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Gâmbia

 

GAMBIA, UMA HERANÇA LIGADA AO RIO

Embora a extensão do país ao longo da faixa do rio é bastante limitada, é justamente isto o que faz da viagem à Gambia uma excursão apaixonante. O viajante pode percorrer as margens do rio rodeado de árvores majestosas visitando primeiro às tribos intercambiando os produtos de seu artesanato, depois aos antigos comerciantes muçulmanos vestidos de branco o, talvez, aos africanos desnudos que povoaram durante séculos suas margens.

Um dos grandes atrativos de Gambia são suas praias imaculadas. Numerosos viajantes vêm a procura de um sol que esquente mas que não queime, graças à brisa fresca dos coqueiros que acaricia cedo seus domínios costeiros.

Em tão pequeno território se juntam os elementos claves para umas férias perfeitas. Sua pequena capital, Banjul, oferece a possibilidade de caminhar evocando o passado através de uma encantadora paisagem colonial de jardins e casas brancas; Bijilo e Abuko conservam reservas selvagens para os mais aventureiros; Serekunda brinda com um animado mercado, enquanto que Juffure, a cidade dos antepassados de Kunta Kinte, é a volta às raízes e a uma paisagem mágica de manguezais.

O território de Gambia, a mais pequena e pobre das colônias britânicas da África Ocidental, entre 1843 e 1965, sofreu como seus vizinhos a sangria humana que supôs o tráfico de escravos que enriqueceu aos comerciantes europeus até o século XIX. A epopéia dos negros conduzidos a América encontrou sua expressão em alguns best-seller literários, como a novela "Raízes", de Alex Halley, que inspira deste modo uma corrente turística de negros americanos para a antiga pátria, a procura das paragens descritas na novela.

Como pode-se apreciar em tão minúsculo território está concentrado um pouco da África apaixonante que todos, algum dia, sonhamos conhecer.

LOCALIZAÇÃO GEOGRÁFICA

O território de Gambia está constituído por uma faixa de terra, que atinge 50 quilometros de comprimento como máximo e estende-se ao longo de quase 300 quilometros de comprimento, seguindo o curso do grande rio homônimo. Este pequeno estado com seus pouco mais de 11 mil quilometros quadrados, se abre ao Oceano Atlântico na desembocadura de seu rio e limita em todas suas fronteiras com Senegal, com o que esteve confederado desde 1982 até 1989 formando o que se conheceu como Senegambia.

O rio Gambia, que nasce em Guinea, no maciço do Futa Yallon, e atravessa Senegal antes de adentrar-se em território gambiano, determina uma grande parte da orografia não somente de Gambia mas também de Senegal, formando uma grande planície aluvial. O solo é geralmente baixo e plano, e na maior parte arenoso, pois se vê submetido às inundações do rio durante a estação das chuvas, que tem lugar de junho a outubro. O estado de Gambia se formou em volta do curso baixo do rio que percorre o país desde oeste. seu território se reduz a um vale fluvial, formado por depósitos aluviais, desde os quais se estendem as planícies argilosas. Nos últimos quilômetros de seu curso, onde o terreno é mais baixo e plano, forma uma região pantanosa e em sua desembocadura uma ampla Foz que se adentra no coração do país. A costa é retilínea e arenosa, formada por amplias praias ainda intactas e rodeadas de vegetação.

FLORA E FAUNA

As chuvas favorecem a formação de uma flora selvática, embora na atualidade esteja degenerada pela ação humana. A vegetação é particularmente rica na faixa imediatamente próxima ao rio, onde cresce uma densa selva em galeria, intercalada com freqüentes pântanos e mangues que se voltam mais espessos perto da desembocadura.

Nas zonas do interior onde as chuvas diminuem se da passo ao lençol úmido, onde a vegetação arbórea se alterna com grandes claros ocupados por formações arbustivas. A paisagem assume o aspecto do bosque ralo e a sabana arbolada com baobas e acácias espinhosas que se destacam sobre a extensão de ervas altas.

O baoba costuma atingir os 20 metros de altura e seu tronco costuma medir uns 9 metros de diâmetro. Era no interior deste grande tronco onde os nômadas se refugiavam em outros tempos. suas ramas angulosas lembram às garras dos monstros de antigas lendas. Trata-se de uma árvore com uma grande capacidade para reter a água. Quando florescem, o perfume de suas flores brancas estende-se por toda a sabana. Tem, ademais propriedades curativas. Os frutos do baoba também são consumidos pelos habitantes da região.

Os mangues são plantas tropicais que crescem nos pântanos preferentemente na costa do oeste africano. É uma das poucas plantas que pode sobreviver em água salgada. Um dos lugares mais comuns onde habitam estas espécies é Gambia. Estão presentes ao longo de todo o curso do rio.

