão paisagística. São valorizadas ainda suas qualidades como planta melífera.

Classificação: A gabirobeira pertence à família Myrtaceae, a mesma da goiabeira, e ao gênero Campomanesia, que apresenta 25 espécies distribuídas do México à Argentina sendo 15 delas nativas do Brasil.

A espécie C. xanthocarpa subdivide-se atualmente em duas variedades: xanthocarpa e littoralis.

O nome Campomanesia é uma homenagem ao naturalista espanhol Rodrigues de Campomanes e xanthocarpa é uma palavra grega que significa fruto (carpos) amarelo (xanthos).O nome gabiroba tem suas raízes na língua tupi-guarani e significa casca amarga. Dentre os seus nomes vulgares, destacam-se guavirova, guabiroba-miúda e guabirobeira-do-mato.

Distribuição: No Brasil, a espécie ocorre de Minas Gerais, Goiás e Espírito Santo até o Rio Grande do Sul, sendo encontrada também no nordeste da Argentina, leste do Paraguai e norte do Uruguai.

Descrição: A árvore, em geral, tem de 8 a 15 metros de altura, mas que pode medir até 25 metros, com diâmetro de 30 a 50 centímetros. O tronco contém sapopemas, grandes raízes tabulares que cercam a sua base, e casca levemente sulcada. A copa é densa, com ramificações irregulares e folhagens verde-escura em cima e verde-clara na parte inferior.

Planta hermafrodita, floresce entre setembro e novembro e frutifica entre os meses de novembro e dezembro. Suas flores são isoladas, brancas e pouco duradouras. Os frutos são bagas arredondadas de sabor adocicado com entre 15 e 20 centímetros de diâmetro.

Usos: A planta é rica em vitamina C e seus frutos e folhas são utilizados no combate à gripe. As cascas possuem substâncias adstringentes que são indicadas no tratamento de diarréias, cãibras e males do trato urinário. A gabiroba ou guavira é o fruto produzido pela gabirobeira, um arbusto silvestre que cresce nos campos e pastagens do serrado brasileiro.

É um fruto arredondado, de coloração verde-amarelada, com polpa esverdeada, suculenta, envolvendo diversas sementes muito parecido com uma goiabinha. Ela pode ser consumida ao natural ou na forma de sucos, doces e sorvetes e ainda serve para fazer um apreciado licor.

Origem: A gabiroba é uma planta nativa do Brasil, sendo muito encontrada nos Cerrados das regiões Sudeste e Centro-Oeste. Sendo disseminada para outros países da América do Sul, sendo muito encontrada na Argentina, Uruguai.

Cultivo: A goiabeira vive em clima tropical quente, com baixo índice pluviométrico. Devendo estar sempre exposto ao sol. A propagação se dá através de sementes, que devem ser semadas logo após a extração do fruto porque ele perde rapidamente o capacidade germinativa Pode ser cultivada em canteiros.

Não é exigente quanto ao solo, crescendo inclusive em terrenos pobres. A colheita geralmente ocorre no mês de novembro No entanto, quando é cultivada apresenta maior preferência pelos solos do tipo vermelho-amarelo. A necessidade de água é moderada. Os frutos podem ser conservados em sacos plásticos na geladeira ou congelador.

Outras informações

Composição química: proteínas, carboidratos, niacina, sais minerais, vitaminas do complexo B.

Partes usadas: frutos, folhas e brotos.

Propriedades medicinais: adstringente e antidiarréica. A infusão das folhas é relaxante para aliviar dores musculares, através de banhos de imersão.

Usos na culinária: os frutos são consumidos ao natural e usados no preparo de geléias, sucos, doces, sorvetes, pudins, licores, batidas ou curtidos na cachaça. A gabiroba é uma espécie que tem boas perspectivas de produção comercial nos Cerrados. Uma tecnologia de extração química desenvolvida na região permite a obtenção rápida de sementes de excelente qualidade, eliminando-se a mucilagem. Além do consumo in natura, a gabiroba pode ser aproveitada na forma de sucos, sorvetes e doces, como geléias. Pode servir ainda de matéria-prima para licor.

À semelhança da mangaba, as sementes da gabiroba perdem rapidamente o poder germinativo. Por isso, devem ser semeadas logo após a sua extração dos frutos. Pode ser cultivada em canteiros. Ao contrário do que a maioria das pessoas acredita, o lobo-guará não é um voraz comedor de galinhas. Seus principais alimentos são frutos, em especial a gabiroba.

As crianças podem entender mais sobre o funcionamento cadeia alimentar com esse jogo criado pelo Instituto de Ciências Biológicas da Universidade Federal de Minas Gerais. A cuíca, marsupial que é muitas vezes confundido com o gambá, é um grande preservador da gabiroba. Capaz de percorrer 500 metros por noite na mata, o animal espalha, junto com as fezes, as sementes das frutas que ingeriu.

Com uma vantagem: essas sementes passaram pelo trato intestinal do animal e tornaram-se aptas para a germinação. A planta tem também efeitos terapêuticos. Suas casca e folhas, preparadas por infusão, são adstringentes e usadas contra diarréia mucosa e catarro da bexiga. Os frutos da gabiroba são arredondados, de coloração verde-amarelada. A polpa é amarelada, suculenta, envolvendo numerosas sementes. Colhida entre setembro e novembro, a partir de um a dois anos após o plantio, a produção é de 30 a 50 frutos por planta.

Fonte: www.marcusmello.com.br

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