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Gana

GANA, ANTIGO IMPÉRIO

O nome de Gana foi tomado do ancestral e sofisticado império do Sudão que floresceu no ocidente da África entre os séculos IV e X a.C. Trata-se de um jovem país que guarda em seus territórios belezas naturais espetaculares ao longo de suas costas e nas elevações do interior. Sua arquitetura é uma mistura rara de restos bem conservados de diversas edificações da época colonial e núcleos africanos, onde ainda convivem algumas povoações que preservam suas crenças tradicionais entre o cristianismo, o islamismo e as religiões animistas. São famosas suas festas e eventos culturais.

Gana soube explorar suas zonas naturais para converte-las em um atrativo singular para os visitantes, que são tratados com afeto e cordialidade, entre festivais artísticos, musicais e cerimoniais.

Localização Geográfica

Gana ocupa uma superfície de 238.5333 quilômetros quadrados. Está situado na África Ocidental e limita-se ao norte com Burkina Faso e Níger, ao sul com o Oceano Atlântico, ao leste com Costa de Marfim, e ao oeste com Togo.

Sua morfologia é relativamente plana. Na costa predominam as planícies e no interior a savana, os bosques e os cultivos de algodão e cacau. Pode-se ver montanhas de pouca altitude na área da Região do Volta, onde acha-se o lago do mesmo nome, o lago artificial mais extenso do mundo.

Os rios que regam Gana são o Volta Preto e o Volta Branco.

Flora e Fauna

O clima do Gana é diverso; enquanto que nas zonas costeiras é úmido e caloroso, no norte é seco e com temperaturas mais radicais. Este contexto favorece a existência de grandes extensões de bosques e áreas de reserva natural, onde a vida selvagem se reproduz com facilidade.

Isto também tem determinado a economia do país que baseia-se em três atividades centrais: a agricultura (plantações tropicais como o cacau); a mineração (ouro, diamantes e minerais); e a exploração de recursos florestais (vastas plantações de árvores de madeira comercial).

No Gana existem numerosos centros de conservação tanto da flora como da fauna selvagem. Há mais de 500 espécies de borboletas e mais de 200 variedades de aves como loros, come-abelhas, come-plantas, hornbills e kingfishers, entre outras espécies. Podemos encontrar parques naturais, jardins botânicos e zonas de conservação de espécies de terra e ar.

História de Gana

Até o Século XV

A história do Gana estava muito estreitamente relacionada à dos vizinhos. Desde Guiné até Nigéria partilharam-se longos anos de civilização em comum.

No século XIII vários reinos foram à região e trouxeram consigo a influência Saheliana: os Songaï, Kanem-Bornu e Hausa. Os primeiros destes estabeleceram-se em Bono e Banda ao norte. Gradualmente foram-se expandindo para o sul ao longo do curso do Rio Volta. A penetração nas zonas florestais chuvosas não aconteceu até o século XV.

Comércio de Escravos

Entrado o século XVII a força do reino de Shanti concretou-se na maioria dos estados e começou o controle da costa. A capital, Kumasi, foi organizada para ter todos os serviços de qualquer cidade europeia. O líder conhecido como Asanthene, empregava segretários muçulmanos do norte para administrar as zonas e manejar o comércio com os reinos de Sahelian.

Por séculos o comércio na África Ocidental esteve focalizado fora das costas em uma zona correspondida entre as ribeiras do Rio Níger e o fim do Sahara; marfim, ouro, escravos e sal foram os principais recursos.

O comércio de escravos para América mudou o esquema geopolítico. Assim as costas começaram ser importantes devido aos constantes barcos de escravos rumo às colônias de outros continentes. As forças dos impérios começaram a construir fortes costeiros para assegurar os negócios. A primeira a faze-lo foi Portugal, no século XV e foi seguido pelo Reino Unido, França, Holanda, Suécia e a Dinamarca. Quando a escravatura foi abolida no começo do século XIX os europeus procuraram novamente outras zonas de comércio e exploração no interior do país.