Dão-se quatro tipos: vermelhos, os mais comuns em África Ocidental, branco, preto e o próprio capulho do mangue. Podem atingir 25 metros de altura e são típicos das regiões úmidas. Neles habitam numerosos animais que amam a escuridão, peixes e patos procuram muitas vezes sua sombra.

Fauna

Entre as ramas das árvores vivem um grande número de macacos, enquanto que no rio descansam os hipopótamos e crocodilos. Serpentes e iguanas, esquilos gigantes, pequenos antílopes, águias pescadoras e outros animais se aproximam também ao rio. As aves abundam por onde quer que seja em Gambia e pode-se dizer que a observação de aves é um dos grandes atrativos turísticos do país. Numerosos patos habitam entre os mangues de Gambia. A zona costeira e a foz abrigam uma grande quantidade de fauna aquática que vivem entre os mangues.

Parques Naturais

Reserva Natural Abuko

A única reserva natural do país é a de Abuko, o resto não estão protegidas. Crocodilos, aves, macacos, iguanas e se tem um pouco de sorte poderão ver também antílopes.

Ilha Baboon

Protege aos chimpanzés em seu hábitat natural. Uma das fundadoras foi Stella Brewer.

Regiões Florestais

Outras regiões florestais importantes são Bijilo, na costa e cinco mais na Alta Gambia: Salji, Nyambai, Kabafita, Furuya e a maior Kiang Oeste.

História

Primeiros Tempos

As primeiras tribos habitantes do rio Gambia viviam da caça e da pesca, acreditavam nas forças naturais e as adoravam. Muitos chegaram do atual Senegal atraídos pela costa, propícias para a navegação e o comercio, se estabelecendo ao longo do rio, praticando uma agricultura de subsistência. Posteriormente e com o desenvolvimento dos reinos alguns dos impérios do centro da África Ocidental exerceram sua influência sobre Senegal e Gambia, um dos mais importantes foi o de Ghana, que durou até o século X. O Islam entra com força em Gambia no século XI, embora a conquista tenha sido difícil devido à resistência das etnias.

No século XV o território foi colonizado pela etnia mandinga que, associada com o império de Mali, exerceu sua autoridade no vale de Gambia e fundou ali numerosos reinos que controlaram o comércio costeiro, logrando um grande desenvolvimento econômico e cultural.

A Colônia

A chegada dos navegantes portugueses em 1455 provocou o desvio da maior parte do comércio interior para a costa atlântica e a decadência dos reinos que se enriqueciam do mesmo. Gambia se converteu para os lusitanos na porta de saída de uma grande massa de metais preciosos e um lugar próspero na rota ao Oriente que eles controlavam. O império britânico que, em pleno apogeu de sua frota, tratava de recuperar terreno na luta pelas colônias, comprou a coroa de Portugal em 1618, seus direitos comerciais e territoriais. Rapidamente instaurou um conflito entre Grã-Bretanha e França, dona de Senegal, que duraria uns 200 anos.

A meados do século XVII, este lugar costeiro se utilizou como "Depósito" de escravos, pelo que os mercadores britânicos estabeleceram alianças com os príncipes do interior do território. Grã-Bretanha se limitou a estabelecer na colônia um precário posto de comercio. Durante o resto do século este território principalmente se encarregaria da provisão de mão de obra escrava para as colônias britânicas ou para venda a outras potências coloniais. Ao longo do século XVII as disputas por questões de limites entre britânicos e franceses cresceram.

Durante o século XIX uma série de guerras religiosas se sucederam no interior do território, que culminariam com a completa islamização do país e o aumento da imigração muçulmana que chegava de diferentes regiões da África. Ao mesmo tempo, a supressão do tráfico de escravos por parte da metrópole fez com que o território perdesse toda relevância econômica (a escravidão seguiu existindo dentro da colônia britânica até o século XX, sendo proibida em 1906). Mas a colônia ganhava em contrapartida importância estratégica, pela sua situação em meio de Senegal, peça clave da dominação francesa na África subsahariana.

Com respeito aos limites de suas respectivas colônias, França e Grã-Bretanha chegaram a um acordo em 1889. A paz se garantiu na região e as potências européias reconheceram a soberania britânica sobre o território de Gambia.

Independência

O processo de descolonização não começou até depois da Segunda Guerra Mundial. A luta anticolonialista em África então obteve um triunfo generalizado, o que provocou a criação de numerosos estados independentes nas ex-colônias européias. Mas não foi até 1963 quando Gambia obteve do poder colonial britânico, o reconhecimento de certa autonomia administrativa. Sua condição de território colonial britânico se havia mantido sem modificações ao longo de toda a primeira metade do século XX. Em 1965 Gambia consegue a independência e se integra na Comonwealth britânico. Contudo e dada sua realidade étnica, cultural e econômica, não constituía uma nação propriamente dita. As estruturas sociais e econômicas do território não mudaram. As exportações seguiram baseando-se no cultivo do amendoim e se mantiveram as bases sociais tradicionais, que foram incluídas inclusive na Constituição de 1970.

