É uma ave que possui custos baixos no mercado, e de fácil manejo e muito interessante. É criada com êxito para o comercio de aves ornamentais. Um casal custa em media R$ 40,00. No entanto, são muito barulhentas e suas instalações devem ser localizadas em áreas distantes de outras criações que exijam silêncio.
No Brasil, a galinha d'Angola tornou se popular e tem sido criada há muito tempo pelo sabor de sua carne, que muitos consideram melhor que a da galinha. Porém, sua criação para fins ornamentais ainda é uma novidade e vem sendo testada e aprovada em algumas propriedades.
Da ordem dos galliformes, esta ave se adaptou muito bem ao clima do país é consideradas ótima no controle biológico devido ao costume de se alimentar de formigas, lagartas, cobras e insetos.
Originaria da África, a galinha d'Angola é dividida em três espécies: a branca, a cinza-azulada e a pintada, muito comum em criações populares destinadas ao corte. Esta espécie não é recomendada para criações ornamentais, pois não possui raça pura e é rejeitada no comércio.
Suas características físicas variam de acordo com a raça. Elas possuem uma parte óssea junto à cabeça, conhecida popularmente como chifres. Algumas apresentam ornamentas de penas alongadas no peito. A espora está presente nos machos adultos. Possuem bicos curtos e fortes, próprios para ciscar.
As galinhas d'angola são ótimas para limpar quintais cheios de mato. Seus hábitos alimentares são muitos interessantes e vão desde grãos, gramados e verduras até insetos, formigas e cobras. Após 48 horas de vida, os filhotes devem receber ração para pintinhos, passando para a ração de crescimento ao completarem dois meses de idade. A partir do terceiro mês, já pode ser oferecida a ração de engorda e postura. Além disso, o produtor deve deixar as aves à vontade.
Na época de acasalamento, utilize a proporção de um macho para três fêmeas. A galinha tem uma boa postura, que começa aos seis meses de vida e termina com um ano e meio de idade, chegando a botar oitenta ovos por ano. Mas é preciso que haja muita atenção do criador, pois a Angola é péssima chocadeira. Por isso, o sistema extensivo não é recomendável para sua criação porque costumam vingar apenas os ovos que estão em cima do ninho.
Você sabia: a galinha d'angola, chamada cientificamente de Numida melagris galeata, é parente dos faisões. Gosta de viver em grupos e é muito barulhente. Quando se sente ameaçada, apresenta uma característica marcante e diferente de outras aves: prefere correr a voar.
Para que não haja perda, o criador deve recolher os ovos diariamente e utilizar chocadeiras e incubadoras artificiais. O tempo de incubação fira em torno de 28 dias. Ao nascerem, os filhotes devem ser colocados em viveiros de crescimento com temperatura regulada por aquecedor.
Fonte: www.zoonews.com.br

Galinha-d’angola, ave originária da África que tem penas
cinzento-escuras pontilhadas de branco.
Ave galinácea, originária da África. As galinhas-d’angola têm penas cinzento-escuras pontilhadas de branco. O pescoço e a cabeça não têm penas e o topo da cabeça é recoberto por uma excrescência dura.
É possível criar galinhas-d’angola como se fossem galinhas comuns, mas elas exigem mais cuidados. O seu grito freqüente e áspero é desagradável para muita gente, mas por causa disso elas funcionam como uma espécie de vigia. Sua carne é considerada muito saborosa e os ovos também são utilizados na alimentação.
Fonte: www.klickeducacao.com.br

Reino: Animalia
Filo: Chordata
Classe: Aves
Ordem: Galliformes
Família: Numididae
Género: Numida
Espécie: N. meleagris
A galinha-d'angola, galinha-do-mato ou pintada (Numida meleagris) é uma ave da ordem dos galliformes, originária da África e introduzida no Brasil pelos colonizadores portugueses, que a trouxeram da África Ocidental.
No Brasil, a ave é conhecida por vários nomes, dependendo da região, sendo chamada de cocá, tô fraco ou angolista, ou ainda, erroneamente, de galinhola.
Em relação às características físicas, encontram-se três tipos. A mais comum é a pedrês - cinza com bolinhas brancas. Existem ainda as inteiramente brancas e também a pampa, resultado do cruzamento das primeiras. Também são conhecidas pelo nome de capote devido a plumagem.
Com cerca de três meses, o macho já apresenta uma crista pronunciada para a frente, como um chifre; na fêmea, essa crista é mais arredondada.
Algumas apresentam ornamentos de penas alongadas no peito. A espora está presente nos machos adultos. Possuem bicos curtos e fortes, próprios para ciscar.
As aves ficam nervosas facilmente, sendo extremamente agitadas, muitas vezes chegam ao estresse. São aves de bando: vivem em bandos, locomovem-se em bandos e precisam do bando para se reproduzir, pois só assim sentem estímulo para o acasalamento. E, como grupo, são organizadas. Cada grupo tem seu líder, o que é fácil de constatar no momento em que se alimentam: o líder vigia enquanto seus companheiros comem, e só depois de verificar que está tudo em ordem é que começa a comer.
São aves rústicas e fáceis de criar, exceto num ponto: deixadas soltas, escondem os ninhos com o requinte de botar os ovos em camadas e ainda cobertos por palha ou outro material disponível.
As galinhas-d'angola não são boas mães,raramente entram no choco, fazem posturas conjuntas, ninhadas de até 40 ovos, dispostos em camadas, desta forma somente os ovos de cima recebem o calor da ave e descascam. São inquietas, arrastam os pintos para a umidade, podendo comprometer a sobrevivência dos pintos. Em criações em cativeiro é recomendável recolher os ovos e colocá-los em incubadoras ou serem chocados por uma galinha.
Na hora do acasalamento a iniciativa é da fêmea. O período de abril a agosto (intervalo de postura) é aquele em que as aves estão mais sociais, vivendo em grandes grupos, e no qual trocam as penas. No final dessa fase, vão escolhendo seus pares (duas fêmeas para um macho), depois ocorrem os acasalamentos. O período principal de postura vai de setembro a março, com uma média de setenta a oitenta ovos cada fêmea.
Referências
(em inglês) BirdLife International (2004). Numida meleagris. 2006 IUCN Red List of Threatened Species. IUCN 2006. Acesso a 03.11.2007.
Fonte: pt.wikipedia.org