Presença britânica

Depois que as posses holandesas foram transferidas aos britânicos em 1868, o Reino Unido converteu-se na principal força de dominação da Gold Coast ou "Costa do Ouro", como era conhecida Gana. O poderio britânico foi enfrentado basicamente pelas forças da Confederação Fante (uma aliança de reinos da costa) e os Ashanti.

Kumasi foi saqueada em 1874 e a Guerra com os Ashanti não terminou até o ano de 1900. No fim do ano 1920, os partidos dedicados a promover a independência africana expandiram-se e foi no ano de 1947 quando tiveram força real, junto com a United Gold Coast Conventiom (UGCC), cujas forças básicas eram os movimentos nacionalistas. O Secretário desta coligação, Kwame Nkrumah, separa-se em 1948 para formar seu próprio partido chamado People´s Party (CPP). Logo iria converter-se na voz do povo e pela primeira vez dirigir o curso da política nacional sob o lema "o auto-governo agora". No ano de 1951 ganha as eleições.

A Independência

Gana obteve sua independência em março de 1957 e converteu-se no primeiro país africano a ganhar seu próprio estado frente as forças colonizadoras européias. A consolidação do governo ao longo do país custou anos de esforços. Nkrumah fortaleceu-se como o principal líder das nascentes forças do continente africano. Suas denúncias sobre o imperialismo e neo-colonialismo serviram de inspiração a outros países da África. Infelizmente, os governos do continente viram-se envolvidos em uma série de conflitos de corrupção e enfrentamentos entre grupos diferentes quanto às crenças. Em fevereiro de 1966, Nkrumah foi deposto por um golpe militar. Porém, o regime imposto sob o mandato de Kofi Busia, também não pode conter a onda de corrupção e conflitos sociais em seus três anos de governo. O coronel Acheampong fez um novo golpe de estado no ano de 1972. Os anos que seguiram a seu mandato também viram-se envolvidos nos mesmos enfrentamentos sociais.

Últimos Anos

Em maio de 1979, outro militar, Jerry Rawlings chama a uma confrontação para botar ordem entre os responsáveis das corrupções. Meses depois cederia o governo a poderes civis, provocando uma "limpeza" nas principais elites.

Novos conflitos beiraram novamente no golpe de estado em dezembro de 1981 por parte do Conselho Revolucionário formado por Rawlings. As políticas adotadas nesses momentos foram de restrições econômicas, apoiadas por organismos internacionais como o Banco Mundial e o fundo Monetário Internacional.

No início de 1990 Rawlings, pressionado pelas forças políticas, assume a reforma democrática da zona e em 1992 anuncia um referéndum para uma nova constitução e promove a atuação dos partidos políticos. As forças ideológicas estiveram divididas e enfrentadas, sem um rumo certo no caminho. Por isso, em novembro de 1992 as eleições presidenciais foram ganhas novamente por Rawlings com um 60% da votação, establecendo-se um Congresso Democrático Nacional. Jerry Rawlings permanece a frente do governo até nossos dias.

Arte e Cultura de Gana

As tradições do Gana são excepcionalmente interessantes nas artes, festivais e rituais. As vilas artesanais são popularmente conhecidas pela produção de téxtis e prendas de variadas cores e desenhos como o Kente, o traje típico dos reis da região central.

Ao longo do país encontrará numerosos assentamentos tribais que ainda praticam suas crenças religiosas tradicionais. Não é estranha a existência de tótens e túmulos sagrados para os moradores, que não encerram apenas um místico elo de história africana, mas uma beleza artística inigualável. As esculturas geralmente têm forma de animais, frutas ou vegetais que guardam uma importância particular no modo de vida tribal.

A literatura do Gana é uma das mais brilhantes e ancestrais de todo o continente africano. Entre os escritores que viveram após do período independentista destacam Ayi Kwei Armah e seu romance "Os belos ainda não nasceram"; Kofi Awoonor e "Esta terra, minha irmã"; Amu Djoleto e "Furacão de Poeira" e Kojo Laing com "Buscar o doce País".