Últimos Acontecimentos

O partido Popular Progressista (PPP), liderado por Dawda Jawara, dominou a política de Gambia desde os anos 60. Nos anos 70 se proclamou a República, adotando um sistema presidencialista. Foi nessa mesma década quando Gambia viu chegar o turismo a grande escala, provavelmente pelo êxito do livro "Raízes" de Alex Haley.

No país aumentou a desordem, a prostituição e o tráfico de drogas, promovido pelo movimento. Surgiu então a oposição islâmica organizada. Outro dos problemas com os que se enfrentava Gambia era o contrabando como é uma saída, através do porto de Banjul, do comércio de África Ocidental, unido isto à escassa vigilância de suas fronteiras.

A princípios da década de 80, opositores muçulmanos tentaram derrotar a Jawara, com a pretensão de implantar um regime revolucionário islâmico e terminar com a corrupção oficial. A rebelião foi sufocada por tropas de Senegal, que entraram em Gambia a pedido do presidente Jawara. Foi uma década de secas, que produziram a queda das exportações agrarias, a emigração rural e o desemprego, unindo tudo a um crescente endividamento externo.

A estreita associação econômica e de defesa entre Gambia e Senegal levou os dos países a unir-se no que se conheceu como Senegambia, que existiu oficialmente entre os anos 1982 e 1989. O projeto, dirigido pelo presidente senegalés Abdou Diouf, por um conselho de ministros confederado e por um parlamento binacional, garantizava a proteção a Dawda Jawara perante possíveis rebeliões internas, e ao mesmo tempo, Senegal pode começar a exercer um maior controle da evasão de divisas, causada pelo contrabando. Mas a Senegambia se dissolveria pois Gambia necessitava recuperar a autonomia perdida. É então quando começa a fazer pactos de defesa mutua com Nigéria.

A princípios da década dos 90 Gambia e Senegal retomariam suas relações ao firmar um tratado de amizade e cooperação, pelo que cada ano se reúnem os chefes de Estado;, a sua vez tem-se criado uma comissão conjunta presidida pelos ministros de relações exteriores de ambos países.

No relativo aos problemas internos, o governo de Jawara tomou medidas destinadas a abrir uma etapa de conciliação nacional. Aboliu a pena de morte e anistiou a movimentos insurgentes que lutavam para derubar ao regime. Passado isto em 23 de julho de 1994 um grupo de militares destituiu ao presidente Jawara e instaurou um Conselho Provisional das Forças Armadas.

Gambia tem um dos índices de mortalidade infantil mais altos do mundo (234 por mil), e os efeitos dos programas de ajustes têm sido devastadores. A espectativa média de vida se situa em torno aos 43 anos. A agricultura e o turismo entraram em 1993 numa etapa de recessão, acrescentada pela instável situação econômica européia. A parte disto, mais de 30% do valor das exportações é absorvido pela dívida externa que sobe, na atualidade, a 426 milhões de dólares.

Arte e Cultura

Pode-se dizer que quando um velho morre desaparece um livro, pois é graças à tradição oral que se perpetuam muitas das culturas africanas desde a noite dos tempos. Em Gambia nas famílias nobres há quem tem a seu cargo algum papel, já seja de historiador ou de musicólogo, função que costuma passar de pais a filhos. Graças ao que cada grupo conserva sua história, tradições, seu modo de vida e sobrevivência, suas regras morais, etc. A palavra enlaça às gerações.

Sempre há alguma lenda que vem de centos de séculos atrás para explicar os fenômenos naturais.

A dança e a música contam as histórias cotidianas: homens que trabalham nos campos, mulheres que fazem seus trabalhos, ou crianças que jogam. Os meios modernos de comunicação (rádio e televisão) difundem uma cultura mais urbana, aberta à influência ocidental. Mas desde os anos sessenta a música popular africana, a raiz do interesse cubano e em geral americano têm atingido grande fama. Os instrumentos populares como a kora, uma espécie de harpa de 21 cordas, o balafón, como um xilofone e o xalám, parecido à arpa, são utilizados pelos músicos modernos. Os mandinga conservam uma forte tradição musical. Qualquer festa, o Ramadão muçulmano, um casamento ou a chegada de algum hóspede, é uma boa razão para cantar e bailar. Os casamentos celebram-se de manhã para que a festa dure mais. A circuncisão das crianças é uma celebração importante para os wolof, e a acompanham com ritos tradicionais.