Além do romance, em Gana tem-se cultivado o teatro e a poesia.

Locais Turísticos de Gana

ACCRA

A capital do Gana é uma cidade viva 24 horas do dia. Está lotada de árvores que coexistem com os escritórios de governo e as lojas por todas suas ruas. Ali encontrará o Mercado Makola na rua Kojo Thompsom cuja atividade é constante durante toda a semana.

Também encontra-se aberto todos os dias o Museu Nacional de Gana onde exibe-se mostras da história e cultura do país (horário entre 9 e 18 horas). Outro curioso mercado é o Obruni Wao, perto da estação, onde também vende-se roupa de segunda mão, e o Timber, mais longe do centro, onde encontram-se objetos curiosos com animais e fetiches típicos.

O Centro de Artes, oficialmente conhecido como Center for National Culture, é um lugar cheio de objetos de artesanato de Accra: roupa tradicional, objetos de madeira, esculturas, instrumentos típicos, etc. Na parte oeste da cidade encontra-se o Mercado Kaneshie, uma visita que vale a pena. Ali pode-se encontrar desde alimentos até as melhores telas.

Não deixe de visitar a Praça da Independencia, com seu arco, a Casa do Parlamento e as Cortes, pois estas construções são distintivos da cidade.

Os Tres Fortes de Accra (James Fort, Ussher Fort e Christianborg Castle -conhecido como "O Castelo") guardam o panorama e são fieis testemunhas da história da civilização. O primeiro deles é agora uma cadeia e o segundo e o terceiro são utilizados pelas autoridades oficiais.

PRAIAS PRÓXIMAS A CAPITAL

Ao longo da rua Labadi encontrará o caminho que conduz a Praia Labadi, um popular ponto para os veranistas de fim de semana. Mais adiante aproximadamente, sete quilômetros fica Praia Coco, muito mais encantadora. Continuando pelo mesmo caminho chega-se a Praia Kokrobite, que acolhe a Academia de Artes e Música Áfricana (AAMAL). Devido a Academia, as noites nesta zona tornam-se verdadeiras festas de música tradicional, especialmente durante os finais de semana.

ARREDORES DE ACCRA

Um dos atrativos mais impressionantes da zona, a 35 quilômetros da capital, é o Parque Botânico Aburi, criado pelos britânicos há mais de 100 anos.

A Universidade do Gana, a mais antiga do país, merece também uma visita.

COSTA LESTE DO GANA

TEMA

É um dos portos mais importantes do Gana. Sua atividade industrial e numerosa população fazem dela uma das principais cidades do país. Ao norte do porto está o verdadeiro coração de Tema, chamado "Community", onde encontrará um mercado muito animado.

ADA

Fica na metade de caminho entre Accra e Lomé, uma pequena vila perto do rio Volta. Está rodeada de praias pequenas e formosas. Muito perto pode-se visitar a aldeia pesqueira de Prampram e alguns fortes que valem a pena serem vistos como Yernom e Kongensten.

AKOSOMBO

Ascendendo o curso do rio Volta, a primeira parada é Akosombo. É uma cidade que emerge vibrante a beira do Lago Volta, com impressionantes vistas. Pode-se tomar uma embarcação no porto e percorrer os arredores da zona, especialmente para a pressa, a dois quilômetros da cidade. Continuando para o sul, depois de percorrer uns cinco quilômetros, chega-se a Atimpoku. Não muito longe encontra-se um lugar perfeito para fazer excursões em canoa, Kpong.

HO, AMEDZOFE E KPETOE

Seguindo a rota norte pelo leste do país, encontra-se Ho, muito perto da fronteira com Togo. É uma cidade animada e interessante. Os maiores atrativos desta pequena população ewé são o mercado e o museu.

Nos arredores de Ho distinguem-se Amedzofe, um lugar ideal para fazer excursões pela montanha, mas se quer é adquirir tecidos confeccionados pelos nativos com uma destreza digna de admiração, deve ir na localidade fronteriça de Kpetoe.

KPANDU

Entrando para o interior e um pouco mais para o norte aparece Kpandu. É outra das povoações que descansam a beira do Lago Volta e além é uma das principais estações da rota Gana-Togo. Ali atracam numerosas embarcações. Na zona pode-se realizar passeios curtos para conhecer a zona.

A COSTA OESTE

WINNEBA

Partindo desde Accra pode-se percorrer a Costa Oeste. A primeira parada obrigatória é Winneba, onde encontram-se as melhores praias, as mais paradisiacas e tranquilas de tuda a costa de Gana. Na zona encontrará numerosas aldeias pesqueiras de grande encanto. Deve visitar Senya Beraku, o Forte e um dos paraísos do surf, Fete.

APAM

Ao oeste de Accra encontra-se esta pequena cidade onde levanta-se imponente o Forte Leydsaamheyd, também chamado Forte Patience. Está composto por uma série de construções realizadas por europeus nos tempos do tráfico de ouro, marfim e escravos.

CAPE COAST

Conhecida como Oguaa é uma cidade de fala fante. Possui um formoso castelo que data do século XVII. Foi construida pelos suecos e converteu-se rapidamente no centro de operações da posterior incursão britânica. Também é famosa pela universidade e as praias. Outra das razões para visitar Cape Coast é o Festival Fetu que celebra-se no mês de setembro.

Excursões desde Cape Coast

Desde Cape Coast podem-se fazer excursões até as pequenas aldeias nas redondeças. Biriwa, é famosa pelas praias, enquanto Anomabu oferece um forte chamado William, construido pelos alemães no século XVII e reconstruido após pelos britânicos. Também nesta vila pode-se ver um Santuário Asafo, que conta uma grande história. A uns 25 quilômetros ao leste de Cape Coast está Saltpond, que oferece também a possibilidade de visitar seu santuário asafo.

PARQUE NATURAL KAKUM

Encontra-se a uns 30 quilômetros direção norte desde Cape Coast e conta com uma reserva florestal do tipo tropical digna de admiração. A fauna da zona é composta por macacos, elefantes, antílopes e outros formosos animais típicos da África.

ELIMINA

É popular pelas construções do Forte St. George construido pelos portugueses no século XV, e pelo Forte St. Jago com mais de 150 anos de existência desde o passo dos holandeses. Ambos os dois foram cedidos aos britânicos e construiram centros de importância no tráfico da época. O povoado de Elimina é renconhecido pelo Festival de Pesca na primeira terça-feira de julho.

KOMENDA

O mais atrativo da localidade é seus dois fortes, um inglês e outro alemão, que refletem a antiga rivalidade na zona entre estas duas potências.

SHAMA

A seguinte parada na rota pela Costa Oeste é Shama. Aqui pode-se desfrutar do ambiente e o colorido do mercado, além de visitar o forte português, em boas condições.

BUSUA

Busua é a zona preferida das embarcações pesqueiras que chegam a suas costas. Pode-se comprar peixes a preços muito econômicos ou desfrutar de um apaixonante passeio noturno para praticar a pesca do jeito tradicional.

DIXCOVE

Dixcove é uma vila tranquila dominada por um forte de construção portuguesa. Ao longo das colinas podem-se obter as mais impressionantes vistas da natureza que rodeia a zona. Está bordeada de praias de real beleza. As melhores praias da zona encontram-se em Princes Town.

SEKONDI-TAKORADI

Takoradi é um importante porto em cujas proximidades encontra-se a Base Naval de Sekondi. Esta linda cidade mostra todo seu ar colonial nas velhas construções do bairroEuropeam Town. Um dos máximos atrativos é o Forte Orange, de construção alemã.

Em Takoradi encontram-se os melhores hotéis, além de um mercado e um Centro Artesanal. Pode-se realizar passeios pelo porto ou descansar em suas praias.