Entre os artistas musicais que mais se destacam estão Ismael Issac e Abdd Kabir, outros são Jaliba Kayateh, Framboling, Ifang Bondi e Magadan.

No relativo à literatura, a pequena Gambia não tem exercido mais que um desenvolvimento modesto e o mais relevante é sem dúvida sua cultura de tradição oral como dizemos anteriormente.

A pintura era antes da Independência de influência ocidental mas após os anos sessenta o impulso da arte local se deixou sentir com grande interesse. Em nossos dias uma geração de jovens artistas entram num mundo abstrato e sem definição onde triunfa a cor sobre as formas.

Paralelamente tem-se desenvolvido uma arte do estilo Naif.

Gastronomia

A comida tradicional gambiana é muito similar à senegalesa, com os mesmos ingredientes e formas de elaboração, embora as denominações por vezes variem. A influência árabe e européia é menos pronunciada em Gambia que em Senegal. Talvez a presença Yoruba e dos antigos imigrantes vindos de Serra Leoa tem tido mais êxito em Gambia. A comida britânica há influído muito menos em Gambia que a francesa em Senegal.

Um dos pratos típicos é o sissay yassa de frango. Se prepara com suco de limão, cebola e pimenta. Outros pratos são o domodah, de herança mandinga, a base de amendoins doces com arroz e o benachin ou tiep-bou-diene, peixe com arroz e salsa de tomate, pimentões, cenouras, etc. Os senegaises servem o arroz e a salsa separados enquanto que os gambianos servem junto. Pode-se preparar com carne em lugar de peixe e então converte-se em tie-bou-yap.

Também são populares o mafé, um tipo de cuscuz com amendoins e o plasas, carne e peixe cozido com verduras com aceite de palma, simplesmente maravilhoso.

O peixe fresco abunda e pode-se comer até a saciedade, graças à cercania do rio. Pode-se comer também defumado. Os niama-niamas se degustam a todas horas. Frutas como o abacaxi, mamão, laranjas, manga, melão, pomelos, limões ou bananas, são também muito populares. Se consomem assim mesmo pastéis, bolinhos de carne ou peixe e amendoins, é claro.

Se procura restaurantes acessíveis, em Banjul encontrará os chamados "chop houses", que se reconhecem pelos cartazes que penduram na porta dos estabelecimentos de vivas cores. Em Serekunda e as cidades por onde transcorre a estrada Transgambiana utiliza-se o vocábulo senegalés "garotte" para identifica-los.

Bebidas

A cerveja é uma das bebidas favoritas dos gambianos. A Joyful é uma cerveja local bastante suave. Também se consumem bebidas sem álcool.

Compras

Sem dúvida que gostará de levar um desses exemplos do famoso artesanato africano. Os encontrará por todas partes. Máscaras de madeira ou coro, tecidos coloridos, jóias de ouro e prata, tapetes de desenhos curiosos e uma porção de objetos mais. Sim esquecer-se dos livros sobre a história de Gambia e suas lendas.

Em Banjul o melhor lugar para fazer as compras é o conhecido Mercado de Albert, embora também lhe aconselhamos dar uma volta pelo Mercado de Artesanía.

Para quem busca peças de prata, nada melhor que a loja mauritana em OAU Boulevard.

Em Bakau encontrará comércios na rua Atlantic e a Galeria de Arte Africano Negro de Gambia que vende todo tipo de artesanato local, além de esculturas e pinturas. Para roupa se aconselha Gena Be´s na rua Garba Jahumpa (em o chamado Povo Novo).

Em Kotu há um centro comercial em Novotel e em Kololi o melhor é visitar a galeria sita na Taberna Kololi Inm & Tavern, para comprar arte local.

São também bons lugares para fazer compras, os mercados de Serekunda com artigos de ouro veneziano e Brikama, célebre por suas máscaras de madeira.

Se procura música africana, o melhor lugar para encontra-la é Kerewam Sound no Mercado Albert.

População e Costumes

A população de Gambia está formada por grupos pertencentes às mesmas etnias que os senegaleses e países vizinhos. Predominam, numericamente, os mandingo, que se concentram no centro e no oeste do país, seguidos dos wolof, os fulbé ao este, os jalof na capital, os diola na zona oeste do país, os sereres, e os habitantes de origem sudanés.

Desde épocas remotas as tribos têm vivido em povoados a margem do rio, desenvolvendo estilos de vida totalmente homogêneos, baseados na agricultura tradicional. Tão escasso território povoado por este grande número de etnias provoca fortes tensões políticas.

Um elemento peculiar na pintura étnica é o constituído pelos aku e os kio, minorias crioulas de língua inglesa assentadas na capital durante o período colonial.