AXIM

Pode-se ver na zona um forte de construção portuguesa, Santo Antonio (St. Anthony), do século XVI, e um pequeno povoado que encontra-se não muito longe de Axim, chamado Nkroful, berço de Nkrumah. Desde aqui é fácil aceder ao Forte Apollonia e a Beyin.

HALF ASSINI

É este o último destino na rota pelo litoral ocidental. Daqui pode-se cruzar a fronteira para Costa de Marfim.

O CENTRO DE GANA

KUMASI

A antiga capital de Ashanti é o maior centro da cultura e comércio no Gana. Tem uma população aproximada de 400.000 habitantes e mostra na arquitetura uma mistura excepcional de herança colonial e características africanas. Aqui pode-se visitar o Centro Cultural, com exposições da cultura do país, (tem uma livraria pequena e muito interessante) e o Museu Prempeh II ilustrando a história de Ashanti. Possui uma recopilação de fotografias e exposições de artesanato e objetos tradicionais. O Museu Militar está situado no antigo Forte St. George e está aberto diariamente. Também é interessante a visita ao Palácio Asantehem (não pode-se entrar de calção curto e vestidos muito decotados) e observar uma construção cheia de história. Porém, sem dúvida, o mais animado de Kumasi é seu enorme mercado, onde pode-se encontrar de tudo.

Arredores de Kumasi

A 30 quilômetros de Kumasi encontra-se o Lago Bosumtwi, com 100 metros de profundidade. É um lugar popular para excursões de fim de semana. Outra interessante excursão leva a Reserva Owabi, e ao pequeno povoado de Bonwire, onde pode-se encontrar o melhor artesanato da zona. O mesmo acontece em Ahwiaa, Ntonso e Kurofuforum, onde pode-se apreciar e comprar as apreciadas produções tradicionais.

OBUASI

Esta pequena localidade, ao sul de Kumasi, encontra-se belamente rodeada de montanhas e tem como principal atrativo suas minas de ouro.

SUNYANI

Voltando a Kumasi, em direção noroeste, localiza-se Sunyani, parada obrigada. Aqui encontrará bancos, hotéis e bons restaurantes. Daqui pode-se chegar á Costa de Marfim, passando primeiro por Berekum.

MAMPONG

A uns cinquenta quilômetros de Kumasi em direção nordeste localiza-se Mampong. O mais bonito é os arredores. Vale a pena conhece-los, a pé ou de bicicleta.

KUJANI E O PARQUE NACIONAL DIGYA

Situado no centro leste do país, nas aproximidades do Lago Volta, encontra-se este parque, um dos maiores do país.

YEJI

Ao norte do lago e da reserva acha-se Yeji. É uma boa parada no caminho para o norte do país. A cidade dispõe de um atrativo mercado.

KETE KRACHI

Descansa na beira norte do Lago Volta. Foi uma cidade que ganhou importância quando criou-se o lago, sendo um ponto importante nas antigas rotas de tráfico de escravos. Suas estações naturais são de singular beleza. Daqui pode-se chegar à localidade de Kpandai.

O NORTE DE GANA

TAMALE

É uma cidade comercial e a capital da província do norte. É um grande centro produtor de algodão e arroz. Entre os lugares que a cidade oferece como atrativo para o visitante encontra-sen o mercado, especialista em tecidos locais e o Centro Cultural Nacional.

Arredores de Tamale

Desde Tamale podem-se fazer excursões até algumas das localidades próximas como Daboya, conhecida pelos bons tecidos; Yendi, destacando pelo palácio e o Festival Damba de Dagomba. Para o oeste encontra-se o Parque Nacional Mole, um parque rodeado de natureza selvagem. Não muito longe acha-se a mesquita mais antiga do país, em Larabanga, de 1421, sem autor conhecido.

WA-LAWRA

Duas cidades situadas no extremo norodeste do país, famosas pelos festivais que celebram-se em outubro. Wa possui um colorido mercado e uma mesquita para visitar.

BOLGATANGA

É uma cidade de crescente desenvolvimento situada no extremo norte do país. Sua popular produção de artesanatos representa particular atrativo para os visitantes. Debe-se visitar seu mercado.

A zona de Paga Crocodile Ponds está habitada por grandes quantidades de crocodilos. Pode-se visitar durante a época mais seca do ano (de dezembro a abril).

NAVRONGO

Encontra-se no caminho à fronteira com Burkina Faso. O mais atrativo da cidade é sua Catedral e, claro, o Lago de Tono, situado a oito quilômetros.

NAKPANDURI

Nakpanduri é o lugar onde encontra-se a casa de descanso do governo, com razão pois é um lugar tranquilo e sereno. Daqui pode-se viajar até as encantadoras povoações próximas e conhecer um pouco mais desta bela parte do país.

Gastronomia de Gana

Entre os pratos mais típicos de Gana destaca o Fufu (casabe fermentado), uma entrada acompanhada de algum molho a base de amenduim ou uma mistura viscosa de quingombó. Pode-se degustar principalmente nos chamados "chop bar". As frituras são típicas comidas de rua, enquanto o pintade (aves guineanas) são servidas nos restaurantes do norte.

Aconselhamos que experimente o arroz com peixe defumado. Bebidas Pode-se beber a cerveja produzida localmente chamada Pito, servida em vasos de cabaça tradicionais da zona nordeste. Seu sabor é singular e agradável. Lembre-se beber sempre água engarrafada.

Compras em Gana

Em diversas zonas do país poderá comprar esculturas talhadas em madeira e pedra (Ahwiaa), vestimenta de variadas cores e estilos (Ntonso), tecidos tradicionais (Bonwire), objetos elaborados em metais (Kirofuforum), pinturas a mão (Adinkra), cerâmica, trabalhos em prata e ouro e artigos de pele, especialmente bolsas e sandálias.

População e Costumes de Gana

Gana tem uma população de 18 milhões de habitantes, o 32% são cristãos, 30% muçulmanos e 38% praticantes de cultos tradicionais africanos. A maioria fala inglês, embora coexistem perto de 75 línguas e dialetos africanos como o akan, wl twi, o fante, o eweou o dagbeni, entre os principais. Um detalhe característico do modo de falar dos povoadores é que geralmente pronunciam o som da letra "r" como "l". Assim por exemplo, Accra pronuncia-se "accla".

Um costume muito popular entre a etnia, na Costa de Gana, é enterrar seus mortos em imaginativos ataúdes que refletem o status social do falecido e a razão de seu sucesso na terra.

Para isso utilizam as mais variadas produções artesanais: talhas de madeira, pinturas e inclusive objetos e alimentos como sementes de cacau, etc.

Entretenimento

Ao longo da costa do Atlântico há quilômetros de praias de palmeiras onde poderá praticar diversos esportes náuticos como o mergulho, a natação, ou simplesmente um longo passeio pelas beiras. Existem, inclusive, algumas praias apreciadas pela altitude das onds para praticar o surfing. Tem estabelecimentos com o material necessário para realizar a pesca esportiva com os elementos contemporâneos ou o indispensável para a pesca tradicional em canoas elaboradas a mão.

Nas zonas do interior também pode-se realizar trekkings ou passeios em embarcações ao longo dos rios e lagoas.

Festividades

Os feriados oficiais são o 1 de Junho e o 6 de Março, datas para celebrar o Dia da Independência. Também celebram o Dia do Trabalho, Natal, Ano Novo, Sexta-feira Santa e Segunda-feira de Páscoa, assim como as festividades muçulmanas, que variam ano com ano dependendo do calendário lunar.

Transportes em Gana

Avião

A linha aérea nacional é Gana Airways e é a que melhor comunica as principais cidades dos estados da costa. Existem conexões desde Accra a Kumasi e Tamale. O Aeroporto Internacional de Kotoka encontra-se a 10 quilômetros do centro da capital.