Originalmente eram escravos liberados procedentes respectivamente das Antilhas britânicas e de outras colônias britânicas de África, em particular de Nigéria e Serra Leoa, levados a Gambia para cobrir postos administrativos e comerciais; ainda hoje, depois da independência ocupam posições de poder na administração estatal e na economia. Sua língua é o "brokem english", uma língua crioula baseada no inglês, com influências francesas e portuguesas.

Os gambianos, geralmente vivem em pequenas aldeias e choças de palha. Gambia possui uma população escassamente urbanizada, que se concentra em grande medida nos povoados tradicionais, onde se segue mantendo uma economia de base agrícola (o primeiro setor do país). Mais de 70% da população ativa está ocupada neste setor, produtos comerciais como o algodão, amendoins e a nozes de palma, servem de base para a exportação, enquanto que o resto dos produtos como a mandioca, o arroz e o milho, entre outros servem para o sustento básico. Os intentos De elevar o nível econômico do país se centram na industrialização e o turismo, que recentemente tem-se convertido na segunda fonte de ingressos para o país.

Um serio atraso econômico assim como os problemas sociais de diversa índole que padece o país se refletem no baixo índice de alfabetização, situado em torno aos 25%.

Entretenimento

As atividades que se podem realizar em Gambia são infinitas, sobretudo relativo a esportes. Numerosos hotéis dispõem de pistas de tênis e squash.

Por ser um país profundamente ligado ao meio aquático, pode-se nadar tanto nos rios como nos mares, nas numerosas piscinas de que dispõem os hotéis. O bom tempo sempre está garantido para dar-se um bom mergulho. Num país tão pequeno é evidente que os espetáculos esportivos são limitados. De fato os principais espetáculos acontecem perto das praias ou piscinas.

Podem-se alugar embarcações para realizar excursões pelos rios, uma aventura que fará passar os melhores momentos àparte de se conhecer o país sobre o terreno. Cruzeiros pelo rio em iate enquanto se admira a fauna nativa e pela costa, resultam também do mais exótico.

Preferindo, pode-se praticar o surf em algumas praias e inclusive há lugares que dispõem de professores para o treinamento dos visitantes. Deve-se realçar que as praias são bastante seguras em Gambia.

A pesca é uma prática comum no país, razão pela que não existem limitações. Com respeito à caça está muito restrita.

Um bom modo de passar o tempo é visitar os mercados dos diferentes povos, caminhando entre o vozerio dos vendedores enquanto se procura e se rebusca entre as quinquilharia que mostra-se nos postos.

A vida noturna não é muito animada em Gambia embora os hotéis sempre contam com suas próprias discotecas abertas a seus clientes e algumas vezes ao público. Nas épocas de férias se costumam organizar espetáculos ao vivo. Esta é uma boa oportunidade para assistir algum concerto dos artistas locais ou para ver os grupos de danças folclóricas, sem esquecer a acrobatas, virtuosos do tam tam, malabaristas e muitas mais destrezas que sempre surpreendem pela sua exstitude.

Em Banjul, na rua Leman, a braseira Braustube, meio libanesa, meio alemã possui um bar e um restaurante com varanda. Também pode-se beber algo no primeiro andar da Áfrican Heritage, preciosamente decorado, enquanto que o Hotel Atlantic, em marinha Parade, propõe três restaurantes com diferentes especialidades.

Festividades

A festa nacional de Gambia é 18 de fevereiro, dia em que celebra-se a Independência do país que teve lugar no ano 1965. Durante a semana do Natal e Ano Novo realizam-se numerosas procissões de rua. Outras festas de interesse são a Sexta-feira Santa, o Primeiro de Maio e o 15 de Agosto, Dia da Assunsão.

Os gambianos adoram as festas mas a maioria celebram-se em privado, os casamentos, circuncisões, aniversário, etc. dão lugar a enormes celebrações entre tambores, danças e cânticos que duram jornadas inteiras.

Transportes

Avião

Gambia Air Shuttle e Air Senegal mantêm vôos regulares com Banjul. Não há vôos à outras cidades do país. O aeroporto de Yundum está a 35 quilômetros do centro da capital e a 20 quilometros de Bakau, um dos centros turísticos mais importantes do país. Uma vez no aeroporto de Yundum, se vai se alojar em hotel e viajar em grupo, ônibus especiais lhe conduziram ao lugar, de outra maneira terá que viajar em táxi até seu destino. Diferentes companhias aéreas como Iberia, Royal Air Marroc, Aeroflot, Swissair, Air Afrique, Air France e Sabena, têm vôos regulares a Dakar. A 15 quilômetros ao norte de Dakar encontra-se o aeroporto Internacional de Yoff, um dos maiores da África do Oeste e um dos melhor equipados.