Barco

Existem barcos de carga que atravessam o Lago Volta. Os horários de partida e chegada não são exatos, pois demoram o tempo necessário para carregar a embarcação correspondente.

Trem

As vias de trem formam um triângulo entre as cidades de Accra, Kumasi e Takoradi. Os vagões são confortáveis mas lentos e ainda são impulsionados por velhas locomotivas. As passagens vendem-se o mesmo dia da viagem, pelo que é necesário organizar bem o tempo. Os de primeira classe são limitados, os de segunda são mais numerosos. Em temporadas altas existem verdadeiras dificuldades para conseguir vaga nas rotas.

Por Terra

Os caminhos no país variam de qualidade. Alguns são bons e seguros e outros estão em condições muito ruins. Há numerosos postos de controle militar, pelo que debe-se viajar com a documentação e licenças necessários.

Os serviços de ônibus são cômodos e têm dispostas diversas rotas aos principais pontos do país. Os mini-ônibus chamam-se "tro-tros" e operam nas principais rotas a ligarem as cidades com as zonas rurais. Geralmente viajam lotados e são algo incômodos.

Fonte: www.rumbo.com.br

Gana

Geografia

Área: 238.538 km².

Hora local: +3h.

Clima: equatorial.

Capital: Acra.

Cidades: Acra (1.925.000) (aglomeração urbana) (2001), Kumasi (385.200), Tamale (151.100), Tema (110.000), Sekondi-Takoradi (103.600) (1988).

População: 21,4 milhões (2004)

Nacionalidade: ganense

Composição: acãs 44%, móssi-dagombas 16%, euês 13%, gás 8%, outros 19% (1996).

Idiomas: inglês (oficial), línguas regionais.

Religião: cristianismo 55,4% (sem filiação 12,5%, protestantes 16,6%, independentes 14,5%, outros 11,7%), crenças tradicionais 24,4%, islamismo 19,7%, sem religião 0,3%, outras 0,2% (2000).

Economia

Moeda: cedi; cotação para US$ 1: 8.907 (ago./2004).

PIB: US$ 6,2 bilhões (2002).

Força de trabalho: 9,7 milhões (2002).

Governo

República: Presidencialista

Div. administrativa: 10 regiões subdivididas em distritos.

Presidente: John Agyekum Kufuor (NPP) (desde 2001, reeleito em 2004).

Partidos: Novo Patriótico (NPP), Congresso Nacional Democrático (NDC).

Legislativo: unicameral - Parlamento, com 230 membros.

Constituição: 1992.

Descrição

País da África Ocidental, banhado pelo golfo da Guiné, no oceano Atlântico, Gana serviu como porto de embarque de grande parte dos escravos levados para a América entre os séculos XVI e XIX.

Na época da colonização portuguesa, era chamado de Costa do Ouro, por possuir grande quantidade de jazidas do metal.

Testemunham esse passado os fortes e os castelos em sua área costeira, densamente povoada.

A economia, uma das mais estáveis do continente, enfrenta dificuldade nos últimos anos com a queda de preço do cacau - cultivado nas regiões centro e sul - e do ouro, do qual o país é um dos maiores produtores mundiais. Gana explora ainda manganês, bauxita e diamante. A indústria beneficia-se da hidrelétrica de Akosombo, cuja barragem forma o mais extenso lago artificial do mundo, o Volta.

História

Antes da chegada dos portugueses, em 1471, o atual território de Gana era ocupado, na costa, pelo Império negro de Denkiera, que praticava o comércio de ouro com os árabes por meio de rotas pelo Saara. No interior, vivia o povo ashanti, que chegou à região no século XIV. O comércio aurífero é suplantado no século XVII pelo tráfico de escravos, quando os ashanti passam a capturar outros nativos da região e a vendê-los a mercadores estrangeiros em troca de tecidos e de outros bens. Em 1850, o comércio de escravos é abolido pelo Reino Unido, que transforma o território em colônia da Coroa, em 1874, e introduz a cultura do cacau. Em 1946, os britânicos promulgam uma Constituição pela qual os africanos obtêm a maioria das cadeiras no Legislativo. Após a II Guerra Mundial, Kwame Nkrumah cria o Partido da Convenção Popular (CPC), reivindicando imediata autonomia do país. Nkrumah torna-se primeiro-ministro em 1952.

Golpes militares

Gana é a primeira colônia da África Ocidental a tornar-se independente, em 1957, reunindo os antigos territórios britânicos da Costa do Ouro e de Togolândia.

Em 1960 torna-se uma república. Nkrumah, eleito presidente, reprime opositores, inicia a reforma agrária e começa a industrializar o país, com a ajuda das nações comunistas. O regime é de partido único. Em 1966, Nkrumah é deposto pelas Forças Armadas. Segue-se período de instabilidade, em que golpes militares se intercalam com breves governos civis. A política iniciada por Nkumah é abandonada em prol das elites agrárias ligadas ao cacau. Em 1979, um golpe de Estado leva ao poder o tenente Jerry John Rawlings, que mantém as eleições previamente convocadas. Hilla Limann é eleito presidente e Rawlings retira-se, mas retoma o cargo com outro golpe, em 1981, quando instala um governo alinhado ao bloco comunista.

Governo Rawlings

Em 1992 é aprovada em plebiscito nova Constituição e são legalizados os partidos de oposição. No mesmo ano, Rawlings vence as eleições para presidente. Os oposicionistas apontam irregularidades no pleito, aprovado entretanto por observadores internacionais. O plano econômico implantado em 1993, sob exigência do Fundo Monetário Internacional (FMI), derruba a inflação, mas o desemprego atinge quase um terço da população economicamente ativa. Em 1996, Rawlings é reeleito. O FMI concede crédito de 1,6 bilhão de dólares para o biênio 1997/1999, mas, ao fim desse período, o país não atinge o crescimento econômico esperado. Em 1999, manifestações estudantis transformam-se em confrontos com a polícia e levam o governo a fechar temporariamente as cinco universidades do país.

Nas eleições presidenciais de 2000, o candidato de oposição, John Kufuor, do Partido Novo Patriótico (NPP), derrota John Evans Atta, do Congresso Nacional Democrático (NDC), vice-presidente de Rawlings. O resultado é atribuído aos efeitos da crise econômica e a suspeitas de corrupção no governo. Nas eleições legislativas, o NPP conquista 100 cadeiras e o NDC, 92, do total de 200.

Fatos recentes

A posse de Kufuor, em janeiro de 2001, marca a primeira transferência democrática de poder em 43 anos de independência. Em 2002, o país fecha acordo com o FMI e o Banco Mundial, obtendo a redução da dívida externa.

No ano seguinte, o FMI aprova novo acordo com Gana, dessa vez por três anos, com um plano para reduzir a pobreza, dando apoio ao programa de ajuste econômico do governo de 2003 a 2005.

Mortos e torturados

Em maio de 2002 é constituída a Comissão Nacional de Reconciliação, para investigar torturas e assassinatos sob o regime de Rawlings. Os reclamantes podem pedir indenização, mas não abrir processos criminais contra os acusados. A comissão recebe centenas de acusações para investigar. Em 2003 começa a ouvir testemunhas. Em fevereiro de 2004, o próprio ex-presidente Rawlings é levado a depor. Em agosto, o relatório final é entregue ao presidente.

Dois meses depois, o governo prende um grupo de militares da ativa e da reserva, acusando-os de planejar desestabilizar o governo antes das eleições presidenciais. Nas eleições, em dezembro de 2004, o presidente Kufuor é reeleito com 53% dos votos, derrotando novamente Atta. Seu partido, o NPP, obtém 129 das 230 cadeiras do Parlamento.

Fonte: www.casadasafricas.org.br

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