Para mais informação pode-se contatar com: Gambia Air Shuttle, 23 Buckle Street, Banjul, Tel. 26-998; Air Senegal, Gambia Airwais, 69 Wellingtom Street, Banjul, Tel. 28-813 e 28-473 ou em Senegalese High Commision, 10 Nelson Mandela Street, Banjul.

Barco

O rio Gambia é navegável e existem diferentes rotas que realizam-se em barco como o "África Queen", um iate de luxo que remonta o rio Gambia.

De Banjul a Barra saem barcas regularmente (a viagem dura meia hora aproximadamente). Também há transporte fluvial regular de Mansa a Farafenni e à Ilha McCarthy. Por toda a ribeira do rio Gambia encontram-se numerosos lugares de aluguel de caiaques, uma boa alternativa para mover-se a seu ar.

Ônibus

A Sociedade Gambia Public Transport Corporatiom (G.P.T.C.), tem o monopólio do transporte público. Possui enormes ônibus de cor branco e azul, que comunicam com as principais cidades do país.

Carro

Desde Dakar, uma estrada enlaça com Barra, via Kaolack, ou se prefere, a rota Transgambiana que conduz até Faraffeni. Pode-se cruzar o rio por ambos lados e carregar o veículo nos chamados "bacs". Depois, tanto para percorrer a margem norte como a sul do rio Gambia, existem várias estradas. Os automóveis podem ser alugados por dia ou por semana nas principais empresas de aluguel de veículos. É imprescindível uma permissão de conduzir internacional. A distância desde Dakar a Banjul é de 305 quilômetros.

Taxi

Os taxis em Gambia não distinguem-se por nenhuma cor especial, razão pela que podem encontrar-se qualquer tipo de veículo, tão somente reconhecível pela matrícula amarela. Nos principais hotéis costumam expor as tarifas aos principais lugares, porém, sempre é aconselhável negociar o preço antes de iniciar a corrida. Outra alternativa é o aluguel de serviços de táxi para toda uma jornada.

Fonte: www.rumbo.com.br

Gâmbia

Capital: Banjul

População: 1,4 milhões (2004)

Língua Oficial: Inglês (de fato)

O grupo majoritário: não

Grupos minoritários: Mandinka (38,3%), Fulani (21,2%), wolof (17,9%), Soninke (9,2%), Jola-Fogny (4,5%), Serer (2,4 %), Mandjaque (1,6%), bainouk-gunyaamolo (1,6%), Português Creole (1%), crioulo Inglês (0,7%), Bamanankan (0,4%), jahanka (0,2 %) Kalanke (0,2%), Khassonké (0,1%), mansoanka (0,2%), e mankanya Basari

Colonial idioma: Inglês

Sistema político: República militarizada

Artigos constitucionais (linguagem): art. 17, 19, 24, 32, 33 e 36 de 07 agosto de 1996

Leis da língua: não aplicável

Localização

A Gâmbia é um país da África Ocidental, banhado pelo Oceano Atlântico, cujas fronteiras são cortadas inteiramente dentro de Senegal ( ver mapa detalhado ). Coincidindo com o vale do rio Gâmbia, que deve o seu nome, este país é um dos menores países do continente Africano, com uma área de apenas 11,295 km ² (França: 547 03 km ²). É muito particular (um legado do colonialismo), o país se estende 480 km (em linha reta) de ambos os lados do rio Gâmbia desde a sua nascente até à foz, a distância de norte a sul não exceda 50 km. No entanto, como o seu curso é sinuoso, o comprimento real do rio Gâmbia é estimada em 1125 km. Gâmbia ao capital Banjul, localizado na costa oeste, na foz do rio é a única cidade grande e único porto marítimo do país.

O país está dividido em cinco províncias e um município: Banjul, Kanifing, Brikama, Kerewan, Mansakonko, Kuntaur, Janjanbureh e Baixo. Ao contrário do Senegal, a Gâmbia é uma ex-colônia britânica e tinha constantemente desde sua independência, em 1965, para resistir ao desejo de unificar o seu vizinho Senegal, que está intimamente relacionado.

As línguas da Gâmbia

Quase toda a Gâmbia línguas 18 pertence ao Níger-Congo . Apenas dois Creole (Português e Inglês) não fazem parte desta família. As línguas mais importantes são, em ordem decrescente, mandinga, wolof Gâmbia Fulani, Soninke, Jola-Fogny Serer e Mandjaque. Inglês é a língua oficial da Gâmbia, mas é a língua materna de pessoa, ela continua a ser uma segunda língua. Como a Gâmbia é um enclave no interior do Estado, Senegal oficialmente francês, a língua francesa é importante, é o jargão por muitos gambianos. No entanto, a presença de várias línguas africanas faladas nesta região da África, como o wolof e mandinga, permite que os cidadãos de países diferentes para se comunicar em outras línguas que não as línguas oficiais são o Inglês e Gâmbia Francês no Senegal. Além disso, o francês é muitas vezes a linguagem da quarta gambianos muitos (após a língua nativa, wolof e francês). A Gâmbia é um país de língua Inglês pequeno, onde a oportunidade de falar francês só existe por causa de senegaleses que vivem em Gâmbia. Embora Inglês é amplamente utilizado no mundo, o francês é uma língua preferida devido à situação geopolítica deste pequeno país da África, onde quase todos os países vizinhos são francófonos.

Aproximadamente 95% dos gambianos prática Islã (sunita) fortemente imbuído de crenças tradicionais africanas. Apenas uma pequena minoria de cristãos.

Dados Históricos

Ferramentas neolíticas e pedaços de pedras megalíticas da Idade do Ferro foram encontrados perto de Banjul. A partir do século XIII, mandinga, wolof e Fulani estabeleceu no vale do rio Gâmbia. Formando pequenos estados, que prestou homenagem ao Império do Mali.

Em 1455, o Português estabelecido postos comerciais ao longo do rio Gâmbia, que foi organizada a partir do escravo. Eles foram suplantados no século XVII por empresas fretados Inglês e Francês. Em 1783, o Tratado de Versalhes deu às margens do rio Gâmbia (50 km de norte a sul) na Grã-Bretanha. Em 1816, o britânico comprou a ilha de governante local Banjul de um reino e fundou a cidade de Bathurst, agora Banjul. Grã-Bretanha foi capaz de manter a sua supremacia, apesar das autoridades francesas, particularmente expressas pelo general Gallieni, juntos em um território do Senegal e do vale inferior do Gâmbia.

Os britânicos

A região da Gâmbia tornou-se um protetorado britânico em 1820 e uma colônia da Coroa em 1886. Foram criados em 1889, por um acordo com a França, as atuais fronteiras da Gâmbia. Gâmbia desfrutado de um regime de administração indireta, que manteve o poder dos chefes locais. Grã-Bretanha encorajou o desenvolvimento da produção de amendoim. O governo colonial não dizia respeito ao ensino de Inglês para os nativos. Ele deixou a responsabilidade da educação para os missionários, que usam as línguas locais. Foi somente após a Segunda Guerra Mundial que foram formadas no início dos ingleses quadros indígenas para funções administrativas. Nacionalistas partidos políticos foram formados na década de 1950, e em 1960, foram realizadas eleições em todo o país.

Após a independência

Gâmbia ganhou sua independência em 18 de fevereiro de 1965, com o primeiro-ministro Sir Dawda Jawara para Kaibara, depois de um referendo popular. Com base no Partido Progressista do Povo (Partido Popular Progressista: PPP), Dawda Jawara Kaibara permaneceu no poder até julho de 1994. Em 1981, cerca de 500 pessoas foram mortas em uma tentativa de golpe de Estado, com tumultos em Banjul, o que provocou a intervenção do Senegal. No ano seguinte, o Senegal tem a criação de uma confederação de Senegâmbia, presidido pelo presidente senegalês, Abdou Diouf, Kaibara Dawda Jawara como foi o vice-presidente. Esta confederação teve pequenas conseqüências práticas, quer do ponto de vista econômico, essa política. É por isso que entrou em colapso em 1989, mas foi seguido por um tratado de amizade, em 1991.

Em julho de 1994, um grupo de jovens oficiais derrubou o governo Jawara e assumiu o controle do país. Um conselho interino de governo militar (Forças Arm Provisória militar governante do Conselho: AFPRC), liderada pelo capitão Yahya Jameh foi estabelecida. A Constituição foi suspensa e os partidos políticos.

Vários países da União Europeia, especialmente a Inglaterra, colocou pressão sobre Yahya democracia restaurações Jameh. Após a suspensão da ajuda internacional, que representou, em 1993, um quarto da renda nacional Gâmbia, a PRCPF comprometeu-se a organizar eleições multipartidárias em 1996.

O agravamento da situação econômica Jameh convencido a avançar a data escolhida para o retorno ao regime civil. Em 8 de agosto de 1996, a nova Constituição foi aprovada por 70% dos eleitores, e em 26 de setembro, Yahya Jammeh venceu as eleições presidenciais com 56% dos votos, contra 36% para seu rival (Ousainou Darbo). Esta eleição, em que várias figuras da oposição não tem o direito de comparecer, foi marcado por fraude maciça. Em janeiro de 1997, as eleições deram uma maioria para a Aliança para Reorientação e Construção Patriótica (APRC) Yahya Jammeh, a oposição ganhar apenas 10 assentos.

Estabilizar a situação política tem fomentado calmaria econômica, notadamente marcado por um renascimento do turismo. No entanto, a situação manteve-se difícil, devido à suspensão de programas de cooperação internacional após o golpe de Estado em 1994.

Educação

A Gâmbia é um país pobre. Educação primária é gratuita (primeiros cinco anos), mas não é obrigatório. Em 2001, a alfabetização foi limitado a 59% da população e 40% dos jovens com idade entre 12 a 17 anos estavam matriculados. Se 75% das crianças começam a escola primária, apenas cerca de 20% dos jovens entrar na escola. Além disso, o país não tem universidade, mas uma proporção de 0,4% dos jovens são capazes de aprender fora do país.

Em todos os setores da educação, o Inglês é a língua de instrução, exceto nas escolas corânicas, onde o idioma é o árabe. Um francês cursos de línguas segundo estão disponíveis para estudantes do ensino médio. Todos os estudos, exceto a escola islâmica são conduzidas em Inglês. Como a Gâmbia é um país pobre, as escolas não são sempre fornecidos com livros didáticos suficientes e formação de professores deixa algo a desejar. Por exemplo, é difícil encontrar documentos em língua francesa na Gâmbia, incluindo aqueles que podem ser úteis no ensino. Por várias outras razões, o ensino de línguas estrangeiras pode não ser sempre adequado no país.

Bibliografia

Canvin, Maggie implicações educacionais do multilinguismo A para os Camarões ea Gâmbia: um estudo comparativo., Whiteknights, da Universidade de Reading (Reino Unido), tese de mestrado, 1996, 96 p.
Enciclopédia Encarta da Microsoft, de 2004, art. "Gâmbia" da parte histórica.
MINISTÉRIO DA EDUCAÇÃO O Desenvolvimento da Educação:. Relatório Nacional da Gâmbia, Banjul, Ministério da Educação, 1992.
STEPHENS, David O. Records Management na África ao Sul do Saara Management Quarterly, Records, Julho de 1993.

Fonte: www.africa-onweb.com

Gâmbia

Nome oficial: República do Gâmbia (Republic of the Gambia).

Nacionalidade: Gambiana.

Data nacional: 18 de fevereiro (Independência).

Capital: Banjul.

Cidades principais: Serekunda (102.600), Banjul (42.300) (1993).

Idioma: inglês (oficial), mandingo, fulani, ulof.

Religião: islamismo 95%, cristianismo 4%, crenças tradicionais e outras 1% (1993).0,8% (1995).

GEOGRAFIA

Localização: oeste da África.
Hora local: + 3h.
Área: 11.295 km2.
Clima: equatorial.
Área de floresta: mil km2 (1995).

POPULAÇÃO

Total: 1,3 milhões (2000), sendo mandingas 42%, fulanis 18%, ulofes 16%, jolas 10%, seraulis 9%, outros 5% (1996).
Densidade: 115,1 hab./km2.
População urbana: 31% (1998).
População rural: 69% (1998).
Crescimento demográfico: 3% ao ano (1998).
Fecundidade:
5,2 filhos por mulher (1995-2000).
Expectativa de vida M/F: 45/49 anos (1995-2000).
Mortalidade infantil: 122 por mil nascimentos (1995-2000).
Analfabetismo: 63,5% (2000).
IDH (0-1): 0,396 (1998).

POLÍTICA

Forma de governo: República presidencialista.
Divisão administrativa: 6 províncias e 1 cidade.
Principais partidos: Aliança para Reorientação e Reconstrução Patriótica (APRC), Democrático Unido (UDP).
Legislativo: unicameral - Assembléia Nacional, com 49 membros (45 eleitos por voto direto e 4 indicados pelo presidente).
Constituição em vigor: 1997.

ECONOMIA

Moeda: dalasi.
PIB: US$ 416 milhões (1998).
PIB agropecuária: 27% (1998).
PIB indústria: 14% (1998).
PIB serviços: 59% (1998).
Crescimento do PIB: 2,4% ao ano (1990-1998).
Renda per capita: US$ 340 (1998).
Força de trabalho: 1 milhão (1998).
Agricultura: amendoim, arroz, milho, milhete, sorgo.
Pecuária: bovinos, caprinos, ovinos, aves.
Pesca: 32,2 mil t (1997).
Mineração: argila, areia sílica. Reservas não exploradas de caulim, sal e petróleo.
Indústria: alimentícia (amendoim e peixe), bebidas e construção.
Exportações: US$ 10 milhões (1997).
Importações: US$ 251 milhões (1997).
Parceiros comerciais: China, Bélgica, Luxemburgo, Reino Unido, França, Costa do Marfim, Holanda (Países Baixos).

DEFESA

Efetivo total: 800 (1998).
Gastos: US$ 15 milhões (1998).

Fonte: www.portalbrasil.net

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